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sábado, 7 de dezembro de 2019

Fábrica de morores da Renault completa 20 anos


Em 2019, a Curitiba Motores (CMO), fábrica de motores da Renault do Brasil, completa 20 anos de produção no Complexo Ayrton Senna. Desde sua inauguração, em 1999, a unidade já produziu mais de 4 milhões de motores, com cerca de 40% destinados à exportação. Atualmente, a fábrica produz 3 famílias de motores e tem capacidade produtiva de 600 mil unidades por ano, além de exportar motores para a Colômbia e Argentina e componentes para Turquia.


A história de sucesso começa com a inauguração da fábrica, em 2 dezembro de 1999. Com capacidade produtiva de 280 mil unidades por ano, a CMO produzia os motores 1.6 16V, que equipavam os três veículos produzidos na fábrica no Brasil, o Scénic, o Clio e o Clio Sedan. Além disso, os motores também eram exportados para a Argentina, para produção da linha Mégane.

Em 2000, passou a produzir o motor 1.0 16V com foco no Clio, atingindo a marca de 30 mil motores em seu primeiro ano completo de fabricação. Para diversificar a gama, em 2002 foi iniciada a produção dos motores 1.0 8V e 16V, além do 1.2 16V para exportação. Com isso, em 2006 atingiu a marca de 1 milhão de motores produzidos, marca que foi triplicada em 2014.

Em 2016 a fábrica deu início a modernização dos motores com a produção da linha SCe (Smart Control Efficiency) trazendo os motores 1.0 SCe e 1.6 SCe, mais potentes e econômicos. No ano seguinte, teve início a expansão da fábrica
com a construção de novas linhas de usinagem, para aumentar a produção local de componentes do motor, como virabrequim, cala e suporte. Com todas essas inovações, em 2018 a fábrica atingiu a marca de 4 milhões de motores produzidos no Brasil.

Além da produção de motores, a fábrica também é destaque na capacitação de seus colaboradores, além da busca constante por evolução utilizando novas tecnologias, com foco na Indústria 4.0. “Ao longo desses anos, a CMO passou por diversas mudanças, sempre buscando inovações para continuar crescendo e produzindo motores cada vez mais modernos. Ficamos muito felizes comemorar os 20 anos de produção, fruto de muita dedicação e trabalho dos colaboradores que fazem parte dessa história”, afirma Carlos Martin, diretor de Fabricação de Motores da Renault.

sábado, 12 de maio de 2018

Tarcísio Dias em Mecânica Online


 Como é feito um caminhão?

Muitas pessoas gostariam de conhecer como um caminhão ou ônibus é fabricado? Faz parte do nosso trabalho acompanhar muitas linhas de produção e conhecer de perto os detalhes do processo. Então, hoje você terá o primeiro contato com uma linha de produção de caminhões e ônibus.

Se você pensa que o lugar onde o caminhão nasce é sujo, barulhento, esfumaçado, com óleo e graxa por todo lado, errou feio. 

A fábrica da Scania em São Bernardo do Campo (SP) é tão limpa que os 3700 funcionários trabalham com camisas impecavelmente brancas.

As únicas marcas no chão são as que guiam os robôs que levam as peças às estações de trabalho, o barulho mais alto é o ronco do teste dos motores e o único cheiro é o de carro novo.

A produção se divide em quatro fábricas: motores, transmissões, cabinas e chassis.

MOTORES
O coração do caminhão nasce aqui. As peças principais são usinadas na primeira parte da fábrica; na sequência, os motores são montados em um ambiente que retém as impurezas do ar. Por fim, todos os motores são testados por 20 minutos - e a energia gerada pelos dinamômetros serve para iluminar a fábrica.


TRANSMISSÃO
Aqui são fabricados os diferenciais, os eixos e as caixas de câmbio. Tudo é feito de maneira sequenciada, o que significa que as peças certas vão se encontrar para criar o caminhão do jeito que o cliente pediu.

CABINAS
Tudo começa com a soldagem das chapas. A estrutura é construída por robôs e recebe duas pinturas: prime e top coat. A última fase é a do acabamento, que monta os revestimentos, componentes eletrônicos, bancos, cabos e vidros.

CHASSIS
Os chassis entram na fábrica de cabeça para baixo para facilitar a instalação das suspensões e dos suportes para as demais peças. Em seguida, chegam os eixos, o conjunto de motor e caixa de câmbio e, por fim, a cabina.

AGVs
A maior parte das peças utilizadas na fábrica é transportada por AGVs (veículos guiados automaticamente, na sigla em inglês). São robôs que se orientam por marcações no chão da fábrica graças a um laser.

PERFIL
Tarcisio Dias é profissional e técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica e Radialista, desenvolve o site Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) que apresenta o único centro de treinamento online sobre mecânica na internet (www.cursosmecanicaonline.com.br), uma oportunidade para entender como as novas tecnologias são úteis para os automóveis cada vez mais eficientes.

Coluna Mecânica Online® - Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuída gratuitamente todos os dias 10, 20 e 30 do mês.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

MCLAREN RACING E RENAULT SPORT RACING CONFIRMAM PARCERIA

Apesar da presença conjunta na Fórmula 1 desde 1977 (a McLaren Racing disputou 814 grandes prêmios, enquanto que a Renault disputou 591 GPs como fabricante de motores), as duas escuderias nunca tinham trabalhado juntas.

Para a McLaren Racing, o motivo desta parceria é evidente: a Renault demonstrou sua capacidade de construir motores capazes de vencer títulos mundiais para sua própria equipe como construtora e também como fornecedora de motores para escuderias clientes.
Para a Renault Sport Racing, este acordo permite trabalhar com uma segunda escuderia de primeira linha, possibilitando obter feedbacks de alto nível que vão contribuir para o desenvolvimento de seu motor.

A McLaren-Renault é uma parceria que tem como objetivo a vitória.

Jérôme Stoll, Presidente da Renault Sport Racing:
“Esta é uma decisão estratégica para a Renault Sport Racing. É a primeira vez que vamos trabalhar com a McLaren e temos orgulho de chegar a este acordo com uma estrutura que tem uma grande história na Fórmula 1. Nossa parceria não se concentra apenas no plano técnico e esportivo, pois também vai beneficiar as áreas de marketing e comunicação. Sabemos que a McLaren vai ser um grande rival nas pistas e isso será benéfico para todos.”

Sheik Mohammed bin Essa Al Khalifa (Presidente Executivo e Diretor do Comitê Executivo do Grupo McLaren):
“Assim como a McLaren, a Renault é um construtor que tem a Fórmula 1 profundamente arraigada em seu DNA. A Renault lançou o conceito turbo na Fórmula 1 moderna, em 1977, venceu grandes prêmios com e sem turbo e sempre foi pioneira no desenvolvimento de novas tecnologias para a Fórmula 1. Uma McLaren propulsionada pela Renault Sport Racing é um novo e empolgante conceito para a Fórmula 1. Mas o mais importante nesta parceira é que teremos a possibilidade de rivalizar em pé de igualdade com as outras equipes motorizadas pela Renault. Na McLaren, temos a motivação, o desejo e os recursos para sermos competitivos em 2018. Agora, a força da Renault nos dará a possibilidade de dar um salto significativo para as primeiras fileiras do grid. O anúncio de hoje marca o início de um novo capítulo na história da McLaren. Não vemos a hora de começar.”


sábado, 12 de agosto de 2017

Mercedes-Benz fornece motores brasileiros para o Grupo Daimler

A Mercedes-Benz do Brasil, é referência na produção de motores para veículos comerciais há mais de 60 anos. A empresa produz propulsores para os caminhões e ônibus nacionais, bem como para atender a mercados de exportação, como México e Estados Unidos.

A partir deste mês de agosto, a Companhia passa a exportar motores brasileiros para a sua matriz na Alemanha. Produzidos na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), os propulsores da Família OM 460 Euro 3 serão enviados para a planta alemã de Wörth para equipar o modelo rodoviário Actros e os fora de estrada Arocs e Zetros. Esses veículos, por sua vez, serão exportados para mercados da África e Oriente Médio.

Os motores brasileiros foram testados, durante a fase de desenvolvimento, em bancos de provas nas fábricas de veículos comerciais de São Bernardo do Campo e de Stuttgart, na Alemanha. Também passaram por testes de operação no Brasil, Alemanha e Oriente Médio.  
    
“O Grupo Daimler escolheu a Mercedes-Benz do Brasil para atender esses mercados devido à sua tradição na produção de motores robustos, resistentes e adequados para as mais severas condições de transporte de cargas, similares as características da região da África e Oriente Médio. Além disso, o trem de força de nossos caminhões é referência em qualidade e confiabilidade, bem como pelo baixo consumo de combustível e pelo baixo custo de manutenção durante toda a vida útil dos veículos”, explica Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil & CEO América Latina.


A Mercedes-Benz do Brasil produz motores para caminhões de todos os segmentos, desde os leves e médios, passando pelos semipesados até os extrapesados, além de propulsores para ônibus urbanos e rodoviários. Em 60 anos no País, a Empresa já produziu cerca de 3 milhões de motores.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Conheça a história dos motores Harley-Davidson

Há mais de 100 anos, os motores V-Twin da Harley-Davidson têm sido o coração das máquinas que inspiraram gerações de motociclistas no mundo todo a descobrir a sensação única de se pilotar uma motocicleta da marca. Mais do que meramente motores, os Big Twin da H-D possuem visual e som inconfundíveis, e se tornaram lendários ao longo da trajetória de sucesso da companhia, que recentemente divulgou os novos motores Milwaukee-Eight que equipam os modelos da linha Touring.

Os nove motores desenvolvidos pela Harley-Davidson ao longo dos anos retratam a evolução da marca em todos os aspectos que contribuem para o melhor desempenho de suas motocicletas. A timeline a seguir apresenta os principais detalhes que os diferenciam entre si.

ATMOSPHERIC V-TWIN (1909)
O primeiro motor de dois cilindros da Harley-Davidson surgiu em 1909, o Atmospheric V-Twin, que recebeu esse nome devido à atuação de suas válvulas pelo vácuo criado durante o curso de admissão do pistão. Ele ganhou um lugar especial na história da H-D por ser o elemento mais distintivo do design da motocicleta da marca: o motor V-Twin refrigerado a ar de 45 graus.



F-HEAD (1911 – 1929)
Em 1911, o cofundador e engenheiro-chefe Bill Harley tinha resolvido os problemas de seu design V-Twin com a criação do motor F-Head que tinha válvulas operadas mecanicamente. Até 1929 foi o principal motor da companhia até a introdução do V-Twin Flathead.

Disponível em deslocamentos de 45 e, posteriormente, de 74 e 80 polegadas, esses incríveis motores de válvula lateral provaram seu valor para a Harley-Davidson com longevidade incomparável. Gerações de motociclistas gostaram da simplicidade e confiabilidade do modelo Flathead que permaneceu em produção até o início dos anos 1970 em servicars de três rodas. Porém, até os anos 1930, os motociclistas já exigiam mais potência.

FLATHEAD (1929 – 1973)
A grande depressão foi um golpe para a indústria de motocicletas. Na tentativa de atender à demanda, Bill Harley testou várias novas opções de motor, até chegar ao incrível Flathead, incluindo os designs de quatro cilindros em linha e o “boxer”, de estilos opostos.





KNUCKLEHEAD (1936 – 1947)
Foi o primeiro motor da Harley-Davidson a ter componentes e superfícies deliberadamente estilizadas que, mais tarde, se tornaram um marco do desenvolvimento de produtos da marca. Ele recebeu este nome devido às tampas do cabeçote de alumínio polido brilhante, com dois grandes parafusos dos balancins em cada cilindro. Com o mesmo ângulo de cilindro de 45 graus que seus antecessores, o motor totalmente novo proporcionou mais potência, parcialmente devido às válvulas no cabeçote. Com ele, também foi lançado o primeiro sistema de óleo recirculante de circuito fechado H-D. Logo, todos os motores da companhia teriam o novo sistema de cárter de óleo seco e, junto a ele, o emblemático tanque em forma de ferradura em torno da bateria.

PANHEAD (1948 – 1965)
O Knucklehead definiu a aparência básica dos motores Big Twin que foram criados posteriormente pela Harley-Davidson e inspiraram muitos de seus concorrentes. Em 1948, mudanças importantes foram feitas para a criação de um novo motor com arquitetura básica e deslocamento semelhantes ao Knucklehead, logo lançado como Panhead. Ainda mais que o estilo do motor anterior serviu de estímulo para o Panhead, que também tinha cabeçotes de alumínio mais eficientes e tuchos de válvula hidráulicos que eram mais silenciosos e precisavam de menos manutenção.

SHOVELHEAD (1966 – 1984)
O Panhead foi seguido pelo Shovelhead para as motocicletas modelo/ano 1966 e apresentou, principalmente, uma melhoria na potência. As duas décadas seguintes viram uma proliferação de novos modelos que passaram a ser equipadas com motores Big Twin (como as motocicletas da família Dyna – Super Glide 1971, o Low Rider 1977, o Wide Glide 1980 e muitas outras). Antes, os Big Twin só equipavam motos Touring.


EVOLUTION (1984 – 1999) 
O motor Evolution passou a integrar os modelos de 1984. Com 80 polegadas cúbicas, foi o maior salto no formato dos motores Big Twin até aquele momento. Tinha um design sem vazamento de óleo, com ruído mecânico reduzido e uma vida útil muito mais longa, entre outros avanços. Todos os recursos do Evolution que os clientes prezavam foram mantidos no novo motor Twin Cam 88® que estreou nas motos de 1999.



TWIN CAM (1999 – Até hoje)
O novo motor oferecia comandos de válvulas impulsionados por corrente e aumento de deslocamento. O Twin Cam 88  foi novamente aumentado em 2007, para se tornar o Twin Cam 96. Mudanças significativas vieram com os modelos 103 e 110, ambos disponíveis com ou sem a refrigeração Twin-Cooled no modelo ano 2014. Juntamente com as várias melhorias do Projeto RUSHMORE na família Touring, até então, o Twin Cam fez parte do maior projeto de desenvolvimento de produto da história da Harley-Davidson.

NOVO MOTOR MILWAUKEE-EIGHT
Em 2016, a Harley-Davidson lançou Milwaukee-Eight, o 9º motor da história da companhia e que marcou outro importante salto em termos de design de motores da marca. Com oito válvulas e cabeçotes refrigerados a água ou a óleo, o Milwaukee-Eight oferece o mais alto nível de desempenho de fábrica e leva o legado do Big Twin para o futuro. 

A nova motorização recebeu esse nome para homenagear a cidade americana de Milwaukee em Wisconsin (EUA), o berço da Harley-Davidson, por apresentar quatro válvulas por cilindro (que totalizam oito) e também por que apresenta oito mudanças principais que refletem diretamente no desempenho inigualável das motocicletas da família Touring.

Os novos motores integram as Touring e são oferecidos em duas versões diferentes e com três variações:
● Milwaukee-Eight  107 (107 polegadas cúbicas de deslocamento, 1750 cc): No Brasil, presente nos modelos Street Glide® Special e Road King® Classic.

● Twin-Cooled Milwaukee-Eight  107 (107 polegadas cúbicas de deslocamento, 1750 cc): No Brasil, presente na Ultra Limited.

● Twin-Cooled Milwaukee-Eight  114 (114 polegadas cúbicas de deslocamento, 1870 cc): No Brasil, presente nos modelos CVO Limited e CVO Street Glide.


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Tarcísio Dias em Mecânica Online

Novas gerações de motores 1.0 SCe e 1.6 SCe foram desenvolvidos nocentro de engenharia Renault Tecnologia Américas (RTA)

O princípio de funcionamento mecânico no motor de combustão interna continua o mesmo ao passar dos anos. O que observamos por parte da engenharia é encontrar meios de obter o máximo da eficiência energética do combustível durante seu funcionamento.

Do sistema com carburação para injeção eletrônica, injeção direta de combustível, downsizing, entre outras tecnologias e recursos para tirar o máximo de energia produzida pelo motor. Estamos evoluindo para garantir alta eficiência, prazer ao dirigir e baixo custo de manutenção.

Desenvolvidos pela Renault Tecnologia Américas (RTA) e produzidos no Complexo Ayrton Senna, no Paraná, a Renault lança os novos motores 1.0 SCe (Smart Control Efficiency) para a linha Sandero e Logan e 1.6 SCe para Sandero, Logan, Duster e Duster Oroch.

O 1.0 SCe 12V de três cilindros traz inovações como duplo comando de válvulas variável na admissão e no escape, tecnologia inédita entre os motores de entrada. Todo em alumínio, é 20 kg mais leve que o seu antecessor.

Já o 1.6 SCe 16V de quatro cilindros traz duplo comando de válvulas variável na admissão, injetores posicionados no cabeçote e outras novidades que garantem alta eficiência e bom desempenho. Também em alumínio, é 30 kg mais leve.

No aspecto de tecnologia temos o ESM (Energy Smart Management) sistema de regeneração de energia que já equipa Duster e Duster Oroch com o motor 2.0 desde a metade do ano. O funcionamento é simples e eficiente: durante a desaceleração do carro, quando o motorista retira o pé do acelerador, o motor continua girando sem consumir combustível. Nesse momento, o alternador automaticamente passa a recuperar energia e enviá-la para a bateria, que aumenta sua carga sem consumo de combustível. Durante a aceleração, o alternador não precisa “roubar” energia do motor para enviar à bateria, já que houve a carga na desaceleração. Esse sistema garante um consumo até 2% menor.

Já a bomba de óleo com vazão variável (1.0 SCe) é mais uma solução que surgiu nas pistas de competições e chega aos carros de rua. Ela ajusta automaticamente o fluxo de óleo enviado de acordo com a rotação e a carga do motor. Como resultado, o motor absorve menos energia e, consequentemente, fica mais econômico.

Outra novidade é a adoção da direção eletro-hidráulica em todas as versões, que representa uma condução ainda mais leve e um menor esforço na hora de realizar manobras. A direção com esforço variável ainda se ajusta de acordo com a velocidade, ficando mais pesada em altas velocidades e proporcionando maior segurança. Como nesse sistema a bomba da direção passa a ser acionada por um motor elétrico à parte, e não pelo motor do carro, evita-se a perda de potência e se reduz em até 3% o consumo de combustível.

 O motor 1.6 SCe traz ainda o sistema Stop&Start, que desliga o automóvel automaticamente em semáforo ou outras paradas. Este moderno sistema, muito comum em carros topo de gama, garante uma economia de até 5% de combustível e está disponível nos modelos Sandero e Logan, de forma que pode ser ativado/desativado conforme a necessidade do motorista por meio de um botão à esquerda do volante.

O novo motor 1.0 SCe deixa Sandero e Logan até 19% mais econômicos. Com o 1.6 SCe, a economia chega até 21%. Hatch e sedã equipados com os novos motores e câmbio manual são destaques do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) com nota “A”. Já Duster e Duster Oroch equipados com o 1.6 SCe estão até 18% e 16% mais eficientes, respectivamente.

No 1.0 SCe os anéis de pistão, tuchos e polias variáveis (VVT) são revestidos em DLC (Diamond Like Carbon), um composto de carbono com propriedades de dureza muito altas por causa da sua estrutura similar ao diamante (daí a inspiração para o seu nome).

Outra evolução é a utilização de corrente de distribuição no lugar de correia, que dispensa a troca e garante baixo custo de manutenção.
O 1.0 SCe é ainda mais potente que o seu antecessor. O motor gera 82 cv de potência quando abastecido com etanol e 79 cv com gasolina – 2 cv a mais que o antigo quatro cilindros, seja com qual for o combustível.

No 1.6 SCe, esses elementos são revestidos em PVD (Physical Vapor Deposition). Estes revestimentos reduzem atrito e desgaste do motor, além de contribuir para uma melhor eficiência energética. Tanto o DLC quanto o PVD são soluções que surgiram nas pistas da Fórmula 1 e agora ganham as ruas.

Assim como o 1.0 SCe, o novo 1.6 SCe utiliza corrente de distribuição no lugar de correia, que dispensa a troca. Traz ainda sistema de acessórios com acionamento através de correia elástica (sem polia tensora), que garante baixo custo de manutenção.

Com os novos motores 1.0 SCe e 1.6 SCe, Sandero e Logan ficam entre os carros mais econômicos de suas categorias (na cidade e com gasolina), segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV). O hatch 1.0 é o único modelo de seu segmento a superar a casa dos 14 km/l, enquanto o sedã 1.0 se destaca pelo consumo de 13,8 km/l. Com o motor 1.6, o hatch atinge a excelente marca de 12,8 km/l, enquanto o sedã chega a 13 km/l. Já o Duster 1,6 dá um salto de 9,5 km/l para 11,3 km/l com o novo motor.

Destaques do motor 1.0 SCe:
·         Duplo comando de válvulas variável
·         Bloco do motor, cabeçote, pré-carter e cárter em alumínio
·         Comando de válvulas por corrente no lugar de correia
·         Polias, tuchos e anéis de pistões com revestimento em DLC (Diamond Like Carbon)
·         Tampa de cabeçote plástica com bolhas de ar
·         Coletor de escapamento integrado ao cabeçote
·         Bielas fraturadas
·         Bielas forjadas em aço
·         Virabrequim de aço forjado
·         Bomba de óleo de vazão variável

Destaques do motor 1.6 SCe:
·         Bloco do motor, cabeçote, cárter e pré-carter em alumínio
·         Duplo comando de válvulas variável na admissão
·         Comando de válvulas por corrente no lugar de correia
·         Injetores posicionados no cabeçote
·         Pistões e anéis com baixo atrito
·         Coletor de escapamento integrado ao cabeçote
·         Bielas forjadas em aço
·         Virabrequim de aço forjado
·         Sistema de acessórios com acionamento através de correia elástica

Tarcisio Dias éprofissional e técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica e Radialista, desenvolve o site Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) que apresenta o único centro de treinamento online sobre mecânica na internet (www.cursosmecanicaonline.com.br), uma oportunidade para entender como as novas tecnologias são úteis para os automóveis cada vez mais eficientes.


Coluna Mecânica Online® - Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuída gratuitamente todos os dias 10, 20 e 30 do mês.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Fernando Calmon - Alta Roda

Alta Roda nº 913/26330– 033– 0oda nº852/1108– 2oda nº851/2016

Fernando Calmon
Neste ano dificílimo para a economia brasileira e em particular para o setor automobilístico é estimulante saber que seminários e congressos conseguem atingir objetivos, agregar conhecimento, antecipar tendências e projetar o futuro. O Congresso SAE Brasil completou 25 anos com o evento da semana passada em São Paulo. Em 1991 se implantou aqui o primeiro braço fora dos EUA da secular (fundada em 1905, em Nova York) Sociedade de Engenheiros Automobilísticos. 


Hoje voltada para a engenharia da mobilidade, nos modais terrestre e aéreo, a entidade conseguiu ao longo de três dias reunir mais de 7 mil participantes, 85 palestrantes e apresentar 94 relatórios técnicos. A tradicional exposição encolheu um pouco, mas o inovador espaço tecnológico deu oportunidades para apresentações abertas e a baixo custo. 

Um tema quase onipresente foi a mobilidade inteligente e, claro, o caminho para direção semiautônoma, em um primeiro momento, e autônoma, em um futuro difícil de prever com exatidão. Entre a tecnologia estar testada, pronta e efetivamente aplicada na prática podem aparecer alguns óbices. Até implantação mais lenta que o esperado, pois toda a sociedade precisa entender os reflexos. 

O brasileiro parece estar confortável, segundo pesquisa da Cisco apresentada pela Porto Conectas, sobre o novo papel do automóvel. A população urbana aceita a direção autônoma, além da possibilidade de trocar a propriedade do carro pelo uso apenas quando necessário. Como toda pesquisa, depende de como a pergunta é feita, o público-alvo atingido e se a pessoa está disposta a pagar por custos desconhecidos que serão muito altos, pelo menos de início. Fora dos grandes centros urbanos e entre aqueles que nunca tiveram um automóvel as respostas talvez fossem outras. 

Com infraestrutura precária, tanto viária como em abrangência limitada do tráfego de dados em alta velocidade, tudo deve acontecer de forma bem mais lenta no Brasil. Ainda há espaço, porém, para inovações como o banco de motorista de ônibus que detecta a fadiga do profissional. Desenvolvido pela Marcopolo, a encarroçadora gaúcha apresentará a novidade a seus clientes no início de 2017 e inclui diferentes métodos físicos de alerta. 

Versões modernizadas de embreagem eletrônica (com ou sem pedal) foram reapresentadas pela Bosch e Schaeffler. Dispositivo mais barato do que o câmbio automatizado de uma embreagem merecia ter uma segunda chance no mercado brasileiro. Agora é possível ganhar até 5% em economia de combustível com o recurso de coasting (abertura da embreagem para aproveitar o movimento próprio do carro) e mais 5% se acoplada ao sistema start-stop (desliga-religa o motor no para-e-anda do trânsito). 

O congresso divulgou uma iniciativa meritória apoiada por Campinas (SP). Trata-se de um projeto-piloto chamado Investigação Avançada de Acidentes de Trânsito existente em 12 países. Apenas em um bairro da cidade a comissão técnica pesquisou 72 casos e promoveu 23 reconstituições, inclusive de fatalidades. Numa segunda fase este pool de empresas, universidade e instituições públicas preocupadas com a segurança quer incluir acidentes rodoviários. 

RODA VIVA

DECISÃO reafirmada pela FCA: não haverá versão Fiat de nenhum produto Jeep, embora tenha acontecido com a dupla Dodge Journey/Fiat Freemont. Descartado também o possível SUV Fiat derivado da picape Toro, como ocorre com Chevrolet Trailblazer ou Toyota SW4. Informalmente a empresa alega que o custo de um SUV médio é alto e já existe o Jeep Compass. 

SEXTA geração do Chevrolet Camaro deu belo salto em desempenho, estilo e interior todo reformulado. Começam vendas da edição especial Fifty que comemora 50 anos do modelo por R$ 297.000. Apenas 100 unidades virão para o Brasil, mas a partir de janeiro cupê e conversível estarão disponíveis. Motor V-8 de 461 cv/62,9 kgfm; 0 a 100 km/h, 4,2 s; máxima, 290 km/h. 

NISSAN KICKS no dia a dia se destaca pela boa suspensão, direção precisa e um quadro de instrumentos moderno e de fácil visualização. Na versão de topo, quatro câmeras permitem manobrar com facilidade e segurança. Apesar de sua massa ser relativamente baixa (1.142 kg), falta algum fôlego ao carro pela combinação de motor de apenas 1,6 L e câmbio CVT. 

MOTORES de 6 cilindros em linha são equilibrados por natureza, porém apenas a BMW continua fiel a eles. Com o avanço recente da modularidade de cilindros e desenho mais compacto (pode até ser colocado transversalmente) outros fabricantes estão readotando essa configuração. Mercedes-Benz já aderiu e a próxima será a Jaguar. Devem vir outros por aí. 

FABRICANTE americano de carros elétricos Tesla anunciou seu primeiro lucro líquido trimestral (simbólicos US$ 21,9 milhões) depois de 13 trimestres seguidos de prejuízo. Isso está longe de equilibrar as contas da empresa do bilionário Elon Musk. Lucro anunciado, aliás, se deve à compra de créditos fiscais para veículos de emissão zero do estado da Califórnia. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2
                                                                                                                              


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

FPT Industrial inaugura novo canal de comunicação direta com clientes no Brasil

A FPT Industrial, uma das principais fabricantes de motores diesel do mundo, acaba de lançar o “FPT Atende”, um serviço totalmente dedicado e estruturado para atender as solicitações de consumidores finais de todo o Brasil. O atendimento será feito por meio do número 0800 378 0000, com ligações gratuitas. O “FPT Atende” estreia com rigoroso controle dos processos, monitoramento e acesso com autonomia à todas as áreas internas e em todos os níveis da organização para garantir a resposta aos clientes no menor tempo possível.

“Queremos estar ainda mais próximos dos nossos clientes. A equipe “FPT Atende” está preparada para realizar atendimentos básicos focados no relacionamento com o cliente, comerciais e além disso, será um importante canal de solicitações de assistência e suporte na área de pós-venda. “Os clientes poderão esclarecer dúvidas a respeito do nosso portfólio, funcionamento técnico dos motores, etc”, explica Luiz Fernando Canuto, Gerente da área de Customer Care. A equipe de Product Support, responsável pelo atendimento, é formada por cinco engenheiros e quatro técnicos, que estão sediados nas cidades de Sete Lagoas (MG), Contagem (MG), Piracicaba (SP), Curitiba (PR) e Buenos Aires, na Argentina

Para realizar tanto o atendimento remoto como o presencial, os engenheiros e técnicos da FPT Industrial passam por treinamentos e reciclagens constantes. A equipe é treinada para orientar como realizar manutenção e reparos de todos os motores do portfólio da marca.

Cultura de Clientividade – Os bastidores do “FPT Atende”

No desenvolvimento do “FPT Atende” foi primordial a integração dos serviços de Pós-Venda com todas as áreas da empresa. “Para chegarmos ao nível de excelência almejado por nossos clientes, capacitamos o time e desenhamos processos de atendimento (workflow) para oferecer a solução ao cliente sempre no menor prazo. O “FPT Atende” foi inserido dentro da rotina organizacional da empresa. Internamente, todos entendem que os nossos clientes ‘dão o tom do negócio’. Por isso, tomamos como desafio implementar a ‘Cultura de Clientividade’, com foco total em um atendimento sempre ágil e com acompanhamento do inicio ao fim, ou seja, completo”, ressalta Luiz Fernando Canuto.

Para atender as demandas, sejam solicitações de atendimento presencial ou dúvidas técnicas, a FPT Industrial busca, primeiramente, entender detalhadamente a necessidade do cliente. “Muitas vezes conseguimos solucionar o problema sem realizar uma visita, o que impacta diretamente na redução do tempo de atendimento. Por isso, nosso time é tecnicamente preparado para resolver a demanda do cliente de forma remota e com total segurança. Caso isso não seja possível, enviamos nosso técnico ao local”, comenta Luiz Fernando Canuto.

Junto com o atendimento via 0800, a FPT também dispõe de canais de comunicação via web, pelo site da FPT Industrial (www.fptindustrial.com/pt-PT) e pelas redes sociais (Facebook e LinkedIn). Além disso, reconhecido canal de conteúdo técnico, o Blog da FPT foi lançado neste ano e já conta com um conteúdo diferenciado para ajudar os clientes via web com dicas de manutenção, funcionamento e operação dos motores, além de curiosidades do mundo dos motores e equipamentos.

O “FPT Atende” funciona de segunda a sexta em dois horários: das 08h ao meio-dia, e das 13h às 17h30.

CONTATOS DO FPT ATENDE

Telefone: 0800 378 0000

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Cummins é homenageada por contribuir 30 anos com o Proconve

A Cummins Brasil foi uma das empresas homenageadas ontem (14) durante cerimônia de entrega do Prêmio AEA de Meio Ambiente, em São Paulo (SP). A Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), em comemoração aos 30 anos do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (PROCONVE), reconheceu a importância das empresas que participam desta iniciativa, sendo fundamentais para a evolução tecnológica e consolidação do sucesso do programa.

A visão da Cummins é melhorar a vida das pessoas através da força de seus colaboradores e tem como missão produzir um ambiente mais limpo, saudável e seguro. O atendimento e contribuição ao Proconve vai ao encontro dos objetivos da Cummins no que diz respeito ao cumprimento das metas de redução de poluentes emitidos pelos motores diesel. “Ao invés de um empecilho, enxergamos como oportunidades para desenvolver novas tecnologias e continuar produzindo motores eficientes e de alta performance cada vez menos poluentes”, diz Adriano Rishi, diretor de engenharia da Cummins.

Criado em 1986 pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), o Proconve tem como objetivo reduzir e controlar a contaminação atmosférica e a emissão de ruído por fontes móveis. Em seus primórdios, a Cummins, por sua vez, iniciou sua contribuição com motores mecânicos atendendo a requisitos puramente de fumaça. Evoluiu também ao inserir a tecnologia dos turbocompressores em suas motorizações, sendo que a fábrica da Cummins Turbo Technologies, responsável pela produção dos turbos Holset, foi estabelecida no Brasil em 1987.

“A Cummins sempre buscou inserir as tecnologias globais para aprimorar o mercado brasileiro e atender seus clientes com excelência, a exemplo dos motores eletrônicos em 2005”, afirma Rishi. Por ser uma empresa com Unidades de Negócios complementares, na chegada dos motores eletrônicos, a Cummins Filtration foi a responsável por desenvolver e patentear novos filtros com tecnologias mais eficientes, necessárias para a separação de água e impurezas, por exemplo.

Vale acrescentar que a fabricante de motores também participou ativamente da formulação do Proconve no País e tem adequado sua linha de produtos assim como seus negócios para o atendimento das legislações. Em 2012, com a chegada do ProconveP7, a Cummins Brasil optou para o atendimento das normas pela tecnologia SCR (Redução Catalítica Seletiva, na tradução em português), desenvolvendo com a Cummins Emission Solutions (CES), um novo catalisador para não somente reduzir a emissão, como também os ruídos.

Para a Cummins, esta homenagem, realizada pela entidade, é um reconhecimento a todo trabalho dedicado nesses 30 anos de trajetória do Proconve. A Cummins não mediu esforços para entregar a melhor tecnologia e se aprimorar para cumprir o dever de uma empresa que também tem como prioridade em suas ações cuidar do meio ambiente. 

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Roberto Nasser - De carro por aí



O bom e velho Araxá
País forma tradição com o Encontro Nacional de Veículos Antigos, sempre identificado com a cidade de Araxá, MG. 22ª edição mostrou-o no caminho certo, apesar da economia em descenso e suas más consequências. Se presenças foram menores, houve adensamento de qualidade dentre os veículos mais expressivos. Na prática gerou esforço para depurar, filtrar os eleitos aos prêmios principais. No topo da pirâmide da importância ficou o Lincoln V12 Conversível, de 1936. Pertencente ao colecionador mineiro Rúbio Fernal, é única unidade no Brasil, e rara no mundo, como motor grande, egresso da Recessão do fim da década de ’20. Levou o prêmio Roberto Lee, para o melhor automóvel no evento.

Outra característica foi a distribuição de mais de um prêmio a alguns participantes. Caso de Ailton Gracia, engenheiro com oficina por hobby para recuperar antigos de sua propriedade e de amigos. No caso levou um par de Pumas GT 1967 – 125 construídos - com motor Vemag, idênticos em todos os detalhes. Idem, dupla de Jaguars 130 de 1952 e 1953; da coleção de Mercedes liderada por Nelson R Gouvea; de proprietários de Romi Isettas. A Coleção JORM, o colecionador José Luiz Gandini, o mesmo Rúbio Fernal foram outros pluri premiados.

Das curiosidades, Nash 1951 com carroceria Statesman não montada no Brasil e chamando atenção por artefato externo, como uma turbina, tocada com a passagem de ar, refrigerando o interior do automóvel. Alentada coleção de Porsches, de 356 aos últimos modelos, pelo colecionador Sérgio Magalhães, e raridades como Cord e Graham-Paige, marcas há algum tempo não vistas. E ativo grupo com Alfa Romeo. De JK a Alfa 2300, incluindo bateria de GTVs, Sprint Veloce, Spyder, e únicas Alfetta e 33.

Organizadores insistem em realizar leilão. Fazem bem, apesar da baixa liquidez - pouco mais de 20% dos veículos foi vendida, compreensível pela falta de tradição dos participantes, tanto para pedir quanto em lances titubeantes.

Neste ano a Mercedes-Benz assumiu a cota de patrocínio anteriormente detida por mais de década pela Fiat. Induziu presença da marca, incluindo exemplar de seu Patent Wagen da série iniciada em 1886 – não é réplica, mas continuidade de produção -, fez test-drives, expôs veículos novos, e analisa a continuidade do apoio ao encontro de Araxá. Marca é dos principais patrocinadores do mais refinado evento do ramo nos EUA, o Pebble Beach Concours d’Élegance, abrindo a programação em famoso e disputado jantar tipo Who’s Who. ‘Tás no jantar da Mercedes? És VVip – very, very important people. Não estás? Serás, no máximo, apenas milionário... Tem base e experiência para assumir a identificação com o movimento antigomobilista. E praticantes em casa: o CEO mundial da área de automóveis Mercedes, Dieter Zetsche e o da América Latina, Philipp Schiemer, são possuidores de MB 280 SL, os pequenos conversíveis da década de ’60, com teto elevado, apelidados mundialmente Pagoda.

Curiosidade, o prêmio extra denominado Pressão: grupamento feminino da família Gouvêa levou Ford Thunderbird ’56 e Lambreta da época, pintados em rosa – cores de época. Pressão feminina criou o prêmio. Outra, um barn find, verbete especializado para designar achados de galpão. No caso, os irmãos Marx levaram raro sobrevivente Lancia Astura 1938, carroceria especial por Batista Farina, há décadas localizado e guardado no galpão do pioneiro antigomobilista Angelo Bonomi, passado há alguns anos. Tão impactante, foi dispensado de passar rodando para receber o prêmio, mudando a regra do evento. Quando pronto, rotula o especialista Rex Parker, será dos 5 mais importantes antigos no Brasil.

Grupamento de esportivos italianos – De Tomaso, Ferraris, Lamborghini – e insólitos, como um De Lorean.

Especialmente benvindos, Og Pozolli e Pacifico Mascarenhas, pioneiros no criar e sedimentar o antigomobilismo. Composição do Pacifico tornou-se o hino oficial do VCC MG. Igualmente festejado Leo Steinbruch, que com seu irmão Fabio reuniram sólida coleção de antigos. Leo andava recluso desde o súbito passamento de Fábio.

Nacionais, poucos, incluindo a bateria de Romis, e premiados Alfa B indicada pelo Alfa Romeo Club; os Puma Vemag; Lumimari Malzoni do brasiliense Renato Malcotti; Puma GTB 1977 com Flávio Cardoso; Ford Landau 1969 de Ricardo Kamil, e tão primoroso quanto raro Simca Jangada 1965 do paulistano Antônio Guedes, solitário representante da marca. Grande ausente, apesar de ter sido a mais vendida ao início dos anos ’60, e com grande leque de produtos, não havia um só Aero-Willys para relembrar a história. Apenas duas Rural.

E ?
Em resumo, valeu a pena e deu mais um passo evolutivo. Mesmo não se pode dizer do item referente à re eleição para a presidência da Federação Brasileira de Veículos Antigos. Sem cumprir o prometido programa de gestão, marcada por viagens e alegorias festivas inadequadas, contatos oficiais ociosos e sem resultados práticos. A omissão executiva na FBVA está minando a credibilidade do movimento antigomobilista nacional. Na prática, custa muito e nada entrega. Mas talvez seja isto que o movimento dos automóveis antigos deseje.

Motores. Prêmio aos melhores
Iniciativa inglesa, o International Engine of The Year, é júri mundial de jornalistas especializados – no Brasil inclui o editor da Coluna. Lista os motores recém lançados, ou os de performance, os promotores de vendas, os abridores de novos caminhos. Em suma, detentores de qualidades para alcançar o precioso carimbo promocional de melhor do ano.
Votos são depurados em etapas, nas diversas categorias, tanto por cilindrada quanto por qualidade ecológica, e ainda o Motor Internacional do Ano. Resultado foi apresentado dia 1.

Quem são
Ferrari passou o rodo com seu novo motor 3,9 V8, twin-turbo, 670 cv aplicado ao 488.  Um desafio com foco ecológico para substituir o 4,5 aspirado. Ganhou como New Engine; Performance Engine; Motor entre 3.0 e 4.0; e o prêmio máximo, o International Engine of The Year 2016. Melhor sob aspecto ecológico, premiou a plataforma da Tesla, marca independente dos EUA. Grande argumento de sua ida ao mercado para vender ações e viabilizar a produção de 500 mil veículos de seu modelo 3 em 2018.

Aqui
Dentre os sagrados como melhores, o Ford 998 cm3, três cilindros, turbo, anunciado para equipar Fiestas em julho – e EcoSport após, foi indicado para a categoria Sub 1.0. No caminho de futuras aplicações no Brasil, o 1,2 tricilíndrico turbo PSA, próxima novidade em Peugeot 208 e Citroën C3 no Brasil.

Quem é Quem
Novo Motor
Ferrari 3,9 Twin Turbo V8
Motor Ecológico
Tesla Full Electric powertrain
Motor – Performance
Ferrari 3,9 Twin Turbo V8
Sub 1 litro
Ford 998 cm3 3 cilindros Ecoboost
1,0 – 1,4 litro
Peugeot 1,2 3 cilindros Turbo
1,5 – 1,8 litro
BMW 1,5 3 cilindros elétrico/gas
1,8 – 2,0 litros
AMG 2 litros turbo
2,0 – 2,5 litros
Audi 2,5 turbo
2,5 – 3,0 litros
Porsche 3,0 6 cilindros
3,0 – 4,0 litros
Ferrari 3,9 Twin Turbo V8
+ 4,0 litros
Ferrari 6,3 V12
International Engine of The Year 2016
Ferrari 3,9 Twin Turbo V8 

Roda-a-Roda
Re-call – Toyota, Mazda, Nissan, Subaru, Mitsubishi, Fiat, Chrysler, Ferrari, Daimler (Mercedes), BMW chamam mínimos 12M de veículos nos EUA para substituir almofadas de ar da japonesa Takata. Defeito pode estar no produto químico para disparar enchimento. Entre o pode e o estar, devasta a marca.

Consequência – Takata procura, desesperadamente, sócio, investidor, especulador, comprador, qualquer entrada de dólares para enfrentar os elevados custos de reposição. Não tem caixa para honrar a substituição.

Alfa – O início de produção e vendas da Alfa Giulia anima admiradores brasileiros da marca. Mas, tudo indica, demorará a chegar por aqui. Lélio Ramos, ex diretor comercial da Fiat – e co responsável pela liderança da marca 13 anos – assumiu diretoria para importados.

Tempo – Focará aumentar participação de vendas de Maserati, Abarth e Alfa Romeo. Primeiros, mais fáceis. Há revendedor Maserati e os Abarth são produtos Fiat, utilizando mesma rede de distribuição.

Horizonte – Este é o ponto mais difícil da operação. Virá, diz sem definir prazo e enigmaticamente, resumiu Há planos – mas não há projeto. Ou seja, demora.
Diplomático – Como Coluna informou, Toyota apresentará novo Prius híbrido em Brasília. Insólito, fa-lo-á na Embaixada Japonesa, enclave interessante.

Freio – Com ambicioso projeto de substituir cinco produtos antigos por dois novos, e correndo em paralelo um pequeno SAV, codinome Junior, ou Jipinho, como tratado no popular, administração da FCA deu-lhe meia-trava.

Questão – Problema não é pisar no freio, mas a intensidade frenante. Se errar a pressão pode ir à parada total – de difícil arrancar posterior. Aconteceu com projeto Volkswagen, o Taigun, adiado – e agora de impossível resgate.

Negócio – Mercedes-Benz do Brasil foi a Cuba ajustar venda de 199 sedãs C e E. Negócio demorado pela burocracia da Ilha, tentando equilibrar a chegada ao capitalismo. Marca tem outro bom negócio lá: vende conjuntos de motores diesel e caixas de câmbio reformados para substituir os dos carros norte americanos, maioria no trânsito, usados desde a década de ’50.

Salão – Lifan quebrou o Porquinho, sensibilizou direção chinesa, e irá ao Salão do Automóvel, 10 a 20 novembro. Fábrica no Uruguai continua fechada.

Tempo – Grupo Gandini deu um tempo nos processos de dinamização da implantação da marca Geely no Brasil. Mercado em queda, dólar a R$ 3,60, mantém-se representante, vendendo estoque remanescente, garantindo assistência técnica e garantia. Aguardará o futuro.

Continua ? – Governo federal cancelou o termo de adesão da representação local da JAC ao programa Inovar Auto. Governo diz, falta de cumprimento. JAC informa, é projeto antigo, já desistido, e pediu mudanças e aguarda deferimento. Alega, terá o sino-baiano J5 aqui montados em 9 meses.

Ecologia – Ford desenvolve plásticos e espumas sustentáveis para aplicar em seus veículos. Curiosa é a matéria prima utilizada para tais futuros bancos, capôs e peças automotivas: dióxido de carbono das emissões poluentes capturado na atmosfera. Tecnologia reduzirá poluição atmosférica já instalada, e, na base, o uso de petróleo para a produção de tais itens. Coisa formidável, quem diria, ar poluído seria insumo – e grátis.

Anúncio – Amortecedores Monroe festejam 100 Anos e ilustram anúncio com Ford Modelo T, sugerindo-o usuário das peças. Errou ou engana. Os T, feitos entre 1908 e 1927, não usaram amortecedores. Agências de propaganda, e empresas ao aprovar anúncios deveriam se preocupar com história – sua história.

Novela – Haja Coração, novela da TV Globo, 19h30, tem atores Malvino Salvador, Mariana Ximenes e Cléo Pires envolvidos com automobilismo. Fazenda em Mogi das Cruzes, SP, para cenas fora de estrada com ASX RS, e de velocidade no excelente autódromo Velo Citá com Lancer Evolution e RS, todos preparados dentro da fábrica da Mitsubishi, em Catalão.

Grupo – Chegando ao Brasil após renascimento nos EUA motocicletas Indian quer agregar proprietários no IMRG, o Indian Motorcycle Riders Group, para interação, socialização, informações, passeios. Começa onde há concessionários da marca, MG, SP, RJ e SC. Tens e estás afim? Aqui: www.imrg.com.br

Temporada – Mitsubishi Lancer Cup, categoria com estes automóveis terá abertura dia 11, com provas no autódromo Velo Citá, em Mogi Guaçu, Interlagos, SP, fechando em Goiânia, Go aos 15 outubro. Autódromo de Brasília, quase retomando acabar pista, ficará fora.

Equilíbrio – A Cup tem modelo interessante. Todos os carros são da Mitsubishi, preparados pela Ralliart, sua área de corridas. Baseiam-se no Lancer Evolution, 340 cv, câmbio sequencial de competição.

Conforto - Piloto aluga o carro, logística e assistência antes, durante a após corrida. Quer dizer, coloca macacão, sapatilhas e capacete, preenche o cheque, baixa o pau na máquina e vai-se. Deixa carro e preocupações para trás.


Faixas - Tem três categorias por idade: Light, a pilotos jovens; RS, até 45 anos e RS Master, aos pós garotões. Mais? lancercup@hpeautos.com.br e (19) 3019-1000.