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terça-feira, 19 de novembro de 2019

Fábrica Anchieta celebra 60 anos e 14 milhões de veículos produzidos


No mundo todo, é reconhecida como a primeira fábrica da Volkswagen construída fora da Alemanha. No Brasil, é sempre lembrada como a unidade responsável pela produção de modelos icônicos da marca, que fazem parte da vida de pessoas de diferentes gerações. As duas informações refletem a relevância histórica da unidade Anchieta da Volkswagen, em São Bernardo do Campo, que hoje comemora 60 anos desde a sua inauguração oficial, no dia 18 de novembro de 1959. A data foi eternizada com a foto clássica do Presidente da República, Juscelino Kubitschek, desfilando no banco de trás do Fusca preto conversível e acenando para as pessoas, acompanhado dos presidentes da Volkswagen alemã, Heinrich Nordhoff, e brasileira, Friedrich Schultz-Wenk.

Além da data histórica, a Anchieta celebra também a expressiva marca de 14 milhões de veículos produzidos. Os números alcançados em seis décadas reforçam a importância da fábrica, que começou a ser construída em 1956, entrou em funcionamento em 1957, se tornou referência e revolucionou o setor automobilístico brasileiro. A Anchieta é considerada um complexo industrial completo por abrigar atividades como Estamparia, Armação, Pintura, Montagem Final, Centro de Pesquisa, Planejamento e Desenvolvimento de Novos Produtos.
Sucesso desde o início.

Mais de oito mil unidades do Fusca produzidas na Anchieta foram emplacadas já em 1959, ano da inauguração, um volume muito acima das duas mil unidades vendidas entre 1953 e 1957, quando o modelo vinha da Alemanha, juntamente com a Kombi, para ser montado no bairro do Ipiranga, em São Paulo.

A partir de 1962, o Fusca, que viria a alcançar a marca de 1 milhão de unidades produzidas em 1972, já era líder de vendas do mercado brasileiro, posição que manteria por 24 anos consecutivos.

A fábrica foi responsável também pela produção de diversos modelos que marcaram presença, ao longo dos anos, nas ruas e garagens dos brasileiros, assim como em mais de uma centena de países que receberam modelos Volkswagen exportados a partir de 1970. Entre os carros icônicos feitos em São Bernardo do Campo, além de
Fusca e Kombi, estão: Karmann-Ghia, VW 1600, VW 1600 TL, Variant, SP1, SP2, Brasília, Passat, Gol, Voyage, Saveiro, Parati, Santana e Polo, entre outros. Atualmente, a fábrica produz Novo Polo, Virtus, Saveiro e Saveiro Cross.

O início da década de 1970 marcou também a inauguração na Anchieta do Laboratório de Segurança Veicular, levando a Volkswagen a ser a primeira empresa a realizar crash-tests no Brasil. Essa importante área, que viria ser ampliada e modernizada em 2015, contribuiria para a Volkswagen ser hoje a empresa com o maior número de modelos com nota máxima na proteção para adultos no ranking do Latin NCAP (New Car Assessment Program).

Nova Anchieta
Outro momento marcante que simboliza o caráter pioneiro da fábrica em São Bernardo do Campo ocorreu no início dos anos 2000, quando foi inaugurada a linha de montagem do Polo, carro de plataforma mundial. A chamada 'Nova Anchieta', que recebeu à época investimentos de R$ 2 bilhões, era equipada com as mais avançadas tecnologias e modernos processos de produção para a época, incluindo 400 robôs, solda a laser e pintura automatizada.

A fábrica Anchieta se tornava assim, em 2002, uma das mais modernas unidades do mundo, apta a produzir carros com os mesmos padrões de qualidade exigidos pelos principais mercados mundiais. O Polo era inovador em inúmeros aspectos, como design, conforto, tecnologia, qualidade dos materiais e acabamento.

Nova Volkswagen
De 1959 para cá, muita coisa mudou. Mas o DNA de pioneirismo e inovação tecnológica da unidade do ABC foi mantido. A Anchieta foi a fábrica escolhida, há pouco mais de dois anos, como o ponto de partida para o processo de construção da chamada Nova Volkswagen, uma empresa ainda mais próxima e conectada com seus públicos.

Era o início de um amplo processo de transformação cultural, apoiado na maior ofensiva de produtos da história da Volkswagen do Brasil, iniciada com o Novo Polo, no final de 2017, e o Virtus, no início de 2018, ambos fabricados nas linhas de produção da Anchieta.

Esses dois modelos levaram a Anchieta a ser a primeira fábrica da marca a produzir carros no País a partir da estratégia modular MQB, o conceito mais moderno de produção adotado pelas empresas do Grupo Volkswagen em todo o mundo. Para isso, a fábrica recebeu modernizações na Estamparia, Armação, Pintura e Montagem Final, assim como nas áreas de Planejamento, Infraestrutura, TI e Logística, com foco na aplicação de inovações da Indústria 4.0.

O futuro: New Urban Coupé
Em agosto deste ano, a Volkswagen anunciou o investimento de R$ 2,4 bilhões destinados a um novo lançamento em 2020, incluindo também aportes em digitalização, sistemas de TI e inovações tecnológicas na unidade. O novo produto a ser fabricado na Anchieta, o conceito inédito New Urban Coupé, é um modelo 100% projetado no Brasil, que tem grande potencial para exportação. Além da Anchieta, o modelo será produzido também na Europa, o que, na prática, representa a globalização da tecnologia e do conhecimento desenvolvidos no Brasil.

O New Urban Coupé vai inaugurar um novo segmento no mercado brasileiro e terá novidades que certamente vão atrair e conquistar ainda mais clientes para a marca Volkswagen, como o design, que traz esportividade aliada a uma posição de dirigir mais elevada, um estilo oferecido hoje apenas em modelos de segmentos premium. Ele introduzirá também no mercado brasileiro um novo sistema de infotainment com usabilidade intuitiva e alto nível de conectividade e personalização, totalmente desenvolvido no Brasil, que congrega os sistemas de áudio, conectividade e multimídia do veículo.
Digitalização

Os investimentos em Digitalização, parte crucial na estratégia da Nova Volkswagen, estão acelerando os processos e mudando a experiência dos clientes com a marca. O New Urban Coupé está sendo desenvolvido desde o início com as ferramentas e processos de digitalização mais avançados disponíveis na fábrica Anchieta. O design totalmente digitalizado permite agilidade nas possíveis alterações nas linhas do carro, seguindo as necessidades apontadas em clínicas com os clientes.

Já o Laboratório de Protótipo Virtual, criado de forma pioneira na Anchieta em abril de 2019, permitiu acelerar o tempo de desenvolvimento do New Urban Coupé em quase um ano. Ferramentas de Indústria 4.0, como impressoras 3D e processos digitalizados, com alto nível de automação e inteligência artificial, integram a produção do novo veículo. 

Referência na formação profissional
Além de produzir carros há mais de seis décadas, a fábrica Anchieta também é referência na qualificação de trabalhadores brasileiros. O Centro de Formação Profissional Volkswagen SENAI, localizado dentro da unidade de São Bernardo do Campo, já contribuiu com a capacitação técnica de mais de 6.500 jovens desde sua fundação, em 1973. Desse total, 90% seguiu carreira na empresa. Em média, o SENAI treina 114 estudantes por ano.

A escola foi pioneira ao implantar na indústria brasileira a metodologia de ensino dual alemã, que alia a teoria à prática. A Volkswagen também foi a primeira empresa do País a oferecer no SENAI o curso de Mecatrônica com padrão de ensino alemão. Criado em 2016, com o mesmo nível de qualificação da Alemanha, o curso de Mecatrônica oferece diploma reconhecido pela Confederação Alemã das Câmaras de Comércio e Indústria (DIHK). O Sistema de Ensino Dual é resultado de uma parceria entre Volkswagen do Brasil, Governo da Alemanha e Câmara de Comércio e Indústria Brasil - Alemanha (AHK).

Linha do Tempo na Anchieta:
• 1959: Inaugurada oficialmente a unidade Anchieta, em São Bernardo do Campo
• 1965: Inauguração do Centro de Desenvolvimento, Pesquisa e Design na Anchieta
• 1967: Volkswagen chega ao patamar de meio milhão de unidades produzidas
• 1968: Produção do Sedã 1600 quatro portas
• 1969: Produção da Variant
• 1970: Milionésimo Volkswagen brasileiro é produzido (VW Sedan 1300); Início das exportações
• 1971: Inauguração do Laboratório de Segurança Veicular Primeira empresa a realizar crash tests no Brasil
• 1973: Fundação do Centro de Formação Profissional Volkswagen SENAI
• 1973: Início da produção da Brasília
• 1977: Primeira fábrica no Brasil a inaugurar um Laboratório de Emissões
• 1982: Início da produção da Saveiro
• 1984: Introdução dos primeiros robôs na linha de montagem, para produção de Santana
• 1986: Fusca deixa de ser produzido
• 1993: Retomada da produção do Fusca
• 1994: Início da produção do Novo Gol na fábrica Anchieta
• 1996: Certificação ISO 9001
• 2001: Fábrica Anchieta comemora a produção de 10 milhões de veículos
• 2002: Inauguração da Nova Anchieta para produção do Polo
• 2005: Anchieta recebe certificação ISO 14.001 (Sistema de Gestão Ambiental)
• 2014: Marco histórico de 13 milhões de veículos produzidos
• 2016: Anchieta inicia a produção de Novo Gol e a Nova Saveiro
• 2017: Início da Nova Volkswagen com a produção do Novo Polo
•2018: Início da produção do Virtus, 1º carro da América Latina com inteligência artificial. Anchieta recebe a certificação ISO 50001 (Sistema de Gestão de Energia)
• 2019: Inauguração do Laboratório de Protótipo Virtual e anúncio da produção do New Urban Coupé

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí



Coluna 2618 - 29.06.2018 edita@rnasser.com.br   

Audi A1. Breve no Brasil
Alemã Audi apresentou segunda geração de seu hatcheletrônica de entrada, o A1. Não se perdeu na proposta de mudar tudo, a partir do fato de utilizar nova plataforma. Retocou frente e laterais para manter a identidade estética sobre a nova base, dita MQB, mesma do Polo.

É esta, a arquitetura mecânica, a ossatura eletrônica comum baixando o preço em escala, conterão seu preço para garantir muitos lugares no mercado. Não é sonho de noite de verão da Alemanha, mas a junção da necessidade política, industrial, financeira. O A1 tem muito em comum com o VW Polo: motor, câmbio, suspensões, freios, painel, comandos – e o que mais puder ser compartilhado com o Polo para elevar nacionalização e sofrear os preços. É a aplicação desta fórmula a viabilizadora de sua produção em conjunto com a Volkswagen no Brasil.

Se a Audi quiser se diferenciar das outras alemãs, BMW e Mercedes, mesmo caso da Land Rover, deve se libertar das vendas dos produtos limitadas pela etiqueta de preço. Ou seja, para vender mais, preço menor. Será o caminho.

Curiosamente a imprensa nacional não enfatizou sua principal característica, ser o carro de entrada da marca. Os modelos atuais, A3 e Q3, deixarão de ser montados no Brasil e voltarão a ser importados.

Como é
O sub compacto tem aproximados 4m de comprimento – um Fusca, para quem se lembra -,quando se trata de um modelo de nicho. Faz parte da turma de novidades como o Polo, Argo, e dos envelhecidos Huyndai HB e Chevrolet Onix. Na classificação comercial terá o rótulo de Premium – mais caro.

Novo por baixo e por cima – plataforma e carroceria -, a nova geração passou por bom trabalho estético, com linhas mostrando evolução, solidamente ligadas ao modelo anterior, produto circulando em 700 mil unidades. Para caracterizar evolução para o novo produto, eliminou o arco entre as coluna A e C, optando por alargá-la, pegando carona uma das sólidas marcas visuais dos 30 anos de sucesso do primo Golf.

O foco no mercado abduziu – suprimiu, fez desaparecer – a versão duas portas, e produzirá apenas a de quatro, mais funcional e para clientela mais ampla, decisão facilitada pela boa distância entre-eixos, 2,52m.

A simbiose com o primo Polo, segue a mesma tendência corajosamente adotada pelo Renault Scénic há 20 anos, e atualmente no indissociável mix entre Fiat e Jeep: uso ostensivo e intensivo de partes dos irmãos de linha, buscando preços menores dos componentes pelas compras por volume. O novo A1 emprega painel, instrumentação, coluna de direção, comandos em comum com o Polo, alterando-se apenas nas saídas de ar. As mágicas eletrônicas são mantidas com os mostradores virtuais do painel, e a similitude inclui a tela do painel multi media aplicado ao Polo.

Arquitetura mecânica comum, motores EA 211 de três cilindros, 1,0 e 1,5 – este evolução do 1,4 feito em São Carlos, SP -, ambos TSI – turbo com injeção direta. Na Europa há versão mais espirituosa com motor 2,0 e 200 cv, mas aqui isto tende apenas a ser série especial.

Transmissão S-Tronic, automática, 7 velocidades.
Quando? Depende. Aposte no projeto atrelado à definição formal do projeto industrial para automóveis no Brasil, a essência do micado projeto Rota 2030. O governo federal não tem caixa ou força política para bancar sua aprovação, e enquanto não mudar o governo – ou o caminho legal -, os investimentos ficam em banho maria.

O novo Chevrolet Spin, aqui
GM fará em julho o lançamento dos retoques faciais de seu monovolume Spin. Um trato para cumprir o ciclo de vida até a substituição por nova família, em 2020. Marca vem mostrando partes do automóvel, forma de ganhar espaço na imprensa e instigar interesse. Mostrou a nova grade e detalhes do volante multi função para as versões de maior preço.

Versão de topo, Activ7 – pelo menos é a designação para o mercado argentino – foi ao encontro de jornalistas do TN Autos durante sessão de fotos realizada em Buenos Aires para a campanha de lançamento.

A operação re estilo tenta melhorar as proporções e a aparência do Spin, feio e chamado no mercado pelo apelido de Capivara. Para atenuar, alterou-se a distribuição de espaços, grade, grupo óptico, para choques. Dentro, mudanças para caber sete usuários, e a opção do banco intermediário ter curso longitudinal, permitindo mais conforto ou, se rebatido, criar plataforma de carga.

Arquitetura mecânica, como o carro, dará mais uma volta à beira do telhado – a família está em fim de vida. Em termos de segurança desconhece-se se houve aplicação de barras transversais nas portas para evitar intrusões em choques, ou incorporação do ESP – o corretor eletrônico de estabilidade -, ou os fixadores Isofix. Boa iniciativa, retirou o estepe até então inexplicavelmente pendurado na tampa traseira em sua falsa pretensão de fazer-se visto como SAV/SUV.

Roda-a-Roda
Fogo – Jornal Correio Braziliense publicou quarta-feira, 27, decisões da Fiat: trazer o modelo 500 de volta ao mercado nacional, e importar Alfa Romeo da Argentina. Notícia açulou – provocou, instigou, acicatou – os Alfisti, mais sanguíneos participantes do universo automobilístico.

Calma ! – Notícia tropeça ao considerar os Alfa como produção argentina e, consultado pela Coluna, fabricante esclareceu não ter havido mudanças desde a publicação, em maio, dos planos da empresa. Os estudos para o produto 500 e a marca Alfa são realizados, mas não há decisão. Para a Coluna, se positivos, creia no modelo pequeno para meados de 2019 nos Alfa para 2020.

Maior – Questão de relevo é localizar onde fazer o picape RAM 1500. Decisão já foi tomada para latinizá-la, mas em qual país ainda é nebuloso ante as variáveis de investimento, lucro e prazo de retorno, capacidade de engenharia e seus custos, e câmbio. Argentina, Brasil e México disputam.

Na veia – Chinesa Geely olhou o futuro, tomou coragem, investiu nos EUA para fazer os originalmente suecos Volvo. Na Carolina do Sul, em Charleston, produzirá o sedã S60, médio-grande de comportamento esportivo.

Mercados – Com a decisão de fazer onde vende, conglomerado está nos três maiores mercados do mundo: China, Europa, e agora EUA. Inauguração coincide com estudos do governo norte americano para sobre taxar todos os veículos e partes importados, elevando preço, diminuindo competitividade.

Procura-se – Volvo cumpre a via dolorosa de fabricantes de veículos no Brasil: não guardam seus produtos e, quando por razões promocionais necessitam de um exemplar vão ao mercado tentando adquirir unidade gasta.

FH – Busca o mais antigo dos FH, lançado há 25 anos, produto avançado para a época, apresentando a eletrônica embarcada, primeiro passo na revolução tecnológica nestes veículos. Era importados e o sucesso motivou produção local.

0800 - Usualmente neste tipo de busca fabricantes oferecem um veiculo O km pelo usado bem cuidado. Mas não parece o caso. Volvo quer localizar caminhão e dono, mas não fala em compensações. Quer ajudar? Os FH chegaram em 1993. Fotos, informações podem auxiliar localizar. Aqui: https://www.facebook.com/volvocaminhoes

Óbvio – Alejandro Furas, diretor geral do LatinNCAP, instituto independente autor de testes sobre segurança nos veículos à venda na América do Sul, tem frase candente sobre escolha do próximo carro: É melhor comprar um usado, porém seguro, que um O Km com O estrelas.

Cafe Racer – Transformação em motocicletas pouco praticada no Brasil, terá ótimo exemplo exposto no BMS, exposição de motos em Curitiba, Pr, 17 a 19 de agosto. É a Mighty Four, resultado de trabalho do designer Bruno Costa e do pintor Thiago Zilli, de Caxias do Sul, RS, sobre uma Honda 750 Four de 1979.

O que ? Quanto ? – Redução da altura, substituição da roda traseira de 17”para 18”, construção de uma rabeta traseira, re estilo do banco, revestido em Alcantara. Exemplar único, a Caffeine não está à venda.

Surpresa – Catar peças de veículos antigos, especialmente as produzidas à época, ditas no jargão antigomobilístico NOS – novo estoque antigo -, é missão árdua. Usualmente os comerciantes vão na frente, compram parafusos por centavos, vende-nos por milhões.

Jogo duro – Caçadores do Audi Tradition – o departamento de história, mantenedor do museu da marca -, e do Volkswagen Classic, seguiram dica e chegaram, nos arredores de Assunção, Paraguai, prédio fechado do antigo importador Deisa, aberto em 1953 e fechado há anos.

Conteúdo - Dentro, em peças originais de importador e representante da marca, incluindo motores e caixas de marchas O Km, completos, partes para VWs de diversos anos, mecânicas, latas, e até dos primeiros Audi da 2ª série. A fim? http://data.vwheritage.com/_inc/pdf/catalogues/flyer_paraguay.pdf

Futuro – Autódromo Virtual São Paulo e Imab Fechaduras, apropriadamente fecharam patrocínio com Alberto Otazu, estrela em vitórias em provas de kart e fórmulas de base no automobilismo.

Retorno - Tem índice de aproveitamento de 86,6%. Em mais de 30 provas, apenas em quatro não esteve entre os seis primeiros, tendo vencido metade, largado dez vezes na pole position e mesma quantidade de voltas mais rápidas.

Situação – Brasil, hoje ausente da Fórmula 1 após quase 50 anos, colhe resultados da falta de projeto nacional para formar atletas com características para disputas internacionais. Dinheiro oficial não falta. Falta diretriz.

Modalidade – Nesta terra de Bolsa Preso e Presos importantes soltos, nova modalidade de enriquecimento ilícito: sujeito furta carro antigo, localiza o dono, e combina resgate para devolve-lo. Aconteceu em Canoas, RS, com DKW Vemag 1961 furtado em estacionamento e devolvido num shopping após pagamento.

Corcel, 50 – Tinha tudo para não dar certo, mas se transformou na grande referência para a Ford Brasil. Trata-se do Corcel, tratado como Projeto M, iniciativa Renault para o modelo R12. Em meio ao desenvolvimento deste e do Projeto E, a Willys-Overland foi assumida pela Ford e, como o M estava muito adiantado, foi absorvido após auditoria técnico-industrial pela Ford.

História – Marcou a vida da companhia, vendeu 1,4 milhão de veículos entre 1968 e 1986; foi o mais econômico dentre os 1,6 Ford no mundo; gerou variáveis como o picape Pampa –; jipe abortado como protótipo, o Jampa; e gerou o carro mais pretencioso da história – o Del Rey, para substituir o Landau.

Gente – Roberto Cortes, presidente e CEO da VW Caminhões, premiado. OOOO Automotive Business escolheu-o executivo do ano. OOOO Razão maior, confiança inabalável, conquistadora de investimentos da matriz na filial brasileira. OOOO Crença no futuro fez bancar o primeiro caminhão elétrico desenvolvido no país. OOOOYong Woo Lee, o William, presidente da Hyunday Brasil, promoção. OOOO Será gestor do novo escritório regional da marca nos EUA. OOOO Euihwan Jin, aqui dito Eduardo …, transferido. OOOO Administrava Hyundai India e será presidente no Brasil. OOOO Já trabalhou aqui entre 2010 e 2016. OOOO Talvez implante área de comunicação social na Hyundai. OOOO

sábado, 16 de dezembro de 2017

Prêmio Carpress 2017 anuncia seus vencedores nas 12 categorias

A primeira edição do Prêmio Carpress já tem os vencedores em suas 12 categorias. Exatamente um ano após o site Carpress anunciar a intenção de organizar uma premiação própria, o Volkswagen novo Polo é anunciado como o vencedor do Grande Prêmio Carpress 2017.

O Polo também venceu na categoria Melhor Carro (até R$ 109.999), tendo sido finalista ao lado de Fiat Argo e Renault Kwid. Na categoria Melhor Carro Premium (a partir de R$ 110 mil), o vencedor foi o Audi A5 Sportback, que foi à final com Citroën C4 Picasso e Chevrolet Camaro SS.

Na categoria Melhor SUV, o ganhador foi o Chevrolet Equinox, finalista ao lado de Peugeot 3008 e Volvo XC60. Na categoria Melhor Picape, venceu a Nissan Frontier, que disputou com Mitsubishi L200 Triton Sport e Toyota Hilux Challenge.

Não foram premiados apenas veículos que continuam nas concessionárias, mas também os que estão deixando de ser vendidos – o Destaque Saudade foi o Volkswagen Fusca.

Também foram lembradas as boas práticas corporativas. Daí nasceu a ideia do Destaque Eficiência Energética, que ficou com a iniciativa da Toyota Hybrid House, um estande de 100 m² com atrações interativas em que era possível, por exemplo, conhecer o Prius, veículo híbrido mais vendido no mundo.

Investimentos em tecnologia também chamaram a atenção do júri do Prêmio Carpress. O destaque eleito foi a Estratégia Modular MQB, da Volkswagen, que marca uma nova era para veículos compactos, dando origem a quatro modelos completamente novos no mercado brasileiro, a começar pelo novo Polo e pelo sedã compacto Virtus, na fábrica Anchieta.

Os jurados também foram convidados a votar na categoria Melhor Comercial/Melhor Campanha Publicitária (TV/Web), e a marca que levou o título para casa foi a Renault, com o filme “Heróis”, do Renault Kwid, modelo que foi lançado no início de agosto (o filme pode ser visto aqui: www.youtube.com/watch?v=s0WbyDqgcvc).

Aliás, foi da Renault o único voto unânime dos jurados, na categoria Melhor Ação de Vendas, com a pré-venda do Kwid, em que era possível dar um sinal de R$ 1.000 parcelável em três vezes no cartão de crédito para garantir prioridade na compra do modelo.

Curiosamente um ex-Renault (onde era vice-presidente comercial desde 2010) foi eleito Executivo do Ano: Gustavo Schmidt, vice-presidente de Vendas e Marketing da Volkswagen do Brasil, cargo que ocupa desde março de 2017.

O Carpress reservou ainda um espaço para o “voto direto”. Por meio da ferramenta de enquete do site, manteve por cinco dias uma votação on-line entre os nove finalistas nas categorias Melhor Carro (Fiat Argo, Renault Kwid e Volkswagen Polo), Melhor Carro Premium (Audi A5 Sportback, Citroën C4 Picasso e Chevrolet Camaro SS) e Melhor SUV (Peugeot 3008, Chevrolet Equinox e Volvo XC60). O vencedor foi o Peugeot 3008.

Quem votou
Na edição 2017 do Prêmio Carpress, votaram dez especialistas: Luís Perez (publisher do Carpress) e Wandick Donett (editor-executivo do Carpress), sendo os dois também designados membros do Comitê Gestor, mais oito jornalistas atuantes no segmento: Alex Ruffo (Speedway e Mega Motor), Antônio Meira Jr. (Correio), Eugênio Augusto Brito (UOL Carros), Flavio Silveira (Motor Show), Giu Brandão (MundoSobreRodas), Jorge Moraes (Auto Motor Nordeste), Marcelo Queiroz (Autopolis) e Ricardo Ribeiro (Agora SP), este último sucedido a partir de agosto por Fernando Pedroso, do mesmo veículo, em razão do desligamento de Ribeiro para cursar mestrado no exterior.



Desde abril de 2017, o Grupo ZF anunciou patrocínio à primeira edição do Prêmio Carpress. Um dos maiores fornecedores do setor automotivo no mundo, o Grupo ZF é líder global em drivelines e tecnologias de chassis, além de segurança ativa e passiva.

OS VENCEDORES, POR CATEGORIA

Grande Prêmio Carpress 2017
Volkswagen Polo

Melhor Carro
Volkswagen Polo

Melhor Carro Premium
Audi A5 Sportback

Melhor SUV
Chevrolet Equinox

Melhor Picape
Nissan Frontier

Destaque Saudade
Volkswagen Fusca

Destaque Eficiência Energética
Toyota Hybrid House

Destaque Tecnologia
Estratégia Modular MQB (Volkswagen)

Melhor Comercial (TV/Web)
“Heróis” - Renault Kwid

Melhor Ação de Vendas
Pré-venda do Renault Kwid

Executivo do Ano
Gustavo Schmidt
Vice-Presidente de Vendas e Marketing da Volkswagen do Brasil

Melhor Carro Escolha da Audiência
Peugeot 3008


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Fernando Calmon - Alta Roda - Em busca de rumos corretos

Alta Roda nº 956/306 30– 31 023– 0oda nº852/0811508– 2oda nº851/2017

Fernando Calmon
O Brasil parece estar deixando de pensar só no curto prazo e planeja estratégias de crescimento e inserção mundial mais em longo prazo. Embora a instabilidade política atrapalhe, até novembro se esperam as diretrizes governamentais que orientarão para onde e em que ritmo a indústria automobilística instalada no País deve chegar. O programa Rota 2030 estabelece, pela primeira vez, um prazo de 13 anos, incluído o ano de 2018, para que metas de eficiência energética, segurança veicular e novas tecnologias agreguem valor ao veículo brasileiro. Isso sem escalada descontrolada de aumento de custos, que poderia elevar demais o preço final ao consumidor. 


Conciliar curto, médio e longo prazos foi o principal escopo do workshop Planejamento Automotivo 2018, organizado em São Paulo por Automotive Business. O humor dos compradores de veículos leves começa a melhorar, porém nem todos os palestrantes mostraram-se otimistas. Sindipeças, por exemplo, preferiu manter posição cautelosa até mesmo sobre a recuperação deste ano. Anfavea espera crescimento de 4% sobre 2016, mas pode revisar a projeção para cima, em breve. 

A consultoria IHS Markit, representada pelo francês Carlos da Silva, projetou que não antes de 2024 o mercado brasileiro voltará aos mesmos 3,6 milhões de veículos leves (mais 200.000 de veículos pesados) registrados em 2013. Apesar de o País este ano prever um novo recorde de exportação de produtos montados, Silva afirmou não acreditar em vendas externas crescentes além do patamar atual de 700.000 unidades. Uma conclusão algo incoerente, pois ele mesmo imagina que a moeda continuará a se desvalorizar – o que em geral impulsiona exportações – até passar de R$ 4,00 por dólar em 2020. 

Vitor Klizas, da Jato Dynamics, detectou uma série de mudanças no mercado brasileiro. A escolha de câmbio automático, por exemplo, subiu de 9% para 40% das vendas de automóveis novos em 11 anos. Ar-condicionado estava em 32% dos modelos e cresceu para 91% ao longo de 10 anos. Na opinião da coluna, parte desse avanço se deu por queda de poder aquisitivo que alijou uma grande leva de compradores da base da pirâmide social brasileira pelos equívocos de política econômica entre 2011 e 2015. Quem continuou no mercado manteve sua capacidade financeira e, naturalmente, pôde gastar mais em equipamentos. 

Quanto ao comportamento futuro do comprador de automóveis no Brasil, o mexicano Alberto Torrijos, da Deloitte Consulting, o identificou como receptivo a tecnologias de automação ao volante e de segurança veicular, mas nem tanto aos apelos ecológicos. Quanto ao automóvel compartilhado, as gerações de pessoas mais velhas não aderem muito à ideia, ao contrário dos jovens. 

Apesar de ainda se desconhecerem pormenores da Rota 2030, sabe-se que haverá metas severas tanto para consumo como para itens de segurança com prazos pertinentes. Também algum estímulo se concederá a propulsões alternativas como veículos híbridos – solução mais racional – e até elétricos. Nada que não tenha sido debatido com todos os atores, nem que possa se corrigir caso os objetivos de médio e longo prazos não sejam alcançados ou enfrentem dificuldades de implantação. 

RODA VIVA 

PICAPE que a VW lançará no início de 2019, fabricada no Paraná, será maior que a Saveiro, mas não concorrente direta da Fiat Toro. Esta pode carregar até uma tonelada e para isso a VW já tem Amarok. Porte da nova opção com arquitetura MQB do Polo/Virtus/T-Cross estará mais próximo ao da Renault Duster Oroch. Nome ainda sem definição. Conviverá com a Saveiro. 

MITSUBISHI acaba de entrar no clube de marcas centenárias e hoje ativas. Em ordem alfabética: Alfa Romeo, Aston Martin, Audi, BMW, Buick, Cadillac, Chevrolet, Daihatsu, Dodge, Fiat, Ford, Lancia, Mercedes-Benz, Opel, Peugeot, Renault, Rolls-Royce, Skoda e Vauxhall. Maserati só produziu carros a partir de 1926. Spyker, de 1898, permaneceu 70 anos inativa. 

MAIS recente entre as picapes médias renovadas, Nissan Frontier se destaca pela dirigibilidade. Afinal, é a única de chassi convencional (tipo escada) com molas helicoidais nos dois eixos. Podia ir melhor se tivesse direção eletroassistida e não hidráulica. Visibilidade, também muito boa, pelo banco alto do motorista e capô de desenho côncavo. 

PARA se enquadrar na redução de consumo médio da frota à venda, exigência do Inovar-Auto a partir de 1º setembro (último prazo), Renault teve de segurar a venda de motores de 2 litros. Compensação é pelo menor consumo do Kwid, mas este modelo ainda está em curva de aceleração de produção. Em outubro, entregas começam a atender demanda reprimida. 

PNEU do futuro poderá ser esférico, capaz de manter pressão sempre correta e banda de rodagem se regenerar em caso de cortes ou furos. Apresentado em março, no recente no Salão de Genebra, o Eagle 360 Urban foi trazido pela Goodyear. Exigirá carro e pavimentação específicos, em cidades (ou trechos) futurísticas, que a empresa ainda não ousa prever. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2


sábado, 3 de outubro de 2015

Roberto Nasser - De carro por aí

 
Coluna 4015-03.10.2015- edita@rnasser.com.br

Renault Duster Oroch, picape, outro nível
O Duster Oroch não é apenas mais um picape concorrente em segmento expansionista – 900% entre 2010 e 2014, vendendo 450 mil unidades, e no período as cabine duplas expandiram vendas em 50%. Na América Latina, mercado visado, em 2014 venderam-se 1,2M de unidades. É ferramenta para cumprir meta e dever: conquistar 8% do mercado brasileiro – hoje tem 7,5% -, e chegar aos 10% cobrados por Carlos Ghosn, o presidente mundial.

É boa fórmula, liderada pela Renault, e logo seguida pela Fiat. Ambas apostam num picape intermediário entre os pequenos, derivados de automóveis com estrutura monobloco, e os médios, construídos sobre chassis com longarinas. A posição é tão invulgar quanto boa, pois com clientela para uso em serviço; serão ponto de ascensão para os desejosos em bom espaço interno; e de descenso prático aos donos dos trambolhosos picapes médio com cabine dupla e SUVs desmesurados, incômodos no trânsito, irritantes na procura para vagas. 

No caso do Oroch – a pronúncia é oroque –, nome de tribo russa com 300 membros..., o fato de utilizar a sólida plataforma do Duster, reforçada na parte de carga, garante duas características importantes aos clientes: bom espaço interno, e caçamba como um grande porta-malas.

Ao lançamento a conformação é em cabine dupla, motorização 1,6 litro e 110/113 cv, gasálcool e álcool, transmissão mecânica de 5 marchas, e 2,0, 143/148 cv importados, assim como o câmbio mecânico de 6 velocidades. Automático e tração nas 4 rodas virão em 2016. Porta característica de relevo, a suspensão independente nas 4 rodas, com molas helicoidais, oferecendo grande estabilidade e insuspeitado conforto de rolagem – implementando pelo aumento de 15 cm na distância entre eixos – 2,89m. O Oroch não é um Duster com teto seccionado. 

As características do mercado exigiram abandonar o projeto do Picape Dacia, de origem rumena – lá um Duster cortado -, e em cabine simples. Daí usar o conhecimento do Tecnocentre, a área de desenvolvimento na França, e do escritório da Renault Design America Latina, criando produto para as características continentais, com destaque ao desenho e aos arremates, atendendo a demandas de público variado. Amplo público: desde a senhora apreciadora da posição superior de conduzir e das largas portas traseiras para entra-e-sai de meninos, hábil para andar no trânsito da cidade e conseguir estacionar em vagas de shoppings, quanto atender aos estancieros argentino, uruguaio, ao fazendeiro brasileiro, cansados de direção pesada, dos sacolejos e de corrigir o curso de seu picape grande. Inclui clientela jovem, e quem nele vê dois veículos num só. Para cargas compridas há um extensor para a caçamba, permitindo, por exemplo, carregar moto em posição transversal. É amplo o leque de clientes, e a diferença está em ter rodagem de automóvel e capacidade de carga de um picape pequeno. 

Neste setor, o peso permitido é de 650 kg, entre passageiros e carga. Apesar de o perfil do usuário de picapes deste porte nunca os utilizar para trabalho, a caçamba é revestida por berço plástico, e há ganchos para ancorar eventual carga. Para público divergente entre as capacidades do veículo e seu uso, confortos interativos, conectividade, incluindo versão atualizada do Media Nav, sensor de ré, piloto automático e computador de bordo.

O Oroch será disponível para test-drive nos revendedores a partir de outubro, e Preços vão de R$ 62.290 para a versão de entrada, Expression 1,6, a R$ 72.490 pela versão de topo, Dynamique 2,0.

Fumaças do Dieselgate
O problema da Volkswagen com as emissões poluentes de seus motores diesel apenas começam seu nublado caminho. Similares recentes, como descombinação entre pneus Firestone e Fords Explorer, o nunca explicado caso dos tapetes Toyota, ou a economia porca nos interruptores de ignição dos Chevrolet serão economicamente residuais.

De objetivo a empresa, como a Coluna antecipou, pinçou Matthias Mueller da presidência da Porsche, elevando-o à holding VW AG, e aplicou medidas como garantir os veículos; prometer sanar os problemas com rapidez. 

Administrativamente separou as marcas por grupo; criou diretoria para os negócios no continente norte americano. Para lá deslocou Winfried Vahland, presidente da Seat, fabricante dos VW espanhóis, abrindo espaço à promoção de Luca de Meo, 48, ex diretor de vendas da Audi. O presidente da VW of America foi mantido mas sob novo chefe direto. De surpresas, demissão de Christian Klinger da poderosa direção de vendas da marca VW. Bom para o Brasil. De longe fazia o comando comercial da nossa VW, enviando diretores fugazes ou fora de sintonia, causando enorme e onerosa perda de mercado. 

Contra Klinger se insurgiram Thomas Schmall, ex presidente, e David Powels, Em situação incômoda ficou Ulrich Rackenberg, espécie de professor Pardal do grupo. Visto como conhecedor do problema dos diesel, não foi demitido, mas afastado de funções, junto com seu sucessor, Wolfgang Hatz, então o chefe 

Futuro
No discurso de posse Mueller prometeu todos os esforços para desenvolver e implementar atos de compliance, o relacionamento público institucional, de máxima transparência, e cobrar conclusões corretas para a situação, resgatar a confiança pública. Internamente agrupou marcas: carros esporte e motores entre eixos: Porsche, Bentley e Bugatti. Lamborghini, apesar de seu motor entre eixos, e as motos Ducati, formam grupo com a Audi, acionista de ambas. 

Marca VW, por produtos congêneres, está com Seat e Sköda.Terá quatro chefes regionais, para conter o egocentrismo antes tolerado, mas agora criticado pelo poderoso Conselho Supervisor.

Para entender
A EPA, poderosa agência norte americana de proteção ao meio ambiente declarou, motores diesel VW emitiam poluentes em medidas superiores ao limite máximo. Explicou, quando submetidos à avaliação, identificavam o protocolo, e se auto regulavam para enquadrar-se aos parâmetros legais.

Volume de vendas nos EUA é grande e, no total mundial, incluindo VW, Audi, Seat e Sköda, supera 11 milhões de unidades, e a desfeita pública provocou a saída de Martin Winterkorn no passo mais elevado de sua carreira – extensão do contrato como CEO, e posse no Conselho Supervisor.

A origem do problema estaria em 2007, quando concluiu-se, nova geração de motores diesel não se enquadraria nos padrões de emissões da EPA, exigindo gastos de 300 Euros/unidade para solução petroquímica, o uso de ureia para lavar os gases – o ARLA utilizado por alguns caminhões -, e a VW desistiu. Era época da assunção do ora demissionário Winterkorn, e um de seus projetos era ampliar presença no mercado dos EUA, com poucas vendas pela Volkswagen. Definiu-se concorrer em raia própria, longe de Toyota e Honda, com os sedãs a diesel, não disponível nos sedãs orientais lá produzidos.

Uma das teorias do início do desrespeito legal, situação nublada ao público, ligam Winterkorn a Rackenberg, um querendo, e o outro sabendo conduzir o problema das emissões. O futuro dirá a realidade.

Tamanho do prejuízo é imensurável, e a VW AG separou metade do lucro presumido, 6,5B de Euros para despesas nos EUA. Com o susto, semana passada as ações da empresa caíram 22,4 B Euros, metade de seu valor. O varejo começa com 11 milhões de veículos necessitando substituir um chip ora inexistente; prolonga-se com o governo dos EUA querendo receber a renúncia fiscal superior a US$ 1.000/unidade diesel; e também a multa por poluição. 

Idem para outros países. Há, ainda, o varejo do varejo, com revendedores VW nos EUA proibidos de vender os automóveis diesel em estoque –, buscando ressarcimento; e inquantificada reação dos consumidores. Após aplicar o chip obediente à legislação, proprietários verão cair a disposição de seus veículos pela redução da potência. Ficarão com eles? Irão devolve-los? Vende-los-ão indo acionar a VW pela diferença perdida? Institucionalmente, a agência Dow Jones, premiando a VW como líder em sustentabilidade, cassou a láurea.

Outros lados há: promotores da Baixa Saxônica, antes acusando Martin Winterkorn, recuaram, dizendo ter uma investigação no início e sem base concreta para acusar quem quer que seja. Projeções indicam queda econômica entre 1% e 1,5% na República Tcheca e na Hungria. Na primeira opera a grande fábrica da Sköda. Na outra, produz e exporta os motores VW diesel. E, por registrar, a holding Porsche SE, maior acionista da VW AG, aproveitou ocasião, a recente ruptura com a Suzuki, a queda do valor das ações, e adquiriu o 1,5% detidas pela pequena nipônica na maior das alemãs. Negócio aumenta o mando da SE, com 52,2% da VW AG.

Como se imagina, desdobramentos difíceis de listar e de projetar o prejuízo, mas sem dúvidas grande, o maior já enfrentado pela empresa em seus 78 anos de vida.

Autoclasica, grande festa do antigomobilismo no Mercosul
Na América do Sul não há encontro de veículos de coleção tão rico quanto o  Autoclasica, Buenos Aires, 9 a 12 de outubro. Automóveis, carros de corridas, motocicletas, motores antigos, desfiles em trajes de época – no dia 10, sábado -, corridas entre expositores, e neste ano atração especial, o Junior Prix, corridinha de carrinhos infantis de época, para crianças entre 4 e 6 anos – um fino investimento para conquista de futuros colecionadores.

Expansão do evento ampliou horário de funcionamento, agora de 9h às 18h30, e re diagramar o espaço interno no Hipódromo de San Isidro, beiradas de Buenos Aires. 

Feira de Peças, lá chamada Autojumble, dividida entre automóveis e motos, e a ala de Motojumble conta com atrações idênticas, incluindo venda de motos e veículos antigos, bancas de peças, acessórios, literatura. É um dos pontos fortes do evento – consome um dia para percorrer. Organizado pelo Club de Automóviles Clasicos da República Argentina, sua décima quinta exitosa edição reunirá 900 veículos clássicos e históricos. 

É aula em organização, e má constatação de como os vizinhos preservaram seu bom acervo automobilístico transformando-o em história, o que não ocorreu aqui. A exposição é uma festa de clubes.

Topo do evento, premiação por categorias pelo padrão internacional da FIVA, entidade reguladora do setor, incluindo glória suprema, almejada por todos os expositores: ser escolhido o Best of Show. Domingo, 11, 14h.

Entrada 120 pesos – entre R$ 40 e 50, dependendo do câmbio, oficial ou Blue, paralelo institucionalizado. Melhor acesso é por trem suburbano, partindo da estação Retiro. San Isidro fica 45 minutos de Buenos Aires. 

Este ano as marcas homenageadas serão Bugatti, Ferrari, Citroën por seu modelo DS e Peugeot pelo 403, primeiro da marca fabricado na Argentina.

Roda-a-Roda

Elétrico – Dongfeng Renault Automotive Company, joint venture entre sino-francesa anunciou produzir carros elétricos, baseados sobre a plataforma do Fluence Z.E. Venderá apenas no mercado chinês.

E ? – Pode parecer curioso, pois a Dongfeng é sócia de outra francesa, a PSA, reunindo Peugeot e Citroën. Mas em negócios não há fidelidade de marcas.

Lista – Citroën informa, abriu reservas para o novo C4 Picasso importado. Tem design forte e bem marcado, com dedicação ao espaço interno, poltronas com apoio de pés e massageador, tela com 30 cm, motor 1.6 THP, turbo, câmbio de seis marchas. R$ 110.900.

Fim – Para instalar fábrica na Argentina e fazer sólida base na América do Sul, Nissan Corporation comprou a Nissan Argentina S.A, a NASA, desde 2012 sua representante. Iniciará fazer picapes nas instalações da aliançada Renault.

Do ramo - Operador da marca na Argentina era Manuel Antelo. Faz a logística fluvial de muitas marcas de automóveis e, no tema, antes foi o dono da Ciadea, representante Renault, tendo passado a representação à representada.

Situação – Redução de vendas no mercado de carros O Km instou Hyundai a mudar estética e mecânica de seu HB20 – e aumentar preço. Retocou lanternas e para choques, e motores melhoraram rendimento - reduziu consumo 6,5% no 1,6, levando-o à classificação A no Programa Brasileiro de Etiquetagem no Inmetro. Transmissões mudaram. Mecânica e automática com seis velocidades.

... 2 – Hyundai segue o mercado, aumentando conteúdo dos carros e seus preços. Assim, desde a versão básica Comfort, há vidros e travas elétricas.
Preços de R$ 39 mil a R$ 63.335 para versão Comfort Premium, motor 1.6, transmissão automática, revestimento em couro e central multimídia.

Quanto – Talvez o centímetro de automóvel mais caro no país. Sedã e hatch enfeitado, o X, sem mudanças.

Promoção – Fiat equipou o Siena EL nas versões 1,0 e 1,4 ampliando conteúdos de conforto pessoal, com volante regulável em altura, ar condicionado, travas elétricas, sensor traseiro de estacionamento, rádio com Bluetooth. Preços, 1,0 a R$ 35.770; 1,4, R4 38.500.

Sem chances – Perguntei a Fabrice Cambolive, novo presidente da Renault, e o executor do controle da marca sobre a russa Autovaz, fabricante dos Lada, sobre a possibilidade de fazer aqui um jipe Niva com as atualizações recebidas recentemente – como se produz na Rússia. Sorriu. Sem chances.

Mercado – O país sem asfalto continua sem um jipe simples e adequado à sua realidade no campo.

Situação – Para baixar custos Audi A3 e Golf, ambos com plataforma MQB e motor TSI 1.4, em produção na mesma fábrica Volkswagen em São José dos Pinhais, Pr, simplificarão o eixo traseiro. Sai o evoluído Multi Link, braços múltiplos, entra eixo de torção, solução do tempo do Passat. Versões 2.0, mais caras, poderão ter a suspensão original.

Cenário – Em meio ao lançamento do picape Renault Duster Oroch, jornalistas receberam em seus SmartPhones mensagem da Fiat. Confirmava Toro como nome de seu picape concorrente, informava lançamento para 2016.

Coerência – Talvez inspirada no criador de palavras, o também mineiro Guimarães Rosa, enquadrou-o em nova classificação veicular. Diz, é um SUP (?)  Sport Utility Pick-Up ... Estará como o Oroch, picape nem pequeno, nem médio.


Nome – Tentando corrigir os defeitos de sua transmissão automatizada dita PowerShift, Ford diz ter sanado defeitos em retentor de óleo e barulhos internos, e aumentado garantia da série anterior para 5 anos. 

Mudança - No novo EcoSport, com motor Sigma, voltou a garantia para 3 anos, e não o chama mais de PowerShift, mas Transmissão Sequencial de Seis Velocidades.

Razão – Fugiu do nome. Faziam trocadilho pavoroso, chamando-a PowerShit – excremento,em inglês. 

Democratização – Matéria controversa, o DPVAT, o seguro obrigatório, Projeto de Lei 558/2015 do Senador José Medeiros, PPS-MT, quer deixar ao contratante a escolha da seguradora, escapando à Líder, seguradora comum.

Oposição – Razão principal, concorrência baixará preço e melhorará serviço. PL aguarda análise da Comissão de Justiça para saber da juridicidade. Prevê-se oposição poderosa. DPVAT é uma caixa preta. A base do projeto é a cobertura do texto constitucional contra o monopólio.

Novidade – Mopar, área de acessórios da FCA, iniciou vender o triciclo elétrico Trikke. É curiosidade mecânica prática, segura e divertida, desenvolvido para andar em espaços fechados, como parques e condomínios. Motor elétrico de 36 volts e 250 watts montado na roda dianteira. Dólar leva-o a R$ 5.400,00. 

Pneus – Fornecedor exclusivo e fundamental para os resultados, os pneus da Fórmula 1 tem rigor administrativo próprio para sua logística. Produzidos, cada um recebe código de barras fornecido pela FIA, a federação de automobilismo.

Caminho – Prontos pneu e etiqueta, indicando data, tipo, composição, vulcanização, lista enviada, o centro de logística os agrupa em jogos de quatro unidades para ser escolhidos pela FIA para os treinos. A Pirelli garante a produção e todo o controle é pela entidade do automobilismo. Saber mais? www.pirelliftp.com/share/f1/2015/00_3dvideo/PIRELLI_BarCode_ENG.mp4

Moda – Para apresentar sua moto Scrambler a público de elevada renda, Ducati inaugura espaço de entretenimento no cruzamento das ruas Oscar Freire e Consolação, nos Jardins, S Paulo. Coisa fugaz, vai até 4 de outubro, mescla o design pós vintage da moto com música e gastronomia.

Gente – Sandra Mariani, nova Diretora Financeira Corporativa, CFO na Navistar Mercosul, controladora do International Caminhões e MWM Motores Diesel. OOOO Acumulará com RH e TI, fala direto com o presidente. OOOO Do ramo, foi CFO da GM Brasil e assessora da presidência na GM Corporation.

Fazer automóveis no Brasil. Fiat começou primeiro
Usualmente quando se listam as marcas pioneiras no país a Ford é citada como a pioneira, tendo aqui chegado em 1919. Informação carece de fundamento. Por representante montou seus primeiros Modelo T na Bahia, em 1917. No citado 1919 decidiu vir para o Brasil, instalando-se em 1920.

A Fiat havia chegado antes, representada pela Grassi, finalizando produtos, distribuindo a marca, e em 20 de agosto de 1907 anúncio no carioca Jornal do Commercio, estampava:

À praça
a Fábrica Italiana Automobili Torino (FIAT), avisa ao público em geral que os srs. Tomaselli, Raul Senra & C foram nomeados nossos únicos e exclusivos representantes para as vendas de nossos produtos em todo o Brasil, mediante contrato assinado e legalmente registrado.

Protestamos, portanto, desde já contra aquelas pessoas que possam abusivamente se intitular possuidores de igual permissão.
Fiat America Latina 

Fiat America Latina 
Lange & C

Rio de Janeiro, 12 de agosto de 1907

A Grassi havia montado 275 unidades de diferenciados modelos Fiat antes de passá-la a Tomaselli e Senra, ponte a uma das 300 empresas do Conde Francesco Matarazzo, então o homem mais rico da América do Sul. Matarazzo intuía, automóvel seria bom negócio e arranjou representações europeias de várias marcas sobressaindo a italiana Fiat e a francesa Bugatti. Como importador aplicava mão de obra para montar, armar, e se diferenciava pela pintura, com três demãos, ao contrário dos outros importadores e montadores, com apenas uma demão.

Negócio se expandiu. Na década de 1950 a pioneira montadora em São Bernardo do Campo, SP, a Varam Motores assumiu a representação, montando seus veículos na então mais moderna das fábricas nacionais. A Fiat propôs associação, mas o comendador Varam Keutenedjian, líder do negócio, declinou de ligação com sócio mais poderoso. Logo em seguida, a Fiat tentou vir ao Brasil em sociedade com empresa da qual era acionista, a francesa Simca. Também não deu certo. Quase fechou negócio para assumir a operação da fábrica Vemag, nacional representante da marca Auto Union DKW, desistindo na mesa de assinatura do contrato, e insistiu mais uma vez, buscando juntar-se, barrada pela Governo Federal, com a nacional Indústria Brasileira de Automóveis Presidente.

Viabilizou o projeto tantas vezes adiado, associando-se ao governo do Estado de Minas Gerais. Operação pequena, menor das fabricantes; expandiu-se; industrializou Minas levando seus fornecedores para lá; assumiu há 13 anos a liderança de vendas; e expandiu-se para nova fábrica em Pernambuco. Se tivesse como dístico A primeira continua sendo a primeira, não estaria errada.