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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Produção de Motocicletas Fecha o Ano com Estabilidade e Projeta Crescimento de 5,9% para 2018

As fabricantes de motocicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) apresentaram estabilidade nos volumes de produção de  2017 em relação ao ano anterior. Segundo dados da ABRACICLO, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, foram fabricadas 882.876 motocicletas nos 12 meses do ano passado, enquanto, em 2016, 887.653 unidades saíram das fábricas, ou seja, uma diferença de apenas 0,5%. A estimativa do setor é de crescimento de 5,9% no volume a ser produzido em 2018.

A produção de motocicletas no último mês de 2017 chegou a 69.008 unidades, representando um aumento de 110,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram fabricadas 32.814 unidades. Em relação a novembro (83.106 unidades), no entanto, houve um recuo de 17%.

Os sinais de evolução nos negócios do setor são percebidos desde o último trimestre de 2017, quando foram produzidas 230.784 motocicletas, correspondendo a um crescimento de32,1% sobre o volume de igual período de 2016 (174.654 unidades).

“Os números de 2017 fortalecem o cenário de retomada dos negócios da indústria de motocicletas, o que transmite confiança em um ano com resultados positivos. Com o contínuo lançamento de novos modelos e a melhoria do poder de compra dos consumidores, inclusive com mais acesso ao crédito, as vendas devem se intensificar ao longo de 2018”, afirma Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.


Vendas no Atacado e Exportações
As vendas realizadas no atacado – para as concessionárias – no acumulado de 2017 totalizaram 814.573 unidades, queda de 5,1% na comparação com igual período de 2016 (858.120). Apesar disso, o repasse às lojas em dezembro (68.534) aumentou 22% na confrontação com o mesmo mês do ano anterior (56.155). No entanto, o 12º mês de 2017 recuou 6,2% em comparação com o número de unidades repassadas às lojas em novembro: 68.534 unidades contra 73.069, respectivamente.

As exportações tiveram alta expressiva de 38,6% em 2017 (81.789) na comparação com os doze meses de 2016 (59.022). Na análise isolada de dezembro (7.107) foi calculado avanço de 11% sobre o mesmo mês de 2016, período em que foram exportadas 6.402 motocicletas. No entanto, na confrontação com novembro (7.677) houve uma queda de 7,4%.
A Argentina foi o principal destino das motocicletas embarcadas para outros países em 2017, com 56.847 unidades. Em seguida aparecem Colômbia (7.767) e Estados Unidos (5.129 unidades).

Emplacamentos
Com base nos dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), as vendas para o varejo totalizaram 851.013 unidades ao longo de 2017, queda de 5,4% sobre as 899.793 motocicletas emplacadas no ano anterior*. Em dezembro foram licenciadas 77.437 motos, o que representa um recuo de 4,2% sobre o mesmo mês de 2016 (80.837). Já na comparação com novembro houve aumento de 18,6% (65.277).

Ainda segundo dados do Renavam, em dezembro a média diária de vendas (3.872 unidades) apresentou alta de 18,6% sobre novembro (3.264). Contudo, na comparação com o mesmo mês de 2016 houve redução de 5,4% (3.674 unidades). 

(*) Foram desconsiderados os ciclomotores usados, cujo licenciamento junto aos Detrans passou a ser obrigatório a partir da Lei nº 13.154, de 30/07/2015, e da Resolução Contran nº 555/15, de 17/09/2015.

Projeções atualizadas
A partir dos volumes realizados em 2017, a Abraciclo atualizou as variações das projeções do setor para 2018, que haviam sido divulgadas no início de dezembro passado e, portanto, ainda se encontravam baseadas em estimativas para o fechamento daquele mês. As projeções atualizadas são estas:

MOTOCICLETAS - PROJEÇÕES 2018
2017
2018
Quantidade
Variação %
Produção
882.876
935.000
52.124
5,9
Atacado
814.573
850.000
35.427
4,3
Varejo
851.013
865.000
13.987
1,6
Exportação
81.789
85.000
3.211
3,9

Fonte: Abraciclo / Associados

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 4516 - 04.11.2016 - edita@rnasser.com.br

Papo de picape
Novo Amarok – motor V6 só em junho

Volkswagen apresentou na Argentina, onde o produz, picape Amarok 2017. Nada de mudanças intensivas, esperadas a produto com seis anos de mercado, mas retoques importantes em grupos selecionados. Agiu com sensibilidade, falando aos sentidos do comprador.

Mudou a estética frontal e grupo óptico, atualizando o visual; incrementou o interior, em especial os bancos, saudados por associação médica, e foi-se a demanda não automobilística, para firulas de condução, o infodivertimento – a agregação de itens incrementadores do conforto de comunicação.

Motor ?
Frustrou quem esperava salto de rendimento, ou o se isolar em superior patamar de maior performance. O previsto e poderoso motor V6 deslocando 3 litros, foi adiado. Aparentemente questões comerciais, dividir as novidades, instigando vendas sobre as modificações atuais, e criando nova provocação com a opção do motor V6 ao meado do ano.
Leque
Amplas possibilidades. Versões com cabine simples e dupla; tração em duas ou quatro rodas; motor L4, 2,0 litros, com um ou dois turbos, produzido 140 cv e 180 cv; transmissões mecânica seis velocidades e automática com oito.

Toyota e a Prova do Alce

Manobra europeia, simular súbito aparecimento de um alce na pista, exigindo forte golpe de direção para desviar do cervídeo e retomar curso, viraliza nas redes sociais, tornando conhecida a revista sueca Teknikens Varld. Realizou o teste com vários picapes. Outros passaram sem susto, mas o Toyota Hilux tirou duas rodas do chão, exigindo correção para evitar capotagem. Alarmou proprietários. 

Toyota argentina, fabricante do modelo enviado ao Brasil, mercado maior, divulgou comunicado curto e grosso, mas faltou objetividade e compromisso, importante na relação de confiança exigida entre fornecedor e consumidor. Disse“Toyota aplica suas próprias normas de segurança estritas para todos seus produtos e Hilux cumpre com estas normas. Não obstante, para garantir ainda mais a segurança de nossos clientes, levaremos a cabo uma análise exaustiva da prova realizada pela revista Teknikens Varld. Na Toyota a segurança de nossos clientes é nossa principal prioridade.”

Mercedes, hora do picape Premium
Como a Coluna informou com antecipação mundial, Mercedes-Benz fará um picape na Argentina. Explicou também, produto decorre de colaboração com a Nissan e a Renault. Na velha fábrica de produtos Willys-Overland, em Córdoba, Renault cedeu área e Nissan produzirá a estrutura básica do chassis em escada e seus agregados. Muita identidade mecânica entre Nissan e Renault, e personalização para os Mercedes.

Tomou caminho natural da marca: competência de engenharia, imagem secular de confiável sobriedade, e seu diferencial maior, a sensação de superioridade de seus proprietários. Na prática intenta oferecer a confiabilidade intrínseca à marca com a segurança de comportamento e o conforto. Não quer descer ao padrão usual dos picapes, mas elevar seus usuários à composição de conforto e ao rótulo de Premium, agora exclusividade da marca.

A postura de levar a superior imagem de automóvel ao picape fará mixar partes com automóvel Classe C e utilitários, como o sistema de infodiversão, os bancos elaborados, o interior cuidado em detalhes.

Motorização por V6 diesel com tração permanente nas 4 rodas,redução e dois bloqueios de diferencial. Enquadrado na legislação brasileira, 1,1 t de carga e de tração de 3,5 t.

História – Picape Mercedes-Benz pode ser fato insólito em todo o mundo – menos na Argentina. Marca já o fez para compatibilizar pretensões de vendas e a legislação local, permitindo liberdades de conteúdo para veículos de trabalho. Ao início dos anos ’50 cometeu algumas unidades de picape e de furgão a partir do sedã 170. Anos ’70 a licença alcançou em torno de 1.000 unidades sobre a série W 114, em versão picape, curiosamente elegante, e cabine dupla, dita Rural, um trubuçú estético. Motores 2.200 cm3, 4 cilindros a gasolina ou diesel.

Roda-a-Roda
Tesla – Atrevido fabricante de carros elétricos nos EUA, Tesla busca vender no Brasil. Estará apresentando produto e revendedor no Salão do Automóvel.

Pressão – Cobrança da Latin NCAP, entidade privada voltada à segurança dos automóveis na América Latina, fez Nissan anunciar fim da produção do modelo Tsuru. Maio. Em testes de choque teve Zero Estrela – mataria os ocupantes.

Pressa – Hyundai anunciou novidades para o utilitário esportivo Creta, de produção iniciada em Piracicaba e apresentação ao Salão do Automóvel, novembro 10 a 20. Além do divulgado motor 1,6 aplicado no HB20, terá um 2,0. Ambos com variadores de abertura de válvulas para admissão e escapamento.

Treinamento – Nissan demorou auditar processo de produção do crossover Kicks na fábrica de Resende para fim do primeiro semestre de 2017. Partes da carroceria importadas do México servem para testar processo, regulagem dos equipamentos, afinação da mão de obra.

Prazo – Questões paralelas atrasaram início de produção. O Kicks utilizará novo motor Renault 1,6 brasileiro, substituindo o Nissan de idêntica cilindrada – como Coluna antecipou mundialmente. A produção dos motores pela associada atrasou.

Re-call – Defeitos na fornecedora Takata de air bags fez Toyota promover chamada de re-call em 300 mil unidades de seus produtos Corolla, Ethios e Prius. Fornecedor global, problemas mundiais: se inflado pode disparar partes metálicas contra o usuário.

Enfim – Multa séria para usuários de celular, falando, ouvindo, passando mensagem ou apenas olhando ou segurando: R$ 293,47 e sete pontos lançados na Carteira de Habilitação. É pouco. Motorista irresponsável usando celular enquanto dirige é hoje o maior causador de acidentes no trânsito.

Mais – Solução homeopática. Brasil precisa rever leis e processo, e a aplicação do conceito de acidente, evento imprevisível, a todos resultados mesmo se causados por motoristas despreparados, sob efeito de bebida, remédio, e /o tóxico. Você conhece algum atropelador preso ?

Mercado – Ano automobilístico de 2016 no Brasil indicará mais queda, compressão do mercado, ociosidade das montadoras. E mais de 100 lançamentos.

Ocasião – Se você quer fazer economia, hora de negociar, em especial com marcas estrangeiras. Algumas ainda vendem veículos com o carimbo de 2015 – e são flexíveis para limpar o pátio.

Carteira – Provocado por decisão judicial suspendendo a apreensão de ciclomotores conduzidos por usuários sem ACC – Autorização para Conduzir Ciclomotor -, governo federal correu e regulamentou a matéria.

Exigência – Agora, para conduzir veículos com motor interior a 50 cm3 de cilindrada ou por tração elétrica, será necessária a ACC ou Carteira Nacional de Habilitação Categoria A. Há necessidade de curso e custos.

Retífica RN  Coluna 4416 informou motor do GM Tracker 2017 como 1,5 turbo. Digitação enganosa. É 1,4 litro, turbo alimentado.

Mais economia e ecologia no Renegade 2017
Salão do Automóvel edição 2014 Sérgio Ferreira de volta à Chrysler/Jeep como diretor geral, apresentou o Jeep Renegade, características, versões, e o indicou como futuro líder do segmento. Parecia entusiasmo de vendedor, mas transformou-se em verdade numérica, com o menor dos Jeeps cumprindo brilhante campanha de vendas, alternando a liderança do segmento.

Está integrado à aura da família, por si só surpresa mundial, com números de vendas e lucros superiores a cada trimestre. O Renegade é produto mundial, feito no Brasil, Itália e China.

Tem amplo leque de versões. De motor 1,8 flex, transmissão mecânica ou automática; e diesel 2,0 caixa automática com 9 marchas, tração nas 4 rodas, marcha reduzida, maior altura livre do solo. 

Mais
Para 2017 Jeep criou versão Limited, superior às versões tracionadas por motor flex. Será identificada pela grade frontal prateada, valorizando o padrão de decoração. As versões flex são as mais vendidas.

Foca em economia e ecologia. Inicia com os pneus verdes, de menor resistência à rolagem, sem prejudicar aderência e distância de frenagem, auxiliando reduzir o consumo de combustível. Mesmo objetivo, o equipamento Stop/Start desliga o motor nas paradas, poupando combustível, reduzindo emissões poluentes. Ponto superior, para todas as versões flex, motor 1,8 adota o sistema VIS – Variable Intake System – coletor de admissão variável, elevando a potência a 135/139 cv e torque de 18,8 m-kgf, surgindo 80% abaixo de 2.000 rpm. Na prática, sensação de mais força em rotações inferiores, permitindo menos reduções.Na evolução suprimiu-se o tanquinho de gasolina para a partida.



quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Produção e Vendas de Motocicletas Seguem Em Queda No Mês de Julho

Foram produzidas 75.233 motocicletas no mês passado, o que representa uma queda de 7,6% em relação a junho (81.387). Já na comparação com 2015, quando foram fabricadas 102.450 unidades, houve retração de 26,6%. Os dados foram divulgados pela ABRACICLO  Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares.

Seguindo a tendência de retração do mercado, as vendas no atacado – para as concessionárias – sofreram queda de 7,2%, totalizando 71.760 unidades frente às 77.368 vendidas em junho. Se comparado ao ano anterior, o recuo é de 23,4%, quando foram comercializadas 93.654.

“O segmento ainda sofre com os impactos da crise político-econômica. Observamos com cautela o mercado. De qualquer forma, a tendência aponta para certa estabilidade nos próximos meses, considerando que, historicamente, trata-se de um período mais favorável para os negócios com motocicletas”, afirma Marcos Fermanian, presidente da entidade.

Diferente do registrado até o momento, as vendas externas sofreram retração de 50,4% em julho, com 3.798 unidades frente às 7.657 unidades comercializadas em junho. Em comparação com mesmo mês de 2015, a queda foi de 55,7%. No acumulado de janeiro a julho, no entanto, que totalizou 34.932 unidades, as exportações de motocicletas cresceram 30,3% comparadas ao volume de igual período do ano passado (26.815 unidades).

Emplacamentos
Com base nos dados de licenciamentos do Renavam, as vendas no varejo apresentaram uma pequena reação em julho. Frente ao mês anterior, foram licenciadas 74.417* motocicletas, o que representa um aumento de 1,5% ante o volume de junho, com 73.343 unidades. Já em relação a igual período de 2015, os números apresentam queda de 30,9% (107.741).

Mesmo com um dia útil a menos que o mês anterior, a média diária de vendas apresentou aumento de 6,3%, passando de 3.334 para 3.544 motocicletas em julho. Porém, na comparação com julho de 2015 (4.684), que teve dois dias úteis a mais que este ano, houve uma retração de 24,4%.

(*) Foram desconsiderados os ciclomotores usados, cujo licenciamento junto aos Detrans passou a ser obrigatório a partir da Lei nº 13.154, de 30/07/2015, e da Resolução Contran nº 555/15, de 17/09/2015.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Produção de Motocicletas Registra Recuo de 37,8% em Janeiro

Segundo dados divulgados pela ABRACICLO, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, foram produzidas 75.959 motocicletas em janeiro, ante 122.063 unidades no mesmo mês de 2015, o que corresponde a uma queda de 37,8%. Em relação a dezembro, quando as fábricas se encontravam em férias parciais e produziram apenas 50.633 unidades, o crescimento da produção foi de 50%.

As vendas no atacado – para as concessionárias – atingiram 58.801 motocicletas em janeiro, uma retração de 43,6% frente ao primeiro mês de 2015 (104.218 unidades). Na comparação com dezembro passado (69.253 unidades), houve queda de 15,1%.

“O comparativo de janeiro reflete o período de férias coletivas de dezembro. Além disso, os fabricantes aproveitaram o início do ano para ajustarem os estoques nas fábricas e nas redes”, diz Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.

Por sua vez, as vendas externas registraram uma expansão de 53,4% em relação a janeiro de 2015, chegando a 3.336 unidades. No comparativo com dezembro do ano passado, a queda foi de 43,9%, quando as comercializações externas atingiram 5.944 motocicletas.

Emplacamentos
No varejo, foram vendidas 78.538* motocicletas, o que representa um recuo de 27% ante o volume de dezembro passado (107.620* unidades) e de 27,7% em relação a janeiro de 2015 (108.647 unidades).

    (*) Foram desconsiderados os ciclomotores usados, cujo licenciamento junto aos Detrans passou a ser obrigatório a partir da Lei nº 13.154, de 30/07/2015, e da Resolução Contran nº 555/15, de 17/09/2015.


sábado, 16 de janeiro de 2016

Produção de Motocicletas Recua Quase 17% em 2015

Pelos dados divulgados pela ABRACICLO – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, em dezembro foram fabricadas 50.633 motocicletas, ante 84.820 unidades em mês similar de 2014, correspondendo a uma retração de 40,3%. 

Em novembro de 2015, a produção havia chegado a 74.972, o que deixa o volume de dezembro 32,5% inferior, porém devem ser consideradas as habituais férias coletivas das fábricas do setor no último mês do ano. No acumulado do ano, foram produzidas 1.262.708 motocicletas, 16,8% a menos do que o registrado em 2014 (1.517.662).

As vendas no atacado – para as concessionárias – atingiram 69.253 unidades em dezembro, recuo de 39,3% em relação ao mesmo mês de 2014, com 114.104, e leve queda de 1,6%, em comparação com novembro de 2015 (70.398). De janeiro a dezembro foram comercializadas 1.189.933 motocicletas, 16,8% inferior que no mesmo período de 2014, com 1.430.393.

As exportações somaram 5.944 unidades em dezembro, ante 6.298 do mês anterior, o que corresponde a uma baixa de 5,6%. Em comparação ao mesmo mês de 2014, houve uma retração de 1,8%. Nos 12 meses do ano passado foram exportadas 69.123 motocicletas, frente a 88.056 unidades em 2014, correspondendo a uma queda de 21,5%.

Ainda em dezembro, com base nos licenciamentos registrados pelo Renavam, foram emplacadas 131.253 motocicletas, volume 24,6% superior ao apresentado no mês anterior (105.371 unidades), porém estes números continuam a ser impactados pela nova regulamentação dos ciclomotores. Em relação ao mesmo mês de 2014 (127.711 unidades), houve alta de 2,8%. No acumulado do ano, a queda foi de 11%, passando de 1.429.692, em 2014, para 1.273.047, em 2015.

Efeito Ciclomotor
Através da lei 13.154/2015, sancionada em 30 de julho passado, o emplacamento dos ciclomotores passou a ser de reponsabilidade dos Detrans de cada estado, o que impulsionou um crescimento substancial nos números de licenciamento do veículo, que passaram de 17.011 unidades, em 2014, para 64.692, em 2015, significando um avanço de 280,3%. É importante observar também que, em função da nova legislação, muitos ciclomotores que estão sendo licenciados agora chegam a ter dois ou três anos de uso.

Na comparação regional, destaque para o Nordeste, que registrou 36.188 ciclomotores licenciados, em 2015, contra 1.884, em 2014. A região Sudeste, em segundo lugar, apresentou 22.239 unidades frente a 9.960. Veja a seguir o perfil de emplacamentos regionais de ciclomotores no ano passado:
Clique na imagem para ampliar

Perspectivas
Diante dos números efetivamente registrados em 2015, o Setor de Duas Rodas ajustou suas projeções para 2016, que passam a ser:


Realizado 2015
Projeção 2016
%
Produção
1.262.708
1.295.000
+ 2,5%
Atacado
1.189.933
1.220.000
+ 2,5%
Varejo
1.273.047
1.280.000
+ 0,5%
Exportação
69.123
75.000
+ 8,5%