terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Novo barco da Schaefer Yachts é testado e aprovado

Anunciada ao público durante o último São Paulo Boat Show, no início de outubro, o novo barco da Schaefer Yachts – Schaefer 510 – teve seus primeiros testes realizados , ocasião na qual passou com louvor em todas as avaliações. “Tivemos ótima resposta do barco, que atingiu velocidade máxima de 32 nós com dois motores IPS 600”, afirma Márcio Schaefer, presidente do estaleiro.

A Schaefer 510 chega para completar a gama das lanchas do estaleiro na faixa entre 50 e 60 pés. A primeira unidade será entregue nos próximos dias a um cliente que considerou ideais as soluções e inovações do produto - único neste perfil, principalmente pelo aproveitamento de espaço e navegabilidade.

Com acabamento de alto padrão, seu design acompanha a modernidade comum aos barcos da Schaefer Yachts, com destaque para a suíte a meia-nau, clássico recurso da empresa. Neste barco os clientes têm três opções de layout, incluindo a possibilidade de três suítes. “Sentimos que há uma fatia do mercado das 50 pés que carece de variedade e opções. Este modelo vem suprir isso, com a vantagem de possuir diferenciais encontrados apenas em embarcações de maior porte”, explica Márcio Schaefer, presidente e designer do estaleiro.


Características técnicas
Comprimento total (com plataforma): 15,46 m
Boca máxima: 4,32 m
Calado: 1,18 m
Motorização: 2 x IPS 600 ou 2 x IPS 700
Capacidade de água doce: 600 l
Capacidade de combustível: 1.600 l
Deslocamento leve aprox.: 17,5 ton

Designer: Marcio Schaefer

MAN Latin America diversifica negócios com caminhões usados

O segmento de caminhões usados tem ganhado mais destaque nos negócios da MAN Latin America. Em 2016 a empresa adquiriu 541 veículos seminovos, originários de negociações envolvendo a troca de caminhões novos. O volume é 80% superior ao de 2015.

“Notamos que nossos clientes desejavam renovar sua frota, mas tinham dificuldade em negociar os usados para autônomos, devido à baixa na economia”, explica Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da MAN Latin America.

O modelo de negócio ganhou força principalmente devido à crise econômica no país. Isso porque os clientes que desejam renovar sua frota já contam com veículos usados que podem ser utilizados como parte do pagamento, o que reduz o total a ser financiado e facilita o acesso ao crédito.

Os veículos adquiridos pela MAN Latin America têm garantia de procedência e passam por revisão antes da revenda. “Em momentos de economia recessiva e alta competitividade é preciso ser diferente e criar novas fórmulas de comercialização”, destaca Alouche.

Mercado importante
De acordo com o relatório da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), até dezembro de 2016 foram comercializados 332.144 caminhões usados, uma média de 6,8 unidades a cada zero-quilômetro – o total no acumulado de novos até dezembro representava 50.292 unidades.


A média é superior à registrada no ano anterior, de 5 usados vendidos para cada caminhão novo. Em 2015 as vendas de caminhões usados somaram 329.281 unidades segundo dados da Fenabrave e as de zero-quilômetro responderam por 71.787.
  

Últimas motocicletas 2016 da Harley-Davidson contam com condições exclusivas de compra em janeiro

A Harley-Davidson do Brasil oferece condições únicas de compra para os últimos modelos do lineup 2016 ainda disponíveis na rede de concessionárias, com o objetivo de que os clientes, fãs e entusiastas da marca possam começar o ano de 2017 com uma Harley-Davidson zero quilômetro na estrada e viver o estilo de vida H-D.

Mantendo a tradição secular, a companhia continua proporcionando aos proprietários o verdadeiro espírito de liberdade sobre duas rodas. Por isso a marca oferece para o primeiro mês de 2017 condições únicas para as últimas motos da linha 2016 à venda.

A poderosa família Dyna, que alia o autêntico estilo custom à performance Big Twin, já começa o ano à frente, oferecendo duas motocicletas com condições imbatíveis de compra. A Fat Bob® é um modelo único, de acabamentos escuros, faróis dianteiros tipo bullet duplos e que atrai todas as atenções por onde passa. Ela sai dos R$ 59,9 mil por R$ 54,9 mil com taxa de 0,99% ao mês, além de também ter R$ 4 mil de valorização em uma seminova. 

Já a Street Bob é uma motocicleta focada em desempenho, uma autêntica devoradora de asfalto, que com seu estilo bobber, despojado e hardcore, agrada aos mais puristas e nostálgicos. Ela parte dos R$ 55,8 mil para R$ 50,8 mil, também com a taxa de 0,99% ao mês e um adicional de R$ 3 mil de valorização em uma seminova.

Os clientes que permanecem fiéis à família Softail, que representa o lendário estilo hard tail e o prazer e estilo ao pilotar, têm a chance de adquirir a Breakout, uma motocicleta que esbanja força e personalidade e sai de R$ 73,7 mil por R$ 66,7 mil, com taxa de 0,99% ao mês, e oferecendo ainda a possibilidade de ter uma valoração de R$ 5 mil em uma seminova.

Todas as concessionárias estão preparadas para oferecer mais informações e também disponibilizam modelos de test ride para todos conhecerem na prática a linha de motocicletas da marca e o estilo de vida Harley-Davidson.


Ozz Negri disputará a 16ª temporada no endurance dos USA em clima de estreia

O piloto brasileiro Oswaldo “Ozz” Negri Junior, membro da equipe Michael Shank Racing desde 2004, já está em ritmo acelerado para disputar a sua temporada de número 16 no Endurance dos Estados Unidos e a 14ª no time sediado no estado norte-americano de Ohio. Mas apesar da longa e vitoriosa carreira, Ozz Negri vive uma fase de estreia, uma vez que mudou de carro e categoria, sendo mantida, entretanto, a parceria do time com a Honda, iniciada em 2014.

A Acura (pronuncia-se “Écura”) é uma marca de carros de luxo do grupo Honda e seu modelo superesportivo, o NSX GT3, será usado por Ozz Negri no 2017 WeatherTech SportsCar Championship. Por força dessa opção da fábrica, que tem a Michael Shank Racing como seu time oficial no campeonato, o brasileiro voltará a competir na categoria GT, após quase 15 anos ininterruptos com protótipos.

Vencedor da 2012 Rolex 24 at Daytona (ao lado de John Pew, A.J. Allmendinger e do falecido Justin Wilson, com Riley Ford), Negri já testa o novo conjunto desde o ano passado, participando ativamente do programa de desenvolvimento. A fase mais importante dessa etapa preparatória foi realizada no último fim de semana, com a realização dos treinos para a 55ª Rolex 24 at Daytona, que será disputada no circuito misto do Daytona International Speedway nos dias 28 e 29 próximos.


Ao longo de três dias, iniciados na sexta 6, Negri e os pilotos Jeff Segal, Tom Dyer e Ryan Hunter-Reay se revezaram ao volante do Acura NSX GT3 #86, estando entre os primeiros da categoria em praticamente todas as sessões realizadas. “A gente conseguiu avançar bastante na preparação. Por ser um equipamento novo, cada teste é precioso para explorar as potencialidades do carro. A equipe e o pessoal da Acura montaram um programa de testes bem longo para esse fim de semana e o bacana foi que praticamente nada deixou de ser verificado e isso foi muito bom”, avaliou Negri, que correrá em Daytona pela 13ª vez.

Nissan Revela conceito Vmotion 2.0 na edição de 2017 do Salão de Detroit


 A Nissan revelou hoje o Vmotion 2.0, um novo carro-conceito que assinala a direção que a empresa dará para o design de seus futuros sedãs e para a tecnologia de Mobilidade Inteligente. Combinando um senso aguçado de estilo, design emocional, espaço interno, conforto e tecnologia, o objetivo é proporcionar uma experiência de mobilidade mais suave para os profissionais dinâmicos e em constante movimento. O veículo foi revelado durante a coletiva de imprensa da Nissan na edição de 2017 do Salão Internacional do Automóvel de Detroit.

O Nissan Vmotion 2.0 é uma evolução da assinatura "V-motion", característica do design frontal de vários modelos Nissan atuais, como o crossover médio Murano e o Maxima. O design do Vmotion 2.0 vai além, apresentando um inteligente formato tridimensional para criar o volume e a arquitetura do veículo. Neste conceito, a grade "V-motion" se torna a fuselagem principal, permitindo uma linguagem ao mesmo tempo expressiva e extremamente contundente, acentuada pelas linhas marcantes que se estendem pela carroceria. Remetendo ao futuro da "Mobilidade Inteligente da Nissan" – o programa da Nissan para disponibilizar Mobilidade Zero Emissões e Zero Fatalidades–, as lâmpadas que circundam o logo frontal da Nissan se acendem para indicar quando o veículo está no modo ProPILOT, tecnologia que permitirá a funcionalidade de direção autônoma em ruas e cruzamentos. O vidro e a coluna traseira flutuante também transmitem uma sensação de aerodinâmica inteligente e eficiente.

A silhueta do carro é caracterizada por um "teto flutuante", com uma linha que flui suavemente das colunas bastante inclinadas do para-brisa até a borda do porta-malas. Uma moldura em carbono específica com filetes prateados dá destaque à linha do teto. Já a distância entre eixos maior revela a generosa cabine do modelo, enquanto que a superfície exclusiva da carroceria é definida pela "Geometria Emocional", que configura a linguagem de design da Nissan.

A traseira do veículo transpira classe e potência. A assinatura em forma de bumerangue desenhada pelas luzes traseiras destaca a largura do veículo. Assim como na grade frontal, o difusor traseiro se acende quando o carro está em movimento no modo ProPILOT. Já a dinâmica carroceria fabricada com aço de alta tensão apresenta uma pintura em tonalidade prata reluzente, com nuances na cor cobre. Graças ao efeito em camadas proporcionado pela pintura, a carroceria sutilmente revela um matiz diferente conforme o ângulo de visão.
"A cor cobre surge como tendência em diversos segmentos, como na moda, design de interiores e de produtos. Queríamos introduzir nuances e toques de cobre em combinação com outros metais, como o prata acetinado e o cromado", comentou Shiro Nakamura, vice-presidente mundial de design e executivo-chefe de criação da Nissan.

Com abertura não convencional, as portas dianteiras e traseiras criam um espaço desprovido de coluna central, abrindo-se para a convidativa e espaçosa cabine do Nissan Vmotion 2.0. O painel de bordo dá continuidade à temática de "Asa Deslizante" do design, integrando o painel de instrumentos e o sistema de informação e entretenimentoque pode ser acessado tanto pelo motorista como pelo passageiro dianteiro. O display horizontal contínuo integra a interface gráfica do usuário ProPILOT. Para os passageiros traseiros, o console central exibe uma tela menor, que pode ser utilizada como extensão do display central.

Os bancos são confortáveis e proporcionam boa sustentação, forrados com couro macio por meio de uma técnica exclusiva de costura que remete a uma sofisticada bolsa. O design do volante permite que o motorista e o passageiro vejam claramente todas as informações exibidas pelo display de informação e entretenimento sem qualquer bloqueio, acentuando a experiência suave da interface gráfica. E, graças ao design exclusivo da cabine, tanto o motorista como o passageiro desfrutam de muito conforto quando o carro está no modo ProPILOT. O layout simples do console central inclui um touchpad multifuncional que dá acesso aos comandos do sistema de informação e entretenimento. Todos os materiais de revestimento interno transmitem refinamento e sofisticação, como o acabamento em madeira zebra utilizada no assoalho e do lado de dentro das portas.

Inovadores, os alto-falantes Bose UltraNearfield disponíveis no Vmotion 2.0 contam com tecnologia de gestão do som. Esta tecnologia aumenta a consciência situacional dos passageiros. O sistema pode controlar a direção e a distância do som, gerando um campo sonoro de 360º em torno do motorista, transmitindo diferentes sons de forma clara e simultânea.

O Nissan Vmotion 2.0 apresenta a Condução Inteligente da Nissan (Nissan Intelligent Driving), que figura entre os três principais elementos da Mobilidade Inteligente da Nissan. A Condução Inteligente da Nissan contribui para proporcionar uma experiência ao mesmo tempo confortável e segura por meio de tecnologias como a ProPILOT, que foi concebida principalmente para permitir que o veículo seja conduzido no modo autônomo – não apenas em autoestradas e em condições de tráfego intenso, mas também em ruas e cruzamentos em ambiente urbano.

Dimensões básicas
Comprimento total
4.860 mm (191,3 pol.)
Largura total (sem retrovisores)
1.890 mm (74,4 pol.)
Altura total
1.380 mm (54,3 pol.)
Entre eixos
2.850 mm (112,2 pol.)


CHRYSLER PACIFICA VENCE PRÊMIO UTILITÁRIO DO ANO 2017 NA AMÉRICA DO NORTE

A recém-lançada Chrysler Pacifica foi escolhida o Utilitário do Ano 2017 por um painel de especialistas automotivos dos Estados Unidos e do Canadá. Os três vencedores (o júri também elegeu o Car of the Year e o Truck of the Year) foram anunciados hoje em uma coletiva de imprensa durante o Salão de Detroit. Esta foi a 24ª edição do mais prestigiado prêmio automotivo da América do Norte.
 
"Quando introduzimos a Chrysler Pacifica há menos de um ano, acreditávamos que tínhamos criado a fórmula perfeita para as famílias modernas ", disse Tim Kuniskis, chefe das marcas Dodge, SRT, Chrysler e Fiat nos EUA. "Mas é o reconhecimento de nossos clientes e de respeitados formadores de opinião que ajuda a reforçar o status da Pacifica no mercado e destaca o grande trabalho que toda a equipe fez no seu desenvolvimento, construção e vendas. "


Disponível com propulsão a gasolina ou híbrida, a Chrysler Pacifica reinventou o segmento de  minivans com um nível sem precedentes de funcionalidade, versatilidade, tecnologia e estilo. Projetada do zero para substituir a consagrada Chrysler Town & Country, a Pacifica traz mais de 100 itens de segurança e um pacote sem precedentes de comodidade e funcionalidade. 


Entre os destaques tecnológicos da Pacifica estão o sistema de cancelamento ativo de ruído (ANC) e o novo sistema Uconnect Theater, com duas telas traseiras HD de 10 polegadas e uma de 8,4 polegadas no painel, e até 20 alto-falantes. 

A minivan ainda dispõe de itens de comodidade como aspirador de pó Stow ‘n Vac integrado na coluna traseira, teto solar panorâmico triplo e o acionamento sem as mãos para as portas corrediças e para a tampa traseira. O sistema de bancos retráteis Stow ‘n Go foi modernizado para ampliar a versatilidade de configurações e facilitar ainda mais o acesso à terceira fileira.

Audi no Salão de Detroit: trio poderoso para iniciar o novo ano

A Audi inicia o ano com três destaques: com o conceito Q8, a montadora antecipa o futuro modelo de produção no Salão Internacional do Automóvel de Detroit. Ao mesmo tempo, a marca celebra a estreia mundial do SQ5 TFSI e apresenta ao público as versões A5 e S5 Cabriolet pela primeira vez.

Uma síntese de cupê e SUV: o conceito Q8

 Prestígio e esportividade insuperáveis – isso é o que o conceito Q8 representa. O modelo combina o amplo espaço típico de um SUV com o estilo emocional de um cupê. A Audi no segmento de SUVs full-size com esse carro. Ao mesmo tempo a marca oferece uma prévia da futura direção de design com o conceito. Muitos elementos remetem ao Ur-quattro original dos anos 1980, incluindo as excepcionalmente largas e planas colunas C, bem como os para-lamas robustos e poderosos. Apesar da linha de teto reta, o protótipo oferece bastante espaço para quatro pessoas, além de bagagens. Linhas amplas emprestam ao interior um ambiente esportivo e elegante. 

O novo conceito de controles é baseado em amplas telas sensíveis ao toque, complementadas por um Audi virtual cockpit aprimorado e um head-up display que usa tecnologia inteligente de realidade aumentada para mesclar indicadores virtuais com o mundo real. Por exemplo, uma seta de navegação aparecerá na mesma posição que uma seta real na rua. Os sistemas de direção e suspensão apresentam tecnologias de ponta em alto volume de produção. O conjunto mecânico híbrido plug-in poderoso e altamente eficiente do conceito produz um total de 449 cv e 700 Nm de torque. A potência é entregue à estrada por meio da tração integral permanente quattro. Suspensão a ar e freios a disco de cerâmica completam o impressionante pacote tecnológico. O conceito Q8 é a base para um modelo de produção que a Audi lançará no mercado em 2018.

V6 potente e dinâmica superior: O SQ5 TFSI
 A versão mais esportiva da linha Q5 celebra sua estreia mundial no Salão de Detroit. O motor 3.0 turbo V6 entrega 354 cv e 500 Nm de torque a apenas 1.370 rpm. Com isso, o SQ5 acelera de 0 a 100 km/h em 5,4 segundos.

A tração integral permanente quattro suporta um comportamento de condução dinâmico aliado à transmissão tiptronic de oito velocidades com trocas suaves. A agilidade do carro é aprimorada com o diferencial esportivo, que distribui efetivamente o torque entre as rodas traseiras, e a direção dinâmica com relações variáveis. Ambos os componentes estão integrados ao sistema de condução dinâmica Audi drive select – assim como o motor, a transmissão e os amortecedores. Isso permite ao motorista ajustar as características do SUV em vários modos. Opcional, a suspensão a ar oferece o ajuste da altura da suspensão para cada situação específica. Diversos retoques no design e uma lista mais recheada de equipamentos de série diferenciam a versão mais esportiva do Q5 normal, incluindo bancos esportivos S revestidos de couro Alcantara, faróis de LEDs e rodas de alumínio de 20 polegadas com design de cinco raios duplos em forma de estrela. O SQ5 TFSI chegará às concessionárias alemãs em meados de 2017.

Prazer ao dirigir a céu aberto: A5/S5 Cabriolet
A Audi está complementando a família A5. Após o lançamento das versões Coupé e Sportback, a marca apresenta os novos A5 e S5 Cabriolet pela primeira vez em Detroit. Seu design é baseado nas linhas elegantes do Coupé. A janela traseira ficou mais plana e destaca o visual esportivo, assim como a traseira mais curta e o longo capô com vincos marcantes. A capota de tecido clássica oferece excelente isolamento acústico e agora tem uma nova função: um rápido puxão no interruptor é tudo o que é necessário para abrir ou fechar a capota totalmente automática, mesmo com o carro em movimento, a até 50 km/h. 

Também estão incluídos nos novos A5 e S5 Cabriolet os mais recentes recursos tecnológicos de conectividade e sistemas de assistência ao motorista. O sistema quattro empresta ao cabriolet médio tração e condução dinâmica superiores. Amortecedores adaptativos estão disponíveis como opcional e são incorporados ao sistema Audi drive select, que permite ao motorista optar por uma experiência de direção mais esportiva ou focada no conforto. Os novos motores do S5 entregam um desempenho poderoso, com 190 cv nas versões 2.0 TDI e 2.0 TFSI e 354 cv no 3.0 TFSI. Os modelos chegam às revendas europeias em março deste ano.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

MOPAR: 80 ANOS DE EVOLUÇÃO

A marca Mopar, nascida em 1º de agosto de1937 como uma contração do termo “Motor Parts” (peças de motor), comemora 80 anos em 2017, marcando uma evolução surpreendente ao longo de oito décadas. Introduzida pela primeira vez como o nome de uma linha de produtos anticongelantes para o sistema de arrefecimento, a Mopar transformou-se ao longo dos anos para abranger assistência técnica, peças e atendimento ao cliente. Hoje ela atende proprietários de veículos de todas as marcas do grupo FCA – Fiat Chrysler Automobiles ao redor do globo.

Após sua introdução em 1937, a marca Mopar rapidamente começou a representar mais do que apenas um líquido anticongelante. A marca fez um nome para si na era dos “muscle cars”, nos anos 1960, cimentando um legado nas ruas e nas pistas de arrancada. Tanto que, ao final daquela década, os donos começaram a se referir a seus veículos como “Mopar” – foi quando surgiu a frase “Mopar or no car” (numa tradução livre, “Se o carro não é Mopar, melhor ficar sem carro”).

Durante os últimos dez anos, a Mopar acelerou fundo para se transformar na marca global de assistência técnica, peças e atendimento para todos os proprietários de veículos da FCA. Em 2008, o serviço Mopar Express Lane, que oferece trocas rápidas de óleo, entre outros serviços, foi introduzido nas concessionárias, com mais de 1.000 pontos operacionais nos Estados Unidos e 1.750 em mais de 20 países.

Está em andamento a construção de novos Centros de Distribuição de Peças (CDP) Mopar nos EUA, que se somarão à atual rede formada por mais de 50 CDPs estabelecidos para atender os mais de 500.000 produtos no portfólio Mopar.

Na última década, a Mopar abriu caminho com várias novidades da indústria, incluindo os primeiros aplicativos com informações dos veículos, recarregamento sem fio de celular no veículo e tecnologia de tablets na concessionária conectados à fábrica via Mopar wiADVISOR. A marca Mopar também desenvolveu uma série de veículos Mopar de edição limitada construídos na fábrica, começando com o Mopar Challenger 2010. Um novo veículo especial Mopar foi introduzido todos os anos desde então, sendo o mais recente a picape Ram Rebel 2016, totalizando 3.650 unidades veículos Mopar de série limitada.

Em relação a produtos, a Mopar trabalhou em conjunto com a marca Jeep para criar a linha Jeep Performance Parts, oferecendo componentes próprios para o off-road. No final de 2016, novos kits de motores Mopar Crate HEMI foram lançados, permitindo aos entusiastas usufruir do poder HEMI moderno em carros clássicos, anteriores a 1975.

Comemorando 80 anos de Mopar
Ao longo de 2017, a marca Mopar marcará seu 80º ano com uma grande quantidade de iniciativas, incluindo edições limitadas de veículos, ofertas de serviços e peças com temas do 80º aniversário, mercadorias especiais, eventos, festas e muito mais. A comemoração de começará no Salão do Automóvel de Detroit, aberto até o próximo dia 22. Em tom com a expansão global da marca, representantes da mídia e do setor automotivo de todo o mundo terão a oportunidade de viver o início da festa da marca e conhecer no estande uma oficina Mopar feita com o tema do 80º aniversário.


Mopar: Através das Décadas
Nasce a Mopar
Em 1937, seis anos depois que a fábrica da Chrysler Motors Parts Corporation foi montada no complexo da empresa em Highland Park, Michigan, um grupo de pesquisa de marketing interno foi encarregado de desenvolver um nome para o líquido anticongelante usado nos carros Chrysler. Mopar foi o nome. Uma das primeiras apresentações do nome Mopar ao público ocorreu quando a Chrysler foi convocada para fornecer um carro alegórico para uma parada que abriu a convenção anual de Shriner, realizada em 1937, em Detroit.

Dos anos 1940 em diante

Os anos da Segunda Guerra Mundial viram a Mopar e a Chrysler desviarem suas produções para peças, armas e veículos militares. Como todos os principais fabricantes, os recursos foram dedicados à vitória no conflito. Após a guerra, a Mopar mudou-se para um edifício na Avenida Jefferson, em Detroit, e logo depois em 1947, o programa de treinamento Master Tech foi lançado para dar aos técnicos Chrysler os melhores conhecimentos.


Em 1953, a Mopar cresceu tanto em número de fábricas como em número de peças disponíveis. O depósito Mopar Parts Depot na cidade de Center Line, vizinha a Detroit, abriu com muita fanfarra, sendo um centro de peças extremamente movimentado que ainda floresce. Hoje, a estrutura abriga mais de 1.300 empregados e mais de 16,5 milhões de peças são enviadas a partir de lá anualmente.

Com o surgimento do motor HEMI, os carros de corrida do Grupo Chrysler começaram a brilhar nas pistas, lançando a vocação de alto desempenho que em breve iria definir o tom para a próxima "personalidade" da marca Mopar.

Mopar nos anos 60 e 70 de alto desempenho
Conforme a década de 1960 passava, itens elétricos e de vidro foram adicionados à linha de peças Mopar, e as corridas estavam se tornando o padrão para os carros de série. A Chrysler introduziu os pacotes com os motores de desempenho Max Wedge em 1962 e o amor dos Estados Unidos pela potência decolou.


Enquanto isso, um grupo de engenheiros da Chrysler autoentitulados de Ramchargers tinha trabalhado por noites e finais de semana para fazer seus carros especiais mais rápidos na pista. Os componentes de alto desempenho que eles desenvolveram levaram à marca Mopar Direct Connection de peças de corrida. Inicialmente, as novidades iam somente para os pilotos profissionais, mas depois passaram a ser vendidas ao público. Um piloto que logo soube dessa disponibilidade foi Don Garlits, o “Big Daddy”, um inovador, ícone e campeão de arrancada que se tornou um embaixador eterno da Mopar. Os nomes Garlits e Mopar permaneceram entrelaçados durante sua carreira legendária, repleta de recordes.

Ganhar na pista significava vendas no showroom, e a Chrysler e seus carros preparados foram vencedores. O motor de corrida definitivo, o 426 HEMI, tomou as pistas de assalto em 1964 e, dois anos depois, as ruas com o 426 Street HEMI. Até o final dos anos 60 e início dos anos 70, os orgulhosos entusiastas da Chrysler, Dodge e Plymouth tinham adotado a palavra Mopar para descrever qualquer um de seus veículos. E a competição aprendeu a temer o nome.
Os últimos carros com pacotes de desempenho da época apareceram em 1968, quando a Chrysler construiu uma série de Dodge Dart e Plymouth Barracuda HEMI Super Stock. O legado permanece, pois esses veículos ainda estão entre os mais rápidos e velozes nas categorias Super Stock da NHRA, a associação de provas de arrancada dos EUA. A Mopar homenageia esses carros patrocinando o desafio especial NHRA Mopar HEMI a cada ano.

Mais mudanças
As décadas de 1970 e 1980 levaram a muitas mudanças na indústria automobilística, com controles de emissões mais rígidos, escassez de gasolina e o fim da era dos “muscle cars”. A linha de peças de desempenho Direct Connection da Mopar foi lançada para todos os entusiastas, não apenas para os pilotos, e mais tarde foi rebatizada de Mopar Performance para capitalizar sobre a já forte herança Mopar. Em 1987, a Chrysler comprou os ativos da American Motors e a marca Jeep entrou na família, resultando na adição de peças e acessórios para o crescente portfólio da Mopar.


A Divisão de Serviços e Peças da Mopar estava se expandindo em novas direções, com novos objetivos e ambições. O que antes era um nome voltado diretamente para componentes e assistência técnica estava agora sendo preparado para entrar no novo século como uma marca que representaria peças, serviços e atendimento total ao cliente.

Começa um novo século
Os anos 90 foram menos sobre a mudança e mais sobre o fortalecimento dos alicerces da Mopar. A ênfase foi redobrada na formação de técnicos, utilizando programas como o Mopar College Automotive Program (CAP). Em conjunto com as faculdades comunitárias em todo o país, o programa de dois anos de treinamento-estágio CAP apoiado pela Mopar continua a produzir os melhores técnicos automotivos qualificados.


Na virada do milênio, treinamento e tecnologia foram palavras-chave adotadas na Mopar. A época também inaugurou um design atualizado do logotipo Mopar Omega M, o novo motor Gen III (3ª geração) HEMI surgiu e a Mopar aprofundou sua participação em competições.Começando a girar para um mundo de globalização e veículos de alta tecnologia, técnicas e ferramentas, a Mopar estava pronta para ser um líder na melhoria da experiência do cliente.

Compromisso com o atendimento ao cliente
Em 2008, a Mopar começou a operar a Mopar Express Lane, um modelo de negócios baseado em trocas rápidas e serviços leves que remodelaria a forma como as pessoas viam as visitas às concessionárias. Giro rápido, sem agendamentos necessários e preços competitivos provaram ser cartadas certeiras e levaram à abertura do milésimo ponto do Mopar Express Lane em operação nos Estados Unidos em 2016.


A Mopar não parou de se mexer, trabalhando em inovações tecnológicas para melhorar a experiência do cliente. Várias primazias no setor foram introduzidas, incluindo os primeiros aplicativos de informação do veículo para smartphones e o wiTECH, um software de diagnóstico do veículo para os técnicos nas concessionárias, simplificando o processo de reparo.

Em 2008, homenageando sua história de desempenho, a Mopar lançou seu primeiro carro preparado na fábrica em 40 anos, o Mopar Dodge Challenger Drag Pak. As 100 unidades produzidas se esgotaram rapidamente e novas fornadas do modelo vieram nos anos seguintes, com o mesmo sucesso. Em 2010, a marca produziu o primeiro de uma série em curso de edições limitadas, com 500 exemplares do Mopar Challenger 2010, montado com peças especiais e acessórios Mopar. Seguiram-se: Mopar Charger 2011, Mopar 300 2012, Mopar Dart 2013, Mopar Challenger 2014, Mopar Dodge Charger R/T 2015 e Mopar Ram Rebel 2016.

Uma marca global
Nos últimos anos, a Mopar acelerou sua transformação em uma marca responsável pela experiência dos clientes de todos os veículos da FCA no mundo. Como parte dessa abordagem centrada no consumidor, em 2016 mais de 1.750 postos da Mopar Express Lane estavam operacionais em mais de 20 países ao redor do mundo. A marca também brilhou nos maiores palcos, com aparições regulares em salões internacionais do automóvel.


Os clientes tiveram a opção de adicionar acessórios Mopar durante o processo da encomenda e ter seu veículo zero-quilômetro entregue ao concessionário com os itens já instalados por meio do sistema Custom Shop, presente em 11 fábricas da FCA ao redor do mundo. As unidades mais novas do Mopar Custom Shop, no México e no Brasil, abriram no final de 2015.

Dois novos Centros De Distribuição de Peças começaram a ser erguidos nos EUA, para se juntar à atual rede de mais de 50 CDPs em mais de 20 países, trabalhando com a máxima agilidade.A experiência de assistência técnica da Mopar foi aprimorada em 2012, quando as oficinas das concessionárias foram as primeiras a incorporar o uso do wiADVISOR, uma ferramenta de diagnóstico baseada em tablet que imediatamente faz o download dos dados do veículo e do cliente, a partir do computador do veículo e se conecta com os bancos de dados da engenharia de fábrica, para que o cliente seja atendido no menor tempo possível.

Enquanto se expandia globalmente, a Mopar permaneceu fiel ao seu DNA, apoiando os pilotos de arrancada na NHRA, amadores e profissionais. Com isso, a marca conquistou os títulos da categoria Pro Stock em 2012 e 2013. E o Dodge Charger R/T patrocinado pela Mopar da equipe Don Schumacher Racing vem dominando a classe Funny Car, faturando quatro campeonatos nos últimos seis anos e Copa dos Fabricantes da NHRA pelas marcas Mopar e Dodge em 2016.

A Mopar continuou a criar peças e acessórios para ajudar os proprietários a deixar seus veículos de acordo com seus estilos de vida individuais. A marca introduziu uma nova linha da Jeep Performance Parts para os adeptos da condução off-road e, no final de 2016, trouxe novos kits de motor Mopar Crate HEMI, permitindo que os entusiastas equipem o poderio do HEMI moderno em veículos clássicos de 1975 para trás.

Hoje a Mopar atua em mais de 150 mercados, com atendimento total ao cliente e portfólio de mais de 500 mil peças e acessórios – uma
longa trajetória desde sua origem humilde como marca de líquido anticongelante.



Primazias da Mopar
Durante os 80 anos da marca, a Mopar colocou inúmeras novidades no mercado, incluindo:
• Aplicativos de informação: primeira a introduzir aplicativos com informações dos veículos para smartphones, um novo canal de comunicação com os consumidores;
• wiADVISOR: primeira a incorporar uma ferramenta de assistência técnica baseada em tablet;
• Sistema Eletrônico de Rastreamento de Veículos (EVTS): primeira a comercializar um novo dispositivo interativo de rastreamento de veículos que envia ao proprietário um texto quando o veículo é conduzido muito rápido ou está muito distante, com base em parâmetros pré-definidos;
• Wi-Fi: primeira marca a oferecer aos clientes a capacidade de tornar o veículo um hot spot wireless;
• Manual do proprietário eletrônico: primeira a introduzir os manuais tradicionais do proprietário em um DVD e um resumo do guia do usuário.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Fernando Calmon - Alta Roda - Abertura segura das portas

Alta Roda nº 922/27230– 073– 0oda nº852/0111508– 2oda nº851/2017

Fernando Calmon
Evitar que uma porta, ao ser aberta, danifique outro veículo ou bata em um obstáculo, finalmente está perto de se tornar realidade. A empresa alemã Kiekert, uma dos maiores fabricantes de fechaduras do mundo, resolveu investir no projeto de um grupo de estudantes do grau médio de Colônia (Alemanha) para desenvolver um sistema que batizou de i-protect, apresentado este ano ainda em forma de protótipo em um colóquio na cidade de Munique, naquele país.

Fechaduras são mecanismos que podem ter de 35 a 150 componentes, só perdendo em complexidade para o motor. Como não é um dispositivo tão barato, pelo grau de segurança exigido, seus fabricantes tentam agregar valor ao seu negócio, caso da Kiekert. Um dos desenvolvimentos da companhia é uma fechadura com LED que adverte outros veículos e pedestres que a porta está sendo aberta. Trata-se de um dispositivo mais efetivo do que luzes nas laterais internas das portas que podem ser vistas tarde demais para evitar um acidente.

Dessa forma a Kiekert está impulsionando as pesquisas que tornarão viável o i-protect, que funciona de forma aparentemente simples: um sensor embutido na porta reconhece o que se passa em torno do automóvel, envia um sinal avaliado pela central eletrônica do veículo que trata de bloquear a abertura. Esta operação se faz por meio do limitador que ajuda a sustentar a porta aberta, utilizando um comando eletromagnético. É altamente preciso, capaz de parar o movimento alguns centímetros antes do obstáculo.

O dispositivo identifica objetos estáticos de qualquer tamanho ou forma ao longo de todo o ângulo de abertura da porta. O sistema de retenção, totalmente mecânico, deixa para corrente elétrica a função de abrir e frear, o que torna o manuseio da porta bem mais confortável, inclusive para pessoas que se queixam de certo peso para operá-las, especialmente quando o veículo está em um aclive desfavorável e se precisa vencer a força da gravidade.

Segundo a Kiekert, houve algumas tentativas anteriores de achar uma solução para abertura segura de portas, mas o sistema agora desenvolvido conta com a tecnologia correta. A empresa prevê que o i-protect entrará em produção em 2020 e o está negociando com um fabricante de carros — não revelado, claro. Por enquanto, só pode detectar objetos estacionários, mas o próximo estágio ampliará o campo de atuação para identificar veículos em movimento, incluindo motocicletas, bicicletas e até pedestres.

Provavelmente não será um equipamento barato, mas em termos de segurança pode se tornar atraente para marcas premium. A versão básica que só detecta objetos estáticos deverá custar menos, mas diminui prejuízos que uma abertura de porta descuidada ou mesmo em locais muito apertados costumam produzir no próprio carro ou nos de terceiros.


Para oficinas mecânicas das concessionárias, que enfrentam valores de imóveis cada vez mais elevados nos grandes centros urbanos, com relação tanto ao tamanho dos boxes de serviços quanto das áreas de estacionamento, um dispositivo como o i-protect viria em boa hora.

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 0117 - 07.01.2017  edita@rnasser.com.br

De Carro na República Dominicana
República Dominicana fica no Caribe, meio caminho entre Américas do Sul e Norte. Pouco lembrada, foi o ponto de inflexão do desenvolvimento mundial quando, em 1492, Cristóvão Colombo aportou, logo instalando o primeiro Vice Reinado extra europeu. Diego, seu filho, foi pioneiro Vice Rei a operar no Continente Americano e seu palácio, o Alcazar de Colón, construído em 1512 até hoje remanesce como atração no Centro Histórico, contando história com auxílio de mobiliário e utilidades de época, auxiliado, em seu entorno pelos primeiros prédios erigidos nas América: administração, igreja, forte, alguns ininterrupta e secularmente ocupados pela gestão do poder. Como lembrança, o Brasil foi descoberto oficialmente em 1500, mas os portugueses registraram e largaram. Os franceses pilharam o país até 1565 quando expulsos por Estácio de Sá, representando a Coroa. Na prática o Brasil começou em 1565 no Rio de Janeiro, nas proximidades de onde hoje está o abandonado Hotel Glória.

Superfície do país é de 48.500 km2, soma aproximada de Alagoas e Sergipe, e divide com o Haiti a Ilha Hispaniola, segunda maior – primeira é Cuba. O dividir é ao pé da letra. Haiti, primeiro país a tornar-se independente nas Américas, é o mais pobre do Continente; população predominantemente negra; assinalado por desastres naturais inexplicavelmente limitados às fronteiras. Sua população tem melhor situação de educação, conhecimento e interpretação, e menor acidentalidade com veículos. Os dominicanos são arrepiados com os vizinhos.

Pouca industrialização, economia de base com criação de gado, plantio de cana, arroz, produção de sal, os dominicanos demoraram a demarrar-se em integração pelo deficiente sistema de ligação e transportes, tomando muitos anos evoluir dos cascos dos animais, ferrovias, às estradas de rodagem. E destas apenas as novas, de instigação turística, tem boa qualidade.
Legenda 02: RD, mapa geral

Sua economia foi traçada como dependente dos gastos dos muitos turistas. Dados de 2015, país teria imaginados 11 milhões de habitantes, e recebera quantidade quase igual de visitantes, e facilita, sem necessidade de Visto e por pagamento de US$ 10 por pessoa à chegada no Aeroporto. Na ocasião você entende a lógica da operação: há duas pessoas para processar o tíquete de entrada: uma entrega, outra recebe ...

Nas localidades dedicadas ao turismo estão, ao Norte, Punta Cana, com enorme quantidade de hotéis no sistema all inclusive - fácil entender: é um enclave americanizado, sem cidade dominicana nas proximidades e, assim, os hotéis devem criar a própria ilha de serviços para atender aos hóspedes. Estes, em sua maioria, norte-americanos de renda média e baixa, brasileiros. Vai-se pela Ruta 3, a 250 pesos de pedágio.

Outro lugar recente e demandado, a Leste, é Samaná, cercado por mar e lagoa, dividido com Las Terrenas. Resorts novos, hotéis, pousadas e a utilidade de apoio e turismo do comércio e serviços da cidadezinha, simpáticos e descompromissados como o são os das cidades praianas do Continente Sul. Poucos hóspedes brasileiros, outros de língua espanhola, canadenses, italianos, franceses, alemães. Pela Ruta 7 e depois a Estrada da Odebrecht... Punta e Samaná ficam a duas horas por rodovia.
Por lá

Sedãs, SAVs e SUVs são mandatórios aos turistas demandando por Samaná e Las Terrenas. Hóspedes em Punta Cana utilizarão o aeroporto da cidade, ou transfer de agências de turismo a partir de Santo Domingo.

O país possui cinco aeroportos e exceto Punta será mandatório alugar carro, havendo como opcional ônibus de operadores de turismo e os Guagua, como se chamam os micro ônibus tropicalmente desorganizados, com lotação superior à capacidade técnica, folclóricos e desaconselháveis.

Folheto de turismo distribuído nos hotéis enfatiza as belezas naturais, as praias, estradas, florestas, grutas e faz curioso alerta quanto ao comportamento social: o rápido é para amanhã.  É uma das cláusulas pétreas da operação dominicana: não há pressa – ou noção de produtividade. Assim, quando você, por internet, faz e paga a reserva de um eventual SUV para sete lugares em locadora internacional, chega ao balcão, exibe o comprovante, nada garante a disponibilidade de tal veículo, e o fato será problema exclusivamente seu. O atendente da locadora informa ter havido erro no sistema; não haver o carro reservado; e que se quiser, procure em outra – onde haverá, mas a preço duplicado. E cobram, por cinco dias, US$ 1,200 por um SUV com mais de 100 mil km rodados – e dê-se por satisfeito, incluindo a demora. Não adianta ficar valente. Restará como opção os carros de turismo –US$ 200/pessoa/aeroporto-hotel !

Na República Dominicana não procure por identidade física nacional. Eles se orgulham ser produto de mescla entre índios, europeus e negros, e isto se espelha nas lembranças turísticas: bonequinhas não tem rosto.

Cuidado
Conduzir na capital, cidades periféricas, estradas, exige condicionamento de extrema atenção, exercício de tensão. Tudo, mesmo o inacreditável, pode acontecer: parar na alça de acesso para alguém descer; idem na via de velocidade deixando a Capital, o Guagua para junto à defensa para passageiro usar o micro ônibus como degrau para saltar sobre a barreira e cruzar correndo a pista de velocidade; picapes com mais de dezena de pessoas em pé na caçamba, são usuais e você reza para que nenhum caia no asfalto à sua frente. Parar com meio carro na estrada; retornar entre as fila do pedágio e sair na contra mão do acostamento; ultrapassagem sem visibilidade, sobre faixa dupla; sobre pontes. O inimaginável no trânsito acontecerá.

Termômetro
Por hábito me valho de embaixada brasileira para entender os lugares e ter referência em caso de necessidade. Um dos nossos diplomatas recomendou: aconteça o que acontecer, não proteste, não buzine, não reclame. As pessoas andam armadas e podem se sentir ofendidas com alguém querendo organizar a desordem. Fique quieto e espere a confusão se diluir.

Convívio com armas, coisa a nós inusual, faz parte do dia-a-dia. Nos postos de pedágio o segurança é do Exército e usa uma arma longa, fuzil ou escopeta. Nas estradas o policiamento é intenso: picapes com a sigla do Ministério de Obras Públicas e Comunicações, guardas com coletes refletivos, e armas longas na mão. Fiscalizam, ou fazem presença. Anda-se na velocidade definida: 80 km/h. Abordado ouvi conversa mole de a polícia estar ali para garantir a segurança dos viajantes, que o pagamento estava atrasado e por isto pedia uma colaboração. Respondi em alguma coisa parecida com francês e, ante a falta de compreensão, mandou seguir.

Na entrada do estacionamento de supermercado, o guarda usa arma longa. Em compensação, se você estiver armado, não será permitido, como informa o cartaz.

Vais estacionar na rua da ultra movimentada Santo Domingo? – um terço da população ali habita. O flanelinha tem espaço definido por cones próprios. Ele o remove para você estacionar... No desencontro de preços, quatro horas de estacionamento custaram preço menor ao de uma garrafa de água italiana. Quase tudo é importado.

O país é bonito e variado, das grandes superfícies planas, às montanhas. O mar é matizado, azul caribenho na faixa banhada pelo Pacífico, na direção de Punta Cana, e verde com faixas azuladas na região banhada pelo Atlântico, onde está Samaná, servida por estradas particularmente boas ligam-na a Samaná. Bem sinalizadas, limpas, árvores plantadas nas laterais, capim cortado, placas visíveis. A via cruzando o Parque Nacional dos Haitis, mescla plano e serra, com paisagens como festa para os olhos, foi construída recentemente pela ora midiática Odebrecht. Dizem os locais, o pedágio também é da companhia. É dos mais caros do mundo para trecho sem telefonia de apoio ou serviço de socorro: 520 pesos – US$ 11, R$ 40 - para andar uns 17 km. Tenha-o em pesos. Se for pagar em dólares a cotação variará de acordo com o cálculo do caixa, uns 35 pesos x dólar. No comércio praticava-se 46x1.

Como no Brasil a Odebrecht responde a processo por corrupção para a conquista de obras públicas.

Seleção
Poucos dados a respeito da frota circulante, exceto o índice de motorização 3 habitantes/veículo, envolvendo o universo das motos. Como em todo país abaixo dos EUA seria razoável ver unidades dos velhos e resistentes carros de tal origem. Não os vi, exceto caminhões de marcas pouco lembradas no Brasil, como International e Mack, muitos de frotas novas ou surradas unidades trabalhando sem condições de segurança. Também velhos, remendados, japoneses dos anos ’90. E motos de pequena cilindrada, maioria chinesa, muitíssimas. É a condução do pais.

Veículos de produção brasileira, usuais em mercados de baixa cultura automobilística por resistência e preço, vi apenas duas exceções: velho Fiat Marea e Ford EcoSport da primeira geração. Automóveis caros, poucos: Mercedes 500, Audis RS8 e Q7, um Ferrari entrado em anos.

As estradas exibem a nítida separação de classes, privilegiando os estrangeiros.

Explicou o mesmo diplomata, quando o país optou pela economia baseada no turismo, elevou ou liberou o preço dos pedágios. Assim, os US$ 21 gastos entre Santo Domingo e Samaná, quase 1.000 pesos locais, excluem os dominicanos. Na estrada veem-se veículos novos com turistas, seus ônibus, as vans coreanas convertidas em micro ônibus Guagua, e motocicletas de baixa cilindrada, muitas e em estado a ser imaginado como padrão dominicano: pelo menos duas pessoas, sem capacete, falta de luz traseira, ausência de retrovisores. Motos não pagam pedágio.

País convive com o maior índice de acidentes das Américas, empatado com a Venezuela, mais de 40 mortes/ano/100 mil habitantes. Brasil, lamentavelmente líder na América do Sul, o índice é de 21,5% - e questiona-se a exatidão das estatísticas. Entendimento da Organização Mundial da Saúde mostra a renda da população ligada diretamente à acidentalidade. Menos renda, educação deficiente. A pouca vivencia com os veículos deve ser considerada. Convívio com automóveis não se aprende em apenas uma geração.

Vá
Vale a pena ir à República Dominicana? Vale. O leque de atrações, seja para o esportista – mergulho, snorkel, nado, surf, golf -, seja para os contemplativos, para os aventureiros em busca de lugares interessantes e de acesso difícil, ou a pasteurização norte-americana dos hotéis all inclusive. Tudo há e a preços inferiores aos praticados no Brasil. População amena, de trato sul americano. Recomendações usuais. Se insistir ficar em Santo Domingo, prepare-se como se fora passar uma semana na Baixada Fluminense, onde bobo vira estatística. Tenha um bom veículo, um bom hotel, escolha bem o lugar e despreze acampar. Tenha cuidado, paciência, seja zen, entre no clima quando a sobremesa anteceder a salada.