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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Mercedes-Benz e Renault vencem Selo Maior Valor de Revenda – Veículos Comerciais


Com 13,9% e 12,3% de depreciação no período de três anos, o Mercedes-Benz Sprinter 415 e o Renault Master Furgão obtiveram as melhores avaliações, respectivamente, nas categorias Caminhões e Utilitários, na 4ª edição do Selo Maior Valor de Revenda – Veículos Comerciais, da Agência AutoInforme, em parceria com a Editora Frota e Textofinal.

Em quatro edições do SMVR-VC, de 2015 a 2018, a Mercedes-Benz venceu em 12 categorias entre Utilitários e Caminhões. Em quatro oportunidades, a marca alemã cravou o título de “Campeão Geral”. Na sequência, a Hyundai em três categorias, sendo duas vez como “Campeão Geral”; a Renault e Volkswagen, três vezes e um título máximo. Fiat, Ford, Volvo Scania e Iveco também venceram nas categorias, mas não anotaram o maior valor de revenda na classificação geral de Utilitários ou de Caminhões.

Embora o estudo de depreciação seja desenvolvido há mais de dezoito anos, a partir dos levantamentos da Molicar, é pela quarta vez que a AutoInforme faz a premiação do setor de utilitários e caminhões, com o objetivo de estimular montadoras e importadoras a valorizar seus próprios produtos e, por consequência, preservar os investimentos de caminhoneiros autônomos e frotistas.

Outros sete modelos foram contemplados pelo Selo Maior Valor de Revenda– Veículos Comerciais. Na categoria Utilitários, além do Renault Master Furgão (furgão de carga e e campeão geral – 12,3%) venceram o Hyundai HR 2.5 TC HD 4x2 (camioneta de carga – 12,9%), Fiat Fiorino Furgão (furgoneta de carga – 14,7%) e o Mercedes-Benz Sprinter Van (minibus – 17%). No grupo Caminhões, o Ford Cargo 816 4x2 (caminhão leve – 20,9%), Mercedes-Benz 1419 4x2 Atego (caminhão médio – 23,6%), Mercedes-Benz 2430 6x2 Atego (caminhão semipesado – 18,9%), Scania G-440 6x4 (caminhão pesado – 24,6%) e o próprio Mercedes-Benz Sprinter 415 (caminhão semileve e campeão geral – 13,9%).

“Para formar o índice de depreciação, foram considerados os preços médios dos veículos zero quilômetro praticados no segundo trimestre de 2015 e seus modelos correspondentes com três anos de uso – abril a junho deste ano –, geralmente prazo inicial de substituição para fins de renovação de frota”, explica José Augusto Ferraz, diretor da Editora Frota.

Outro critério mantido foi subdividir os veículos em dois grupos, utilitários – com quatro categorias – e caminhões – com outras cinco. A partir desse modelo, analisamos 96 modelos, dos quais 79 de caminhões e 17 de utilitários. Foram excluídos os veículos cujo volume de licenciamento em 2017 foi inferior a 50 unidades, em razão de sua pouca representatividade”, argumenta Ferraz.

Segundo Joel Leite, idealizador do prêmio e diretor da Agência AutoInforme, “esse estudo vem sendo feito há mais de dezoito anos, em parceria com a Molicar. O selo é um reconhecimento às marcas que tiveram os seus veículos entre os de Maior Valor de Revenda em 2018”, para quem “em vez de questionar por quê um utilitário/caminhão perde valor, deveríamos perguntar por quê um veículo mantém um valor de mercado tão alto e por tanto tempo”.

“A depreciação depende de vários fatores: do tamanho do veículo, da marca, da rede de revendedores, do cuidado que a marca tem em relação ao pós-vendas, ao segmento, a origem, ao fato de ter grande volume de venda, à sua aceitação no mercado. Assim, nossa expectativa é que a certificação possa servir de balizador, para uso de fabricantes e distribuidores de veículos, administradores e proprietários de frotas, bancos, financeiras e seguradoras”, enfatiza Leite.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Honda NC 750X versão 2016 chega com novidades ao mercado

A Honda NC750X versão 2016 chega ao mercado com novidades que prometem superar as expectativas de quem necessita de um modelo para uso urbano, mas que também procura por desempenho e versatilidade na hora de viajar. Entre os principais destaques está o design totalmente renovado, com novas carenagens de desenho mais agressivo, nova iluminação em LED e novo formato esportivo do escapamento. Além das alterações que reforçaram ainda mais o estilo do modelo, a NC 750X 2016 traz agora 3 anos de garantia e passa a oferecer o serviço de assistência Road Assistance 24h pelo mesmo período.

As inovações incorporadas à NC 750X privilegiam o conforto e a segurança da pilotagem. O painel, por exemplo, também é novo e conta com o LCD maior para melhor visualização em situações de baixa luminosidade durante os deslocamentos. O para-brisa frontal foi ampliado para garantir um menor impacto do vento, e até a suspensão ganhou novos ajustes para privilegiar uma condução mais equilibrada e confortável.

Um diferencial do modelo é o compartimento de bagagens e pequenos volumes, localizado onde normalmente está o tanque de combustível em outros modelos. Item exclusivo da Honda na categoria, esse espaço foi ampliado para 22 litros e representa o ápice em conforto e conveniência para os motociclistas que precisam de um porta-volumes para guardar objetos pessoais ou até mesmo um capacete fechado.

Outra novidade incorporada à NC 750X 2016 é a possibilidade de customização das cores emitidas pelas luzes do painel de instrumentos, uma inovação que promete agradar aos que procuram dar um toque mais pessoal ao visual do conjunto. Completo e digital, o visor é amplo e traz informações dos alertas luminosos da parte elétrica e mecânica do modelo, além de conta-giros, indicador de combustível, relógio e hodômetro duplo (total e parcial).
Desempenho e conforto

Desde o seu lançamento em 2012 (originalmente com o motor de 700 cm³), a crossover NC750X se tornou um verdadeiro sucesso no mercado, não só no Brasil – onde tem a liderança de seu segmento - como também na Europa, onde hoje é uma das dez motocicletas mais vendidas. Versátil, econômica, confortável e de ótima dirigibilidade, mantém o já consagrado motor bicilíndrico em linha de 745cm³, OHC (Over Head Camshaft), 4 tempos, arrefecimento a líquido e injeção eletrônica PGM-FI (Programmed Fuel Injection). Com ótimo desempenho e rápidas respostas, o motor a gasolina da NC750X tem potência máxima de 54,5 cv a 6.250 rpm e torque de 6,94 kgf.m a 4.750 rpm.


Ajustes no mapeamento da injeção eletrônica e a adoção de um novo sistema de escape em formato esportivo, mais curto e leve, com catalisador incorporado, garantiram total conformidade do modelo com a segunda fase do PROMOT 4, (Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares). 

O desempenho e economia de combustível da NC 750X se mantiveram em uma combinação única de versatilidade e performance.A suspensão dianteira com garfo telescópico ganhou novos ajustes e componentes. Conta agora com novo amortecedor, com curso de 153,5 mm. Já a traseira do tipo Pró-link, tem curso de 150 mm e possibilidade de novos ajustes na pré-carga da mola. A distância entre eixos é de 1.534 mm, o que e privilegia a pilotagem em curvas. A NC750X versão 2016 ganhou pneus Dunlop 120/70 ZR17M/C (dianteira) e 160/60 ZR17M/C (traseira), que também garantem uma pilotagem com total conforto e segurança no rodar.

O modelo será oferecido em versão única equipada com freios ABS (anti-travamento), que propicia maior segurança em condições adversas de pilotagem, como pistas em desnível, escorregadias ou mesmo frenagens bruscas em situações de emergência. Um disco simples de 320 mm na dianteira e outro com 240mm na traseira garantem total segurança ao motociclista nestas condições.


Produzida em Manaus (AM), a nova NC 750X modelo 2016 também inaugura os 3 anos de garantia para a linha de alta cilindrada da Honda no Brasil, sem limite de quilometragem. O início de comercialização está previsto para a segunda quinzena de maio na rede de concessionárias e irá oferecer a partir de agora a todos seus proprietários o serviço de assistência Road Assistance 24h durante o período de vigência da garantia em todo território nacional. As cores disponíveis serão o preto fosco e o prata metálico, com preço público sugerido de R$ 36.500,00. O valor tem como base o Estado de São Paulo, sem despesas de frete ou seguro. 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner Gonzalez

…e teremos novos motores



Semana passada esta coluna focou em uma entrevista de Max Mosley e Bernie Ecclestone onde os dois falaram e louvaram sobre um fornecedor independente de motores de baixo custo. E não é que agora sabemos que em 2017 o regulamento terá um formato que possibilitará o uso de duas especificações de motores? O assunto explodiu ontem (segunda, 26) e encobriu a conquista do terceiro título de Lewis Hamilton, domingo, em uma corrida das mais interessantes da temporada.

Caro que sai caro muito caro
A maior fonte de renda da FOM (Formula One Management) e de seus controladores é a venda de publicidade e dos direitos de transmissão de TV. O que implica na produção de um espetáculo não apenas grandioso mas que também tenha doses de emoção para manter audiência que justifique os altos preços cobrados pelo produto chamado por uns de show biz, por outros de entertainment e para os fanáticos por automobilismo, de corridas de verdade, das boas.

O que se tem visto nas recentes temporadas, especialmente nas últimas duas, é um conto de suspense supostamente vendido em mais ou menos 50 capítulos — o número exato é o resultado de 300 km divididos pela extensão, em metros, da pista que se corre, arredondando para cima —, onde se descobre o culpado antes de se ler o prefácio. Em poucas palavras, um show pouco ou nada interessante, sinônimo de bilheteria das mais fracas… E aqui não há como deixar de falar nos efeitos colaterais, algo que afeta a saúde financeira dos cartolas de plantão e das próprias equipes.

No ambiente da F-1 contemporânea ocorre uma metamorfose onde os poderes há muito tempo constituídos dividem cada vez mais o poder com equipes cada vez mais distantes do modelo “garagista” que consolidou o modelo financeiro que fez dos Grandes Prêmios a categoria milionária que é hoje. Ocorre que o romantismo, o modus operandi e os interesses financeiros daqueles chefes de equipe perdem espaço para os executivos fiéis a grandes corporações e com uma formação que, se tem espaço para a paixão pelo automobilismo, tem espaço maior ainda para modernas técnicas de administração e quase nada para o romantismo de outras eras.

E assim é que para evitar que fonte seque, Max Mosley, Bernie Ecclestone e Jean Todt entraram em acordo e é dado como certo que o motor alternativo, de preço controlado, obedeça a um regulamento mais benevolente se comparado com as unidades híbridas de potência atualmente usadas. O preço máximo previsto é equivalente a um terço do que se gasta hoje, um mínimo de US$ 18 milhões por temporada. Mosley e Ecclestone sempre quiseram essa via, ao contrário de Todt. Os três se pronunciarem em acordo é algo que deve ser visto mais como um ato de sobrevivência digno da atual política brasileira do que uma atitude para preservar o esporte. Tanto lá quanto em Brasília, o que importa é garantir o caviar e o champagne de cada dia.

Champagne, por falar nesse hedonístico espumante feito normalmente a partir da mescla de uvas chardonnay, pinnot noir e pinnot meunier, foi algo que Lewis Hamilton consumiu no estilo típico de vencedores no último domingo. Lá em Austin, após dois de dias de muita chuva e pouco ou quase nenhum, treino, o inglês deu um chega prá lá em seu inimigo de equipe logo na primeira curva, liderou, perdeu posições e, quando parecia que a decisão título seria postergada por pelo menos uma semana, eis que Rosberg foi mais Nico do que nunca ao sair da pista quando liderava faltando nove voltas para o fim. Faltou pouco para que Sebastian Vettel aumentasse ainda sua frustração, pois chegou em terceiro lugar e se aproximava bastante do seu conterrâneo.

Não foi só Rosberg que decepcionou em grande estilo: a Williams novamente mostrou que ainda falta um ou dois dedos daqueles detalhes que fazem uma equipe competitiva se tornar uma equipe vencedora. Fora o toque que recebeu na primeira curva e uma imediata rodada, tanto Felipe Massa quanto o finlandês Valteri Bottas abandonaram com problemas na suspensão traseira. Coincidência ou não, é raro ver dois Mercedes, dois Ferrari ou dois Red Bull abandonar a mesma corrida por problemas mecânicos.

Já Felipe Nasr sobreviveu a uma largada sem praticamente ter treinado em Austin e mesmo com cinco paradas no box durante as 56 voltas da corrida, terminou em nono lugar e marcou dois pontos. Tanto quanto uma nova bandeirada que ele recebe na zona de pontos, o brasiliense ajudou a manter a Sauber à frente da McLaren, que viu Jenson Button pontuar pela segunda corrida consecutiva.

Maior rival de Nasr em seus tempos de GP2, o inglês Jolyon Palmer foi anunciado como o substituto de Romain Grosjean na equipe Lotus, em 2016. O filho do ex-piloto Jonathan é o primeiro novato a ser confirmado na F-1 para o ano que vem, situação que chama atenção para o futuro da equipe. A chegada de um inglês que ainda não disputou um GP sequer pode indicar que a Renault, caso efetivamente confirme a recompra da Lotus, deverá atuar discretamente em 2016 e concentrar seus esforços para a temporada de 2017, quando entrará em vigor o novo regulamento técnico.

Cascavel de Ouro
Enquanto o automobilismo paulista fica impedido de usar o autódromo de Interlagos — que segue liberado para eventos de música e outros —, os paranaenses deram uma excelente demonstração de dedicação e união com a realização da 9ª edição da Cascavel de Ouro, tradicional competição da cidade próxima a Foz do Iguaçu. Reunindo carros de turismo de baixa cilindrada e preparação limitada, a comunidade local promoveu de forma digna e eficiente uma festa no Autódromo Internacional Zilmar Beux que atraiu não apenas um bom público mas também pilotos de categorias topo do esporte. A vitória entre quase 40 carros ficou para a dupla formada por Natan e Ricardo Sperafico (Ford Ka) que após quatro horas de competição receberam a bandeirada 5”564 à frente do Celta de Edoli Caüs Júnior e Marlon Bastos.

WG