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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 0218 - 12.01.2018 edita@rnasser.com.br  

O preço do Fiat Cronos
Que tal pagar uns R$ 64.000 pela versão Precision, motor 1,8, transmissão automática de 6 velocidades, topo do novo sedã Fiat, o Cronos ?

Dia 9 iniciou produzir o carro nas eradas instalações recém adaptadas em Cordoba, Argentina, e prepara-se a exibi-lo em Mar Del Plata, local onde os vizinhos festejam o verão. Lá estará, com outros fabricantes e importadores de veículos, estande, mocinhas sorridentes, folhetos, test-drives.

Para não perder a oportunidade festiva, correu a divulgar fotos de exterior e painel antes de exibi-lo publicamente, e da apresentação oficial, em fevereiro. E abriu lista de encomendas, listando três versões – veja o quadro. Embora os valores estejam em pesos e tenham diferentes imposições tributárias é possível, a grosso modo, projetar o preço da versão superior, 1,8 automática, em torno dos R$ 64.000. Base de cálculo tomou os preços em pesos e comparou-os aos do novo Polo, hatch. A diferença nas versões de topo de um e outro oferecem referência percentual e daí o valor provável.

O divulgar fotos e dados e o abrir lista de pré venda, exibe outra característica do mercado argentino. Além de ser base produtora de picapes - Toyota HiLux, Ford Ranger, VW Amarok, e neste ano Nissan Courier, Renault Alaskan e Mercedes Classe X -, e mercado sempre visto como média de ¼ do volume de vendas registrado em nosso país, Argentina vem ocupando espaço institucional no setor: lá, mês passado, VW anunciou planos e produtos para reverter a perda de vendas e mercado ... no Brasil. Agora o fez antecipar divulgação.

Sinergia
Cronos tem partes de Argo/Toro, Renegade/Compass, notáveis no painel, motores e transmissões comuns a outros da marca: inicialmente motores 1,3, 8v, 99cv e E.torQ 1,8 16V, 130 cv. Caixa mecânica, 5 velocidades e automática Aisin com seis. Próximo ano, motor 1,4 Turbo.

Precision será versão de topo, e deve rever previsão de preços sondados em exposição fechada a pequeno grupo de jornalistas, entre R$ 55 mil e R$ 70 mil.

Quanto
Para balizar valores e compactar com hatch VW Polo, preços argentinos são:

Fiat Cronos                       preço
 VW Polo                     preço 
DRIVE 1.3 GSE MT5:          $ 321.300
Trendline 1,6 manual    $ 336.214
PRECISION 1.8 16V MT5:   $ 357.000
Highline Manual 1,6      $ 429.256  
PRECISON 1.8 16V AT6      $ 412.000
Highline 1,6 Tiptronic    $ 450.706 

Preços do Cronos indicam boa disposição para conquistar clientes, exibindo motor de maior cilindrada. Nas versões de topo, com transmissão automática custa em torno de 9% abaixo do VW Polo Highline 1,6, também automático. com preço sugerido em R$ 69.915. Aplicada a diferença, versão de topo, Precision 1,8 automática, custaria em torno dos citados R$ 64.000.

Roda-a-Roda
Caminho – Vendas do Alfa Giulia deram consistente salto no mercado norte-americano, um dos trampolins para viabilizar o automóvel – e marca. De 528 unidades em 2016, superou 14 mil ano passado. Volume em ascensão, passando de excentricidade com o 4C, a concorrente de Audi, BMW e Mercedes.

Mais – Número deve se expandir com a chegada do SUV Stelvio, e de versão maior, concorrente do agora primo Cherokee – hoje Fiat e Jeep fazem parte do mesmo grupo, o FCA, e por isto não se duvide de intimidades mecânicas a partir da comunização de plataformas.

Metade – Meio ciclo de vida, o Citroën C4 Lounge terá re-estilização para modelia 2018. Coisa pouca e típica: grade, faróis, para choques frontais. Atrás pequenos retoques. Dentro maior conectividade e infodiversão. Moto propulsão sem novidades, motor L-4, 1,6 turbo, caixa automática seis velocidades. Carro bom, vende desproporcionalmente menos a estilo, conteúdo e preço.

Caça – Hyundai fará 600 unidades de versão especial, a HB20 R spec Limited, marcada por soleiras numeradas e bancos em couro vermelho com logo da versão. Fevereiro. Tipo quem não tem novidade caça com versão.

Líder – Segmento de maior crescimento em 2017, o SAV – tipo utilitário de atividade esportiva, classificação criada pela BMW -, teve produto da marca como líder. O X1 montado em Santa Catarina vendeu 3.443 unidades.

Tempo – Expectativas de insuflar produção dos jipes Stark, da ora cearense TAC, e anunciado lançamento de picape e versões flex, sem prazo para viabilização pela chinesa Zoyte, compradora do negócio.

II – Due Diligence, termo técnico para levantamentos físicos e contábeis apurando real situação de ativos, valores a receber e pagar, impostos devidos, indicou dívidas e Zoyte aguarda situação real para assumir a TAC – ou não.

Mais ? – Chinesas Shaanxi Automotive Group, fabricante de ônibus e Shuaguang Group, a SG, com amplo leque – auto peças, automóveis, picapes, ônibus - pediram agenda ao Ministério do Desenvolvimento para manifestar interesse em instalar-se no país. Sondam incentivos.

Ainda não – Razões desconhecidas, governos brasileiro e argentino delongam exigência de automóveis portarem o sistema eletrônico ESP, um salva vidas controle eletrônico de estabilidade. Estava ajustado para ser na virada do ano, mas foi postergado para 1º.janeiro.2020.

Protesto – O Latin NCAP – programa de avaliação de veículos novos para a América Latina -, protestou formal e contundentemente à Presidência da Nação na Argentina, chamando a decisão de desafortunada e lamentável.

Lá - Contesta o fato dos veículos serem desobrigados usar tal equipamento, de fábrica nos países de origem, dizendo dos acidentes a ser evitados, citando desnível de segurança entre mercados maduros e AL ser de 20 anos.

Rolou – Rota 2030, programa para a indústria automobilística, de redação não acordada, furou o cronograma, deixou lapso pós fim do projeto anterior Inovar-Auto. Surgirá depois da votação da Reforma da Previdência, nova referência temática e cronológica para o país.

Governo – Irônicos observadores da cena brasiliense dizem, se o governo montar grupo de trabalho para criar um cavalo de corridas, o resultado será, no máximo, um dromedário manco. Teme-se – sem trocadilho -, pelo resultado. Em tempo - Positivamente uma das medidas foi assumida pelo Denatran – pois de sua área: obrigatoriedade para inspeções de segurança veicular.

Aliás – Exceção está nos Veículos de Coleção, dispensados de tal verificação. Há petições internéticas para incluir na isenção os quase antigos. Coisa improvável, embora não impossível nestes dias de barganha política.

Movimento – Visando crescer como terceiro grupo automobilístico, Renault deu dois passos internacionais importantes. Com sócios básicos, Nissan e Mitsubishi, criou fundo de US$ 1bi para financiar desenvolvimento e implantação de programas de mobilidade.

Mais – Mudou fórmula associativa com a chinesa Brilliance, pela Renault Brilliance Jimbei Automotive, Ltd, para desenvolvimento e vendas mundiais de comerciais leves sob marcas Renault, Jinbei e Huasong: 150 mil até 2020.

Pesquisa – Para entender qual a percepção da marca entre formadores de opinião, inglesa de óleos Castrol faz pesquisa junto a jornalistas especializados.
Passo básico para traçar estratégia de comunicação. Voto pelo retorno do Castrol R e TT Competição, olorosas e sumidas diferenças da marca.

Lugar – Brasiliense Felipe Nasr – ou Nasser, como assumiu pronunciar -, com o patrocínio da Petrobrás cortado por conta da Lava Jato -, mostrará talento no Weatertech Sportscar Championship, principal evento da Imsa, em Daytona Beach, Florida, EUA, dias 27 e 28. Nas provas de classificação cravou o melhor tempo entre 50 concorrentes, conduzindo Cadillac DPi.

Projeto – Cadillac ? O pico do luxo da GM ? É, mesma marca, buscando clientes mais novos, e corrida de automóveis é atividade para mostrar-se mais jovem. Dentre classificados, quatro primeiros lugares são Cadillac DPi, e dentre concorrentes, oito são brasileiros.

Festa – Norte-americanos são capazes de fazer festa até em enterro. Transformaram as provas de classificação em evento próprio, enchendo Daytona e cidades adjacentes. Na corrida, mais.

História – André Chum, brasileiro, comprou Fusca Itamar 1993, último ano de produção; pesquisou; achou esquisito o número do chassis ser superior ao dado como último exemplar. Fez invejável trabalho para descobrir: após o último houve o último último. Está ótimo, historiado por Alexander Gromow em

Rolo – Há anos brasiliense Fundação Memória dos Transportes após ir ao CONFAZ, o conselho dos secretários da Fazenda, obteve do governo do Distrito Federal isenção de pagamento de IPVA para veículos com mais de 15 anos. Distribuiu a decisão do DF nacionalmente e maioria dos estados a adotou.

Exceção - Minas, não. Cartorialmente exigiu laudo do Instituto do Patrimônio para informar se o veículo teria a idade para a isenção. Caso foi resolvido por instâncias de Antônio Monte, da Associação Mineira de Antigomobilismo, através do deputado Duarte Bechir, aprovando projeto para isentar os veículos de coleção e retirando do tal instituto a competência para emitir laudos.

Gente – Tatiana Carvalho, comunicóloga, retorno. OOOO Deixou a Fiat para MBA e doutorado, experiência em outros temas, e voltou. OOOO Ficará no escritório paulista da marca. OOOO Desafio. FCA em re estruturação na área entrelaçando comunicação, brand e publicidade. OOOO Começa com lançamento do Cronos. OOOO Albéric Chopelin, francês, pedreira. OOOO VP Sênior, Diretor de Vendas e Marketing Groupe PSA – chamará M’sieur apenas o presidente mundial. OOOO Coordenará vendas de todas as marcas do grupo – Peugeot, Citroën, DS, Opel, Vauxhall, automóveis e comerciais, todo o mundo, cuidando para não ser engolido pela sócia chinesa Dongfeng. OOOO Após mais de século de administração familiar, PSA trouxe para salvá-la o português Carlos Tavares, então VP da vitoriosa concorrente Renault. OOOO

Mercedes, mais vendido entre os Premium
Número sensível, 12.474 unidades, Mercedes vendeu 38,3% nos segmentos onde participa. No total, os 7.361 produtos montados na fábrica de Iracemápolis, SP, foram responsáveis por 61,2% das vendas, com liderança pelos Classe C comercializando 4.061 automóveis – 36,3% do total.

Outro indutor das boas vendas foi pequeno SUV GLA, com 3.570 unidades – 29% dentre o total dos Mercedes automóveis e variações, e quase metade do volume de produção nacional. A atualização de itens internos e externos auxiliaram acelerar vendas.

Outros fatores responsáveis pela liderança da marca foi a presença de modelos importados, Classe A, GLC, GLC Coupé, GLE Coupé, SLC, auxiliando fazer liderança em seus segmentos e compondo o total nas vendas; e a corajosa disponibilidade dos produtos de performance elaborada, como são as versões AMG, elevando a marca como líder no segmento de elevada performance. No ano comemorativo de meio século, mudando o foco para popularizar o rendimento extra, marca assinalou 621 unidades vendidas, 14% a mais relativamente a 2016 e superior aos 10% de expansão nas vendas de automóveis, em parte pela expansão de sua rede de concessionários, de 38 para 55, incluindo 12 especializados nos AMG.

Quer resultados maiores em 2018, especialmente por novidades em produtos e por apurar os serviços dos concessionários às demandas e expectativas dos clientes.


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 5117 -22.12.2017 - edita@rnasser.com.br

Volkswagen define o futuro
Razões desconhecidas, talvez a liderança no mercado doméstico local, talvez o fato de o novo Presidente Pablo Di Si ser argentino, levaram a Volkswagen a anunciar seus projetos brasileiros no vizinho país. Atrelado à performance do Brasil, seu maior cliente, este ano, em crescimento, arranhará 900 mil unidades – pouco mais de um terço das vendas no Brasil.

Anúncio foi feito durante a festa de fim de ano da empresa, quando o executivo maior para o hemisfério sul e ex da empresa argentina, exibiu imagens num painel em inglês – explicou ter sido o mesmo empregado para defende-los junto aos superiores da Alemanha -, e contou projetos de produtos a 400 executivos, concessionários da marca e fornecedores. Injeção de entusiasmo, entre exibição de produtos com dados físicos, e promessas de configuração imprecisa, porém importante para motivar rede e fornecedores.

Em resumo
Pretensão de Di Si, disse-me em almoço semana passada, é recuperar a liderança de vendas e participação de mercado no Brasil. Aparentemente intenta somá-lo com o da Argentina e a recente e agressiva penetração nos demais países continentais para conseguir solidificar sua posição, disputando a liderança.

No geral anunciou, a marca terá 18 produtos novos e releituras até 2020.

Por tamanho, o que vem por aí:

Brasil
Mercado maior, lidera a lista das 11 novidades informadas. Por tamanho serão:
Up! – Versões, evoluções, como a mudança estética frontal criando espaço para receber outro radiador para o turbo maior da evolução do motor 1,0 TSI.

Taigun – Nome não será este, de protótipo apresentado em Salão do Automóvel e para ser construído sobre plataforma do up!. Mas a certeza dos prejuízos causados por ausência ao setor, e a disposição Renault, célere, constante e consistente em sua ascensão no mercado no qual participa com quatro SUVs, incluindo e assim chamado Kwid, acicatou a VW a fazer – ou cometer – concorrente. Não o classifica utilitário esportivo, mas rótulo aparentemente criado pelo cinquentenário ectoplasma do diplomata e escritor Guimarães Rosa. Chama-o Crossover Utility Vehicle, e o trata pelas iniciais CUV – que sigla Alah! Crê-se faze-lo sobre o up!, de plataforma mais adequada e barata ante as multi dimensões MQB e variações.

Gol – Tema em dois atos. Primeiro, versão dita AQ – Adeus, querido? – extensiva ao Voyage, preparatória para substituição. Bom sítio argentino Autoblog especula sobre uso da caixa automática Tiptronic.  Ato de coragem.
Questão – Dificuldade com o Gol é o fato de ter sido o mais vendido do país – hoje anda na 4ª posição, exigindo substituição -, e para conter custos simplificou a plataforma, chamando-a MQB-A00. A00 indica o sucessor do Gol.

Desafio – Criado no Brasil por brasileiros, Gol Sucessor, como chamado, sequer tem a garantia de empregar a mesma denominação. Mantém o velho parâmetro de ter comprimento igual ao do Fusquinha, 4m, e o trabalho foi para oferecer mais habitabilidade e porta malas, duas carências.

Fox – Passeando a ainda segura distância da beira do telhado, tem inexorável atração pelo vazio, para lá se encaminha. Terá versões Connect e Xtreme, de óbvio conteúdo buscando tecnologia e info diversão, e sugestão de valentia.

Polo – Com seu meio irmão de três volumes terão versões GTS – decoração sugerindo esportividade.

Saveiro – Outro carro, sobre moderna plataforma do Virtus para ser maior, concorrente do Fiat Toro e do Renault Oroch, mirando a morfologia de 4 portas.
T-Cross – Utilitário esportivo – veja abaixo

Golf – Boa notícia, não sairá de produção, como insistentemente comentado pela discrepância entre conteúdo e vendas. Internamente referido como PA, e referência maior será trato estético.

Argentina
Tarek – Designação como projeto do Tharu, compacto utilitário esportivo do segmento C. Volkswagen corre atrás do lucro após omitir-se por mais de década sem participar deste segmento, o de maior expansão. Investirá US$ 650M para adequar a fábrica de Pacheco para faze-lo no espaço industrial hoje utilizado pelo CrossFox, lá chamado Suran. Novidade do Tharu será a plataforma, informada como sendo a MQB-A, mesma do Golf VII, e não sua evolução MQB A0 aqui aplicada ao Polo, Virtus, e ao futuro picape médio. 2019. 

Amarok – Não sofrerá mudanças, como os concorrentes. Apenas ênfase no uso do motor V6, atualização tecnológica em info diversão e conforto, com ênfase em característica pouco explorada – ter o rodar mais próximo de automóvel.

T-Cross está pronto
A Volkswagen não tomou cautelas maiores para o teste de inverno – no Hemisfério Norte -, e foi-se à Lapônia com o T-Cross para últimas validações de engenharia e reações sob temperaturas externas extremamente baixas. O sítio inglês Carbuyer registrou e divulgou.

No mercado será mais um dos utilitários esportivos VW, e no caso uma variação da nova família Polo e Virtus, com lançamento previsto para o próximo ano. Estilo conhecido, com rasgos de liberdade, alguma escola de design permitindo ser chamada Sóbria Faceira. Foto exibe rodas em aço, faróis de halogênio, mas a crença é ter versões elevadas com mais acessórios, tipo rodas em liga leve e luzes em LEDs. Em motorização deve empregar os coringas da marca, 1,0 três cilindros, com turbo, e 1,6 quatro cilindros, aspirado.

Roda-a-Roda
Caminho ? – Fábricas japonesas de motocicleta evoluíram para a produção de automóveis – com estrelismo para Honda e Suzuki. Yamaha não se aventurou, apesar de, há duas décadas ter revolucionado ao desenvolver novos motores em alumínio e ligas leves para a Ford.

Será ? – Empresa anunciou picape tipo carro de sonho. Chama-o Cross Hub Concept, e é curiosa evolução dos representantes no setor: duas portas, cabine suavemente estendida, quatro lugares, santantônio incorporado à caçamba, facilidade de uso. Não teve indicativo industrial, mas parece balão de ensaio. 

Revisto – Jeep apresentou imagens do Cherokee 2018, com mudanças estéticas na frente, traseira, para choques e de motorização. Dedicar-se-á enfrentar o novo VW Tiguan 7 passageiros. Dados maiores no Salão de Detroit, janeiro.

Garantia – Quase 40 dias de antecedência, VW convida ao lançamento do Virtus, sedã inspirado no novo Polo. Ante a quantidade de marcas e novidades a apresentar, ultimamente se sobrepondo e arrasando agendas dos jornalistas, resolveu se antecipar, marcando espaço, evitando atropelamentos.

Curiosidades – JAC Motors distribuiu comunicado de imprensa basicamente repetindo as informações oferecidas pela Coluna com anterioridade sobre montagem em Goiás. Mas, curiosamente, não indicou a cidade para a operação, mas declarou produção de 35.000 unidades anuais.

Mais - Nas curiosidades informou iniciar montagem em 24 meses e cumprir, no primeiro ano, as oito etapas industriais previstas no programa Inovar-Auto – mas a se encerrar neste mês, dois anos antes da operação da JAC ...

Caminho – FCA, Fiat Chrysler, iniciou aplicar exoesqueleto na produção de motores. Trata-se de espécie de colete biomecânico vestido pelos operadores, e para absorver pesos, poupando o operador de maiores esforços.

O 4.0 - Cinco conjuntos para pernas, braços e tronco serão utilizados na fábrica de motores em Campo Largo, Pr, e os demais em Córdoba, Argentina, onde fará o sedã Cronos. O artefato faz parte do grande e rápido processo de mudanças industriais genericamente chamadas Indústria 4.0.

Fornecedor – Diesel Shell será combustível do primeiro abastecimento dos caminhões Mercedes-Benz. Raízen, representante da Shell, instalou posto dentro da fábrica Mercedes em São Bernardo do Campo, SP.

Troca-troca – Negócio amplo. O diesel Shell será o combustível recomendado pela fábrica de caminhões, e a Raízen sugere a seus fornecedores em logística e transporte usem caminhões MB.

Dura Lex – Antigo brocardo de juridiquês, Dura Lex, Sed Lex, alguma coisa como A lei é dura, mas é lei, será muito lembrada neste país leniente: o Diário Oficial da União publicou Lei 13.456, alterando o Código de Trânsito Brasileiro, definindo:

Cana e cana – Dirigir sob efeito de álcool ou qualquer outra substância psicoativa determinante de dependência, gerará prisão imediata e pena de 5 a 8 anos de reclusão. Sem papo, bebeu, dançou.

Análise – AEA, associação de engenharia automotiva, fez cálculo indicando positividade para o polêmico programa Inovar-Auto. No item redução de consumo, traduzida como eficiência energética, Pesquisa e Desenvolvimento, gerou melhoria de consumo em 15,4% contra um objetivo de 12%. No tema, diz a entidade, houve inversão de R$ 85B.

Questão – Quem disse, meta de consumo deve integrar projeto de incentivo industrial? Seu lugar deve ser juntas regras de emissões. O Inovar-Auto é marcha a ré industrial, com índices de nacionalização (sic) iguais aos praticados durante o Governo Getúlio, com ânimo de proteger a falta de produtividade nacional pelo elevar de barreiras contra os concorrentes estrangeiros.

Crown – Excelente série Netflix sobre realeza e foco na Rainha Elizabeth II, em sua segunda temporada exibiu a tomada do Canal de Suez pelo coronel egípcio Gamal Abdel Nasser – e o desgaste do governo inglês em trapalhada para, junto com franceses e israelenses, tentar retomar a passagem, sendo exemplados pelo restante do mundo.

Consequência – Expôs más consequências para os ingleses, mas esqueceu item importante na história do automóvel: o fechamento de Suez, cessando o abastecimento de petróleo à Europa durante o inverno, motivou a mudança radical no projeto dos automóveis ao final dos anos ’50 e início dos ’60.

Motivo – A falta do petróleo provocou excessiva taxação sobre carros com motores e consumo maiores, instigando novos projetos para carros menores, mais leves, grupo moto propulsor na dianteira ou traseira. Foi o responsável, por exemplo, pelos marcantes Simca 1.000 e pelos míticos Morris Mini. Nasser nada entendia de automóveis, mas fez a tomada de Suez os redefiniu.

Mecânicos – Apesar da dúvida quanto a data de comemoração do Dia do Mecânico – 1 ou 20 de dezembro? -, atividade se torna atrativa a quem quer pensar acima das porcas e parafusos. Frota cresce exponencialmente e há poucos especialistas para a manutenção exigindo conhecimento de férrea mecânica e etérea eletrônica.

Expansão – Projeto de crescimento da TAP no Brasil indica mais quatro voos semanais para S Paulo, um para Brasília, outro para Belo Horizonte, e fomento ligações com Florença, Itália, e Londres, Inglaterra, usando Lisboa como hub.

Retífica RN – Nota sobre o livro Picapes Chevrolet – Robustez que conquistou o Brasil -, citado na Coluna  4917, derrapou. Coautor com Fábio Pagotto é Rogério De Simoni.

Futuro – Sem representante na Fórmula 1, resultado da falta de projeto nacional para ter um piloto brasileiro na disputa do espetáculo mais televisado do Planeta, o surgimento de novos nomes dá esperanças. Alberto César Otazú, apoiado por Braspress/Instituto Desenvolve/Alpie Escola de Pilotagem e HT Pro Nutrition conquistou a 50ª vitória em apenas 10 meses no primeiro degrau do automobilismo.

Gente – Tatiana Carvalho, jornalista, volta. OOOO À FCA para atender a área de imprensa da Fiat em S Paulo. OOOO Adão Moreira da Silva, artífice de frisos para veículos antigo, passou. OOOO Era o conhecido Adão dos Frisos, de Viamão, RS, impecável em seu serviço perfeito. OOOO Será sucedido pela nora. OOOO 

Novo Jeep Wrangler. O melhor melhorou

Desafio para a FCA – Fiat Chrysler Automobiles -, melhorar seu mítico produto, o Jeep, sem perder a identificação visual e implementar sua capacidade de vencer dificuldades fora de estrada, cumprir sua missão atávica: ser capaz de abrir seu próprio caminho. Tudo indica, conseguiu, de acordo com o exposto para a nova linha recém apresentada no Salão de Los Angeles, e com vendas ao mercado norte-americano a partir de janeiro.

Manter a história do mais mítico produto da história do automóvel começou por manter a fabricação na fábrica original, em Toledo, Ohio, muito distante de Detroit, meca do automóvel nos EUA. Mas há um grande pacote de inovações, desde o intenso uso de alumínio na carroceria e mecânica, como grande implemento nos sistemas de transmissão para aumentar habilidades de vencer obstáculos. As três versões do Wrangler, Sport, Sport S e Rubicon, e a Sahara, com quatro portas, tem sistemas específicos de transmissão praticamente definindo a capacidade de vencer dificuldades. Aos passageiros, melhor conforto interno e de rolagem, segurança e tecnologia.

Motores EcoDiesel V6, 3,0 litros de cilindrada, V6 3,6 litros PentaStar, L4 2,0 com turbo compressor, injeção direta e 270 cv. Este com transmissão automática deverá ser o mais vendido.

Para desafios, transmissão mecânica com seis velocidades na versão Rubicon oferece redução de transmissão em 84,2:1!