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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 3614 - 05.09.2014 - edita@rnasser.com.br


De novo, o Novo Uno
Fiat mostrou a versão atualizado do Novo Uno. Muitas, muitas mudanças: plataforma reforçada para reduzir torções; interior revisto em formas dos bancos, tecidos, decoração; volante e painel totalmente novos, incremento na aplicação de eletrônica, elevação de charme mecânico com aplicação do sistema Dualogic Plus. Agora este automatizador do câmbio é acionado por botões no console, e a troca de marchas é exclusivamente sob o volante. Charme veio da Ferrari e do Alfa 4C.

Quem os vê ou dirige, fica com a certeza da fabricante ter aviado novamente sua fórmula de resultados: prospectar mercado, consumidores, concessionários para saber quais as demandas dos compradores. E se aplicaram a isto. Bom serviço. O visual mudou e permite combinações de acordo com o espírito das versões. Por exemplo, a Sporting tem novo para choques traseiros, e sob ele avultam, unidas, na metade, as saídas do escapamento.

Há alguns itens diferenciativos, classificáveis em várias categorias. Dos que formam na fila dos eco motoristas, ou que intentam provocar inveja de vizinhos. Na primeira, há a versão Economy, dotada de pneus verdes - com menor arrasto e indutores de menor consumo de combustível e emissões poluentes, e indicador para troca de marchas. Coroa o pacote com aparato que, parando em porto morto, desliga. Para sair, basta pisar na embreagem. É o Start Stop – nome errado, deveria se chamar Stop Start – e o conjunto de soluções, num transito picado de para e anda, é capaz de economizar 20% em combustível. Para o segundo departamento, o Dualogic Plus acionado por botões; o sistema Easy 4 You, equipamento ligado ao painel, recebendo smart phone aí utilizado como telefone, fonte de música, ou ainda GPS. Coisa a virar moda, a R$ 1300, assim como o espelho retrovisor interno, com câmera de ré, por R$ 899. Mesma linha de acessórios, coisa para a qual Fiat Chrysler se dedicam, tem diretoria própria tocada por Noberto Klein, ex VW.

O propósito mercadológico é o consumidor jovem, daí o slogan da campanha publicitária: Descolado como Você.

A designação Novo Uno, idêntica ao do modelo anterior, desloca-o para sub posição agora tratado por apenas Uno, em versão Vivace, duas e quatro portas.
O Novo Uno, o modelo 2015, será vendido em 7 versões. Carlos Dutra, homem de produto da marca, acredita em crescer 30% das vendas, uns 3.000 unidades mensais. Do mais completo, com o inovador Start Stop, iniciais 10% das vendas.

Quantos                                                 R$
Uno
Vivace 2 portas
26.370
#    4 portas
28.500
Novo Uno ( apenas em 4 portas )
Attractive 1.0
 30.990
Way        1.0
31.490
#           1.4
34.990
Evolution 1.4  Start Stop
34.990
Sporting 1.4
36.650
Ar condicionado, para todas as versões custa R$ 2.300    

Chega chinesa Chery
Primeira chinesa a se implantar no Brasil, a Chery não é apenas mais uma montadora dentre as incontáveis aqui instaladas. Implantação representa muito mais. É o início de uma nova fase de convívio entre os costumes destes neo industriais – a Chery tem apenas 15 anos – e as posturas estadunidenses, italianas, alemãs, francesas, japonesas que vigoram no Brasil e moldam técnicos e engenheiros.

É a primeira iniciativa internacional da marca, informando ter aplicado o equivalente a R$ 1 bilhão para implantar a fábrica capaz de produzir 150 mil unidades anuais, uma fábrica dos motores Acteco, de projeto austríaco e controle da Chery. Após, centro de pesquisa e desenvolvimento.
Produtos serão o Celer e o pequeno QQ em nova edição.

Economia faz primeira vítima
Vendas significando perdas em relação ao exercício passado, mercado estremecido e perspectivas econômicas em baixa vibração até as eleições, fizeram a Volkswagen baixar pressa para a produção do Golf nas beiradas de Curitiba. Adiou ações por um ano, jogando fabricação para o final de 2016.
Enquanto isto, para alimentar o mercado importará os Golf produzidos no México. Quase iguais aos alemães atualmente à venda, exceto por simplificação.
Desaparece o revestimento amarronzado para os bancos: o freio de emergência, acionado eletricamente volta ao secular sistema de alavanca e cabos de aço. E as versões por conteúdo serão incrementadas. Haverá um Golf de entrada e outro acima do Higline, todos com motor 1.4, além da versão superior, com motor 2.0 e 211 cv. 
Alterações de preços não divulgadas.

Roda-a-Roda

Mercado – Em agosto licenciamento de automóveis na Argentina caiu 26,6% em relação a agosto.2013. Quanto aos números do mês anterior ascendeu 1,5%. Analistas creem, o fundo do poço ficou para baixo, iniciando recuperação. Previsão é fechar o ano com 650.000 unidades. Em 2013, 955.000. Mercado é liderado pelo Renault Clio, de menor preço.

Futuro – Jornalista Horácio Alonso, do jornal Ambito Financiero, preocupado ante incerteza em recuperação, e medidas extremas tomadas por fabricantes e importadores. Para cortar custos vale tudo, até demissão de presidente; desinteresse em manter representações de carros importados, hiper taxados, e casos curiosos de ágio sobre alguns destes estocados, últimas unidades sem o impostazo e o cessar importações.

Mais – Dentre as medidas, relata mudanças de escritórios luxuosos para outros de menor áreas, luxo e custos, re exportação de importados não vendidos. Problemas locais, carros quase prontos, sem peças externas e de dificultada importação.

Largada – Novo acordo societário, como a Coluna antecipou, com entrada da JAC chinesa no capital da indústria, construção deve se iniciar em novembro, em Camaçari. 13 meses para operar; três modelos em avaliação; 75 mil veículos/ano.

Especial – Fiat monta outro pacote Itália, desta vez no Punto Attractive. Nome técnico do negócio é série branca, incentivo às compras pela agregação de equipamentos cujo custo superaria se fossem aplicados por particular.

Assim – Série Especial enfatiza conteúdo e valor: rádio Connect CD MP3; volante em couro com comandos do rádio; retrovisores externos elétricos; vidros traseiros elétricos; faróis e lanternas com máscara negra; spoiller na tampa traseira. R$ 45.460.

Caixa – Banco oficial chamado a fomentar vendas de automóveis novos e usados, Caixa promove edição de seu Salão Auto Caixa. 4 a 6 de setembro, e 3.000 gerentes em mais de 1.100 concessionários para agilizar o processo.

Atrativo – Taxas, carência de três meses para iniciar pagar, um mês por ano de supressão do pagamento, brindes pelos concessionários. Em 2013 captou R$ 228,6M em financiamento. Nesta edição quer financiar R$ 300M. Lista das revendas com financiamento Caixa em www.salaoautocaixa.com.br.

Novidades – Mercedes lançará utilitário esportivo GLA meio de setembro. É feito sobre a plataforma do Classe A, e será o mais caro da família; Honda - Mesmo período Honda exibirá novo City. Toyota versões do picape Hilux com SRV, de preço menor, motor flex, 2,7 litros, 163 cv, tração apenas dianteira, e transmissão automática antiga, de quatro velocidades. Vendas em novembro.

Como é – Diz consultoria Jato Dynamics, Brasil mantém quinta posição em vendas. Alemanha, crescendo, quarta; Japão, terceiro, caindo 2,6%; EUA vice líder, em ascensão, marcou pouco mais de 1,4 milhão de vendas; e China, crescendo, mantém liderança ao arranhar 1,5M nos oito primeiros meses.

Posição – Apesar da queda em vendas em agosto – 17,2% menos que agosto de 2013 e 7,6% inferior a julho – 272,5 mil veículos contra 329,2 mil em agosto 2013 e 294,8 mil, o Brasil se mantém o quinto mercado mundial.

Doméstico – Fiat manteve a liderança, com 21,7%; VW 18,7 %ultrapassou a GM, 15% e Ford, 4a, 8,7%. Resultado surpreendeu. Esperava-se, a agressiva campanha da GM, vendendo com desconto igual ao IPI, arrancasse vendas.

Re posição – Maus indicativos e quedas – vendas, venda diária – estoques altos, entre 30 e 40 dias – apesar da redução de produção, transfere para setembro as esperanças de início de recuperação por novos modelos e medidas do Banco Central. Redução do mercado, aos olhos de Flávio Meneghetti, da Fenabrave, deverá ser de 8% relativamente a 2013.

Líder – Palio foi, pelo terceiro mês o mais vendido, superando o Gol por margem mínima. Recém lançado, Renault Sandero é 10o. da lista mais vendida.

No bolso – Apagar das luzes, atual governo usou maioria no Senado para aprovar aumento da adição de álcool à gasolina a 27,5%. Biodiesel a 6%. Do ponto de vista do consumidor e eleitor, é desperdício pois o limite máximo de queima econômica é 25%. O aumento é para agradar os usineiros, em má situação pelo controle oficial do preço da gasolina.

Mudança – Nova estrutura de comunicação social da Honda mudou agências e métodos. Apresentação do novo City terá test drive longo, trechos com orografia variada para aferir características do automóvel. Antes a marca havia cometido tais avaliações em cobertura e estacionamento de shoppings.

Base – Marcel Dellabarba, novo gestor da área, veio de VW e Mercedes, onde as avaliações de lançamento são extensas.

Chamado – General Motors faz chamada para substituir mecanismo de regular altura dos bancos em 1.821 Camaro modelo 2011. Súbita mudança de altura pode afetar o controle do veículo pelo motorista.

Bom começo – Ralliart Brasil, divisão de alta performance, negócio da Mitsubishi Motors, largou bem. L200 Triton SR por ela preparada chegou em 4o. com João Franciosi e Rafael Capoani, primeiro nacional no árduo Rally do Sertões.

De novo - Prova vencida pela equipe Mitsubishi Petrobras com protótipo ASX Racing, com Guilherme – Guga - Spinelli e Youssef – Turco - Haddad. É a quinta vitória de Guga na prova.

Idem – Menor fábrica nacional, Suzuki do Brasil foi de forma contida, com os dois Jimny participantes do desafio 100 mil km em 100 dias, revisaram, equiparam, pintaram, trocaram pneus e partes de suspensão, e estrearam os pequenos goianos no Ralli. Na categoria Production 2, para carros iguais aos à venda, ficaram com 5a. e 10a. posição.

Alerta – Pela Internet conselhos em nome de uma certa Shell Oil: não fumar; não usar telefone celular enquanto abastece o veículo; não voltar a ele durante o abastecimento, tocando a lataria próximo ao bocal de combustível. Comportamentos podem ignitar o vapor do combustível durante abastecimento.

Voz da dona – Consultada, assessoria da Shell desconhece documento e origem, mas conselhos são válidos.

Socorro – A fim de empréstimo para quitar dívidas, implantar negócios, fazer capital de giro? O Chrysler Finance Group LLC, aparentemente empresa sob o guarda chuva da Fiat Chrysler Automobiles, está oferecendo ao mercado brasileiro, entre US$ 10 mil e US$ 20M. A fim? info@chryslerfingrp.com

Chamada – Distância entre as metas de redução de consumo de combustíveis e emissões de poluentes estabelecidos para EUA, Europa e Brasil motiva protestos.

Comparação – Movimento internacional pró ecologia Greenpeace protesta nas portas das fabricantes brasileiras, cobrando atingir as metas definidas nos países de origem. Por leniência oficial as metas brasileiras ficam muito distantes.

Na veia -Protesto é feito na porta das fábricas de Fiat, VW e GM, para que as filiais cumpram, em nome do meio ambiente, as regras dos países de origem.
Retífica RN - Coluna passada indicou, uso constante com pequena quantidade de combustível no tanque pode danificar a bomba de alimentação. Leitor Boris Feldman, engenheiro, contesta: bomba não queima por falta do combustível refrigerante. Adoto.

Procura-se – Roubaram o Opala Comodoro SL/E 4.1, 1992, azul escuro, sedã, placas TTJ 0749. Vendo, avise à Polícia e ao dono (neygama@hotmail.com).
Agravante - Roubo ou furto de carro de coleção deveria ser crime qualificado, representando prejuízo à vítima e ao país, desfalcado em seu pobre acervo histórico automobilístico.

Miniaturas – Editora Planeta DeAgostini produz série de miniaturas Carros Inesquecíveis do Brasil. Folheto bem editado tecnicamente por Bob Sharp, acompanhado de miniatura, valor em torno de R$ 40. Recente exibe automóvel Simca Esplanada 1966. Problema ? Não houve Esplanada ’66.

Como é – Parte é Simca, pelas calotas não utilizadas no Esplanada. Outro engano, a miniatura não é desta versão luxuosa, mas do contido Regente. Idem para a modelia é errônea, pois tal carroceria é versão 1969. E neste ano, como desde abril de 1967, a marca do veículo é Chrysler.

Retífica RN – Coluna passada falou da possível queima da bomba de combustível funcionando em ambiente de baixo nível no tanque. Leitor atento, jornalista e engenheiro Boris Feldman foi rápido: não queima. Acato.
Gente – Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America, premiado. OOOO Personalidade Brasil Alemanha 2014, pela Câmara Brasil-Alemanha. OOOO Contribuição ao fortalecimento econômico dos dois países. OOOO 



quinta-feira, 18 de julho de 2013

Roberto Nasser - De carro por aí

edita@rnasser.com.br -61.3225.5511 Coluna 2913-1807.2013


 O jipe da Rainha, ainda melhor
A Rainha Elizabeth II, da Inglaterra, quando dirigia no campo, utilizava um Range Rover. Uma evolução do Defender antigo que possuía e dirigia em propriedades rurais. O Range, tratado com um nível de conforto equilibrado com a disposição de vencer obstáculos, muito utilizou as imagens da Rainha, conduzindo-o – e, como boa mandatária, promovendo o produto de seu país.
Os conceitos, aparentemente inconciliáveis, funcionaram bem e diversificaram-se neste mar de utilitários esportivos grandes, cinza ou pretos que ocupam, com seus muitos metros cúbicos, nossas ruas e estacionamentos.
A Land Rover, hoje indiana, do grupo Tata, refez o automóvel, chamando-o extensamente Land Rover Range Rover Sport, para aproveitar o conceito que, para dificuldades extra asfalto o Range fica melhor e mais crível na foto que Porsche Cayene, BMW X, Audi Q ou Mercedes ML.
Relativamente à versão inicial, muitas mudanças. Desde o uso de chassi e carroceria trocado por carroceria estruturada em alumínio. Quanto à geração anterior, emagreceu 360 quilos! Isto se traduz em disposição, menores consumo e emissões.
Composição rica em confortos e arquitetura mecânica, mantendo o conceito de luxo com insuspeitas habilidades fora de estrada. Motores a gasolina, V6, 3.0 com compressor, fazendo 340 cv, caixa de transmissão ZF 8 velocidades – a mesma do Amarok, por exemplo. Faz 0 a 100 km/h abaixo de 7s. Mais forte, V8, 5.0 também Supercharged, 510 cv, em 5s.
O diabo velho não é sabido porque é diabo – mas porque é velho. Assim, previsível que os acertos de direção, suspensão, habilidades sejam líderes no setor. Aparentemente podem conseguir o feito de oferecer sensações de esportividade, sem renunciar às habilidades fora de estrada, muito auxiliadas pelos diferenciais Torsen, com travamento do posterior, maior distância livre do solo.
No campo conforto, som Meridian com três sistemas de áudio, 1.700 watts e 23 auto falantes, sistema de informação em tela de 8 polegadas, maior área para passageiros.
Versão de topo, V8 Supercharged e amplo pacote de confortos, tem o curioso nome de Autobiography. Preços não definidos, mas conceitualmente coerentes: devem ser tão elevados quanto as montanhas que conseguirá subir.


Alconafta, o gasálcool dos argentinos
Ninguém sabe se é para valer, ou se é apenas mais um dos cansativos e estéreis factóides latino americanos – a criação de uns mini fatos para mostrar serviço e desviar atenções –, mas a presidente Cristina Kirchner, da Argentina, fez entusiasmado discurso em Tucumán instigando mudar o perfil das usinas do país vizinho, produtoras de grandes quantidades de açúcar, para transformá-las em indústrias de álcool.
Mas a governante disse da necessidade de investimentos para transformar o açúcar em Alconafta, agregar valor, gerar trabalho, fazer complementariedade com os irmãos brasileiros (sic). E aditou, exigirá acordos com a indústria automotriz, que ganhou e ganha muito dinheiro na República Argentina.
O Alcoolnafta é o nosso gasálcool com adição de apenas 15%, e os argentinos já utilizaram tal mistura no início dos anos ’80, mas o projeto não se solidificou. Começou por não ser encontrável em extensão nacional. A vantagem em preços era tributária, com impostos incidindo apenas sobre a parte gasolina. Entretanto, como preço do álcool era fixado pelo estado e se tornou irreal, duas partes envolvidas no projeto desistiram. O então governo Alfonsin, perdendo pela enorme renúncia fiscal, e os estancieiros perdendo individualmente por produzir a preço controlado em gabinetes. Daí o negócio foi para a funda grota das boas ideias inviabilizadas por governos.
O súbito empuxo agro nacionalista tem explicação econômica: como tudo em governo de gente mandona e em local sem planejamento, a produção de gasolina na Argentina é menor que o consumo, e neste ano o país, quem diria, então auto suficiente e hoje em crise de caixa, gasta US$ 1B ao mês para importar gasolina.

Ford chega aos peso quase pesados
A Ford dará mais um passo em sua quase exclusiva atividade de fazer caminhões no Brasil: entrará no segmento dos pesados. É uma espécie de declaração de voto em seu projeto, dividido com a turca Tofas, com quem mantém joint venture, representando a marca neste segmento. A matriz estadunidense abandonou o negócio há alguns anos, deixando ao terceiro mundo tocar a iniciativa.
O novo produto, dito 2248 utilizará motor diesel FPT modelo Cursor 10, deslocando 10 litros.
Novidade é a habilidade de evitar disputa no topo do segmento, briga de cachorro – melhor dizendo – caminhão grande, onde estão os emblemáticos pesos pesados Scania, Volvo, Mercedes e, com lançamento em agosto, Iveco. Optou por colocar o pé na porta iniciando caminho característico: estar no andar inferior da escala dos peso pesados, 17% do mercado.
Com possível influência do sócio árabe de chegar ao centro dando voltas pelas beiradas, domina o entusiasmo, utiliza motor menor, segura o peso bruto combinado em pouco acima de 50 toneladas, faz preço muito abaixo dos dominadores do andar superior, uns US$ 100 mil.
Fornecedora FPT é fábrica da Fiat produzindo e vendendo motores para quem quiser produto de tecnologia recente. No Brasil além dos utilitários Ducatto e Dailly, caminhões Iveco, da mesma Fiat, e goianos Hyundai, o peculiar e agora cearense jipe TAC.
Em agosto.


Roda-a-Roda

De novo – Luxuosa marca belga, encerrada nas beiradas da II Guerra Mundial a Minerva volta ao cenário por uso do nome e projeto do inglês JM Brabazon. Esportivo de luxo, dentro do espírito ecológico europeu, construção em materiais caros e leves, como a estrutura em fibra de carbono, carroceria em Kevlar. Motor V12 com dois turbos, e dois motores elétricos. Potências e peso não declarados. Aliás aparentemente os belgas não estão para muito papo, exceto dizer que o automóvel arranha os 400 km/h em velocidade final.

Xing BMW – Muita sede de consumo a aplacar, e o mercado chinês tudo consome, inclusive luxo. Perspectivas no setor sinalizam, neste ano a produção de carros Premium superará a da Europa. Audi lidera vendas e em BMW produção do série 5 e vendas na China superaram a dos EUA para a marca – 182.800 x 172.787. Mercado peculiar, mais de 100 cidades com mais de um milhão de habitantes não contam com revendedor de qualquer marca. Outro mundo.

Nissan Go – Outro na Loganmania, o Go da Nissan. A bem sucedida e muito copiada fórmula do Logan é aproveitar plataformas e motores em fim de linha para revive-los com outro revestimento, propósito e preço baixo. Será produzido na Índia, mercado no salto da bicicleta e das motos de pequena cilindrada para os automóveis. Mecânica Renault antiga, 1.200 cm3, câmbio de cinco marchas, construção barata, para custar lá, aproximados R$ 15 mil. Novidade, recupera a marca Datsun, descontinuada há 40 anos quando batizava um mítico esportivo, o 240Z.

Aqui  Hatchback de cinco portas, típico da famílias em crescimento. Pelo preço e pelo tipo de comprador de pouca intimidade e menores exigências quanto ao que leva para casa, será lançado na Rússia, Indonésia, África do Sul. Aqui, também. Fonte da Coluna assegura, no Brasil será o terceiro produto da fábrica em montagem pela Nissan em Resende, RJ, seguindo o March e o Versa. Fim de 2015.

Nome – Aqui deve ter outra denominação, para evitar confusões sonoras com o Gol.

MercadoHora da caça. Promoções, descontos, financiamentos incentivados. Todas as marcas tem-nas para se antecipar à sinalizada estagnação das vendas e pela mudança de ano modelo. Há que tabular sobre produto e preço para saber se há vantagem, em especial quanto aos importados às vezes de produção já encerrada.

Curto – O bolso do comprador anda curto para novas aquisições. O aumento de juros, ao que parece, não é determinante para a redução dos negócios, mas o endurecer a análise dos cadastros pelos bancos e financeiras, eis que o fomento ao consumo endividou as famílias e as prestações já existentes não dão margem a novos compromissos pelos interessados. O nível de aprovação de cadastros despencou.

Mico, 1 – A Toyota baixou o preço do Etios. Quer limpar os pátios porque muda o carro nos próximos dias, como a Coluna antecipou – e a Toyota não concordou. Melhora o interior em materiais, opção de couro nos bancos – para que, um automóvel feito para um consumidor de quarto mundo, como a Índia, de onde o projeto foi desenvolvido ?

Mudança ? - O Etios no mercado brasileiro será o primeiro produto a passar por revisão de estilo em meses de vida, um péssimo registro cadastral. Mas o desastre pode ter resultado positivo, talvez um freio na empáfia que a empresa assumiu no Brasil.

Fim – Acabou a produção do picape Ford Courier. Baixa demanda por sua conformação de trabalho, necessidade de espaço na linha de produção e uso de plataforma solitária.

Mico 2– Revendedor da marca reclama, alguns intelectuais da Ford fizeram custosa campanha de propagando para levar às revendas proprietários de todos os Ford Fiesta, incluindo os modelos espanhóis, importados, gastos e rodados. Estes não apareceram nas oficinas, preparadas para recebe-los, com óleos antigos, minerais e seus filtros. Dos que rodam, poucos o fazem nas proximidades das revendas.

De olho – Carro elétrico ou híbrido no Brasil é tratado, incluindo os Governos nos três níveis, como coisa Eco folclórica. Há dias a Anfavea, associação dos fabricantes, apresentou dados mínimos ao Governo Federal para iniciar uma classificação e o possível estabelecimento de regras tributárias e incentivos, sem o qual seu preço industrialmente superior nunca permitirá presença no mercado.

Conhece ? - Fabricante estadunidense, aqui pouco conhecido, é o maior vendedor. A californiana Tesla, ultrapassando as mais otimistas provisões está vendendo 400 unidades por semana e quer dobrar em 2014. Ao contrário da maioria dos elétricos, não é estrupício estético.

Outro Bienal do Automóvel, Belo Horizonte, 20 a 24 de novembro, no Expominas. Espectro maior: exibição de carros novos, antigos, hots, motos, bicicletas, kartsauto peças locais, e criação de painéis para discussão de temas ligados à mobilidade. Anos ímpares, para não coincidir com os pares, no Anhembi, S Paulo. Empata com igual promoção em Recife, mostrando o cunho regional.

Igual – Governo de Brasília gasta muito para anunciar novos tempos para o transporte público. É nova edição do mesmo sistema errado: ônibus montados sobre chassi de caminhão, reações de caminhão, altura de caminhão, desconforto de caminhão. Envergonham o país. São, conceitualmente idênticos aos primeiros ônibus feitos no Brasil, em 1924, sobre caminhões Ford TT. O produto se aprimorou, mas o conceito é quase secular, como os feixes de molas que emprega.

Mudar – Melhorar o transporte urbano não é trocar os Caminhônibus, mais baratos que ônibus projetados como tal. E para mudar o sistema, há muito a fazer, mais que troca de caminhônibus velhos por caminhônibus novos. A mudança é conceitual, operacional, considerando-se o usuário como parte importante.E começa na intocável caixa preta dos dados, incluindo a relação entre serviço, equipamento e tarifas.

Mais  Tens caminhãozinho Delivery 8-150 da Volkswagen e chegou na hora de rever o motor e turbo ? Informe-se sobre o novo K14 da BorgWarner. Ele quer substituir o original Garret. Diz, sopra melhor em baixas rotações, dá agilidade, custa menos e é equipamento original de outras marcas, diz Newton Juliato, supervisor do produto.

2 Rodas – 7 a 10 de novembro, no Center Norte, S Paulo, a Brasil Cycle Fair 2013, dita a principal feita do mercado nacional de bicicletas. Novidade anunciada, importação das bicicletas Bianchi, italianas.

História – Nas bancas edição especial da revista Racing. O jornalista Lemyr Martins, que cobriu a Fórmula 1 para a Editora Abril juntou histórias, estórias e muitas fotos da carreira de Nelson Piquet. Vale por tudo e como registro. O Piquet tem sido mal tratado pela história, especialmente em Brasília, onde iniciou sua carreira, voltou coberto de glórias, mora, investe, trabalha e forma equipes com talento, comportamento sério e liderança. A ultrapassagem sobre Sena no GP da Hungria é o maior atrevimento na Fórmula 1 moderna e há que ser preservada para o futuro. Bancas R$ 19,90.
Pelo sítio online@motorpressbrasil.com.br R$ 23,90.

Recorde – Um Mercedes-Benz W 196 de 1954, a grosso modo um fórmula 1 dos anos ’50, marcou dois recordes da leiloeira inglesa Bonhams no autódromo de Goodwood: maior preço para um carro de corridas e para um Mercedes: 17,5 M de libras esterlinas, uns R$ 72,7M. O automóvel, um dos dez sobreviventes de série de catorze, foi conduzido por Juan Manuel Fangio, o argentino penta campeão mundial, vencendo nos GPs da Alemanha e Suiça, base da conquista do título mundial pela Mercedes, neste ano retornando às corridas.

E ? - Originalidade do W 196 006/54 atestada pelo Classic Center da Mercedes – a superoficina e galpão de peças e documentos para manter rodando a frota dos Mercedes antigos, exemplo para todas as demais montadoras. Preço exibe, o automóvel se torna mais um degrau no atual panorama de investimentos: comprado por telefone, por adquirente não divulgado. Na prática, uma obra de arte em três dimensões, que pode fazer barulho, vibrar, e até, improvavelmente, seja colocado a correr nas provas para antigos, no próprio Goodwood – desde que o pessoal do Classic Center seja chamado para funcioná-lo.

Lembra – Leitor da Coluna sabe, adquirir automóveis de estirpe é um dos investimentos internacionais do momento. A rentabilidade das aplicações financeiras em economias estáveis é desprezível. Noutras, emocionantes, pois não se sabe das medidas governamentais que punem o capital e, por isto, investidores optam por comprar obras de arte, como o são os carros com história ou sobrenome. Aquece o coração, faz charme com os amigos e, algum tempo após volta aos leilões para ser novamente vendido – por preço maior.


Gente  Marcus Zamponi, 63, jornalista, passou. OOOO Crítico mordaz, raciocínio cortante, fino observador e contador de histórias e causos, Zampa, filho de bolsa fornida, para a qual nunca se voltou, foi traído pela falta de saúde, com quem negociava há alguns anos. OOOO Não sei para onde foi, mas sei, o ambiente se alegrará com a viva inteligência do Zampa. Grande Zampa. OOOO Philip Caldwell, 92, executivo, idem. OOOO Asceta, presidiu a Ford após a demissão de Lee Iacocca, grande crise. A proximidade com Henry Ford II deu-lhe o tratamento de O Príncipe – era o segundo da hierarquia da empresa familiar, e o contra ponto comportamental em estilo. Bancou o lançamento do Taurus, depois líder de vendas nos EUA, e o Fiesta. OOOO