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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

IMSA: Nasr e Derani lutam para voltar ao topo na reta final da temporada


A temporada 2019 do IMSA WeatherTech SportsCar Championship entra em sua reta final. Neste domingo (4), os brasileiros Pipo Derani e Felipe Nasr voltam à pista para a disputa da oitava etapa do calendário em Elkhart Lake, no circuito Road America.

Vice-líderes, com uma vitória e outros dois pódios, a dupla do #31 Whelen Engineering Cadillac DPi-V.R quer voltar ao topo e terá o bom retrospecto da equipe no traçado de 6,5 km e 14 curvas como um motivo extra para aumentar a boa expectativa para a disputa.

A Whelen Engineering Racing já venceu em Road America em 2015 e 2016, com Eric Curran e Dane Cameron. No ano passado, com Nasr no time ao lado de Curran, também foi ao pódio, com um terceiro lugar.

A prova de 2h40 de duração terá sua largada no domingo às 15h35 de Brasília. Os treinos livres começam na sexta-feira (2), com o classificatório no sábado (3), a partir das 15h25 de Brasília.

“Tivemos uma grande disputa no ano passado para chegar ao pódio em Road America e espero que possamos estar de volta neste fim de semana”, declarou Nasr, atual campeão do IMSA.

“Sempre soube que essa pista era muito legal para se pilotar, mas no ano passado descobri o quanto os fãs são incríveis lá também. É um lugar muito especial”, destacou o brasiliense.

“Precisamos aproveitar ao máximo as próximas corridas. Nossa equipe está trabalhando muito bem e estamos muito focados”, completou Nasr.

Os brasileiros estão a apenas três pontos da liderança. Derani, que já venceu em Road America em 2017, quando corria por outra equipe, também destacou o desejo de voltar ao alto do pódio.

“Queremos vencer corridas e voltar ao topo do campeonato. Então, estou animado para correr em Road America”, disse o piloto paulista. Temos apenas três corridas até o final da temporada, então todas serão cruciais. Road America é uma das minhas pistas favoritas no nosso calendário e mal posso esperar para guiar o Whelen Cadillac lá pela primeira vez”, continuou Derani.

“Espero que possamos ter uma boa velocidade e lutar por um grande resultado neste fim de semana”, completou o tricampeão das 12 Horas de Sebring (2016, 18, 19).

Além dos brasileiros, a equipe Action Express Racing também conta com a dupla portuguesa João Barbosa e Filipe Albuquerque na temporada regular do IMSA, a bordo do #5 Mustang Sampling Cadillac DPi-V.R.

Os portugueses ocupam a sétima colocação na classificação do campeonato e também buscam voltar ao pódio, onde já subiram duas vezes este ano, com uma vitória em Long Beach e um terceiro lugar em Sebring. Barbosa também tem uma vitória em Road America, na temporada 2014.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Após completar as 24 Horas de Daytona com nova BMW M8, Farfus disputa 12H de Bathurst

Augusto Farfus concluiu sua jornada de 24 Horas em Daytona com o sentimento de objetivo cumprido. Na mais tradicional prova de longa duração do automobilismo norte-americano, o brasileiro foi um dos responsáveis por conduzir a nova BMW M8 GTE, novo modelo da montadora bávara para competições. 

O carro mostrou grande confiabilidade, terminando a prova em 7º lugar na classe GTLM sem nenhum problema técnico, o que foi considerado um ótimo resultado e recompensa pelo desenvolvimento do carro com o qual a BMW vai disputar o campeonato completo do WEC (World Endurance Championship) e as 24 Horas de Le Mans - tendo Farfus como um dos pilotos oficiais - em 2018.

O desafio era grande para a estreia do carro. O circuito de Daytona é muito técnico, e a edição deste ano teve o menor número de bandeiras amarelas da história da prova, com apenas 4 intervenções no total, ou seja, a corrida foi muito intensa, inclusive, com alguns períodos sob forte chuva. O BoP (balance of performance) não foi favorável ao novo carro da BMW, mas isso não interferiu nas metas da montadora, que chegou ao fim da corrida com seus dois carros. Correndo pela equipe BMW Team RLL, ao lado de Nick Catsburg, Jesse Krohn e John Edwards, o quarteto do carro #24 completou a prova depois de 773 voltas no total. 

A vitória geral da corrida ficou com o Cadillac #5 da classe Protótipos, pilotado por Christian Fittipaldi, Filipe Albuquerque e João Barbosa, com o novo recorde de 808 voltas completadas.

Após a maratona de 24 Horas em Daytona, Farfus viaja nesta segunda-feira (29) dos Estados Unidos para a Austrália, onde disputa as 12 Horas de Bathurst já no próximo fim de semana (2 a 4 de fevereiro). O curitibano correrá pelo Team Schnitzer, a bordo da BMW M6 GT3 #43, ao lado de Chaz Mostert e Marco Wittmann. Os treinos oficiais acontecem na sexta-feira e sábado, quando o grid de largada é definido. A prova, no domingo, tem largada marcada às 5h45 (horário local em Mount Panorama). 

Augusto Farfus: 

“A BMW fez um trabalho excepcional na estreia da M8 GTE. O objetivo era chegarmos ao fim da prova, e fizemos isso com os dois carro. No #24, não tivemos nenhum problema, e no #25, foi só o pneu que estourou, mas isso não é uma questão técnica. Infelizmente, o BoP não nos ajudou, então não tivemos um carro tão rápido, e, como a prova foi muito intensa, com poucas bandeiras amarelas, dificultou nosso ritmo de corrida e a chance de brigarmos pelas primeiras posições. Mas saímos daqui orgulhoso e felizes, o carro tem uma base boa para crescer. Agora, vou direto para a Australia, onde corro as 12 Horas de Bathurst com a equipe Team Schnitzer, minha equipe em Macau e também nas 24 Horas de Nürburgring. Temos um time realmente forte e vamos tentar brigar pela vitória lá”.

sábado, 30 de setembro de 2017

Felipe Nasr assina com a Action Express para fazer o Campeonato da IMSA 2018

A Equipe Action Express divulgou hoje a  sua nova estrutura de pilotos para o WeatherTech Championship de 2018. A Equipe campeã em 2014, 2015 e 2016 anunciou também que um de seus pilotos atuais, Christian Fittipaldi, correrá apenas as provas de longa duração e assumirá o posto de Diretor Esportivo da Equipe.

Felipe Nasr vai correr em dupla com o americano Eric Curran (Campeão IMSA WeatherTech em 2016) no #31 Whelen Engineering Cadillac DPi-V.R da categoria máxma, a Daytona Prototypes, durante todo o ano, e nas provas longas como 24 Horas de Daytona e 12 Horas de Sebring terão a companhia do inglês Mike Conway que já venceu provas na Indy e que estava atualmente no Campeonato da WEC.

"Estou realmente muito contente de voltar às pistas de forma permanente no ano que vem"disse Felipe Nasr"nenhum Piloto gosta de ficar parado, mas precisa saber esperar. Eu já corri pela Action Express em 2013 nas 24 Horas de Daytona e sempre mantive contato com eles. É uma equipe espetacular e temos chance concreta de lutar pelo Campeonato em 2018"

A Equipe contratou um outro Piloto para assumir o lugar de Christian Fittipaldi no outro carro o #5, o português Filipe Albuquerque 

"Tive a oportunidade de treinar com o carro recentemente e é realmente espetacular, impressionante a evolução desde que guiei em Daytona há 5 anos, o chassis Dallara é surpreendente e o jeito de guiar ficou muito mais parecido com o de um carro de fórmula, não vejo a hora de começar o ano acelerando outra vez. Fico feliz de ter o Christian por perto e já me entendi muito bem com o Eric Curran nos testes que fizemos juntos. 

O meu quase xará o Filipe Albuquerque também é um amigo de longa data, assim como conheço bem o Mike Conway que guiou na F3 na mesma equipe que eu guiei alguns anos depois. Me sinto em casa, em forma, competitivo e pronto para esse novo desafio." 

"Vai ser um Campeonato competitivo e difícil, mas também muito bom de lutar com condições de igualdade para ter chances reais de subir aos pódios"  Concluiu feliz o brasileiro que ainda tem planos de disputar também as 24 Horas de Le Mans em 2018.

As formações dos dois carros da Action Express Racing para o Campeonato IMSA WeatherTech SportsCar 2018

No. 31 Whelen Engineering Cadillac DPi-V.R Pilotos da Temporada: Eric Curran e Felipe Nasr - Terceiro Piloto para as provas longas: Mike Conway (Rolex 24 At Daytona, Sebring 12 Hours, Petit Le Mans)

No. 5 Mustang Sampling Racing DPi-V.R Pilotos da Temporada: Joao Barbosa e Filipe Albuquerque -Terceiro Piloto para as provas Longas  driver: Christian Fittipaldi (Rolex 24 At Daytona, Sebring 12 Hours, Petit Le Mans)

Calendário IMSA WeatherTech 2018
Jan 5-7  Roar Before The Rolex 24 At Daytona 

Jan 25-28   Rolex 24 At Daytona  

Março 14-17  Mobil 1 Twelve Hours of Sebring   

*April 13-14  BUBBA burger SportsCar Grand Prix of Long Beach 

May 4-6  Mid-Ohio Sports Car Course  

*June 1-2  Chevrolet Sports Car Classic, Belle Isle Park 
   
**June 28-July 1  Sahlen’s Six Hours of The Glen  

**July 6-8  Mobil 1 SportsCar Grand Prix, Canadian Tire Motorsports Park 

**Aug 3-5  Continental Tire Road Race Showcase, Road America 

**Sept 7-9  Continental Tire Monterey Grand Prix, Mazda Raceway Laguna Seca   
*** Oct 10-13  Motul Petit Le Mans   P/GTLM/GTD  10h

*Provas de 100 minutos de duração
** Provas de 2h40
*** Prova de 10 horas de duração

terça-feira, 12 de julho de 2016

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner GGonzalez
  “E AGORA, O QUE QUE EU FAÇO?”

Excesso de informação ou falta de perspicácia? A atitude de Nico Rosberg durante o GP da Inglaterra no último fim de semana levantou dúvidas sérias sobre uma geração de pilotos cada vez mais dependentes da tecnologia. Ao notar problemas com a sétima marcha do câmbio do seu Mercedes, Rosberg mandou mensagem ao box no estilo “E agora, o que que eu faço?” 

Ao ser atendido por sua equipe — proibido pelo Art. 27.1 do regulamento esportivo da F-1, que diz que o piloto não pode receber nenhuma ajuda — foi penalizado em 10 segundos do seu tempo total de prova e perdeu para o holandês Max Verstappen o segundo lugar conquistado na pista. A Mercedes disse que vai recorrer da decisão dos comissários desportivos — um dos quais é o inglês e campeão mundial de 1992, Nigel Mansell!

A atitude me fez lembrar episódios em que a solução foi encontrada pelos próprios pilotos sem usar o rádio ou consultar seus engenheiros. Ao final do GP da Inglaterra (ou GP da Grã-Bretanha para os puristas de plantão), Nico Rosberg não só viu sua vantagem sobre Lewis Hamilton cair para um único ponto, como também decepcionou muita gente ao demonstrar ser incapaz de tomar uma decisão por conta própria. Essa situação caberia como uma luva para o humor cáustico do saudoso Emilio Comino, peculiar preparador italiano radicado em São Paulo que chegou a disputar algumas provas nos anos 1960 com um folclórico VW 1200. Quando um piloto queixou-se que o volante do seu carro vibrava entre 90 km/h e 120 km/h, o italiano não titubeou em responder:
Entón anda abaixo de 90 ou acima de 120!…”

Uma das vitórias que contribuíram para consolidar o primeiro título mundial de Jim Clark foi conquistada no GP da França de 1963. Naquela época essa prova era disputada nas estradas de Reims, região mais conhecida pelo seu principal produto, o único vinho espumante do mundo que pode ser chamado de champagne. O traçado formado pelas estradas da região era de alta velocidade média, o que exigia bastante dos motores, como você pode ver neste vídeo que registra o percurso usado entre 1953 e 1972. A pole position nas corridas locais garantia um bom número de garrafas da uma preciosa mescla das uvas, geralmente Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier.

No GP de 1963, o carro de Clark, um Lotus 25 equipado com motor Climax FWMV V-8, começou a superaquecer e perder rendimento. Sozinho no cockpit do pequeno monoposto, o escocês foi capaz de contornar o problema: perto do final das retas ele cortava a ignição e ao entrar nas curvas fazia o motor pegar no tranco e, em derrapagem controlada, provocava um movimento brusco do óleo do cárter, o que criava uma lubrificação forçada. Ao final de 2h10’54”3 Clark recebeu a bandeirada com mais de um minuto de vantagem sobre o sul-africano Tony Maggs (Cooper- Climax), equivalente a quase meia volta em um traçado que era completado em torno de 2’23”.

Em 1982 Ayrton Senna venceu uma corrida de F-Ford 2000 em Snetterton apesar dos freios traseiros do seu Van Diemen RF82 não funcionarem e, anos mais tarde, em Interlagos, conseguiu vencer o GP do Brasil com um McLaren MP4/6 Honda mesmo com o câmbio travado em sexta marcha. São episódios de distintas épocas que colocam em discussão a dependência excessiva que os pilotos atuais têm dos seus engenheiros.

São também episódios que, por tabela, também questionam a eficácia da Federação Internacional do Automóvel (FIA), em querer controlar o teor da comunicação via rádio entre piloto e boxe. Soube-se dias após o GP da Áustria que a equipe Sahara Force India sabia que o carro de Sérgio Perez tinha problemas de freio; como não é permitido avisar o piloto de situações como essa, o mexicano acabou saindo da pista e batendo contra as barreiras de proteção na penúltima volta da prova.

O problema de Rosberg não foi o único momento questionável da corrida em Silverstone. Como convém ao típico clima inglês, choveu antes da largada e o GP começou em pista molhada e os carros andando atrás do carro de segurança por cerca de 10 minutos. A diferença de velocidade para os F-1 era tamanha que se podia ver os monopostos andando com uma altura livre do solo bem superior à normal.

Mais, por pouco não se vê um novo acidente entre dois Mercedes, desta vez envolvendo os carros de Lewis Hamilton e… o tal “Safety Car”! Se as precauções continuarem crescendo nesse nível não tardará muito para instalarem ar-condicionado e limpador de para-brisa num futuro próximo

Se os Mercedes cruzaram a linha de chegada em primeiro e segundo, a Red Bull mostrou que está superior à Ferrari e acabou herdando o segundo lugar após a punição aplicada a Rosberg por sua tagarelice ao falar com o boxe. Veja aqui o resultado completo da prova e do campeonato. Se Max Verstappen voltou a subir no pódio, desta vez Kimi Räikkönen e Sebastian Vettel não foram capazes de colorir a briga pelas posições secundárias ao domínio da Mercedes.

Mesmo que o calendário mal tenha tenha chegado à sua metade, o anúncio da renovação do contrato com o finlandês, para 2017, e o alemão andando atrás do seu companheiro de equipe, fazem suspeitar que a Scuderia já se preocupa mais com o carro do ano que vem, decisão já tornada pública pela equipe de Vijay Mallya.

Para os brasileiros, mais uma corrida apagada. Felipe Nasr, é verdade, aproveitou a pista molhada para compensar a falta de equipamento peculiar da Sauber 2016 e andou forte no início da prova. Felipe Massa andou entre os dez primeiros, mas uma vez ultrapassado por Vettel, parou para trocar pneus e acabou fora das posições pontuáveis.  O campeonato prossegue na semana que vem com o GP da Hungria, prova que regularmente apresenta resultados surpreendentes. Hoje e amanhã várias equipes fazem testes em Silverstone, sendo que amanhã o brasileiro Sérgio Sette Câmara pilota um carro da equipe Toro Rosso. Outras novidades são o francês Pierre Gasly (Red Bull), o italiano Santino Ferrucci (Haas) e o russo Nikita Masepin (Sahara Force India)

Domínio dos Corvettes DP na IMSA
Uma semana após obter os dois primeiros lugares em Watkins Glen, a equipe Action Express conquistou outra dobradinha no IMSA Weather Tech SportsCar Championship. Desta vez a vitória ficou para o Corvette DP de Eric Curran e Dane Cameron, enquanto e Christian Fittipaldi e João Barbosa ficaram em segundo na sétima etapa da temporada, disputada domingo em Clarington, no Canadá. Com esse resultado o brasileiro e o português mantêm a liderança no campeonato e ficam mais próximo de conseguir o terceiro título na categoria. O campeonato prossegue dia 7 de agosto em Elkhart Lake.


WG