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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Wagner Gonzalez em Conversa de pista


Wagner Gonzalez
A sensação de antagonismo ainda é forte tanto para Christian Fittipaldi quanto para quem o conhece ou trabalhou com ele. Em um fim de semana marcado por um desfecho igualmente surpreendente, o brasileiro encerrou um importante capítulo de sua história e inicia uma fase que é consequência o sucesso e carisma que consolidou desde que se associou à equipe Action Express. Um bom termômetro para aferir essa imagem foi o aplauso demorado com que jornalistas o saudaram ao entrar na sala de imprensa de Daytona, domingo, recepção calorosa o suficiente para provocar soluções e lágrimas. Ao final da salva de palmas levantou-se respeitosamente e curvou-se aos profissionais ali reunidos, alguns deles conhecidos de longa data.

Este colunista colunista seguiu Christian e o acompanhou bem de perto em sua passagem pela F-1, quando os planetas não estavam alinhados e muito menos os ventos sopraram a seu favor. Em meados da década de 1990 a juventude não conspirou a seu favor e, particularmente, não creio que aquele ambiente fosse, até mesmo seja, o melhor para sua índole. Se existe alguma exceção ela está bem escondida, mas em mais de duas décadas que acompanhei a F-1 não me lembro de pilotos tão boa gente quanto Christian que tenham conseguido alcançado o sucesso que merecem no mundo do mundo dos Grandes Prêmios: a engrenagem ali é cruel e não há marchas sincronizadas, daquelas que te ajudam a trocar de marcha sem arranhar o câmbio.

Já o automobilismo norte-americano reconhece e incentiva personagens como o filho de Suzy e Wilsinho. Mais até: a aparência saudável e o sorriso fácil levaram Paul Newman – que foi seu patrão nas corridas de F-Indy/Cart – tentou transforma-lo em um artista de cinema. Chegou até a enviar-lhe um script para que ele fizesse o papel de motorista em um do seus últimos filmes, mas entre dedicar seis meses aos estúdios de Hollywood preferiu seguir focado em corridas, mundo onde foi criado e  onde construiu a estrada de sua vida. 

Seu caminho teve curvas fechadas e outras mais suaves, disputas de freadas e até um voo na reta principal de Monza, onde o então companheiro de equipe Pierluigi Martini não aceitou ser derrotado na chegada do GP da Itália de 1993. Após uma longa conversa no motorhome da equipe os dois saíram e o brasileiro tomou a iniciativa de passar a borracha no que tinha acontecido. Um quarto de século depois Christian é reverenciado no  automobilismo e pouco ou nada se ouve do italiano.

Este colunista seguiu Christian em muitas categorias e o acompanhou bem de perto em sua passagem pela F-1, quando os planetas não estavam alinhados e muito menos os ventos sopraram a seu favor. Em meados da década de 1990 a juventude não conspirou a seu favor e, particularmente, não creio que aquele ambiente fosse, até mesmo seja, o melhor para sua índole. Se existe alguma exceção ela está bem escondida, mas em mais de duas décadas que acompanhei a F-1 não me lembro de pilotos tão boa gente quanto Christian que tenham conseguido alcançado o sucesso que merecem no mundo do mundo dos Grandes Prêmios: a engrenagem ali é cruel e não há marchas sincronizadas, daquelas que te ajudam a trocar de marcha sem arranhar o câmbio.

Já o automobilismo norte-americano reconhece e incentiva personagens como o filho de Suzy e Wilsinho. Mais até: a aparência saudável e o sorriso fácil levaram Paul Newman – que foi seu patrão nas corridas de F-Indy/Cart – tentou transforma-lo em um artista de cinema. Chegou até a enviar-lhe um script para que ele fizesse o papel de motorista em um do seus últimos filmes, mas entre dedicar seis meses aos estúdios de Hollywood preferiu seguir focado em corridas, mundo onde foi criado e  onde construiu a estrada de sua vida. 

Esse caminho teve curvas fechadas e outras mais suaves, disputas de freadas e até um voo na reta principal de Monza, onde o então companheiro de equipe Pierluigi Martini não aceitou ser derrotado na chegada do GP da Itália de 1993. Após uma longa conversa no motorhome da equipe os dois saíram e o brasileiro tomou a iniciativa de passar a borracha no que tinha acontecido. Um quarto de século depois Christian é reverenciado no  automobilismo e pouco ou nada se ouve do italiano.

O português Filipe Albuquerque pode ser considerado como o herdeiro da vaga de Christian Fittipaldi na Action Express: ele vai disputar a temporada de 2019 formando dupla com João Albuquerque, também lusitano e parceiro do brasileiro há muitos anos. Albuquerque só tem elogios para o ex-companheiro de equipe, a partir de agora seu novo diretor esportivo:
“O Christian é uma pessoa cinco estrelas, muito simpático, amigo do amigo. Mesmo dentro deste mundo competitivo consegue ver tudo em perspectiva, ficar calmo e dar aquela palavra de atenção a um piloto mais jovem como eu. Os anos passaram e ele continua a andar forte, com o pé embaixo. Sempre que pode ele não perde oportunidade para aprontar alguma comigo, especialmente quando compartimos o mesmo automóvel a caminho do autódromo.”

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Augusto Farfus é campeão das 24 Horas de Daytona, em prova marcada por forte chuva


Uma corrida cheia de desafios e muita chuva culminou na primeira e emocionante vitória de Augusto Farfus nas 24 Horas de Daytona. Convocado de última hora pela BMW para cobrir Tom Blomqvist - que teve problemas com seu visto -, o brasileiro não participou dos treinos preparatórios, mas chegou ao fim de semana da corrida com boas expectativas. Durante a prova, Farfus mostrou grande desempenho ao lado de seus companheiros na equipe BMW Team RLL, e coube ao brasileiro fazer as ultrapassagens que garantiram a primeira posição na categoria GTLM na parte final da prova. Na sequência, a forte chuva ocasionou mais uma bandeira vermelha faltando cerca de duas horas para o fim. Sem condições adequadas de segurança, a corrida foi encerrada, e Farfus comemorou o triunfo ao lado de Connor De Phillippi, Philipp Eng e Colton Herta.

O resultado foi ainda mais especial, por ser uma homenagem para Charly Lamm, grande amigo de Farfus e ex-chefe da equipe BMW Team Schnitzer, pela qual o brasileiro competiu inúmeras vezes,
com destaque para a conquista do título da Copa do Mundo de GT no fim do ano passado. Lamm faleceu inesperadamente na última quinta-feira, o que foi um choque para Augusto e todos da BMW, e a vitória em Daytona foi dedicada a ele. 

O quarteto largou na 8ª posição na categoria e foi avançando na primeira metade da corrida, disputada com pista seca. Porém, na segunda parte da prova as condições climáticas mudaram drasticamente, com uma forte chuva atingindo o circuito e interrompendo a prova com bandeira vermelha no início da manhã no horário local. 

Após a relargada, Farfus fez um longo stint sob chuva e conseguiu a ultrapassagem sobre a Ferrari que estava na liderança, e assumiu o primeiro lugar. Mais uma bandeira paralisou a corrida
faltando duas horas para o fim. Com o relógio correndo, a organização da prova analisou constantemente as condições da pista, e decidiu declarar a corrida encerrada. A vitória geral ficou com o Cadillac DPi #10 da equipe Wayne Taylor Racing, formada por Fernando Alonso, Kamui Kobayashi, Jordan Taylor e Renger van der Zande.

Depois de ser vice-campeão em 2015 com a BMW, Farfus celebrou de forma emocionada sua primeira vitória nas 24 Horas de Daytona. 

Agora, o brasileiro já segue para a Austrália, pois no próximo fim de semana (1º a 3 de fevereiro) disputa pelo segundo ano consecutivo as 12 Horas de
Bathurst. Ele correrá pelo BMW Team Schnitzer, com o alemão Martin Tomczyk e o australiano Chaz Mostert, a bordo da BMW M6 GT3. Em 2018, Farfus marcou a pole position, mas o trio teve de abandonar prematuramente por conta de um acidente.

Embalado pelo ótimo início da temporada, Augusto Farfus segue confiante para seus próximos desafios, num ano que ele estará focado nas principais provas de longa duração com a BMW. As atividades de pista em Bathurst começam na sexta-feira, com os treinos livres. No sábado, acontece a classificação e o “Top 10 Shootout”, que define o grid de largada da prova. A corrida acontece no domingo, entre 5h45 e 17h45, no horário local australiano. 

Augusto Farfus:
“Essa vitória foi mágica, e teve um significado muito especial para mim. Há alguns dias, perdi um amigo próximo, uma pessoa muito importante para mim e para toda a família BMW, e fizemos essa corrida pelo Charly Lamm. Tenho certeza que ele estava comigo nessa, então esse resultado é para ele. Finalmente conseguimos essa vitória, e essa talvez foi uma das corridas de 24 horas mais duras que eu já fiz. As condições estavam muito difíceis, estava extremamente molhado, mas eu sabia que tinha que buscar a liderança e dei o meu melhor para isso. Quero agradecer a BMW por ter me confiado essa missão, e ao Team RLL pelo ótimo carro que nos deram. Tínhamos um grupo de pilotos muito forte, e nosso carro estava muito bom. Agora vou para mais um desafio, nas 12 Horas de Bathurst, e espero manter essa ótima sequência de resultados, após o título da Copa do Mundo de GT em Macau e das 24 Horas de Daytona”. 

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner Gonzalez
Brasileiros invadem Daytona

Não poderia haver melhor lugar e oportunidade para Christian Fittipaldi encerrar sua carreira de piloto do que o circuito de Daytona, autódromo situado no norte do Estado da Florida e bem perto de Orlando, tradicional reduto de brasileiros que emigraram para os Estados Unidos. 

O representante da segunda geração Fittipaldi nas pistas já venceu três vezes a clássica 24 Horas de Daytona, competição que marca a abertura da temporada internacional de provas de resistência e é considerada a mais importante do calendário depois de Le Mans. Três vezes vencedor em Christian ficou em segundo lugar em 2017, apenas 0”671 atrás do vencedor, ano passado em uma final antológica.

Este ano a legião de brasileiros que participará da Rolex 24 at Daytona, como o evento é reconhecido mundialmente, chega a 12 pilotos, incluindo a paulista Bia Figueiredo, que vai comandar uma equipe feminina a bordo de um Accura NSX GT3, e um time formado pelos brasileiros Chico Longo, Marcos Gomes e Victor Franzoni, que dividirão um Ferrari 488 GT3 com o italiano Andrea Bertolini.

No passado já participaram equipes formadas exclusivamente por pilotos brasileiros, como em 2013, quando Longo fez equipe com Daniel Serra, Raphael Matos e Xandynho Negrão, e a Dener Motorsport inscreveu dois Porsches 911 GT3 para Clemente Lunardi, Constantino Júnior, Marcel Visconde e Ricardo Maurício e outro para Felipe Giaffone, Nonô Figueiredo, Ricardo Maurício, Rubens Barrichello e Tony Kanaan.

Kanaan é um dos cinco brasileiros que já venceram as 24 Horas de Daytona na classificação geral, em 2015, a bordo de um Riley MK XXVI Ford 3.5. O primeiro a conquistar esse resultado foi o paranaense Raul Boesel, em 1988, um ano após sagrar-se campeão mundial da categoria Endurance pela equipe Jaguar.

Os outros brasileiros foram Oswaldo Negri Jr (2012, Riley MKMK XXVI Ford 5.0) e Pipo Derani (2016, Ligier JS P2 Honda 3.5). No total 30 brasileiros já participaram da competição, sendo que este ano esse numero sobe para 33, com as estreias de Bia Figueiredo, Felipe Fraga e Victor Franzone.

De todos os brasileiros sem sombra de dúvida Christian Fittipaldi é o que exibe os melhores resultados. Em 14 participações desde 2003 ele obteve três vitórias (2004/2010/2018), dois segundos lugares (2015/2017), um terceiro (2011), dois quartos (2013/2016) e quinto (2012). Chega a ser curioso que edição de 2013 Christian terminou a prova em quarto e oitavo lugares. Interessante notar que essa constante de levar seu carro até o final está associada à sua chegada na equipe Action Express, onde ele encerra sua carreira como piloto; o brasileiro continuará ligado ao time em outras funções.

Os brasileiros que vão acelerar em Daytona em 2019
Os treinos para as 24 Horas de Daytona começam na quinta-feira e a prova tem a largada confirmada para as 14h30 de sábado, com transmissão pelo canal https://imsatv.imsa.com. O canal a cabo Fox Sports transmitirá a prova em dois intervalos: das 18h30 às 21h30 de sábado e, no domingo, das 03h30 até a bandeirada.

canal a cabo Fox Sports transmitirá boletins regulares da competição durante o sábado e o domingo.

Categoria Daytona Prototype international:
Christian Fittipaldi/Filipe Albuquerque/Mike Conway (Cadillac DPi)
Helio Castro Neves/Rick Taylor/Alexander Rossi (Accura DPi)
Felipe Nasr/Pipo Derani/Eric Curran (Cadillac DPi)
Rubens Barrichello/Misha Golkhberg/Tristan Vautier/Devlin De Francesco (Cadillac DPi)

Categoria GT Le Mans (GTLM)
Chico Longo/Marcos Gomes/Victor Franzoni/Andrea Bertolini (Ferrari 488 GT3)
Felipe Fraga/Ben Keating/Jeroen Bleekemolen/Luca Stolz (Mercedes-AMG GT3)

Categoria Daytona (GTD)
Daniel Serra/Mathias Lauda/Paul Dalla Lana/Pedro Lamy  (Ferrari 488 GT3)
Bia Figueiredo/Christina Nielsen/Katherine Legge/Simona De SIlvestro  (Accura NSX GT3)
Augusto Farfus/Colton Herta/Connor De Phillipi/Philipp Eng (BMW M8 GTE)

Augusto Farfus abre temporada com maratona de corridas


Com uma convocação de última hora, Augusto Farfus terá seu primeiro desafio nas pistas em 2019 neste fim de semana (24 a 27 de janeiro), nas 24 Horas de Daytona. O brasileiro disputou a prova consecutivamente nos últimos quatro anos, mas, desta vez, estava com uma programação diferente para o início da temporada. Porém, após atrasos para o visto de Tom Blomqvist - que irá disputar todo o campeonato do WeatherTech SportsCar Championship -, foi confiada à Farfus a missão de integrar o quarteto da equipe BMW Team RLL, ao lado de Connor De Phillippi, Philipp Eng e Colton Herta, a bordo da BMW M8 GTE #25.

Apesar de não ter participado dos treinos preparatórios entre 4 e 6 de janeiro, conhecidos como “Roar Before the Rolex 24”, Augusto está confiante para a
prova. No ano passado, ele comandou a estreia da nova BMW M8 na prova, então tem experiência com o carro neste circuito, além de já ter disputado outras corridas com o novo modelo pelo World Endurance Championship (WEC). O melhor resultado de Farfus nas 24 Horas de Daytona foi em 2015, quando o piloto e seus companheiros foram vice-campeões na categoria GT Le Mans, a menos de 0,5s do carro vencedor.

O canal Fox Sports transmitirá alguns trechos da corrida, além das duas horas finais no domingo.

Logo após o fim da prova em Daytona, Farfus segue direto para a Austrália, onde compete pelo segundo ano consecutivo nas 12 Horas de Bathurst. Em 2018, o curitibano cravou a pole position, mas o trio teve de abandonar a prova antes do fim, por conta de um acidente.Correndo novamente pela equipe BMW Team Schnitzer, Augusto terá ao seu lado o alemão Martin Tomczyk e o australiano Chaz Mostert, a bordo da BMW M6 GT3.

Além destes dois desafios iniciais, Farfus estará focado em outras importantes provas de longa duração com a BMW em 2019. Ele segue na disputa da Super Temporada do WEC, e também vai competir no Intercontinental GT Challenge (ICGT), que compreende as provas de 12h de Bathurst (Austrália), 8 Horas da Califórnia (Estados Unidos), 24 Horas de Spa-Francorchamps (Bélgica), 10 horas de Suzuka (Japão), e 9 Horas de Kyalami (África do Sul). Augusto também vai correr as 24 Horas de Nürburgring e a Copa do Mundo de GT, em Macau, onde sagrou-se campeão no fim de 2018. Paralelamente, o brasileiro também vai competir no WTCR (Copa do Mundo de Carros de Turismo), pela Hyundai.

Augusto Farfus:
“Eu adoro as 24 Horas de Daytona, conheço a pista, a equipe e o carro já, então estou pronto para a disputa. Lamento o que aconteceu com o Blomqvist, mas agradeço a BMW por me confiar essa missão. Serão duas provas de longa duração em dois finais de semana consecutivos, como fiz no ano passado, e estou muito animado para buscar os melhores resultados possíveis nas duas corridas. Espero que seja um grande início para uma temporada que será cheia de novos desafios”.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Alex Zanardi pronto para encarar a maratona de Daytona



Após um desempenho formidável registrado em agosto do ano passado durante a etapa de Misano (Itália) da DTM (Deutsche Tourenwagen Meisterschaft), o Campeonato Alemão de Carros de Turismo, o piloto italiano Alessandro Zanardi está perto de voltar às pistas. Em pouco mais de duas semanas, nos dias 26 e 27 de janeiro, o piloto disputará a 24 horas de Daytona, nos Estados Unidos, pela equipe BMW RLL BMW M8 GTE. 

Para a Zanardi, isso significa a transição entre desafios totalmente diferentes: das competições de velocidade para as corridas de resistência; do BMW M4 DTM para o BMW M8 GTE; e das disputas individuais para a pilotagem compartilhada entre companheiros de equipe. No entanto, a participação como piloto convidado da DTM ao volante de um BMW M4 DTM foi o teste perfeito para a “Estrada Rumo a Daytona”.

O BMW M4 DTM é um protótipo de corrida puro-sangue, com 4,725 metros de comprimento, 1,950 m de largura, e 1.031 quilos de peso. “Em termos de desempenho na DTM, 100% é exigido”, disse Zanardi. “Você tem que ir a todo vapor e espremer cada grama de desempenho para fora do carro. A corrida dura apenas 1 hora. Então você tem que encará-la da mesma maneira que você encara a etapa de classificação. E é exatamente para isso que o BMW M4 DTM foi projetado. Cada detalhe foi desenvolvido propositadamente para uso em corridas”.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Após completar as 24 Horas de Daytona com nova BMW M8, Farfus disputa 12H de Bathurst

Augusto Farfus concluiu sua jornada de 24 Horas em Daytona com o sentimento de objetivo cumprido. Na mais tradicional prova de longa duração do automobilismo norte-americano, o brasileiro foi um dos responsáveis por conduzir a nova BMW M8 GTE, novo modelo da montadora bávara para competições. 

O carro mostrou grande confiabilidade, terminando a prova em 7º lugar na classe GTLM sem nenhum problema técnico, o que foi considerado um ótimo resultado e recompensa pelo desenvolvimento do carro com o qual a BMW vai disputar o campeonato completo do WEC (World Endurance Championship) e as 24 Horas de Le Mans - tendo Farfus como um dos pilotos oficiais - em 2018.

O desafio era grande para a estreia do carro. O circuito de Daytona é muito técnico, e a edição deste ano teve o menor número de bandeiras amarelas da história da prova, com apenas 4 intervenções no total, ou seja, a corrida foi muito intensa, inclusive, com alguns períodos sob forte chuva. O BoP (balance of performance) não foi favorável ao novo carro da BMW, mas isso não interferiu nas metas da montadora, que chegou ao fim da corrida com seus dois carros. Correndo pela equipe BMW Team RLL, ao lado de Nick Catsburg, Jesse Krohn e John Edwards, o quarteto do carro #24 completou a prova depois de 773 voltas no total. 

A vitória geral da corrida ficou com o Cadillac #5 da classe Protótipos, pilotado por Christian Fittipaldi, Filipe Albuquerque e João Barbosa, com o novo recorde de 808 voltas completadas.

Após a maratona de 24 Horas em Daytona, Farfus viaja nesta segunda-feira (29) dos Estados Unidos para a Austrália, onde disputa as 12 Horas de Bathurst já no próximo fim de semana (2 a 4 de fevereiro). O curitibano correrá pelo Team Schnitzer, a bordo da BMW M6 GT3 #43, ao lado de Chaz Mostert e Marco Wittmann. Os treinos oficiais acontecem na sexta-feira e sábado, quando o grid de largada é definido. A prova, no domingo, tem largada marcada às 5h45 (horário local em Mount Panorama). 

Augusto Farfus: 

“A BMW fez um trabalho excepcional na estreia da M8 GTE. O objetivo era chegarmos ao fim da prova, e fizemos isso com os dois carro. No #24, não tivemos nenhum problema, e no #25, foi só o pneu que estourou, mas isso não é uma questão técnica. Infelizmente, o BoP não nos ajudou, então não tivemos um carro tão rápido, e, como a prova foi muito intensa, com poucas bandeiras amarelas, dificultou nosso ritmo de corrida e a chance de brigarmos pelas primeiras posições. Mas saímos daqui orgulhoso e felizes, o carro tem uma base boa para crescer. Agora, vou direto para a Australia, onde corro as 12 Horas de Bathurst com a equipe Team Schnitzer, minha equipe em Macau e também nas 24 Horas de Nürburgring. Temos um time realmente forte e vamos tentar brigar pela vitória lá”.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

BMW M8 GTE estreia neste fim de semana em Daytona (EUA)

A espera chegou ao fim. Após meses de desenvolvimento intenso, o novo BMW M8 GTE fará sua estreia nas pistas neste próximo fim de semana, durante a 56ª edição das 24 Horas de Daytona, nos Estados Unidos, a etapa de abertura do Campeonato Mundial de Endurance e uma das corridas mais icônicas dos esportes a motor. 

O novo BMW M8 GTE estampará em sua carroceria as cores da equipe BMW Team RLL, liderada pelo americano Bobby Rahal e cuja parceria com a marca bávara chega à sua 10ª temporada neste ano. Fruto dos mais recentes avanços da BMW no desenvolvimento de carros de Gran Turismo (GT), o BMW M8 GTE também foi projetado para correr as 24 Horas de Le Mans, na França. 

E, ao contrário dos modelos BMW Z4 GTLM e BMW M6 GTLM, que disputaram as quatro temporadas anteriores do Mundial de Endurance, e que derivavam de versões GT3, o BMW M8 GTE foi desenvolvido e construído como um carro de corrida de classe GTE, em conjunto com a versão de produção do BMW Série 8, garantindo um número mínimo de restrições e desempenho máximo. 

O piloto americano Bill Auberlen, novo Embaixador da BMW na América do Norte compartilhará o volante do BMW M8 GTE de número 25, com os companheiros de equipe Alexander Sims (Reino Unido), Connor De Phillippi (EUA) e Philipp Eng (Áustria). Já o M8 GTE, de número 24, será pilotado por John Ewards (EUA) e Jesse Krohn (Finlândia). O holandês Nick Catsburg e o brasileiro Augusto Farfus atuarão como pilotos de apoio em Daytona.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

DTM e WEC: Augusto Farfus anuncia programa duplo em 2018 pela BMW


Menos de uma semana após correr na etapa final da Stock Car em Interlagos, Augusto Farfus teve seu programa da temporada 2018 anunciado pela BMW no evento de fim de ano da montadora bávara em Munique, com boas novidades e desafio duplo. O único brasileiro do grid está confirmado pelo sétimo ano consecutivo no DTM, e integrará o time de pilotos da BMW durante o campeonato completo do FIA WEC, o Mundial de Endurance. 

No mesmo formato de divisão que aconteceu em 2017, Farfus correrá no DTM pelo BMW Team RMG, ao lado de Marco Wittmann e Timo Glock, enquanto na equipe BMW Team RBM, além de Bruno Spengler, o austríaco Philipp Eng e o sueco Joel Ericksson farão sua estreia na categoria. 

Após um 2017 de intenso desenvolvimento, a BMW se prepara para estrear em 2018 no FIA World Endurance Championship (WEC), o Mundial de Endurance da FIA, que tem a tradicional prova das 24 Horas de Le Mans como ponto alto da temporada. A montadora competirá com duas novas BMW M8 GTE, e terá Augusto Farfus, Nick Carsburg, António Félix da Costa e Martin Tomczyk como pilotos regulares no campeonato, além de Tom Blomqvist, Philipp Eng e Alexander Sims, que farão participações pontuais. 


Essa será a 3ª participação de Farfus nas 24 Horas de Le Mans. Em 2011, ele fez a pole position na categoria GT-Pro. Além do calendário do WEC, Augusto já está confirmado nas 24 Horas de Daytona, nos Estados Unidos, em janeiro, e também nas 12 Horas de Bathurst, na Austrália, em fevereiro. 

Augusto Farfus: 
“É um prazer muito grande para mim, participar dos dois principais programas da BMW Motorsport. É uma honra ter essa responsabilidade, e agradeço a confiança da BMW. Será um ano muito intenso, começo a temporada correndo em Daytona, guiando a nova BMW M8 GTE, depois Bathurst, e na sequência DTM e WEC. Estou muito animado também por participar pela 3ª vez das 24 Horas de Le Mans, é sempre algo especial. Estou pronto para uma temporada de muito trabalho em busca de bons resultados”.   

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Tecnologia inovadora para uma nova lenda: O novo BMW M8 GTE

A BMW Motorsport, a divisão de esportes a motor do BMW Group, acaba de revelar o M8 GTE, seu novo modelo topo de linha, no Salão de Frankfurt, na Alemanha. 

Antes mesmo do início das vendas do inédito BMW Série 8 Coupe na Europa, em 2018, o M8 GTE marcará o retorno da BMW à icônica corrida 24 Horas de Le Mans, na França, além de disputar a próxima temporada do Campeonato Mundial de Endurance da FIA (Federação Internacional de Automobilismo). Para tanto, ele trará uma tecnologia inovadora, de última geração e fruto de décadas de tradição automobilística.

"O BMW M8 GTE é o nosso novo carro-chefe e deve enfrentar uma forte concorrência na pista", explica Jens Marquardt, diretor da BMW Motorsports. "Para nós, a apresentação do carro no Salão de Frankfurt é um passo importante rumo à nossa primeira corrida, que planejamos ser a 24 Horas de Daytona, nos Estados Unidos, em 2018. 

A FIA WEC e a IMSA Series (Associação Internacional do Esporte a Motor), na América do Norte, são ambientes altamente competitivos para o nosso novo desafiante. Com o BMW M8 GTE estamos levando alta tecnologia para a melhor categoria de corridas internacionais de Gran Turismo, enquanto que, ao mesmo tempo, estamos revivendo nossa tradição em Le Mans. O desenvolvimento do BMW M8 GTE está dentro do programado e estamos ansiosos para vê-lo disputando vitórias em 2018."

O BMW M8 GTE é equipado com um motor V8 dotado de tecnologia BMW TwinPower Turbo, que, por questões de regulamento, tem capacidade volumétrica de 4.0 litros e potência de mais de 500 cv, dependendo da categoria. O bloco do motor e os cabeçotes são de alumínio com o propósito de alcançar a maior eficiência possível e a máxima durabilidade. A transmissão do M8 GTE é sequencial de competição, de seis marchas.


O BMW M8 GTE mede 4,98 metros de comprimento, 2,046 m de largura, 1,21 m de altura, e tem 2,88 m de distância entre-eixos. E, apesar das dimensões avantajadas, tem peso reduzido de 1.220 quilos, graças à ampla utilização de componentes feitos em fibra de carbono (CFRP).

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

 
 AMÉRICA, CONTINENTE DE CONTRASTES


Nos últimos dias os brasileiros que curtem automobilismo puderam notar com clareza os contrastes que existem entre o norte e o sul do continente americano. 

Em Daytona, viveu-se um verdadeiro nirvana com uma das provas de 24 horas mais disputadas de todos os tempos: a diferença entre o primeiro e segundo colocados na geral – dois protótipos Cadillac VR DPI – foi de meros 8/10 de segundo e na categoria GTLM quatro marcas – Ford, Porsche, Ferrari e Corvette – ficaram separadas por menos de cinco segundos.

Enquanto isso, no Brasil, a abertura do Campeonato Paulista de Velocidade no Asfalto aconteceu em um autódromo de Interlagos repleto de categorias, mas com problemas por demais conhecidos por quem pratica o esporte, por quem organiza os eventos e por quem administra o local. Não bastasse o cenário que provoca um profundo questionamento sobre a forma de gestão do circuito paulistano, a Confederação Brasileira de Automobilismo anunciou, no final da tarde de ontem (30/1), que procura um promotor para o Campeonato Brasileiro de Formula Truck de… 2017.

Negócio que envolve investimentos cada vez mais caros e estruturados, o automobilismo cobra organização e coerência para vender sucesso e lucro. Exemplos dessa premissa são a nova categoria Daytona Prototype International (DPI) da IMSA e a vitória do Ford GT, projetos pensados, aprovados e implementados ao longo de anos. No que toca à marca do oval azul, seu mais recente modelo GT estreou nesse traçado da Flórida no ano passado e mostrou um desempenho medíocre para as expectativas de todos. Meses depois Chip Ganassi voltou de Le Mans com o troféu de vencedor em sua categoria e agora repete o resultado em casa. A Imsa elaborou um regulamento para renovar a competitividade das categorias de resistência e o resultado foi uma nova distribuição de forças na classe principal de um calendário que engloba vários campeonatos, todos eles bem estruturados promocional e comercialmente. Ali há opções para vários orçamentos, níveis de profissionalismo e dedicação convivendo pacificamente.

Entre nós também temos algo que parece até planejado pelas ações da comunidade automobilística: sem promoção, união ou foco, há tempos o paddock de Interlagos recebe todo o público que se digna assistir algum evento do calendário paulista. Enquanto isso, as arquibancadas que já consagraram ídolos e atraíram torcedores e amigos seguem vazias. Gente disposta a pagar ingresso existe: no fim de semana passado qualquer um ganhava acesso ao box pela módica quantia de R$ 30 por um dia ou R$ 50 pelo fim de semana. Lá dentro tinha direito a ver amigos, pilotos e flanar entre crianças percorrendo o local de skate ou pequenas motocicletas. Filiados à Federação de Automobilismo de São Paulo (FASP) podiam entrar com a identificação esportiva de 2016, posto que as “carteirinhas”de 2017 ainda não ficaram prontas.

Pior do que isso foi ver nomes que justificam a existência de Interlagos, como Francisco Lameirão ou Wilson Fittipaldi Jr. (acompanhado de dois pilotos estrangeiros convidados a participar da prova de F-Vê), barrados na entrada do box. Quando baluartes do esporte são barrados não se pode simplesmente alegar que “o segurança não tem obrigação de saber quem é o Chiquinho ou quem é o Wilsinho”. Se a organização do evento e seus promotores tem preocupações mais importantes que credenciar quem de direito, a FASP poderia demonstrar que está interessada em trabalhar em prol do esporte paulista e providenciar uma identificação anual para quem trabalha a favor do automobilismo. Um gesto pequeno que renderia grandes louros à entidade da rua Luis Góis, 718.

Ainda mais difícil de entender em tal cenário é saber porque como se aceita um
aumento superior a 200% no preço do aluguel do autódromo que, entre outros problemas, não tem alvará de funcionamento, exige que seus usuários aluguem geradores para garantir a energia elétrica do local, alguns banheiros não tem iluminação ou ventilação e sequer existe um local adequado para o serviço de cronometragem e direção de prova, serviços essenciais e fundamentais em qualquer autódromo. Os clubes filiados à Fasp já reclamaram dessa situação junto à SPTuris e há um grupo independente trabalhando para construir uma agenda positiva de trabalho junto à nova administração da cidade. A julgar pelo número de jovens e automóveis que participaram do track day na tarde de domingo, é bom que aqueles que precisam de votos para se sustentar notem que há muitos eleitores que praticam automobilismo em São Paulo.

Se parece difícil resolver os problemas do automobilismo paulista, a Confederação Brasileira de Automobilismo se mostra eficiente em criar outros de nível nacional ao anunciar que procura um promotor para o Campeonato Brasileiro de F-Truck desta temporada. Como que jogando gasolina ao fogo, falta cerca de mês e meio para a primeira prova do calendário divulgado pela empresa que criou e consolidou a categoria. Há tempos se comentava reservadamente que a relação entre a CBA e Neusa Félix, a responsável pela F-Truck, não vivia um set up dos melhores; mais, esses rumores vinham acompanhados de que Felipe Giaffone ou a Vicar/Time4Fun estariam interessados em assumir o evento. Comenta-se também que a promotora teria conversado diretamente com a Confederação Sulamericana de Automobilismo (Codasur) para promover etapas na Argentina e Uruguai, manobra que tempos atrás garantia a campeonatos continentais a isenção do pagamento de certas taxas nacionais.

A falta de diálogo entre autoridade e promotor acabou por criar um ambiente em que todos perdem, em especial as equipes e os profissionais que vivem em função da categoria. A crise que afeta o mercado de caminhões é talvez a maior que o setor já viveu, o que enfraquece o lado da F-Truck enquanto negócio; do canto oposto, a decisão de divulgar publicamente que não está disposta a renovar sua chancela à categoria reforça que o relacionamento com a autoridade desportiva sobrevive em regime de coma induzido.

Os dirigentes e organizadores brasileiros não precisam sequer estudar o que aconteceu nos Estados Unidos quando o circo da F-Indy rachou e foi criada a F-Cart: até mesmo as 500 Milhas de Indianapolis (uma das provas mais importantes no esporte em todo o mundo) sofreu com isso, a ponto de sequer preencher o tradicional grid de 33 carros. Para facilitar o lado do poder, posto que muitos dos cartolas brasileiros tem parcos ou nenhum conhecimento da língua inglesa, a pesquisa sobre o que acontece quando se permite chegar a um ponto de ruptura dentro de uma categoria poderia se restringir à GT3 de uma década atrás ou à F-Vê, categoria agora gourmetizada para F-Vee. Esta última começou forte mas sucumbiu a vaidades e preciosismos e hoje briga para superar a própria cria, a F-1600.

A chapa vencedora das recentes eleições da CBA só será empossada em março, mas já coleciona vários problemas dignos de soluções urgentes. Se faltam exemplos para justificar esta previsão, lembremos que o prêmio de R$ 200 mil para o campeão brasileiro de kart de 2016 na categoria Sudam, verba destinada a disputar a temporada de F-3, ainda está para ser entregue. Com fevereiro de 2017 chegando em poucas horas, nem o gaúcho Pedro Goulart, que conquistou o título, e nem seus contemporâneos que sonhavam em enfrenta-lo nessa categoria sequer sabem se nesta temporada haverá F-3 no Brasil.

WG

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Ozz Negri vence no Endurance Cup e comemora estreia positiva do Acura NSX GT3 NA 24 AT Daytona

Zero problema, o carro estava mecanicamente super redondo”. Foi dessa forma que o brasileiro Oswaldo “Ozz” Negri Junior classificou a sua participação na 55ª Rolex 24 at Daytona, encerrada ontem na Flórida, USA. O piloto da Michael Shank Racing liderou o quarteto do carro #86 na estreia do Acura NSX GT3 no WeatherTech SportsCar Championship e pôde comemorar o 5º lugar na categoria GT Daytona ao lado dos teammate Ryan Hunter-Reay, Jeff Segal e Tom Dyer. A performance também garantiu ao time a vitória na etapa inaugural do Campeonato Norte-americano de Endurance. Denominada Tequila Patrón North American Endurance Cup, a competição é formada por quatro etapas e em Daytona são somados pontos pelas colocações nas horas 6, 12, 18 e 24.

Negri destacou a qualidade do equipamento. “Durante a corrida toda o carro não apresentou qualquer problema e a performance durante as 24 horas foi limpa, constante. Estou muito orgulhoso do trabalho que a gente realizou. Foi muito, muito positivo garantir um Top 5 logo na estreia do Acura NSX GT3 e isso dá bem uma ideia do que poderemos fazer ao longo do campeonato. Foi excelente o entrosamento entre todo o pessoal da Michael Shank Racing, da Honda, da Acura e os pilotos. Realmente, estou muito orgulhoso”, resumiu Negri, que pilotou protótipos em todas as 12 vezes anteriores que disputou a Rolex 24 at Daytona, inclusive na vitória de 2012.

MARATONA SOB CHUVA
Ao longo da maratona de 24h01min38s787, o Acura NSX #86 cumpriu 634 voltas e terminou na mesma volta do Porsche 911 GT3 R #28, vencedor na categoria GT Daytona, a 8s371 de avanço sobre o time de Ozz Negri. A regularidade e durabilidade do novo carro da Michael Shank Racing pôde ser constatada nas paradas nos boxes, que aconteceram basicamente para trocas de pilotos, pneus e reabastecimento.

No total, o brasileiro se manteve pilotando por 6h10min55s657, sendo que seu maior stint foi cumprido no momento mais crítico da corrida, quando a chuva esteve mais forte e a visibilidade muito prejudicada. Negri já havia estado na pista entre 16h23 e 18h48, substituindo a Jeff Segal, que largou e ficou na pista por 54 minutos. Depois dessa tocada de 2h25 minutos, Negri só retornaria ao traçado misto do Daytona International Speedway sob muita chuva. A partir das 3h da madrugada, Negri esteve na pista por ininterruptas três horas e 46 minutos.

 O WeatherTech SportsCar Championship terá sequência no dia 18 de março, com a 65ª edição da 12 Horas de Sebring, prova que também será válida pela segunda etapa do Tequila Patrón North American Endurance Cup.


Após prova desafiadora, Augusto Farfus completa 24 Horas de Daytona em 8º lugar com Art Car da BMW

A tradicional prova de 24 Horas de Daytona foi o primeiro compromisso oficial de Augusto Farfus na temporada 2017, e foi cheia de desafios para o brasileiro, que também teve a grande honra de conduzir a 19ª edição do Art Car da BMW, dessa vez pintado pelo artista norte-americano John Baldessari. 

Na corrida, que teve início às 14h30 (horário local da Flórida, Estados Unidos) de sábado, o quarteto formado por Farfus, Bill Auberlen (que fez a classificação no carro #19), Bruno Spengler e Alexander Sims largou na 10ª posição da categoria GTLM e, desde as primeiras voltas, enfrentaram dificuldades com um ritmo abaixo do que os principais concorrentes, devido ao balance of performance (BoP) - a equalização dos carros -, desfavorável ao modelo M6 GTLM da BMW. 

O curitibano assumiu o volante para seu primeiro stint já durante a noite e com uma situação complicada, sob forte chuva. Essa foi a primeira vez que Augusto teve a oportunidade de pilotar esse carro com pista molhada, então, foi um desafio extra para o piloto, que apesar disso chegou a estar na 2ª posição nesse período. Depois disso, a equipe teve de fazer um pit-stop mais demorado, que os tirou da mesma volta dos líderes, assim como muitas bandeiras amarelas, acabando assim com as chances de brigarem por um lugar no pódio. Coube a Farfus completar o último stint e cruzar a linha de chegada em 8º lugar na categoria, na corrida que marcou a abertura do IMSA WeatherTech SportsCar Championship 2017. 

Apesar do resultado aquém do esperado, Augusto ressaltou a honra de competir a bordo do Art Car da BMW. Pela 19ª vez, a montadora bávara, em parceria com um artista, colocou nas pistas uma verdadeira obra de arte sobre rodas. O norte-americano John Baldessari foi o responsável pela customização do carro, que entra para a história da BMW, e o mesmo acontece com os pilotos que competiram neste carro. 

A vitória geral das 24 Horas de Daytona ficou com o Cadillac #10 de Rick e Jordan Taylor, Jeff Gordon e Max Angelelli. Na GTLM, o final também foi acirrado, com o Ford #66 de Dirk Müller, Joey Hand e Sebastien Bourdais levando a melhor. Na GTD, a vitória ficou com o Porsche #28 de Michael Christensen, Michael de Quesada, Carlos de Quesada, Daniel Morad e Jesse Lazare; e na Prototype Challenge, o triunfo foi do Oreca #38 de Nicholas Boulle, James French, Patricio O’Ward e Kyle Masson. 

Augusto Farfus:
"As 24 Horas de Daytona sempre é uma corrida especial, mas foi também uma corrida bem difícil. Tivemos 10 horas de chuva durante a noite, e apesar de ser minha primeira vez guiando esse carro com pista molhada e no escuro, o carro se comportou bem. Com a pista seca, não tínhamos o mesmo ritmo que os concorrentes, por causa do BOP, o que foi uma pena, porque os carros não estavam todos equilibrados, então fomos penalizados por isso. Apesar disso, foi um prazer enorme guiar o Art Car da BMW. Isso é uma marca na história da montadora, esse carro vai para um museu, e nossos nomes estarão lá, então é realmente uma oportunidade única e um privilégio".