sexta-feira, 6 de março de 2015

Stock Car: Alguersuari será o parceiro de Burti na abertura da temporada

Jaime Alguersuari
A prova de abertura da temporada da Stock Car 2015, que acontecerá no dia 22 de março em Goiânia, contará com mais um nome de peso no grid: Jaime Alguersuari. O espanhol vai formar uma dupla de ex-F1 com Luciano Burti, da RZ Motorsport.

"Conheci o Jaime (Alguersuari) na F1 e tivemos contato no Brasil no Desafio das Estrelas. Ele é um piloto de um grande talento e, apesar da pouca idade, bem experiente. Claro que a adaptação ao carro é difícil, mas tenho certeza que teremos uma dupla bem forte", disse Burti.

Com 24 anos, Alguersuari faz parte da nova safra de grandes talentos espanhóis que surgiram com o sucesso nas pistas de Fernando Alonso. Ele começou a se destacar em 2008, com a conquista da F3 Inglesa, título que carimbou seu passaporte para a F1. 

Alguersuari disputou a mais badalada categoria do planeta por três temporadas. Foram 46 GPs, todos com a Toro Rosso, entre os anos de 2009 e 2011. A despedida aconteceu justamente aqui no Brasil, em Interlagos.

Luiciano Burti
"Estou muito feliz de formar dupla com Luciano e de conduzir o Stock Car na primeira corrida em Goiânia. Para mim é sempre um grande prazer pilotar no Brasil e, claro, quero ir em busca de um bom resultado. O carro é muito diferente do que eu estou acostumado, mas certamente Luciano me dará algumas dicas para ser competitivo desde o início. Para mim será uma grande prova, pois estarei competindo e revendo amigos como Ricardo (Zonta), Rubens (Barrichello), Enrique (Bernoldi),Cacá (Bueno) e Jacques (Villeneuve)! Será um grande desafio, mas também será muito divertido!", comemorou o espanhol. 

A etapa de Goiânia, abertura da temporada 2015 da Stock Car, acontece entre os dias 19 e 22 de março.

Felipe Giaffone é o convidado de Denis Navarro para a abertura da Stock Car

Felipe Giaffone vai disputar a corrida de duplas que marca a abertura da temporada 2015 da Stock Car. O piloto três vezes campeão da Fórmula Truck e com passagem de destaque na Fórmula Indy entre os anos de 2001 e 2006 será o parceiro de Denis Navarro na prova que acontece dia 22 de março, em Goiânia.

Esta será a primeira vez que Giaffone vai disputar uma corrida de Stock Car. Mas acelerar os modelos V8 da categoria não é uma novidade para ele. "Já fiz muitos testes deste carro. Tanto de motores, com a JL (empresa que fabrica os carros da Stock Car), como de outros componentes. Mas será a primeira vez que vou acelerar de forma competitiva e isso é completamente diferente de um teste. Estou muito ansioso e espero poder ajudar o Denis nesta disputa", disse o piloto que começou 2015 com o pé direito, vencendo as duas corridas da etapa de estreia da Fórmula Truck, no último final de semana, em Caruaru.

A parceria com Denis Navarro ainda vai marcar o retorno de Giaffone à equipe Vogel Motorsport. E a volta acontece em uma data especial: há exatos 20 anos, acelerando sob a batuta do experiente chefe de equipe Mauro Vogel, Felipe Giaffone conquistou o título da extinta Fórmula Ford. "Será muito bom reencontrar o Mauro. Ele é um dos grandes mestres do automobilismo e espero fazer desta corrida uma homenagem para ele também", disse Giaffone.

Mauro Vogel também está feliz com o retorno de seu ex-piloto para uma participação especial na Stock Car: "É muito bom trabalhar com o Felipe. Há 10 anos ele aparecia como uma das grandes revelações do país e hoje a carreira dele se mostra consolidada. Fico muito feliz de ter participado disso, de alguma forma. Já havíamos tentado trazer ele para a corrida de duplas no ano passado, mas infelizmente não deu certo. Agora as coisas conseguiram caminhar e acredito que podemos brigar mais uma vez por um grande resultado", disse Mauro Vogel, que em 2014 subiu ao pódio da primeira etapa com a vitória da dupla formada por Felipe Fraga e Rodrigo Sperafico.

Assim como no ano passado, a corrida de duplas da Stock Car conta com um regulamento especial. Neste ano a disputa terá duração de 50 minutos, mais uma volta. Além disso, os pilotos marcam apenas metade dos pontos de uma corrida normal

AGRALE APRESENTA SUA LINHA COMPLETA TRATORES NA EXPODIRETO

A Agrale, empresa brasileira cada vez mais internacionalizada, apresenta na Expodireto Cotrijal sua linha completa de tratores, de 15cv a 168 cv de potência, com destaque para o mais novo modelo da Linha 500, o Agrale 540.4. A marca também irá expor no evento o caminhão Agrale 8700, veículo ideal para o escoamento da produção agrícola e serviços rurais.

A Expodireto, evento organizado pela Cotrijal, se consolida cada vez como palco dos grandes lançamentos do setor agrícola. Neste ano, a feira acontecerá entre os dias 9 e 13 de março, na cidade de Não-me-Toque-RS, trazendo como tema  “Negócios que inspiram o amanhã”.

Principal novidade da marca no evento, o trator 540.4 tem como característica principal as dimensões reduzidas, ideal para a utilização em pequenas propriedades, avicultura e também no manejo do café e fruticultura em geral. Outro destaque do modelo é o motor de quatro cilindros, com maior desempenho e menor nível de ruído.

Como os demais modelos da linha 500, o trator 540.4 possui design moderno, com capô basculante, facilitando o acesso para manutenções diárias e periódicas, inversor de marchas de série que proporciona maior produtividade e conforto nas operações que necessitem de muitas manobras.


Destacam-se também no estande da Agrale os produtos destinados à agricultura familiar e financiados por intermédio do Programa Mais Alimentos, como os tratores da Linha 4000, líder no mercado de tratores de baixa potência há mais de 40 anos. A fabricante é a única que oferece ao agricultor no programa modelos de tratores de 15 a 75 cv de potência, das linhas 500, 4000 e 5000, e caminhões leves, como o Agrale 8700, entre outros produtos destinados ao pequeno produtor rural.

PALIO E STRADA LIDERAM RANKING DE VENDAS EM FEVEREIRO


A FCA Fiat Chrysler Automobiles liderou as vendas de automóveis e veículos comerciais leves no Brasil em fevereiro, com 36.332 unidades vendidas e 20,3% de market share. Nos dois primeiros meses de 2015, a FCA vendeu 86.628 unidades, representando 20,5% do mercado. Os números incluem as vendas das marcas Fiat, Chrysler, Jeep, Dodge e RAM e foram divulgados hoje pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

A Fiat foi a marca mais vendida do país no mês passado, com 35.834 unidades licenciadas e 20% de market share. A diferença para o segundo colocado foi de 4.837 veículos. 

O Fiat Palio manteve a liderança em fevereiro, com 9.205 unidades emplacadas. O segundo lugar do ranking de automóveis e comerciais leves ficou com a picape Strada (8.735 unidades). Uno (5.941 unidades) e Siena (5.033 unidades) também figuram entre os dez modelos mais vendidos do mês passado.

Indústria divulga desempenho de fevereiro e do primeiro bimestre

Os resultados da indústria automobilística em fevereiro e no primeiro bimestre do ano foram revelados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, na quinta-feira, 5, em São Paulo. Os dados apontam ligeira retração de 2,3% na produção de autoveículos ao se comparar as 200,1 mil unidades produzidas no segundo mês de 2015 com as 204,8 mil de janeiro.

A comparação com fevereiro do ano passado, que registrou 281,6 mil, mostra redução de 28,9%, enquanto o acumulado de 2015 contra 2014 foi 22% menor. Para Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, o cenário extremamente difícil projetado para o primeiro trimestre está se confirmando:

Luiz Moan Yabiku Júnior
“Em fevereiro tivemos menos dias úteis em razão da celebração do Carnaval em todo o País, sendo que no ano passado as festividades foram realizadas em março. Contudo, não há dúvidas de que os ajustes atuais, aliado ao aumento do IPI no início do ano, têm impactado diretamente a confiança do consumidor, comprovando a tese de que teremos um primeiro trimestre extremamente complexo”.

O licenciamento de autoveículos nos primeiros dois meses do ano – 439,8 mil unidades – caiu 23,1% frente as 572,0 mil unidades registradas no mesmo período de 2014. A análise mensal mostra que os 185,9 mil autoveículos comercializados em fevereiro representam queda de 28,3% sobre fevereiro anterior e 26,7% ante janeiro deste ano.

Nas exportações houve resultado expressivo de 91,8% de crescimento na comparação de fevereiro com janeiro – 31,3 mil contra 16,3 mil – e de 9,2% com relação as 28,6 mil de fevereiro de 2014. Em contrapartida, no resultado acumulado a queda é de 7,2%: 47,6 mil unidades deixaram as fronteiras brasileiras em 2015, enquanto no ano passado 51,2 mil já haviam saído do País.

Veículos pesados
O panorama também é complexo para os veículos pesados. No segmento de caminhões a produção de 16,2 mil unidades no primeiro bimestre de 2015 significa redução de 43,9% sobre as 29,0 mil de igual período de 2014. Apenas em fevereiro foram fabricados 7,8 mil caminhões, baixa de 48,7% contra fevereiro do ano passado e de 7,8% sobre janeiro.

No licenciamento a queda é de 50,3% no comparativo dos meses de fevereiro deste ano e do anterior – 5,2 mil unidades versus 10,4 mil – e de 32,5% ante as 7,7 mil do primeiro mês de 2015. O desempenho acumulado deste ano está 39,4% menor: 12,9 mil unidades contra 21,2 mil licenciadas em 2014.

As exportações seguem a tendência de baixa, apesar de fevereiro ter registrado alta de 22,2% em relação a janeiro: a comparação dos dois primeiros meses de 2015 e de 2014 mostra que as 2,6 mil unidades deste ano estão 11,1% abaixo das 2,9 mil do ano passado. No caso do segmento de ônibus, há estabilidade ao se comparar as 733 unidades exportadas nos dois meses transcorridos deste ano com as 746 do primeiro bimestre de 2014.

Já no licenciamento as 1,5 mil unidades de fevereiro estão em queda tanto com relação as 1,9 mil de janeiro quanto com as 2,8 mil de fevereiro do ano passado – 18,5% e 44,5% respectivamente. O acumulado do bimestre de 2015, com 3,4 mil, está 24,2% mais baixo do que as 4,5 mil dos primeiros dois meses de 2014.

A produção de chassis apresentou aumento de 15,5% de janeiro para fevereiro – 2,5 mil no primeiro mês contra 2,9 mil no segundo –, mas queda de 23,5% na comparação dos meses de fevereiro deste ano e do anterior. Com o resultado, o acumulado aponta redução de 13,4% entre 2015 e 2014: 5,4 mil contra 6,2 mil.

Máquinas autopropulsadas
A produção de máquinas agrícolas e rodoviárias registrou acréscimo de 3,1% na comparação das 4,8 mil unidades de fevereiro contra as 4,6 mil de janeiro, mas decréscimo de 38,2% no confronto com as 7,7 mil do segundo mês de 2014. Na soma dos dois primeiros meses de 2015 foram produzidas 9,4 mil máquinas, resultado 27,4% menor do que as 12,9 mil de igual período do ano passado.

Nas vendas internas no atacado também houve alta, de 10,3%, na comparação das 3,7 mil unidades de fevereiro com as 3,3 de janeiro, mas a queda com relação as 5,6 mil de fevereiro do ano anterior é de 34,1%. No período acumulado também há retração: 2015, com 7,0 mil, está 24,9% menor do que as 9,4 mil de 2014.

As exportações de máquinas ascenderam 49,4% quando confrontadas as 826 unidades de fevereiro com as 553 de janeiro, mas caíram 20,7% frente 1,0 mil de fevereiro de 2014. Já a retração na comparação dos primeiros bimestres é de 13,8% – foram 1,4 mil este ano e 1,6 mil no ano passado.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Fernando Calmon - Alta Roda - Invasão de área

Alta Roda nº826/176– 28/02/2015

Fernando Calmon
Uber, Google e Apple. O que estes três nomes da indústria de telemática e aplicativos têm a ver com coluna sobre Automóveis? Tudo. Google e Apple dispensam apresentações, mas Uber é a empresa que desenvolveu um aplicativo para telefones inteligentes que facilita oferecer caronas entre pessoas conhecidas ou não.


Evolução foi rápida, mas as coisas encrencaram quando se iniciou, digamos, a “profissionalização”, algo mais de que dividir combustível, taxas, pedágios, manutenção e – por que não? – uma remuneração básica... Em vários países os taxistas consideraram o serviço uma concorrência desleal e ilegal. Imagine o caso de Londres e seus milhares de ruas estreitas, curtas e nomes variados. Um profissional para trabalhar na capital inglesa passa por severas exigências, inclusive de saber percursos de cor. Em plena era do navegador GPS essa decoreba não deveria fazer mais sentido. 

Uber colecionou vários processos de banimento ao redor do mundo, inclusive no Rio de Janeiro. Envolveu-se também em polêmicas por tentar prejudicar aplicativos concorrentes. Até o Google resolveu participar do capital da empresa americana e, segundo especulações, a gigante californiana ensaia lançar seu próprio aplicativo de caronas, inicialmente para seus funcionários. 

O passo seguinte é fácil de entender. A menos conhecida entre as três marcas citadas montou uma parceria com a Universidade Carnegie Mellon, dos EUA, para desenvolver carros sem motoristas. Na realidade poderia produzir uma frota de táxis autônomos. Se hoje parece loucura, na projeção de uma década ou menos pode não ser. 

Google já tem alguns carros autônomos em testes autorizados por ruas e estradas da Califórnia. Sua arquirrival Apple, obviamente, nunca vai querer ficar para trás. Há informações de que um dos projetos secretos da criadora do telefone inteligente seria desenvolver e lançar um carro elétrico. Pode ser apenas coincidência, porém vários executivos e engenheiros da indústria automobilística foram contratados pela Apple nos últimos anos. A Tesla, que produz o sedã elétrico grande Model S, se queixou de aliciamento de alguns de seus funcionários. 

No entanto, os dois gigantes da telemática devem saber sobre os grandes riscos inerentes à indústria de veículos. Há fases boas e ruins, alternância de lucros e prejuízos, sem contar exigências de capital e regulamentos de emissões e segurança. Além disso, os fornecedores de componentes e autopeças muitas vezes são ajudados nos gastos de pesquisa e desenvolvimento. Improvável os fabricantes automobilísticos assistirem passivos a todas essas mudanças, inclusive em relação à invasão de áreas e competências. 

Trata-se de realidades industriais e de rentabilidade financeira bastante diferentes de um veiculo com 4.000 a 5.000 peças. Google iniciou uma aproximação com os cinco maiores conglomerados de marcas. “Eles têm muito a oferecer”, disse Chris Urmson, diretor do programa de carros autônomos. Seria ótimo também se a autonomia de um automóvel elétrico fosse bem maior do que 8 a 12 horas de um telefone inteligente usado normalmente. 

RODA VIVA

COTAÇÃO do dólar beirando os R$ 3,00 já diminuiu a distância de preços entre automóveis vendidos no Brasil e nos EUA. Basta fazer comparação com as versões equivalentes de modelos nos dois mercados, não apenas de versões de entrada. Ao retirar a carga de impostos – aqui a maior do mundo, lá a menor – muita gente terá surpresas. Há previsões de o dólar superar os R$ 3,00 até o fim do ano. 

VOLKSWAGEN incluiu retoques de estilo na frente e na traseira, inclusive na tampa do porta-malas para melhorar o acesso, no Jetta 2015, ainda importado. O de topo Highline tem motor turbo de 2 L/211 cv e continuará vindo do México, enquanto o de entrada e o intermediário serão montados (pouco conteúdo nacional) em São Bernardo do Campo (SP). O sedã agora começa em R$ 75.000, mas com motor 2 L de apenas 120 cv. Não existe mais câmbio manual: todos são automáticos. O novo 1,4 L turboflex nacionalizado, do Golf e sedã A3 paranaenses, também estará no Jetta, segundo fontes da Coluna. Tudo, porém, no segundo semestre do ano. 

CIVIC Si cupê atrai olhares por onde passa e resgata a sensação ainda inebriante de poder esticar as marchas na faixa das 7.000 rpm – ao contrário de um motor turboalimentado. Seu motor aspirado de 2,4L/206 cv combinado unicamente ao câmbio manual de 6 marchas (sem opção de automático), suspensões bem firmes e equipamento de ótimo nível estão na medida certa. Distoa apenas o aerofólio traseiro algo exagerado que acaba atrapalhando um pouco a retrovisibilidade. E, claro, preço puxado, pois vem do Canadá. 

TOUAREG recebeu discretas atualizações na dianteira e na traseira. Todas as versões 2015 continuam com tração 4x4 e dividem arquitetura com Porsche Cayenne. SUV de topo da VW oferece motor V-8 de 360 cv (80 cv a mais que o V-6) e incorporou agora o pacote estético R-Line. Faixas de preço entre R$ 250.000 e R$ 300.000. 



PERFIL

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).

Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmon                                                                                                                               


Mercedes-Benz alcança o marco histórico de 20 anos de produção da Sprinter

No início de 1995, um total de 500 veículos comerciais leves da então inédita família Sprinter saía da linha de montagem da fábrica da Mercedes-Benz em Dusseldorf, na Alemanha. 

Começava ali uma história de sucesso que culmina hoje, 20 anos depois, com o expressivo volume de mais de 2,8 milhões de unidades vendidas em mais de 130 países.

O lançamento da Sprinter, há duas décadas, foi um marco não só para a Mercedes-Benz, como também para o próprio mercado. Com dimensões maiores do que existia na época, ela inovou ao criar o segmento de “large vans”, oferecendo mais espaço e maior capacidade de transporte de carga e de passageiros. O pioneirismo fez a Sprinter se tornar sinônimo do segmento.  Com diversas versões de modelos e amplas opções de configuração do veículo, a novidade já se destacava pela versatilidade de aplicação, atendendo um universo ainda maior de clientes e novas demandas do setor. 

A “grande van” causou sensação no mercado também por suas inovações em termos de tecnologia e segurança. Ela foi, por exemplo, a primeira a vir equipada, de fábrica, com freios a disco na dianteira e na traseira e com sistema ABS. Como consequência, logo em seu primeiro ano de vida, a Sprinter foi eleita “A van do ano de 1995”.

Passados 20 anos, a Sprinter da Mercedes-Benz segue sendo pioneira no mercado de comerciais leves. Lançada na Europa em 2013, a nova geração continuou estabelecendo referências de segurança, consumo e emissões de poluentes. 

No Brasil, Sprinter também é referência de mercado
A trajetória de sucesso mundial da Sprinter também se repete no Brasil. Ela chegou ao País em 1997, tendo sido comercializado até 2014 um volume superior a 113.000 unidades, entre vans de passageiros e também furgões e chassis para transporte de cargas e prestação de serviços. Os veículos comercializados no mercado brasileiro são produzidos pela Mercedes-Benz Argentina.

A atuação da Empresa no mercado de veículos comerciais leves teve início três anos antes, em 1994, quando ela ingressou nesse segmento com a linha MB 180, fabricada na Espanha. Somando as unidades emplacadas de MB 180 e de Sprinter, no acumulado entre 1994 e 2014, a Mercedes-Benz já vendeu mais de 125.000 veículos comerciais leves no Brasil.

A família de veículos comerciais leves Sprinter é formada pelos modelos 311 CDI Street (PBT de 3,50 ton), 415 CDI (3,88 ton) e 515 CDI (5 ton). Trata-se do maior e mais completo portfólio de furgões, chassis e vans do mercado brasileiro, formado por mais de 50 modelos.

O furgão e o chassi Sprinter 311 CDI Street são registrados como caminhonetes e podem ser conduzidos por motoristas com carteira de habilitação CNH B. Estes veículos podem circular livremente pelas vias das grandes cidades, mesmo em zonas de restrição, como na cidade de São Paulo, o que proporciona mais vantagens logísticas para o segmento.

Compacta, resistente e ágil, a Sprinter circula com facilidade e eficiência no trânsito urbano e em curtas distâncias, destacando-se especialmente nas grandes regiões metropolitanas, mesmo em zonas de restrição. Soma-se a isso a praticidade e a acessibilidade, o que agiliza o dia a dia de transporte, garantindo produtividade e rentabilidade para os clientes.

Grande diferencial da linha Sprinter é o nível de equipamentos de série, como ESP Adaptativo 9i® (que integra os já conhecidos ASR, ABS, BAS e EBV), airbag do motorista, sistema de ar condicionado, faróis de neblina, volante com ajuste de altura e profundidade, rádio CD/MP3, com conexão Bluetooth, fechamento central de portas, entre outros, o que agrega valor ao veículo, atendendo aos principais requisitos do segmento e, ainda, com um excelente custo-benefício.


Fortaleza ganha primeira concessionária da Motocar

Após o sucesso da concessionária em Juazeiro do Norte, o estado do Ceará irá receber no dia 07 de março a segunda unidade da Motocar, fábrica de triciclos instalada na zona franca de Manaus e única do Brasil a produzir veículos de três rodas homologados. Desta vez, os moradores da capital Fortaleza poderão contar mais uma opção rentável para o transporte de passageiros ou cargas até 300kg. 

Nesta concessionária da Motocar a perspectiva é que sejam vendidos ao menos 15 triciclos por mês aos moradores e empresário da região, que variam de R$ 11.900,00 a R$ 14.900,00, mais o valor do frete. A unidade passa a oferecer três modelos de veículos de três rodas homologados. O MCA 200 equipado com carroceria e o MCF 200 com baú isotérmico são utilizados para o transporte de cargas de até 300kg, sendo uma ótima alternativa aos que buscam levar mais agilidade às entregas de produtos. 

Esta é a 22ª concessionária da marca, que visa fechar o ano com 30 pontos em operação no País. A indústria pretende conquistar um crescimento acima dos 50%, chegando ao faturamento de R$ 30 milhões, ante os R$ 12 milhões conquistados em 2014, além de dobrar o número de vendas de triciclos, alcançando a meta de dois mil triciclos comercializados no ano. 

Motocar Fortaleza

Endereço: Rua Bárbara de Alencar, 40 – Centro - Fortaleza - CE

Campo Grande recebe Fórmula Truck no dia 12 de abril

Devido ao atraso na reforma do Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília, a segunda etapa da Fórmula Truck teve o local alterado para Campo Grande. Assim, depois de quatro anos sem acompanhar ao vivo uma corrida (a última foi em 2010) da mais popular categoria do automobilismo continental, a capital do Mato Grosso do Sul volta a receber os mais rápidos caminhões da América do Sul. A data, inicialmente prevista para o Distrito Federal, dia 12 de abril, está mantida mas agora com Campo Grande.

"Optamos por trocar a cidade desta segunda etapa da nossa 20ª temporada devido ao atraso nas obras em Brasília. Como não haverá tempo para tudo ficar pronto a tempo de receber a prova no dia 12, antecipamos a corrida de Campo Grande, uma cidade que sempre nos recebe de braços abertos e onde a Fórmula Truck é muito querida", disse Neusa Navarro, presidente da categoria.

Assim, Brasília e Campo Grande somente trocaram as datas e a prova no Distrito Federal está confirmada para dia 14 de junho, data inicialmente reservada para a corrida no Mato Grosso do Sul.

NOVO CALENDÁRIO DE 2015
1º de março - Caruaru (PE)
12 de abril - Campo Grande
17 de maio - Londrina (PR)
14 de junho - Brasília
12 de julho - Goiânia (GO)
9 de agosto - Santa Cruz do Sul (RS)
13 de setembro - Curitiba (PR)
4 de outubro - Guaporé (RS)
8 de novembro - Cascavel (PR)
6 de dezembro - São Paulo (SP)

PIRELLI ANUNCIA COMPOSTOS PARA OS QUATRO PRIMEIROS GRANDES PRÊMIOS DA TEMPORADA 2015

A Pirelli definiu os pneus que serão usados nos grandes prêmios da Austrália, Malásia, China e Bahrein, as primeiras quatro etapas da temporada 2015 da Fórmula 1.

Na Austrália, a Pirelli levará os compostos P Zero Branco médio e P Zero Amarelo macio. Eles são adequados às exigências da pista e também permitem bom desempenho em variadas condições climáticas, no circuito semipermanente de Albert Park, em Melbourne.

O circuito de Sepang, na Malásia, é conhecido pela alta abrasividade do seu asfalto e pelo clima de altas temperaturas. Assim, a melhor escolha nestas condições para a segunda etapa do ano são os compostos P Zero Laranja duro e P Zero Branco médio.

Os pneus P Zero Branco médio e P Zero Amarelo macio foram selecionados para a China. É a melhor escolha para a alta degradação esperada devido ao traçado da pista, o que leva a corridas disputadas e muitas opções de estratégias.

Os compostos P Zero Branco médio e P Zero Amarelo macio também serão usados no Bahrein, graças ao seu traçado bastante variado – exigente para os pneus traseiros – e com uma corrida que, agora, larga à tarde e termina no início da noite. Isso significa que tanto a pista – cada vez mais emborrachada – quanto o clima deverão variar bastante ao longo da prova.

Embora os pneus P Zero tenham se desenvolvido bastante em relações aos de 2014, com uma nova construção – o que gera uma distribuição de temperatura mais uniforme – essas escolhas são as mesmas feitas pela Pirelli na temporada passada, para estas mesmas corridas.

Os pneus escolhidos:

P Zero Vermelho
P Zero Amarelo
P Zero Branco
P Zero Laranja
Austrália

Macio
Médio
Malásia

Médio
Duro
China

Macio
Médio
Bahrein

Macio
Médio


quarta-feira, 4 de março de 2015

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 1015 - 04.03.2015 -edita@rnasser.com.br


Genebra, Salão do Futuro
Mostra anual, bem firmou-se no cenário destas ao focar pequenos construtores e buscar soluções tecnológicas. Para a imprensa é o melhor. Fácil de percorrer, num dia liquida-se a agenda. Noutro, pente fino para os pequenos expositores sem direito a agenda e lançamento oficiais. Dia de abertura, informados 10 mil jornalistas visitantes. Como no Brasil, muita gente sem sê-lo, e uma tropa de espiões chineses fotografando detalhes dos carros europeus. Um deles, com formulário à mão, respondia questões mandadas da China para análise pontual de cada veículo de interesse. Chineses são peculiares – sem o menor senso de noção. Muitas presenças, CEOs de indústrias, mas Simonetta Sommaruga, presidente da Confederação Helvética, não foi, causando arrepio político.

Em tecnologia, a de maior impacto foi a da nanoflowcell. 

Corporificada em dois veículos, um Sport Limousine, quatro portas bem disfarçadas, baixa altura de esportivo, e outro, o QUANTiNO, tamanho de VW Fox, também baixo, quatro lugares. O esportivo tem 800 km de autonomia, o menor, mais de 1.000.

Não vendem produto, mas tecnologia. Elétricos, sem baterias de lítio, extremamente caras, de caótico e poluente processo produtivo, nem células de combustível, transformando hidrogênio. Faz coisa simples: dois tanques, um com líquido de carga positiva, outro negativa ao se encontrar reagem gerando energia, armazenada por baterias e transferidas às quatro rodas. 

O sistema é mais simples e o maior peso dos tanques é compensado pela potência superior e pela economia de partes no motor. Nunzio La Vecchia, chefe técnico, diz-se aberto a negociações. Revolucionária tecnologia é aplicável a veículos em geral. Lembrou a mudança operada pelo Solar Impulse, avião movido a energia solar.

Caminho inverso, em tempos de busca por alternativas energéticas e aplicação de conectividade aos veículos, Dieter Zetsche, da Mercedes, disse não se preocupar – ao contrário de outras indústrias –, com as ações da Google e da Apple para construir automóveis. Foi ao óbvio, dizendo ter tecnologia para fazer a parte rolante dos automóveis e fornecer aos industriais das telecomunicações. Automóvel tende a virar iPhone com rodas...

Em negócios Sergio Marchionne, no. 1 da FCA, anunciou estudar fusão com outra marca - exceto Volkswagen. Mercado acredita em Suzuki ou, em especial Honda, vivendo problemas facilitadores a negócios.

Maioria dos veículos se orgulha de consumos baixos – esportivo mais de 10 km/litro, híbridos em torno de 50 km/l, poluindo pouco. Um dos caminhos é a redução de peso, e por isto Porsche se associou à sua fornecedora de fibra de carbono Capricorn Composite. Exibiu atração maior, o Cayman GT4, motor seis cilindros contrapostos, 380 cv. É o Porsche de melhor comportamento.

Fonte da empresa confirmou informação da Coluna. Marca terá escritório no Brasil para importação e representação. Hoje importador é distribuidor.

Bentley, inglesa conduzida pela VW, terá SUV extra luxuoso, o Bentayga, à venda em 2016, e fará super esportivo para concorrer no topo do mercado com Ferrari e Aston Martin. Fabricantes investem nos segmentos de maior demanda, como os utilitários esportivos, e em superesportivos, de larga rentabilidade. Para este, plataforma fornecida pela Porsche, também sob a árvore da VW.

Frustração, Christian, neto de Carl Borgward, industrial criador da marca, das maiores da Alemanha nos anos ’50, anunciou lançar veículo revivendo-a meio século pós fechamento. Não o fez, apenas a logo, releitura da original e avisou ter o automóvel na mostra de Frankfurt, em setembro. Fruto do imponderável, a proposta de sedã pela Italdesign/Giugiaro não chegou ao Salão para ser exposto: amassou a traseira no transporte, foi reparado e chegou 24h atrasado.

Novo protótipo utilitário esportivo Infiniti QX 30, com possível lançamento ao mesmo Salão de Frankfurt. Curioso é basear-se em plataforma Mercedes CLA/GLA e utilizar motor do sedã C 200, dois litros e turbo.

Brasil
Muitas novidades, poucas a migrar ao Brasil. De importados, o SsagnYong Tivoli, SAV pequeno, motor 1.6 de 126 cv, novo caminho da marca. Na Mitshubishi, novo picape L200 Triton. Honda exibiu o Civic Type R e reapresentou o esportivo NSX, a ser trazido ao Brasil. É evolução do original, da década de ’90, conceito sugerido por Ayrton Senna: carro forte, mas de reações adequadas ao motorista e prazer ao dirigir. Motor V6, bi turbo, longitudinal central traseiro, e abusa da eletricidade – na direção, dois motores, um para cada roda, filtram tração e precisão na direção. É híbrido.
O Civic R emprega L4 2.0 injetados e com turbo: faz 310 cv e tração dianteira.

De maior interesse, o alemão Opel Viva, motor 1.0 de três cilindros. Virão ao Brasil, motor será produzido em Joinville, SC. Desta turma é o mais avançado até o momento, com eixo contra rotante dentro do carter de óleo para anular as vibrações naturais do número ímpar de cilindros. É o Projeto Phoenix, substituto do Celta, a ser feito na Argentina. Praça natural seria São José dos Campos, SP, mas a sequência de abrasões entre a fabricante e o sindicato dos metalúrgicos local, interrompendo produção, forçou o gradual sair do município.

Roda-a-Roda

Do Ano - Volkswagen Passat foi escolhido Carro do Ano para Europa, a láurea das mais desejadas pelos fabricantes.

Futuro – Também exibiu o Sport Coupé, releitura do CC. Elegante mescla de hatch, cupê e sedã. É conceito mas será produzido.

Reação – Providências de lançamento do Jeep Renegade, 4/4, e do Honda HR-V aos 9/4 fez Renault correr a apresentar o Duster com mudanças na frente e grupo óptico. Ford, líder no setor, dotará EcoSport com grupo motor/transmissão do Fiesta.

Conjuntura – No cenário de queda de vendas, a VW cancelou o projeto do Taigun, o menor SAV da marca, a ser construído sobre a plataforma do up!.

Quanto – Nissan anuncia preços antes de lançar o veículo. Caso do Versa, três volumes sobre plataforma do March. De R$ 41.990 para 1.0 simplificado a R$ 54.990 a 1.6 equipado.

Retífica RN – Leitor Ricardo Lima alerta: Coluna  passada se enganou. Em nota sobre mudança de CEO mundial. Takanobu Ito, saindo, e Takahiro Hakahiro, assumindo, são da Honda.

Gente – Leandro Teixeira, 32, administrador pela FGV, mudança. OOOO Após Unilever, Pepsico e Ambev, diretor de marketing e RP na Volvo Cars.OOOO Pedreira. Sem fábrica ou projeto no Brasil, os carros Volvo pagam 35% de imposto de importação e IPI + 30 pontos. OOOO Suzana Vieira, jornalista, mesa nova. OOOO Deixou a da Volkswagen, agora senta na Mercedes, também assessoria de imprensa. OOOO Boa conquista. OOOO

E o automóvel começou por mãos femininas
Visões machistas separam os automóveis e a mulheres. Dizem-nas sem compromisso com o uso, desconhecedoras do funcionamento. Entretanto, e talvez pelo desconhecimento e inexistência de tal preconceito ao final do Século XIX, é bom lembrar nestes dias de comemoração às mulheres que, se Dona Berta Benz tão tivesse praticado, cometido, o ato de independência: fazer, dirigindo, a primeira viagem de automóvel, a história do objeto mais importante do Século XX teria sido diferente.

Foi assim. Dona Berta era casada com Karl Frederich Benz, engenheiro, produtor de motores a gás, e tenaz perseguidor da ideia de fazer carruagens com motor. Conseguiu, patenteou, mas as reações da população, prefeitura e polícia de Manhein contra o funcionar da máquina, assustando animais e pessoas com seu barulho e fumaça, proibiram-na de circular. O objeto do sonho e orgulho pela invenção, foi imobilizado pela ignorância.

A invenção de Benz, o primeiro registro de patente para veículo a motor, poderia ter-se perdido por abandono na cocheira da família, não fosse Dona Berta, então aos 33 anos naquela nascer do amanhã em agosto de 1888. Difícil ver o sonho de toda a família e o produto de tanta dedicação encostado na cocheira. O Patent Motor Wagen estava ali, em semi abandono, há quase três anos. Decidiu-se ir à casa de seus pais, em Pforzheim, a distantes 120 km, via Floresta Negra.

Ao nascer a manhã com dois de seus quatro filhos, Eugen, 15, e Richard, 13, tiraram o pioneiro veículo da cocheira e o empurraram a distância segura, evitando o ruído do funcionar do motor não acordasse o patriarca Benz. Os três puxaram com vigor a grande polia horizontal, fazendo o motor funcionar. Da. Berta e os pequenos Benz iniciaram a primeira viagem em veículo movido por motor de combustão interna. O efeito demonstração aos pais, sempre socorrendo a sobrevivência dos Benz, virou história.

A viagem
A charrete sem varais e sem cavalo, com uma roda dianteira comandada por haste metálica, leve, estrutura metálica e rodas raiadas como bicicletas, era equipada com pequeno motor monocilíndrico, 900 cm3 e 3 de hp, pesando 96 kg. Em conta simples, deslocar seu peso acrescido de Da. Berta, Eugen e Richard, equivaleria a grosso modo, e para se manter na consequência desta viagem, mover um grande caminhão Mercedes com um motorzinho do Smart.

Embicaram a Pforzheim. A viagem, na linguagem popular seria um cala-boca, aos pais, financiadores sempre críticos, polícia e das pessoas contrárias ao transporte sem tração a sangue ou vapor.E mostrar, a invenção do engenheiro Benz, daria autonomia superior a cavalos e charretes.

Na prática foi mais: teste e oportunidade a novos negócios e instituições. Descobriram, por exemplo, ser o motorzinho fraco. Nas subidas, após Heildelberg, com Richard ao comando da direção e da alavanca comandando a cinta de transmissão, Da. Berta e Richard empurravam. Outro desenvolvimento foi aumentar a capacidade do sistema de refrigeração. O Patent exigia completar água a cada 20 km. Idem para o sistema de freio, mecânico, por abrasão. Dona Berta pediu a um sapateiro para revesti-la em couro, melhorando a eficiência. Percebeu-se, também, a necessidade de lugares para vender o combustível Ligroin, um limpador doméstico vendido em farmácias – todo farmacêutico seria, em futuro próximo, o dono do posto de gasolina...

A corrente de bicicleta colocada como transmissora de movimento, mostrou-se fraca. Quebrada, exigiu caminhada dos meninos a um ferreiro refazer um elo. Era o primeiro mecânico de estrada, capaz de improvisar.

Outro tropeço, o motor morre e descobre-se não passar Ligroin pelo arremedo de carburador, permeando um ajuntamento de fibras. Dona Berta resolveu com o alfinete do chapéu, e logo usou uma liga das meias para a função de mola.

À noite, descendo o morro, a barulhenta novidade foi interceptada pela Polícia, mas acompanhou-os ao Correio, aberto para passar um telegrama tranquilizador a Benz, e à casa da família. 

No total, ida e volta foram 194 km, e hoje a estrada, em reverência, se chama Berta Benz Memorial Route.

Depois
O efeito-demonstração obteve larga cobertura jornalística no percurso, e necessário resultado. Era um meio de transporte, fácil de conduzir – uma senhora poderia faze-lo –, era útil, ia muito mais longe que cavalos e charretes.
Benz focou melhor o negócio e aproveitou as observações dos pilotos de teste. 

Um mês depois tinha pronto outro automóvel para a Exposição de Máquinas e Motores de Força e Trabalho, em Munique. Pela insólita invenção volta para casa com a Grande Medalha de Ouro e encomendas. Começou aí. O resto, você sabe. Ou, se quiser desprezar todas as consequências paralelas ao ato, incluindo o desenvolvimento tecnológico levando à criação do avião e das experiências interplanetárias, forçosamente chegará a outra via, óbvia e simplória: nada como somar uma mulher peituda, dois meninos em férias com a criação de um engenheiro brilhante e obter resultado nunca imaginado, a entrada em uma nova era.