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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

TAG Heuer anuncia renovação de parceria com Red Bull Racing


Stéphane Bianchi, CEO da TAG Heuer e presidente da divisão de relógios da LVMH, junto com Christian Horner, diretor do time do Red Bull Racing, tem orgulho em anunciar a renovação de mais três anos da união entre a equipe de corrida e a TAG Heuer, que é a cronometrista oficial, relojoeira e parceira de performance do time.

"Ninguém melhor do que a Aston Martin Red Bull Racing - com sua equipe jovem e animada, sua abordagem nada convencional à Fórmula 1 e suas incríveis experiências e registros nos circuitos - para ilustrar melhor nosso lema #DontCrackUnderPressure", disse Stéphane Bianchi. "Era evidente que a incrível ligação entre a TAG Heuer e a Fórmula 1 tinha que continuar através dessa parceria"

A TAG Heuer tem uma ligação profunda com o Campeonato Mundial de Fórmula 1, desde sua criação em 1950, ao fornecer cronômetros mecânicos para várias equipes -projetados para medir o tempo a 1/10 de segundo. A marca se associou e apoiou algumas das principais equipes de F1, os maiores pilotos e os circuitos mais lendários. A TAG Heuer foi a cronometrista oficial da equipe Scuderia Ferrari de 1971 à 1979, enquanto o lendário piloto Ayrton Senna foi nomeado o primeiro embaixador da campanha "Don't Crack Under Pressure".

Em 2015, a TAG Heuer uniu forças com a Red Bull Racing em uma parceria única, dentro e fora das pistas. A ligação da Red Bull Racing com o esporte e com o mundo do entretenimento encaixou perfeitamente com o espírito inovador e disruptivo da TAG Heuer.  alguns dos novos talentos mais promissores da F-1.

Não há dúvidas de que a temporada de 2019 será ansiosamente aguardada: com um novo motor, a renovação do contrato de Max Verstappen e a chegada de Pierre Gasly no time. A TAG Heuer expressa a sua gratidão a Daniel Ricciardo por seu enorme comprometimento ao time nos últimos 3 anos, enquanto membro da equipe.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner Gonzalez

F-1 volta repaginada
Não é só a administração da F-1 que vive um período de mudanças significativas: há tempos que tantas decisões concernentes à formação de equipes para a temporada seguinte não eram tomadas e anunciadas de maneira tão prematura. Na semana em que a categoria encerra seu período de férias e volta à ativa para disputar, domingo, o GP da Bélgica, a Red Bull oficializou a promoção do francês Pierre Gasly ao seu time principal e a McLaren escalou Lando Norris para disputar a primeira sessão de treinos livres no lugar de Fernando Alonso. Dentro desse mesmo cenário muitos apostam que ainda nos próximos dias o mexicano Sérgio Pérez poderá ser confirmado para mais uma temporada na equipe Force India, ao lado de Lance Stroll.

A confirmação de Pierre Gasly, que disputa sua primeira temporada na categoria defendendoo a equipe júnior da Red Bull (a Scuderia Toro Rosso), não é exatamente algo inesperado; mais, tampouco significa que a tradição de batalhas internas na equipe se transforme em uma coisa do passado. O francês já demonstrou que é rápido, consistente e que sabe explorar bem o aprendizado cumprido na Super Formula, categoria japonesa equivalente a uma GP2 de performance mais alta; nas páginas nipônicas do seu currículo destaca-se a relação desenvolvida com os técnicos da Honda, que a partir de 2019 ampliará seu provimento de motores para as duas equipes da fábrica de energéticos. Vale prever que isso não se repetirá com seu futuro companheiro de equipe.

Fica no ar, portanto, o padrão de relacionamento que será estabelecido entre ele e o holandês Max Verstappen, famoso pelo seu arrojo e egocentrismo, características amenizadas por algumas atuações mais destacadas e endossadas pelo apoio indiscutível que recebe de Helmut Marko. No histórico da Red Bull estão registradas batalhas campais entre Sebastian Vettel e Mark Webber; brigas mais amenas entre Vettel e Daniel Ricciardo e, mais recentemente acidentes entre Ricciardo e Verstappen. Não se espere uma convivência fraterna entre o jovem veterano e o recém chegado.

Nos domínios da McLaren a decisão de escalar Lando Norris para disputar a primeira sessão de treinos livres do GP da Bélgica coincide com o 50º aniversário da primeira vitória da marca, triunfo conquistado pelo fundador Bruce McLaren a bordo do chassi número 3 do modelo M7A. Tal qual a sorte sorriu para o piloto-construtor naquele 9 de junho de 1968 – Bruce venceu porque o Matra MS10 Ford de Jackie Stewart ficou sem combustível na penúltima das 28 voltas da prova -, o mesmo acontece para Lando Norris, jovem inglês nascido em Bristol aos 13 de novembro de 1999.

Recentemente ele participou de treinos extras na Hungria e sexta-feira viverá seu primeiro treino oficial na categoria. Protegido de Zak Brown, ele tem boas chances de ser confirmado como companheiro de equipe de Carlos Sainz Jr na temporada de 2019.Verdade que até a semana passada eram sete os candidatos à vaga – além dele apareciam os nomes de Artem Markelov, Kimi Räikkonen, Nicholas Latifi, Romain Grosjean, Sérgio Pérez e Stoffel Vandoorne. Ainda é cedo para cravar Norris como o escolhido, mas ele aparece bem nessa fita onde ainda há muita gente de olho na vaga. Caso seja ele o preferido ficará patente que seu papel no roteiro de Zak Brown será o de mocinho nos próximos episódios da saga “McLaren, o recomeço”.

Da lista acima pode-se eliminar Sérgio Pérez, que vê seu nome ligado fortemente à permanência na Force India, equipe agora controlada por um consórcio de investidores canadenses liderados por Lawrence Stroll. Neste cenário, Stroll certamente reservará um dos carros para seu filho Lance e Pérez capitalizará no fato de ter sido ele o agente que detonou o desligamento de Vijay Mallya e evitou que o time entrasse em processo de falência irreversível. Tal cenário faz com que Estebán Ocón, que deverá perder lugar para Lance Stroll, não deve ter longas noites de sono ultimamente.

Dos demais nomes Räikkönen ainda é um nome atraente para a McLaren: ele traria o prestígio de ter sido campeão mundial (2007, pela Ferrari) e ser um veterano de desempenho confiável. Vandoorne parece cada vez mais ser carta fora do baralho enquanto Latifi (cujo pai é acionista da McLaren), Grosjean e Markelov correm por fora.
Fim de semana conturbado
O automobilismo  viveu um fim de semana de acontecimentos dramáticos em várias categorias. O primeiro deles aconteceu na sexta-feira, durante os treinos livres para as 6 Horas de Silverstone, etapa do Campeonato Mundial de Resistência, quando Bruno Senna sofreu dois acidentes, o primeiro sem maiores consequências. Após um toque com uma Ferrari de um piloto da categoria GT3, Senna saiu da pista e retornou aos boxes para as devidas reparações; ao voltar para a pista, porém, escapou na curva Copse e sofreu fratura no tornozelo direito. O brasileiro espera voltar à ativa na prova 6 Horas deFuji, dia 13 de outubro, no Japão.

No domingo a prova de F-Indy em Pocono estava em sua sexta volta quando Robert Wickens e Ryan Hunter-Reay se tocaram; na dinâmica do acidente o carro de Wickens decolou e foi e desintegrando contra as grades de proteção da pista situado no Estado da Pensilvânia. Vários carros foram atingidos pelos destroços, incluindo o carro de Pietro Fittipaldi, que como os demais envolvidos foi liberado após avaliações médicas feitas no circuito. Wickens, no entanto, absorveu boa parte dos impactos e após um longo processo de extração da célula de sobrevivência foi removido para o hospital Lehigh Valley Hospitalonde foram constatadas lesões ortopédicas, incluindo um trauma na coluna na vertebral, motivo de uma cirurgia realizada na noite de ontem. Ontem Alexander Rossi declarou em seus canais de comunicação nas redes sociais que “...fica difícil comemorar essa vitória quando a recuperação e bem estar do Rob Wickens é a nossa prioridade...”

No Brasil, a prova da categoria Stock Light disputada em Campo Grande teve momentos dramáticos durante a janela de paradas obrigatórias, recurso explorado pelos promotores para equilibrar a disputa na pista e criar oportunidades para os pilotos mais novos se acostumarem com o procedimento típico da categoria superior. A largura reduzida do pit-lane local e o controle de circulação que carece de melhorias contribuíram para que três mecânicos da equipe Motortech fossem atingidos quando os carros de Gabriel Lusquiños e Erik Mayrink se chocaram nessa manobra. Os três foram encaminhados para a Santa Casa de Campo Grande. O mecânico Juarez Ferreira sofreu uma cirurgia neurológica na Santa Casa da cidade e seu estado de saúde era considerado delicado. Paulo Pegoraro foi operado da tíbia e posteriormente transferido, a pedido da família, para o Rio Grande do Sul e Mauricio Massoti recebeu alta no mesmo dia.

Em Portugal, foi anunciado o falecimento do empresário Pedro Queiroz Pereira, que durante anos disputou a Stock Car brasileira e foi fundamental para a realização de duas etapas da categoria no Autódromo do Estoril. Queiroz Pereira sofreu um ataque cardíaco e sofreu uma queda no iate em que passava férias na ilha espanhola de Ibiza ele tinha 69 anos. Mais conhecido como Pequepê, ele era famoso por suas atuações espetaculares sob chuva e, fora da pista, pela simpatia e cordialidade que compartia com todos. A condição de um dos homens mais ricos de Portugal era de conhecimento de poucos.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner Gonzalez
Calmaria que dá nos nervos

A Fórmula 1 vive seu período de férias mas os celulares de pilotos, empresários e diretores de equipes vivem conectados aos respectivos carregadores de baterias: são nada menos de 13 vagas  disputadas, com chances maiores ou menores, por 17 pilotos. O momento exige discreção e eficiência para garantir o melhor carro possível para a temporada de 2019, incluindo vagas na Ferrari e Red Bull.

Dos cockpits que já têm escritura definitiva estão os dois da Mercedes (Lewis Hamilton e Valtteri Bottas) e Renault (Daniel Ricciardo e Nico Hulkenberg) e um na Ferrari (Sebastian Vettel) e na Force India (Lance Stroll). O caminho para destravar esse quebra-cabeça passa necessariamente pelo espanhol Fernando Alonso, cuja indecisão tem repercussão até mesmo no mercado da F-Indy, que pode ser seu destino em 2019.

O formato das negociações para definir a lista de inscritos do ano que vem passa por forças de várias intensidades e interesses, a começar pela influência dos fabricantes de Ferrari, Honda, Mercedes e Renault. Uma equipe disposta a pagar menos pelo trem de força – o conjunto formado por motor, câmbio e diferencial, eventualmente incluindo até mesmo a suspensão traseira -, pode ver-se “inclinada” a aceitar um piloto “sugerido” pelo fornecedor desse kit.

Entre as equipes mais susceptíveis a isso estão a Force India, Williams, Haas e Sauber; as duas primeiras funcionam na órbita da Mercedes e a outras duas circundam o planeta Ferrari. A Renault tem alguma influência sobre a McLaren – cada vez mais susceptível a este tipo de pressão – enquanto a Toro Rosso dá alguma atenção à Honda, mas nada em grande escala. Ferrari, Mercedes, Red Bull e Renault têm carta branca para escolher, e pagar bem, aos seus pilotos.

Kimi Räikkönen e Charles Leclerc disputam a vaga mais acirrada do momento, a de segundo piloto da Ferrari. Aparentemente Sebastian Vettel prefere Räikkönen a Leclerc: à experiência e obediência do finlandês contrapõem-se a juventude e a inexperiência de Leclerc. Enquanto um aceita de bom grado o papel de escudeiro e regularmente termina nos pontos, o outro ainda pode ser taxado de imaturo para um posto de trabalho na equipe mais susceptível à pressões externas.

De qualquer maneira, Charles leclerc já mostrou potencial para suceder Max Verstappen como novo destaque da categoria. Nessa briga o italiano Antonio Giovinazzi corre, ou melhor, caminha, por fora. Comparada à Ferrari a Red Bull está numa situação muito mais complicada: uma combinação entre o protagonismo cada vez maior de Max Verstappen, o autoritarismo de Helmut Marko e uma dose de safra magra de sua academia de pilotos cria dificuldades para definir as quatro vagas das duas equipes dos energéticos do touro vermelho.

O principal candidato para preencher o lugar vago com a transferência de Daniel Ricciardo para a Renault é o francês Pierre Gasly, que ao juntar seu bom relacionamento com a Honda e um pé direito digno de grandes pilotos reuniu duas qualidades que em nada agradam a Verstappen. As gotas de sangue dessa disputa certamente respingarão em Christian Horner, o executivo maior da Red Bull Racing/Technologies, e Helmut Marko, o olho de Dietrich Mateschitz, o bam-bam-bam da Red Bull e dono do cofre. Carlos Sainz pode ser incluído como candidato à essa vaga.

Na Toro Rosso a situação é ainda mais complicada: o neozelandês Brendon Hartley ainda não convenceu que merece a chance de estar na F-1 – até agora somou 2 pontos no campeonato, contra 26 de Pierre Gasly -, e a chances de ser dispensado ao final do ano é significativa. É pouco provável que Carlos Sainz aceite retornar à Toro Rosso, as duas vagas podem ser preenchidas pelo britânico Jake Dennis, que já testou duas vezes pela Red Bull este ano e mostrou-se rápido por ocasião dos ensaios livres em Hungaroring. Junte a isso sua experiência como piloto no simulador da RBR e seu cacife para um emprego de titular na equipe júnior cresce bastante.

Outro britânico,  Dan Ticktum, nome canonizado por Helmut Marko, ainda não soma pontos suficientes para receber a super-licença. Outrora exemplo de programa de desenvolvimento de pilotos, a Red Bull parece ter perdido o ponto de freada em alguma curva do circuito: quem esperaria ver tal situação alguns anos atrás? Quem imaginaria que nomes como Daniil Kvyat, Jayme Alguersuari, Jean-Éric Vergne, Scott Speed e Sébastian Buemi, para citar apenas cinco, teriam suas carreiras dilaceradas depois de galgar todos os degraus do programa Junior Team?

Motivos meramente econômicos deixam a Force India com uma vaga em aberto: quando um consórcio de empresários canadenses liderado por Lawrence Stroll assumiu o controle do time e evitou a falência da equipe ficou claro que uma das vagas será ocupada por seu filho, Lance, que faz sua segunda temporada na F-1 e deixa a Williams ao final do ano. É bastante claro que Stroll Júnior ainda não tem maturidade para ser líder de um time, o que eleva as chances de que o outro cockpits seja ocupado por Sérgio Pérez ou Estebán Ocón. Pérez tem a seu favor o apoio de empresas mexicanas, mas a Mercedes tem fichas para definir esse dilema e impor o franco-catalão, até mesmo George Russell como piloto.

A Force India deve à casa de Sttutgart quantia que ultrapassa US$ 10 milhões, valor referente ao aluguel dos motores, dívida que pode ser renegociada com a manutenção de Ocón, protegido de Toto Wolff, ou a promoção de Russell. Além disso, a Mercedes precisa de apoio político para influenciar a Fia e a Liberty Media na definição do regulamento técnico da categoria que vigorará a partir de 2021.
  
O canadense Nicholas Latifi, atual piloto de testes, corre por fora nessa briga: seu pai recentemente comprou 10% das ações da McLaren e sua família tem fortuna superior à dos Stroll… Latifi vai participar da primeira sessão de treinos livres do GP do Brasil e já completou dois dias de treinos com um F-3 no circuito de Interlagos.

O apoio mexicano a Sérgio Perez contribui bastante para que ele encontre uma vaga , Sauber, Haas e McLaren as suas melhores opções. Ocón tem a seu favor o apoio de Wolff, que não se oporia a empresta-lo a uma equipe fora da órbita da Mercedes ou, pior dos cenários, coloca-lo na Williams… Esta vaga, porém, parece mais apropriada à promoção de Russell. A outrora dominadora da F-1, exemplo de vanguarda técnica da categoria, a Williams amarga um período digno de estiagem nordestina e está às portas de se voltar a ser o que foi quando seu fundador Frank Williams alugava os carros mais lentos do grid, no início dos anos 1970.

O futuro é sombrio: vão-se os dólares da família Stroll, emagrece a cota de recursos provenientes do fundo de prêmios do Campeonato de Construtores e nem mesmo a expertise da Williams no desenvolvimento de distribuição de energia ajuda a acender uma luz no fim do túnel. O cenário é um palco apropriado para Super Wolff e suas milionárias flechas de prata: em troca de apoio político e uma vaga para seus pupilos, a equipe de Grove poderá respirar por mais uma temporada, ainda ofegante e com ajuda de aparelhos, mas ainda garantindo um grid de 20 carros. O russo Sergey Sirotkin e seus provedores de rublos pode se manter na equipe, mas a chance de outro franco atirador acertar o alvo é menos do que se considera desprezível.

Chegamos, pois, às duas equipes satélites da Ferrari, Haas e Sauber. Na primeira o dinamarquês Kevin Magnussen está em forma para renovar seu contrato, cortesia dos 45 pontos que marcou até agora. Já o franco-suíço Romain Grosjean vive situação oposta: rápido, porém errático, ele somou 21 pontos e acumula um prejuízo razoável no reparo de inúmeras batidas e manobras dignas de jogos eletrônicos com um botão infalível para dar reset. Assim, não chega a ser surpresa incluir seu nome na fila dos desempregados. Sérgio Pérez é um candidato natural à essa vaga, assim como Antonio Giovinazzi e, num exercício de ampla liberdade de imaginação, até mesmo Kimi Räikkönen. O nome de Pietro Fittipaldi já foi cogitado como possível convidado para uma sessão de testes, por enquanto o mais perto que o neto de Emerson tem possibilidades na categoria.

Na Sauber nem Charles Leclerc tampouco Marcus Ericsson tem certeza de algo. Se o monegasco tem chances de ser mantido caso sua ida para a Ferrari não se concretize, a nova administração do time de Hinwill pende muito mais por substitui-lo por Antonio Giovinazzi ou receber um nome experiente como Sérgio Pérez ou um medalhão como Kimi Räikkönen, algo que os mais emotivos enxergam como uma maneira do finlandês encerrar sua carreira na F-1 na mesma equipe onde estreou, no GP da Austrália de 2001.

Alonso entre dois mares 
Não faltam roteiros para tentar explicar qualquer decisão que Fernando Alonso venha a anunciar como próximo estágio de sua conturbada carreira na F-1. Bicampeão mundial em 2005/2006, pela equipe Renault, Alonso consolidou em seguida a fama de piloto rápido e extremamente temperamental, a ponto de ser vetado em algumas equipes de ponta, a Red Bull entre elas. Junto a isso as críticas exacerbadas sobre o motor Honda, o inferno astral que a McLaren vive há várias temporadas e a consequente impossibilidade de vencer levaram Alonso e seus empresários – entre eles o banido da F-1 Flavio Briatore -, levaram o espanhol a considerar o planeta Indy como um porto seguro. Vencedor em Mônaco em 2006 e 2007 e em Le Mans em 2018, o espanhol das Astúrias está próximo de igualar Graham Hill na condição de detentor da tríplice coroa, indiferente de usar-se a definição clássica (campeão mundial de F-1 e vencedor das 24 Horas de Le Mans e das 500 Milhas de Indianapolis) ou moderna (vitória em Indy, Le Mans e Mônaco) do termo.

Uma falada associação ente a McLaren e a Andretti Autosport para compor uma equipe de F-Indy para a temporada de 2019 em torno de Alonso é um projeto viável. Zak Brown, o cérebro de marketing da McLaren conhece como poucos o mercado norte-americano, capacidade que pode ser medida pela quantidade de logotipos que apareceu no carro do espanhol em Indy 2017. Em contraste, os carros de F-1 há anos seguem refratários a ter um patrocinador principal. Isso é tão claro quanto é obscuro se a casa de Woking teria condições de se dividir entre duas categorias tão diferentes sem que a F-1 fosse relegada a um ostracismo ainda maior.

A junção da McLaren com a família Andretti para uma possível equipe em torno de Fernando Alonso tem implicações diretas no mercado da F-Indy: os times concorrentes precisam garantir seus melhores técnicos, engenheiros e pilotos. Scott Dixon, quatro vezes campeão da categoria e com chances de chegar ao penta, admitiu que teve conversas com Michael Andretti para muda de equipe. Ontem, porém, a Chip Ganassi alardeou que chegou a um acordo para manter o neozelandês em sua equipe em 2019.

Com Alonso já com um pé na Indy, uma mão no Mundial de Resistência (WEC) e o belga Stoffel Vandoorne bastante desgastado na comparação de resultados com seu companheiro de equipe, quem seriam os nomes para preencher essas vagas? Lando Norris, protegido de Zak Brown é um nome bastante considerado, assim como Carlos Sainz, que chegaria com apoio da Renault, posto que o mercado espanhol é importante para a marca francesa. 

Ocorre que há um risco ainda pouco explorado nessa equação: sem o mesmo caixa saudável e musculoso de outros tempos, é possível considerar que um dos dois carros seja entregue a quem chegar com uma bagagem carregada de dólares. Sérgio Pérez, no caso, se destaca por que além de patrocinadores, tem experiência e anda forte. Mais recentemente o nome de Kimi Räikkönen foi ventilado, reflexo do trabalho que desenvolveu na Lotus-Renault em 2012/2013.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Civic Type R é o carro de rua dos pilotos da Toro Rosso Honda


O Honda Civic Type R, fabricado na unidade Honda do Reino Unido (Honda of the UK Manufacturing) é o modelo ideal para um piloto de corridas de Fórmula 1 dentro ou fora da pista e foi escolhido pelos pilotos Pierre Gasly e Brendon Hartley da equipe Toro Rosso Honda como seu veículo de uso diário.

Reconhecido como o "carro de corrida para as ruas", detém o recorde de automóvel com tração dianteira mais rápido do autódromo de Nürburgring Nordschleife, com tempo de volta de 7 minutos 43.8 segundos.

Tanto Gasly quanto Hartley estão competindo em sua primeira temporada completa de Fórmula 1 neste ano, tendo pilotado o campeonato de 2017 por cinco e quatro rodadas, respectivamente. Terminando em quarto no Grande Prêmio do Bahrein no mês passado, Gasly marcou seus primeiros pontos na F1, bem como os primeiros pontos da escuderia Red Bull Toro Rosso na temporada.

Gasly e Hartley também têm outro ponto importante em comum. Ambos são campeões, com Pierre tendo o título da categoria GP2 em 2016 e Brendon dois títulos seguidos no Campeonato Mundial de Endurance.

O francês Gasly, que também terminou como vice-campeão no Super Fórmula do Japão, correndo com o Team Mugen, recebeu seu novo carro no mês passado e comentou: "Tenho muita sorte de ter um Type R como meu carro diário. Estou animado para experimentá-lo na icônica Route Napoleon, no sul da França e, talvez, até mesmo em uma pista de corridas onde eu realmente possa ultrapassar o limite".

A Honda lançou o modelo 2.0 VTEC TURBO em 2017, para entregar a experiência de condução mais recompensadora em um Civic Type R. A potência de pico do motor é de 320 cv a 6.500 rpm e o torque máximo de 40,8 kgf.m está disponível entre 2.500 rpm e 4.500 rpm. Ele completa o 0 a 100 km/h em apenas 5,7 segundos e alcança a velocidade máxima de 272 km/h.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Red Bull Toro Rosso Honda revela o STR13

A Honda e seu novo parceiro, a Scuderia Toro Rosso, revelaram seu novo carro de Fórmula 1, o STR13, equipado com o conjunto motriz Honda RA618H, no circuito de Catalunia, em Barcelona.

Seguindo a revelação do novo carro que Pierre Gasly e Brendon Hartley irão dirigir neste ano durante o Campeonato Mundial FIA Fórmula 1, a Red Bull Toro Rosso Honda agora irá se juntar aos outros nove times de F1 que participarão de oito dias de testes de pré-temporada no circuito de Barcelona, antes do primeiro Grande Prêmio da temporada, em Melbourne, na Austrália, no dia 25 de março.

Franz Tost, diretor da equipe Scuderia Toro Rosso
"Eu estou realmente ansioso para iniciar essa nova temporada e entrar em uma era inédita para nosso time, trabalhando em conjunto com a Honda. É um momento empolgante para a Toro Rosso, pois nunca tivemos nosso próprio fornecedor de motores antes. E uma parceria com uma fabricante que traz a história que a Honda tem será ótima. Nós também temos dois talentosos novatos para a temporada de 2018. Eles não são completamente novos, pois, tanto Pierre como Brendon, dirigiram por diversas corridas para nós no último ano. Mas, agora, será a primeira temporada completa para ambos na Fórmula 1. 

Eles chegaram até nós como campeões, tendo Pierre vencido o campeonato de GP2 de 2016 (agora F2), enquanto o Brendon foi bicampeão do World Endurance e vencedor das 24 Horas de Le Mans. Estou convencido que se proporcionarmos a eles um carro competitivo, eles estarão aptos a competir em níveis bem altos. Estamos trabalhando muito duro no STR13 e estou muito feliz que não teremos que esperar tanto para ver ele rodando. A temporada está começando. Gambarimasu!! (Darei o meu melhor!!)"

Katsuhide Moriyama, diretor de Operações de Marca e Comunicações, Honda Motor Co., LTD.
"Eu estou satisfeito que nosso novo carro está aqui pronto para o início dos testes de inverno, sendo desenvolvido e construído em uma agenda muito apertada. 

Isso é fruto da dedicação das pessoas da Honda e da Scuderia Toro Rosso que já aprenderam a trabalhar muito bem juntos, desenvolvendo o chassis do STR13 e a unidade motriz RA618H alo longo dos curtos meses do inverno. Agora temos apenas oito dias para avaliar nosso trabalho na pista e estarmos prontos para a temporada que está chegando. Nós agradecemos o suporte caloroso de nossos fãs e esperamos que eles gostem de ver a gente competindo no campeonato deste ano."

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Wagner Gonzales em Conversa de pista

Wagner Gonzalez

INCERTEZAS PARALISAM MERCADO DA F-1


Mercedes, Red Bull e Ferrari, as três principais equipes da F-1, já definiram sua composição para a temporada de 2017, que permanecem inalteradas, mas nem por isso o mercado de pilotos está desaquecido. 

Muito pelo contrário: as incertezas que rondam a formação da equipe Williams e o destino do mexicano Sérgio Pérez parecem ter colocado todas as negociações de contratos em banho-maria, situação que afeta os interesses de toda categoria. Novidades só deverão ser anunciadas assim que um piloto e uma equipe anunciarem a primeira decisão.



A única decisão das equipes de segundo escalão é a McLaren, onde o espanhol Fernando Alonso terá como companheiro o belga Stoffel Vandoorne, que substitui o inglês Jenson Button. Essa não é a única novidade relativa à equipe: a Honda, que até 2017 depende da aprovação da McLaren para fornecer motores a uma segunda equipe, já está ampliando as instalações de sua base em Milton Keynes, na Inglaterra. 

Yusuke Hasegawa, líder dessa operação, confirmou que há interesse de algumas equipes em usar o motor japonês; dito isso, ampliar seu quadro técnico a partir de agora é uma clara indicação que a exclusividade de Ron Dennis não chegará a 2018.

Um piloto experiente e carismático como Button seria uma boa escolha para equipes em desenvolvimento como a Renault ou a Haas e até mesmo a Williams, onde ele iniciou sua carreira na F-1. Longe de ajudar os rivais, a decisão da McLaren ajudou a tumultuar o ambiente: o campeão mundial de 2009 continuará ligado à equipe na condição de piloto-reserva e “embaixador”. Se atrasa decisões por um lado, por outro acaba abrindo vaga para novos pilotos, que este ano aparecem em boa quantidade.

Na Williams, por exemplo, os nomes mais prováveis para o ano que vem é uma mistura que tem o experiente Valteri Bottas e o canadense Lance Stroll, que lidera o Campeonato Europeu de F-3. Faltando duas rodadas para terminar a temporada (Imola, neste fim de semana, e Hockenheim, em 15 dias), Stroll lidera com 68 pontos de vantagem sobre Maximilian Günther. Caso ele confirme o título sua promoção a titular na casa de Grove será automática: a conquista facilitaria a obtenção da superlicença necessária para correr na F-1, apesar de sua idade: no dia 29 de outubro ele completará 18 anos… Fala-se que o jovem canadense já estaria testando um FW-36, de 2014, em alguns circuitos europeus. A equipe só confirma que ele tem usado o simulador dela…

Como nem Bottas, nem Stroll estão confirmados, os rumores de que Sérgio Pérez está negociando com Frank Williams ganham consistência, até porque sua contratação traria bons patrocínios mexicanos à Williams. O brasileiro Felipe Nasr e o inglês Alex Lynn são nomes que correm por fora nessa disputa. Nos paddocks da F-1 é tido como legítimo que o mexicano está contratado pela equipe Sahara Force India para 2017 desde que algumas exigências de seus patrocinadores sejam atendidas. Daí seu valor de mercado ser tão alto. Se Pérez realmente assinar, quem ficará em situação delicada é Valteri Bottas.

Apesar da possibilidade de perder Pérez, a Sahara Force India estaria relativamente tranquila quanto a preencher essa vaga: para o lugar do mexicano despontam os nomes de Pascal Wehrlein e Esteban Ocón. Ambos são ligados à Mercedes, fornecedora de motores da equipe, embora o francês tenha um acordo firmado com a Renault. Nico Hulkenberg está seguro no time, que tem chances reais de terminar a temporada em quarto lugar entre os construtores, à frente da Williams.

Equipe júnior da Red Bull, a Toro Rosso reagiu à investidas da Renault para contratar Carlos Sainz e, por tabela, agradar a um dos raros segmentos do mercado europeu que apresenta crescimento, a Espanha. A mudança de CEP de Sainz seria parte do acordo referente ao uso dos motores franceses na Toro Rosso, mas Franz Tost parece não ter gostado muito da ideia: no quesito pilotos, seu foco está entre manter o russo Daniil Kvyat ou promover o francês Pierre Gasly, atual líder da temporada de GP2.

Após um início dos mais auspiciosos, a equipe -americana Haas não conseguiu acompanhar o ritmo de desenvolvimento dos seus rivais e na corrida de Cingapura Romain Grosjean sequer conseguiu largar. Pior, o franco-suíço reclamou abertamente do baixo rendimento do seu carro, atitude cada vez mais rara na cada vez mais politicamente correta F-1. 
Não bastasse o piloto responsável pelos 28 pontos conquistados pelo time até agora, o mexicano Estebán Gutiérrez ainda deve justificar sua presença na equipe. Se não melhorar seus resultados é mais do que provável que o monegasco Charles Leclerc — integrante da Academia Ferrari e líder da temporada de GP3 — assuma seu lugar. Alexander Rossi também é mencionado como uma possibilidade

A Renault ocupou boa parte das notícias de F-1 do ano passado graças à maneira como negociou seu retorno à categoria e negociou o controle da equipe Lotus. Esse procedimento deixou marcas visíveis que ainda hoje são vistas como obstáculos para a equipe voltar à posição de protagonista que já ocupou várias vezes no passado. Se conseguiu sucesso no desenvolvimento do motor que este ano equipa seus carros e os da Red Bull, no quesito equipe a situação ainda patina. Há dificuldade na contratação de engenheiros e técnicos e há menção a um racha no seu comando.

No lado de pilotos a situação é levemente mais clara: Kevin Magnussen deixou claro que assinaria a primeira proposta que lhe garantisse um lugar na F-1 2017, mas baixou o tom de suas queixas. Jolyon Palmer, por seu lado, parece levar jeito para seguir o exemplo do pai, Jonathan, que em 83 GPs disputados conseguiu como melhor resultado um quarto lugar (Austrália, 1987), e à exceção de sua estreia na Williams, defendeu apenas a Zakspeed e a Tyrrell. Embora Esteban Ocón tenha contrato com a equipe, sua efetivação é algo que vai exigir boas conversas entre a Renault e a Mercedes.

Com um ponto no campeonato, cortesia do décimo lugar de Pascal Wehrlein no GP da Áustria, a Manor não esconde que pretende ampliar sua estrutura para o ano que vem. Atualmente dispõe de um orçamento mínimo, comparável com o da Sauber; o fato de ter o piloto alemão e o francês Esteban Ocón em seus carros certamente colabora de maneira significativa para pagar o leasing dos motores Mercedes que equipam o chassi MRT 05.

O indonésio Ryo Harianto, que disputou a primeira metade desta temporada pela equipe, poderia voltar se houver vaga e ele conseguir patrocínio suficiente. Alexander Rossi, vencedor ds 500 Milhas de Indianápolis deste ano, é outra possibilidade. O fato de ser o atual piloto-reserva da esquadra liderada por Dave Ryan pode ajudar na sua efetivação em 2017.

Na Sauber a situação está indefinida e nada indica que isso mudará em breve. A chegada de investidores profissionais certamente implicará em alguma forma de reestruturar a equipe suíça. Este quadro dá algum tempo para que o brasileiro Felipe Nasr negocie sua continuidade na equipe. Supostas ligações do sueco Markus Ericsson com os novos proprietários deverão contribuir para que ele continue na escuderia fundada por Peter Sauber e que tem base em Hinwill, próximo a Zurique.

A temporada de F1 prossegue domingo com a disputa do GP da Malásia.

Fraga aumenta vantagem na Stock Car
Duas semanas após vencer a Corrida do Milhão e assumir a liderança do Campeonato Brasileiro de Stock Car, Felipe Fraga voltou a subir ao degrau mais alto do pódio ao se impor com autoridade na primeira prova da rodada dupla disputada em Londrina no último domingo. O piloto de Tocantins soube explorar o artifício do push to pass e fez uma ultrapassagem memorável ao superar Cacá Bueno e Max Wilson no final da reta dos boxes do autódromo paranaense. As duas provas foram marcadas por inúmeras batidas, nas quais Daniel Serra foi o maior prejudicado. A temporada prossegue dia 16 no autódromo de Curitiba.

Faustini desenvolve protótipo Maserati
O santista Ney Faustini, um dos principais pilotos da época de ouro da Divisão 3, há tempos dedica-se à categoria Força Livre paulista, onde compete com modelos desenvolvidos a partir de chassis da categoria Stock Car. Negociações com outro veterano das pistas, Urubatan Helou, possibilitaram comprar o protótipo Braspress desenhado pelo saudoso João Alfran (que trabalhou com Enzo Coloni e Giancarlo Minardi na F-1). O chassi recebeu alterações importantes na oficina da equipe Absoluta: “Trocamos o trem de força original, motor Chevrolet V-8 e cambio Hewland por um de Maserati”, explicou Faustini. A ideia é desenvolver o carro nas provas do Campeonato Paulista de Força Livre e, em função dos resultados, disputar provas da Endurance Brasil em 2017.


WG