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domingo, 13 de outubro de 2019

Nasr, Derani e Curran vencem as 10H de Petit Le Mans


Os brasileiros Pipo Derani e Felipe Nasr e o norte-americano Eric Curran, da Whelen Engineering Racing, conquistaram neste sábado (12) a vitória na décima e última etapa da temporada 2019 do IMSA WeatherTech SportsCar Championship, vencendo de forma emocionante as 10 Horas de Petit Le Mans, em Road Atlanta.

Com o resultado, o trio deu à equipe Action Express Racing o sexto título consecutivo do Campeonato Norte-americano de Endurance (IMSA Michelin Endurance Cup), que engloba as quatro provas longas da competição (24 Horas de Daytona, 12 Horas de Sebring, 6 Horas de Watkins Glen e 10 Horas de Petit Le Mans).

Derani, que comemorou neste sábado seu aniversário de 26 anos, assumiu a liderança da prova quando faltavam apenas 20 minutos para o final e trouxe pra casa a vitória para o # 31 Whelen Engineering Racing Cadillac DPi-V.R, que largou na pole position, após Nasr quebrar o recorde da pista no classificatório de sexta-feira (11).

“Finalmente, consegui vencer aqui, em minha quarta tentativa. É incrível”, declarou Derani no pódio. “Estou muito feliz e realmente orgulhoso por fazer parte desta equipe. Gostaria de agradecer muito à Whelen, à Action Express, à Cadillac e a todos que fazem parte deste programa, além é claro da nossa equipe pelos pit stops perfeitos. Somos os campeões de Petit Le Mans!”, comemorou o jovem brasileiro, tricampeão das 12 Horas de Sebring.

Depois do novo recorde no classificatório, Nasr continuou mostrando muita velocidade na corrida e liderou as 58 primeiras voltas, antes de entregar o carro
para Derani, que liderou as 78 voltas seguintes.

“Estou feliz com este resultado final, por conquistar a vitória”, festejou Nasr. “Quando fiz minha transição para os protótipos no ano passado conquistamos o título e foi incrível. Antes disso, eu não conhecia nenhum outro circuito norte-americano, a não ser Daytona. Quando cheguei aqui, pensei que Road Atlanta era o lugar mais difícil para se vencer. Ter o carro em boas condições nos momentos finais é complicado. Não há margem para erros, então estou muito feliz por incluir essa vitória a minha lista”, ressaltou.

“Olhando para o início do fim de semana, desde o momento que entramos na pista, sinto que o pessoal da Action Express fez um grande trabalho para termos um bom carro em todas as condições”, continuou Nasr.

“Tive um bom início na prova e consegui manter o meu ritmo, abrindo uma boa vantagem. Foi importante para controlar a corrida e todos fizeram o seu trabalho. Foi realmente um dia perfeito. Minha primeira pole position no IMSA e essa vitória são muito especiais”, completou.

Desde a unificação da categoria sportscar nos Estados Unidos, em 2014, a Action Express Racing faturou seis vezes o Campeonato Norte-americano de Endurance. Nasr, Derani e Curran conquistaram o título somando o total de 45 pontos.

No IMSA, os brasileiros ficaram com o vice-campeonato, cinco pontos atrás dos campeões Juan Pablo Montoya e Dane Cameron, que terminaram a prova deste sábado na quarta colocação.

Derani e Nasr já estão confirmados na temporada 2020 do IMSA e seguem na equipe. Nas provas longas, os brasileiros terão como companheiro o português Filipe Albuquerque, que já é piloto da Action Express Racing, mas corria no #5 Mustang Sampling Cadillac DPi-V.R ao lado do compatriota João Barbosa.

A equipe Action Express Racing é uma das maiores vencedoras do IMSA, desde sua estreia em 2010, quando venceu as 24 Horas de Daytona. O time conquistou os títulos de Pilotos e Equipes em 2014, 2015, 2016 e 2018. No Campeonato Norte-americano de Endurance foi campeão em 2014, 2015, 2016, 2017, 2018 e 2019.

Confira os 10 primeiros nas 10 Horas de Petit Le Mans:
1 F. Nasr / E. Curran / P. Derani  10:00:40.809
2 R. Van Der Zande / J. Taylor/ M. Vaxiviere  + 0.996
3 R. Taylor / H. Castroneves / G. Rahal  + 9.842
4 D. Cameron / J. Montoya / S. Pagenaud  + 1 Volta
5 S. Trummer / S. Simpson / C. Miller  + 1 Volta
6 O. Jarvis / T. Nunez / T. Bernhard  463 + 2 Voltas
7 J. Barbosa / M. Conway / F. Albuquerque + 6 Voltas
8 J. Bennett / C. Braun / R. Dumas + 8 Voltas
9 M. Goikhberg / T. Vautier/ J. Piedrahita + 19 Voltas
10 J. Calado / A. Pier Guidi / D. Serra + 31 Voltas

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Na briga pelo título do IMSA Nasr e Derani focam na vitória


Os brasileiros Pipo Derani e Felipe Nasr estarão neste sábado (12) na luta pelo título do Campeonato Norte-americano de Endurance nas 10 Horas de Petit Le Mans, em Road Atlanta. Os pilotos da Whelen Engineering Racing também têm chances matemáticas de brigar pelo título da temporada 2019 do IMSA WeatherTech SportsCar Championship, onde ocupam a vice-liderança.

Para a disputa, os brasileiros dividirão novamente a pilotagem do #31 Whelen Engineering Cadillac DPi-V.R com o norte-americano Eric Curran, que esteve ao lado deles na conquista do segundo lugar nas 24 Horas de Daytona e da vitória nas 12 Horas de Sebring. Derani e Nasr também foram ao pódio este ano nas etapas de Detroit e Laguna Seca.

Desde a unificação da categoria sportscar nos Estados Unidos, em 2014, a Action Express Racing faturou cinco vezes o Campeonato Norte-americano de Endurance, que engloba as provas de Daytona, Sebring, Watkins Glen e Petit Le Mans.

“Estou ansioso para correr em Road Atlanta e voltar às corridas longas na última prova da temporada”, comentou Nasr. “Road Atlanta é uma das corridas clássicas do calendário. Eu realmente gosto muito de pilotar pelos ‘esses’, é uma pista icônica. Será muito bom ter o Eric de volta. Acredito que somos uma boa combinação de experiência e velocidade”, destacou Nasr, que é o atual campeão do IMSA ao lado de Curran.

Derani, que no ano passado conquistou a pole position neste circuito, quando
corria por outra equipe, também não vê a hora de voltar a acelerar no traçado. “É uma pista fantástica, provavelmente uma das melhores do calendário”, ressaltou.

No Campeonato Norte-americano de Endurance, Nasr, Derani e Curran estão a apenas dois pontos dos líderes Jordan Taylor e Renger van der Zande. A disputa final terá pontos distribuídos na quarta, oitava e décima horas, com cinco pontos para o líder, quatro para o segundo, três para o terceiro e dois pontos para os demais.

No IMSA, os brasileiros estão 12 pontos atrás dos líderes Juan Pablo Montoya e Dane Cameron. Na matemática pelo título, os brasileiros precisam de uma vitória e torcer para que os líderes não cheguem acima da décima posição. O título seria o quinto da Action Express Racing em seis temporadas.


A corrida em Road Atlanta terão início na quinta-feira (10), com três sessões livres. terá sua largada às 13h05 (de Brasília). O canal Fox Sports exibe a largada e a disputa da 1h30 inicial da prova. Depois volta às 17 horas e transmite a corrida até a chegada.

Nesta semana, a equipe Action Express Racing também anunciou que disputará a temporada 2020 apenas com o carro #31. Nas provas do Campeonato Norte-americano de Endurance, Derani e Nasr terão como companheiro o português Filipe Albuquerque, que atualmente divide o #5 Mustang Sampling Cadillac DPi-V.R com João Barbosa.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

FIA WEC: Pipo Derani na contagem regressiva para estreia pela LMP1 em Silverstone

O brasileiro Pipo Derani volta a correr pelo FIA WEC, o Mundial de Endurance, neste fim de semana quando será disputada as 4 Horas de Silverstone (Ing), na abertura da temporada 2019/20. A prova vai marcar a estreia oficial do piloto na categoria principal, a LMP1.

Derani estará no carro #3 da Rebellion Racing, ao lado dos franceses Loic Duval e Nathanael Berthon. A pista britânica é especial para o brasileiro, que já venceu esta prova em 2017, correndo pela Ford Chip Ganassi na classe LMGTE Pro.

“Estou muito contente por voltar ao FIA WEC, principalmente em Silverstone, onde tive sucesso no passado, ganhando em 2017 com a Ford”, destacou Derani, que já correu no WEC no passado nas categorias LMP2 e LMGTE Pro.

“Também estou muito feliz em integrar novamente a equipe Rebellion, onde eu já fiz uma corrida em 2017, mas agora na categoria principal, que sempre foi o meu objetivo antes de eu me mudar para o IMSA”, lembrou.“É muito bom poder correr na categoria principal dos dois lados do Atlântico, tanto no IMSA como no WEC”, continuou.

“E é sempre bom voltar ao Mundial. Não teremos uma tarefa fácil na LMP1. Temos uma grande concorrente, que é a Toyota. Mas vamos fazer o nosso melhor para conseguir um bom resultado e incomoda-los”, completou Derani, que nos Estados Unidos defende a equipe Action Express Racing, correndo ao lado de Felipe Nasr.

Os treinos em Silverstone terão início na hoje (30), com três sessões livres. No sábado (31), haverá os classificatórios (7h50 e 8h20 de Brasília) e, no domingo (1), a prova - com 4 horas de duração - terá sua largada às 8 horas de Brasília, com transmissão ao vivo pelo Fox Sports.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Acura NSX 2020 estreia na Monterey Car Week nova cor inspirada na tradição – o Indy Yellow Pearl


O Acura NSX 2020 será apresentado com a marcante cor Indy Yellow Pearl, durante a Monterey Car Week. O modelo esportivo da marca premium de automóveis da Honda será exibido pela primeira vez na mostra "Concours on the Avenue" (Concurso na Avenida), no centro da cidade de Carmel. Ele estará ao lado do carro de corrida NSX GT3 Evo, este apresentando uma pintura especialmente criada com toques em amarelo e azul sobre a carroceria de fibra de carbono aparente. O NSX 2020 já está disponível para encomendas no mercado americano, com as primeiras entregas previstas para novembro.

A cor Indy Yellow Pearl é uma homenagem ao Amarelo Spa, uma das duas opções de amarelo oferecidas na primeira geração do NSX, e vai se juntar ao Berlina Black como uma das cores emblemáticas disponíveis para o ano modelo 2020. O Amarelo Spa, conhecido em alguns mercados como "Amarelo Indy", foi a cor aplicada em aproximadamente 20% dos NSX produzidos entre 1997 e 2003. Nos dois últimos anos de produção do NSX (2004-2005), o Amarelo Spa foi substituído pelo Amarelo Rio.

Cada unidade do NSX é feita a mão no Performance Manufacturing Center (PMC), localizado em Marysville, estado de Ohio e dá continuidade à tradição do NSX de proporcionar um incrível desempenho e valor no mercado dos supercarros. O NSX 2020 é impulsionado por uma inovadora unidade de força Sport Hybrid SH-AWD, formada por um motor biturbo V6 de 3,5 litros especialmente construído, uma transmissão de dupla embreagem com nove velocidades (9DCT) e três motores elétricos que suplementam o motor a combustão com torque instantâneo. O NSX de segunda geração tem uma avançada carroceria feita com múltiplos materiais e uma estrutura espacial de alumínio, que resultam numa altíssima rigidez, construção compacta e uma excepcional performance quanto à segurança em caso de colisão.

Todos os novos proprietários do NSX têm a oportunidade de participar da NSX Insider Experience, um programa personalizado que permite acompanhar a fabricação customizada de seu supercarro. Ele oferece uma visita individual guiada pelas principais instalações onde o NSX é feito em Ohio, incluindo o Performance Manufacturing Center (PMC) e a sala de montagem do motor NSX na fábrica de motores de Anna. Os convidados também têm a oportunidade de andar na pista com um NSX, orientados por um piloto profissional em um dos campos de prova originais onde ele foi desenvolvido e recebeu seu acerto final, o Centro de Pesquisas de Transporte (Transportation Research Center - TRC).

Utilizando o mesmo projeto incluindo a estrutura espacial multimateriais feita em Ohio e o motor biturbo 3,5 litros do NSX para uso na estrada, o NSX GT3 e o NSX GT3 Evo dominaram algumas das mais icônicas corridas de GTs do mundo, incluindo as 24 Horas de Daytona e Spa, a 12 Horas de Sebring, a Petit Le Mans e a Copa Mundial FIA GT em Macau.

No campeonato IMSA WeatherTech Sports Car, o NSX GT3 Evo inscrito pela equipe Meyer Shank Racing conquistou cinco vitórias desde sua estreia em 2017 e, na temporada de 2019, a Meyer Shank Racing é líder tanto no Campeonato de Fabricantes como no de Pilotos.

Na série SRO GT World Challenge America, o NSX GT3 também conquistou múltiplas vitórias, incluindo seis vitórias na categoria Pro-Am obtidas por três equipes diferentes, este ano, com o novo NSX GT3 Evo.

O vitorioso NSX GT3 Evo, de fibra de carbono, é oferecido mundialmente para venda pelo preço inicial de € 465.000 (aproximadamente US$ 525.000). Desde que foi disponibilizado para aquisição por clientes em junho de 2017, e atualizado no ano passado como o NSX GT3 Evo, existem atualmente 17 unidades do NSX GT3 nas mãos de equipes de corrida profissionais e amadoras em todo o mundo. O NSX GT3 Evo é certificado paracompetir em mais de uma dúzia de campeonatos sancionados pela FIA ao redor do globo. Mais informações sobre o NSX GT3 Evo podem ser encontradas em AcuraClientRacing.net.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

FORD APRESENTA O GT MK II, NOVA VERSÃO LIMITADA DO SUPERESPORTIVO


A Ford apresentou no Festival Goodwood de Velocidade, no Reino Unido, o Ford GT Mk II, versão limitada do superesportivo desenvolvida em parceria com a Multimatic exclusivamente para as pistas. O modelo, já disponível para encomendas, terá apenas 45 unidades produzidas com preço de US$1,2 milhão.

Equipado com motor 3.5 V6 EcoBoost de 700 cv, o GT Mk II foi desenvolvido pela Ford Performance e pela Multimatic com aerodinâmica e direção voltadas à competição, usando a experiência com o Ford GT nos campeonatos Mundial de Endurance e IMSA. Mas seu projeto de engenharia ficou livre das limitações e normas impostas pelas competições.

O Ford GT Mk II é montado em Ontário, no Canadá, e finalizado em uma instalação especializada da Multimatic Motorsports, que também é responsável pela venda direta aos clientes (www.FordGTMkII.com).

O Ford GT Mk II traz aprimoramentos na aerodinâmica e no motor, com componentes testados nas provas de endurance mais desafiadoras do mundo. Além de asa traseira dupla com mais “downforce”, ele traz novos divisores e difusores dianteiros.

A suspensão e os pneus Michelin Pilot Sport de competição dão ao carro mais de 2Gs de aderência lateral. O GT Mk II também é mais leve e ágil. Os amortecedores DSSV de cinco vias funcionam com altura rebaixada e fixa para melhorar a eficiência.

Sem a limitação de regulamentos, o motor 3.5 EcoBoost do Ford GT Mk II gera 200 cv a mais que o carro de competição – é a versão mais potente do GT. Sua transmissão de sete velocidades e dupla embreagem também tem calibração especial.Para aumentar a potência, ele usa uma tecnologia inovadora de resfriamento do ar de alimentação do motor com spray de água. Uma entrada de ar adicional no teto auxilia na refrigeração do óleo, da embreagem e da transmissão.

O poder de parada também foi reforçado, com discos de freio Brembo de carbono-cerâmica de 15,5 polegadas na dianteira e 14,1 polegadas na traseira. As rodas são de alumínio forjado de 19 polegadas. No interior, as mudanças incluem banco especial de corrida Sparco com cinto de segurança de seis pontos, banco do passageiro opcional e um sistema completo de aquisição de dados MoTeC, que também funciona como câmera de ré.

Com produção limitada a 250 unidades por ano, o Ford GT é o carro de rua mais avançado e exclusivo já feito pela marca. A versão de corrida, feita para as 24 Horas de Le Mans, foi um grande sucesso, vencendo a categoria GTE Pro em Le Mans na sua estreia em 2016, exatamente 50 anos depois da primeira das quatro vitórias sucessivas do Ford GT40 no circuito francês.

A Ford encerrou o programa de competição do GT no Campeonato Mundial de Endurance com a prova de Le Mans deste ano. Mas os Ford GTs continuam a correr no campeonato IMSA, na América do Norte, até o final da temporada em outubro.

terça-feira, 2 de julho de 2019

IMSA: Nasr, Derani e Curran têm domingo difícil em Watkins G


Apesar de sofrerem com um pneu furado nos primeiros minutos das 6 Horas de Watkins Glen, neste domingo (dia 30), os brasileiros Pipo Derani e Felipe Nasr e o norte-americano Eric Curran fizeram de tudo para terminar a sexta etapa do IMSA WeatherTech SportsCar Championship e minimizar os problemas enfrentados. O trio do #31 Whelen Engineering Cadillac DPi-V.R completou a prova na sétima colocação (posição que também havia conquistado no grid).

“Desde o começo, senti que tínhamos boas chances”, comentou o atual campeão do IMSA, Felipe Nasr. “Ganhamos uma posição na largada e, em seguida, uma bandeira amarela deixou alguns detritos na pista. Quando relargamos, o carro estava muito bem, mas de repente senti algo estranho. Quando estava indo para a curva 8, ouvi um barulho vindo da traseira esquerda do carro e foi quando o pneu furou e ‘virei passageiro’”, contou.

“Tivemos sorte de não tirar os dois carros da equipe Action Express Racing da briga. Foi um incidente de corrida, que não tive como controlar”, lembrou Nasr, que na batida acabou tocando o carro do companheiro Filipe Albuquerque, que felizmente prosseguiu.

Após ser ajudado para sair da brita, Nasr voltou para os boxes, mas a equipe perdeu duas voltas para fixar e arrumar a parte traseira do carro, que caiu para o final do pelotão e teve de buscar a recuperação. “Esse incidente e o fato de o carro não ter o mesmo ritmo dos ponteiros fizeram do nosso dia muito difícil”, continuou Nasr.

“Não estou desistindo. Vamos voltar e focar na próxima corrida dentro de poucos dias. Após uma prova como essa, o melhor é ir para a próxima e espero termos um dia melhor no domingo que vem”, completou o piloto de Brasília.

O compatriota Pipo Derani também lamentou os problemas do trio na disputa em Watkins Glen. “Infelizmente, foi um dia difícil”, desabafou. “Temos de estar contentes com o sétimo lugar em virtude de tudo o que aconteceu na pista. Não fomos rápidos o suficiente para estar na frente. Se tivéssemos conseguido nos manter na volta do líder, talvez pudéssemos ter lutado no final. Foi um daqueles dias que as coisas não saem como planejamos. Mas vamos trabalhar para estar de volta à briga no domingo que vem”, completou o paulista de 25 anos.

O incidente no início da prova fez com que a equipe não conquistasse o ponto extra para o Campeonato Norte-americano de Endurance (que inclui as quatro provas longas do IMSA). Os brasileiros e Eric Curran estão em segundo lugar, com 32 pontos, contra 34 de Jordan Taylor e Renger van der Zande, restando agora apenas a prova de Petit Le Mans, em outubro.

Na disputa geral do campeonato, Derani e Nasr chegaram a Glen na liderança com cinco pontos de vantagem, mas com o resultado aparecem agora em segundo, um ponto atrás de Juan Pablo Montoya e Dane Cameron (177 a 176), restando quatro etapas.

Vencedores das 12 Horas de Sebring e com dois segundos lugares em 2019 (24 Horas de Daytona e Detroit), Nasr e Derani seguem na luta neste domingo (7) na disputa da sétima etapa no Canadian Tire Motorsport Park, em Ontário (Can).

Companheiros - Além dos brasileiros, a equipe Action Express Racing também disputa a temporada do IMSA com o #5 Mustang Sampling Cadillac DPi-V.R dos portugueses João Barbosa e Filipe Albuquerque. Em Watkins Glen, eles tiveram a companhia do britânico Mike Conway e terminaram a prova na sexta colocação. Com o resultado, os portugueses ocupam a quinta posição no campeonato, com 162 pontos.

Os 10 primeiros da categoria DPi nas 6 Horas de Watkins Glen:
1 55 J. Bomarito / H. Tincknell / O. Pla  211 voltas em 6:00:07.332 
2 77 O. Jarvis / T. Nunez / T. Bernhard  +0.353 
3 6 J. Montoya / D. Cameron  +11.783 
4 10 R. Van Der Zande / J. Taylor  +24.837 
5 7 R. Taylor / H. Castroneves  +38.684 
6 J. Barbosa / F. Albuquerque/ M. Conway  + 2 voltas
7 31 F. Nasr / E. Curran / P. Derani ) + 3 voltas
8 50 W. Owen / R. Binder  + 5 voltas
9 84 S. Trummer / S. Simpson / C. Miller + 7 voltas
10 85 M. Goikhberg / T. Vautier / J. Piedrahita + 12 voltas

sexta-feira, 3 de maio de 2019

IMSA: Felipe Nasr e Pipo Derani defendem liderança em Mid-Ohio


Rápidos, mas sem muita sorte na disputa da terceira etapa, no mês passado, em Long Beach, os brasileiros Felipe Nasr e Pipo Derani voltam à pista neste final de semana para a quarta prova da temporada 2019 do IMSA WeatherTech SportsCar Championship em Mid-Ohio (EUA).

O objetivo da dupla do #31 Whelen Engineering Cadillac DPi-V.R, da equipe Action Express Racing, é tentar voltar ao alto do pódio para manter a liderança isolada da competição. Este ano, já foram dois pódios: o segundo lugar nas 24 Horas de Daytona e a vitória nas 12 Horas de Sebring.

Em Long Beach, Nasr largou em segundo e logo assumiu a ponta, liderando 17 voltas e abrindo uma vantagem de cinco segundos antes de uma bandeira amarela na metade da corrida. Mas a chance de brigar pela vitória terminou
logo após sua parada, quando Derani assumiu o comando do carro e uma roda se soltou após o pit stop. Mesmo assim, a equipe fez um grande trabalho de recuperação e eles terminaram em sexto lugar, garantindo os pontos que deram a liderança isolada da temporada, com 92 pontos.

O carro dos brasileiros era tão veloz, que Nasr fez a melhor volta durante o seu stint e Derani continuou no mesmo ritmo e, com a volta em 1min11s932, estabeleceu um novo recorde para o IMSA em Long Beach.

No ano passado, o IMSA disputou sua primeira prova em Mid-Ohio. Nasr ficou em oitavo, terminando uma posição à frente do novo companheiro, Derani, que também correu no circuito pela primeira vez em 2018.

Apesar deste desafio, Nasr gosta do traçado de 13 curvas e 2.258 milhas (aproximadamente 3,6 km). “Mid-Ohio é fantástica. É prazerosa de pilotar, mas tem pouca aderência, o que significa que é complicado encontrar um bom equilíbrio entre a aderência aerodinâmica nos setores rápidos e a aderência mecânica nos setores lentos”, disse.

Nasr também explicou que a escolha do piloto que irá fazer a classificação do #31 Whelen Engineering Cadillac DPi-V.R faz parte da estratégia da equipe. “Decidimos a cada corrida se será o Pipo ou eu quem vai começar a prova como parte da estratégia. A boa parte de fazer a classificação é que você tem que levar o carro ao limite. Como piloto, é um ótimo lugar para estar”, completou.

Depois de duas corridas longas e uma prova de apenas 1h40 em Long Beach, os pilotos terão em Mid-Ohio 2h40 de disputas. “Queremos continuar nesta briga pelo campeonato e sabemos que a competição será muito apertada de novo neste fim de semana, como sempre é no IMSA”, ressaltou Derani.

Além dos brasileiros, a equipe Action Express Racing também estará na disputa com o #5 Mustang Sampling Cadillac DPi-V.R dos portugueses João Barbosa e Filipe Albuquerque. A dupla vem embalada pela vitória em Long Beach. Eles ocupam a terceira colocação na temporada, três pontos atrás de Derani e Nasr.

Os treinos em Mid-Ohio terão início hoje (3). No sábado (4), o classificatório acontecerá às 13h30 (de Brasília). No domingo, a prova terá sua largada às 14h40.

sexta-feira, 29 de março de 2019

Nova geração do Audi RS 5 Coupé chega ao Brasil com motor V6 de 450 cv


A Audi do Brasil apresenta ao mercado brasileiro a nova geração do Audi RS 5 Coupé, que traz como principal novidade o motor 2.9 V6 biturbo de 450 cv e 600 Nm de torque desenvolvido do zero. O modelo é o primeiro Gran Turismo da linha esportiva RS a adotar a nova linguagem da Audi Sport.


Para criar o novo Audi RS 5 Coupé, os designers se inspiraram nos detalhes esportivos usados no Audi 90 quattro IMSA GTO, um carro de corrida do final dos anos 1980. As sólidas entradas de ar e sua estrutura em colméia frontal com uma ampla grade Singleframe refletem o DNA típico dos modelos RS. Abaixo dos faróis em LED, estão as entradas e saídas de ar, enquanto as caixas de rodas enfatizam ainda mais a aerodinâmica do veículo, 15 milímetros maior que a versão anterior. O Coupé traz rodas de liga leve de alumínio de 20 polegadas. A esportividade do novo RS 5 é acentuada com o difusor, as saídas
de escapamento ovais e o spoiler de teto – equipamentos tradicionais da linha RS. O comprimento da nova geração é de 4,72 metros, 74 milímetros maior que o seu predecessor.

O novo motor 2.9 TFSI V6 biturbo oferece maior ganho de potência e eficiência, além de um som que remete à esportividade da linha RS. O veículo desenvolve 450 cv com torque máximo de 600 Nm - 170 Nm a mais do que a geração anterior – e atinge em uma ampla faixa de rotação que varia entre 1.900 e 5.000 rpm. O modelo topo de linha na família A5 acelera de 0 a 100 km/h em 3,9 segundos e pode atingir a velocidade máxima de 280 km/h.

O Audi RS 5 Coupé consome apenas 7,3 km/l na cidade e 9,7 km/l na estrada. O modelo também apresenta redução significativa no peso com 1.655 kg, 60 kg a menos. O motor flui ainda melhor com o novo câmbio de oito velocidades Tiptronic com tempos de trocas de marcha reduzidos e preparados
especialmente para beneficiar a condução esportiva na linha RS em conjunto com o sistema de tração permanente quattro.O bloqueio do diferencial envia 60% do torque para o eixo traseiro e 40% para o eixo dianteiro, oferecendo a maior segurança possível.

Para ampliar ainda mais as características esportivas e de agilidade, a suspensão multi-link é utilizada nos eixos dianteiro e traseiro. A Audi também oferece o Controle de Direção Dinâmico (DRC). Os motoristas podem criar uma experiência ainda mais personalizada usando o Audi Drive Select, equipamento de série que oferece quatro modos de condução: Auto, Comfort, Dynamic e Individual.

O interior do RS 5 Coupé é completamente preto e extremamente sofisticado ao mesmo tempo em que mantém seu caráter esportivo. Detalhes como os assentos RS e o volante multifuncional com base plana detalham as características da linha, também apresentadas no câmbio automático e nas faixas iluminadas do painel. No Audi Virtual Cockpit é possível conferir informações sobre Força G, pressão dos pneus e temperatura, assim como potência e torque.

O sistema de infotainment pode ser acessado por meio do sistema MMI Touch presente no console central. Ele oferece ponto de acesso Wi-Fi e interface de smartphone com integração via Apple Car Play e Android Auto. Tecnologias de assistência e Head-up Display também auxiliam o motorista e aumentam a segurança, conforto e eficiência. A interação entre os sistemas representa mais um passo para a condução autônoma.

O sistema de som é um Bang&Olufsen 3D de 755 watts de potência. O coração do sistema é um amplificador de 16canais, que aciona 19 alto-falantes. Dois subwoofers por trás dos painéis laterais na parte traseira geram os graves transformando o carro em uma verdadeira sala de concerto. O Audi RS 5 Coupé chega ao mercado brasileiro por R$ 556.990.

Como opcional há o pacote Audi Assistance Tour, que contempla ampla variedade de recursos de alta tecnologia, como o Traffic Jam Assist (auxilia na condução durante engarrafamentos e movimentação de velocidade até 65
km/h), o Audi Active Lane Assist (que corrige a direção e alerta sobre possível saída da faixa sem sinalizações), o Adaptive Cruise Control (mantém distância do veículo da frente acelerando e freando se necessário com auxílio de sensores e câmera) e o assistente de luz alta Audi.

Freios de cerâmica também estão disponíveis como opcional e trazem vantagens na otimização do sistema de frenagem, que garantem mais segurança e esportividade. É possível ainda escolher também como opcional o teto de carbono, que auxilia redução do peso do veículo.

Especificações técnicas 
Audi RS 5 Coupé
Motor: 2.9 turbo FSI
Cilindros /cilindrada: 6 em V/2.894 cm³
Potência: 450 cv entre 5.700 e 6.700 rpm
Torque máximo: 600 Nm entre 1.900 e 5.000 rpm
Tração: quattro
Transmissão: tiptronic, 8 velocidades
Peso: 1.655 kg 
Comprimento: 4.723 mm 
Largura: 1.861 mm
Altura: 1.360 mm 
Distância entre-eixos: 2.766 mm
Tanque de combustível: 58 l
Porta-malas: 465 l
Aceleração 0-100 km/h: 3,9s 
Velocidade máxima: 280 km/h

quinta-feira, 21 de março de 2019

Novo McLaren 720S GT3 vence em Melbourne


O McLaren 720S GT3 conquistou a pole position e uma vitória memorável em sua primeira corrida nas mãos de clientes durante a rodada de abertura do Campeonato Australiano de GT realizada no circuito de Albert Park, em Melbourne. A recém-lançada equipe cliente da McLaren, 59Racing, obteve ótimos resultados nas categorias GT3 e GT4, competindo nas provas preliminares da etapa de abertura do Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 2019. Nos Estados Unidos, o 570S GT4 da equipe cliente Motorsports In Action também teve bom desempenho para garantir um pódio e agora lidera o campeonato Michelin Pilot Challenge.

O 720S GT3 fez sua estreia em equipe cliente no icônico circuito de Melbourne e foi pilotado pelo australiano Fraser Ross. A experiência do piloto de Melbourne, combinada com os pontos fortes do recém-desenvolvido 720S GT3, ficou evidente ao longo de um sprint de uma volta de classificação: conquistou o segundo lugar na primeira sessão e liderou a tabelas de tempos na segunda, conquistando a pole position.

A primeira corrida do fim de semana viu Ross em uma batalha a três pela liderança durante as primeiras voltas da corrida de 25 minutos. Uma manobra ousada nos últimos estágios da corrida fez Ross assumir a liderança e gradualmente ampliar a diferença sobre seus perseguidores, cruzando a linha
com uma vantagem de 2,2 segundos para registrar a histórica vitória de estréia da equipe e do McLaren 720S GT3. A segunda corrida teve mais troféus: Ross levou o 720S GT3 ao segundo lugar e ao segundo pódio do fim de semana.

O 570S GT4 de 59Racing também teve um excelente fim de semana, conduzido por Ryan Simpson. Fazendo sua primeira corrida com um McLaren, Simpson perdeu por pouco a vitória na classe GT4 na corrida de abertura e cruzou a linha em segundo. Depois, o piloto de 31 anos melhorou o resultado com três vitórias nas demais corridas do fim de semana.

O modelo Sports Series apenas para pista também competiu nos Estados Unidos durante o fim de semana, nas corridas preliminares do evento duplo que reuniu o Campeonato Mundial de Endurance e o da IMSA no circuito de Sebring, na Flórida. A equipe cliente Motorsports In Action continuou seu forte início de temporada com o segundo pódio consecutivo na categoria Grand Pilot do
Michelin Pilot Challenge.

Durante as duas horas de corrida, os pilotos Corey Fergus e Jesse Lazare estavam na luta pela liderança. Quando a corrida entrou nas últimas voltas, a dupla do 570S GT4 número 69 ainda lutava pelo degrau mais alto do pódio. Apesar dos esforços, e com os perseguidores se aproximando, a dupla cruzou a linha de chegada em terceiro lugar. Como resultado, a equipe canadense agora lidera a classificação geral do campeonato.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

WAGNER GONZALEZ em Conversa de pista

Wagner Gonzalez

Caminhos de lá e de cá
É fácil criticar o estágio em que se encontra o automobilismo nacional, saudoso de grandes eventos e grandes marcas representadas nas pistas. 

Nem tão fácil para muitos é enxergar que para o esporte recuperar a imagem de espetáculo vitrine de bons negócios é preciso desenvolver um trabalho onde todos os envolvidos tenham foco único ou, no mínimo, visões convergentes. 

Recentemente passei alguns dias acompanhando o desenrolar das 24 Horas de Daytona, um dos grandes eventos da Daytona International Speedway, principal autódromo da Flórida e um dos mais importantes dos Estados Unidos. Igualmente conversei com os executivos da FARA, empresa que promove um campeonato que tem bases regionais e status internacional; disso tudo foi possível enxergar alguns fatos que podem contribuir para os entusiastas brasileiros.

O primeiro ponto para se entender as diferenças entre o esporte praticado nos Estados Unidos e no Brasil mescla a cultura automobilística e o poder econômico dos dois países. É possível dizer que o primeiro tem proeminência sobre o segundo: lá os envolvidos entendem e seguem as regras básicas de convivência, segurança e organização enquanto o segundo explora bastante as oportunidades de gerar empregos e impulsionar negócios. 

No quesito cultura Daytona é realmente exemplar: em quatro dias de evento entrei e sai do autódromo várias vezes e em apenas uma oportunidade me foi solicitado mostrar credencial. Quando a área das garagens foi aberta ao público todos respeitavam as filas para entrar, pedir autógrafos e fotografar os carros e deixavam o local no horário estipulado. Se na F-1 isso é impensável, no autódromo da Flórida essa prática é fundamental; se na Stock Car brasileira é proibida ou coíbida a prática do acampamento e de fazer um bom churrasco, em Daytona o “infield” (a área no interior do circuito) é um espetáculo de convivência. Ali entusiastas e admiradores desta e daquela marca se reúnem para exibir e admirar modelos raros, ou nem tanto, e trocar o celular por um bom papo em meio a mesas, assados e boas doses de cerveja. 

Em meio a tudo isso, os grandes fabricantes montam estandes para promover seus modelos, produtos e lançamentos em operações de marketing e publicidade que não param por aí. Os direitos de transmissão do calendário 2019 da IMSA em TV aberta foram negociados com a NBC, que montou um esquema bastante profissional para a cobertura da temporada. Na prova de Daytona todas as grandes marcas envolvidas na prova apoiaram comercialmente a iniciativa, o que demonstra que o investimento bem feito é consequente e demanda entrosamento.

Na sala de imprensa, a cada 45 minutos/uma hora pilotos e personalidades conectados de alguma forma ao evento apareciam para entrevistas coletivas num ritual que durou todo o fim de semana. Nessas ocasiões se notava a diferença entre os assessores de comunicação norte-americanos e europeus, que filtravam demandas de um bate-papo exclusivo cada um à sua maneira. Um pouco de sorte e a necessária empatia entre entrevistador e entrevistado podiam contornar tais barreiras e garantir um bate-papo mais descontraído nos caminhões ou motorhomes das equipes. Aliás, o próprio uso desses “recreational vehicles” é um negócio à parte: boa parte dos competidores aluga esses veículos prova a prova, o que diminui os investimentos, facilita a logística de deslocamento e garante uma ou duas horas a mais de sono por dia.

Daytona, sem sombra de dúvida, tem uma estrutura altamente profissionalizada e bem estruturada, condição que facilita a realização de megaeventos. Já os executivos da FARA vivem realidade diferente e bem mais próxima do automobilismo por nós conhecido. Ricardo “Tico” Almeida e Carlos Mendez são os responsáveis pela Formula Automobile Racing Association, ou simplesmente FARA, associação estabelecida oficialmente em 2007, mas que nasceu muito antes disso, em 1970, período que ele e seu sócio evitam comentar.

Daytona está ligada à IMSA, por sua vez ligada à Nascar, uma das diversas ligas atuantes nos Estados Unidos. Por sua vez, a FARA explora suas atividades no circuito de Homestead, palco da etapa da Florida no calendário da Stock Car norte-americana, categoria que é a alma da Nascar. Daytona e FARA tem práticas diferentes de profissionalismo: a primeira tem um padrão mais elevado tanto técnica quanto economicamente; já a segunda explora a demanda de gentleman drivers que querem desfrutar do seu hobby e facilita o contato dos interessados com equipes que fornecem equipamento e serviços de pista. Sem o poderio econômico da pista do norte da Flórida, Almeida e Mendez usam estratégias mais simples e igualmente eficiente, que serão matéria desta coluna em breve.

Simplesmente replicar esses métodos de trabalho no Brasil seria tão ilusório quanto ineficiente, mas os conceitos básicos podem e devem servir de base e incentivo para os dirigentes brasileiros. Ainda que nos Estados Unidos a estrutura político desportiva seja baseada em ligas e exista um repúdio claro às normas da Federação Internacional do Automóvel - lá a FIA é representada pelo ACCU, Automobile Competition Committee for the United States e outras duas associações, uma dedicada ao turismo e outra ao kart infantil – a Confederação Brasileira de Automobilismo tem muito o que explorar e disseminar esse conhecimento. 

Não se trata de nenhum ovo de colombo, mas apenas cumprir algumas de suas obrigações estatutárias, como a que consta do item c do artigo sexto do seu estatuto: “dirigir, difundir e incentivar no país todas as modalidades automobilísticas e desde que credenciada, desenvolver as atividades ligadas ai turismo, trânsito e transportes, nos moldes regulamentados internacionalmente; “(sic). Da mesma forma que é importante cobrar dos dirigentes uma atuação eficiente, os pilotos e preparadores devem deixar de praticar o esporte pela Lei de Gérson: promover corridas tem seu preço e no mundo inteiro se paga por isso, até as equipes de F-1 são cobradas para disputar o campeonato mundial. Cabe a todos os envolvidos sentar-se à mesa de reunião com bons modos e visão prática de bons negócios.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Wagner Gonzalez em Conversa de pista


Wagner Gonzalez
Brasileiros seguem vencendo

Nos EUA Nasr é campeão da IMSA; Facco ganha rally no Paraguai
É pouco provável que a F-1 volte a ter um brasileiro alinhando nos grids de 2019, mas nem por isso os pilotos brasileiros deixam de conquistar bons resultados no Exterior e mostrando que temos bons valores em várias categorias. Depois de triunfar em categorias de base com Felipe Drugovich (Euro Formula Open) e Caio Collet (F-4 francesa), mais um título internacional foi conquistado por brasileiros, desta vez com requintes de drama, já que a vitória também poderia ter as cores nacionais. 

Nos Estados Unidos, o final das 10 Horas de Petit Le Mans, no circuito de Road Atlanta, teve Christian Fittipaldi e Felipe Nasr (foto de abertura, de José Mario Dias) como protagonistas dos minutos finais e terminou com o brasiliense sagrando-se Campeão Norte-Americano de Endurance, em dupla com Eric Curran.

No lado de baixo do Equador o paulista Luis Facco e o piauiense Humberto Ribeiro triunfaram no Desafio Ñeembucú, terceira etapa do Campeonato Paraguaio de Rally. Facco e Ribeiro tripularam o buggy V8 projetado e construído pela Giaffone Racing, empresa da tradicional família proprietária da JL e do kartódromo da Granja Viana, combinação que aumenta o impacto dessa vitória.
Pane seca e título

O português Filipe Albuquerque, companheiro de equipe de Fittipaldi,  liderava a prova na fase final e tudo parecia garantir mais uma vitória para o time Mustang Sampling, mas uma pane seca interrompeu o funcionamento perfeito do Cadillac DPi-VR a duas curvas da bandeirada. Dessa forma o trio completado pelo francês Tristian Vauthier terminou em quatro lugar a cerca de segundos do vencedor.

“Ficamos sem combustível faltando duas curvas e não foi nem questão de arriscar. Sabíamos que estava justo, mas achávamos que daria no limite. O carro estava na frente, mas infelizmente não deu e ficamos fora do pódio. Agora é virar a página e ir pra próxima, a minha última”, comentou Fittipaldi, que já anunciou sua retirada das pistas após as 24 Horas de Daytona em janeiro de 2019.

Christian, que este ano disputou apenas as provas longas e atuou como diretor esportivo da Action Express Racing, parabenizou Felipe Nasr e Eric Curran, que sagraram-se campeões do IMSA e do Campeonato Norte-americano de Endurance. Nasr e Curran, que em Road Atlanta dividiram a pilotagem com Gabby Chaves, terminaram a etapa na oitava colocação, o suficiente para a conquista do título.

“Gostaria de agradecer ao Eric, Gabby e ao Mike (Conway). Apesar do Mike não estar aqui neste final de semana, ele foi parte importante da equipe. Este foi meu primeiro ano na categoria e terminar com o título, não poderia imaginar um final melhor”, declarou Nasr ao final da competição vencida por Renger Van Der Zande/Jordan Taylor/Ryan Hunter-Reay, com um Cadillac DPi-V.R.

A prova final da temporada IMSA teve a presença de vários brasileiros além de Christian Fittipaldi e Felipe Nasr: Lucas Di Grassi que estreou na categoria conquistando o segundo lugar na classificação geral  dividindo o Joest Mazda DPi com Oliver Jarvis e Tristan Nuñez, e Helio Castro Neves foi quinto, compartindo o Acura DPI #7 com Rick Taylor e Graham Rahal.

Em visita ao Japão, para acompanhar a prova 6 Horas de Fuji, o prefeito Bruno Covas assinou compromisso com os organizadores do Campeonato Mundial de Resistência (WEC) para realizar a etapa brasileira do torneio por seis temporadas, entre 2020 e 2025. A medida garante a funcionalidade do Autódromo de Interlagos pelo futuro próximo e lança a possível candidatura de Covas a um novo mandato, duas situações opostas ao seu predecessor no cargo. João Dória, atual candidato o governo do Estado, abdicou do cargo de prefeito após 15 meses de atuação e defendia a transformação da pista paulistana em um condomínio.

A edição 2018 das 6 Horas de Suzuka valeu como quarta etapa da temporada 2018/2019 da especialidade e marcou a volta de Bruno Senna ao cockpit de um dos carros da equipe Rebellion. O paulista ficou em terceiro lugar, em dupla com o alemão André Lotterer e o suíço Neel Jani; a vitória ficou para o  Toyota do inglês Mike Conway, do local Kamui Kobayashi e do argentino Jose Maria Lopez. O resultado de Senna mantém um bom índice de aproveitamento em provas do WEC no Japão: anteriormente ele havia vencido duas provas e terminado outra em segundo.

Inscrito inicialmente com um Mitsubishi ASX, o paulista Luis Facco decidiu estrear seu Buggy V8 na disputa da terceira etapa do Campeonato Paraguaio de Rally e venceu com relativa facilidade o Desafio Ñeembucú 2018, competição disputada na região de Pilar do país vizinho.

Em sua terceira atuação nesse país, Facco e Ribeiro tripularam o buggy equipado com motor V8 e tração traseira desenvolvido pela JL, empresa da família Giaffone, e derrotaram 21 rivais que competiram com pickups e UTVs. A dupla brasileira gastou 5h26’13” para percorrer o percurso total da prova no menor tempo entre os concorrentes de automóveis, tempo referente a soma do Prólogo, da Especial 1 e Especial 2. Segundo Facco, o percurso foi dos mais completos e exigentes:

“O Desafio Ñeembucú foi uma prova muito boa que teve de tudo, trechos rápidos, estreitos, erosões, lama, terreno pantanoso e nos divertimos bastante. Foi gratificante vencermos essa prova e estamos felizes com o resultado. Em nossa primeira apresentação com o buggy conseguimos nos adaptarmos rapidamente ao carro, cujo desempenho foi surpreendente. Tem muita potência, é bem confiável e tivemos todo o apoio da equipe”.