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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Coluna do FERNANDO CALMON

Alta Roda nº 1067/367– 17/10/2019
Fernando Calmon
Celular sobre rodas
Se há um tema que provoca muitas dúvidas e, às vezes, discussões acaloradas é a condução autônoma. Dividida em cinco níveis, dos quais os três primeiros já apontam para uma tecnologia praticamente dominada e os dois últimos ainda por definir prazos, ela vai se incorporar ao dia a dia inexoravelmente. O problema é saber quando, de que forma e por quanto.


O atual Nível 3 de autonomia está disponível em, pelo menos, três modelos no exterior: Tesla 3, Cadillac CT6 e Audi A8. Vários outros fabricantes dispõem de tecnologia semelhante, mas relutam em oferecer: temem o mau uso do recurso. Na Europa não é possível, ainda, homologar um veículo desse tipo para rodar em estradas e ruas de livre trânsito. Já os Estados Unidos liberaram, mesmo depois de alguns acidentes.

O risco do Nível 3 é a possibilidade de burlar o sistema, que se desliga automaticamente dependendo de certos fatores, entre eles velocidade, número de faixas de rolamento, sinalização horizontal e vertical e vias expressas. No Tesla, por exemplo, há uma zona cinzenta entre os Níveis 2 e 3. Basta, por exemplo, um leve encostar de mão ou perna no volante para o carro seguir em frente de forma autônoma.

Os Estados Unidos argumentam que muitas vidas foram poupadas em acidentes evitados, apesar de imperfeições, uso abusivo e mortes. O Nível 4, totalmente autônomo, se mantém em testes. Mas, quando alcançar homologação, entre 2020 e 2021, o preço será muito alto. Sem ninguém ao volante, ainda estará limitado a serviços em percursos restritos e dentro de perímetro de cerca eletrônica.

Algumas empresas, como a fabricante alemã de equipamentos ZF, afirmam que antes de 2030 a tecnologia não estará madura para o chamado robô-táxi de livre circulação. A Ford também argumenta existir um otimismo exagerado com os prazos. A Waymo, subsidiária do Google para automação veicular, segue em frente com os testes, porém visa ao uso comercial no transporte de pessoas e bens.

Interessantes são as apostas em conectividade, via rede celular 5G, capazes de reduzir a frequência de acidentes por uma fração do custo de um veículo totalmente autônomo. Essa alternativa vai se expandir logo que a comunicação pelo ar, até 20 vezes mais rápida que a 4G atual, for sendo implantada ao redor do mundo. Conhecida pela sigla em inglês C-V2X (Veículo Conectado a Tudo via Celular), permitirá interações bastante eficientes a fim de antecipar situações de perigo que o próprio motorista ou o carro poderão evitar.

A empresa iniciante (startup) israelense Waycare é uma das especialistas nisso. Em vez de investir em caríssimos equipamentos para que o motorista esqueça o volante — se tiver dinheiro suficiente para adquirir um automóvel autônomo de Nível 4 —, ela trabalha com os administradores de trânsito. Estes poderão analisar, em tempo real ou bem próximo a isso, as situações de risco e avisar aos motoristas no intuito de evitar colisões.

Quanto ao Nível 5, quando se eliminarão volante e pedais nos autônomos, é algo tão caro que ninguém, hoje, consegue calcular com o mínimo de exatidão o seu preço. Muito melhor investir no que está à mão: um telefone celular ultrarrápido sobre rodas. 

ALTA RODA

CONFIRMADO o investimento de R$ 220 milhões da PSA, em sua fábrica de Porto Real (RJ), para produção de modelos compactos e médios-compactos sob a nova arquitetura modular CMP. A Argentina já garantiu a fabricação, em 2020, do novo Peugeot 208 e também o 2008. Fontes da coluna indicam que, no Brasil, começará pela nova geração do Citroën C3, em 2021.


PROGRAMA IncentivAuto, do governo paulista, aprovado pela Assembleia Legislativa, poderá ser o último ainda sob as regras que devem mudar com a reforma tributária nacional. Incentivos são moderados: 2,5% de isenção do ICMS para cada R$ 1 bilhão investido e mínimo de 400 novos empregos diretos. Pode ajudar nessa fase inicial de recuperação econômica do País.

HONDA Civic Touring só desaponta pelo preço alto, pois continua a impressionar no uso urbano e em estradas pela dirigibilidade de alto nível. Motor turbo (173 cv) garante bom desempenho sem consumo exagerado, embora o câmbio CVT imponha limites. Freio de autoimobilização eletromecânico (auto-hold) é extremamente útil no para e anda do trânsito.

ALTERNATIVAS como gás (natural ou biogás) podem ajudar na diminuição de emissões em ônibus e caminhões, explicitadas na feira do setor, Fenatran, em São Paulo. Cummins, Scania e Iveco oferecem essa solução. Mercedes-Benz aposta no óleo vegetal (HVO), utilizável de imediato. A VW desenvolve aplicações elétricas para entregas urbanas, mas preço muito elevado atrapalha.

RECICLAGEM de veículos no Brasil beneficiaria o meio ambiente e a própria indústria automobilística. Peças recicladas e reutilizadas, especialmente as de plástico, saem a um custo muito menor. Segundo Ariane Marques, química da Basf, evita-se a busca incessante por matérias-primas, um dos fatores que encarecem a produção de novos modelos.

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

sexta-feira, 3 de maio de 2019

A Porsche avança para tornar-se neutra em emissões de CO2 em Zuffenhausen


Calor e energia produzidos em casa: a Porsche colocou em operação duas novas usinas de cogeração em Stuttgart-Zuffenhausen para incrementar sua combinação energética ambientalmente amigável e eliminar a distância ainda remanescente até a produção neutra em emissões de CO2 do modelo totalmente elétrico Taycan em Zuffenhausen, uma instalação produtiva com uma longa história. As plantas produtoras simultaneamente de calor e energia, que têm, cada uma, uma potência de cerca de dois megawatts, funcionam exclusivamente com biogás e produtos residuais derivados de lixo orgânico. 

Em contraste com as usinas de força tradicionais, as plantas de cogeração são usadas para produzir, paralelamente, calor e energia. Elas não emitem para o ambiente o calor residual gerado como parte da produção de energia, mas o utilizam para aquecimento. Sua eficiência pode ser maximizada pela localização próxima à área onde o calor é necessário de forma contínua, como próximo à área de pintura e seus banhos de imersão e áreas de secagem, por exemplo, onde é necessário aquecimento contínuo. Aproximadamente 90 por cento do calor gerado serão usados para aquecer e fornecer água quente para os prédios de escritórios e produção nas instalações de Zuffenhausen, onde trabalham quase 12 mil pessoas. "As novas usinas de cogeração têm uma eficiência total de mais de 83 por cento", explica Stephan Hartmann, que trabalha na divisão de Gerenciamento Ambiental e Energético da Porsche. 

As duas novas plantas de cogeração vão complementar o método de geração de calor e energia já em uso nas instalações, para o qual a Porsche tem utilizado até agora duas usinas movidas a gás natural. Essas usinas também serão convertidas para biogás. Além disso, em Stuttgart, a Porsche está a caminho de utilizar bioenergia da usina de resíduos orgânicos da cidade, assim que a municipalidade de Stuttgart acionar as usinas, em 2021. 

A expansão das usinas de cogeração nas instalações da Porsche em Zuffenhausen está ocorrendo juntamente com o desenvolvimento da produção do Taycan, o primeiro Porsche totalmente elétrico. O carro esportivo elétrico com quatro portas será lançado no mercado no final de 2019 e será produzido como parte de um processo de emissões neutras de CO2 nas instalações de Zuffenhausen. "Nosso objetivo não é apenas produzir um carro com emissões neutras de CO2, mas garantir que não deixaremos absolutamente nenhuma pegada ambiental. Para esse fim, queremos atingir o objetivo de uma 'fábrica de impacto zero'. As novas usinas de cogeração são um passo importante na direção correta", afirma Albrecht Reimold, membro do Comitê Executivo da Porsche encarregado da Produção e Logística. 

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 1818 - 04.05.2018 edita@rnasser.com.br  


VW Virtus 1,0 TSI
É o atual queridinho da Volkswagen, apesar do segmento de sedãs compactos não ser o de maior expressão no mercado. Nele, em expansão, impõe-se por formulação: estética, maior distância entre eixos, porta malas. É bom para transportar gentes e bagagens. Mecanicamente brilha o distintivo farol da tecnologia eletrônica/turbo/injeção direta, mudando conceitos sobre veículos, cilindrada, potência e torque. Uma revolução, um separador de classes.

Faz parte da família com a plataforma MQB, base flexível para Volkswagens diversos. Sobre ela nasceu o Polo. Levemente esticada, 8,5 cm, atingindo 2,651m entre eixos, produz o Virtus. Dela virá os próximos SAV T-Cross, o picape da marca, e o novo Gol. Esteticamente comparado aos líderes Chevrolet Ônix e Hyundai HB20S, envelheceu-os.

Na mão
Andei uns 2 mil quilômetros entre cidade e estradas com o Virtus. Experiência agradável, não tive pressa em devolve-lo. Você não imagina, mas há carros cujo projeto e construção parecem pensados para testar a paciência do testador … Dirigi-los faz parte do apostolado pela causa, e geram enorme pressa para encerrar a experiência.

Há uns meses relatei aqui almoço com o então presidente da Volkswagen, David Powels. À mesa, jornalistas do ramo foram sabatinados por ele, querendo entender, sem comentar, porque um produto de segunda linha, como o Chevrolet Ônix lidera as vendas no Brasil, frente a outros de melhores características e construção. Resposta unânime: o sistema de comunicações, ou, o carro cada vez menos carro e cada vez mais um IPhone sobre rodas. Isto provocou agregar ao Polo de sistema interativo, capaz de oferecer, por consulta verbal, todas informações contidas no Manual do Proprietário. Segundo produto, o Virtus trouxe-o evoluído. Visível, o painel de instrumentos, bem equipado, elaborado, mutante, digital, personalizável, oferecendo informações em diferentes proporções, diminuindo uns mostradores, aumentando outros.

É opcional caro, a R$ 3.300, entretanto foi o item mais questionado nas abordagens com perguntas sobre o Virtus. Eletrônica e conectividade são os novos queridinhos do mercado.

Conjunto
Há várias versões do Virtus. Highline, de topo, diferencia-se pelo motor turbo. É 1,0 litro, produzido em São Carlos, SP, três cilindros, 12 válvulas, injeção direta. A soma destas tecnologias permite produzir cerca de 116 cv de potência e, medida agora muito mais importante, 20,4 m.gfm de torque entre 2.000 rpm e 5.000 rpm, responsável por invejável disposição, em especial nas baixas rotações. Na prática viaja-se bem com consumo reduzido – em estrada, orografia variada, arranhou 14 km/litro com gasálcool. Câmbio automático com seis velocidades, com possibilidade de acioná-lo por pequenas aletas atrás do volante. Nesta configuração, consequência e limitação mecânica, o freio motor é de pouco eficiência. Ótimos freios a disco nas 4 rodas com os sistemas de anti bloqueio e correção de derrapagens.

Suspensão convencional para a marca, torres McPherson frontais e barra de torção no eixo traseiro. Conjunto bem acertado, mescla rolagem confortável e estabilidade. Direção com assistência elétrica.

Conforto em uso para os dois ocupantes dos bancos frontais e dos traseiros. Este, em especial, ficarão surpreendidos com o espaço para pernas. Três passageiros atrás, como se diz no Goiás, força a amizade. O banco tem pouca largura, mas há confortos como difusores de ar condicionado e saída USB.

A decoração, dita larga e erroneamente como acabamento, poderia ser proporcional ao preço e à clientela do carro, em especial por desequilíbrio na combinação entre plástico rígido e apliques nas portas. Boa vedação termo-acústica.

Versão Highline, superior, é a mais completa e de maior preço. Bem composta por ar condicionado digital, chave presencial e botão de partida, computador de bordo. Revestimento em plástico imitando couro, boba mania em país quente, também é opcional, assim como rodas leves aro 17”. Como o painel cheio de artes custa R$ 3.300, para ter a versão completa prepare-se para contra argumentar ou preencher um cheque de R$ 87 mil.

A improvável conta para destravar o Rota 2030
Mais de centena de reuniões entre estamentos do Governo Federal, indústria de auto-peças, automobilística e importadores não chegou ao nó final para amarrar as questões e liberar as regras de produção e importação de veículos. O projeto sucede ao trapalhão Inovar-Auto, patrocinado pelo então Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o processado governador mineiro Fernando Pimentel.

Na essência busca-se abatimento fiscal de aproximados 1/3 do calculado investimento de US$ 5B em pesquisa e desenvolvimento. Indústria automobilística diz, se não houver tal compensação, país perderá em tecnologia, produtividade e competitividade, e tais investimentos irão a outras praças. Governo tem respostas pragmáticas, entendendo o desenvolvimento tecnológico como passo dado pelas matrizes e a permear por gravidade aos carros fabricados no Brasil, sem nada a compensar. Outras fontes dizem com pragmatismo ser desnecessário um programa incentivado para obter conquistas tecnológicas, em especial quanto a consumo e emissões: basta um instrumento juridicamente inferior, como Resolução, para determinar números a ser obtidos – sem abater investimentos.

Num infindável balé propôs raciocínio lógico: fazer tal acerto por dedução no Imposto de Renda a pagar – ou seja, de quem tiver operação lucrativa. Mas indústria alega não saber quando terá lucro para ser taxada, propondo reduzir tal parcela do IPI ou Imposto de Importação. Como neste país ninguém sabe a verdade numérica dos balanços, o tema é amorfo.
A solução, dizem as partes, é reduzir o percentual da compensação, fazendo uma conta-de-chegar.

Entretanto, a cada dia parece difícil atingi-la. O país entra na reta final de dois assuntos capitais: a Copa do Mundo e a campanha eleitoral para Congresso e Presidência. No segundo, muitos candidatos, pouca definição, e o argumento de tirar dos pobres para dar as ricos sempre encontra eco junto a eleitores objetivos em sua pouca leitura. Panorama não é bom para justificar a dedução, à vista do déficit nas contas públicas; do pagamento em igual valor, honrando compromissos não pagos por Venezuela e Moçambique, amiguinhos do governo Lula/Dilma; do anúncio que os funcionários públicos, incluindo os negociadores oficiais do Rota 2030 não terão correção de salário pelo menos até 2021.

Roda-a-Roda
Vitrine – New Holland, de tratores, aproveitou o Agrishow, surpreendente salão do trator e implementos, em Ribeirão Preto, SP, para mostrar seu modelo T6, findando testes. Presença serviu como balão de ensaio à produção no Brasil.

Questão – É um pacote de tecnologia e economia, ao apresentar-se como capaz de usar como combustível o bio metano, gás proveniente da decomposição aeróbica de resíduos de produção. Na prática, em vez de diesel, estrume de animais e restos de cultura são capazes de produzir o combustível.

Caminho – Empresa focou no estilo para individualizá-lo, no conforto operacional, e no apelo econômico. É ideal para o agro negócio, embora a produção do gás combustível, operação logística, é viabilizável por cooperativas de pequenos produtores.

Operacional – Reduz até 30% em custos, poluição, mas o principal é fazer a independência energética do produtor rural. O rejeito de produção é colocado num bio digestor e o biogas se transforma em bio metano. Serve para produzir energia para as fazendas, vende-la às distribuidoras de energia, aproveitar o resíduo de produção como adubo.

Ciclo – Não é ideia nova. Ao criar o Modelo T, em 1908, Henry Ford pregava o mesmo: seu motor era capaz de produzir o álcool decorrente das sobras de colheita. Ao vir para o Brasil a Fiat fez projeto para usar o motor do pioneiro 147 para consumir o gás gerado por bio digestores, e até a Marinha desenvolveu projeto para estes.

Futuro – Espera-se seja viabilizado. Na experiência com Fords falhou porquanto as empresas distribuidoras de combustível foram mais rápidas em ridicularizar a distribuição. No caso Fiat/Marinha, usuários acharam dar muito trabalho.

Referência – China Auto Show mostrou verdade ainda pouco palatável: é o maior do mundo em área – 220.000 m² ou, como se adotou como referência no Brasil, 22 campos de futebol emendados. Neste ano, para o também maior mercado mundial, fez demonstração: o caminho, mandatório para a China, está nos carros elétricos e nos SUVs e outros morfologicamente assemelhados.

Foco – Única mulher CEO de uma fábrica chinesa de veículos, Madam Wang, como se apresenta, conduz a Haval, braço da Great Wall Motors, e maior fabricante de SUVs da China. Tenaz, intenta objetivo aparentemente disparatado: superar os EUA no segmento.

Passado – Parece bravata a olhos ocidentais, mas é de boa cautela não duvidar. Há poucos anos o mercado chinês estava mais para Riquixá e bicicletas, e hoje tem qualidade, produtos e design próprios, e é o maior do mundo.

Foco, 2 – Jack Wey, presidente – e dono - da Great Wall, mais antiga das fabricantes de veículos na China e pioneiramente independente, sem ter o Estado como acionista, criou outra empresa e carimbou seu nome: Wey.

Direção – Posicionamento Premium, quer concorrer com SUVs de marcas poderosas, como Bentley, Rolls, Mercedes-Benz, Maserati, Alfa Romeo, e vender mais barato. Na prática numérica, um Wey custa 50% acima de um Haval – e entre 33 e 50% de um Mercedes.

Aqui – Poucas consequências entre mostrar e ter resultados no Brasil, pois as muitas marcas falam em vir, e a única a fazê-lo industrialmente, a Chery, capitulou ante a oposição do sindicato de metalúrgicos da área de Jacareí, SP, e vendeu-se à nacional CAOA.

Terra – Uma, factível, não é chinesa, mas do Japão: o utilitário esportivo Terra, construído sobre chassis de longarinas do picape Nssan Frontier, ora em inicio de produção na Argentina. Pode ser o primeiro produto do segundo movimento.

Picapes – Depois da Mitsubishi mostrar seus picapes L200 2019, foi a vez da Ford. Mudou posicionamento, exumando a versão XL de entrada, linha paralela com cabines simples ou dupla, e chassis, motor menor: diesel, 2,2 litros e 160 cv.

Pacote – Quer se diferenciar das concorrentes por superior aplicação de tecnologia embarcada nos Ranger: maior capacidade de carga; controle de estabilidade e tração; anti capotamento, e bloqueio eletrônico para o diferencial traseiro. Cabine simples R$ 129.300.

Amarelo – Uso de cores sinalizando ações ligadas a segmentos da população – rosa para mulheres, azul para homens, - escolheu o Amarelo para ações destinadas a reduzir acidentalidade e morte no trânsito.

União – Problema mundial, determinação de Assembleia-Geral da ONU, decretou o período de 2011-2020 como a Década de Ações para Segurança do Trânsito. 

Meio - Entidade criada, o Observatório Nacional de Segurança Viária, criou o Maio Amarelo, movimento de conscientização da sociedade para o elevado número de mortes, danos e absenteísmo causado pelos acidentes de trânsito.

Caminho – Neste ano o rótulo Nós somos o trânsito, aprovado pelo Conselho Nacional de Trânsito, o Observatório, e a Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, é veiculado em vídeo, radio, impressos, redes sociais.

E ? - Na prática poucos resultados, exceto estatísticas pouco confiáveis. Enquanto ônibus avançar sinal e motoqueiro não tiver sanção, não haverá campanha com resultados. Como todas as mazelas deste país, o caminho da excelência só se atingirá pela educação e pela sanção – e sem estrutura de polícia e justiça, difícil atingi-lo.

Bico – Para a Volkswagen, recepcionista para o Salão do Automóvel não deve ser apenas bonita e sorridente. Mas universitária e submeter-se a curso com palestras e treinamento sobre produtos. A fim? 
contratando.com.br/ volkswagen.

Festa – Sorrisos e foguetes na MAN Latin America, dona da marca Volkswagen Ônibus: empresa vendeu 3.400 chassis para encaroçar ônibus escolares no Programa Caminho da Escola. Tipo Meu ônibus, meu lucro ...

Eficiência – Pesquisa do Ministério dos Transportes com 20 mil passageiros deu à Azul liderança em operações: menor tempo de check in; embarque mais rápido; menor tempo para receber a bagagem. Curiosamente é considerada como companhia Low-Cost, quando seus bilhetes estão entre os mais caros.

Tempo – Por contrato com marca alemã de automóveis Premium – Audi? BMW? Mercedes? – Universidade de Hohenheim conduz pesquisa entre formadores de opinião para saber a percepção sobre estas marcas no mercado brasileiro. Daí, afeir observações, sanar eventuais falhas indicadas, focar campanhas de vendas.

Mudou – Há pouco tempo a noção de percepção ficava restrita ao fabricante/montadora e, no máximo, a sua agencia de propaganda. Fiat mudou a escrita, e para errar menos na formatação do Novo Uno, modelo exclusivo ao mercado nacional da marca então líder, contratou à PUC Rio de Janeiro pesquisa sobre a óptica de antropologia e sociologia quanto a produto e clientela. 

Gente – Samuel Marcantônio, mecânico, larga história incluindo ter sido dos primeiros funcionários da Simca, festa. OOOO Dia 19, 88 anos. OOOO Coisa importante. Amigos irão em automóveis antigos e Prefeitura de Campinas bloqueou rua fronteira à sua casa para as comemorações. OOOO Merecido. OOOO Philip Koehn, doutor em engenharia, novo diretor técnico da Borgward. OOOO Marca alemã em renascimento, instala fábrica em critérios Indústria 4.0. contratação é aval importante. OOOO Koehn tem carreira na BMW e foi diretor da Rolls-Royce. OOOO

sábado, 21 de janeiro de 2017

Trator movido a biometano será destaque no estande da Itaipu no Show Rural 2017

Um trator movido a biometano será uma das principais atrações do estande de Itaipu Binacional no Show Rural Coopavel, que ocorre de 2 a 17 de fevereiro, em Cascavel. O evento é considerado uma das mais importantes feiras de tecnologia do agronegócio brasileiro.O trator é um protótipo feito a partir do modelo T6.140, da New Holland, e foi apresentado pela primeira vez no Brasil no final de agosto, durante a Expointer 2016 – a Exposição Internacional de Animais de Esteio, região metropolitana de Porto Alegre (RS).

Desde dezembro, o veículo passa por uma fase de testes na Granja Haacke, em Santa Helena (a 100 km de Foz do Iguaçu). É dessa propriedade que sai o gás que abastece a frota de veículos a biometano da Itaipu Binacional.A vinda do trator ao Paraná foi viabilizada a partir de um acordo de cooperação assinado entre a Itaipu e a Case New Holland (CNH), durante a Expointer, visando aprimorar e difundir tecnologias relacionadas ao uso do metano como combustível veicular.

Nilson Righi explicou que o teste em Santa Helena é o primeiro do veículo no Brasil; antes, o trator havia rodado apenas na fazenda La Bellota, no norte da Itália. Após o Show Rural, o protótipo seguirá para outras propriedades do País.O objetivo, segundo ele, é avaliar o comportamento do veículo considerando o clima e as características das propriedades rurais brasileiras. “São horas de trabalho que geram dados e nos ajudarão a desenvolver e melhorar o produto”, disse, antecipando que uma nova geração do trator já está sendo desenvolvida na Europa.Ele acrescentou que a parceria com Itaipu foi importante como “impulso inicial no sentido de divulgar a tecnologia e, no futuro, formar mercado para um trator desse tipo”.

André Haacke elogiou o trator – “muito confortável, gostoso de andar” – e disse acreditar que o biogás é uma forma de transformar um passivo ambiental (os dejetos) em ativo energético. Em sua propriedade, são criadas 220 mil galinhas poedeiras – desse total, 80 mil geram dejetos para um biodigestor instalado na propriedade.Parte do gás é transformada em energia elétrica e outra parte passa por um processo de filtragem para abastecer os veículos de Itaipu e uma caminhonete da propriedade. O índice de pureza do metano para ser utilizado como combustível veicular deve ser superior a 96%.

“A nossa região não tem gás fóssil, mas tem o gás verde (produzido em biodigestores). Somente a produção do biometano da Granja Haacke poderia abastecer mais de 200 táxis de Foz do Iguaçu”, afirmou Rodrigo Regis, citando que o Paraná usa menos de 5% da capacidade de produção de biogás. “É um potencial fantástico.”


Atualmente, dos 249 veículos da frota da margem brasileira de Itaipu, 59 são movidos com biometano produzido na granja de Santa Helena; outros 14 serão incorporados à frota até o fim do semestre, substituindo veículos movidos a combustível líquido.Também até o fim do semestre, a Itaipu e o CIBiogás devem colocar em operação uma planta de produção de biometano dentro da usina, em frente ao Mirante do Vertedouro, para reforçar o abastecimento de veículos da frota.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Scania apresenta primeiro ônibus biarticulado movido a gás natural

A Scania lança mundialmente na Busworld, principal feira de ônibus do mundo, o primeiro veículo biarticulado com motor Euro 6 a gás natural para sistemas de transporte urbano. A novidade foi divulgada na cidade de Medellín na Colômbia. O biarticulado da Scania é o primeiro veículo de ampla capacidade de passageiros a cumprir a norma Euro 6 – a mais exigente do mundo, que reduz significativamente as emissões de poluentes – e opera a gás natural, um combustível sustentável.

O novo veículo surge como solução ideal para os sistemas de transporte de passageiros de alta demanda e posiciona a multinacional sueca rumo ao seu objetivo de ser líder em soluções de transporte sustentáveis. Com a apresentação do biarticulado, a Scania oferece ao mercado um veículo que reduz as emissões de ruídos e de gases contaminantes, um dos principais problemas de saúde pública das grandes cidades.

O novo biarticulado conta com um motor dedicado para gás natural e/ou biogás. O veículo foi submetido a provas em Bogotá, acompanhadas por técnicos da Universidade Nacional da Colômbia, que constataram o baixo nível de emissão de poluentes – além de cumprir com a norma Euro 6, emitem 70% menos contaminantes que um veículo Euro 6 a diesel. Com o gás natural veicular (GNV), os intervalos de manutenção dos veículos são maiores. Além disso, os ônibus Scania Euro 6 a gás atendem aos planos de descontaminação das cidades, pois suas emissões sonoras são dez vezes inferiores propulsados às dos movidos a diesel.

“A nova linha de motores a gás Scania traz duas vantagens técnicas muito importantes: a primeira é que está preparada para trabalhar em altitude sem perder torque ou potência. A segunda é que tem alta tolerância a variações na especificação do combustível, razão pela qual pode trabalhar com distintas qualidades de gás natural sem demandar ajustes no motor”, explica Benoit Tanguy, diretor-geral da Scania na Colômbia.

“Apoiamos a Scania nesta grande aposta por desenvolver soluções de transporte sustentável mais ecológicas e econômicas. No entanto, reconhecemos que é indispensável somar esforços entre o setor público e privado, além de desenvolver novas políticas que gerem melhores incentivos para os envolvidos”, afirma John Jairo Contreras, diretor comercial da empresa Gás Natural Fenosa Colômbia.

O ônibus biarticulado Scania tem 27 metros, capacidade para 250 pessoas, o equivalente a 125 carros com dois passageiros cada, oferecendo alto rendimento e economia, tanto no consumo de combustível quanto na manutenção.


O veículo apresenta um novo conceito de ônibus urbano que fortalece a oferta completa para sistemas de transporte, desenvolvido para superar todas as expectativas de segurança, comodidade, potência e mobilidade. Os ônibus com essa mesma tecnologia Euro 6 a gás já estão operando nas cidades colombianas de Bogotá, Medellín e Cartagena.

sábado, 26 de setembro de 2015

Scania se destaca na oferta de combustíveis alternativos

A Scania, referência mundial na fabricação de caminhões, ônibus e motores industriais e marítimos, apresenta no Congresso SAE Brasil 2015, o maior portfólio de motores movidos a combustíveis alternativos do mercado. “Isso reforça nosso posicionamento global em direção de um transporte sustentável, bem como comprova que estamos no caminho certo para reduzir em 50% a emissão de gás carbônico por tonelada transportada até 2020”, diz P.O Svedlund, presidente e CEO da Scania Latin America.

Alinhada à estratégia global, a empresa demonstra o compromisso com a sociedade e apresenta soluções que garantem melhor economia operacional para o cliente e maior redução na emissão de CO2. O portfólio de veículos da Scania está apto a operar com diversos tipos de combustíveis alternativos, como é o caso do gás natural comprimido ou liquefeito, biogás, bioetanol e biodiesel.

“O setor de transportes precisa encarar um desafio duplo. Quebrar a dependência por combustíveis fósseis e, ao mesmo tempo, reduzir as emissões de CO2 na atmosfera. Temos trabalhado nisso nas últimas duas décadas e criado alternativas sustentáveis para o mercado", disse P.O Svedlund.

Durante o SAE Brasil 2015, a Scania apresenta suas soluções de combustíveis alternativos, além de um caminhão R440 equipado com motor Scania capaz de rodar com até 100% a biodiesel, que ficará exposto aos visitantes no Hub de Tecnologia. A operação com esse tipo de combustível pode reduzir em mais de 60% as emissões de CO2.

Nos mercados globais atendidos pela fabricante sueca, onde a preocupação com a sustentabilidade é vista como diferencial competitivo gerador de oportunidade de negócio, já é possível ver com maior frequência caminhões e ônibus Scania movidos a fontes limpas.


Na América Latina, cresce o interesse dos mercados por frotas que ofereçam eficiência operacional e sejam ao mesmo tempo sustentáveis. É o caso de países como Colômbia, que fez aquisição de ônibus movidos a biogás da Scania, visando à redução de poluentes. No Chile, os setores de mineração e madeireiro já operam com caminhões pesados movidos 100% a biodiesel.