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sábado, 23 de novembro de 2019

Marcopolo e Empresas Randon ampliam parceria no Centro Tecnológico Randon

Imagem: Gelson Mello da Costa

Decorrido pouco mais de um ano da parceria tecnológica para testes e validações, a Marcopolo e as Empresas Randon ampliam acordo para desenvolvimento conjunto no Centro Tecnológico Randon. O CTR disponibilizará à Marcopolo uma área de sigilo que será dedicada a estudos avançados de engenharia para seus ônibus. 

A aproximação das duas empresas, que nasceram no mesmo ano, são líderes em seus respectivos segmentos e conquistaram o mercado internacional, já rendeu ótimos frutos. O avanço permitirá avaliações dinâmicas em veículos comerciais para desenvolvimento e homologação de sistemas de controle de estabilidade – uma demanda legal que passará a ser exigida para toda a frota brasileira a partir de 2022. A ampliação contará, também, com uma pista especial para testes de sistemas auxiliares de frenagem, o ABS. 

Com um investimento de aproximadamente R$ 10 milhões na ampliação, o complexo de 87 hectares que hoje conta com mais de 20 diferentes tipos de pistas terá novas e melhoradas áreas para execução de ensaios dinâmicos. Além disso, cerca de R$ 3 milhões foram recentemente adicionados para incremento do laboratório estrutural, expandindo ainda mais a capacidade de testes para atendimento de montadoras e das Empresas Randon.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

PAIXÃO POR VELOCIDADE: A ROTINA DE UM PILOTO DE PROVAS DE ELITE DA FORD



No mundo da engenharia automotiva existe um grupo de elite de pilotos de teste – chamado Tier 4 –, que reúne a nata da categoria. Eles são os únicos com permissão para acelerar até o limite máquinas de mais de 500 cv, como o Shelby GT500 e o Ford GT. A Ford tem apenas 20 pilotos com essa certificação no mundo e um único na América Latina, Luis Gozzani, engenheiro paulista que trabalha no Campo de Provas de Tatuí, no interior paulista.

“Quando eu tinha 3 anos, meu pai tinha uma moto esportiva e me levou em cima do tanque para dar uma volta. No meio do passeio, ele deu uma acelerada forte e aquela cena ficou gravada na minha memória pelo resto da vida. Ainda me lembro do ronco do motor, da sensação de aceleração e do vento no rosto. Acho que neste exato momento meu destino foi selado”, ele conta.

Luis Gozzani atua na Engenharia de Veículos da Ford desde 2005 e é um exemplo da paixão que os profissionais do Campo de Provas de Tatuí têm pelo seu trabalho. A instalação é a pioneira do gênero no Brasil e está comemorando 40 anos de operação.

Como engenheiro de desenvolvimento, Gozzani participa da avaliação de todos os atributos dos carros. Além dos testes de pista, seu trabalho envolve também a parte burocrática de engenharia, análise de riscos de segurança e treinamento de outros pilotos.

Depois de correr de kart na adolescência, ele se formou em Engenharia Mecânica e participou de campeonatos estudantis de protótipos. Também trabalhou em uma oficina de competição, atuando como mecânico no box em provas de longa duração, como as 1.000 Milhas de Interlagos. A Ford foi seu primeiro emprego, onde pôde seguir a vocação e participar de treinamentos para chegar ao nível Tier 4.

“O Campo de Provas é uma extensão da minha casa. Eu faço o que gosto, que é levar os carros ao extremo para garantir a segurança e o prazer de dirigir do consumidor”, diz.

Níveis de pilotagem
Na classificação dos pilotos, o nível Tier 1 identifica um motorista comum. Como Tier 2, o piloto já pode realizar testes veiculares na pista, como aderência lateral e longitudinal dos pneus a até 160 km/h. Ao Tier 3 é permitido, por exemplo,  fazer slalom e rodar acima do limite de aderência a até 220 km/h. Para um Tier 4, teoricamente não há limites. Para chegar lá é preciso ser indicado por um comitê de pilotos desse nível e fazer um treinamento especial de 10 dias em Dearborn, nos EUA – que foi criado nos anos 2000 com a ajuda do piloto Jackie Stewart.

“Esse treinamento é totalmente prático. São avaliados o perfil do piloto, seu controle sobre o veículo e realizadas provas de tempo e velocidade, entre outras. Além disso, o Tier 4 deve estar preparado para treinar outros pilotos”, explica Gozzani.

Segundo ele, a pilotagem nesse nível assume um caráter totalmente diferente do convencional. “Quando uma pessoa está ao volante, ela usa quase todo o cérebro para dirigir. No nosso caso, precisamos tornar a tarefa de pilotar automática para poder focar a atenção nos componentes do carro que estamos avaliando.”

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Pirelli apresenta evolução dos pneus GT da Ferrari no The Ferrari Finali Mondiali


Seis carros esportivos que definem eras, seis de suas versões feitas para corrida e seis pneus de competição desenvolvidos especialmente para eles: essa é a história dos 26 anos do Ferrari Challenge e alguns dos mais importantes e notórios modelos da empresa de Maranello, dos quais suas versões de competição compõem a célebre série de competições criadas pela Ferrari. Este é o território que a Pirelli conhece bem, sendo fornecedora exclusiva de pneus para o Ferrari Challenge desde que o campeonato fez sua estreia.

Isso representou uma importante oportunidade para a fabricante de pneus estudar novos conceitos e condições extremas, como é sempre o caso no automobilismo, com Gentlemen Drivers ansiosos, baseados em carros de rua com mesmas características e dinâmica. O Ferrari Challenge nasceu em 1993 e, desde então, foram mais de 1.000 pilotos participantes da competição. O número de pneus utilizados é incalculável, até porque, o campeonato se expandiu partindo da Europa e agora conta com corridas na Ásia e nos Estados Unidos: um mundo de pilotos, cada um guiando uma Ferrari equipada com pneus Pirelli.

O modelo que inaugurou a competição foi o Ferrari 348 Challenge, derivado dos modelos 1989 348 TB e TS, trazendo o motor V8 de 3,5 litros do carro de passeio, que conta com 320 cavalos de potência. Em comparação com a versão de passeio, o 348 Challenge não foi muito modificado, mas utilizava pneus slick que foram especialmente desenvolvidos pela Pirelli e que tinham 17 polegadas com tamanhos diferentes na parte dianteira e traseira (245/620-17 e 265/640-17, respectivamente). Assim como o carro, os pneus também têm uma forte ligação com seus equivalentes de passeio: para desenvolvê-los, a Pirelli utiliza os moldes normais do P Zero, mas com construção e compostos específicos. 

348 Challenge participou de suas últimas corridas em 1996, ao lado do 355 Challenge, outro descendente direto do mesmo modelo de passeio que contava com motor de 380 cavalos de potência, idêntico ao carro de passeio. Os dispositivos de segurança necessários para a competição e os pneus feitos sob medida fizeram diferença. A empresa italiana desenvolveu seus primeiros pneus de 18 polegadas para a categoria: um tamanho que permaneceria como padrão por mais de 10 anos.

Em 2000, o terceiro carro a ser utilizado no desafio da Ferrari fez sua estreia: o 360 Challenge, que era baseado no modelo 360 Modena. Ele tinha a mesma motorização que o seu equivalente de passeio (400 HP), mas com menos peso. O 360 Challenge sofreu algumas modificações importante no ano seguinte, como o aumento para 415 cavalos de potência, o que exigiria melhor desempenho dos pneus. Mas a geração utilizada e que nasceu com a 355 Challenge foi capaz de responder às novas exigências dos carros e dos pilotos com apenas novos tamanhos e compostos introduzidos.

430 Challenge marcou um novo e importante passo para a competição: o modelo de corrida tinha a mesma potência do modelo de passeio (490 cv) e foi adaptado graças às lições aprendidas pela Ferrari na Fórmula 1. Por exemplo: ele usava o primeiro sistema de freio feito de cerâmica usado em um carro de competição da Ferrari. Sendo assim, os pneus também precisavam de modificações importantes e a Pirelli desenvolveu os primeiros pneus de 19 polegadas para pista seca e molhada. Este pneu se tornou, pela primeira vez, uma especificação de banda de rodagem específica para chuva.

Em 2010, o aclamado Ferrari 458 Itália foi o modelo base para o atual carro da competição, levando para a pista a mesma potência do de passeio, 570 cv, mas 100kg mais leve e com mapeamento de motor específico e escapamento de competição. Havia, também, um diferencial traseiro eletrônico que exigia trabalho em paralelo com os pneus. A Pirelli adaptou as dimensões dos pneus e os compostos mantendo o mesmo tamanho da roda.

A turboalimentação chegou no Ferrari Challenge em 2016, com a chegada do 488 Challenge: foi a primeira vez que um motor turbo foi visto no campeonato em 25 anos de história. Houve um aumento de 100 cavalos de potência, em comparação ao modelo 458, e o tempo de volta no circuito de Fiorano caiu um segundo. A Pirelli desenvolveu novos tamanho de pneus para lidar com as novas exigências de potência.

Theo Mayer, que gerencia o programa Ferrari Challenge da Pirelli, disse: “é uma excelente oportunidade para a Pirelli trabalhar ao lado da Ferrari na competição. Juntamente com os pilotos profissionais, há também pilotos amadores, que têm outros compromissos além das corridas. Os pneus são sempre desenvolvidos em paralelo com o carro, um ano antes da competição é oficialmente lançando, melhorando a dirigibilidade e desempenho para pilotos de todos os níveis. O objetivo destes desenvolvimentos tem sido maximizar o desempenho, utilizando as mais recentes inovações tecnológicas e técnicas da renomada área de motorsport da Pirelli. Isso ajuda a tornar os pneus mais adequados nas mais diferentes condições. Para pista molhada, por exemplo, foi criado um pneu específico. Agora que estamos entrando no 26º ano de parceria, nosso próximo será celebrar meio século juntos”.

domingo, 7 de outubro de 2018

Cummins e Isuzu assinam carta de intenções para avaliar oportunidades de parceria


A Cummins Inc. e a Isuzu Motors Limited assinaram uma carta de intenções para avaliar as oportunidades de entregar produtos competitivos globalmente. O anúncio foi realizado por ambas as companhias.

No universo de veículos comerciais, as fontes de energia estão cada vez mais diversificadas e as regulamentações de emissões mais rigorosas em todo o mundo. Investimentos significativos serão necessários para entregar as melhores soluções de powertrain baseadas em Diesel e gás natural de próxima geração, bem como motores alternativos, conectividade e autonomia. Colaboração e parcerias estratégicas serão essenciais para compartilhar maiores custos de investimento.

A Isuzu e a Cummins são líderes em inovações tecnológicas, com amplo alcance global em regiões complementares do mundo. Cada empresa comprometeu-se a designar uma equipe de pessoas nos próximos meses para explorar potenciais oportunidades no desenvolvimento de tecnologia de produtos, serviços e outras áreas de colaboração, com o potencial de uma parceria de longo prazo para a próxima geração de sistemas baseados em Diesel e gás natural; motores de combustão, bem como novas tecnologias de powertrain, como a eletrificação. Os motores a Diesel continuarão a ser o líder de energia no futuro, em mercados de veículos comerciais e fora de estrada. Uma parceria de longo prazo permitirá com que ambas as empresas cresçam globalmente.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Volvo Cars anuncia venda de veículos autônomos para o Uber

A Volvo Cars assinou um acordo com o Uber, empresa norte-americana de compartilhamento de viagens, para fornecer milhares de veículos compatíveis com a tecnologia de condução autônoma, entre 2019 e 2021.

O modelo comercializado é o SUV XC90, desenvolvido sobre a plataforma modular da marca (SPA, Scalable Platform Architecture), uma das mais avançadas do mundo e que também é usada em outros veículos da série 90, além do Novo XC60.

O acordo não-exclusivo valoriza a parceria estratégica entre a Volvo Cars e o Uber, anunciada em agosto de 2016, e sinaliza um novo capítulo na convergência das fabricantes de automóveis e empresas de tecnologia do Vale do Silício.

Os engenheiros da Volvo Cars trabalharam em estreita colaboração com seus pares do Uber para desenvolver o utilitário esportivo XC90. Esse veículo incorpora todas as tecnologias de segurança e núcleo autônomo de condução necessárias para que o Uber incorpore à sua própria tecnologia de condução autônoma.


Ao mesmo tempo em que atende ao Uber com carros compatíveis com direção autônoma, a fabricante sueca usará o mesmo veículo como base no desenvolvimento de sua própria estratégia independente de carros autônomos, prevista para o lançamento de seu primeiro veículo totalmente dotado dessa tecnologia, em 2021.

sábado, 21 de outubro de 2017

FCA INAUGURA PRIMEIRO CENTRO DE SIMULAÇÃO DE DINÂMICA VEICULAR DA AMÉRICA LATINA


A Fiat Chrysler Automobiles (FCA), em parceria com a PUC Minas, inaugurou hoje (18) o SIMCenter, primeiro Centro de Simulação de Dinâmica Veicular da América Latina. Localizado no Campus Coração Eucarístico da PUC Minas, em Belo Horizonte, o SIMCenter oferece o que há de mais avançado na tecnologia mundial de simulação e tem como objetivo gerar inovações e pesquisas com foco na segurança de veículos, pessoas e sistemas viários.

Os investimentos da FCA superaram R$ 18 milhões, resultado da política de incentivo do Inovar-Auto e apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O sistema, primeiro do gênero da FCA no mundo, é formado por uma plataforma que realiza todos os movimentos de um veículo real através de nove atuadores; um cockpit equipado com sistema de áudio que reproduz os sons do motor e as reações dos pneus com o piso; e uma tela curva com ângulo de visão de 230°. Os movimentos do cockpit são integrados às imagens da tela e alinhados com os comandos realizados pelo motorista, guiados em tempo real pelos instrumentos da sala de controle.

Por meio das simulações, é possível definir as características técnicas e funcionais de cada componente do veículo que determinam a sua dinâmica, como os amortecedores, molas, pneus, direção, freios e barras estabilizadoras. Uma vez definidas nas simulações, essas características tornam-se especificações técnicas para a construção de peças físicas que irão compor o veículo. No SIMCenter, é possível avaliar, por exemplo, diferentes geometrias da suspensão em tempo real, num ambiente totalmente controlado, sem ter que ir a uma pista de teste.

Com tecnologia de ponta, o SIMCenter possibilita uma imersão total do motorista com o máximo de realismo da sensação de dirigir. Dentro de um Jeep Renegade ou qualquer outro veículo, o piloto pode ser “teletransportado” para qualquer circuito do mundo, como o campo de provas da FCA em Balocco na Itália, em um dia de neve. Basta configurar essa realidade e pronto! Já é possível ter nos computadores uma variedade de dados do comportamento do veículo e do condutor nesse ambiente.

O grande diferencial é a interação do motorista. Grande parte das simulações é feita em “ambiente offline”, isto é, no computador, sem a presença do piloto real. Já no SIMCenter, o conceito aplicado é do driver-in-the-loop, que permite ao condutor, em tempo real, avaliar o comportamento do veículo à medida que as variáveis são ajustadas.

No SIMCenter, o foco não é apenas a simulação de sistemas automotivos. Por meio dos sinais de telemetria como velocidade, aceleração, ângulo do volante, marcha inserida, torque e potência do motor, além das reações do motorista, é possível realizar uma análise completa do automóvel e do ecossistema onde ele está inserido. Dessa forma, a tecnologia aplicada no Centro permite gerar dados sobre o comportamento dos condutores em diferentes estímulos, como distração por cansaço e efeito de bebidas alcoólicas; interação homem-máquina e ergonomia; infraestrutura viária com avaliação de sinalizações e traçados de rodovias que ainda não foram construídas, sempre em ambiente controlado e seguro.


Criado em um ambiente colaborativo e multidisciplinar, o SIMCenter será utilizado em parceria por profissionais do grupo FCA, alunos e pesquisadores de diferentes disciplinas da PUC Minas, como Engenharia, Arquitetura, Medicina, Psicologia, Ambientes Virtuais, entre outras.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Cummins mostra inédito protótipo de caminhão elétrico nos EUA

A Cummins revelou em seu centro de tecnologia em Columbus, Estados Unidos, um inédito protótipo de caminhão 100% elétrico pesado, demonstrando mais uma vez sua expertise tecnológica para novas tecnologias. O caminhão elétrico Aeos tem autonomia de até 482 km com uma única carga e será usado como demonstração em aplicações de transporte rodoviário, entregas urbanas e atividades portuárias, como manuseio de contêiners. 

Aeos é um cavalo mecânico 4x2 rodoviário Classe 7 com peso bruto total (PBT) de 33,7 toneladas e capacidade para tracionar quase 20 toneladas de carga. As acelerações são até 35% mais rápidas em comparação com um veículo similar equipado com motores de 11 ou 12 litros. O torque máximo é de 346 kgf.m.

Em sua configuração básica, Aeos tem autonomia de 100 milhas (160 km). Na versão completa, são 300 milhas (482 km) com uma única carga. A recarga da bateria de 140 kWh dura uma hora, mas a Cummins já desenvolve uma solução que vai baixar este tempo para 20 minutos até 2020. Para auxiliar na recarga das baterias há freios regenerativos e painéis solares no teto do caminhão. Há ainda sistema Start&Stop, que impede que se gaste energia em vão em paradas no semáforo, por exemplo.

Além do powertrain 100% elétrico, o Aeos tem carroceria com formas aerodinâmicas para reduzir o coeficiente de arrasto (Cx) e “atravessar o ar” com maior facilidade. Entre as soluções encontradas pela engenharia da Cummins está a ausência de radiador frontal e de espelhos laterais, sendo estes últimos substituídos por pequenas câmeras que geram imagens 360º do caminhão transmitidas no painel. A carroceria do Aeos foi desenvolvida em parceria com a Roush, conhecida preparadora americana. 

MOTOR ELÉTRICO CONFIRMADO EM 2019 - Para a Cummins, fontes de combustível e energia variadas são necessárias para oferecer valor aos negócios dos clientes e contribuir para um futuro sustentável. Por este motivo, a empresa anunciou recentemente que lançará um powertrain totalmente elétrico em 2019, ano de seu centenário, além de uma versão híbrida no ano seguinte. Os motores elétricos vão equipar ônibus e caminhões menores já em 2019. Caminhões grandes como o Aeos devem ganhar motorização elétrica Cummins já a partir de 2020.

Apesar do avanço da tecnologia elétrica, a Cummins acredita que o fim do motor a combustão interna não é iminente. Os avanços tecnológicos também estão causando um impacto muito positivo nos motores a Diesel e a Cummins continuará a inovar, tornando seus motores ainda mais limpos, mais eficientes e mais confiáveis. A densidade de potência do Diesel é inigualável e a Cummins acredita que a substituição do combustível ainda levará muito anos.

A Cummins sabe de que as indústrias, os mercados e as tecnologias continuarão evoluindo e, por isso, suas equipes de pesquisa e engenharia trabalham com uma ampla variedade de soluções que incluem combustíveis alternativos e powertrains elétricos. Por esse motivo, a Cummins investe anualmente US$ 700 milhões em âmbito global na exploração de novas soluções de energia e produtos. Em todos os casos, a Cummins estará pronta para trazer aos seus clientes a tecnologia certa, na hora certa.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Saab e Embraer Inauguram o Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen no Brasil

A Saab, empresa de defesa e segurança, e a Embraer Defesa & Segurança inauguram hoje o Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (Gripen Design Development Network - GDDN), em Gavião Peixoto (SP). 

O GDDN será o hub de desenvolvimento tecnológico do Gripen NG no Brasil para a Saab e a Embraer, junto às empresas e instituições brasileiras parceiras: AEL Sistemas, Atech, Akaer e Força Aérea Brasileira, por meio de seu departamento de pesquisa DCTA. 

O GDDN contempla o ambiente e os simuladores necessários para o desenvolvimento dos caças. Além disso, o GDDN está conectado à Saab na Suécia e aos parceiros industriais no Brasil, assegurando transferência de tecnologia e desenvolvimento eficientes.

“Temos um compromisso de longo prazo com o Brasil. O lançamento do GDDN é um marco importante no programa brasileiro do Gripen, pois será a base para a transferência de tecnologia e o desenvolvimento dos caças no país”, disse Håkan Buskhe, CEO e presidente da Saab.

“Embraer e Saab têm ambas um histórico longo e comprovado no desenvolvimento e aplicação de tecnologias inovadoras na indústria aeronáutica. Essa cooperação é fundamental para garantir o melhor apoio às operações da Força Aérea Brasileira pelos próximos anos”, disse Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

O edifício do GDDN está localizado nas dependências da Embraer, em Gavião Peixoto (SP), onde também ficará baseado o Centro de Teste de Voos do Gripen e onde será realizada a montagem final da aeronave.

Fatos sobre o programa de transferência de tecnologia
Entre 2019 e 2024, 36 caças Gripen NG serão entregues à Força Aérea Brasileira. Para cumprir o cronograma, a Saab tem uma forte parceria colaborativa com empresas brasileiras, tais como Embraer, AEL Sistemas, Akaer, Atech, Mectron, Inbra e Atmos.

O programa de transferência de tecnologia para o Brasil cobre quatro áreas que visam fornecer à indústria aeroespacial brasileira a tecnologia e o conhecimento necessários para manter e desenvolver o Gripen no Brasil:

    • Treinamento teórico
    • Programas de Pesquisa e Tecnologia
    • Treinamento on-the-job na Suécia
    • Desenvolvimento e produção

Entre outubro de 2015 e 2024, mais de 350 profissionais, entre engenheiros, operadores, técnicos e pilotos das empresas parceiras da Saab e da Força Aérea Brasileira, irão à Suécia para participar de cursos e treinamentos on-the-job. Habilidades e conhecimentos serão adquiridos pela indústria brasileira, possibilitando um extenso trabalho de desenvolvimento e produção do Gripen, incluindo a montagem final no Brasil. Até hoje, cerca de 100 profissionais brasileiros estiveram na Suécia e começaram a retornar ao Brasil no início deste mês. O programa de transferência de tecnologia é dividido em 60 projetos-chave, com duração de até 24 meses.


A Embraer desempenhará um papel de liderança na execução do programa e realizará uma grande parte do trabalho de produção e entrega das versões monoposto e biposto do Gripen NG. A empresa será responsável por uma quantidade considerável do trabalho em desenvolvimento de sistemas, integração, testes de voo, montagem final e entregas de aeronaves. Além disso, Embraer e Saab serão responsáveis pelo desenvolvimento completo da versão biposto do Gripen NG.

domingo, 23 de outubro de 2016

VanDyne SuperTurbo e Allison Transmission desenvolvem protótipo de demonstração

A VanDyne SuperTurbo Inc. e a Allison Transmission Inc. anunciam a colaboração para o desenvolvimento de um protótipo de demonstração. As empresas pretendem combinar os benefícios de desempenho proporcionados pelos turbocompressores acionados mecanicamente da VanDyne com a transmissão Allison TC10 para cavalos-mecânicos pesados.

Por meio da adoção de recursos de controle avançados, a combinação das duas tecnologias maximiza os benefícios do downspeeding (baixas rotações) do motor, e da eficiência promovida pela sobrealimentação e o turbo. O principal objetivo da parceria é demonstrar como estes dois produtos, quando combinados inteligentemente em um veículo, podem reduzir as emissões de dióxido de carbono e melhorar a eficiência energética sem sacrificar o desempenho.

Com projeto inovador, a transmissão totalmente automática TC10 combina o conversor de torque Allison com um sistema de eixos duplos contrapostos. Esta associação proporciona maior força em cada marcha e otimização do consumo de combustível, garantindo maior produtividade e eficiência. A transmissão é ideal para cavalos-mecânicos, principalmente nas aplicações de distribuição onde o conjunto cavalo+reboque divide seu ciclo de trabalho entre cidade e estrada.

O SuperTurbo utiliza um sistema continuamente variável acoplado a uma unidade que controla a rotação do turbocompressor e permite uma transferência de torque bidirecional. A chave para a perfeita combinação com a TC10 foi a capacidade do SuperTurbo fornecer pressão do turbo sob demanda. Isso possibilita mudanças de marcha mais eficientes, mantendo uma relação ar/combustível mais favorável e elevados níveis de potência.

O SuperTurbo atua como um superalimentador transiente, combinando as potências geradas pela turbina e pelo motor para permitir a rápida elevação do torque e minimizar a necessidade da elevação das suas rotações. Esses recursos ficam ainda mais acentuados com os benefícios gerados pela TC10 totalmente automática. Além disso, a nova estratégia de controle incorpora mudanças de marchas predeterminadas e respostas mais imediatas do motor devido à presença do SuperTurbo.

Desvendar todo o potencial do downspeeding dos motores para maximizar a eficiência do veículo exigiu a análise de vários sistemas. A Allison e a VanDyne iniciaram as avaliações desse sistema único para motores downspeeding em 2015, e este primeiro veículo de demonstração é o resultado desse processo. As aplicações potenciais que estão sendo avaliadas incluem transportes de longo curso, regional e urbano.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

VOLARE ANUNCIA DESENVOLVIMENTO DE NOVO MODELO 100% ELÉTRICO

A Volare, líder nacional da produção de veículos leves para o transporte de passageiros, anuncia que está desenvolvendo um novo modelo, com motorização 100% elétrica. A montadora prevê apresentar o protótipo do novo miniônibus no início de 2017.

O projeto do novo Volare elétrico conta com a parceria da BYD, empresa líder mundial no desenvolvimento de powertrain para veículos elétricos, e prevê a produção no Brasil . O desenvolvimento teve início em 2014 e faz parte da estratégia de fabricante para oferecer veículos com as mais avançadas tecnologias e que atendam a demanda brasileira e internacional, sobretudo com relação à emissão de poluentes.Z

“Com o novo Volare elétrico, vamos oferecer um produto único em todo o mundo em sua categoria, 100% elétrico, de piso baixo e totalmente acessível, e de dimensões reduzidas, ideal para utilização nos centros urbanos”, destaca Roberto Poloni, diretor de engenharia da Volare.

“Nossa engenharia desenvolveu um projeto priorizando o espaço interno e acessibilidade ao passageiro, com este enfoque foi necessário um trabalho em conjunto entre as engenharias da Volare e da BYD, para a concepção deste grande projeto, que resultou em uma revisão de posicionamento de equipamento, desde a carroceria como o chassis, gerando um veiculo diferenciado na sua categoria.

O veículo é totalmente novo e está sendo projetado para oferecer maior espaço interno, com a configuração das baterias e do powertrain em posição que proporcionem o máximo de eficiência, redução de custos operacionais e de pesos total (um dos grandes desafios dos veículos elétricos)

O novo veículo terá 9.095mm de comprimento, 2.985mm de altura e 2.360mm de largura, com piso baixo, motores nas rodas traseiras e capacidade para cerca de 45 passageiros (20 sentados e 25 em pé). A motorização será BYD, com 90 kW de potência e 450 Nm de torque máximo, com as baterias no teto e na traseira. “Outro diferencial é que a recarga total poderá ser feita apenas três horas”,. Para tornar mais eficiente a utilização da energia, o novo veículo contará ainda com sistema de regeneração da energia da frenagem.

       

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Frederico Battaglia assume diretoria comercial da PEUGEOT do Brasil

Frederico Battaglia é o novo Diretor Comercial da PEUGEOT no Brasil. O executivo de 40 anos, que ingressou na filial brasileira em 2011, atuava até então no Marketing da Marca, sendo responsável por nortear todas as ações e campanhas durante esse período. A partir de agora, ele tem a missão de fortalecer as vendas e manter a Marca no caminho do crescimento.

“A PEUGEOT conta hoje com uma gama rica, atual e totalmente em linha com o mercado europeu, a mais moderna de nossa história. Sinto muito orgulho por fazer parte deste time e assumo o novo desafio com garra e prazer, em especial nessa fase de reposicionamento de nossos produtos e transformação da rede de concessionárias”, afirma Battaglia.

Ele substitui Domingos Boragina, que comandou o departamento por cerca de um ano – após 15 anos atuando na Citroën - e ocupa agora a função de Diretor de Desenvolvimento de Rede do Grupo PSA Peugeot Citroën.

Frederico Battaglia nasceu no dia 25 de setembro de 1975, em São Paulo. Graduado em Engenharia Mecânica pela Escola Politécnica da USP – Universidade de São Paulo, em 1998, e Pós-Graduado em Marketing pela Universidade de Torino, na Itália, o executivo iniciou sua carreira na Metalplan, onde atuou na área de Planejamento Estratégico.

Em maio de 2000 ingressou no Grupo Fiat, passando pelas marcas Iveco, CNH e Alfa Romeo, nas quais exerceu funções distintas nos mercados da Itália e Inglaterra. Em 2007 passou a ser responsável pelo Marketing da marca Fiat em Portugal, onde esteve até sua vinda para a PEUGEOT do Brasil, em agosto de 2011.



quarta-feira, 15 de junho de 2016

RENAULT INAUGURA LABORATÓRIO DE INOVAÇÃO ABERTA EM ISRAEL


O Laboratório de Inovação Aberta foi inaugurado em Telavive, a segunda maior cidade de Israel. O espaço criativo está localizado dentro da Porter School of Environmental Studies, uma reconhecida universidade de tecnologia.

A criação de laboratórios de inovação aberta é mais um passo na estratégia de inovação da Aliança Renault-Nissan e o chamado innovation lab terá como foco temas relacionados aos veículos elétricos, indo desde segurança da informação até pós-venda. Cinco anos após a abertura do primeiro laboratório de inovação no Vale do Silício, a Aliança escolheu Israel pelo fato de o país estar entre os 5 principais ecossistemas favoráveis para as empresas do tipo startup, além de possuir universidades com centros de pesquisa amplamente reconhecidos.

Este laboratório de inovação é fruto da colaboração entre a Renault, no âmbito da Aliança Renault-Nissan, a Carasso Motors (importadora da Renault em Israel) e o Instituto de Inovação no Transporte de Telavive.

Nadine Leclair, Pesquisadora Especialista da Renault, entregou as chaves de dois veículos elétricos Renault, ZOE e Twizy, ao Professor Dan Rabinowitz, diretor da Porter School of Environmental Studies. Também estiveram presentes no evento Yoel Carasso, presidente da Carasso Motors, Itzik Weitz, CEO da Carasso Motors, e Eyal Rosner, diretor do Departamento de Combustíveis Alternativos de Israel.

Serge Passolunghi, Diretor do Laboratório de Inovação da Renault no Vale do Silício comentou que “Esta abertura faz parte da estratégia de presença mundial da Aliança nas áreas de pesquisa, desenvolvimento e inovação. O dinamismo de Israel também constitui uma oportunidade que vai contribuir para promover o veículo elétrico e favorecer a criatividade em torno da mobilidade”.

Já Nadine Leclair, Pesquisadora Especialista da Renault, acrescentou que “Esta escolha também foi motivada pela ousadia da Aliança em sua ofensiva de produtos e serviços, que agora tem a oportunidade de usufruir das iniciativas e talentos do ecossistema israelense, cujo sucesso será resultado de projetos de pesquisa e inovação diretamente aplicáveis em nossos produtos”.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Conceito do motor Global Flex é um dos principais objetivos do Centro Tecnológico MAHLE


A MAHLE Metal Leve vem trabalhando no desenvolvimento de componentes que em breve poderão vir a fazer parte de um motor que a empresa vem denominando como Global Flex. É de domínio geral que os motores bicombustíveis produzidos no Brasil, por causa da diferença de taxa de compressão adequada para cada um dos combustíveis, não apresentam eficiência ótima nem com etanol nem com gasolina. Portanto, o objetivo dessa empreitada tem como meta reduzir drasticamente a ineficiência que os propulsores flex têm em relação aos motores que se utilizam de somente um tipo de combustível (só gasolina ou só etanol).

O Global Flex já vem sendo estudado e desenvolvido há algum tempo pelo Centro Tecnológico MAHLE, em Jundiaí, SP, mas também vem sendo largamente discutido pela Frente Inovar-Auto do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), grupo do qual a MAHLE faz parte e que vislumbra a solução como uma das mais completas e importantes para o País. O grupo tem feito aprofundadas discussões técnicas no sentido de definir os melhores caminhos a serem tomados.

Na atualidade, muito se fala sobre as próximas tecnologias que serão aplicadas aos automóveis para reduzir o nível de emissões de CO2, mas ainda há muito que ser feito para melhorar os motores a combustão interna em termos de eficiência antes de se partir para soluções que no momento ainda são inviáveis financeiramente sem subsídios governamentais. Em especial o uso de biocombustíveis é um vetor estratégico importante para o país que, combinado com o abastecimento flexível, dá segurança logística e comercial.

Um dos grandes entraves para um melhor rendimento dos atuais motores flex do mercado é a taxa de compressão (em torno de 10 ou 11:1) que precisa ficar a meio termo do que seria ideal para cada um dos combustíveis: em torno de 9:1 para a gasolina e perto de 14:1 para o etanol. Isso significa que nossos motores flex não são tão eficientes com nenhum dos dois combustíveis, e muito menos com a mistura de ambos.

Com algumas tecnologias já existentes na atualidade, como o turbo, a injeção direta de combustível e os comandos de válvulas variáveis já se conseguiria um bom grau de otimização dos motores bicombustíveis. Com alimentação direta e com o turbo com comando eletrônico, por exemplo, já é possível se obter uma melhoria de até três pontos a mais na taxa de compressão. Ou seja, um motor flex com uma taxa de compressão geométrica de 10:1 pode passar a ter uma taxa de compressão efetiva de até 13:1. Isso significa poder usar maior percentual de etanol tirando maior proveito das suas qualidades, economizar com a importação de gasolina, obter maior eficiência e, consequentemente, emitir menos CO2.

Outra solução desejável seria a utilização de combustíveis de melhor qualidade, com maior octanagem, mas isso depende de decisões governamentais e da ANP, que regula o combustível básico utilizado no Brasil. Um estágio ainda mais avançado, mas que expandiria ainda mais a eficiência dos motores a combustão interna, exige a taxa de compressão variável, dispositivo de desenvolvimento complexo e com custos relativamente altos atualmente.

Independente de todas as vantagens tecnológicas que seriam conseguidas com o motor Global Flex, essa seria uma tecnologia extremamente positiva para o País. Com motores mais eficientes e mais próximos dos produzidos em outros continentes, seria aberta uma possibilidade ainda mais ampla de exportação de veículos. Além das divisas que seriam resultantes dessa prática (para governo e exportadores), ainda teríamos o bônus de estar usando parte da capacidade ociosa da indústria automobilística do país (hoje ao redor de 50%).


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

MARCOPOLO ANA RECH, MAIOR FÁBRICA DE ÔNIBUS DO BRASIL,COMPLETA 35 ANOS

O complexo industrial da Marcopolo, no bairro de Ana Rech, em Caxias do Sul, comemorou, no dia 20 de fevereiro, 35 anos de atividades. 

Com investimentos contínuos em inovação, modernização, ampliação de sua capacidade e aplicação de  avançados processos produtivos e tecnologias, a unidade transformou-se no “berço” do ônibus do Brasil e responde sozinha por 30% da produção nacional.

Uma das mais modernas fábricas de ônibus do mundo, foi inaugurada em 1981, tem capacidade para produzir mais de 30 veículos diariamente e já superou mais de 220 mil ônibus, entre micros, urbanos e rodoviários. Com área total de 471 mil m² e área construída 88 mil m², a fábrica conta com os mais avançados equipamentos e instalações e recebeu, desde 2012, além de R$ 150 milhões de investimentos, sobretudo para modernização dos equipamentos, melhoria da qualidade, aumento de capacidade produtiva, maior ergonomia e conforto dos empregados, capacitação e formação dos colaboradores.

Ana Rech é a principal unidade fabril da Marcopolo no mundo. O seu grande diferencial em relação à maioria das fábricas de ônibus do mundo é o grau de customização que a linha de produção aplica para atender a demanda dos clientes, desde pinturas especiais até acabamentos internos diferenciados, como os de artistas e cantores, com camarim e estúdio, ou dos times de futebol, passando por configurações específicas, como os ônibus fora-de-estrada que rodam na Amazônia, os de teto removível, para os Emirados Árabes Unidos, ou os movidos a hidrogênio, utilizados em São Paulo.

A unidade abriga também o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Marcopolo, com mais de 300 técnicos e engenheiros dedicados à contínua evolução e aprimoramento dos modelos.

A Marcopolo concentrou também em Ana Rech as áreas de PDI (Inspeção antes da entrega ao cliente) e assistência técnica, além da fabricação de componentes e equipamentos para os veículos, como poltronas, painéis de acabamento, laterais e revestimentos internos, entre outros. As peças produzidas na fábrica de Ana Rech são também enviadas para as demais unidades da empresa no Brasil e no exterior.

A unidade de Ana Rech é uma verdadeira cidade. São cerca de 5.300 colaboradores que, além de trabalharem no desenvolvimento e produção dos ônibus, precisam ir e vir, se alimentar, ser atendidos em aspectos físicos, psicológicos e, igualmente importante, alcançar realização profissional e pessoal naquilo que fazem, que é fabricar os ônibus que vão rodar no Brasil e no mundo.

Com o objetivo de suprir a crescente demanda de produção da época, a unidade de Ana Rech foi inaugurada em 1981, com a presença do então presidente da República, João Baptista Figueiredo. A construção, iniciada três anos antes, projetava a implantação de modernos sistemas de fabricação, planejados e desenvolvidos para obter alto grau de racionalização e produtividade.

Dez anos após a fundação, a fábrica comemorou a produção do ônibus 60.000, o rodoviário Paradiso da então Geração 4. Em 2001, a unidade Ana Rech foi considerada “fábrica modelo”, com equipamentos, pessoal especializado, processos industriais e desenvolvimento do produto. Em 2015, foi produzido o veículo 400.000.

Além das áreas de produção, administração, comercial e de engenharia, a fábrica de Ana Rech contempla um Centro de Treinamento para capacitação dos empregados e de clientes, além de uma unidade da Escola de Formação Profissional Marcopolo, para aprendizagem de menores da comunidade. Conta também com uma ampla estrutura de suporte aos empregados, como restaurante, serviços médicos, farmácia, bancos, despachantes, seguradora, biblioteca e loja conveniada.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Nomeação de Carla Gohin para o cargo de Diretora de Pesquisa, Inovação e Tecnologias Avançadas da PSA Peugeot Citroën

No dia 1º de fevereiro de 2016, Carla Gohin assumirá a diretoria de Pesquisa, Inovação e Tecnologias Avançadas da PSA Peugeot Citroën.  Ela vai reportar-se a Gilles Le Borgne, Diretor Mundial de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo. 

Carla Gohin, formada pela École Nationale Supérieure d’Arts et Métiers (Escola Nacional Superior de Artes e Ofícios) e titular de um Mestrado em Mecânica Aplicada, começou sua carreira na PSA Peugeot Citroën em 1999, na função de agente de otimização econômica. Entre 2002 e 2010, trabalhou na área de concepção e desenvolvimento das adaptações dos grupos motopropulsores. 


Em 2010, passou a ser responsável pelo secretariado técnico da diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo. Em 2014, foi nomeada secretária executiva do Presidente Mundial do Grupo, Carlos Tavares.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Volkswagen olha para o futuro no CES 2016


A Volkswagen apresenta no Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas (Estados Unidos), o inovador conceito BUDD-e, baseado na nova Plataforma Elétrica Modular (MEB), próximo grande passo para veículos elétricos. O CEO da marca Volkswagen, Dr. Herbert Diess, afirmou perante 2.300 visitantes da mostra que "o BUDD-e é um criador de tendências realista". Juntamente com o inovador e-Golf Touch, ele também mostra a nova geração de infotainment para produção em massa, com um novo conceito que inclui controle por gestos e telas maiores.

A Volkswagen se mantém na rota da inovação. A apresentação mundial do BUDD-e mostra o próximo passo rumo à mobilidade do futuro. Seu novo powertrain elétrico permite uma autonomia de rodagem de até 533 quilômetros (norma NEDC). O sistema de tração integral do veículo tem potência total de 317 cv (235 kW). 

Com baterias posicionadas no assoalho, o veículo conceito permite a criação de formas inteiramente novas e irrestritas de design interior. "Estamos desenvolvendo veículos-conceito completamente novos e únicos - especialmente projetados para permitir a eletromobilidade em longas distâncias", disse o Dr. Diess. O BUDD-e é uma interpretação moderna da primeira Volkswagen Kombi. Um de seus pontos altos é o ciclo de carga. É possível carregar a bateria até 80% de sua capacidade em cerca de apenas 30 minutos.

Paralelamente, a Volkswagen apresentou no evento o e-Golf Touch, baseado no modelo de produção. Com seu sistema de infotainment de última geração, o e-Golf Touch reflete uma das principais tendências em conectividade para o futuro próximo. O e-Golf Touch não apenas traz um inovador sistema de controle por gestos, mas também apresenta uma versão ainda mais evoluída do Modular Infotainment Toolkit (MIB), com uma tela de 9,2 polegadas. Esse display sensível ao toque agrega os mundos operacionais dos smartphones e automóveis.


O futuro também será marcado pela condução automatizada. "Ela será parte de nossa vida diária e mudará completamente os conceitos de mobilidade. A Volkswagen tem muitas ideias sobre como usar essas tecnologias de ponta e aproxima-las de nossos clientes”, declarou o Dr. Diess.

sábado, 26 de setembro de 2015

Mariah Carey, robôs, um urso e uma garrafa de chá verde de 50 mil euros: como a Nissan desenvolve seus crossovers

A cantora norte-americana Mariah Carey pode até não saber, mas tem papel crucial no desenvolvimento de todos crossovers da Nissan. O mesmo vale para um urso marrom e uma seleção de taças e garrafas de vários lugares do mundo.

Líder do mercado de crossovers, a marca japonesa revela pela primeira vez as avaliações extremas para testar seus carros novos, incluindo os modelos X-Trail, Juke e o recordista Qashqai.

A engenharia rigorosa da Nissan tem o objetivo nesses testes de replicar o uso que os clientes farão no dia a dia, inclusive, muitas vezes, de forma árdua. Este rigor assegura aos consumidores a qualidade e a durabilidade de primeira classe da Nissan, que sempre considera as tendências de mercado e as necessidades dos clientes. Desde a concepção do seu primeiro crossover, em 2007, a Nissan conduziu mais de 150 mil testes relacionados a este tipo de modelo, que incluem:

Uso de robôs especiais para abrir e fechar as janelas pelo menos 30 mil vezes por cada modelo

Importação de areia vulcânica do Japão para testes contra arranhões e que asseguram a durabilidade do mecanismo dos vidros elétricos

Ativação dos limpadores do para-brisa por 480 horas, em diferentes velocidades e condições climáticas

Acionamento das alavancas de luz de direção em ambos os lados 2,25 milhões de vezes em todos os modelos

Utilização dos rádios, no mais alto volume, por 1.200 dias (totalizando 1.728.000 minutos), usando faixas de músicas especificamente selecionadas conforme diferentes timbres e batidas. Isto inclui desde Mariah Carey, por suas notas mais altas, quanto o gutural baixo característico da música eletrônica alemã

Queda de pesos para garantir que o teto solar suporta o peso de um urso marrom

Uso de uma série de taças, garrafas e recipientes para checar a funcionalidade dos inúmeros porta-copos

A dedicação à perfeição dos engenheiros é tanta que eles também decidiram redesenhar o porta-copos da porta frontal do Qashqai quando perceberam que a nova garrafa de uma popular marca de chá verde não caberia, caso a peça não fosse remodelada. Para não arriscar a insatisfação dos clientes, o design foi modificado por um custo de mais de 50 mil euros.

Os mesmos engenheiros e seus ajudantes-robôs também abriram os capôs dos crossovers coletivamente mais de 48 mil vezes e as portas mais de 1,2 milhão de vezes. Pode parecer extremo, mas é necessário antecipar o uso máximo destas partes pelos consumidores durante a vida útil do automóvel.


Os crossovers da Nissan também estabeleceram novos padrões de design interior. Mais de 20 variações de assentos foram avaliadas e testadas em relação a conforto por mais de 300 vezes, com o acabamento sendo testado com chocolate, óleo, batom, gel e café, entre outros itens.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Iveco inicia salto de competitividade com investimento de R$650 milhões

Mais uma vez reafirmando seu compromisso com o mercado brasileiro, a Iveco coloca em prática os planos traçados para o montante de R$ 650 milhões que serão aplicados pela empresa até 2016. A marca concentra seus esforços na localização de componentes, no aprimoramento contínuo dos processos industriais e na otimização dos seus fluxos logísticos. O resultado prático almejado pode ser traduzido como aumento da eficiência e da competitividade dos veículos Iveco no mercado brasileiro.

Os investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação endossam as palavras do executivo sobre o incremento da qualidade na linha atual e em veículos ainda em fase de projeto. No total, mais de R$ 240 milhões serão aplicados nessas áreas. A eficiência também será o pilar desses novos projetos. “Isso significa entregar veículos mais econômicos, sempre disponíveis para o proprietário e com um excelente custo operacional”, completa Borba.

Ao caminhar pela fábrica da Iveco em Sete Lagoas, que produz uma gama que vai dos veículos leves ao blindado Guarani, o funcionário ou visitante irão encontrar novas máquinas e equipamentos adquiridos com o início desse novo ciclo de investimentos da marca. Em linhas gerais, as novas tecnologias implantadas nos processos produtivos da marca garantem qualidade final ainda maior aos veículos. São exemplos disso novas máquinas que ajudam no diagnóstico de falhas, equipamentos para realizar eletronicamente o abastecimento de fluidos – com detecção automática de vazamentos – e um novo robô de pintura.

A fábrica também se tornou espaço para o teste de iniciativas pioneiras mundialmente, como o Projeto SL Glass, que utiliza tecnologia de realidade aumentada, por meio de dispositivos óticos. A ferramenta proporciona aos colaboradores colocar em prática seus conhecimentos, diminuindo a ocorrência de falhas e maximizando o tempo de execução da tarefa em atividades como o sequenciamento de peças, montagem dos veículos, auditorias de qualidade no produto acabado, entre outras. O projeto, ainda em fase experimental, já obteve bons resultados desde seu início, em maio de 2014.

Se dentro da fábrica novos mecanismos garantem um produto final de alta qualidade, é fora dos muros da linha de produção que esse resultado será colocado à prova. Em uma área de 300 mil metros quadrados dentro do seu complexo industrial, a Iveco ergueu aquele que possivelmente é o maior e mais completo Campo de Provas das fabricantes instaladas no Brasil. A estrutura segue a identidade full liner da marca, sendo capaz de testar toda a linha de produtos Iveco – incluindo uma bateria específica de testes exigidos pelo Exército para o Guarani.

Boa parte dos investimentos anunciados está sendo aplicada para aumentar o índice de nacionalização das peças que compõem os caminhões produzidos no Complexo Industrial de Sete Lagoas, em Minas Gerais, em um movimento que deverá representar um grande estímulo para a indústria de autopeças da região e do país, de uma forma geral. Do lado da Iveco, a utilização em escala ainda maior de itens nacionais representa para a marca mais eficiência logística e mais independência das variações do câmbio.

As bases para essa realidade também já são concretas. Em novembro do último ano, foi realizada uma cerimônia de inauguração do Distrito Industrial da Iveco, em Sete Lagoas. O local fica ao lado da fábrica da montadora, em uma área de 257 mil metros quadrados, às margens da rodovia MG 238. A intenção, claro, é que as empresas fornecedoras da marca se instalem ali, um movimento que também já se iniciou. Oito dos 20 lotes disponíveis já estão reservados


A capacitação de profissionais, visando à melhoria dos serviços de pós-venda, será reforçada com a inauguração de um Centro de Treinamento em Sorocaba, no interior de São Paulo. O espaço, com mais de dois mil metros quadrados, tem capacidade para atender, simultaneamente, quase cem colaboradores. O objetivo é capacitar cerca de 4 mil colaboradores da CNH Industrial por ano, oferecendo cursos técnicos, na áreas comerciais e gerenciais.