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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Vendas da Kia Motors crescem 18,6% em novembro


Com licenciamento de 867 veículos em novembro último, a Kia Motors do Brasil registrou crescimento de 18,6% nas vendas ante igual período do ano passado, quando foram comercializadas 731 unidades da marca. No comparativo com outubro último, a Kia anotou queda de 9%, enquanto o mercado interno registrou retração de 9,6%. A redução das vendas no período se explica, principalmente, pela quantidade de dias úteis: foram 22 em outubro contra 20 em novembro, sendo que em muitos municípios este número foi ainda menor, devido ao feriado do Dia da Consciência Negra. 

No acumulado dos onze primeiros meses do ano, a Kia anotou 10.729 veículos licenciados. O número garante à marca crescimento de 39,6% no comparativo com o mesmo período do ano passado e market share de 0,48%, além da liderança entre as associadas à Abeifa - Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores.

Veículos – O SUV médio Sportage foi o líder de vendas da Kia em novembro, com 388 unidades emplacadas. Na sequência aparecem o comercial leve Bongo e o sedã médio Cerato, com 266 e 140 unidades comercializadas, respectivamente. 

“Devemos encerrar o ano com cerca de 12.500 unidades licenciadas no País. Agora já nos preparamos para 2019, com a continuidade da expansão da nossa Rede Autorizada de Concessionárias e com a ampliação do nosso portfólio de produtos, na expectativa de que possamos trabalhar com a economia estável”, observa José Luiz Gandini, presidente da Kia Motors do Brasil.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Fernando Calmon - Alta Roda - Depois do Inverno

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Fernando Calmon
Continua difícil prever o que acontecerá neste segundo semestre em termos de recuperação do mercado interno de veículos (automóveis e comerciais leves representam 95% do total). Depois da boa reação de junho, julho voltou a mostrar desaceleração no ritmo de vendas diárias. Ainda assim, é provável que no balanço final do ano o crescimento supere os 4% sobre os 12 meses de 2016, previstos pela Anfavea. São números descolados do aumento do PIB (soma de tudo o que se produz no País) estimados em apenas 0,5% em relação ao ano passado. 

Há algumas razões para isso. A primeira é o recuo de preços puxado pela baixa inflação, que deverá atingir apenas 3,5%, abaixo da meta de 4,5%. No caso da indústria automobilística isso ocorre de modo sutil. Além de realinhamentos de preços nominais, equipamentos agregam-se aos produtos sem mudanças nos preços sugeridos ou com acréscimos inferiores ao custo. Em termos reais, o comprador ganha, mas não é captado pelos institutos de pesquisa. 

Recuo da inadimplência, em parte consequência da liberação de contas inativas do FGTS recém-concluída, refletirá em liberação de créditos para financiar automóveis neste segundo semestre. A taxa básica de juros (Selic) deverá recuar, no fim do ano, para o nível mais baixo de sua história sem artificialismo. Ajudará a baixar juros do crédito ao consumidor. 

Até o aumento de vendas diretas (frotistas, locadoras e outros) tem aspecto positivo. Mais pessoas procuram automóveis para trabalhar por meio de aplicativos de mobilidade urbana. Pode ocorrer um efeito negativo nas grandes cidades pela diminuição de interessados em manter carro próprio, porém nas de menor porte esse fenômeno deve demorar a surgir. 

Um exemplo de que o setor automobilístico começa a se reerguer foi o 27º Congresso da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição dos Veículos Automotores) realizado semana passada, em São Paulo. Além do presidente da República, nomes presidenciáveis para 2018 compareceram. Aos discursos de otimismo moderado com a recuperação econômica, apesar de incertezas da crise política, somaram-se anúncios de suportes à comercialização. 

Um exemplo é a chegada ao Brasil da Kelley Blue Book, plataforma importante em cotações e informações on-line sobre automóveis dos EUA, aqui em parceria com o site de compra e vendas iCarros. Por sua vez, o Itaú Unibanco anunciou ter desenvolvido uma ferramenta que “exige apenas três cliques para finalizar a simulação de compra e liberar o voucher de crédito”. Todo o processo pode demorar apenas 15 minutos. Segundo Rodnei Bernardino, diretor do banco, os preenchimentos de fichas cadastrais exigiam respostas a até 70 perguntas. Haja vontade de comprar um automóvel... 

Já o Santander, dono do portal Webmotors, decidiu simplificar a compra e venda entre proprietários de veículos usados. Ampliação desse mercado facilitará a recuperação das vendas de carros novos aos primeiros sinais de volta da confiança e, por consequência, dos empregos. A longa série de lançamentos de modelos mais modernos e econômicos pode ser a centelha decisiva para o motor voltar a pegar depois do inverno. 

RODA VIVA

ESTE COLUNISTA completa 50 anos de jornalismo sobre automóveis em 19 de agosto. Tudo começou em 1967 no programa “Grand Prix”, da TV Tupi, Rio de Janeiro, às 12h30. No banco ao lado, o parceiro Álvaro Costa Filho. Meio século de aprendizado contínuo que permanecerá enquanto leitores, ouvintes e atores desse setor assim desejarem. Obrigado a todos. 

ATIVA por 60 anos em São Bernardo do Campo (SP), a unidade industrial de onde saía a Volkswagen Kombi abrigará produção do novo Polo. Foi totalmente modernizada com 373 robôs. Em cerimônia na fábrica, alguns Polo (só em outubro nas lojas) tinham capas na frente e na traseira. Volkswagen queria esconder pequenas mudanças estilísticas em relação ao modelo alemão. 

CAPTUR com câmbio automático CVT supre uma lacuna com motor de 1,6 litro. Respostas ao acelerador do Renault estão mais rápidas graças à redução adicional na polia de saída e possibilidade de seleção manual de 6 marchas virtuais. Ao pisar fundo no acelerador as rotações do motor se elevam bastante e a velocidade aumenta de forma lenta. Mas vai bem em acelerações progressivas. 

COMBOIO de caminhões em estrada tende a se transformar na primeira aplicação em grande escala de condução semiautônoma. A previsão é de Reynaldo Contrera, da Wabco América do Sul, fabricante de sistemas de controle veicular. Ganhos econômicos e, em especial, de segurança rodoviária vão estimular sua adoção relativamente rápida, inclusive no Brasil. 

RESSALVA: cinco anos de garantia e três primeiras revisões gratuitas no Kwid valeram como pacote promocional de pré-venda por cerca de 50 dias (até 2 de agosto). Agora garantia é de três anos e apenas primeira revisão, grátis. Quem financiar pelo Banco Renault ganha os três primeiros serviços de manutenção gratuitos. A fábrica não marcou o fim dessa segunda promoção. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2




quinta-feira, 5 de junho de 2014

Anfavea apresenta desempenho do setor automotivo em maio

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, apresentou na quinta-feira, 5, em São Paulo, o desempenho da indústria automobilística em maio. Os dados apontam estabilidade no licenciamento: a diferença entre os 293,4 mil autoveículos comercializados no quinto mês de 2014 e os 293,2 mil de abril do mesmo ano não chegou a 200 unidades.

Na comparação com os 316,2 mil autoveículos de maio do ano passado houve retração de 7,2%. No acumulado do ano, com 1,40 milhão de produtos negociados em 2014 contra 1,48 milhão no ano passado, a redução é de 5,5%.

A produção de autoveículos dos cinco primeiros meses do ano mostra declínio de 13,3% ao se comparar as 1,35 milhões de unidades fabricadas neste ano com as 1,56 milhões de 2013. Só no mês de maio deixaram as linhas de montagem 282,5 mil veículos: alta de 1,9% com relação as 277,1 mil unidades fabricadas em abril e queda de 18% no comparativo com maio do ano passado, que registrou 344,5 mil veículos.

Já as exportações em maio ficaram 0,6% abaixo do registrado em abril – foram 35,2 mil contra 35,4 mil – e 27,7% menor ante o resultado de maio de 2013, quando deixaram o País 48,6 mil produtos. As 145,7 mil unidades exportadas nos cinco primeiros meses deste ano representam 31,6% de recuo se comparadas com as 212,9 mil de igual período do ano passado.

Caminhões e ônibus
Ao se analisar separadamente o licenciamento de caminhões, maio terminou com alta de 16,8%: foram 12,7 mil produtos contra as 10,9 mil de abril. Houve crescimento também, de 0,6%, ao defrontar as unidades comercializadas em maio deste ano com os 12,6 mil modelos de igual período em 2013. Apesar do crescimento no comparativo mensal, as vendas no acumulado ainda registram queda de 11,3% quando comparadas as 54 mil unidades deste ano com as 61 mil de 2013.

A produção nos cinco primeiros meses deste ano esteve 12,5% menor do que no ano passado, quando 77,4 mil caminhões deixaram as fábricas – este ano o volume chegou a 67,8 mil. Apenas em maio de 2014 foram fabricadas 12,7 mil unidades, 3,1% acima das 12,3 mil de abril passado e 22,4% abaixo das 16,4 mil de maio de 2013.

As exportações encerraram o mês com recuo de 11%, ao se comparar os 1,6 mil caminhões de maio com os 1,8 mil de abril, e contração de 38,2% ante as 2,6 mil unidades enviadas para fora do Brasil em maio de 2013. O resultado do acumulado de 2014, com 8,2 mil unidades, ficou 7% abaixo das 8,8 mil unidades de 2013.

No caso dos ônibus os dados são positivos: no comparativo mensal houve incremento de 39,1% – 808 produtos em maio contra 581 do mês anterior – e de 25,1% sobre as 646 unidades de maio de 2013. O acumulado do ano registra 2,9 mil unidades e está 5,1% abaixo dos 3 mil ônibus exportados no ano passado.

No licenciamento o segmento enfrentou declínio de 12,5% nos cinco primeiros meses do ano, com 11,4 mil unidades em 2014 e 13,1 mil no ano anterior. Houve estabilidade no comparativo das vendas mensais de ônibus nos últimos meses, com aumento de 0,3% ao relacionar maio com abril deste ano, mas retração de 15,5% sobre as 2,6 mil unidades do quinto mês do ano passado.

Já na produção o acréscimo foi mais expressivo: os 4,5 mil ônibus fabricados em maio de 2014 representam aumento de 32,5% ao se comparar com as 3,4 mil de abril e de 15,6% frente as 3,9 mil de maio de 2013. O resultado do acumulado do ano foi 1,5% maior que em 2013 – foram 17,8 mil de janeiro a maio deste ano e 17,5 mil no ano passado.

Máquinas autopropulsadas
No último mês foram produzidas 7,6 mil máquinas agrícolas e rodoviárias, 8% a mais do que em abril, quando o segmento fechou o mês com 7,1 mil unidades, e inferior em 10,5% com relação as 8,5 mil de maio de 2013. No acumulado as 34,6 mil unidades produzidas em 2014 estão 13,7% menores do que as 40 mil de 2013. 

As vendas internas de máquinas de maio sobre abril de 2014 foram superiores em 1,4%, respectivamente com 6,2 mil e 6,1 mil unidades negociadas, mas inferiores em 17,7% ante as 7,5 mil de maio de 2013. Os primeiros cinco meses também apontam queda: foram comercializados 19,7% a menos do que em 2013 – 27,1 mil este ano e 33,8 mil no ano passado.

De janeiro a maio de 2014 foram exportados 5,4 mil produtos, queda de 7,3% ante os 5,8 mil do ano anterior. Já no comparativo mês a mês, as 1,4 mil unidades de maio representaram acréscimo de 23,8% com relação as 1,2 mil de abril de 2014 e de 12,7% sobre maio do ano passado, que registrou 1,3 mil máquinas.