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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

FCA INICIA O ANO NA CONSUMER ELECTRONICS SHOW EM LAS VEGAS


A FCA mais uma vez participa da Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas 2019, dando ao público a oportunidade de se aprofundar na mais moderna experiência de autonomia, conectividade e eletrificação em veículos. O evento acontece até sexta-feira 11 de Janeiro no Las Vegas Convention Center.

O estande da FCA traz o lançamento do Chysler
Pacifica Hybrid de direção autônoma equipado com o sistema de direção autônoma da Waymo e apresenta o sistema Uconnect de 12 polegadas líder de seu segmento com o sistema SiriusXM 360L da nova Ram 1500. Além disso, será mostrado a Chysler Pacifica Hybrid, agora equipada com o inovador sistema de alimentação plug-in, exclusivo em seu segmento, e o Hybrid Electric Pages que fornece aos clientes informações úteis e acesso a programas de carga pela tela sensível ao toque de 8.4 polegadas do sistema Uconnect. O público do evento poderá ainda assistir a demonstrações práticas dos recursos e serviços conectados do veículo.

Lançado em 2003, os sistemas Uconnect são centros de conectividade no veículo premiados da FCA, projetados para manter os consumidores conectados, entretidos e, mais importante, concentrados na estrada. Os sistemas Uconnect fornecem ao motorista uma gama de recursos de comunicação, navegação, entretenimento e serviços conectados.

A FCA enriquece as características e serviços fáceis de usar dos sistemas Uconnect oferecendo aprimoramentos via recursos de atualização de software por transmissão sem fio. Atualizações implementadas automaticamente via redes de celular sem fio, permitem aprimoramentos de produto, atualizações de segurança e compatibilidade aprimorada com dispositivos móveis. Atualizações são realizadas sem custo e sem a necessidade de procurar um centro de serviço ao cliente.

Um teste dos serviços conectados está disponível nos veículos que são equipados com o sistema. Esses serviços em tempo real incluem, por exemplo, um relatório mensal e alertas da condição do carro, além de um aplicativo para smartphone que permite que os proprietários tranquem, destranquem, liguem ou localizem o seu veículo remotamente. As funções de Auxílio e Chamada
de SOS no espelho retrovisor conectam os proprietários do veículo para pedido de ajuda apenas pressionando um botão. 

Os clientes podem ainda acessar e controlar seus recursos e serviços do sistema Uconnect via tecnologia de reconhecimento de voz avançado, controles de direção, telas sensíveis ao toque intuitivas ou botões tradicionais, assim como usar o app Uconnect e o site do proprietário para enviar remotamente comandos seguros para seu carro.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

RAM NO SALÃO DO AUTOMÓVEL DE SÃO PAULO


Marca da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) especializada em veículos utilitários, a Ram mostra no pavilhão do São Paulo Expo um pouco do que a faz ser tão desejada e ter uma clientela, ou melhor, uma legião de fãs tão fiel.A começar pela Ram 2500 Laramie, a maior e mais forte picape do mercado nacional, que desde o início do ano exibe uma nova grade dianteira. O estilo ficou mais sofisticado mas sem perder o ar imponente, reforçado pelo próprio
logotipo da marca, aplicado em tamanho grande. O modelo recebeu ainda uma atualização da central multimídia Uconnect. A tela de toque de 8,4 polegadas passou a ser compatível com os sistemas Android Auto e Apple Car Play.

A 2500 também brilha com uma versão totalmente personalizada, pintada na cor exclusiva Delmonic Red, aplicada até na grade. Preparada com o apoio da oficina especializada Apache Customz Trucks, de São Paulo, ela traz alguns dos acessórios mais vendidos da Mopar, como os pedais esportivos, protetor de caçamba e tapetes especiais.

Mas o que chama mais atenção são as rodas de 20 polegadas, vestidas por pneus off-road de 37”, a suspensão elevada em 10 cm, os alargadores de para-lamas texturizados, os adesivos na caçamba, que imitam aço escovado, e a enorme ponteira de escape de 6” de diâmetro.

Lançada em janeiro passado no Salão de Detroit (EUA), a novíssima geração da Ram 1500 aparece para mostrar um pouco dos novos caminhos que serão percorridos pela marca Ram. Mesmo com linhas mais fluidas, modernas e atraentes, o design continua emanando força. Aqui exposta na versão Limited, a nova picape também eleva os padrões de tecnologia e conveniência a patamares inéditos na categoria full-size.

A cabine espaçosa e extremamente bem acabada da Ram 1500 é o cenário perfeito para a versão mais moderna do sistema Uconnect, com uma impressionante tela multimídia de 12 polegadas. 

De alta definição, ela permite ser dividida para mostrar funções separadas ao mesmo tempo, a exemplo de Android Auto e controles do ar-condicionado.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí



Coluna 2618 - 29.06.2018 edita@rnasser.com.br   

Audi A1. Breve no Brasil
Alemã Audi apresentou segunda geração de seu hatcheletrônica de entrada, o A1. Não se perdeu na proposta de mudar tudo, a partir do fato de utilizar nova plataforma. Retocou frente e laterais para manter a identidade estética sobre a nova base, dita MQB, mesma do Polo.

É esta, a arquitetura mecânica, a ossatura eletrônica comum baixando o preço em escala, conterão seu preço para garantir muitos lugares no mercado. Não é sonho de noite de verão da Alemanha, mas a junção da necessidade política, industrial, financeira. O A1 tem muito em comum com o VW Polo: motor, câmbio, suspensões, freios, painel, comandos – e o que mais puder ser compartilhado com o Polo para elevar nacionalização e sofrear os preços. É a aplicação desta fórmula a viabilizadora de sua produção em conjunto com a Volkswagen no Brasil.

Se a Audi quiser se diferenciar das outras alemãs, BMW e Mercedes, mesmo caso da Land Rover, deve se libertar das vendas dos produtos limitadas pela etiqueta de preço. Ou seja, para vender mais, preço menor. Será o caminho.

Curiosamente a imprensa nacional não enfatizou sua principal característica, ser o carro de entrada da marca. Os modelos atuais, A3 e Q3, deixarão de ser montados no Brasil e voltarão a ser importados.

Como é
O sub compacto tem aproximados 4m de comprimento – um Fusca, para quem se lembra -,quando se trata de um modelo de nicho. Faz parte da turma de novidades como o Polo, Argo, e dos envelhecidos Huyndai HB e Chevrolet Onix. Na classificação comercial terá o rótulo de Premium – mais caro.

Novo por baixo e por cima – plataforma e carroceria -, a nova geração passou por bom trabalho estético, com linhas mostrando evolução, solidamente ligadas ao modelo anterior, produto circulando em 700 mil unidades. Para caracterizar evolução para o novo produto, eliminou o arco entre as coluna A e C, optando por alargá-la, pegando carona uma das sólidas marcas visuais dos 30 anos de sucesso do primo Golf.

O foco no mercado abduziu – suprimiu, fez desaparecer – a versão duas portas, e produzirá apenas a de quatro, mais funcional e para clientela mais ampla, decisão facilitada pela boa distância entre-eixos, 2,52m.

A simbiose com o primo Polo, segue a mesma tendência corajosamente adotada pelo Renault Scénic há 20 anos, e atualmente no indissociável mix entre Fiat e Jeep: uso ostensivo e intensivo de partes dos irmãos de linha, buscando preços menores dos componentes pelas compras por volume. O novo A1 emprega painel, instrumentação, coluna de direção, comandos em comum com o Polo, alterando-se apenas nas saídas de ar. As mágicas eletrônicas são mantidas com os mostradores virtuais do painel, e a similitude inclui a tela do painel multi media aplicado ao Polo.

Arquitetura mecânica comum, motores EA 211 de três cilindros, 1,0 e 1,5 – este evolução do 1,4 feito em São Carlos, SP -, ambos TSI – turbo com injeção direta. Na Europa há versão mais espirituosa com motor 2,0 e 200 cv, mas aqui isto tende apenas a ser série especial.

Transmissão S-Tronic, automática, 7 velocidades.
Quando? Depende. Aposte no projeto atrelado à definição formal do projeto industrial para automóveis no Brasil, a essência do micado projeto Rota 2030. O governo federal não tem caixa ou força política para bancar sua aprovação, e enquanto não mudar o governo – ou o caminho legal -, os investimentos ficam em banho maria.

O novo Chevrolet Spin, aqui
GM fará em julho o lançamento dos retoques faciais de seu monovolume Spin. Um trato para cumprir o ciclo de vida até a substituição por nova família, em 2020. Marca vem mostrando partes do automóvel, forma de ganhar espaço na imprensa e instigar interesse. Mostrou a nova grade e detalhes do volante multi função para as versões de maior preço.

Versão de topo, Activ7 – pelo menos é a designação para o mercado argentino – foi ao encontro de jornalistas do TN Autos durante sessão de fotos realizada em Buenos Aires para a campanha de lançamento.

A operação re estilo tenta melhorar as proporções e a aparência do Spin, feio e chamado no mercado pelo apelido de Capivara. Para atenuar, alterou-se a distribuição de espaços, grade, grupo óptico, para choques. Dentro, mudanças para caber sete usuários, e a opção do banco intermediário ter curso longitudinal, permitindo mais conforto ou, se rebatido, criar plataforma de carga.

Arquitetura mecânica, como o carro, dará mais uma volta à beira do telhado – a família está em fim de vida. Em termos de segurança desconhece-se se houve aplicação de barras transversais nas portas para evitar intrusões em choques, ou incorporação do ESP – o corretor eletrônico de estabilidade -, ou os fixadores Isofix. Boa iniciativa, retirou o estepe até então inexplicavelmente pendurado na tampa traseira em sua falsa pretensão de fazer-se visto como SAV/SUV.

Roda-a-Roda
Fogo – Jornal Correio Braziliense publicou quarta-feira, 27, decisões da Fiat: trazer o modelo 500 de volta ao mercado nacional, e importar Alfa Romeo da Argentina. Notícia açulou – provocou, instigou, acicatou – os Alfisti, mais sanguíneos participantes do universo automobilístico.

Calma ! – Notícia tropeça ao considerar os Alfa como produção argentina e, consultado pela Coluna, fabricante esclareceu não ter havido mudanças desde a publicação, em maio, dos planos da empresa. Os estudos para o produto 500 e a marca Alfa são realizados, mas não há decisão. Para a Coluna, se positivos, creia no modelo pequeno para meados de 2019 nos Alfa para 2020.

Maior – Questão de relevo é localizar onde fazer o picape RAM 1500. Decisão já foi tomada para latinizá-la, mas em qual país ainda é nebuloso ante as variáveis de investimento, lucro e prazo de retorno, capacidade de engenharia e seus custos, e câmbio. Argentina, Brasil e México disputam.

Na veia – Chinesa Geely olhou o futuro, tomou coragem, investiu nos EUA para fazer os originalmente suecos Volvo. Na Carolina do Sul, em Charleston, produzirá o sedã S60, médio-grande de comportamento esportivo.

Mercados – Com a decisão de fazer onde vende, conglomerado está nos três maiores mercados do mundo: China, Europa, e agora EUA. Inauguração coincide com estudos do governo norte americano para sobre taxar todos os veículos e partes importados, elevando preço, diminuindo competitividade.

Procura-se – Volvo cumpre a via dolorosa de fabricantes de veículos no Brasil: não guardam seus produtos e, quando por razões promocionais necessitam de um exemplar vão ao mercado tentando adquirir unidade gasta.

FH – Busca o mais antigo dos FH, lançado há 25 anos, produto avançado para a época, apresentando a eletrônica embarcada, primeiro passo na revolução tecnológica nestes veículos. Era importados e o sucesso motivou produção local.

0800 - Usualmente neste tipo de busca fabricantes oferecem um veiculo O km pelo usado bem cuidado. Mas não parece o caso. Volvo quer localizar caminhão e dono, mas não fala em compensações. Quer ajudar? Os FH chegaram em 1993. Fotos, informações podem auxiliar localizar. Aqui: https://www.facebook.com/volvocaminhoes

Óbvio – Alejandro Furas, diretor geral do LatinNCAP, instituto independente autor de testes sobre segurança nos veículos à venda na América do Sul, tem frase candente sobre escolha do próximo carro: É melhor comprar um usado, porém seguro, que um O Km com O estrelas.

Cafe Racer – Transformação em motocicletas pouco praticada no Brasil, terá ótimo exemplo exposto no BMS, exposição de motos em Curitiba, Pr, 17 a 19 de agosto. É a Mighty Four, resultado de trabalho do designer Bruno Costa e do pintor Thiago Zilli, de Caxias do Sul, RS, sobre uma Honda 750 Four de 1979.

O que ? Quanto ? – Redução da altura, substituição da roda traseira de 17”para 18”, construção de uma rabeta traseira, re estilo do banco, revestido em Alcantara. Exemplar único, a Caffeine não está à venda.

Surpresa – Catar peças de veículos antigos, especialmente as produzidas à época, ditas no jargão antigomobilístico NOS – novo estoque antigo -, é missão árdua. Usualmente os comerciantes vão na frente, compram parafusos por centavos, vende-nos por milhões.

Jogo duro – Caçadores do Audi Tradition – o departamento de história, mantenedor do museu da marca -, e do Volkswagen Classic, seguiram dica e chegaram, nos arredores de Assunção, Paraguai, prédio fechado do antigo importador Deisa, aberto em 1953 e fechado há anos.

Conteúdo - Dentro, em peças originais de importador e representante da marca, incluindo motores e caixas de marchas O Km, completos, partes para VWs de diversos anos, mecânicas, latas, e até dos primeiros Audi da 2ª série. A fim? http://data.vwheritage.com/_inc/pdf/catalogues/flyer_paraguay.pdf

Futuro – Autódromo Virtual São Paulo e Imab Fechaduras, apropriadamente fecharam patrocínio com Alberto Otazu, estrela em vitórias em provas de kart e fórmulas de base no automobilismo.

Retorno - Tem índice de aproveitamento de 86,6%. Em mais de 30 provas, apenas em quatro não esteve entre os seis primeiros, tendo vencido metade, largado dez vezes na pole position e mesma quantidade de voltas mais rápidas.

Situação – Brasil, hoje ausente da Fórmula 1 após quase 50 anos, colhe resultados da falta de projeto nacional para formar atletas com características para disputas internacionais. Dinheiro oficial não falta. Falta diretriz.

Modalidade – Nesta terra de Bolsa Preso e Presos importantes soltos, nova modalidade de enriquecimento ilícito: sujeito furta carro antigo, localiza o dono, e combina resgate para devolve-lo. Aconteceu em Canoas, RS, com DKW Vemag 1961 furtado em estacionamento e devolvido num shopping após pagamento.

Corcel, 50 – Tinha tudo para não dar certo, mas se transformou na grande referência para a Ford Brasil. Trata-se do Corcel, tratado como Projeto M, iniciativa Renault para o modelo R12. Em meio ao desenvolvimento deste e do Projeto E, a Willys-Overland foi assumida pela Ford e, como o M estava muito adiantado, foi absorvido após auditoria técnico-industrial pela Ford.

História – Marcou a vida da companhia, vendeu 1,4 milhão de veículos entre 1968 e 1986; foi o mais econômico dentre os 1,6 Ford no mundo; gerou variáveis como o picape Pampa –; jipe abortado como protótipo, o Jampa; e gerou o carro mais pretencioso da história – o Del Rey, para substituir o Landau.

Gente – Roberto Cortes, presidente e CEO da VW Caminhões, premiado. OOOO Automotive Business escolheu-o executivo do ano. OOOO Razão maior, confiança inabalável, conquistadora de investimentos da matriz na filial brasileira. OOOO Crença no futuro fez bancar o primeiro caminhão elétrico desenvolvido no país. OOOOYong Woo Lee, o William, presidente da Hyunday Brasil, promoção. OOOO Será gestor do novo escritório regional da marca nos EUA. OOOO Euihwan Jin, aqui dito Eduardo …, transferido. OOOO Administrava Hyundai India e será presidente no Brasil. OOOO Já trabalhou aqui entre 2010 e 2016. OOOO Talvez implante área de comunicação social na Hyundai. OOOO

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 0318 – 22.01.2018 edita@rnasser.com.br 

O NAIAS, de picapes, suvs, e híbridos
NAIAS, o North American International Auto Show, não é apenas mais uma das mostras pontuais com realização periódica para mostrar lançamentos de automóveis. Difere do usual: é personalístico por ocasião, forma e conteúdo. Começa pelo fato de não ser realizado por empresa de eventos, mas união de concessionários de veículos operando em Detroit, EUA, sempre referenciada como a Capital do Automóvel por basear quantidade de atividades industriais. 

A particularização continua pela ocasião, ao início de janeiro, ao lado do usualmente congelado Rio Windsor, separando os EUA e o Canadá, em período de pouco turísticos gelo e neve. Neste ano temperaturas andaram menores exigindo espessa roupa invernal, casacos e botas extra pesados. Como manifestação celeste, e para tornar perigoso o trânsito em vias congeladas e de pouca aderência e muitos acidentes, ainda houve a queda de um asteroide.

Se tão diferenciado, tem expressão mundial, sedia apresentações e lançamentos para o mercado de todo o mundo, mas é direcionado aos compradores dos EUA e Canadá. Para entender: você sabe qual é o carro mais vendido nos EUA ? Não, não é presumível sedã, como no restante do mundo, mas um picape, no caso o F 150 Ford. E os concorrentes não ficam atrasados, GM tem o Silverado, segundo mais vendido, e FCA, com a marca Dodge, o Ram 1500, terceiro na grade. Há picapes Honda e Toyota, mas não se alinham com a volumetria cúbica das marcas nativas.

Não se sabe se os compradores forçaram à dedicação em picapes, ou se o mercado escolheu o caminho. Afinal, neles o lucro unitário em muito supera o de automóveis e utilitários esportivos, e este é o indutor capitalista.

Ranger chama atenções por voltar à produção no país de origem após ausência de oito anos. Estilo melhor, mais leve, menos macho-man, e construtivamente apresenta o caminho tradicional do amplo emprego de chapa de aço para moldar cabine e carroceria, ao contrário do líder F150 inovando no uso das chapas e enorme percentual de partes em alumínio. Interior cuidado em infodiversão e equipamentos de automóveis.

Ford insiste em dizê-lo exclusivo para os EUA, mas a construção simplória – vamos combinar, fazer picape é coisa primária. Um macaco bem ensinado é capaz de cometer um - permite ser repetida na Argentina, base sul americana para fazer picapes. O Ranger vendido no Brasil comemorará em 2018, 20 anos da operação regional.

FCA, iniciais da Fiat + Chrysler, tem sensíveis lucros com operação nestes veículos, os mais vendidos e lucrativos dentre os produtos de alta produção na marca – Maserati e Ferrari não contam. Picape é o rótulo, a cara do mercado norte-americano, e a previsão de vendas neste exercício é de recordistas 500 mil unidades. Outra surpresa projetada para o exercício será a ultrapassagem do Silverado pelo RAM, a melhor prova de boa gestão da marca, induzindo melhorar o produto.

Para passar a GM deve vender mais de 85.000 u/a. Novo RAM mede 22 cm acima do modelo anterior, sendo 10 cm na cabine, para maior conforto, incluindo inclinar o encosto do banco traseiro, e adições pró conforto focaram infodiversão. O chassi emprega 98% de aço de elevada resistência; motores V6, 3,6 litros e V8 5,7 litros, 15/85 e L-4 3,0 litros, diesel, transmissão automática oito velocidades; capacidade de reboque em 5,7 t.

FCA passou por processo depurativo, cortou sedãs medíocres, concentrou a pouca verba restante dos grandes gastos no Alfa Romeo Giulia e Stelvio para melhorar a operação RAM, com vendas imediatas – um trimestre, ou ¼ do exercício antes da chegada do GM Silverado, com previsões de vendas no outono sobre equatorial, em três meses. Se Max Manley, à frente da RAM e autor de sua ascensão no mercado, conseguir a façanha, terá garantido sua senha para promoção na grande mudança de cargos e postos na FCA daqui a dois anos quando o polêmico Sergio Marchionne, atual CEO, deixará o cargo.

Jogo Duro
Mostras como esta exibem a ausência de um trabalho acadêmico sobre a evolução ou involução da humanidade no consumir veículos cada vez maiores, mais pesados pela expansão do uso de maior quantidade de materiais, condenáveis ecologicamente pela crescente utilização de materiais com extração e processos nem sempre adequados ao meio ambiente, e portadores em suas vastas caçambas e espaços, da incômoda dúvida: porque são planejados para oferecer capacidade de carga e trabalho muito superiores à necessidade e ao uso?

Quem, dos visitantes sul americanos ou europeus, esperava encontrar um novo VW Amarok, decepcionou-se. Veículo já superou o ciclo de vida como produto, mas não foi revisto. Além dos picapes das três maiores participantes no mercado, houve apresentação de utilitários esportivos, como a nova geração do VW Tiguan, agora para 7 passageiros – crescendo em tamanho e preço, abrindo caminho a renca de sucessores menores. Marca terá um SUV/SAV em cada segmento.

Utilitários esportivos e crossovers representaram 10% de crescimento na Mercedes, cujo picape Classe X inicia ser vendido a partir da Espanha e, final do próximo ano, na América Latina. Tais veículos dominaram o estande Mercedes, ante realidade do crescimento ter permitido superar a rival BMW no segmento de SUVs.

 A demanda pelos modelos GLA e GLC fê-la o maior fabricante de carros Premium pelo segundo ano consecutivo, ao vender 620 mil unidades, ¼ das vendas da marca. A Mercedes prepara novos concorrentes com tal formato. Surpresa foi novo jipe G. Bem dotado, preço superior, apesar da Mercedes afirmar ter prejuízo com a operação de pequenos números, mudou-o completamente, iniciando novo ciclo.

No caminho de implementar opções em picapes, com o Ranger, Ford também incrementou o Edge, de tíbia presença no mercado brasileiro. Tomou inspiração nas versões M BMW e AMG Mercedes, preparando-o para melhor performance, incluindo desenvolvimento da transmissão automática de 8 velocidades e motor V6, 2,7 litros, duplo turbo, 340 cv.

De automóveis apresentados, o VW Jetta chegará no Brasil, produzido no México – há vertente de produção local, dentro da nova visão da empresa tornando o país líder nas exportações para a América Latina. Utiliza a racional plataforma MQB, flexível em dimensões. Aqui baseia o Golf, o Polo e o Virtus, de apresentação próxima. 

Cresceu, tem dimensões assemelhadas do Passat, e missão importante, apagar, fazer esquecer os problemas com as emissões ilegais dos motores diesel no tal Dieselgate. Na esteira de sedimentar-se como maior produtor mundial de veículos, VW investirá solidamente no grande mercado norte-americano – US$ 3,3Bi até 2020 – para vintena de novos produtos.

Quem
Na prática, quantos dentre os modelos lançados em Detroit virão para o Brasil?
Poucos, por fatores diversos, a começar pela falta de interesse das marcas produtoras – por exemplo GM e Ford importam restritos modelos, e a importação por agências particulares nem sempre entusiasma o interessado. Dos produtos com tecnologia híbrida algumas unidades poderão ser trazidas, mas apenas como representantes folclóricos. E a legislação regulatória da indústria automobilística brasileira, de vigor recém encerrado, reduziu o mercado para os importados, e por complicações intestinas, a nova ainda não foi baixada, intranquilizando mercado e importadores por desconhecer carga tributária, gravames, penduricalhos, incidentes sobre os veículos.

Híbridos ou elétricos, exceto pelo Toyota Prius com operação bem estruturada de importação, vendas e assistência – e pedidos ao Governo Federal para impostos favoráveis à produção local -, deverão ser coisa de referência institucional, nada sólida ou densa. Afinal, para uma operação com frota elétrica, falta-nos o insumo básico, a disponibilidade de energia elétrica. Há, a se lembrar igualmente, automóvel é visto no desorganizado Brasil, sob o aspecto tributário, como bem supérfluo, daí a tributação nos portos e nas ruas, reduzindo suas vendas.

Roda-a-Roda
Gente – Mariana Romero, analista, novo rumo. OOOO Porsche Brasil procura profissional para exercitar assessoria de imprensa. OOOO Dentre empresas alemãs de automóveis VW, Mercedes e Audi fazem bem tal trabalho. OOOO Dan Gurney, 87, piloto, passou. OOOO Retrato do corredor californiano dos anos´50, alto, bem apessoado, dentadura equina, dirigiu e ganhou em quase todas as categorias, de Fórmula 1 a 24 Horas de Le Mans. OOOO Criou o gesto de aspergir champagne do podium. OOOO