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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

F4 EUA: Gui Peixoto disputa última etapa em Austin e celebra chance de correr junto com a F-1


O brasileiro Guilherme Peixoto encerra neste fim de semana (2 e 3) sua primeira temporada nos monopostos e o palco deste desfecho não poderia ser melhor. O piloto vai acelerar pela Fórmula 4 Norte-americana na preliminar do Grande Prêmio dos Estados Unidos de Fórmula 1 no Circuito das Américas, em Austin, no Texas.

Em virtude da Fórmula 1, a programação será mais curta, com apenas duas corridas, ao invés de três, como aconteceu nas etapas iniciais. A disputa, entretanto, contará com um recorde de inscritos na categoria. Serão 37 pilotos no grid. Eles terão apenas um treino de 30 minutos na sexta-feira (1), antes do classificatório, que acontecerá no mesmo dia, a partir das 19 horas (de Brasília).No sábado, a primeira prova terá sua largada às 12h40 (de Brasília) e, no domingo, às 11h15 (de Brasília). Ambas as corridas terão a disputa de 10 voltas ou 25 minutos.

A pista de Austin recebe a F-1 desde 2012. Para aprender o traçado de 5,513 km e 20 curvas, Gui Peixoto intensificou os testes em seu simulador pessoal e também nos modernos equipamentos da All in Sports, em Miami. “Treinei
bastante para aprender bem a pista e chegar afiado”, comentou o piloto de apenas 16 anos.

Correndo pela equipe DEForce Racing, Peixoto ficou entre os 10 primeiros em 13 das 15 provas realizadas até aqui. Já conquistou dois pódios (dois terceiros lugares em Mid-Ohio) e uma pole position. Está em sexto lugar na classificação geral, com 95 pontos.

“As expectativas são ótimas. Na etapa passada, em Sebring, estávamos muito rápido, tanto que ganhei o troféu pelo maior número de ultrapassagens. E espero que isso se repita em Austin”, relatou o piloto, que não vê muitos problemas em ter menos treinos livres.

“É sempre bom poder treinar mais, mas não considero uma desvantagem. Se não houver muitas bandeiras amarelas, dá pra aproveitar bem esse treino que teremos. Tenho conseguido me adaptar rápido aos circuitos”, destacou Gui, que comemora o fato de correr diante desta importante vitrine que é a Fórmula 1.

Correr junto com a Fórmula 1 é, sem dúvida, uma grande oportunidade, pois acaba atraindo mais atenção e é um bom momento para ‘mostrar serviço’”, finalizou.

Confira a classificação da F-4 Norte-americana, após cinco de seis etapas (Top-10):
1. Joshua Car (Aus) 297 pontos
2. Kiko Porto (Bra) 210
3. Cristian Brooks (EUA) 173 *
4. Jose Blanco (PRI) 158
5. Arthur Leist (Bra) 146
6. Guilherme Peixoto (Bra) 95 *
7. Dylan Tavella (EUA) 73
8. Teddy Wilson (Ing) 69
9. Ryan MacDermid (Can) 42
10. Nicky Hays (EUA) 41

*Estreantes

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner Gonzalez
FIA mostrou inconsistência

Outros pilotos escaparam

Em 2018 F-3 nos EUA


Ainda é cedo para deixar de lado a punição imposta ao holandês Max Verstappen por uma ultrapassagem antológica sobre Kimi Räikkönen na última volta do GP dos EUA, prova disputada domingo no Circuito das Américas, em Austin, Texas. Nem mesmo a foto de Lewis Hamilton celebrando sua vitória no pódio junto com Usain Bolt, ambos fazendo o gesto que imortalizou o corredor jamaicano, supera em impacto a decisão da Federação Internacional do Automóvel.

Não demorou muito e a sigla da entidade (FIA), voltou a apareceu nas redes sociais com a interpretação “Ferrari International Assistance” (Assistência Internacional Ferrari), clara alusão à atitude que sugere uma forma de proteger a equipe italiana. A penalização de cinco segundos “por ter deixado a pista e ganhar vantagem” que relegou Verstappen do terceiro lugar no pódio para o quarto lugar na classificação geral da corrida foi, no mínimo, contraditória.

Analisando o fato em si fica fácil notar que o holandês certamente tirou vantagem ao enveredar por um terreno que não faz parte do palco do evento. Da mesma forma, inúmeras outras manobras similares foram notadas e nenhuma notificação oficial sobre o assunto consta dos boletins emitidos pelos comissários esportivos durante o fim de semana. Se na maioria das vezes os pilotos não ganharam posições com essa manobra sem dúvida economizaram no tempo gasto por volta, o que configura vantagem. Fica, portanto, clara a inconsistência do poder constituído sobre a aplicação da regra.

Sob a ótica esportiva fica ainda mais nítido que a decisão puniu uma manobra que é cada vez mais rara no automobilismo, especialmente na F-1. Não restam dúvidas que Max Verstappen consolida sua imagem sobre um estilo de pilotagem dos mais arrojados e marcado por uma ou outra manobra mais temerária. Não foi este o caso da ultrapassagem que surpreendeu ao seu rival da Ferrari: o próprio Räikkönen reconheceu que foi surpreendido pela atitude do holandês. Tirar-lhe o terceiro lugar soa como desestímulo para que manobras espetaculares voltem a acontecer.

Num cenário onde o arrojo é algo que valoriza o atleta e o esporte, a decisão da FIA vai contra o trabalho desenvolvido pela Liberty Media para recuperar a imagem da F-1. Várias ações promocionais praticadas no fim de semana, entre elas a entrada dos pilotos num estilo já usado em outros esportes e a inédita atitude de apoiar uma causa universal (a campanha do outubro rosa), mostram o esforço dos novos promotores. Certamente a FIA deveria colaborar um pouco mais com esse trabalho.

Falando em promoção, parece que os dias de Daniil Kvyat na F-1 parecem ter acabado, pelo menos no que diz respeito à sua permanência na Scuderia Toro Rosso. Como esta coluna previu na semana passada, o neozelandês Brendon Hartley continuará na equipe no GP do México, marcado para domingo, na capital mexicana, e Pierre Gasly volta à ativa depois de se ausentar para disputar a final do Campeonato Japonês de Super Fórmula. Gasly e Hartley deverão ser confirmados em breve como pilotos do time B da Red Bull para a temporada de 2018.

Falando em promoção, parece que os dias de Daniil Kvyat na F-1 parecem ter acabado, pelo menos no que diz respeito à sua permanência na Scuderia Toro Rosso. Como esta coluna previu na semana passada, o neozelandês Brendon Hartley continuará na equipe no GP do México, marcado para domingo, na capital mexicana, e Pierre Gasly volta à ativa depois de se ausentar para disputar a final do Campeonato Japonês de Super Fórmula. Gasly e Hartley deverão ser confirmados em breve como pilotos do time B da Red Bull para a temporada de 2018.

Super Fórmula –Ironicamente a ausência de Gasly no GP dos EUA aconteceu porque ele tinha condição de se sagrar campeão da categoria japonesa: a corrida acabou cancelada por causa das chuvas e Hiroaki Ishiura foi declarado campeão com apenas meio ponto de vantagem sobre o francês. Ainda no quesito pilotos no estábulo do touro vermelho foi anunciada a renovação de contrato de Jos Verstappen até a temporada de 2020, notícia que surpreendeu Daniel Ricciardo. Já se pode esperar que o australiano olhará com mais carinho ofertas para mudar de equipe ao final de 2018.

Quarto título – A vitória de Lewis Hamilton e o segundo lugar de Sebastian Vettel – que chegou a liderar as primeiras voltas da competição -, deixaram o inglês com uma mão e dois dedos na taça de campeão da temporada. Resultado que o deixará empatado com o alemão em número de títulos mundiais. Para selar a conquista Hamilton precisa marcar nove pontos nas últimas três provas da temporada (México, Brasil e Abu Dhabi), desempenho que supera a condição de “mais do que provável” e é bastante próximo do “já ganhou”.

Mercado americano – O sucesso do programa Mazda Road to Indy, considerado o mais completo na formação de novos pilotos de monopostos em todo o mundo, fez a FIA se mexer. No fim de semana de Austin foi anunciado o primeiro campeonato regional de F-3 de acordo com as novas determinações da entidade e que será promovido pelo Sports Car Club of America, o SCCA. O torneio será disputado com monopostos Ligier, fabricados pela Onroak, e equipados com motor Honda de 270 hp, 2 litros e turbo compressor. O calendário de provas ainda não foi anunciado e é provável que ele coincida com as datas do campeonato estadunidense de F-4, também promovido pelo SCCA.

Nas estradas paulistas – Competição de subida de montanha disputada sábado em percurso de 4,2 km na estrada que liga Monte Alegre do Sul a Serra Negra conseguiu boa aprovação entre os cerca de 30 pilotos que disputaram a prova. Com algumas melhoras, particularmente na promoção e divulgação, o evento pode conquistar um lugar interessante no calendário paulista. O melhor tempo do percurso foi obtido por Ricardo Wormke, que registrou a marca de de 2’31″67 com seu Mitsubishi Lancer Evo.




Wagner Gonzalez
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(11) 5044 9529

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

P ZERO ULTRAMACIO SERÁ ROSA NOS ESTADOS UNIDOS

A temporada 2017 da Fórmula 1 terá neste fim de semana, em Austin, no Texas, Estados Unidos, uma etapa com um objetivo ainda maior do que a definição do título do campeonato. Enquanto na pista, Lewis Hamilton, da Mercedes, pode conquistar seu tetracampeonato, o mundo estará de olho, também, em iniciativas do Outubro Rosa. Entre as empresas que apoiam esta campanha está a Pirelli, que levará seus pneus P Zero com o composto ultramacio na cor rosa.

Sendo o pneu mais macio da sua gama disponível na Fórmula 1, o ultramacio, que normalmente pode ser identificado pela cor roxa na sua lateral, foi o escolhido para demonstrar o apoio da fabricante italiana a campanha de prevenção de câncer de mama que, todos os anos, afeta milhões de mulheres e homens em todo o mundo.

Outubro Rosa

O laço cor de rosa foi o símbolo escolhido para representar o mês quando inúmeras campanhas para prevenção ao câncer de mama são feitas ao redor do mundo. Além disso, pesquisas médicas, com o objetivo de procurar a cura da doença, são financiadas graças a doações recebidas neste período. Todo este esforço global tem um objetivo: tornar o câncer de mama uma doença com 100% de possibilidade de recuperação para todos os pacientes.

domingo, 17 de setembro de 2017

Com Nelsinho em Austin e Pedro em Mogi, família Piquet faz dois pódios em provas de Endurance

Com uma atuação marcada pela velocidade e regularidade, Nelsinho Piquet obteve seu melhor resultado na temporada-2017 do Mundial de Endurance ao terminar as 6 Horas de Austin, nos Estados Unidos, na segunda colocação da categoria LMP2.

Aliás, por pouco o segundo lugar não se transformou em vitória, depois que os líderes da prova tiveram um problema na luz traseira do protótipo #36 a poucos minutos do fim, e foi necessário um pit stop extra. No fim, Piquet terminou a 20 segundos da liderança.

Nelsinho dividiu a pillotagem do protótipo #13 da Rebellion Racing com o suíço Mathias Beche e o dinamarquês Daniel Heinemeier-Hansson. Depois do segundo lugar do trio no grid de largada da categoria, Piquet Jr. foi o responsável pelo segundo stint da tripulação.

No seu primeiro turno, Piquet Jr. se manteve em segundo lugar, sempre próximo ao líder, e entregou o carro a Heinemeier-Hansson. No entanto, o dinamarquês foi fechado por um adversário, rodou e ficou parado no sentido contrário, perdendo valiosos segundos.

Numa corrida marcada pelo sol forte e um calor de 35 graus, o protótipo #13 chegou a figurar na sétima colocação. Mas, depois de um safety car, Mathias Beche começou a recuperação do trio e subiu para quarto. Nelsinho pegou novamente o carro e o entregou a Heinemeier-Hansson, que caiu para quarto.

Beche reassumiu o carro no começo da penúltima hora e, com um bom ritmo, reconduziu o trio ao segundo lugar. Piquet Jr. voltou à pista no fim e manteve uma diferença tranquila para o outro protótipo da Rebellion Racing, que vinha em terceiro.

Depois da fase americana, a próxima etapa do FIA WEC será realizada no circuito japonês de Fuji, dia 15 de outubro.


Pedro Piquet volta à Porsche Império GT3 Cup em terceiro
Voltando a correr com um Porsche 911 depois de um ano, Pedro Piquet competiu neste sábado na abertura do Porsche Império GT3 Cup Endurance em dupla com Marçal Müller e, de cara, já levou um troféu pelo terceiro lugar.


Pedro foi o segundo a pilotar o carro #5 e no começo a estratégia os deixou mais para trás, mas depois a dupla se recuperou e, mesmo com problemas de câmbio na parte final da prova, ainda foi possível Pedro terminar a corrida.

No próximo fim de semana, Pedro vira novamente a chave para a FIA F3 Euro, com a rodada tripla em Spielberg (Áustria).


O que eles disseram:
"Finalmente conseguimos fazer uma corrida com um grande resultado! Tivemos uma grande sorte com uma entrada do safety car, até que enfim a sorte virou para o nosso lado. O carro estava bom e deu tudo certo, e equipe mereceu o resultado, trabalhou muito bem. Agora faltam três corridas para o fim da temporada e terminar essas provas no pódio seria bom para o fim do campeonato"

Nelsinho Piquet


“Foi muito divertida a prova. A gente optou pelo Marçal largar, o que era um desafio, porque tinha concorrentes bem rápidos no começo. E ele andou muito bem! Depois fizemos algumas paradas a mais no começo, para tentar ganhar vantagem no final e acabamos fazendo uma prova contra o relógio. Tivemos algumas disputas, mas na maioria da prova é você contra você mesmo, tentando poupar o carro e não forçar demais os pneus. Aliás, neste ano os pneus Michelin duram muito mais e tive que adaptar minha guiada comparada com os outros anos, podendo andar muito mais rápido por muito mais tempo. No final tivemos um probleminha no cambio faltando três voltas, mas deu para terminar em terceiro”
Pedro Piquet

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

domingo, 23 de fevereiro de 2014

O desafio logístico do FIA WEC para a Audi

 
O novo Audi R18 e-tron quattro estará presente nas oito etapas do Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC) deste ano, que estão divididas entre pistas da Europa, Ásia e das Américas do Sul e do Norte. Antes dos pilotos assumirem o volante, é o time de logística da Audi Sport Team Joest, quem trabalha duro para transportar todo o material necessário ao redor do planeta."Um campeonato mundial como o WEC não é apenas um desafio desportivo e tecnológico para as fábricas. Elas também precisam estar altamente preparadas do ponto de vista logístico, para tudo funcionar dentro do cronograma", comenta o chefe da Audi Motorsport, Dr. Wolfgang Ullrich. "No Audi Sport Team Joest, nós contamos com um time que já se sente em casa em todas as pistas do calendário e que trabalha conosco há anos. Esse entrosamento é fundamental para cumprir cada detalhe do processo de logística".

Os testes de pré-temporada, que começaram em janeiro, representam o início do calendário sob o ponto de vista logístico, ainda que sejam a parte mais fácil dele. Depois da rodada de abertura do Mundial de Endurance, marcada para 20 de abril em Silverstone, na Inglaterra, a segunda etapa do ano será realizada apenas duas semanas depois, em Spa-Francorchamps, na Bélgica. Mais quatro semanas e, no primeiro fim de semana de junho, todo o equipamento deverá estar em Le Mans, na França, para o dia de testes visando a prova de 24 Horas que será disputada nos dias 15 e 16 do mesmo mês. Em solo europeu, todo o equipamento, incluindo os carros da Audi Sport e Audi Sport Team Joest, será transportado por caminhões.

A marca das quatro argolas está preparando três protótipos para as corridas de Spa e de Le Mans. E nas demais provas do FIA WEC, usará dois modelos Audi R18 e-tron quattro. E o primeiro desafio fora da Europa será 14 semanas depois da prova na França, com a etapa em Austin, nos Estados Unidos. A própria organização do Campeonato Mundial oferece uma infraestrutura logística para todos os times e, assim, transportará cerca de 200 toneladas de componentes através de aviões de carga. Além disso, alguns materiais podem ser transportados para determinadas corridas através de frete marítimo. Partindo da Europa, serão cerca de 49 mil quilômetros a serem percorridos entre as etapas dos Estados Unidos (Austin, 20 de setembro), Japão (Fuji, 12 de outubro), China (Shanghai, 02 de novembro), Bahrein (15 de novembro) e Brasil (São Paulo, 30 de novembro), além da volta para a Alemanha. "O equipamento não volta para a Alemanha no período entre as etapas", conta Chris Reinke, chefe da LMP na Audi Sport. "Isso significa que a gente precisa considerar uma quilometragem limite para cada componente do carro, além de eventuais acidentes. Existem componentes com desgaste bem peculiar, que precisam ser trocados em ciclos definidos. E também existem as peças que são usadas várias vezes."

Além dos carros e das peças de reposição, as ferramentas (que incluem chaves, plataformas de elevação e outros itens da garagem) também viajam de avião. Os membros da equipe guardam cerca de 36 toneladas de material em 176 cases de voo. O transporte das pessoas ligadas ao time também é planejado com precisão cirúrgica. Uma equipe especializada em set-up e desmontagem viaja para as corridas de 6 Horas um dia antes para receber o equipamento e montar os boxes. E fica um dia a mais no autódromo, desmontando e despachando novamente o aparato. Consequentemente, estes são eventos que podem durar entre 10 e 12 dias para alguns integrantes da equipe, dependendo da localização. E para os especialistas em logística, a temporada começa sempre em dezembro. A de 2014, por exemplo, começou logo que a equipe retornou da viagem ao Bahrein, onde foi encerrado o campeonato do ano passado.