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terça-feira, 7 de julho de 2020

WAGNER GONZALEZ em Conversa de pista

Wagner Gonzalez
F-1 Áustria: início melhor que o esperado

Apesar do atraso de quatro meses para a abertura da temporada até que valeu a pena esperar: o GP da Áustria mostrou uma F-1 com novatos se destacando, um número surpreendente de quebras e abandonos e várias dúvidas sobre o desempenho relativamente equilibrado de várias equipes.

Os 4.318 metros de Spielberg são cobertos em pouco mais de um minuto, o que mitiga as diferenças entre um carro e outro, ainda que se possa admitir que a equipe Mercedes continua como régua para medir o desempenho dos rivais, o
que se comprova pela atuação dominante do vencedor Valtteri Bottas (foto de abertura/Mercedes). No que toca aos pilotos, houve boas disputas e um polêmico acidente envolvendo o hexa-campeão Lewis Hamilton e o novato Alex Albon. Tal qual ocorreu em Interlagos no ano passado, o anglo tailandês levou a pior. Com disputas, acidentes, e surpresas o balanço do que se viu na pista foi melhor do que o esperado.

Estáticos desde os testes de pré-temporada que aconteceram no início de março em Barcelona, os F-1 geração 2020 chegaram em Spielberg sem a poeira que tanto tempo parado e cobertos por muitas interrogações sobre o desempenho que apresentariam em dois dias de treinos e hora e meia de corrida. Alguns traziam mais que pintura nova (caso da Mercedes, agora identificada pelos flechas de carbono e não mais flechas de prata), outros a esperança de ter mais potência e resistência (como os equipados com motores Honda e Renault), enquanto alguns sofriam com uma defasagem decepcionante: os Alfa Romeo, Ferrari e Haas foram mais lentos que no ano passado, o que reforçou a tese que o motor 065 de Maranello tinha algo “estranho” em 2019.

Enquanto as demais equipes melhoraram, inclusive a Williams, a esquadra italiana viu seus carros andarem exatos 920/1000 mais lentos se comparados os tempos de Charles Leclerc na classificação em 2019 (pole position, 1’3”003) e 2020 (7º, 1’3”923). Em termos de velocidade máxima, os carros de Maranello cruzavam a linha de chegada a 327,9 km/h em 2019 e 323,8 km/h em 2020. No final do setor 1 (veja localização no mapa acima) esses índices foram, respectivamente, 326,7 km/h e 328,0 km/h e no setor 2, 244,3 km/h e 243,5 km/h, na mesma ordem. Tais índices mostram que mais do que “chão” também falta “polenta”... Por tudo isso, o segundo lugar de Charles Leclerc foi uma boa combinação da determinação do monegasco com uma generosa dose de sorte.

Outro fato importante foi a disputa entre Lewis Hamilton e Alex Albon. Se o box da Mercedes avisava aos seus pilotos para evitar zebras e tomar cuidado com o superaquecimento da caixa de câmbio, na volta 51 o da Red Bull devolveu o anglo-tailandês à pista com pneus macios usados. Essa vantagem incontestável em comparação com Hamilton e Bottas, que na mesma volta receberam um jogo novo de composto duro, dava boas chances a Albon. Ocorre que um hexa-campeão ser ultrapassado por fora por qualquer piloto, fosse como ocorreu na curva 4 (localize no mapa acima pelos números em azul) ou em qualquer outra, dificilmente seria uma manobra que terminaria sem vítimas.

O que se viu foi a repetição do incidente entre ambos em Interlagos 2019. Nas fotos acima e abaixo é possível comparar as posições dos dois carros em ângulos diferentes. Não tardou muito e os comissários desportivos penalizaram Hamilton com cinco segundos no tempo total de prova e dois pontos em sua carteira, que agora tem sete.

O incidente/acidente serviu para jogar mais gasolina na fogueira que começou a arder no arraial de Toto Wolff e Christian Donner. O primeiro não se conformou com a pressão que o segundo fez sobre os comissários desportivos na manhã de domingo e que relegou Hamilton do segundo lugar no grid para quinto e já sinalizou que vai dar o troco. As diferenças entre ambos não terminam na pista: Wolff volta e meia é citado com interesses diretos e indiretos na Aston Martin e na Racing Point, que no ano que vem assume a condição de equipe oficial da marca inglesa. Detalhe: há anos a fábrica de esportivos premium é parceira da Red Bull comandada por Horner e as duas empresas chegaram a desenvolver um superesportivo projetado por Adrian Newey, casamento interrompido na sequência do acordo entre a Racing Point e a Aston Martin.

Enquanto os dois chefes de equipe mais poderosos da F-1 atual se digladiam e a Ferrari desce a ladeira, equipes há anos relegadas à condição de coadjuvantes mostravam melhoras. Destaque maior para McLaren, que viu Lando Norris surpreender na classificação (com a punição de Hamilton largou em terceiro) e na corrida conseguiu receber a bandeirada menos de cinco segundos depois de Hamilton. 


Pelo rádio seu engenheiro deu a deixa para garantir o terceiro lugar. “Pressione o botão de ultrapassagem por cinco segundos na saída da curva 8. Na curva 9 faça a mesma coisa”. Deu certo: Lando completou a volta em 1’7”475 e garantiu 198/1000 de vantagem sobre Lewis que, certamente, não teve o fim de semana que esperava quando largou em busca de mais uma vitória e voltou para casa com um quarto lugar e o orgulho arranhado.

Bem menos feliz foi o fim de semana da equipe Haas. Além de sofrer com a potência reduzida do motor Ferrari 065 de especificação 2020, os carros da equipe americana voltaram a ter problemas de freio. Os discos de carbono devem funcionar em uma faixa de temperatura específica: quando frios praticamente não freiam, superaquecidos perdem massa e eficiência. Sem refrigeração adequada para esse equipamento os carros de Roman Grosjean e Kevin Magnussen acabaram abandonando a prova, o que provocou um triste revival da temporada passada, quando esse problema colocou muitas pedras no caminho do time de Gene Haas. “Nossos pilotos acreditam que nosso carro é competitivo, mas tivemos problemas de freio em ambos e precisamos trabalhar duto para sanar corrigir isso. E é o que faremos.”

O resultado completo do GP da Áustria e as posições no campeonato de pilotos e construtores você encontra aqui.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Igor Fraga, Bicampeão mundial de corridas virtuais, estreia na Fórmula 3 FIA


Patrocinado por um jogo de corridas virtuais, o Gran Turismo, e adotado pelo programa de jovens promessas de uma das principais equipes da Fórmula 1, a Red Bull. O mineiro Igor Fraga dará neste final de semana mais um passo em sua trajetória singular. Ele estreará na Fórmula 3 FIA, a principal do mundo e também a versão atualizada do campeonato que levou ícones como Nelson Piquet, Ayrton Senna e Alain Prost diretamente para a Fórmula 1.  A rodada dupla que abre o campeonato será disputada no próximo final de semana (4 e 5/7), em Spielberg, na Áustria.

Oriundo de uma família da classe média do interior de Minas Gerais, Fraga foi no último final de semana mencionado pelo diretor de negócios digitais da Fórmula 1, Julian Tan, como um nome que vem sendo monitorado pela categoria, justamente por sua trajetória no mundo virtual. “De fato, nós temos acompanhado a história do Igor crescendo como piloto. Eu diria, um futuro astro brasileiro. Temos um projeto rumo à Fórmula 1. Três ou quatro anos atrás nós não imaginávamos que alguém poderia ir do virtual para um carro de Fórmula 3”, destacou Julian Tan no programa Esporte Espetacular, da TV Globo, em entrevista ao repórter Marcelo Courrege. Segundo o diretor da F-1, o interesse da categoria é mercadológico: “Através de pesquisas qualitativas nós já tínhamos evidências de pessoas que dizem: passamos a acompanhar a Fórmula 1 por causa das corridas virtuais”.

Retrospecto 2019 – Em 2020 o brasileiro de 21 anos defenderá a equipe Charouz Racing System, que ainda tenta se firmar na categoria. O time da República Checa obteve como melhores resultados apenas dois sétimos lugares
em 2019. As maiores forças daquela temporada, no entanto, foram a italiana Prema Racing, que registrou oito vitórias em 16 provas, e a britânica Hitech Racing, com quatro vitórias. As demais corridas foram vencidas pela francesa Art Grand Prix, a suíça Jenzer Motorsport, a italiana Trident e a alemã HWA Racelab, que contará com o brasileiro Enzo Fittipaldi. As quatro com uma vitória cada.

A pista de Spielberg, conhecida como Red Bull Ring, foi palco da primeira das quatro vitórias de Igor no Campeonato Europeu Regional de Fórmula 3, em 2019 – categoria imediatamente anterior à Fórmula 3 FIA. “É uma pista da qual tenho boas memórias, mas na F-3 FIA o contexto é totalmente outro. Teremos um ano de muito trabalho contra equipes tradicionais e fortes do automobilismo mundial. Mas estamos confiantes de que vamos alcançar bons resultados dentro das nossas perspectivas”, resumiu Igor Fraga. “Apesar da sua importância, a Fórmula 3 FIA é ao mesmo tempo uma categoria-vitrine e uma escola. E neste
primeiro ano minha maior meta será aprender ao máximo. Eventuais bons resultados serão consequência disso. Meus concorrentes são os melhores pilotos de F-3 do mundo, então sei que será uma temporada muito competitiva em todos os níveis”, continua o piloto patrocinado pelo game Gran Turismo.

Mais veloz do mundo – A campanha de Igor Fraga continua também no mundo virtual. Em junho o piloto mineiro voltou a surpreender ao vencer o desafio mundial contra o relógio em homenagem ao centenário da Mazda. A competição envolveu competidores de dezenas de países, que durante quinze dias tentaram estabelecer a melhor marca para ficar com o título de piloto mais rápido do mundo. Além disso, Fraga também segue em busca do terceiro título de campeão mundial, competindo pela equipe Honda na plataforma Gran Turismo.

Guilherme Samaia faz sua estreia na Fórmula 2


Guilherme Samaia é um dos três brasileiros que iniciam na Áustria, neste final de semana, o caminho rumo ao sonho da Fórmula 1. O paulistano de 23 anos fará sua estreia na Fórmula 2, categoria de acesso ao topo do automobilismo mundial. Competindo pela espanhola Campos Racing, o campeão de 2017 da Fórmula 3 Brasil – que também tem o título de 2015 da classe Light - terá o inglês Jack Aitken como companheiro de equipe e terá em Felipe Drugovich e Pedro Piquet os compatriotas representando as cores brasileiras em uma das categorias mais difíceis do mundo.

O momento da estreia chega após muita ansiedade. O último contato dos competidores da categoria se deu no dia 2 de março no Barein durante os treinos coletivos da F2. Logo depois, a pandemia mundial do coronavírus
colocou os planos de todos os eventos em espera, e mesmo com as restrições sendo gradualmente relaxadas em algumas localidades da Europa, o evento no Red Bull Ring neste final de semana seguirá critérios rígidos de distanciamento social e higiene – o evento é suporte da Fórmula 1, que também abre a temporada na mesma pista, e sem público.

Para Samaia, a espera foi muito maior que o tempo imposto pela pandemia. “A Campos havia me oferecido uma vaga no ano passado, para estrear justamente na Áustria, mas preferimos esperar o momento certo. E finalmente, esse momento chegou. Não vejo a hora de acelerar”, disse o piloto de 23 anos.

Ano de estreia é também de adaptação, segundo Guilherme. Para ele, o salto da Fórmula 3, com carros de 230 cavalos de potência, para o F2, de 620 cavalos e motor turbo, é maior do que da própria F2 para a F1. “É tudo diferente: a carga aerodinâmica do Fórmula 2 é absurdamente maior, o contorno de curva é muito mais rápido, a potência, o poder de frenagem. Na F2 tem também outro fator importantíssimo que é a administração do consumo dos pneus, que varia
muito durante a corrida. É um mundo diferente e nos testes do Barein eu pude me adaptar muito bem. Agora tem a questão de otimizar tudo e não perder tempo, porque a programação do final de semana é bem curta”, afirmou.

De fato, a F2 tem no final de semana apenas um treino livre de 45 minutos na sexta-feira e a classificação de meia hora; no sábado (3) acontece a chamada Feature Race, que é a corrida longa, com uma hora de duração. No domingo (4), invertem-se os oito primeiros colocados da prova no grid para a Sprint Race (ou corrida curta) de 45 minutos.

PROGRAMAÇÃO F2 – RED BULL RING (ÁUSTRIA)*
Sexta-feira (2 de julho)
Treino Livre: 7h55 – 8h40
Classificação: 12h00 – 12h30
Sábado (3 de julho)
Corrida 1 (feature race): 11h45 – 12h45
Domingo (4 de julho)
Corrida 2 (sprint race): 6h10 – 6h55
*Horários de Brasília

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Pedro Piquet começa sua primeira temporada na Fórmula 2 em Spielberg, na Áustria



Depois de uma espera de quase quatro meses devido à pandemia de coronavírus, Pedro Piquet finalmente fará sua estreia na Fórmula 2, no próximo fim de semana, na rodada dupla que abre o campeonato no circuito de Spielberg, na Áustria. O brasiliense, que completa 22 anos neste sábado, representará a equipe Charouz.

Bicampeão da Fórmula 3 Brasil em 2014 e 2015, Pedro disputou a F3 Europeia nos dois anos seguintes. Em 2018, passou para a GP3, uma das categorias de acesso à Fórmula 1.
Conquistou duas vitórias em pistas das mais tradicionais do automobilismo, em Silverstone (Inglaterra) e Monza (Itália), e foi o sexto no campeonato.

Na temporada de 2019, Piquet disputou a Fórmula 3, novo nome da GP3, e venceu em outro circuito dos mais desafiadores do mundo, em Spa-Francorchamps, na Bélgica. O quinto lugar na tabela, com outros dois pódios, credenciou o brasiliense a dar o último salto antes da passagem para a Fórmula 1.

Em dezembro do ano passado, Pedro fez os primeiros testes pela Charouz com um carro da F2, em Abu Dhabi, e foi o oitavo entre 22 pilotos, superando as marcas de competidores mais experientes, como Luca Ghiotto, Artem Markelov, Giuliano Alesi e Mick Schumacher.

Com a curva descendente do Covid-19 na Europa, o calendário da F2 foi remanejado, e, por enquanto, as etapas da categoria seguem as da F1, com duas rodadas (de duas corridas cada) na Áustria, mais uma na Hungria, outras duas na Inglaterra, e uma etapa na Espanha, Bélgica e Itália. As corridas fora da Europa ainda serão confirmadas.

Apesar dos ajustes no calendário, o formato dos fins de semana da Fórmula 2 será idêntico ao dos anos anteriores. Serão disputados um treino livre, uma classificação e duas corridas, uma mais longa (sábado) e outra mais curta
(domingo) com grid invertido entre os oito primeiros da prova anterior.
No lado técnico, a temporada 2020 terá uma grande novidade: a estreia dos pneus Pirelli para rodas de aro 18, cinco polegadas maiores do que as de aro 13 utilizadas até o último ano. A expectativa é que os carros sejam um pouco mais velozes com a menor quantidade de borracha nos pneus.

No mais, os chassis Dallara e motores Mecachrome serão os mesmos do ano passado, com algumas modificações na aerodinâmica do carro, sobretudo no assoalho, e nas suspensões para receber os novos pneus.

O que disse Pedro Piquet:

"Começamos a temporada no próximo fim de semana depois do adiamento pela pandemia de coronavírus. Estou muito animado para voltar às pistas e à competição. É tudo muito novo para nós ainda, com esse regulamento dos pneus aro 18, então será um grande desafio para todos. Mas temos uma base boa do Bahrein, no começo do ano, e vamos lá. Será um grande aprendizado, é uma categoria bem diferente do que eu era acostumado, mas quero sempre andar melhor a cada corrida, sempre evoluindo. Quero ter fins de semana limpos e marcar muitos pontos."

Calendário*

4 e 5 de julho - Spielberg (Áustria)
11 e 12 de julho - Spielberg (Áustria)
18 e 19 de julho - Hungaroring (Hungria)
1º e 2 de agosto - Silverstone (Inglaterra)
8 e 9 de agosto - Silverstone (Inglaterra)
15 e 16 de agosto - Barcelona (Espanha)
29 e 30 de agosto - Spa-Francorchamps (Bélgica)
5 e 6 de setembro - Monza (Itália)

*provas fora da Europa ainda sem confirmação

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Gianluca Petecof volta a Spielberg para tentar ampliar a vantagem na liderança do Italiano de Fórmula 4


Com quatro vitórias em oito corridas e 100% de top 5 no Italiano de Fórmula 4, Gianluca Petecof volta à pista neste fim de semana para tentar ampliar a liderança do campeonato, na etapa de Spielberg, na Áustria.

O piloto da Academia Shell Racing, que já venceu duas corridas em Vallelunga, uma em Misano e uma em Hungaroring, no último fim de semana, tem 43 pontos de vantagem sobre o seu mais direto perseguidor na tabela.

Em junho, o brasileiro já tinha estado no circuito austríaco para a etapa do Alemão, e por isso espera aproveitar a experiência no circuito de 4.318 metros, formado por várias retas e pontos de ultrapassagem, para ampliar sua vantagem.

As atividades começam hoje, sexta-feira, com dois treinamentos livres. No sábado, será a primeira sessão classificatória define o grid da corrida 1, que será disputada no mesmo
dia a partir das 12h55 (de Brasília). Já a segunda classificação, que será disputada logo depois da primeira, decide as posições de largada das provas 2 (vale o melhor tempo registrado por cada piloto) e 3 (a segunda melhor marca conta), no domingo.

O site oficial da categoria (www.f4championship.com) transmite ao vivo as três corridas da rodada de Hungaroring.

O que disse Gianluca Petecof:
"É a segunda etapa consecutiva do Italiano fora do país e outra pista de Fórmula 1 no calendário. É um circuito do qual gosto bastante, já recebeu uma das etapas do Alemão esse ano e tivemos bastante ritmo. 

A principal característica é que é uma pista curta, mas de muita alta velocidade e subidas e descidas. Uma característica que não encontramos em nenhuma outra pista é que numa classificação você pode tentar o tempo da pole position em várias voltas, enquanto em outras pistas você tem aquela volta perfeita do pneu e depois perde. 

É importante a precisão durante a volta e acertar todos os setores para brigar pela pole. Ultrapassar não é tão complicado, mas largar na frente é sempre o ideal."

Programação (horários de Brasília)*:

Sexta-feira, 12 de julho
3h30 - Primeiro treino livre
8h55 - Segundo treino livre

Sábado, 13 de julho
6h20 -  Classificação 1
7h - Classificação 2
12h55 - Corrida 1

Domingo, 14 de julho
5h35 - Corrida 2
12h05 -  Corrida 3

Classificação do campeonato:
1º G.Petecof - 155 pontos
2º D.Hauger - 112
3º J.Dürksen - 68
4º M.Belov - 65
5º I.Cohen - 55

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Gianluca Petecof na briga pela liderança do Alemão de Fórmula 4 em Spielberg


Líder absoluto do Italiano de Fórmula 4, o brasileiro Gianluca Petecof volta à pista neste fim de semana, em Spielberg (Áustria), para também se manter próximo à disputa pela liderança no Campeonato Alemão.

O piloto da Academia Shell Racing estreou com vitória na competição ao ganhar a primeira prova da rodada tripla de Oschersleben com 14 segundos de vantagem, a maior margem já vista na categoria. Depois, o brasileiro foi envolvido em incidentes e está a 22 pontos da liderança.

Em Spielberg, onde também correrá pelo Italiano ainda este ano, Petecof encara um traçado de 4.326 metros, formado por três longos trechos de aceleração plena intercalados por freadas fortes e curvas de média velocidade.

Apesar de teoricamente haver bons pontos de ultrapassagens, a posição de largada é muito importante no circuito austríaco. O traçado não tem muitas curvas, e os tempos de volta deverão ficar próximos. Com isso, quem não largar entre os primeiros dificilmente vai se recuperar.

A programação do fim de semana começa nesta hoje, com dois treinos livres e duas sessões classificatórias, que determinarão os grids das duas primeiras provas, uma no sábado e outra no domingo. O grid da terceira corrida, domingo, será invertido em relação aos oito primeiros da prova 2.

O site oficial da categoria (adac-motorsport.de/adac-formel-4/) transmite as três corridas ao vivo.

O que disse Gianluca Petecof:
"Vamos para a segunda etapa do Alemão, será uma corrida bem importante. O objetivo principal é recuperar os pontos perdidos na primeira etapa, em Oschersleben.Tínhamos um ritmo excelente, vencemos a primeira corrida com 14 segundos de vantagem, mas não terminamos as corridas 2 e 3. Para esse fim de semana, é uma pista bastante importante por ter uma etapa do Alemão e outra do Italiano. Será uma etapa com características diferentes, por ser uma pista de alta velocidade, com retas longas. Então provavelmente a classificação terá tempos bem apertados e largar na frente será importante. Claro, esperamos sair com a vitória, que é o objetivo máximo, e também iremos atrás da consistência e tentaremos trazer pontos para casa."

Programação da etapa* (horários de Brasília)

Sexta-feira, 7 de junho 
3h05 - Primeiro treino livre
8h - Segundo treino livre
12h50 - Classificação 1
13h10 - Classificação 2
Sábado, 8 de junho
8h15 - Corrida
Domingo, 9 de junho
4h55 - Corrida 2
10h35 - Corrida 3
*sujeita a alterações
Classificação do campeonato:
1º R..Stanek - 47 pontos
2º N.Krütten - 41
3º J.Dürksen - 30
4º T.Pourchaire - 29
5º A.Leclerc - 27
6º P.Aron - 26
7º G.Petecof - 25
8º A.Ghiretti - 22
9º G.Saucy - 16

10º D.Hauger - 15