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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 0318 – 22.01.2018 edita@rnasser.com.br 

O NAIAS, de picapes, suvs, e híbridos
NAIAS, o North American International Auto Show, não é apenas mais uma das mostras pontuais com realização periódica para mostrar lançamentos de automóveis. Difere do usual: é personalístico por ocasião, forma e conteúdo. Começa pelo fato de não ser realizado por empresa de eventos, mas união de concessionários de veículos operando em Detroit, EUA, sempre referenciada como a Capital do Automóvel por basear quantidade de atividades industriais. 

A particularização continua pela ocasião, ao início de janeiro, ao lado do usualmente congelado Rio Windsor, separando os EUA e o Canadá, em período de pouco turísticos gelo e neve. Neste ano temperaturas andaram menores exigindo espessa roupa invernal, casacos e botas extra pesados. Como manifestação celeste, e para tornar perigoso o trânsito em vias congeladas e de pouca aderência e muitos acidentes, ainda houve a queda de um asteroide.

Se tão diferenciado, tem expressão mundial, sedia apresentações e lançamentos para o mercado de todo o mundo, mas é direcionado aos compradores dos EUA e Canadá. Para entender: você sabe qual é o carro mais vendido nos EUA ? Não, não é presumível sedã, como no restante do mundo, mas um picape, no caso o F 150 Ford. E os concorrentes não ficam atrasados, GM tem o Silverado, segundo mais vendido, e FCA, com a marca Dodge, o Ram 1500, terceiro na grade. Há picapes Honda e Toyota, mas não se alinham com a volumetria cúbica das marcas nativas.

Não se sabe se os compradores forçaram à dedicação em picapes, ou se o mercado escolheu o caminho. Afinal, neles o lucro unitário em muito supera o de automóveis e utilitários esportivos, e este é o indutor capitalista.

Ranger chama atenções por voltar à produção no país de origem após ausência de oito anos. Estilo melhor, mais leve, menos macho-man, e construtivamente apresenta o caminho tradicional do amplo emprego de chapa de aço para moldar cabine e carroceria, ao contrário do líder F150 inovando no uso das chapas e enorme percentual de partes em alumínio. Interior cuidado em infodiversão e equipamentos de automóveis.

Ford insiste em dizê-lo exclusivo para os EUA, mas a construção simplória – vamos combinar, fazer picape é coisa primária. Um macaco bem ensinado é capaz de cometer um - permite ser repetida na Argentina, base sul americana para fazer picapes. O Ranger vendido no Brasil comemorará em 2018, 20 anos da operação regional.

FCA, iniciais da Fiat + Chrysler, tem sensíveis lucros com operação nestes veículos, os mais vendidos e lucrativos dentre os produtos de alta produção na marca – Maserati e Ferrari não contam. Picape é o rótulo, a cara do mercado norte-americano, e a previsão de vendas neste exercício é de recordistas 500 mil unidades. Outra surpresa projetada para o exercício será a ultrapassagem do Silverado pelo RAM, a melhor prova de boa gestão da marca, induzindo melhorar o produto.

Para passar a GM deve vender mais de 85.000 u/a. Novo RAM mede 22 cm acima do modelo anterior, sendo 10 cm na cabine, para maior conforto, incluindo inclinar o encosto do banco traseiro, e adições pró conforto focaram infodiversão. O chassi emprega 98% de aço de elevada resistência; motores V6, 3,6 litros e V8 5,7 litros, 15/85 e L-4 3,0 litros, diesel, transmissão automática oito velocidades; capacidade de reboque em 5,7 t.

FCA passou por processo depurativo, cortou sedãs medíocres, concentrou a pouca verba restante dos grandes gastos no Alfa Romeo Giulia e Stelvio para melhorar a operação RAM, com vendas imediatas – um trimestre, ou ¼ do exercício antes da chegada do GM Silverado, com previsões de vendas no outono sobre equatorial, em três meses. Se Max Manley, à frente da RAM e autor de sua ascensão no mercado, conseguir a façanha, terá garantido sua senha para promoção na grande mudança de cargos e postos na FCA daqui a dois anos quando o polêmico Sergio Marchionne, atual CEO, deixará o cargo.

Jogo Duro
Mostras como esta exibem a ausência de um trabalho acadêmico sobre a evolução ou involução da humanidade no consumir veículos cada vez maiores, mais pesados pela expansão do uso de maior quantidade de materiais, condenáveis ecologicamente pela crescente utilização de materiais com extração e processos nem sempre adequados ao meio ambiente, e portadores em suas vastas caçambas e espaços, da incômoda dúvida: porque são planejados para oferecer capacidade de carga e trabalho muito superiores à necessidade e ao uso?

Quem, dos visitantes sul americanos ou europeus, esperava encontrar um novo VW Amarok, decepcionou-se. Veículo já superou o ciclo de vida como produto, mas não foi revisto. Além dos picapes das três maiores participantes no mercado, houve apresentação de utilitários esportivos, como a nova geração do VW Tiguan, agora para 7 passageiros – crescendo em tamanho e preço, abrindo caminho a renca de sucessores menores. Marca terá um SUV/SAV em cada segmento.

Utilitários esportivos e crossovers representaram 10% de crescimento na Mercedes, cujo picape Classe X inicia ser vendido a partir da Espanha e, final do próximo ano, na América Latina. Tais veículos dominaram o estande Mercedes, ante realidade do crescimento ter permitido superar a rival BMW no segmento de SUVs.

 A demanda pelos modelos GLA e GLC fê-la o maior fabricante de carros Premium pelo segundo ano consecutivo, ao vender 620 mil unidades, ¼ das vendas da marca. A Mercedes prepara novos concorrentes com tal formato. Surpresa foi novo jipe G. Bem dotado, preço superior, apesar da Mercedes afirmar ter prejuízo com a operação de pequenos números, mudou-o completamente, iniciando novo ciclo.

No caminho de implementar opções em picapes, com o Ranger, Ford também incrementou o Edge, de tíbia presença no mercado brasileiro. Tomou inspiração nas versões M BMW e AMG Mercedes, preparando-o para melhor performance, incluindo desenvolvimento da transmissão automática de 8 velocidades e motor V6, 2,7 litros, duplo turbo, 340 cv.

De automóveis apresentados, o VW Jetta chegará no Brasil, produzido no México – há vertente de produção local, dentro da nova visão da empresa tornando o país líder nas exportações para a América Latina. Utiliza a racional plataforma MQB, flexível em dimensões. Aqui baseia o Golf, o Polo e o Virtus, de apresentação próxima. 

Cresceu, tem dimensões assemelhadas do Passat, e missão importante, apagar, fazer esquecer os problemas com as emissões ilegais dos motores diesel no tal Dieselgate. Na esteira de sedimentar-se como maior produtor mundial de veículos, VW investirá solidamente no grande mercado norte-americano – US$ 3,3Bi até 2020 – para vintena de novos produtos.

Quem
Na prática, quantos dentre os modelos lançados em Detroit virão para o Brasil?
Poucos, por fatores diversos, a começar pela falta de interesse das marcas produtoras – por exemplo GM e Ford importam restritos modelos, e a importação por agências particulares nem sempre entusiasma o interessado. Dos produtos com tecnologia híbrida algumas unidades poderão ser trazidas, mas apenas como representantes folclóricos. E a legislação regulatória da indústria automobilística brasileira, de vigor recém encerrado, reduziu o mercado para os importados, e por complicações intestinas, a nova ainda não foi baixada, intranquilizando mercado e importadores por desconhecer carga tributária, gravames, penduricalhos, incidentes sobre os veículos.

Híbridos ou elétricos, exceto pelo Toyota Prius com operação bem estruturada de importação, vendas e assistência – e pedidos ao Governo Federal para impostos favoráveis à produção local -, deverão ser coisa de referência institucional, nada sólida ou densa. Afinal, para uma operação com frota elétrica, falta-nos o insumo básico, a disponibilidade de energia elétrica. Há, a se lembrar igualmente, automóvel é visto no desorganizado Brasil, sob o aspecto tributário, como bem supérfluo, daí a tributação nos portos e nas ruas, reduzindo suas vendas.

Roda-a-Roda
Gente – Mariana Romero, analista, novo rumo. OOOO Porsche Brasil procura profissional para exercitar assessoria de imprensa. OOOO Dentre empresas alemãs de automóveis VW, Mercedes e Audi fazem bem tal trabalho. OOOO Dan Gurney, 87, piloto, passou. OOOO Retrato do corredor californiano dos anos´50, alto, bem apessoado, dentadura equina, dirigiu e ganhou em quase todas as categorias, de Fórmula 1 a 24 Horas de Le Mans. OOOO Criou o gesto de aspergir champagne do podium. OOOO

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 3315- 14.08.2015 - edita@rnasser.com.br  


Duster 4x4 em bom ponto de equilíbrio

O Duster chegou tarde às vendas no segmento aberto pelo Ford EcoSport. Mas se demorou, não perdeu. Logo disputou a liderança no setor. Fórmula adotada pela Renault para fazer este SAV – Sport Athletic Vehicle – é melhorada em relação à receita da Ford, vestir a plataforma do Fiesta com o Eco. A Renault alterou a base do Logan, muito reforçada, coisa de projeto antigo para país jogo duro em estradas e assistência, como a Romênia, onde se originou. É resistente e sem intimidades com mecânicos, como seus irmãos Logan e Sandero. Não sei porque os taxistas não o adotam, maioria submetendo os clientes a carros sub dimensionados ao serviço.

Estética vende a imagem de volume e altura, demandada pelos compradores destes veículos. Opções de motor 1.6 nacional e 2.0 importado. O automóvel motivador deste texto é versão superior, 2.0, 16V, 143/148 cv de potência, 20,9 m.kgf em torque, tração nas 4 rodas e transmissão manual com 6 velocidades. Não há 4x4 automático.

Por partes
Bem arrumado, bem finalizado. Bancos revestidos em elegante combinação de couros, laterais em material sintético. Motorista se ajeita bem aos comandos, boas regulagens de banco e da posição do volante.

Espaçoso, recebe com conforto os passageiros do banco posterior e o porta malas as abriga em quantidade de viagem. Tem 4,39m de comprimento total e 2,67m de entre eixos. Na unidade testada tela com GPS, computador, equipamentos eletrônicos pró-estabilidade.

Agradável em uso – se o usuário souber utilizá-lo. Tem peculiaridade construtiva, dimensionada a eventual necessidade da tração total em situações de difícil superação, coisa rara, relação de marchas especial. Assim, a primeira marcha é muito reduzida. A cada 4,45 voltas do motor transmite apenas 1 à coroa de transmissão. A consequência disto no dia a dia é dispensar seu uso para arrancadas no plano. Sai-se em segunda e toca-se a vida. Quinta e sexta são multiplicadas: 0,87 e 0,67:1, para manter rotações e consumo baixos.

Estável apesar da elevada altura livre do solo de 21 cm, para as estradas de terra e cascalho permite condução rápida e segura, dependendo da qualidade da mão de obra a conduzi-lo. Girando o botão de comando da tração para Auto ou 4x4, este sistema e as travas eletrônicas anti patinação, as suspensões independentes se acumpliciam à segurança do condutor apressado.

Automóveis evoluem, motoristas não. Grande maioria das pessoas sequer sabe o que e o para que quando compra um veículo novo – Mitsubishi dá curso para quem compra seus 4x4 e não tem noção de utilidade. Veja a nota abaixo. Alguns leem o mandatório Manual de Proprietário, o Manuel. Outros guardam no porta luvas, e conduzem os veículos como se fossem todos iguais. Ao devolver o automóvel na revenda Premier, proprietário de unidade idêntica comentou sobre a instabilidade nas estradas sem pavimentação. Perguntei qual a pressão utilizada nos pneus – não tinha ideia nem tinha verificado -, se selecionava a tração total para andar fora do asfalto. Candidamente afirmou ser o 4x4 apenas para vencer trechos com lama. Não há engenharia que resista ao operador sem conhecimento. O Manuel deve ser consultado.

Consumo surpreendente, entre 10 e 11 km com um litro de gasálcool, e entre 8 e 9 km/litro com álcool, com variações de cidade e estrada. Carro elevado, massudo, arrastando toda a tralha mecânica rotativa e abrasiva da tração no eixo traseiro, deveria consumir mais. Em cidades incivilizadas com certeza será muito maior. Para auxiliar o motorista há a função Eco, sinalizando no painel a hora de trocar de marcha de acordo com a percepção dos sensores quanto à velocidade, inclinação, condições externas.

Melhoras
Não gosto da estética traseira, mas este é assunto de comprador. Entendo deveria haver alguma instrução no Manuel sobre a desnecessidade de arrancar na primeira marcha e, pelo preço do conjunto, sugeridos R$ 77.600, deveria contar com freios a disco também no eixo traseiro e incluir câmera de ré e TV na tela onde opera o GPS. No mais, projeto honesto, entrega o prometido – e como alguns SAV, as versões com tração simples, superam o oferecido, vistos pelos compradores como cruza de jipe Toyota com Land Rover.

Roda-a-Roda

Tecnologia – Salão de Frankfurt, referência europeia bienal, Audi não se resumirá a produtos, como o previsto novo R8 com motor V6, 2,9 litros, dois turbo compressores e 450 cv. Menor, mais leve e mais potente ante o atual V8 4,2 litro e 414 cavalos de potência.

Luz - Sensação serão as luzes Matrix OLED. Audi requer a si a liderança em tecnologia em luzes automotivas, tendo desenvolvido a OLED nos últimos anos. Sigla em inglês indica diodos orgânicos emissores de luz, dois eletrodos e inúmeras camadas finas de semi condutores orgânicos, e cor é gerada pela composição molecular da fonte de luz.

Criatividade - Comparativamente aos LEDs, são fontes de luz plana, em novo nível de homogeneidade, sem sombra e sem refletores. Nova tecnologia permitirá aos designers criar livremente. 2º passo no setor, quando os faróis deixaram de ser redondos ou retangulares e permitiram livre criação.

Expansão – Jaguar Land Rover assinou carta de intenção com o governo da Eslováquia para construir fábrica. Inauguração em 2018 e produção de 300 mil unidades/ano em 2025. Motivação tarifária/comercial, no centro europeu apenas a Eslováquia integra a Zona do Euro. Ideia inicial é fomentar o uso de alumínio. Ou seja, novos produtos sobre a plataforma do XE.

Companhia – Não é decisão solitária. Grupo VW lá faz Touaregs e Audi Q7; Kia já fez mais de 300 mil veículos, e ano passado Peugeot-Citroën 255 mil.

Trilha – JLR, com base na Inglaterra, controlada pela indiana Tata, em expansão mundial. Terá pequena fábrica no Brasil em 2016; operação chinesa em outubro; e assinou contrato com a Magna Steyr para construir Jaguar e Land Rover na Áustria.

Surpresa – Pequena, a Suzuki preparou dois jipes Jimny para o Rallye dos Sertões, um dos maiores desafios off-road. Melhorou a suspensão com barras reguláveis e barras estabilizadoras mais espessas, freios a disco nas 4 rodas, mantendo o pequeno motor 1,3 litro e 89 cv. Chegou em 5º. na categoria Super Production, e 16º entre os 40 competidores.

Versão – O ganho de performance, por tecnologia brasileira mudou muito o comportamento dos jipinhos, sentido entre veículos três vezes mais potentes.  Fará versão com tal evolução, disse à Coluna Luis Rosenfeld, seu presidente.

Mais um – BMW X3, SAV – Sport Activity Vehicle -, iniciou ser montado em versões pela fábrica da BMW em Araquari, SC. É o quarto, seguindo Series 1 e 3, e X1. Até o final do ano, Mini Countryman.

Descritivo - Rico em eletrônica, motores 2,0 litros, turbo, 4 cilindros, tração nas 4 rodas e transmissão automática de 8 velocidades. Topo de linha, x Drive35i, é o primeiro seis cilindros em ciclo Otto em veículo de passeio na atual quadra de nossa indústria. Preços entre R$ 211.400 e R$ 290.450. Os X3 representam 5% das vendas da marca bávara no país.

Tapa Convivência com peculiaridades nacionais instaram a chinesa Lifan a atualizar seu produto mais vendido, o SAV X60. Nada de motor maior, tração nas 4 todas, ou transmissão automática, mas visual: nova grade, rodas com aro de 18”, molduras dos para lamas e lanternas traseiras. Preços atrativos: R$ 59.990 e R$ 63.990. O X60 é montado no Uruguai.

Mais – Outros acertos, mudança na relação da primeira marcha, agora mais curta para melhor trabalho do motor 1,8 litro e 128 cv; retoques no revestimento em plástico imitando couro; central multimídia Navtech com GPS.
Pacto – Busca pelo pacto de apoio entre governo, parlamento, entidades sociais, podem dar sobrevida ao governo da Presidente, mas é mais do mesmo. Mantém-se os agentes, os métodos de acertos e compensações. Não servem ao país, nem a nós pagadores de impostos.

Opção – Circula a possibilidade do ex presidente Lula ser indicado ministro. Erro básico de administração: não se contrata quem não pode ser demitido.

Para entender – Presidentes de sindicatos dos transportadores de veículos fizeram périplo por gabinetes em Brasília. Saber porquê nos últimos dias entre 500 e 1000 caminhões cegonhas foram multados ou apreendidos.

Razões – Curiosas interpretações legais pelos policiais rodoviários: retirar lanternas originais; deter veículo por carroceria estar abaixo do teto máximo permitido; considerar peso bruto dos veículos transportados para indicar excesso de lotação dos caminhões.

Dúvidas - É esforço arrecadador do governo federal, ou pressão da Polícia Rodoviária em movimento grevista ?

Situação – Cegonheiros, como chamados, são bons pagadores de multas. Não discutem porque as entregas devem ser feitas em prazo, sob pena de multas pesadas junto às montadoras para as quais transportam os carros O Km.

Esforço – Dirigentes da Abeifa, a associação dos importadores de veículos, conseguiram ser recebidos pelo Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Exibiram números da queda de vendas e participação no mercado, e pediram dobrar a cota isenta do sobrepreço de 30% no IPI, aplicada aos veículos importados. Importação cobra 35% de Imposto.

Esperança – Ministro Armando Monteiro é do ramo, ao contrário do anterior, e sabe como a concorrência com o produto importado pode melhorar produto local e aumentar produtividade e competitividade. Atualmente apenas 4.800 unidades/anuais podem ser importados sem o adicional no IPI.

Boa notícia – Pelo segundo mês seguido, vendas de veículos leves continuam ascendentes no Pará. Em julho, 14.390 unidades, 6,3% superior a idêntico período em 2014, e quase 25% acima dos 7% da média nacional. Cresceram em todos os segmentos, de motos a ônibus. Fiat, VW e GM lideram.

Idem – Em Brasília ascenderam mais, 7.1%. Magali Rossin, diretora do Sincodiv, sindicato dos revendedores, é otimista: prevê fechar 2015 com o mesmo número de vendas de 2014.

Estável – Decisão da Mitsubishi em fechar fábrica nos EUA, focando investimentos industriais no Oriente, não afeta operação da MMC Automotores, representante da marca no Brasil.

A voz – Eduardo Souza Ramos, acionista e presidente do Conselho, informou à Coluna, nada mudar. Razão básica, todos os investimentos de implantação e expansão de fábrica no Brasil não tem participação da Mitsubishi. Só da MMC.
Comparação – Com produtos bons, diferenciados, ricos em equipamentos, Peugeot criou sítio para compará-los aos da concorrência – preço, motorização, transmissão, equipamentos. Está em http://carros.peugeot.com.br/comparativo-208/ 

Usufruto – Constatando enorme percentual dos seus clientes sem ideia das capacidades ou do utilizar equipamentos pelos quais pagou, Mitsubishi construiu pista de 4x4 no autódromo Velo Cittá, em Mogi Guaçu, SP.

Prática – Dará curso, o Mitsubishi 4x4 Experience, para ensinar forma correta de conduzir a valentia de seu veículo. Instrutores do exitoso Mitsubishi Motorsports, aulas teóricas e práticas, tudo num dia apenas, a R$ 600. Sem 4x4 podem se exercitar, alugando no local. Mais www.mitdriveclub.com.br ou e.mail 4x4experience@mmcb.com.br


Avihonda – Honda, pelo representante Líder Aviação, começou a tirar pedidos para seu pequeno jato executivo, o Honda Jet. Dito o mais avançado, mais rápido, maior altitude, mais silêncio, mais econômico, custa US$ 4,5M.


Exagero – Cummins South America expôs na 12ª. Navalshore, RJ, novo motor diesel elétrico, o QSK 95. Produz 4.000 hp a 1.800 rpm, variáveis por gestão eletrônica, reduzindo consumo em até 15%. No ambiente de downsizing, acomoda 16 cilindros deslocando 95.000 cm3, em 3,65m de comprimento, 1,73 de largura e 2,46 de altura. Pesa 13 t.
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Gente Mariana Romero, 32, comunicóloga, volta. OOOO Era número 2 na área na BMW, agora é a primeira na recém instalada Porsche.OOOO