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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 3416 - 1908.2016 - edita@rnasser.com.br

Elegante, econômico, o Citroën C3 PureTech 1,2
Automóvel de entrada na marca, hábil no fugir à tentação do emprego de motor 1,0, nova geração do Citroën C3, dita PureTech, desprezou o motor 1,45 litros, quatro cilindros, nacional, por importado 1,2 tri cilíndrico. Conseguiu o melhor da sociedade de consumo, ser chique e econômico.

É elegante em formas e conteúdo, muito agradável de uso, da boa acomodação de motorista, passageiros – se medianos - e cargas, boa fórmula na faixa de preços entre R$ 46.500, e R$ 52,700 na versão Tendance, marcada pelo para brisa extenso, insólito, harmônico à proposta.

Mercado
Motor relança o automóvel, faz esquecer o salto de preços entre a versão anterior e a atual, e o coloca na linha de frente da realidade tecnológica. Hoje, em nome das regras de emissões, consumo e parâmetros a cada dia mais rígidos, tendência de fabricantes de automóveis de menores dimensões e peso é aplicar motores de 3 cilindros. O da PSA, holding das marcas Peugeot, Citroën e DS, tem opção turbo no exterior, mostrando abrir o leque para aplicação em veículos maiores. Ao usuário forma conjunto muito interessante com resultados expressivos em consumo como hatch de boa aerodinâmica, com Cx, coeficiente de resistência à passagem do ar, em 0,31. Contribui a caixa de marchas, tração frontal, 5 velocidades, com 4ª e 5ª multiplicadas. Mantém-se pioneiro da direção com assistência elétrica apresentada no modelo anterior. 

Como automóveis são produto de equação, no caso os resultados são positivos. Avaros cavalos: cruzando a 100 km/h com gasálcool, surpreende ao atingir em torno de 18 km/litro. A 120 km/h supera os 16 km/litro. Nos índices governamentais de consumo entre gasolina e álcool, está na comissão de frente. Novo engenho a gasálcool faz 82 cv a 5.750 rpm, e torque de 12,3 m-kgf a 2.750 rpm. A álcool, salta quase 10%, indo a 90 cv e torque de 13 quilos. Apesar de discordar, em alguns momentos segui mostrador no painel sugerindo mudar marchas ascendentes ou descendentes, produto da troca de informações entre velocidade, inclinação e torque do motor. Boa ajuda.

No uso é agradável na cidade, ágil para a cilindrada, bem disposto, sem exigir reduções para contornar rotatórias ou passar quebra molas. Nas estradas de pista simples, nas longas subidas, mostra outra face: se você quiser andar rápido, bote um olho no conta giros e outro na estrada, e estique as marchas.
Em comportamento, direção precisa, estável, freios apenas razoáveis pela economia no empregar discos sólidos frontais e a tambor na traseira.

Números: aceleração de 0 a 100 km/h em torno de 14s; velocidade final bordeja 180km/h; autonomia surpreendente: capaz de fazer Rio-S.Paulo-Rio com único tanque de gasálcool.

Não medi consumo com álcool. Evito utilizá-lo apesar de os números fornecidos indicarem quase 10% em adicionais e importantes cavalos-vapor. Área agricultável nobre, empregada para produzir álcool melhor faria em alimentos, com volume forçando preços menores de comida a quem não tem carro.

Novidade: duas novas fábricas de automóveis
Produto curioso, em declínio, prevê eventuais novas marcas apenas com mudança básica de tecnologia mesclando eletrônica e comunicações, como nos previsíveis carros autônomos. Caminho se afunila, marcas se mesclam com outras em nome da sobrevivência – Fiat + Chrysler; Donfeng + PSA; Nissan-Renault + Mitsubishi. Entretanto no continente sul americano há notícias do surgimento de novas indústrias, na Argentina e no Brasil.

Vejamos
No Brasil pode ser a definição operacional da chinesa Zotye Motors. Como aqui relatado, adquiriu a TAC, fabricante do jipe Stark – sem levar o negócio à frente. Também prometeu implantar outra operação em Goianésia, Go, na produção de veículos elétricos.

Carlos Eduardo Barbosa, diretor para relacionamento com o governo federal, contou à Coluna nova formatação dos planos, concordes com entendimentos com o governo cearense e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Disse, empresa reanimará a Tac, produzindo o jipe Stark para venda ao mercado brasileiro, América Latina e África. Da marca a operação poderá ter dois endereços: em Sobral, reativando reduzida área industrial, e nos arredores do Porto de Pecém, em operação para captar incentivos e vantagens de ZPE – Zona de Processamento de Exportações. Desta, todas as unidades serão enviadas a mercados externos, inicialmente, o africano. Do Stark, esclarece o diretor, haverá lançamento da linha 2017 incluindo versão com motor a gasolina, Flex, e dinamização de operações a partir do segundo semestre.

Marca estima aplicação de R$ 130M na operação no Ceará, com característica básica de fazer montagem com partes chinesas e exportar os veículos para América Latina e África. Atividade principal, esclarece, será em solo goiano, montando modelos Z100 Logic e do elétrico E200, com partes importadas e algumas nacionais.

Argentina
No vizinho país, retorno histórico. Um de seus primeiros fabricante/montadora, a Siam/Di Tella, empresa de eletrodomésticos, entre 1959 e 1967 lá produziu automóveis ingleses Riley. Desistiu, ampliou o conglomerado industrial com as marcas Noblex, Atma, Siam, Philco, Sanyo, indústria pesqueira, eletrônica e telecomunicações colocadas sob o nome de Newsan. Recentemente voltou à área da mobilidade com motocicletas elétricas, e surpreendeu o mercado mudando sua razão social para incluir indústria automotriz, como contou o jornal El Cronista. A proposta aprovada pelos acionistas é expandir a liderança, atendendo às demandas da sociedade, em leque amplo: bicicletas, triciclos, motos, automóveis, tratores, caminhões e ônibus.

Não indicou se produtos próprios, aquisição ou representação de produto ou marca já existente, ou entrar de cabeça no virgem mercado dos elétricos.

Roda-a-Roda
Avaliação – Bom sítio argentino Autoblog  publicou fotos de protótipos do novo SUV Alfa Romeo, hoje o Projeto 952 e logo a ser chamado Stelvio, em testes nas regiões geladas de seu país. Crê-se apresentação no Salão de Los Angeles, novembro 18-27.

Mais ou menos – Sobre plataforma do Giulia, motor 2,9, bi turbo, 510 cv, exige mão de obra dedicada para aproveitar tal cudelaria, não recomenda fazer veículo alto ou bruto.

Mercado - Para concorrer em diferentes segmentos, de Porsche Macam a Audi A5, várias versões, desde motor L4, 2,0 e 300 cv ao poderoso V6, tração simples e nas 4 rodas. Stelvio é instigadora e apertada rota alpina, ao norte da Itália.

Enfim – Carlos Ghosn, CEO da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, informou a Mauricio Macri, presidente da Argentina, aumentar investimentos no país.

O que - Além da produção dos novos picapes Renault-Nissan-Mercedes; da família Logan/Duster, deslocada de Curitiba, Pr; US$100M para novo produto: Dokker, utilitário simplório e, versão substituta do provecto Kangoo.

Enfim – Land Rover até final do ano trocará atuais motores Ford por seus novos, os Ingenium. Começa com diesel moderno, 4 cilindros, 2,0 litro, 240 cv e impactantes 50 m-kgf de torque. Família terá vertente com gasolina.

Exibição – Unidade de Choque do Estado de São Paulo desfila nos cariocas Jogos Olímpicos e apresentam ao país o israelense Guarder, da Plasan especializada em proteção blindada.

Jogo Duro - Projetado para operações especiais de policiamento; 4x4; blindagem Stanag 3; leva motorista, comandante e 22 soldados, é capaz de ir e voltar em qualquer terreno. Utiliza potentes câmeras captando imagens ópticas e térmicas para orientar o comandante.

Pacote – Protege usuários com sistema de extinguir incêndios, ameaças químicas, biológicas e radioativas, resistindo a bombas sujas e ataques com armas químicas, portando sistemas não letais para dispersar manifestações violentas. Empresa já desenvolveu e entregou mais de 30.000 unidades.

Evolução – Latin NCAP, programa de avaliação de veículos novos para América Latina e Caribe comparou o Novo Palio e o Peugeot 208, incluindo teste de impacto lateral. Os reforços laterais do Fiat permitiram menos intrusão no compartimento de passageiros. O 208, diz o Latin NCAP, não as utiliza.

Renovação – Ministro do Desenvolvimento, Indústria, e Comércio Exterior, disse no Congresso da Fenabrave – agrupando revendedores, concessionários, distribuidores -, país terá plano de Renovação de Frota até o final do ano. Muitos agentes. Combinou com todos ?

Curiosidade – Pouco conhecida em sua história no Brasil, DAF, fábrica de caminhões, foi indicada Marca do Ano pela Fenabrave. Resultado é consequência de pesquisa entre todos os revendedores sobre relacionamento com fabricantes.
Sem – Mesmo critério Audi ganhou o prêmio na categoria Automóveis e BMW em motos.

Outro Foco – Constatando 25 mil orelhões praticamente ociosos – médias 2 chamadas/dia -, e 2,7M de usuários sem celular nos ônibus em S Paulo, Festival Red Bull Basement criou nova utilidade.

0800 – Por chamada graciosa centro de informações responde sobre linhas, horários e itinerários no perímetro do Orelhão. A iniciativa transforma a ociosidade em ferramenta útil ao cidadão. Mais?

Situação – Área de segurança e Forças Armadas trabalham com opção de resumir a parada do Dia da Independência, o 7 de setembro, em Brasília. Buscam poupar o Presidente – possivelmente já efetivado - de protestos de turbas com o discurso do golpe.

Questão – Difícil administrar o remédio da democracia quando não se consegue aferir a semente da discórdia: democratas mal educados, ou os muitos órfãos das incontáveis tetas do governo petista ?

Investimento - Mandão dos negócios da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, 85, em união estável com a paulista Fabiana Flosi, 39, produz café premium na estância hidro mineral de Amparo, a 140 km de S. Paulo. Investe em qualidade e processos para exportar o Celebrity Coffee.

Sobrevida – Investidores paranaenses deram um tempo, sobrestaram o projeto de passar trator sobre o particular Autódromo de Curitiba, em Pinhais, Pr. Aparentemente a época não está boa para incorporação de imóveis em quantidade industrial, como seria o caso. No aguardo, corridas continuarão.

História – Volvo de automóveis comemora os 50 anos do início de produção de seu modelo 144, o primeiro da marca a superar vendas em mais de milhão de unidades, e de estilo europeizado.

Tradição - Decupado, o numeral 144 explica o automóvel. Primeiro algarismo indica série; seguinte número de cilindros do motor; último o de portas.
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sábado, 31 de outubro de 2015

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 4415 - 31.10.2015 - edita@rnasser.com.br

Fábrica de automóveis em seu estado ? Fale com a Zotye

Negócio pequeno, apalavrado, com vigor em 2016, a compra da TAC, fábrica do jipe Stark, pela chinesa Zoyte, pode gerar desdobramentos maiores. A compradora quer manter o bom jipe, mas pretende ações mais amplas e para isto considera e estuda propostas de mudança da operação atual, na cearense Sobral, para outro estado com maior pacote de vantagens, incentivos e benefícios. Neimar Braga, ainda executivo maior da TAC confirma o negócio, informa do aumento de produção para 4 unidades mensais. Não comenta valores e diz ser período de gestão compartilhada e de due diligence – análise criteriosa da operação, antecedente à gestão pelo comprador. Tudo certo, ocorrerá em 1º de janeiro de 2016, início do exercício fiscal.

Por valor não divulgado pela partes, a Zoyte Brasil (pronunciam Zoytê) adquiriu a TAC para aproveitar a oportunidade, o fato de ter produto ímpar, dar velocidade ao seu projeto local. Aqui chegou em 2014, e no Salão do Automóvel anunciou planos de importação seguida de produção local de pequeno utilitário T200 e automóvel Z100 com vendas anunciadas para maio 2016.

Produtos, explica Luiz Eduardo Barbosa, executivo da Zotye em Brasília, em homologação federal, e o projeto de implantação industrial em Linhares, ES, está bem encaminhado, porém moroso. Com a TAC exige passos mais rápidos.
Neste caminho, além de oferecer as informações do novo desenho empresarial ao governo do Espírito Santo, também o fez ao de Mato Grosso, onde o governador Pedro Taques se interessa por receber a indústria, em adquirir o jipe para serviços oficiais, estado de ampla demanda por este tipo de produto – o estado pode ser a conexão com a América do Sul e Central.

Nada fechado com relação a novo local, empresa está aberta a propostas.

Mais 
A sinergia entre as duas marcas permitirá elevar volumes de produção – 10/u/m – em janeiro; lançar a linha Stark 2016; picape; versões com motor Otto em versão Flex e transmissão automatizada de fornecedor nacional; importação e início de montagem dos produtos chineses. Atrativo à rede de revendedores.

Por registrar, o Brasil se distancia cada vez mais da postura de ter pelo menos uma marca nacional. No ranking dos maiores países em produção e vendas de veículos, o único sem tê-la. Últimas tentativas inviabilizaram-se: Gurgel, única com motor próprio, fechou; Troller, projeto nacional, foi comprado pela Ford. Remanescente TAC agora é chinesa.

Em novembro, o Golf nacional
Volkswagen aperta os parafusos finais para lançar o Golf ainda em novembro. Processo demorou, tornou-se paralelo ao do Audi A3 sedan, com a mesma plataforma e produzido na mesma linha.

Informações desencontradas variam desde dificuldades para acertar agenda de executivos estrangeiros, providências internas e, até, findar o estoque das unidades importadas do México.

Automóvel não será igual às versões em circulação, alemãs ou mexicanas, em especial na suspensão traseira, substituída, simplificada. Saiu o eixo traseiro multi link e em seu lugar, solução barata, sistema assemelhado aos utilizados nos Gol, eixo de torção chamado eufemisticamente de inter independente.

No primoroso motor 1,4 TSI, duplo comando, 16 válvulas, injeção direta, turbo, um ganho: retrabalhado para operar como Flex, a potência a álcool será de 150 cv – atuais 140 cv na versão a gasálcool. A transmissão não será DSG, automatizada com duas embreagens, mas efetivamente hidráulica. O susto tomado pela Ford e seus clientes e os problemas da transmissão PowerShift fizeram optar pelo sistema mais antigo, com seis velocidades, entretanto menos problemático em países com piso irregular.

Borgward renasce. Agora Xing-Ling
Segunda maior marca alemã de automóveis ao início dos anos 1960, a criativa e brilhante Borgward voltará ao mercado.

Há uma década seu neto Christian investe e aplica-se no renascer. Ano passado, ameaçou – mas frustrou a apresentação no Salão de Paris, como a Coluna relatou. Voltou em grande estilo em idêntica mostra em Frankfurt, e com novo desenho de negócio factibilizando a produção.

Vendeu todas as ações da nova Borgward à chinesa de caminhões Foton – tem operação no Brasil -, e a nova controladora absorveu tudo, inclusive a equipe, experiente em produto, planejamento, estratégia, comunicação, veteranos contratados à Daimler, GM, Saab, Mitsubishi.

SUV
Para o primeiro produto tomaram o caminho mundial do Sport Utility Vehicle, moda da década, e apesar da mesmice no segmento – confortos, tração permanente nas quatro rodas, eletrônica – diz diferenciar-se por linhas com traços lembrando aeronáutica, e elevado conteúdo de infodiversão, incluindo tela de toque com 30 cm.

Produção será iniciada em 2016, destinada ao mercado doméstico, o maior do mundo e, posteriormente, Europa e USA. Diz o grupo gestor da marca, apesar do refinamento terá preço competitivo com Audi Q5.
Origem
A Borgward foi das marcas mais carismáticas na história. Seu fundador, Carl Borgward, engenheiro, fazia de tudo. Do desenho da mecânica ao estilo, condução da fábrica, mercado...

Fez coisas marcantes, como ser o primeiro automóvel alemão lançado após a II Guerra Mundial; o primeiro com a definição de espaços em três volumes, ditos Ponton; nos anos ‘50 a mágica dos Isabella sedan 2 portas e Coupé; a elevada potência específica dos motores – em 1957 seu 1.5 fazia 75 hp, idêntica medida do VW Passat quase 20 anos após; e um projeto de internacionalização, focando produção durante o inverno europeu – quando as vendas caem – para os países abaixo do Equador.

O fim, inexplicado pela lógica, somou queda nas exportações com noticiário informando dificuldades financeiras, provocando corrida de credores e nunca esclarecida posição da cidade de Bremen, onde instalada, e sócia da empresa, em destituir Borgward da gestão, substituindo-o por uma comissão. Este desenho todo mundo entende, e a empresa foi fechada. Feito o balanço, os haveres em muito superavam os débitos. As instalações industriais hoje pertencem à Daimler.

Registro do óbvio, o brilho de Borgward e seu comportamento autocrático não lhe permitiram criar uma rede de sustentação e proteção, e esta ausência se somou aos fatores ou ações contra sua empresa. Ou seja, amigos são acervo.
Como registro, junto ao último Isabella produzido, os operários colocaram uma placa: Você é muito superior a este mundo. Referiam-se ao produto e ao Patron.

Roda-a-Roda
Líder – Fim do terceiro trimestre do ano, Toyota retomou a liderança mundial em vendas. Volkswagen antecedeu, perdendo pelo atual quadro institucional traçado pela emissão de seus motores diesel. Diferença pouca. Toyota 7.498 mil e VW aproximadamente 50 mil unidades menos, 7.430 mil. GM atrás, 7.200 mil.

No ar – Previsões impossíveis. Toyota sofre com problemas de re call; GM idem e ainda com queda de vendas na China; VW caiu muito menos ante o projetado como danos pelo Dieselgate, o escândalo das emissões.

Dieselgate – Com as complicações geradas pelas emissões dos motores diesel VW, e no desvario mundial de ameaças e ações contra a fabricante, a PSA – Peugeot-Citroën prepara dossiê para exibir comportamento de seus motores. Receia medidas midiáticas criminalizando os diesel, independentemente de marca ou origem. Burocrata atemorizado ou midiático pode custar muito caro.

Futuro – Toyota divulgou diretrizes para os próximos anos: fábricas 40% mais baratas, 25% menores; redução de custos operacionais; maior autonomia nas operações regionais; mais pesquisa em motores alternativos.

Carro – Em produtos, design mais eficiente e emocional, centro de gravidade mais baixo, melhor sensação de condução, direcionamento para uso de turbo, injeção direta e diesel. Quer deixar a fama de carros confiáveis porém sem graça.

Caminho – Em meio ao processo de catarse onde mergulhou para se reinventar, solucionar o problema com as emissões de diesel, e retocar os arranhões em sua imagem, Volkswagen foi ao mercado. Contratou Thomas Sedran, 51, ex presidente da concorrente Opel, como líder de estratégia. Foi responsável pela virada do Opel, quase fechando em razão de prejuízos.

Mais - Junto recrutou Christine Hohmann-Dennhardt, chefe do jurídico e compliance da Daimler – é o limite de comportamento entre o lucro e a ética social. Negociações de hora em diante não envolverão apenas clientes e países, mas líderes de outras marcas.

Materialização – Mexicanos irmãos Iker e Guillermo Echeverria concretizaram o sonho: desenvolveram o VUHL 05 – na origem Vehicles of Ultra-Lightweight and High Performance. Numeral homenageia pai.

Razão – Projeto segue a lógica do inglês Colin Chapman em seus Lotus: pouco peso. Assim, plataforma em alumínio em chapa, tubos, e colmeias, juntos por adesivos aeronáuticos, pesa apenas 78 kg. Pronto, vazio, 655 kg.

Força – Projeto racional, sem firulas do tipo construir motor próprio, mas aproveitar máquina disponível. No caso, motor Ford EcoBoost, 2.000 cm3 de cilindrada, 280 cv de potência. Posição entre eixos traseiro, transmissão de seis velocidades. A relação peso-potência permite acelerar 0 a 100 km/h em 3,7s e final em 245 km/h.

Produção – Não são estreantes. Iker ganhou prêmio em design e ambos tem empresa fornecedora destes trabalhos para fábricas estadunidenses. Fábrica, processo industrial, fornecedores e assistência técnica montados em plataforma de software FileMaker e gestão empresarial ERP. As 1.500 peças de fornecedores mundiais, tem número para permitir gestão. FileMaker empresa Apple.

Griffe – Strasse, empresa paulistana de veículos personalizados, ampliou mercado. Agora, além dos Mercedes-Benz com aplicação de kit da preparadora Brabus, incorporou serviços da também alemã Oettinger a VW Golf.

Golf - Por R$ 9.900 aumenta a potência em 20 cv, e em troca reduz 0.3 segundos na aceleração da imobilidade aos 100 km/h. Por adicionais R$ 26.900, rodas Oettinger e pneus 235/35/19. Carro O Km, versão Comfort Line, básica, com alguns equipamentos, a partir de R$ 85.900.

Novo ciclo – Honda e Nissan levaram jornalistas brasileiros ao Salão de Tóquio. Caso Honda, anunciar nova geração de motores no Brasil: 1,5 litro, quatro cilindros, comandos variáveis, injeção direta, turbo, projetados 180 cv versão álcool. Demais, 1,0 três cilindros; 2,0 com quatro. No novo Civic, 2016.

Uber – Senador brasiliense José Antonio Reguffe relatará projeto sobre o Uber como variedade de transporte. Pelo perfil liberal deve ter opinião favorável ao consumidor – ou seja, à nova opção.

Investimento – Levantamento anual pelas agências Auto Informe e a Molicar Listam três Fiat como de menor depreciação: Strada na categoria de picape pequena; 500 entre os hatch Premium; e Weekend como camioneta.

Maior – Fechadas as contas das vendas de veículos O Km em todos os 25 países de América do Sul e Central, apesar da queda de comercialização de 21% no Brasil, mantemos liderança numérica: 1.370.000 vendas. Somados, os outros 24 países indicam no mesmo período 970 mil unidades.

– A fim de caminhão Scania ? Avie-se. Preço aumentou 3% em outubro, e outros 7% em novembro. Aumentos tem sido mensais em todos os nacionais para repassar inflação e preços dos componentes pagos em dólar.

Gente – Confusão na prorrogação de incentivos fiscais regionais, envolvendo Ford, Mitsubishi e CAOA surpreende o setor. OOOO Participação da fórmula pela antiga família real não estranha por sua aura de perfeição, onisciência e o gravitar acima do bem e do mal. OOOO Pessoalmente não imagino o Eduardo Souza Ramos, de sua MMC, envolvido com subornos e afins. OOOO Não é de seu perfil de esportista, ex representante olímpico, ganhar fora das regras. E quem o conhece, sabe e aplaude a condução de sua vida e negócios. OOOO