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quinta-feira, 2 de julho de 2020

Igor Fraga, Bicampeão mundial de corridas virtuais, estreia na Fórmula 3 FIA


Patrocinado por um jogo de corridas virtuais, o Gran Turismo, e adotado pelo programa de jovens promessas de uma das principais equipes da Fórmula 1, a Red Bull. O mineiro Igor Fraga dará neste final de semana mais um passo em sua trajetória singular. Ele estreará na Fórmula 3 FIA, a principal do mundo e também a versão atualizada do campeonato que levou ícones como Nelson Piquet, Ayrton Senna e Alain Prost diretamente para a Fórmula 1.  A rodada dupla que abre o campeonato será disputada no próximo final de semana (4 e 5/7), em Spielberg, na Áustria.

Oriundo de uma família da classe média do interior de Minas Gerais, Fraga foi no último final de semana mencionado pelo diretor de negócios digitais da Fórmula 1, Julian Tan, como um nome que vem sendo monitorado pela categoria, justamente por sua trajetória no mundo virtual. “De fato, nós temos acompanhado a história do Igor crescendo como piloto. Eu diria, um futuro astro brasileiro. Temos um projeto rumo à Fórmula 1. Três ou quatro anos atrás nós não imaginávamos que alguém poderia ir do virtual para um carro de Fórmula 3”, destacou Julian Tan no programa Esporte Espetacular, da TV Globo, em entrevista ao repórter Marcelo Courrege. Segundo o diretor da F-1, o interesse da categoria é mercadológico: “Através de pesquisas qualitativas nós já tínhamos evidências de pessoas que dizem: passamos a acompanhar a Fórmula 1 por causa das corridas virtuais”.

Retrospecto 2019 – Em 2020 o brasileiro de 21 anos defenderá a equipe Charouz Racing System, que ainda tenta se firmar na categoria. O time da República Checa obteve como melhores resultados apenas dois sétimos lugares
em 2019. As maiores forças daquela temporada, no entanto, foram a italiana Prema Racing, que registrou oito vitórias em 16 provas, e a britânica Hitech Racing, com quatro vitórias. As demais corridas foram vencidas pela francesa Art Grand Prix, a suíça Jenzer Motorsport, a italiana Trident e a alemã HWA Racelab, que contará com o brasileiro Enzo Fittipaldi. As quatro com uma vitória cada.

A pista de Spielberg, conhecida como Red Bull Ring, foi palco da primeira das quatro vitórias de Igor no Campeonato Europeu Regional de Fórmula 3, em 2019 – categoria imediatamente anterior à Fórmula 3 FIA. “É uma pista da qual tenho boas memórias, mas na F-3 FIA o contexto é totalmente outro. Teremos um ano de muito trabalho contra equipes tradicionais e fortes do automobilismo mundial. Mas estamos confiantes de que vamos alcançar bons resultados dentro das nossas perspectivas”, resumiu Igor Fraga. “Apesar da sua importância, a Fórmula 3 FIA é ao mesmo tempo uma categoria-vitrine e uma escola. E neste
primeiro ano minha maior meta será aprender ao máximo. Eventuais bons resultados serão consequência disso. Meus concorrentes são os melhores pilotos de F-3 do mundo, então sei que será uma temporada muito competitiva em todos os níveis”, continua o piloto patrocinado pelo game Gran Turismo.

Mais veloz do mundo – A campanha de Igor Fraga continua também no mundo virtual. Em junho o piloto mineiro voltou a surpreender ao vencer o desafio mundial contra o relógio em homenagem ao centenário da Mazda. A competição envolveu competidores de dezenas de países, que durante quinze dias tentaram estabelecer a melhor marca para ficar com o título de piloto mais rápido do mundo. Além disso, Fraga também segue em busca do terceiro título de campeão mundial, competindo pela equipe Honda na plataforma Gran Turismo.

sábado, 6 de junho de 2020

Igor Fraga vence desafio mundial contra o relógio


Bicampeão mundial de automobilismo virtual, o brasileiro Igor Fraga acaba de conquistar mais uma façanha inédita: durante as duas últimas semanas o mineiro de 21 anos disputou o desafio de velocidade contra o relógio promovido dentro da plataforma Gran Turismo em homenagem ao centenário da Mazda, e sagrou-se como o piloto mais rápido do planeta. Na última sexta-feira, 29 de maio, Fraga registrou a marca de 2min16s101 para os 7,004 km do lendário circuito de Spa-Francorchamps e não foi mais superado pelos especialistas de diversas nacionalidades que participaram da disputa.

Com a vitória, Fraga reafirmou sua condição de referência mundial nos e-sports. Mais do que isso, o brasileiro é hoje também uma aposta para a Fórmula 1:
patrocinado pelo jogo Gran Turismo, segue também uma bem sucedida carreira no automobilismo real, a ponto de em março ter sido integrado ao Red Bull Junior Team, programa do qual saíram nomes como Sebastian Vettel, Daniel Ricciardo e Max Verstappen.

Carros idênticos - Para igualar as condições, desde o início da disputa, no dia 22 de maio, todos os pilotos utilizaram o mesmo carro: a versão mundial do protótipo Mazda RX-Vision GT3 Concept. E o brasileiro logo se impôs como um dos principais competidores, registando já no dia 24 a marca de 2min16s212, a melhor até então. Três dias depois, Fraga novamente surpreendeu ao superar sua própria volta rápida ao cravar 2min16s206. E baixou ainda mais seu recorde na sexta-feira da semana passada (29/05),
assinalando 2min16s101. Para se ter uma ideia do nível de competitividade, os 51 primeiros colocados ficaram dentro do mesmo segundo, sendo que Fraga impôs a maior diferença em comparação ao rival mais próximo. O brasileiro foi 0s163 mais veloz que o segundo colocado, o japonês Takuya Miyazono.

Em 2020, Fraga irá disputar o campeonato FIA Fórmula 3, principal competição da categoria, que realiza suas disputas nos mesmos finais de semana que a Fórmula 1. O calendário da categoria prevê a realização da primeira etapa nos dias 4 e 5 de julho, em Red Bull Ring na Áustria.
Veja aqui o placar atualizado da disputa.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Fernando Calmon - Alta Roda - Profecias furadas


Alta Roda nº 983/333 – 08/03/2018
Fernando Calmon
Nunca se falou tanto de carros elétricos como solução para a mobilidade. Uma abordagem prudente deveria priorizar o uso urbano, onde é relativamente fácil montar rede de abastecimento, e melhoraria a qualidade do ar em relação a poluentes sob vigilância (CO, HC, NOx e particulados). Rodovias exigem baterias maiores e malhas caras de recarga. 



Híbridos convencionais utilizam motor a combustão interna (MCI) e um elétrico de atuação secundária. Falar em “eletrificação”, nesse caso, parece mais força de expressão do que realidade. Simples jogada de marketing. O híbrido plugável em tomada é outra opção, porém seu preço fica muito próximo ao de um elétrico com a vantagem de afastar a ansiedade de baixa autonomia. 

Nenhuma das duas alternativas, entretanto, representa novidade. O Lohner-Porsche, apresentado em 1900, era um carro elétrico a bateria com motores dentro das rodas. Foi também o primeiro de tração integral do mundo em uma das versões. 

Um ano depois o Semper Vivus, também criação de Ferdinand Porsche, introduziu o conceito elétrico-híbrido, onde o MCI tinha apenas função secundária de carregar a bateria e a tração era 100% elétrica. Exatamente a solução que modernizou as locomotivas, décadas depois, aposentando as máquinas a vapor (motor de combustão externa). 

Mais de 110 anos se passaram e os automóveis elétricos prometem iniciar nova revolução na mobilidade. Existem, porém, muitos problemas difíceis de resolver e apontá-los não significa uma posição sectariamente contrária. A alternativa do Semper Vivus deveria apresentar-se como transição cautelosa. Mas apenas dois modelos a abraçaram: o BMW i3 REX e, mais recentemente, o Nissan Note e-Power. A Toyota, em 1997, adotou o híbrido convencional no Prius, obteve sucesso comercial e vários seguidores. 

A trajetória dos elétricos enfrentou tropeços. Foi o caso do GM EV1 (1996-1999), que teve 1.117 unidades arrendadas a usuários comuns por tempo determinado. O projeto era inviável desde o começo, mas até um filme foi produzido para relatar uma ridícula teoria da conspiração. 

Carros elétricos podem ser movidos por bateria ou pilha a hidrogênio, em nítido conflito de prioridades. A Toyota, em outra frente, desenvolve novo ímã para motores a fim de limitar o uso de elementos de metal raros e reduzir os custos. 

A solução elétrica parece, de fato, irreversível em países ricos ou com frota problemática, como a China. A história, porém, relata profecias que viraram apostas furadas. Chrysler Turbine, de 1963, só durou dois anos. MCI rotativo Wankel, patenteado em 1933, atraiu fabricantes como NSU e Mazda, porém hoje se trata de ideia congelada desde 2012, sem futuro. 

Motores arrefecidos a ar foram boas promessas, mas consumo de combustível e emissões os retiraram de cena ainda com certa dignidade. Não se pode afirmar o mesmo sobre motores a diesel para automóveis. Fruto de aposta errada de fabricantes e governos europeus, sem visão sobre problemas evidentes de poluição, enfrentam agora um fim paulatino e vergonhoso. 

Curioso foi em 1990 o jornal The New York Times prever futuro brilhante para o MCI de dois tempos. Ford e GM até tinham projetos, em seguida abandonados por emissões incontroláveis.


RODA VIVA

MESMO
 com feriado de carnaval, em fevereiro, média diária de vendas continuou em ascensão. Esse indicador é importante por estar menos sujeito à sazonalidade e ao número de dias úteis em cada mês. No total, incluídos veículos leves e pesados, o primeiro bimestre superou em quase 20% o mesmo período de 2017. Base comparativa baixa de fato ajuda, porém o ano promete. 


POR outro lado, terceiro adiamento do anúncio por parte do Governo Federal sobre o programa Rota 2030 traz insegurança em médio e longo prazos. Jogo político sem sentido, pois se trata de incentivos provisórios não para estimular vendas e sim pesquisa e desenvolvimento. Se houve exageros, no passado, a sinalização para o futuro agora é fundamental. 

PEUGEOT 2008 automático, seis marchas, motor de 1,6 L/118 cv forma um conjunto bastante equilibrado. Um pouco mais de potência seria desejável. Câmbio anterior incomodava nem tanto porque tinha duas marchas a menos, mas por ser antigo ante o atual Aisin. Visualizar os instrumentos acima do volante de pequeno diâmetro traz sensação única e agradável. 

KLAUS Bishop, chefe de estilo do Grupo VW, passou pelo Brasil recentemente. Falou, entre outros temas, sobre a necessidade de refazer os conceitos de desenho dos futuros carros elétricos, em especial pela ausência de radiador. E lembrou com bom humor: "Estamos de volta às nossas origens: motor na traseira e sem grade dianteira." Nossas origens, quis dizer, Fusca. 

RESSALVA. Centro de Simulação de Dinâmica Veicular, primeiro desse tipo no hemisfério sul e que custou R$ 18 milhões, foi montado pela FCA mediante convênio com a Pontifícia Universidade Católica, em Belo Horizonte (MG). Coordenação é feita pelo departamento de engenharia da fábrica, em Betim.

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2
                                                                                                                              


sábado, 7 de outubro de 2017

Carlos Cunha Filho testa carro novo da categoria Pro Mazda

O brasileiro Carlos Cunha Filho, terceiro colocado em 2017 na Pro Mazda, categoria de acesso à Fórmula Indy completou nesta sexta-feira (6) dois dias de testes com o novo carro da categoria que vem substituir o antigo chassi Tatuus italiano que há mais de dez anos é utilizado em categorias de base norte-americanas. 

Depois de terminar a temporada em terceiro com seis pódios, uma pole position e uma melhor volta, Cunha Filho volta aos trabalhos de pista ao lado do também brasileiro e campeão da Pro Mazda em 2017, Victor Franzoni. A equipe Juncos Racing colocou o novo carro para o teste com os dois pilotos que se destacaram na temporada. Franzoni com o prêmio merecido de quase US$ 800.000 vai para a Indy Lights na temporada que vem pela mesma equipe do argentino Ricardo Juncos e Cunha Filho deverá continuar na Pro Mazda e ainda em conversa com equipes de ponta.

Bruna Tomaselli,Carlos Cunha Filho e Victor Franzoni 
O carro mudou muito, é mais rápido e bem melhor nas curvas e freia muito. Com a ajuda do Victor (Franzoni) conseguimos definir vários pontos de acertos para serem explorados. O bom de tudo é que começamos a trabalhar o carro antes de todo mundo e me senti muito bem guiando um carro mais forte”, conta Carlos Cunha Filho, que tem boa experiência com carros mais fortes como o Fórmula 3 sul-americano. 

A semelhança com um Fórmula 3 europeu é natural com o monoposto de última geração construído com o chassi italiano Tatuus e motor Mazda 2 litros, o MZR-PM18A de 275 cavalos. A preparação do motor Mazda é feita em Indianápolis na Elite Engines, empresa do ex-piloto Steve Knapp. Completa o conjunto mecânico o câmbio sequencial de seis velocidades da Magneti Marelli.

Foram dois dias de testes que deram oportunidade de um encontro de três nomes que representam a nova geração de pilotos brasileiros no automobilismo norte-americano com certa responsabilidade em refazer uma presença histórica de pilotos brasileiros nas décadas de 80, 90 e 2000. Bruna Tomaselli, fechada na USF2000, Carlos Cunha Filho na Pro Mazda e Victor Franzoni na Indy Lights.


Alguns brasileiros que fizeram história na Fórmula Indy. Entre mais de 20 nomes destaque para: Emerson Fittipaldi, Gil de Ferran, Raul Boesel, Maurício Gugelmin, Roberto Moreno, Christian Fittipaldi, Cristiano da Matta, Bruno Junqueira, André Ribeiro, Toni Kanaan, Hélio Castroneves, Gualter Salles e Victor Meira.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Roberto Nasser - De carro por aí

 
Coluna 2617 – 30.06.2017 - edita@rnasser.com.br
AMG faz 50 anos e vira marca
Em junho Mercedes-Benz comemorou 50 anos de criação da AMG, e ampliar seu portfólio no Brasil.

AMG
Nasceu da insatisfação de Hans-Werner Aufrecht e Ehrard Melcher, engenheiros da empresa, responsáveis pela preparação do motor 300 SE – L6, 3,0 litros, injetado – para corridas. 

Com a decisão da Mercedes em deixar a atividade esportiva, saíram da empresa e iniciaram melhorar carros da marca para clientes. Fizeram efeito demonstração como maior sedã da marca á época, o 300 SEL, motor V8, 6,9 l, dele arrancando tropa insólita para a época: 428 cavalos de estamina e grande resistência. Alinhou-o nas 24 Horas de Spa-Francorchamp, vencendo na categoria e fazendo surpreendente 2o lugar na classificação geral. Quebrou um paradigma: carro grande podia ter resultados esportivos.

Em 1980 com apoio da Mampe, produtora de bebidas servidos nos voos da Lufthansa, preparou outra inadequação, o grande cupê modelo 450 SLC fazendo-o vencer as 6 Horas de Nürburgring. Duas proezas: pelo regulamento, empregava a transmissão original, automática de 3 marchas. Efeito secundário, divulgou mundialmente as rodas BBS em liga leve. Deram um salto nos negócios, pois proprietários de cupê de 4 lugares descobriram poder obter mais performance ao automóvel. Os sempre sóbrios Mercedes tinham, enfim, personalizadores.

Bem tocaram-na até 1990, quando assinou com MB contrato para desenvolver propostas esportivas. Mercedes entendeu como o negócio poderia implementar suas vendas, tornou-se sócia em 1999, absorvendo-a em 2005.

A soma de saber superlativo com estrutura industrial e comercial deu grande salto numérico. O AMG C 36, construído sob a menor plataforma de sedã da marca, teve 5.000 unidades construídas, transformando-a em unidade com escala e processos industriais. Grande ascensão é recente, no processo interno da Mercedes-Benz rejuvenescer a marca com produtos de agrado a público de menos idade, e isto incluiu fomentar todos os segmentos: desde criar nova família de entrada, a A, até procurar conseguir melhores resultados numéricos com a divisão especial. Daí a grande demonstração de capacidade técnica ao construir Mercedes-Benz SLS AMG, primeiro esportivo não derivado dos produtos de série, mas impecável esportivo ligado ao passado, pelos largos vincos no capô e as portas de abertura vertical, para bem lembrar o icônico 300 Gull Wing da metade final dos anos ’50.

A aceleração de demanda – ao comemorar 49 anos marcou 100 mil veículos desenvolvidos pela AMG -, levou a outras decisões: torná-la companhia independente e construir seu primeiro produto, o AMG GT.

Amplitude
Não se restringe à construção ou desenvolvimento de esportivos. Sua tecnologia permeia por todos os produtos, dos A, aos utilitários esportivos G, e se caracteriza por detalhes personalistas – desde opção de potência dos motores até material para o estofamento, cor da pintura. Tudo é possível dentro da técnica e da capacidade bancária do cliente. Mudar uma cor para outra, personalizada, especial, pode custar 50 mil euros – uns R$ 180 mil...

Característica de todos os produtos, a esportividade honesta, dimensionada à performance adicional; motores longevos; itens de charme como a montagem por engenheiro, assinando plaqueta no cabeçote. O desenvolvimento dos motores obtendo grande quantidade de cavalos por litro de cilindrada permitiu à marca reduzir a cilindrada, peso e tamanho, situando o topo de maior fluxo comercial nos V8 de 4 litros, dois turbos, injeção direta, dele retirando atuais 612 cv dispostos e longevos.

O leque
São quinze as versões AMG sobre toda a linha de produtos – incluindo até o comercial Vito .... Todos os 28 revendedores de automóveis Mercedes podem encomendá-los, mas há 12 com área de dedicação exclusiva, vendedores treinados, contando com estoque de fábrica. Para atender vontades específicas – cor ou estofamento especiais – encomenda toma 180 dias.

Pico da linha, o AMG GT R extrai 585 cv e 700 Nm de torque do V8 4,0, e oferece opção conversível, o GTC C Roadster, com menor disposição em seus 557 cv e 680 Nm de torque, ambos com transmissão automática de 7 marchas. Preços de caráter imobiliário: R$ 1.065 mil e R$ 1.200 mil.

Peugeot mostra picape. Daqui será diferente
Indústria automobilística percebeu, países em desenvolvimento consomem picapes e utilitários esportivos – e seus clones -, em quantidade industrial e corre a ocupar tal nicho. Talvez consequência da centenária disputa interna francesa, ante a decisão da Renault em ter picape, no caso versão do Frontier de  sua aliançada Nissan, Peugeot acelerou e copiou o processo: com seu sócio chinês clonou o Dong Feng Rich chamando-o Peugeot Pick Up.

Conformação adequada à simplicidade do projeto e exigências de clientes: motor diesel, L4, 2,5 litros, modestos 115 cv de potência, minguados 280 Nm de torque, caixa mecânica com 5 velocidades, tração nas duas e quatro rodas, marcha reduzida, capacidade de carga de 815 kg, cabine dupla. Para trabalho, sem apelo visual.

Lançamento em setembro, destino certo, Nigéria, no continente africano, em processo de internacionalização da marca. Lá, base para se espraiar, Peugeot já montou modelos Camionnette-Bâchée da família 403 de 1956; 404, de 1967; e após 504 Pick-up até 2005.

Aqui
Não virá para a América do Sul, diz Fabricio Biondo, Vice Presidente América Latina da PSA para Comunicação, Relações Externas e Digital. Aqui, Coluna informou com antecipação, haverá picape Peugeot, mas nada a ver com a solução de urgência franco-chinesa. Mesmo executivo diz indefinido o local para fabricação - Palomar na Argentina, Porto Real no Brasil, ou montagem no Uruguai, como inaugurou processo para os veículos de carga Peugeot Boxer e Citroën Jumper. Há espaço ocioso nas duas primeiras e rapidez para a última.

Certo é, para competir com Toyota Hi Lux, Mitsubishi, Ford Ranger, Chevrolet, Nissan Frontier, VW Amarok e chegantes Renault Alaskan e Mercedes-Benz Classe X, deverá ter estímulo visual e melhor conteúdo. Não é o caso do chinês. Mostrei as fotos do Dong Feng Rich/Peugeot Pick Up a vizinho de cerca, colega de ITR, homem experiente, do interior do Goiás, e ouvi opinião sintética: Mais feio que bater ni mãe - no Dia das Mães...

Roda-a-Roda
Surpresa – Aliança entre Renault, Nissan e Mitsubishi com chances de liderar produção de veículos em 2017, antecipando plano para 2018. Neste ano líder Volkswagen cresceu apenas 1%, segunda colocada Toyota, 6%, e a Aliança 8%.

Fora – GM, ex líder e hoje em 4a posição, deve cair até o final do ano em seu processo de contração vendeu marcas Opel, Alemanha; Vauxhall, Inglaterra; fechou operações na Austrália, África do Sul e Índia.

Sugestão – Deveria mudar de nome. Entrou General da crise de 2009, e salva pelo governo Obama saiu bem menor. Agora cortando atividades internacionais descerá na escala de patente. Talvez seja Capitão ou Tenente Motors...

De volta – Japonesa Mazda voltou a pesquisar o motor Wankel. Pistões e anéis em forma de triângulo com pastilhas vedadoras nas extremidades, ao eliminar o movimento alternativo obtém elevada potência específica. São ideais para o futuro – mais econômicos, performáticos, menores e mais leves.

Questão – Foi experimentado no NSU RO80, antes de ser absorvido pela Volkswagen, e recentemente pela Mazda. Problema recorrente era estabilizar o alternado padrão de durabilidade. Aparentemente japoneses creem ter solução.

Começo – Pré inscrição à compra do primeiro lote do novo Peugeot 3008 acabou em tempo recorde. Modelo novo, desenho inspirado em utilitário esportivo, faz sucesso no resto do mundo. Nova cor, Metallic Cooper, preferida.

Dilma – Idem na abertura de lista ao Renault Kwid, superando meta inicial. Empresa não informa qual era, mas diz tê-la ultrapassado. Ex-presidente Dilma foi-se sem saudades, mas deixou exemplo. Lançamento 02 agosto.

Caminho – Levar carros aos consumidores, fazendo apresentação e testes coletivos, foi caminho muito praticado a partir dos anos ’20 pelas marcas intentando apresentar o bicho automóvel a insuspeitados clientes no interior do país. Eram os Road-Shows.

Antigo – Nos anos ’60 Simca repetiu a proposta formando frotas, circulando nas estradas, tomando as praças das cidades do interior, vendendo veículos.

De novo – Audi aviará a fórmula: em caminhão-cegonha personalizado levará seus esportivos não disponíveis nos salões dos revendedores a clientes da marca e possíveis compradores conhecer dinamismo e capacidades de R8 Coupé V10, RS6 e RS7.

Mais - TTS, RS Q3 e RS 3 Sportback incluídos no rol. Périplo pelas 28 revendas da marca no país. Afim ? veja data com o revendedor mais próximo.

Multi – Operação mexicana da MAN Latin America, baseada no Brasil montou o 5.000o ônibus com partes brasileiras.

Questão – Findo o Salón de Buenos Aires, questões comuns: número impreciso de visitantes – dizem acima de 500 mil; preços disparatados – m2 expositivo em valor superior ao Salão de Paris; aos importadores mais caro; muitas marcas ausentes por custos elevados.

Mais – Fabricantes em grandes espaços nos galpões principais, e importadores em áreas secundárias. Consequência? Cidoa, associação dos importadores, estuda fazer seu próprio salón.

Bússola – Deputados da Comissão e Transportes da Câmara dos Deputados aprovaram Projeto de Lei 3404/15 do deputado Moses Rodrigues, (PMDB/CE) sobre a volta da obrigatoriedade do uso de extintor de incêndio ABC em veículos.

Caminho – Não apresentou estudos técnicos, mas apenas estranhamento pela dispensa traçada pelo Denatran, calçada pela desnecessidade do equipamento ante os novos sistemas de ignição e injeção de combustível. Ainda passará pela Comissão de Constituição e Justiça antes de ir a Plenário.

Passado – Neste pedaço da história da República algumas decisões da Câmara sugerem estar os proponentes distantes do momento, da realidade, como se dançassem no último baile da Ilha Fiscal. Quer influenciar o julgamento e abortar esta insanidade? Está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Escreva ao presidente: dep.rodrigopacheco@camara.leg.br

Magrelas – Michelin inicia importar pneus para bicicletas montain bikes aplicadas a Cross Country e All Mountain. Opções especializadas, com foco em aderência e durabilidade. Aros 26, 27,5, e 29”. Preços entre R$ 160 e R$ 250.

Top – Ducati apresentou no Bike Fest Tiradentes, modelo Multistrada 1200 Sport, com partes em alumínio forjado, fibra de carbono e escapamento Termignoni. Afinação mecânica, eletrônica, e apuro em sua marca registrada, o comando desmodrômico de válvulas. R$ 74 mil.

Diversão – Após segundo filme sobre Enzo Ferrari, um sobre Ferrucio Lamborghini, o ex cliente transformado em concorrente da Ferrari. Tonino, seu filho, autor da melhor biografia sobre o pai, acertou a produção de filme sobre o rebelde industrial. Vida rica em histórias.

Reflexo – Consequência da operação Lava Jato, algumas empresas de engenharia sediadas na Bahia, então contratadas pela processada Odebrecht, ficaram sem obras. Corte no fluxo de caixa força diretores a vender frotas de antigos formada nos tempos pré-processuais. Bons preços.

Restauração – Proprietários de Simca reclamam do tempo e custos de restauração à feição original. Deveriam mirar no exemplo do governo francês: para refazer seu o jardim de seu Chambord gastou 14 anos entre pesquisas e intervenções e 3,5M Euros – quase R$ 14M. Inspirador do Simca, palácio de caça no vale do rio Loire, jardim, de 1684, 6.000 m2; gramado 16.000 m2.

Argo 1,0 e 1,3: Fiat abre o leque
Fiat ampliou o número de versões do recém lançado Argo, com motor 1,3 de quatro cilindros e 1,0, de três. Era previsível ante a missão do novo produto, utilizar sua novidade de formulação e estilo para recuperar vendas, em especial nos segmentos de maior preferência. Coisa bem direcionada, pois a faixa de compradores com motores ditos mil voltou a crescer nas vendas, e a versão 1,0 supera os concorrentes.

Ambos são boa combinação de automóvel de projeto recente, estilo marcante, construção cuidada, exibindo subir de patamar em confortos, cuidados encontráveis em faixas superiores de preço, como a boa vedação termo acústica, além de utilizar motores de última geração. Com ambos o foco é disputar com os líderes de mercado, o Chevrolet Onix e o Hyundai HB20.

Como item de modernidade e de adequação Fiat colocou a potência como segunda opção e privilegiou obter maior torque, medida mais exigida no tráfego urbano, onde os carros com motor 1,0 são mais utilizados. Comparando com os plotados Onix LT e HB20, os motores Fiat oferecem medida superior em torque tanto com uso de etanol quanto de gasolina, 10,9/10,4 Nm, com 80% disponível a 2.500 rpm. Isto favorece a disposição e resultados superiores aos concorrentes e nas avaliações ante parâmetros do Inmetro: notas AA em consumo.

Preço sugerido para o 1,0, R$ 46,800, inferior ao Onix LT, levemente acima de HB20. Expectativa da marca é concentrar nos clientes nesta versão, tornando-a a mais vendida. O 1,3 está 15% acima: R$ 54.000.

O Argo se caracteriza por ser bem completo desde a versão básica, e o opcional de central multimídia com tela de 7”, destacada do painel como nos Mercedes-Benz custa R$ 1.990. Transmissões mecânica com 5 marchas como padrão e o automatizador GSR para a versão 1,3.

sábado, 5 de setembro de 2015

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 3615- 05.09.2015 - edita@rnasser.com.br

Raptur, o picape grande da Renault
Renault apresentou dia 3, em Paris, o protótipo de seu picape Raptur. Na prática a 3ª parte de projeto tripartite desenvolvido em conjunto sua associada japonesa Nissan, e com a alemã Mercedes-Benz.

Trata-se de produto para atuar em faixa superior ao também picape Oroch, a ser apresentado neste final de mês, nova concentração de esforços da Renault. No caso, o Raptur – como o Nissan NP 300 e o Mercedes Classe GLT – serão carros de trabalho, motores diesel, opção de tração nas 4 rodas.

A apresentação foi conduzida pelo holandês Laurens van de Acker, designer chefe da Renault, e a morfologia não foge ao padrão mundial de porta dianteira de acesso confortável, sofrível para a posterior, caçamba curta.

A linha a costurar as três fortes marcas é a facilidade industrial e tecnológica da Aliança Renault –Nissan. A primeira ocupa os históricos prédios onde a IKA se instalou para fazer Jeeps na Argentina. A Nissan recentemente se declarou em processo de implantação no vizinho país e ocupará espaços na área da associada Renault. O desenho é claro para a aliança franco nipônica, com a Nissan utilizando sua tecnologia para produzir o chassi rolante, transmissões, eixos. Novo motor Nissan 2,3 litro, um ou dois turbos, já enquadrado na regulamentação Euro 6 para os produtos da Aliança, e cada um deles produzirá a carroceria em chapa de aço para dar caracterização visual de marca.

No caso da Mercedes-Benz, dúvida resta se o chassi será transportado da fábrica Nissan, dentro da área Renault nas proximidades de Córdoba, até as beiradas de Buenos Aires, onde está sua fábrica argentina, para ser vestido e ter aplicado motor da marca. Como informado na semana passada, Nissan e Renault te-las-ão à venda em 2017. Mercedes diz apenas em 2018.

A fórmula tripartite de meios, facilidades e sinergias, viabiliza presença de Renault e Mercedes em segmento onde não tem representação. A operação foi furo da Coluna.

Celta caiu do telhado
Apesar de não se manifestar sobre o fim oficial do Celta, confirmação da GM no Brasil e quantitativo vieram em documento distribuído nas comemorações da produção de 500 milhões de veículos. Total reuniu mundialmente todas as marcas que estão ou estiveram sob o guarda chuva da GM, surgida há 107 anos, com junção das marcas antigas: Buick, Oldsmobile, Cadillac, Oakland. O Celta, projetado e construído sobre a plataforma do Corsa em Gravataí, RS, foi lançado em setembro de 2.000 e até junho passado, quando descontinuado, havia produzido 1.799.87 unidades.

Fim da fabricação não se deu apenas por conta do encolher do mercado doméstico, perdendo aproximadamente ¼ de vendas relativamente ao exercício passado, mas principalmente pela equação econômica visando o futuro. Números não justificaram sua atualização, e a supressão abre espaço industrial para a montagem complementar em Gravataí da segunda geração do Chevrolet Cruze, o Projeto Phoenix, de partes enviadas a partir da Argentina.

Greves, interrupções, arrepios e desconfiança de parte a parte entre a fábrica da GM em São José dos Campos, SP, e o sindicato local de metalúrgicos pela insegurança definiram a migração dos recursos para instalar fábrica de transmissões em Santa Catarina, e do automóvel em Rosário, na Argentina. Raiz do negócio é o fato de o Cruze oferecer lucro muito superir ao Celta.
Foi produto extremamente rentável, de construção simplória sobre o igualmente simples Chevrolet Corsa.

Roda-a-Roda

Abraço – Sabido, polêmico e marqueteiro, Sergio Marchionne fez entrevista coletiva e mandou recado à GM sobre a oportunidade de fazer negócios com a FCA – Fiat + Chrysler – e ampliar faturamento o lucros.

Nem aí - A GM fez cara de paisagem, dizendo estar mais preocupada em fazer fusões internas, aludindo ao tamanho gigantesco e necessidade de cortes. Ainda tem sequelas das queimaduras quando assinou memorando para associar-se à Fiat e, para sair, gastou os US$ 4B, início do grande buraco de sua crise.

Procura – O titular da FCA vem indicando, o único caminho de salvação da indústria automobilística é operação em escala, gerada por fusões entre marcas diferentes. Já mostrou interesse em associação com a Honda e a Suzuki.

Retrô – Fiat quer fazer surpresa ao mercado dos EUA no Salão de Los Angeles, novembro: a volta do modelo 124, sucesso nas décadas de ’60 e ’70. Na prática apenas o nome tem apelo com o passado.

Japa - Produto será novo, não italiano, mas japonês Mazda Miata. Mecânica Fiat, basicamente o motor 1.4 turbo em vários degraus de potência, incluindo versão Abarth.  Vendas em meados de 2016.

Barreira – Na disputa surda travada com VW Golf, líder da categoria, Peugeot faz marcação cerrada com o 308. Ano passado apresentou a versão Sport, dimensionada para o rendimento oferecido pelo conhecido motor 1.6 HTP elevado a produzir 270 cv. Neste será o 308 GTi, com 308 cavalos de potência. Lançamento Salão de Frankfurt.

Especial – É para corridas e ajeitado a tal uso. Motor com turbina do 208, na  primeira medida de potência fez 308 cv, mas a empresa crê em ascensão de ganho. Transmissão com seis velocidades sequenciais, mais largo, 1m91, para choques e difusor exclusivo, peças do GTi. Ideia é disponibilizá-lo para um campeonato francês, o 308 Racing Cup e outros europeus.

Relevo – Visto o motor 1,6 fornecendo 308 cv, surpreende o desenvolvimento de potência, torque e durabilidade, em grandezas antes inconciliáveis, como a elevada relação peso/potência e vida longa.

Civic 2016 – Honda divulgou o perfil e apresentará a 10ª. geração do Civic no meio de setembro. Nos EUA. Novidades maiores, estética fluida e nova família de motores, 4 cilindros, 1.500 cm3, turbo com o sistema de válvulas VVTEC e, em tempos de automóvel cruzado com SmartPhone, tela Touch para comando de informação e divertimento, compatível com Apple e Google Android.

Aqui – Honda já faz encomendas a fornecedores de maquinário e componentes e prevê produção em meado de 2016, dependendo de finalizar a nova fábrica em Itirapina, SP, remanejando produção de Fit, City e HR-V. Não conversa sobre a nova motorização para o Brasil - mas virá.

Mercado  A fim de carro importado?  Corra e compre. Os estoques foram adquiridos em dólar mais baixo, e impostos incidirão sobre tal valor. Os importadores estão em fase crítica, e com a certeza de não conseguir repor estoques, sustam a compra de veículos novos, à espera de alguma novidade no comando do país para afastar o negativismo, artificial fomentador da desvalorização do Real.

Extensão – Observação vale para tudo importado ou com elevado conteúdo estrangeiro, como eletrônicos e bebidas – e estes terão aumento de IPI ao final do ano.

Charme – Fiat insiste em divulgar sua marca e produtos em artigos de charme. Tem nova linha de presentes Fiat 500 PinUp by Carpe Diem, criada por esta empresa sobre os dois ícones dos anos ’50: o Fiat 500 e as Pin Ups – as musas da sensualidade nos anos ‘50. Coleção no comércio e em (www.fiatfashion.com.br).

Pena – Grupo Hyundai-CAOA assinou TAC, Termo de Ajuste de Conduta com o Ministério Público de SP. Por conta das insistentes mentiras contadas em anúncios denunciados pelo Conar, o conselho de auto regulamentação publicitária, foi condenado e pagará com doação de 68 caminhõezinhos baú a entidades pias.

É pouco – Penas deveriam ter aplicação imediata. Com o passar do tempo entre a infração e a punição, a indução a erro terá efeito, motivando compras. Assim, no caso, o buscado por cliente e a agência Z+: vender carros. A atual forma é incentivo ao mal feito, tipo minta e venda agora e aguarde as chances no futuro.

Opção – Depois do jipe militar Marruá, a gaúcha Agrale desacelerou sua fabricação e se aplica a caminhões pequenos, cabine simples e dupla para uso fora de estrada. Mercado ocioso desde o fim do Toyota Bandeirante.

Caminho - Mudança os marca como nova geração, com pequena mudança estética, capacidade mecânica de vadear água até 80 cm de profundidade, e opcionais confortos automobilísticos – ar, direção, kit multi media, câmera de ré. Preços partem de R$ 170 mil.

Surpresa – Foton diz ter sido a terceira marca mais vendida entre janeiro e agosto nas regiões Norte e Nordeste, até 3,5 toneladas. Caminhões de rodado traseiro duplo e simples, condução por motoristas com CNH categoria B. É chinês, porém com motor Cummins, injeção Bosch e transmissão ZF.

Questão – Até o lançamento do Plano Real, com inflação ativa, consumidores corriam aos supermercados nos dias de receber salário, para fazer grande compra mensal. Era maneira de perder menos, investir no encher porta malas.

Razão – Então, sedãs e camionetas eram preferidos ante necessidade de acomodar inúmeras sacolas. Com o acerto do Plano Real e a inflação baixa, preços quase estáveis, hábito mudou, dispensando as compras volumosas.

Muda ? - Agora, com preços ao sabor da especulação, voltarão a ser preferidos os carros com grande espaço para receber o investimento em comida e material de limpeza? Ou a falta de controle na economia nacional é passageira?

Negócio – Implantação do Renave, Registro Nacional de Veículos, foi saudado pela Secretaria da Micro e Pequena Empresa ao dispensar agências de carros usados da obrigatoriedade de licenciá-los em seu nome até o momento da venda. Agora serão relacionados como estoque por meio eletrônico. Detrans não gostarão de perder receita, mas tal operação tem custos elevados, sempre repassados ao comprador.

Mais – Nestes tempos de desgoverno, prefeito petista Fernando Hadad, de S. Paulo, exercitou a criatividade partidária da socialização da má gestão: propôs criação de imposto adicional sobre combustíveis, coisa de R$ 0,10/litros. Destinação municipal para aplicação em transporte público.Para lembrar, no descalabro da maior soma de impostos, já pagamos 30% sobre os combustíveis.  

Tecnologia  Hackers nominados aqui na Coluna ao assumir, via celular e Blue
tooth, o controle de veículo de terceiro, novo emprego. Após desenvolver um bloqueio para evitar tal ocorrência em carros FCA, foram contratados pelo Uber.

Ecologia – Revenda BMW Barigui em Maringá, Pr, recebeu certificação LEED, de orientação ambiental para construções com foco de relacionamento positivo com o meio ambiente: espaço sustentável, eficiência no uso de água. Primeira na América Latina a conseguir a láurea.

Retífica RN – Matéria sobre não aquisição da TAC pela Fiat, a par do interesse provocado, fez aflorar engano ora corrigido: foram 200 os motores fornecidos pela FPT – e não os 1.000 citados. Ou seja, produção inferior a tal número.

Gente  Amedeo Felisa, CEO da Ferrari, demissionário. OOOO Aguarda indicação de substituto. OOOO Sergio Marchionne, número 1 da FCA, visto como interessado no cargo. OOOO Conselho da Volkswagen colocou em votação extensão do contrato de Martin Winterkorn como CEO até o final de 2018. OOOO Ele bateu de frente e provocou a demissão de Ferdinand Piech, presidente do Conselho e acionista da VW, em razão de um projeto de reestruturação da marca. OOOO Projeto propõe a divisão da VW em quatro holdings sobre as 12 empresas do grupo. OOOO Nour Bouhassoun, executivo da Micheli, volta. OOOO Foi diretor no Brasil e América do Sul, retorna como presidente.OOOO