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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Wagner Gonzalez em Conversa de pista


Wagner Gonzalez
ECCLESTONE, 86, SE APOSENTA
Novos donos da F-1 querem mudar a gestão do negócio
Equipes ainda indecisas sobre novos métodos
Bernie vira presidente emérito.




Bernie Ecclestone fora da F-1 sempre foi  a maneira mais fácil de fazer alguém lembrar de 1º de abril, data mundialmente conhecida como o Dia da Mentira. Mencionar essa possibilidade no começo do ano soa até como as tendências de marketing adotadas pelos supermercados brasileiros, que durante o carnaval ensaiam as primeiras ofertas de ovos de Páscoa. Desta vez, porém, é oficial, carimbado e tem firma reconhecida: o grupo Liberty Media, novo proprietário da categoria, não está disposto a perder tempo para impor um novo padrão de trabalho e anunciou ontem que o cargo do veterano veterano inglês agora é ocupado por Chase Carey. Ecclestone, de 86 anos, assume a posição de “presidente emérito”, algo bem distante daquela ocupada desde que começou a criar seu império no início dos anos 1970. Ele mesmo ainda não sabe as atribuições de sua nova posição, de acordo com suas palavras à revista alemã Auto Motor und Sport:

“Não sou mais o chefe da empresa, meu lugar agora é ocupado por Chase Carey. Minha nova posição é algo como presidente honorário, embora eu não saiba o que isso significa.”

Já houve tentativas de eliminar Bernie da equação de negócios do universo Fórmula 1, tanto no lado administrativo (nas décadas de 1970/80 o então presidente da Federação Internacional do Automóvel, Jean-Marie Balestre era o adversário número 1) quanto financeiro, algo mais recente. Na briga contra a FIA chegou-se a anuciar a criação da WMSF, ou Federação Mundial do Esporte a Motor conforme a sigla em inglês. Mais recentemente Ecclestone teve que pagar multas milionárias para manter-se à frente quando o fundo de investimentos CVC Partners assumiu o controle acionário da categoria. Desta vez, 66 anos após sua estréia como piloto, em Brands Hatch, é para valer.

O estilo do inglês sempre teve como único foco obter lucros cada vez maiores e deixar em segundo plano os aspectos técnico e esportivo que muitos insistem em enxergar como a razão de existência da F-1. Se nos anos 1950 havia interesse das fábricas em usar a categoria para promover e desenvolver tecnologias, a partir da década seguinte esse interesse praticamente desapareceu à exceção de fabricantes de pneus e uma ou outra marca de automóveis. Durante um bom tempo o mundo dos Grandes Prêmios foi quase que exclusivamente uma opção de entretimento que reunia elites, aspirantes a celebridade e alguns pilotos de destaque. Para cada campeão mundial ou vencedor de Grande Prêmio que existiu – pilotos em sua essência -, havia sempre um múltiplo de milionários e diletantes que completavam os grids. Não fosse isso os construtores não teriam vendido tantos automóveis a equipes particulares e aos mecenas de plantão. A partir de 1980 grandes marcas entraram e saíram da F-1 ao sabor dos ventos soprados pela situação econômica vivida por cada uma.

Isso não depõe contra a categoria, pilotos, construtores ou mesmo Ecclestone, que enxergou na falta de liderança dos construtores uma forma de ganhar muito dinheiro e gerar riqueza para todos eles, nem sempre de forma equilibrada, diga-se de passagem. Esses ganhos vieram da venda dos direitos de transmissão por TV e rádio, taxas cobradas de promotores locais, publicidade nas pistas, venda de espaços VIPs e, nos últimos tempos, de governantes ansiosos por reposicionar seus países no mercado internacional de turismo e opções de investimento. De lado ficaram a tradição e a atenção ao público aficionado como aquele que acampava em autódromos; ou seja, esqueceram que uma corrente é tão forte quanto seu elo mais fraco.

Ao investir algo além de US$ 8 bilhões no negócio F-1 a Liberty Media não tem dúvidas que recuperar esse investimento exigirá um trabalho ainda mais impressionante. Tanto quanto pela fama de centralizador, Bernie também será lembrado por capacidade incrível de trabalho. Para dar conta do recado Carey anunciou ontem a contratação de dois pesos pesados em suas especialidades para dividir as tarefas: Ross Brawn será o responsável pela área esportiva e Sean Bratches (ex-ESPN) pelas operações comerciais.

Ideias, projetos, projetos para tanto não faltam: cortar o bônus anual que a Ferrari recebe por ser Ferrari – Ecclestone sempre nutriu admiração pela marca e, principalmente, por seu fundador Enzo Ferrari -, transformar cada etapa do Mundial de F-1 em um evento semelhante ao Super Bowl americano, a final do campeonato de futebol norte americano – sim, o futebol “deles”-, prestigiar os circuitos mais tradicionais do calendário, que perderam espaço para países como Azerbaijão, India e Turquia (os dois últimos já eliminados do calendário), explorar mercados mais interessantes, como Nova Iorque e Los Angeles...

A lista é longa e no meio do caminho há muitas pedras, não apenas uma, entre elas aquela que pode entrar no sapato dos novos administradores: tornar as equipes acionistas do negócio. A ideia da Liberty para manter os times motivados e envolvidos no negócio ainda não convenceu os executivos dos principais construtores a aderir à proposta, nem mesmo oferecendo os papéis por um preço subsidiado. Quem sabe porque essas ações não tenham direito a voto, quem sabe porque essas equipes fabricam carros de corrida e não são companhias de investimentos, quem sabe...? Se não é fácil mudar hábitos e padrões de comportamento em qualquer empresa mesmo quando toda a força de trabalho canta no mesmo tom, imagine num coral onde a globalização começa pelo número de nacionalidades envolvidas desde os camarins onde se fabricam os carros de corrida, passando pelos artistas e chegando ao local onde o picadeiro é montado...

Manor, esperança é a última que morre

Há meses a Manor Grand Prix ocupa a UTI da F-1, mas o time inglês ainda mantém bem ativos os sinais vitais: o dinheiro que tem em caixa pode garantir a presença da equipe primeira sessão de testes de pré-temporada, entre os dias 27 de fevereiro e 2 de março. Isso, porém, só vai acontecer se aparecer alguém disposto a bancar a temporada 2017 do time antes do hora marcada para o último suspiro, dia 31 de janeiro.

Segundo o site da BBC, o empresário Ricardo Galael (proprietário da KFC e várias outras empresas na Indonésia) estaria interessado em investir, até mesmo adquirir a operação F-1 da Manor. Sean, o filho de Galael, disputou a GP2 no ano passado pela equipe Campos e seria um dos motivos desse interesse. O nome de Ron Dennis também foi ventilado como possível participante de um consórcio para salvar a equipe. Caso o negócio prospere o time inglês disputaria as primeiras três provas da temporada com o carro de 2016 e somente no GP da Rússia (Sochi, 30 de abril) estrearia o modelo construído de acordo com o regulamento deste ano, que permite monopostos e pneus de maiores dimensões.

Começa temporada paulista
O autódromo de Interlagos recebe neste fim de semana sete categorias para disputar a rodada de abertura do Campeonato Paulista de Velocidade no Asfalto, com treinos na sexta-feira e competições no sábado e domingo. As categorias admitidas no programa que você pode ver aqui são F-Inter, F-1600, F-Vee (prova extra-campeonato), Força Livre, Classic Cup, Marcas e Pilotos e Clássicos de Competição.

WG

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Paulo Plutarcho faz melhor volta e chega em terceiro na Clássicos “B” do Campeonato Paulista

Texto: Robério Lessa – Foto: Anderson Zambrzycki e Divulgação.

Foi um domingo de muita emoção para os integrantes da equipe Boteco Praia (Totolec, Boteco Praia, Impulse Boutique do Corpo, Pronutrir, Piquet Blindagem), que fez neste fim de semana sua estreia no Campeonato Paulista de Automobilismo, disputado no Autódromo de Interlagos (José Carlos Pace), em São Paulo (SP).Se no sábado (18) os resultados já haviam deixado todos animados, no domingo (19), logo na primeira corrida do dia, disputada pela manhã, Paulo Plutarcho teve uma atuação maiúscula e lutou pela vitória até a última volta.

Festa cearense em Interlagos
Paulo entrou na corrida dos Clássicos com o Voyage número 131 e foi melhorando seu tempo a cada giro. De dois minutos, 28.456 segundos ele foi baixando o tempo até conseguir a melhor volta da corrida na nona passagem das 13 programadas. A marca de Paulo ficou em dois minutos, :17.438 segundos, com uma média horária de 112,868 km/h.Tal desempenho refletiu na pista quando encostou nos pilotos José Morgado  e Devair Tridico. Os três chegaram próximos valorizando as posições do pódio com Morgado em primeiro; Devair  em segundo; e Plutarcho em terceiro.

Ao final, Paulo elogiou o trabalho da equipe e destacou a qualidade da preparação do carro que ficou à cargo dos preparadores Moisés Souza e Sérgio Ventura (Saúva). “Foi uma grande corrida. Digo isso não só por mim, mas também pelos outros pilotos. Eu estou muito feliz, não podia ser melhor nossa estreia. Quero agradecer a cada um dos que nos ajudou a estar aqui e destacar o trabalho do Moisés e do Saúva que fizeram, em Fortaleza, um carro competitivo para chegar aqui em São Paulo e poder andar ao lado dessas feras em ritmo competitivo”, disse.

O Campeonato Paulista de Automobilismo reúne as categorias Classic Cup, Copa Fusca, Copa Marshal de Marcas e Pilotos, Fórmula Vee, e Força Livre Top Series (Protótipos).

Confira o resultado final da categoria Clássicos:
Clássicos Comp. / Prova – 1ª Etapa
1) 58-Rogerio Mendes (D), (13 voltas) 32:30.498
2) 777-Thiago Perez (A), à .419
3) 73-Marcelo Fortes (D), à 4.082
4) 20-Ricardo Magnusson (D), à 8.454
5) 757-Fabio Quintela (C), à 12.750
6)(01)  7-José Morgado (B), à 12.770
7) (02) 62-Devair Tridico (B), à 16.241
8) (03) 131-Paulo Plutharco (B), à 20.351
9) (04) 273-Everton Wagner (B), à 34.285
10)(05) 17-Carlos Szepkuthy (B), à 47.707
11) (06) 883-Angelo Sinno (B), à 1:01.128
12) 47-Carlos Gomes (D), à 1:19.133
13) (07) 89-Jason Machado (B), à 1:22.151
14) 4-Eugenio Olivo F. (D), à 1:28.360
15) 118-Cleber Machado (D), à 2:23.183
16) 18-José Teixeira (A), à 1 volta
17) (08) 33-Antonio Ferreira (B), à 1 volta
18) 28-Wilson Ferreira (D), à 1 volta
19) 56-Luciano Silva (A), à 1 volta
20) 66-Rodrigo Wagner (D), à 5 voltas
21) 34-Luiz Finotti (D), à 7 voltas
22) (09) 76-Denis Mendonça (B), à 8 voltas
23) 59-Marcelo Caslini (D), à 10 voltas
24) (10) 78-Luiz Teixeira (B), à 11 voltas
26) 538-Artur Bottura (C), à 34.526
27) 1-Regis Cava (D), à 2 voltas


Melhor Volta: Paulo Plutharco (131), 2:17.438 (média de 112,868 km/h), na 9ª volta

Davi Plutarcho Surpreende e chega em segundo na segunda bateria da Força Livre na abertura do Campeonato Paulista

Texto: Robério Lessa – Foto: Anderson Zambrzycki

O piloto cearense Davi Plutarcho (Totolec, Boteco Praia, Impulse Boutique do Corpo, Pronutrir, Piquet Blindagem) foi a grande sensação da segunda bateria da primeira etapa da Força Livre Top Series, que integra o Campeonato Paulista de Automobilismo, disputada na tarde deste domingo (19), no autódromo José Carlos Pace (Interlagos), São Paulo.

Largando da última fila do grid de largada, o jovem piloto que faz em 2014 seu segundo ano no automobilismo após estrear no Norte Nordeste de Protótipo e conquistar o título da categoria CTM em 2013, teve o comportamento de um veterano na pista paulista. Sem se precipitar, foi galgando posições a cada volta até levar seu Spyder número 13 à quarta colocação, e segundo lugar na sua categoria (PA) para a alegria de vários cearenses que se juntaram aos integrantes da equipe Boteco Praia em uma comemoração efusiva o ver o bólido verde e branco cruzar a linha de chegada e receber a bandeirada.

“Eu precisava fazer uma corrida de recuperação saindo da última fila. Foi incrível receber a bandeirada na segunda colocação. Para mim foi uma vitória, e isso me deixa mais motivado para a próxima etapa”, disse Davi, que comemorou muito ao lado de seu pai, Paulo Plutarcho e sua mãe Aurelie Plutarcho, a quem dedicou à vitória.

Resultado: Força Livre Top Series- 1ª Etapa – 2ª Bateria
01 Marcos Philippi V8
02 Ney Faustini V8
03 Paulo Andrade PA
04 T. Sobrinho/ D. Plutarcho PA
05 Humberto Guerra PA
06 Gilberto Koike PA
07 Jefferson Almeida TB
08 Flavio Santos PB
09 Robson Duarte PB
10 Ricardo Gargiulo GT
11 J. Park/ C. Ortolani PA
12 Jeferson Pilon TB


O Campeonato Paulista de Automobilismo reúne as categorias Classic Cup, Copa Fusca, Copa Marshal de Marcas e Pilotos, Fórmula Vee, e Força Livre Top Series (Protótipos).