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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Saab e Embraer Inauguram o Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen no Brasil

A Saab, empresa de defesa e segurança, e a Embraer Defesa & Segurança inauguram hoje o Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (Gripen Design Development Network - GDDN), em Gavião Peixoto (SP). 

O GDDN será o hub de desenvolvimento tecnológico do Gripen NG no Brasil para a Saab e a Embraer, junto às empresas e instituições brasileiras parceiras: AEL Sistemas, Atech, Akaer e Força Aérea Brasileira, por meio de seu departamento de pesquisa DCTA. 

O GDDN contempla o ambiente e os simuladores necessários para o desenvolvimento dos caças. Além disso, o GDDN está conectado à Saab na Suécia e aos parceiros industriais no Brasil, assegurando transferência de tecnologia e desenvolvimento eficientes.

“Temos um compromisso de longo prazo com o Brasil. O lançamento do GDDN é um marco importante no programa brasileiro do Gripen, pois será a base para a transferência de tecnologia e o desenvolvimento dos caças no país”, disse Håkan Buskhe, CEO e presidente da Saab.

“Embraer e Saab têm ambas um histórico longo e comprovado no desenvolvimento e aplicação de tecnologias inovadoras na indústria aeronáutica. Essa cooperação é fundamental para garantir o melhor apoio às operações da Força Aérea Brasileira pelos próximos anos”, disse Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

O edifício do GDDN está localizado nas dependências da Embraer, em Gavião Peixoto (SP), onde também ficará baseado o Centro de Teste de Voos do Gripen e onde será realizada a montagem final da aeronave.

Fatos sobre o programa de transferência de tecnologia
Entre 2019 e 2024, 36 caças Gripen NG serão entregues à Força Aérea Brasileira. Para cumprir o cronograma, a Saab tem uma forte parceria colaborativa com empresas brasileiras, tais como Embraer, AEL Sistemas, Akaer, Atech, Mectron, Inbra e Atmos.

O programa de transferência de tecnologia para o Brasil cobre quatro áreas que visam fornecer à indústria aeroespacial brasileira a tecnologia e o conhecimento necessários para manter e desenvolver o Gripen no Brasil:

    • Treinamento teórico
    • Programas de Pesquisa e Tecnologia
    • Treinamento on-the-job na Suécia
    • Desenvolvimento e produção

Entre outubro de 2015 e 2024, mais de 350 profissionais, entre engenheiros, operadores, técnicos e pilotos das empresas parceiras da Saab e da Força Aérea Brasileira, irão à Suécia para participar de cursos e treinamentos on-the-job. Habilidades e conhecimentos serão adquiridos pela indústria brasileira, possibilitando um extenso trabalho de desenvolvimento e produção do Gripen, incluindo a montagem final no Brasil. Até hoje, cerca de 100 profissionais brasileiros estiveram na Suécia e começaram a retornar ao Brasil no início deste mês. O programa de transferência de tecnologia é dividido em 60 projetos-chave, com duração de até 24 meses.


A Embraer desempenhará um papel de liderança na execução do programa e realizará uma grande parte do trabalho de produção e entrega das versões monoposto e biposto do Gripen NG. A empresa será responsável por uma quantidade considerável do trabalho em desenvolvimento de sistemas, integração, testes de voo, montagem final e entregas de aeronaves. Além disso, Embraer e Saab serão responsáveis pelo desenvolvimento completo da versão biposto do Gripen NG.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Roberto Nasser - De carro por aí

 
Coluna 2716 - 01.07.2016 - edita@rnasser.com.br
Bom, bonito, o Kia Sportage
Quarta edição, sucesso de vendas crescente, projeto premiado, Kia Sportage inicia ser vendido no Brasil e, com esperanças de José Luiz Gandini, importador, de retomar a posição de mais vendido da marca.

Mudou tudo, incluindo design atualizado e conteúdo. Terá sido o último Sportage sob o lápis de Peter Schreyer, festejado designer, presidente da Kia. Deve se aposentar em dois anos e próxima geração surgirá em 2021. Embute muita dedicação para se tornar referência, linhas agradáveis, grade e frontal inconfundíveis, incorporando detalhes marcantes em outros produtos, como os frisos em relevo no capô, lembrando esportivos Mercedes, e o perfil do aerofólio traseiro, assemelhado ao do Macan Porsche.

Fugiu do desenho ensandecido em planos e cortes, tão a gosto de coreanos, e tem harmonia de formas. Tanta, venceu prêmios de design, como o Red Dot e o iF. Cresceu 4 cm em comprimento, 3 cm em altura, manteve a largura de 185,5 cm e esticou entre eixos em 3 cm, indo a 267 cm. Arquitetura interior oferece mais espaço para passageiros e carga. Nova construção aderiu à moda tecnológica de aço leve e resistente para áreas de maior esforço, aumentando em 33% sua aplicação, atingindo pontuação máxima em entidades de segurança nos EUA: cinco estrelas no NHTSA e máxima no IIHS.

Conteúdo enriquecido em conforto e segurança, as duas versões compostas para o Brasil tentam cercar os compradores. Entrada, mais simples, sem entretanto passar vergonha por não portar revestimento em couro, 10 regulagens elétricas nos bancos frontais, é bastante palatável. Altamente recomendável não fosse a omissão do auxílio eletrônico para estabilidade, o EPS, e das aletas sob o volante para o comando manual das marchas, não embarcados por razões de continência.

Motorização única, 4 cilindros, dianteiro, transversal, flex, 2,0 litros, DOHC e 16 válvulas. Com álcool, torque de 20,2 kgmf, e 167 cv; gasálcool, 156 cv e torque de 18,8 kgmf. Transmissão automática, seis velocidades, tração dianteira.

Quanto custa
Versão
R$
LX
109.990
EX
134.990

Saab vai-se
No pós-Guerra, engenheiros aeronáuticos da sueca Saab – a dos caças Grippen – projetaram pequeno automóvel. Leve, resistente, aerodinâmico, motor 3 cilindros, 2 tempos. Marcou-se mundialmente por vencer rallyes contra concorrentes mais fortes.

Em 1989 focando no negócio principal, equipamentos de defesa, passou à GM 50% das ações e o controle, gerando o óbvio: se a rede de supermercados compra a ótima doceria do bairro, cai a qualidade, vai-se o charme, negócio fecha. Perdem todos. Ao comprador falta refinamento, sobra grosseria.

GM entrou em crise após tentar assumir a Fiat, e passou a Saab à Skyper, marca exumada para fazer carros esportivos. Muita lenha sueca para o caminhãozinho holandês, negócio se inviabilizou.

Foi vendida ao grupo chinês NEV, de carros elétricos, e logo a carroceria do Saab 9-3 movida por eletricidade era o modelo NEVS – S, de Suécia. Operação complicou em caixa, fluxo, recursos, desde 2012 entre a recuperação judicial e a falência e, ante planos de se transferir para a China, a holding Saab proibiu o uso da marca e da logo. Os NEVS não serão Saab.

Referencial qualidade é pouco conhecida no Brasil. Em 1956, à implantação da indústria automobilística nacional, numa bravata, a UDN, partido de oposição ao governo JK, para inviabilizar o projeto, criou oportunidade de importação de veículos. Entre os neo importadores a companhia T Janer, trouxe Saabs. Mais famoso, o do arquiteto Oscar Niemeyer, para rodar em Brasília e viagens, ante seu pavor a aviões. Início dos anos ’90, representante em S Paulo vendeu dúzia de unidades e saiu do negócio. Saab agora é história.

Em veículos Suécia resumiu-se aos caminhões e produtos industriais Volvo. Outras, Scania é Volkswagen, e Volvo automóveis, chinesa.

Vespa quer voltar. De novo
Motoneta, ou termo da moda Scooter, italiana Vespa quer voltar à produção no Brasil. Novo representante, a Asset Beclley Investments Management, visa construir parque industrial e abastecer Brasil, Mercosul e América Latina e em 5 anos, conquistar 10% do mercado de motos com marcas Vespa e Piaggio.

Pretensões elevadas, repetir participação mundial, como 15,2% e liderança europeia e 21,4% entre scooters. Lidera nos EUA com 20%.

Quarta vez - Chegou ao início da motorização nacional, de 1958 a 1964, pela carioca Panambra. Década após, 1974 a 1983, no modelo de montagem na Zona Franca de Manaus, pela empresa Barra Forte. Fechou. Voltou em 1985 mudando desenho operacional, societário, pela Motovespa, juntando matriz italiana Piaggio, 45%; Caloi, 45% e B. Forte, 10%. Em 1985 e 1986 em superficial montagem e, daí produção e nacionalização de 90%. Dado inimaginável, superou a líder Honda CG 125. Pouca duração, em 1987 Caloi deixou a sociedade, e crise de administração encerrou-a em 1990.

Quatro anos após a ágil Brandani, de Ribeirão Preto, SP, importou modelo 150 da Índia. Cessou em 2.000. Outros quatro anos de ausência, Piaggio e Vespa com outro importador a partir de 2004. Fechou.

Agora, novo empreendedor contratou para implantá-la Longino Morawski, responsável pela sedimentação da Harley-Davidson, e ex-Toyota.

Roda-a-Roda
Fumaça – Incalculadas mudanças e prejuízos econômicos para a decisão de o Reino Unido deixar a União Europeia, na indústria automobilística inglesa, para patrões e empregados situação medeia entre o receio e o pavor.

Base – A grande ilha baseia grande número de fabricantes estrangeiros exportando sensível parte de sua produção. Segundo maior fabricante de automóveis ingleses é a japonesa Nissan ...

Custos - Sair da UE significa o estabelecer de barreiras administrativas e tributárias para importar e para exportar – ou seja, aumento de preço nos produtos, com inevitável queda em demanda – e risco aos empregos.

Aqui – De lá Brasil importa Minis, Rolls-Royces e Jaguar Land Rover. BMW informou situação não afetará o preço dos Mini. RR é inexpressivo no panorama: 4 unidades em 2015, nenhuma em 2016. Jaguar e Land Rover entendem cedo para projeções.

Outro lado – Enquanto muitos perderão, cálculos dizem, Bernie Ecclestone, diretor comercial da Fórmula 1, ganhará muito. Empresa sediada na Inglaterra, faturamento externo estimado em US$ 2B, valorizou 10% ande queda de valor da Libra. O Brexit deu ao polêmico Ecclestone, mais de inesperados US$ 200M!

Negócio – VW alemã traçou projeto de indenização aos compradores nos EUA de 482.000 veículos diesel TDI com emissões acima do teto legal, o Dieselgate. Pagará entre US$ 1 mil e US$ 7 mil, dependendo do carro e caso. Em re-call impossível comprará os carros. No total, US$ 15B para encerrar ações no âmbito civil, indenizar proprietários, multas e dedicar a pesquisas.

Razão – História contada pela publicação AutoData diz de estudo da Escola de Guerra Econômica, do Ministério da Defesa francês, apontando o Dieselgate como iniciativa tática dos EUA contra os fabricantes europeus de veículos e a aproximação da Volkswagen à liderança mundial.

Pontos – Relaciona a divulgação da história à véspera do Salão de Frankfurt; a hábil condução para o lado da falha dos alemães sobre o diesel, preferido na Europa, desprezado nos EUA; as multas maiores para Toyota e VW relativamente às aplicadas contra a GM.

Resumo - Capítulo da disputa de condições nas quase secretas negociações para o Tratado Transatlântico. Tal Cavalo de Tróia regerá relações empresariais em todos os campos de atuação. Críticos dizem, Washington entra com as regras, os europeus com a submissão. Sendo, o Dieselgate quebra a canela dos industriais europeus de automóveis.

Mais um – Renault Brasil importará o SUV Koleos. Quer reduzir a ociosidade de sua licença de importação para 4.800 u/a. Grande aos padrões nacionais, 4,67m de comprimento, aproximado ao Land Rover Discovery.

Parâmetros – Novo modelo será apresentado na França próxima semana, e versão importada marcar-se-á pelo refinamento na decoração, motorização 2,5 litros e 175 cv, transmissão CVT, tração total. Dúvida maior na Renault é como chamá-lo: Koleô, em pronúncia francesa; Kôleos ou Kolêos ? Nome grego, expressão de medicina, nada tem a ver com o produto: é bainha.

SUVs – Em um ano Renault terá quatro utilitários em seu portfólio. Do Kwid, pequeno, a ser apresentado no Salão do Automóvel em S Paulo, novembro, substituindo o Clio; o Captur, pouco maior; o Duster; e o Koleos.

Primeiro – Dentre novas montadoras de picapes médios no Mercosul, Renault arrancou primeiro: mostrou seu Alaskan na Colômbia. Será produzido na fábrica Renault em Córdoba, Argentina – de onde, há 60 anos, saiam picapes Willys.

Setorial – Argentina firma-se como produtora de picapes. Hoje Toyota Hi-Lux, Ford Ranger e VW Amarok.  Fará, como a Coluna também antecipou, base comum para picapes Renault Alaskan, e Nissan NP 300 Navara – ou Frontier - na fábrica de Córdoba. E estenderá o fornecimento à Mercedes-Benz no modelo Classe GLT, além de Peugeot. Alaskan à venda em julho.

Vem mesmo – Presidente da holding PSA, Carlos Gomes, confirmou picape Peugeot para 1 t no Mercosul. Frédéric Chapuis diretor de veículos comerciais da marca, à frente do projeto. Local não anunciado.

Mais – VW Amarok ganhará motor V6, 3,0 litro, diesel. Vendas em 2017.

Questão – Argentinos dizem, seu presidente Maurício Macri, ouvirá dia 5, na matriz VW na Alemanha, durante visita, investimentos para novo produto na fábrica onde hoje fazem Amarok e CrossFox – lá dito Suran. Porta voz de David Powels, presidente da VW América Latina, desconhece.

Parou – Chinesa Chery, mais nova das montadoras no Brasil, parou linha de produção até novembro. Muito estoque, poucas vendas. Dará férias coletivas, licença remunerada e lay-off – inatividade com pagamento reduzido.

Continua – Processo produtivo interrompido não impedirá lançamento do novo QQ nacional em julho. Formou estoque.

Por cima – Ford aplicou motor de três cilindros, 1,0, à versão Titanium, topo do Fiesta. Pico da tecnologia para a cilindrada: turbo, injeção direta, duplo comando variável, pressão variável pela bomba de óleo, dois sistemas de refrigeração e resfriamento dos pistões por jato de óleo.

Mais – Faz 125 cv, torque de 17,3 kgfm e, diz a Ford, o mais econômico do país. Transmissão é a polêmica sequencial antes chamada PowerShift. Lançamento não é fato isolado, opção e evento na linha Fiesta, mas integra processo de recuperação de vendas, com mudança de gestão interna – gerente comercial de caminhões venderá automóveis e vice versa.

Democratização – Versão 1,0 custa R$ 71.990; 1,6 Sigma SE (R$ 51.990), SEL (R$ 58.790) e Titanium (R$ 70.690), transmissões manual ou a sequencial.

Charme – Mercedes incluiu o modelo nacional Classe C dentre os vendáveis a pessoas com deficiência. Com direito a isenção de IPI custará R$ 134.144,15.

Curiosidade – Na lista, o GLA, iniciando produção paulistana. Primeiros a dirigi-lo não foram jornalistas especializados, mas motoristas com deficiência. A público será apresentado em julho.

Clima – José Luiz Gandini, presidente da Kia e da Abeifa, associação dos importadores de veículos, crendo em novos ventos econômicos perlustrou sofás em Brasília. Argumenta, cota de 4.800 u/a isenta dos 30 pontos percentuais sobre o IPI de veículos importados, é irreal no país e no setor.

Elegância – Sugere cota seja a média das importações dos 3 últimos anos pré imposição dos 30% sobre imposto. Não toca no assunto de os ex-ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel e Mauro Borges, condutores da legislação, serem indiciados em processos sobre facilidades legais. Ministro Henrique Meirelles, da Fazenda, ouviu com interesse.

Acordo – Brasil e Argentina renovaram acordo automotivo até 2020. Regras tortas mantidas para a isenção alfandegária: cada US$ 1 exportado ao Brasil, a Argentina poderá importar US$ 1,5 em produtos brasileiros.

Sub estabelecimento – A partir do dia 8, Resolução do Contran torna obrigatório uso de farol baixo durante o dia, em estradas, como item sinalizador de presença. Obrigou mas não explicou. Carros novos tem Luz de Rodagem Diurna, as lanternas com lâmpadas LED. Moral da história, concederam aos policiais rodoviários o poder de exegese, a interpretação legal: as LRD LED e sua específica e mundial função substituem os faróis – ou geram multa ?

Gente – Lulla Gancia, 92, elegante, passou. OOOO Melhor qualificação para a senhora ativa, fina por origem e educação, mulher do Piero Gancia (1922-2010), piloto e representante da marca Alfa Romeo, renovador do automobilismo brasileiro. OOOO Lulla foi a responsável pela alteração positiva do Kartódromo de Interlagos; correu com seu motorista nos 1.000 Quilômetros de Brasília – 1966, 5º. lugar na geral - brilhou na apresentação do protótipo Simca Ventania junto com a atriz Normal Bengell, autódromo do Rio. OOOO Vladimir Mello, comunicólogo, gerente de relacionamento da BMW no Brasil, promoção. OOOO Entra na folha de pagamento da matriz. Do México assistirá instalação de fábrica, e comandará área no Caribe e América Latina. OOOO Frisson no segmento: bom emprego procura titular. OOOO


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Roberto Nasser - De carro por aí

Do bom Encontro de Antigos em Araxá
Encerrado o XXI Encontro Nacional de Veículos Antigos, adequadamente realizado no arquitetonicamente imponente Grande Hotel de Araxá, MG, a dúvida sobre a concorrência com outro evento em Águas de Lindóia, SP, dissipou-se. Araxá, como usualmente chamado, mostrou sua fórmula correta: veículos de qualidade; esforço para apresentar novidades; público qualificado; leilão de antigos. Dos veículos relevantes, Ferrari 212 Barchetta, restaurada no Ferrari Classiche, departamento desta fábrica para cuidar dos antigos; Bugatti 1938 carroceria Grangloff Stelvio; Alfa Romeo 2500 carroceria Boneschi, de 1950; Cadillac V16, 1939 e, curioso e raro Cadillac 1958, sedã 4 portas sem coluna, versão Brougham, teto em aço escovado, de aparência incrivelmente leve sobre a carroceria com linhas bolhosas e excessos típicos do final dos anos ’50.

Curiosidades: 1 - Troféu Fabio Steinbruch, oferecido pelo Alfa Romeo Club não a proprietário da marca, mas ao renomado pumista Caiko Botelho; 2 – Organização reverenciou jornalistas Teresa Gago e Atos Fagundes pelo dedicado trabalho no setor; 3 – Colecionador Eduardo Azevedo apresentou seu recém concluído Reggia, chassi em treliça, carroceria em fibra, linhas inspiradas nas barchettas dos anos ’50, primoroso exemplar único; 4 - Histórias surgiram: uns viram correr, outros sabiam de exemplar com o primo do motorista do amigo do diretor ..., vizinho possuiu mas vendeu a peso após acidente em Interlagos, estas coisas do país que não lê; 5 – Merecidíssima a homenagem ao Horácio, o Fusca 1974 com casal Erwin e Flávia Moretti. Poucos promovem a marca e a união antigomobilista como eles; 6 – Hispano Suiza 1911, pioneiro na pioneira Coleção Lee, reapareceu oferecido pela herdeira ao Museu que se instala na cidade de Caçapava. Desaparecido há 20 anos exibia
sua aura; 7 – Impecável, marcante visual e auditivamente os 100 cilindros de Ferrari, milhares de equinos, em desfile próprio pela passarela; 8 - Leilão, corajosa iniciativa agora sedimentada, deixou claro ser lugar para veículos de maior preço. Os nacionais, baratos, tinham lances pequenos, demorados, cansativos; 9 - E exibiu vício conhecido de lances desmesuradamente elevados, porém não aceitos pelos vendedores, deixando a dúvida se pretendiam apenas ser referência para negócios futuros – ou para conversas de happy hour... 10 – Carlos Quintana, lojista argentino, presente com livros e emblemas. Vale a pena ? perguntei, para ouvir que em antigomobilismo valem as vendas do momento e o conhecimento para
negócios futuros. Sábio; 11 – Colecionador Oswaldo Borges da Costa, um dos criadores do Encontro, ausente ao último, reapareceu em grande estilo, faturou três prêmios com Rolls-Royce Sedanca De Ville 1934; Peugeot 1908; e o Troféu Roberto Lee com o Bugatti Stelvio 1938; 12 – Mesmo lacrado pela Justiça para inviabilizar-se, o Museu Nacional do Automóvel, de Brasília, mantém-se ativo: levou uma treliça da Fórmula Brasil, última remanescente da iniciativa de Chico Landi e Toni Bianco, sua última descoberta; 13 – E foi premiado com Alfa Romeo 2300 de 1974, o chassi 00001, marcando os 40 anos do início da produção deste veículo.

Um convidado curioso
No incontável público na cerimônia de canonização do Papa João Paulo II, um será, pelo menos, insólito. É automóvel polonês FSO modelo Warszawa –Varsóvia -, fabricado em 1958.Como tudo envolvendo a então União Soviética e seus países satélites, tem a marca da superação, o defasar em estilo, motorização, construção. Quando ainda com o nome civil Karol Wojtyla, o então Bispo da Cracóvia comprou o automóvel, mantendo-o em serviço por vinte anos, até ser ungido condutor da Igreja Católica. Então, servido por Mercedes novos, vendeu-o a seu motorista.
Há dois anos o superado e gasto automóvel mudou de padrão, ao ser adquirido por colecionador alemão, assumindo sua origem. Restaurado, irá à festa.

Tralha
Sabe aquela frase em adesivo usualmente colocado nos automóveis nacionais de coleção, “Não ria. Seu pai teve um”?  Pois é. Por pouco não foi produzido no Brasil. Ao tempo da implantação da indústria automotiva no Brasil, com poucos incentivos, porém reserva de mercado e a perspectiva de inquantificada porém projetadamente grande clientela, muitos fabricantes se habilitaram a produzir aqui. A polonesa FSO, iniciando fazer o Warszawa, foi uma delas. Não veio.

O produto era o carro do Bispo Wojtyla, de origem projeto russo de automóvel, o Pobeda – Vitória – criado na estatal GAZ, cedido à subjugada Polônia pelo ditador Joseph Stalin. Inspiração norte americana pré II Guerra, pesado, lento, motor de 4 cilindros, comando e válvulas no bloco de ferro, 2.0 e 50 hp.

Ainda bem que seu pai não teve um deles.

Roda-a-Roda

Tentativa – Na Argentina novo plano para reativar vendas de carros feitos lá, caídas em 30%: desconto pelos fabricantes, entre 3 e 13%, e financiamento pelo estatal Banco de La Nación Argentina, 10% de entrada, 60 pagamentos, juros de 17% a.a., inferior à inflação de balcão.

Limites – Validade de três meses, teto em 120 mil pesos – só para a gama baixa, Renault Clio, Chevrolet Classic, Fiat Novo Palio Essence. Após, a carros brasileiros. Valor da prestação limitada 30% da renda do interessado.

Copa – Tentando empurrar produção e vendas do Clio, em via de substituição, Renault Argentina e seus concessionários oferecem durante os jogos da Argentina na Copa do Mundo, descontos sensíveis para a versão Confort Plus, 5 portas. De 116.500 pesos, a 98.120. Resultados iniciais pequenos.

Simpatia – Mercado difícil, ano com vendas menores em 30% que 2013, vale tudo para vender carros novos na Argentina. Volkswagen ao lançar o up! usou o brinde de bicicleta dobrável Think Blue para atrair aos primeiros 500 compradores. O mimo é alemão e não existe no mercado brasileiro.

Tempo – Chinesa National Electric, dona da sueca SAAB, sustou a produção destes competentes automóveis. Micou o caixa.

Pesquisa – JD Power, conhecida empresa de pesquisas automobilísticas, pelo 28º. ano levantou índices de satisfação de compradores de carros novos até três anos de uso nos EUA. Porsche lidera, Jaguar em segundo, empurrando Lexus, marca Toyota para ser irretocável em qualidade, ao 3º. lugar.

Aqui – Pesquisa no Brasil deu empate entre Hyundais e Toyotas. Curiosidade, os coreanos os importados pela representante CAOA, no mercado a Hyundai do B, estão à frente dos Hyundai HB 20 aqui produzidos pela Hyundai original.

Governo ? – No desvario criativo da economia nacional, governo federal quer aumentar a 27,5% volume de álcool adicionado à gasolina. É para diminuir importação deste combustível, e gasto de divisas na desequilibrada balança comercial.

E ? – Pode servir a muitos, exceto proprietário de veículo, pois quanto maior a quantidade de álcool, maior o gasto km/litro. Haverá álcool ? Eleição fomentam a criatividade, vantagens para poucos, desvantagens para muitos.

Motores – Escolha do International Engine of the Year – Motor do Ano – deu resultado insólito: pela terceira vez o mais importante como tecnologia foi o Ford 1.0 Ecoboost, de três cilindros. Segundo, 70 pontos – 20% - atrás, o V8 Ferrari 4,5 litros. Depois, VW 1,4 TSI com turbo e compressor; Mercedes-AMG 2,0 turbo, e elétrico estadunidense Tesla.

Processo – 82 votantes internacionais, 5 do Brasil – o Colunista um deles -, representando 34 países, e foco em tecnologia e aplicação real, futuro. Daí, exceto o Tesla, nenhum dos motores é dos EUA.
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Situação – Após sofrer vandalismo e grandes perdas por atos de terrorismo, revendas na avenida de acesso ao estádio Mineirão, em Belo Horizonte, blindam os negócios em dias de jogo: painéis metálicos vedando os vidros, ou deposição de containers em torno das lojas.

Justiça – Tribunal de Justiça de Brasília cancelou permissão concedida pela Câmara Distrital, aprovada pelo Governador do DF, aos taxis cobrar Bandeira 2 durante a Copa do Mundo. O Ministério Público do DF arguiu a incoerência da medida, um saque contra o consumior.

or e desestímulo ao uso dos taxis em período de grandes libações. Ano eleitoral é fogo. Faz até Legislativo e Executivo voltar-se contra o público.

Mercado – Para exibir-se no mercado norte americano, Mitsubishi desenvolveu carro especial para a subida no Pikes Peak, montanha no Colorado, 19 km, 156 curvas. Elétricos, quatro motores, 603 cv, tração integral.

Razão – Vencer o PP é relevante no mercado norte americano. A Mitsubishi faz o elétrico MiEV e vende nos EUA, Europa, Japão. Candidatou-se montá-lo aqui, mas não ouviu facilidades para compensar os maiores custos de produção.

Figuração – A volta de honra nas 24 Horas de Nurburgring, a demolidora prova alemã de resistência, teve dois Bugatti 16.4 Grand Sport Vitesse a liderar os 175 participantes. O super carro francês, com 1.200 cv, tem o recorde mundial para carros esporte de produção: 408,84 km/h de velocidade final.

Escada – Brasiliense Felipe Nasr, disputando a temporada de GP2 é segundo após excepcional performance no circuito de Spielberg, onde assumiu a liderança, fez a volta mais rápida, e venceu. Sobe a escada para a Fórmula 1.

Retífica RN – Leitor Lico Azevedo, antigomobilista e conhecedor do produto e história, sacou rápido e indicou engano na Coluna passada: Bugatti de 1937 exposto no grande Encontro de Araxá, MG, não seria o Tipo 57 Atlantic, com dupla de unidades remanescentes.

Razão – Tem-na. O automóvel exposto usa carroceria Gangloff Stelvio, em aço. A outra é em Elektron, liga de alumínio e magnésio.

A Fiat e seus prêmios em Cannes
Sorrisos na Fiat. Os cortes nas verbas de divulgação, em vez do previsível resultado de baixar veiculação e vendas, mostraram resultado inverso: instigaram a criatividade da empresa, e como resultado internacional, faturou cinco prêmios no Cannes Lions 2014, um dos festivais de comunicação mais importantes do mundo.

Na pioneira categoria Inovação, criada ano passado, levou o prêmio pela campanha Vem p’ra Rua, de grande oportunidade, ao ser veiculada junto às inexplicadas manifestações populares e protestos nas ruas. A ideia da empresa, de produtos mais vendidos no mercado durante 12 anos, era demonstrar conhecer as ruas com intimidade.

Outra abordagem direta gerou prêmio, a Fiat Live Store, trocadilho bem achado com Love Story. É projeto único no mundo, ao utilizar tecnologia para conectar clientes a especialistas nos produtos Fiat. O contato é feito em tempo real e de forma interativa. Pelo sítio WWW.fiat.com.br/livestore, ou pelo Facebook o cliente escolhe um modelo, e um especialista usando um fone de ouvido com câmera de alta resolução e microfone, mostra diretamente o que foi pedido pelo consumidor para conformar um carro e tira dúvidas diretamente. O negócio funciona em galpão na fábrica de Betim, montado pela agência Click Isobar.

João Batista Ciaco é o diretor de Publicidade e Marketing de Relacionamento, e as agências premiadas foram Click e Leo Burnett Taylor Made.



quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 4913 04.12.2013 - edita@rnasser.com.br  


Passando a limpo, Mitsubishi Triton
Quem não tem 8 marchas automáticas – como o VW Amarok, novidade no setor e que se pontua por este item - refina o resto.Parece ter sido o caminho da Mitsubishi para dar atratividade a seu principal produto, o picape Triton. Ou para fazer uma despedida digna – deve ser substituído, em 2015, pelo novo modelo apresentado como protótipo hábil, em fevereiro, Salão de Genebra.Fato é, deu-lhe uma acertada perceptível, não apenas no visual frontal mudando para choques, grade e grupo óptico dentro das habilidades da MMC, a Mitsubishi do B, mas na parte rolante. Incorporou quinta velocidade na transmissão automática, mantém o quantitativo na opção mecânica, alongou o diferencial para reduzir as rotações em velocidade, aumentou o tanque a 90 litros, aumentando a autonomia. Aplicou espelhos retrovisores rebatíveis externamente. 

O motor 3.2 quatro cilindros, diesel, turbo com intercooler, teve potência aumentada a 180 cv, torque de 38 k.gmf. O flex é de ciclo Otto, V6, 3.500 cm3, comando simples mas 24 válvulas, faz 205 cv e 31,5 k.gmf de torque. Há, ainda motor para a versão mais barata, HLS tração simples: quatro cilindros em linha, 16V, 2.400 cm3, 142 cv e torque de 22 k.gmf.Dentro, conceito misto. Altura de picape, jeito de automóvel, banco envolventes, como em carros esportivos, aplicação de couro, painel rico, kit Multimedia, GPS, rádio, CD, DVD, Bluetooth, comandos no volante.
Muitas versões, muitos preços. Mais barato, 2.4 Flex, HL, para frotas, vendas diretas, negociação pontual.
A público normal 2.4 Flex, tração simples, R$ 76.990. Mais cara, HPE, 3.2, diesel, transmissão automática, tração nas 4 e reduzida, completa. R$ 126.990.

Questão de óptica
Diz a Mitsubishi, o multi campeão brasileiro Ingo Hoffmann fez S Paulo a Brasília num Triton diesel, sem reabastecer. Deve ser verdade, mas será ociosa vantagem. Em torno de 12 km/l, com pé em cima, para efeito promocional, qualquer Zémané faz.
A MMC, a Mitsubishi do B, a operação brasileira, independente da japonesa, faz os melhores picapes da marca. Usuário de seus maiores mercados e fã clubes, África do Sul, Nova Zelândia, Austrália se dirigir os Triton brasileiros, deixará de lado os importados da Tailândia e quererá importar os goianos. São muito superiores em acertos, ajustes, finura em comportamento. A soma de know how interno de competições, com o atrevimento de empreender fazem-nos melhores. Pena, a MMC daqui não enfatiza as boas características, seu diferencial, o ter-na-mão, o andar sem sustos, os intraduzíveis porém perceptíveis  handling, tenutta-di-guida, rótulo aos bem acertados MMC Triton. (RN)

Com diesel e melhoras, o novo Mercedes ML 350
Versão 2014 do Mercedes ML 350 Blue Tec anuncia aprimoramentos e combina com a motorização diesel bem disposta: V6, 3.000 cm3 – a centena indicada na plaqueta não significa decilitros de cilindrada -, 258 cv de potencia e 620 Nm de torque. Caixa automática, 7 velocidades e gestão eletrônica, tração permanente nas 4 rodas – sem marcha reduzida.Deu trato. Mantém proporções e linhas inconfundíveis no atual mar de utilitários esportivos, porém dentro da filosofia Blue Tec, de buscar eficiência energética, aperfeiçoou aerodinâmica inclinando a Coluna A, para choques frontal, obtendo coeficiente de arrasto – cd - de 0,35, recorde em tal morfologia. Refinou as sensações de conduzir por intervenções na base, aprimorou segurança e conforto. O refinamento desliga automaticamente o motor nos sinais de trânsito ou congestionamentos, tão distante das exigências do consumidor nacional quando a redução dos índices NVH – ruído, vibração e aspereza -, objetivando um rodar de automóvel.
No âmbito da segurança a Mercedes aprimorou seu conceito Real Life Safety, desenvolvido sobre ocorrências reais com veículo e passageiros. Na prática, um habitáculo resistente, protegido, com zonas de deformação – e absorção de impactos – na dianteira e traseira, almofadas de ar, freios adaptativos, com anti bloqueio, controle de tração em cada roda, assistente de partida em subidas, bloqueio dos freios em descidas acentuadas, detector de sonolência, alarme de perda de pressão em pneus formam o sistema.
Internamente, associação visual com os sedãs de maior luxo na marca, couro sintético, tela de 7 polegadas com acesso à Internet, sistema para estacionar sozinho, câmera de ré.
Pessoal da engenharia da Mercedes sorri sozinho. Torque e potencia do diesel concedem andar como automóvel fino: 0 a 100 km/h em 7,4s, final 224 km/h.

Roda-a-Roda


Origem – A Jeep, mais rentável das divisões Chrysler nos EUA preparou versão especial do Wrangler, a Willys Edition. A marca Willys, da Jeep, sumiu ao surgir a American Motors. O produto se baseia na simplicidade do modelo CJ 2A.




Clássico – Quer futuro clássico, automóvel de respeito agora e depois ? A Mercedes-Benz fabricará os 350 últimos SLS AMG GT ditos Final Edition, esportivo inspirado no mítico 300 SLR, o Asa de Gaivota. Motorização V8, 6.300 cm3, turbo, 591 cv.

Ainda – Poucas unidades eventualmente trazidas ao Brasil custarão mais de R$ 1M. Estoque antigo 2012/3 remanesce na Minasmáquinas, revenda MB em Belo Horizonte, a atrativos R$ 600 mil. Gostas ? Tens ? É a hora.

De volta – Para quem gosta de automóvel: o Saab modelo 9-3 voltou ser produzido. Mesma usina sueca, dois anos após ter-se encerrado a fabricação por falência do empresa, depois que a GM acabou com a marca.

Mudança – Quase o mesmo carro, mas plataforma com mudanças retirando as partes incorporadas pela GM. Novo fabricante, National Electric Vehicle Sweden, negócio de empresas de Hong Kong e da Suécia. Os Saab tem tradição de solidez, performance, resistência a desaforos.


Segurança– Entidade independente aferidora de segurança em carros produzidos no Mercosul, o Latin NCAP, fez nova bateria de testes de impacto. Novos Ford Focus e EcoSport marcaram 5 estrelas, o máximo de segurança para usuários adultos, quatro e três para crianças.

Repasse – Testes patrocinados por Ford, VW, GM e Hyundai, visam clientes de olho na segurança à hora da compra. Na VW o Jetta teve cinco estrelas em proteção de passageiros adultos e quatro para criança. No GM Malibu surpresas. Os 10 air bags protegem os adultos, garantem cinco estrelas, mas para crianças os sistemas não se adequam aos testes. Levou uma estrela apenas.
Aos poucos – Lenta mas inexoravelmente nossos carros melhoram quanto a consumo e segurança, com programa oficial e a participação do Latin NCAP. Hoje só compra veículo inseguro por desinteresse em informação.

Outro – Décimo salão para veículos elétricos, componentes, tecnologias. 4 a 6 setembro 2014, Expo Center Norte, S. Paulo. Demanda mundial, o carro elétrico, apesar da falta de estrutura e o débil sistema de geração e transmissão de energia elétrica no Brasil, não pode aguardar o fim da inércia oficial, dos negados apagões, mas procurar soluções.

Preparativos - De repente, entra um governo novo e faz como os de JK e Figueiredo, aumentando e capilarizando produção e utilização da energia elétrica. Hoje no mundo há 7 milhões de veículos elétricos. Aqui, na casa da centena.

Vizinho – Peculiar Guiana Francesa terá estrutura de re abastecimento solar a carros elétricos em 2014, esforços do governo e da Renault para viabilizar seu sistema aplicado no ZOE, Twizy e Kangoo Z.E. Semana passada iniciaram vendas na Ilha da Reunião, francesa no Oceano Índico, em leasing mensal veículo/ baterias.

Quantum – Medida setorial: em 2013 brasileiros gastarão R$ 277 bilhões em torno do automóvel – novos, usados, manutenção e combustível. Dado do Pyxis Consumo, do IBOPE diz ser 6% superior ao de 2012. Maior gasto não será na festejada Classe C, ¼ da movimentação, mas na B, com R$ 143B, 52% do total. 

Caminho – PSA, holding de Peugeot e Citroën acertou com a PUC-Rio – Pontifícia Universidade Católica, pesquisas ligadas à eficiência de motores e tecnologia biocombustível. O fabricante tem-se aplicando ao tema.

Adeus – Sábado, 30, a Volkswagen anunciou em página dupla o fim da Kombi e seus últimos desejos. Na lista, agradece às pessoas que a incluíram em sua vida e histórias. Seu último desejo é voltar para casa. Bom sinal, significando a VW guardará o último exemplar.

Marca – Recordista nacional em tempo de permanência em produção, 1957-2013, barrada no baile pela nova legislação exigindo almofadas de ar, incompatível com seu projeto e estrutura, tem série de despedida, a LastEdition. Bi color a R$ 85 mil. E livro digital com as histórias contadas em seu hot site.

Lá – No Japão Toyota promove Festival de Clássicos. Tema, Salões do Automóvel e Carros dos Anos ’60. Estrelas, Toyota Publica, 1962, protótipo com soluções aerodinâmicas, Hino Contessa, pelo carrozziere italiano Gianni Michelotti – autor do Alpine A 108, o nosso Willys Interlagos, Nissan Skyline 1960, do mesmo lápis, BMW Isetta, aqui o Romi Isetta, e Ford Thunderbird.

e Cá – No Brasil a Toyota passa batida por sua história. Não guardou exemplar de seu modelo Bandeirante, jipe com história, referência em uso duro.

Gente –Cláudio Rawicz, 40, ex-Fiat, PFT e diretor da Iveco, paz. OOOO Será gerente de imprensa na Renault. Convívio familiar. OOOO. Mario Laffitte, engenheiro, 45, ex diretor de comunicações na Mercedes-Benz, mudou – como a Coluna antecipou. OOOO VP na Samsung América Latina. OOOO Philippe Varin, 61, demissionário presidente da holding PSA, dançou. OOOO Saiu para não atrapalhar o grande plano: participação da chinesa Dongfeng na francesa. Juntas, ampliar negócios na China e levar fábricas para o mundo. OOOO A PSA calculou bônus e aposentadoria em 21 milhões de Euros, mas o ministro do Trabalho do governo francês e centrais sindicais interferiram. OOOO Alegam demissões feitas pelo grupo. OOOO Resultado, levará apenas pensão anual de 310 mil Euros – e após fazer 65 anos. OOOO Amigo da Coluna, ex funcionário da Simca, residente na francesa Nice, disse, vendo o mar através de um Pastis: “ - Só 310 mil eurôs ao ano ?Une mérréque.  O ministro é incompetente e invejoso …” OOOO