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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Roberto Nasser - De carro por aí

 

Coluna 1615-17.04.2015-edita@rnasser.com.br
T6, misto quente da JAC
Mercados se regulam por modas, momentos, concorrentes e preços. Dentro destas variáveis fabricantes, montadoras ou importadoras conformam, equipam os veículos e definem seus valores a público.

Poucas vezes ocorreu uma junção destes fatores como no T6 ora lançado pela chinesa JAC. O mercado cresce no segmento de veículos com cara atlética, os sav, de utilitário esportivo, os suv, ou dos crossover, misto destas categorias com os sedãs. Estão aí as maiores novidades do mercado, o Honda HR-V, o Jeep Renegade, o Peugeot 3008. Agora, entretanto, com a chegada do chinês, ganharão referência para a hora da escolha.

Outra definição permeando diariamente para os veículos é a informatização e, hábito necessário, o uso de programas, como o Waze, para fugir do trânsito, através de caminhos sugeridos através da tela do celular – e aí outro problema: segurar com uma mão e conduzir com a outra ? deixá-lo sobre o painel ? no colo ? no console ? no banco do passageiro – com ou sem este ? colocar suporte colado ao para brisas ? Dentre as novidades, o T6 resolve o problema de maneira limpa e segura: pela tecnologia Mirror Link, o efeito espelho para a tela do celular, conexão a projeta nas 7” da tela do T6. Como se trata de veículo oriental, onde a tecnologia Android esmaga a dos Apple, todas as funções do celular são realizadas pela tela do veículo. Os Apple e seu sistema iOS, apenas a aumenta: os comandos permanecem no smart phone.É o grande adjutório para estes dias de transformação dos veículos em celulares com quatro rodas.

No visual e no porte se assemelha aos coreanos Hyundai ix35, Kia Sportage, entretanto, bem completo, tem preço de Ford EcoSport e Renault Duster, mantendo a característica responsável pela mudança conceitual no mercado nacional, o oferecer muito mais conteúdo pelo mesmo preço. Grosso modo seria um ix35 a preço de versão intermediária do EcoSport – e muito superior a este em conteúdo e formulação mecânica.

E?
4,4m de comprimento, 2,64m entre eixos – mesma de ix35 e Sportage -, na prática oferece ótimo espaço para cinco passageiros e bagagem. Motorização 2,0 litro, 16 válvulas, com variador de abertura, 155 cv com gasálcool e 160 cv com álcool a 6.000 rpm, 200 Nm de torque a 4.000 rpm. Câmbio manual preciso nas cinco velocidades – sem opção automática, 1.550 kg, suspensão independente e freios a disco nas 4 rodas, direção elétrica. Suspensão é macia, seguindo o mercado chinês.

Exige prestar atenção para tê-lo sempre acima de 2.500 rpm e concentrado em andar confortavelmente. Abaixo deste regime, cai a disposição. Interior evoluído em encaixes e materiais agradáveis ao toque relativamente aos modelos anteriores. Os chineses evoluem.
O conjunto parece ideal a automóvel e o uso ao SAV demandaria ou mais torque em baixas rotações ou a primeira marcha mais reduzida.

Vai de 0 a 100 km/h em 12s e a 182 km/h. Consumo com álcool no teste de estrada, três ocupantes e bagagem, 6,7 km/litro.Por conteúdo, preço, e a diferença com o Mirror Link deve ser considerado.

Quantos R$ ?

Básico
69.990
Pack 1
71.990 (detalhes cromados)
Pack 2
75.670 (kit multi media, Mirror Link e câmera de ré)

Agrale Marruá, o Hummer daqui
Novo modelo, evolução do antigo – carros militares não passam pelas cobranças de mudanças de linhas -, iniciou ser produzido pela gaúcha Agrale. Alterações pontuais: novo painel de instrumentos, tampa traseira removível, agregação de extensores aos para lamas para dar noção de maior largura, imponência e presença. Em segurança implementou os freios com o obrigatório ABS e auxiliar EBD.

O Marruá é evolução do antigo jipe Engesa, criado nos anos ’80 e inviabilizado com a falência da empresa. Na virada do século a Agrale, fábrica de motores estacionários, tratores, ônibus e caminhões, assumiu o projeto para completar o leque de produtos e mudou o foco, saindo do público civil e evitando a discussão de, pelo fato de não possuir caixa redutora, não se enquadrar nas exigências legais para o uso de motor a diesel. Tinha, apenas, a primeira marcha muito reduzida.

Mirou então nas Forças Armadas, comprador à prova de questionamentos sobre a inadequação. Conseguiu ajustá-lo às exigências militares, e aprovado, passou a fornecê-lo para substituir a frota antiga, de Jeep Willys, Engesa, JPX, Land Rover e Toyota Bandeirantes. O aval de Exército e Marinha foi fundamental para abrir novo caminho, o das de exportações, liderado pela Argentina, seguido por Paraguai, Equador e Paraguai.

A motorização é Cummins, 2,8 litros, 150 cv de potência e 36 mkgf de torque, motor para trabalho duro, perfil diferente dos utilizados atualmente em picapes, com mais apreço pela velocidade. Enquanto estes assinalam velocidade final na faixa dos 170/180 km/h, o Marruá fica nos 130 km horários.

Chery começa com dificuldades 
Sem trocadilho com o produto, a chinesa Chery foi célere para fazer fábrica e lançar o Celer, compacto com motor 1.5 em carrocerias hatch e sedã. Espécie de segunda edição do modelo anteriormente comercializado no Brasil, ganhou alterações para marcar o ciclo final: mudou frente e grupo óptico, alterou painel de instrumentos e console. Tentando mostrar-se pareado a produtos de porte, preço e conteúdo superiores, aplicou lâmpadas LED às lanternas traseiras.

O processo de ganho evoluiu na parte decorativa e no interior, com painéis melhor ajustados com material de toque menos abrasivo. Tenta escapar ao rótulo depreciativo de carro chinês, novato nesta saga, com muito a aprender.

Diz, iniciou processo de nacionalização com montagem do motor recebido em peças, maneira de reduzir o custo em dólares, inflando custos e preços.

Unidade de força é projeto Acteco, quatro cilindros, 16 válvulas, fronto transversal, deslocando 1,5 litro e produzindo informados 113 cv cv a 6.000 rpm e 152 Nm de torque a 4.000 giros – com gasálcool, respectivos 109 cv e 140 Nm. Transmissão mecânica com 5 velocidades.
Duas versões: entrada por R$ 38.990 hatch. Sedã R$ 1.000 a mais, e os Act a R$ 2 mil adicionais. Não informou sobre cinto de três pontos aos cinco passageiros ou fixadores Isofix para cadeiras de crianças. Garantia de 3 anos.

Tropeços
A fábrica da Chery encontra duas dificuldades. Uma, política, a escolha do local, cidade de Jacareí, a 70 km de S Paulo, na Via Dutra. Sindicato de metalúrgicos da região é bom em greves e movimentos, atividade que, se por um lado obtém conquistas aos filiados, por outros força diminuir a atividade industrial, forçando demissões. A General Motors, ex grande empregadora na vizinha São José dos Campos, míngua a produção e pelo conta do mau relacionamento, para evitar pane em suas linhas de produção, transferiu fábrica de motores e transmissões para Santa Catarina. Também, de desinteresse ao país, cancelou o Projeto Phoenix, de novo produto de entrada, levando-o para a Argentina.

Outro óbice é temporal, o dimensionamento da fábrica, projetada para 150 mil unidades anuais, de impossível absorção pelo mercado comprador neste e nos próximos anos. Previsão de vendas em 2015 é de 10 mil veículos. A ociosidade provoca, como a Coluna expôs a seus leitores, estudos e analises quanto à possibilidade de fazer montagem de veículos para a igualmente chinesa Lifan, para reduzir ociosidade.

Roda-a-Roda

Mais – Após absorver a Chrysler, a agora FCA busca outro parceiro. Visa marca asiática, focando Honda, Hyundai, Mazda, e Suzuki. Esta e suas 3M de vendas anuais e presença na Índia é a mais cotada.

Contra mão ? - Crise é oportunidade, parece pensar a Volkswagen. No Brasil mercado abduziu as camionetas – stations, breaks, peruas -, trocando-as pelos savs e suvs. Para este nicho e pela igualdade de peças com o Golf, aqui em produção no segundo semestre, importará a versão Variant. Junho.

Sucessão – Abalo na natural ascensão de Martin Winterkorn, CEO da VW mundial a presidente do Conselho Diretor. Ferdinand Piech detentor do cargo, acionista e herdeiro da família Porsche, declarou não gostaria de vê-lo como sucessor. Contrato de Winterkorn finda em 2016, e o de Piech em 2017.

Movimento – Projeto ascendente de assumir liderança mundial; dificuldades com o mercado norte-americano; de aumentar a lucratividade percentual; e risco de queda em seu valor devem provocar acordo de convívio, e posto pode cair no colo do presidente da Porsche, também acionista e primo de Piech.

Opção – Com projeto aprovado mas detido por não liberação de empréstimo pelo Desenbahia, banco de desenvolvimento estadual, JAC analisa deixar a Bahia por outro estado. Ce, Pe, Go, MG, RJ, SP e os sulinos na listagem.

Questão – PT/RS conseguiu perder a fábrica Ford para a Bahia de Antônio Carlos Magalhães, ágil para viabilizar negócio e legislação. Agora PT/Ba arrisca-se a formar tradição.

Dúvida – Próxima semana reunião na China entre a Geely e a representação brasileira comandada pelo Grupo Gandini. Chineses querem fazer fábrica local.

Começo – Jeep colocou emblema nos seus primeiros 1.000 veículos vendidos na primeira semana pós o emblemático 4 de abril, o 4/4. Diz ser a Opening Edition. Começou com grife.

Tropeço – Veículo para marcar sua retomada de mercado, o bem composto e equipado Peugeot 3008 tropeça em bobagem: não tem os engates Isofix para cadeirinhas de crianças, mandatório ao nível de seus consumidores.

Custo – Em breve os terá. Hyundai, por economia, fez o mesmo com o HB20. Porém quando testes de impacto pelo LatiNCAP, instituto aferidor de danos em passageiros, reprovou o veículo pelas consequências às crianças, aplicou o equipamento e suportou desgaste institucional e custos para novo teste.

Profissional – Mania mundial do FoodTruck chegou à Peugeot. Empregou sua base histórica de produtor de equipamentos de cozinha, e criou o Bistrô do Leão. Veículo e reboque se desdobram e permitem atender a até 30 clientes. Tem, ainda, o suporte da plataforma Peugeot Music com rádio web e playlists.
Protótipo francês, inspirará criatividade nacional.

Caminho – Parte física da nova fábrica Honda em Itirapina, SP, ficou pronta. Agora inicia-se a fixação dos equipamentos industriais. Marca intenta dobrar capacidade de produção a 240 mil unidades, mesclando Civic, Fit, City e HR-V.

Momento – Visto o movimento do mercado no primeiro trimestre em relação ao de 2014, vendas de veículos novos retraiu em torno de 20%, porém a dos usados reagiu, ascendendo em 2,6%. Vender usado está mais fácil que novo.

Cinema – A incrível vida de Enzo Ferrari, fundador da famosa marca, virará filme. Associado, ator Robert De Niro fará o papel do Drake – apelido refere-se ao determinado Francis Drake, corsário da Rainha da Inglaterra. Focará o principal trecho de sua vida, de 1945 aos anos ’80. Clint Eastwood pode dirigir.

Mudança – Em motos, nacional Dafra e italiana MV Agusta revisaram negócios. A MV se assume como marca, com sede e distribuição própria a partir de S Paulo e comprará à Dafra serviços de montagem. Sem sinais se a Mercedes, dona de 25% da MV, abrirá sua rede concessionária à distribuição.

Produto – MAN Latin America, fez novo caminhão, mais potente de sua linha, o TGX 29.480 6x4, cabine em teto baixo – 1,66m de altura, e 480 cv de potência. Teto alto, h=1,94m, é opção. Investiu para o produto alemão suportar as exigências da desorganização dos países em desenvolvimento.

Recorde – Equipe Mercedes marcou tempo recorde para troca de pneus no carro de Lewis Hamilton no GP de Xangai: inacreditáveis 1,83 segundo.

Gente – Cláudio Carsughi, 82, engenheiro e jornalista, surpreso. OOOO Após quase 60 anos na radio Jovem Pan foi demitido. OOOO Exemplo de retidão e competência pessoal e profissional, saída empobrece o veículo e surpreende o mercado. OOOO

Corridas mantém a estrela brilhando
Mercedes-Benz Challenge aplica os modelos da marca às corridas, em duas categorias, a C 250 Cup e a CLA AMG Cup. No quinto ano da atividade, disputam 8 etapas durante o ano nos circuitos de pista e rua no Brasil.

Parece uma violência colocar tais ícones do consumo, aos arranhões e amassados decorrentes do rendimento quase igual dos 30 concorrentes, mas é ação de vendas e tem base histórica.

Promover as corridas, fornecendo os automóveis e a estrutura organizacional integra o grande projeto da marca em conquistar clientes mais novos para os modelos de entrada, as classes A e C. A Mercedes fornece os sedãs C 250 e os cupê CLA. Os primeiros passam por reacertos de freios, direção e suspensão, além de estilo inspirado na aerodinâmica do superesportivo AG 63. O motor está limitado a produzir 220 cv. Já os CLA, ditos Racing Series, estão em nível superior de desenvolvimento, utilizando o mesmo motor, gerando 360 cv, a mesma caixa de marchas automática com sete velocidades, e tração nas quatro rodas para aproveitar integralmente tal disposição.


A marca Mercedes começou com corridas. Nome batizou pequena e revolucionária série de automóvel encomendada pelo distribuidor da Daimler na França.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Paixão por Ferrari - Livro resgata 60 anos de história de icone do automobilismo


O ronco do motor de uma Ferrari é inconfundível para os apaixonados por automobilismo e impressionante até mesmo para os leigos. Mais do que uma fabricante de veículos, Ferrari é, sem dúvida, uma das marcas mais admiradas e cobiçadas do mundo. Em Paixão por Ferrari, de Fabrice Connen, o leitor terá a oportunidade conhecer um pouco mais sobre os modelos que consagraram a famosa fabricante italiana.



As Ferraris surgiram da genialidade e ousadia do italiano Enzo Ferrari, que em pouco tempo transformou os veículos em referências absolutas em termos de desempenho e estilo. Na obra, os 60 anos de história da marca são contatos com detalhes e são pontuados por 50 modelos emblemáticos que marcaram essa trajetória – cada um deles acompanhado por foto, ficha técnica completa e histórico. Entre os principais ícones presentes no livro estão: 250 GT Boano-Ellena; 166 MM; 308 GTB; Maranello; além daqueles que nasceram para correr como a primeira 500 F2 e a consagrada F2004 F1.



Além de um deleite para os apaixonados por Ferrari, o livro também agrada os que gostam de carros, história e velocidade.

Com acabamento diferenciadoPaixão por Ferrari é opção de presente para fãs do automobilismo em geral e para aqueles que simplesmente apreciam o design único e elegante dessa máquina.


FICHA TÉCNICA:



Título: Paixão por Ferrari – O segredo de uma lenda em 50 modelos emblemáticos

Autor: Fabrice Connen

Tradutor: Eric Heneault

Formato: 29 x 24
Nº de Páginas: 144
Edição: 1a, 2014
Acabamento: capa dura, miolo em cores com fotos
ISBN: 978-85-7881-252-2

Preço: R$ 72,50

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Roberto Nasser - De carro por aí



edita@rnasser.com.br - 61.3225.5511 Coluna 3813  18.09.2013


Audi anuncia fábrica, A3 e uso de motor Volks 1.4
Com direito a audiência com a Presidente Dilma Roussef em dia de decisão de não viajar aos EUA em protesto à arapongagem estadunidense sobre nossos assuntos, Rupert Stadler, presidente da Audi mundial, com Bernd Martens, membro do Conselho e autoridade sobre Jörg Hofmann, presidente da Audi Brasil anunciaram a produção do sedã Audi A3 no segundo semestre de 2015, e do utilitário esportivo Q3 no primeiro trimestre de 2016. Investirá 150M de Euros para produção na fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais, Pr. Volkswagen e Audi pertencem ao mesmo grupo, facilitando uso de instalações e efetivar processos comuns.A produção dos Audi será paralela à ainda não anunciada do Golf 7ª. geração, sobre a mesma plataforma flexível. Na entrevista, informação do motor VW 1.4 TSI – duplo comando de válvulas, injeção direta, turbo -, flex equipando o Q3, como o fará para o Golf 7. Tal engenho será produzido pela VW em São Carlos, SP, e seu uso auxiliará cumprir os flexíveis índices de nacionalização.
Internacionalizar-se tem sido caminho para fabricantes europeus, ainda no rastro da quebra estadunidense, e neste ano, pela primeira vez, do milhão e meio de Audis produzidos, mais de metade será vendida fora da Europa. Os mercados em desenvolvimento, em especial China, Índia, Russia, Brasil e África do Sul, tem merecido atenções pelas respostas em vendas e lucros. O Brasil é o último a ver a Audi surfar na onda, e a explicação era o aguardar a chegada do novo Golf e sua plataforma moderna.

Dado curioso é a relação entre os 150M de Euros anunciados como investimento, e as providências simplórias de fazer galpão, equipamentos para montagem e ampliação do setor de pintura atendendo às duas marcas. Para desenvolvimento de fornecedores, Bernd Martens, que morou no Brasil, fala português, e quem estará adstrita a operação, buscou auxílio com a Volkswagen, que dedicou uma equipe para auxiliar.Última das alemãs a subir ao barco do mercado nacional, seus produtos suprirão, de princípio, mercado doméstico e América Latina. Briga alemã transcende às fronteiras pátrias. BMW já movimenta terra para galpões industriais em Santa Catarina, e Mercedes definiu – como a Coluna antecipou mundialmente – aqui fazer o recém lançado sedã CLA e o utilitário esportivo GLA. Não escolheu local. O condicionamento externo, a busca por mercados, e a regras cerceadoras aos importados, como o elevado imposto de 35%, mais IPI e o Super IPI de 30 pontos sobre o primeiro, provocam decisões sobre o futuro. As alemãs bancam a vinda agora para garantir vendas num mercado crescente.


Um tranco para pegar
A Toyota do Brasil deu uma travada e um empurrão no Etios, buscando superar a má impressão de acabamento deficiente, projeto desidioso, e preço fora do mercado, resultando em constantes descontos para induzir as  poucas vendas e afastar o rótulo de mico. Tem nova série 2014.Não poderia mudar o carro, reconhecendo oficialmente o erro na conformação do produto, optando pelo disfarçado relançamento e pequenas intervenções, nos revestimentos, e pintar o painel em preto. O Etios sofre problema genético de difícil cura. Foi desenvolvido para a Índia, mercado novato, sem amadurecimento, e com a característica da mão inversa, a inglesa. Na transformação para o Brasil, mercado com maior vivência com automóvel e maior exigência, mudaram o lado do volante mas, por economia ou empáfia deixaram quietas as tomadas de ar, agora dirigidas ao passageiro, e não melhoraram o padrão interno. 

Nova série, uso do motor 1500 cm3 na versão XS, confusa lista de versões, preços maiores marcam o recomeçoNão se sabe se o tentativo resgate do mico tenha mão e ordem de Mark Hogan. Ex presidente da GM no Brasil, onde criou fábrica em Gravataí, RS, e dos carros que mudam a casca mantendo a base mecânica – Corsa, Celta, Ágile, Montana –,era consultor e foi nomeado membro do board Toyota. Há três meses determinaram-lhe acertar a marca na América Latina.Começou com alguns sustos, incluindo a conformação do Etios, a desmoralizante surra de vendas dada pelo estreante Hyundai HB 20, de marca chegante ao país fazendo produto mais  adequado  que o da Toyota, aqui há 55. Decepcionou-se com a reduzida centimetragem a ela dedicada por veículos e cadernos especializados relativamente às outras marcas, sinônimo de ociosidade, falta de norte e incompetência no relacionamento externo. 

Se, como afirmou, a Toyota negligenciou a América Latina, haverão coisas e gentes a ser mudados.

Quanto   
Etios
Versão                                   R$
Hatchback                                  29.990,00
Hatchback X                               32.790,00
Hatchback X com ar                    35.690,00
Hatchback XS                             38.990,00
Hatchback XLS                           42.490,00
Sedã X                                      36.590,00
Sedã X com ar                           39.490,00
Sedã XS                                    41.490,00
Sedã XLS:                                 44.990,00


Roda-a-Roda

Negócio – O interesse comum de Fiat e o VEBA, plano assistencial dos funcionários da Chrysler, básico ao renascimento da marca, fendeu com a vontade da Fiat, com 58.5% da Chrysler, comprar demais 41,5%, fundir empresas.

Hummm – Dificuldade estava em valorar as ações entre o antes e o agora, e o VEBA não aceitou a oferta da Fiat.  A italiana deve dar o primeiro passo: abrir o capital por IPO. Com ações na Bolsa, o VEBA pode vender as suas a preço de mercado, ou ceder parte à Fiat, detendo as restantes.

Brasil – Três brasileiros sinalizaram aquisição dentre os 918 Porsche 918, série especial a esgotar-se em si mesma. US$ 845 mil, lá. Aqui, para mais de R$ 5M.

Mudança ? – Desde o tempo de Enzo Ferrari, status na marca eram motores de 12 cilindros – outros eram apenas outros. Agora, a barreira legal em consumo e emissões, força ao downsizing, diminuição física e de cilindrada do motor, compensando potência pela uso de injeção direta, válvulas variáveis e turbo.

Caminho – Natural e prático seria usar motores V6 com turbo, de 3.0 e 3.8 litros, fazendo 325 e 523 cv, produção Maserati, também Fiat. A solução é boa em engenharia e legislação. Mas Ferrari sem 12 cilindros causa urticárias.

Opção - Ferraristas acreditam, Amedeo Felisa, CEO da marca, ao anunciar aplicar metade do orçamento de tecnologia no desenvolvimento de motores, tem solução pronta. E, na ponte para chegar aos V6, talvez um intermediário V8.

Prêmio – Fiat levou rede concessionária à Áustria. Colocar pilha para manter a liderança, dar injeção de ânimo, indicar novidades. Mais próxima, picape Strada cabine dupla, três portas, lançamento outubro.

Como – Coluna informou, a terceira porta fica à direita, abrindo em sentido suicida, e se arremata contra a dianteira. Abertas facilitam entrada e saída. Fechadas, encontro forma coluna B” estrutural.

Concorrência – Consumidores dirão, parece o insólito Veloster Hyundai, inexplicável veículo sugerindo cruza de VWs SP2 com Kombi. Solução das portas já foi praticada no Brasil em picapes da GM e da Ford.

Saveiro – O lançamento se antecipa ao da Volkswagen, versão Cabine Dupla do picape Saveiro, segunda em vendas, tentativa de ampliá-las e diminuir o espaço de vendas existente até o Strada, líder da categoria.

Segmento – Picapes pequenos são exclusividade brasileira e novo concorrente ano próximo. Baseado na robusta plataforma B90, frente parecida com o próximo retoque do Renault Duster. A questão hoje é: será Renault ou Nissan ?

Mais – Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, reviu projeções e aposta em recorde de produção em 2013. Espera crescer quase 12%, arranhando 3,9M de veículos neste exercício. Crescimento também puxa máquinas agrícolas. Bom sinal. Contraponto é a queda de 20% na venda dos importados.

Novata – Recém chegada, montada pela Dafra em Manaus, a italiana Ducati vendeu 105 unidades em agosto, - e 259 neste exercício. Quer abrir a manete e cravar 1.100 em 2013 - quase cinco vezes mais que a média atual.

Sabia ? - A Ducati, de picos tecnológicos como os comandos desmodrômicos de válvulas, foi comprada pela Audi para aprender os segredos de potência, baixo peso e construção com metais leves.


Lorena – II Encontro. Águas de Lindóia, 20/22, presentes Leon Lorena, criador da marca, e seus continuadores. Pioneiro esportivo em fibra de vidro, produzido por meia dúzia de empreendedores. Hoje o brasiliense Luiz Fernando Lapagesse o exumou e faz o maior movimento. 
Contato: helioherbert@uol.com.br





Gente – Fernando Campos, 72, jornalista, português, goiano. OOOO Assembléia Legislativa de Goiás sapecou-lhe título de cidadão. OOOO O luso melhor representa a atividade de escrever sobre automóveis no Goiás. OOOO Akio Toyoda, empresário, 100, passou. OOOO Herdeiro da Toyota comandou a internacionalização e atrevimento de participar do mercado dos EUA. OOOO Christian Buhlmann, comunicólogo, 23, Brasil. OOOO Era assistente da direção de comunicação mundial na matriz Volkswagen, agora no. 1 da área na Audi Brasil. OOOO Wladimir Melo, jornalista, mudança. OOOO Era BASF, mudou-se para a BMW. Fábrica e lançamento. OOOO Hetal Laligi, alemão, 40, promoção. OOOO Novo VP de Finanças e Controlling da Mercedes. OOOO Encerra as mudanças na diretoria da empresa. OOOO Já trabalhou no Brasil com olhos na América Latina. OOOO

Air bag, pioneiro foi o Fiat Tipo
A partir de primeiro de janeiro todos os automóveis e comerciais leves vendidos no mercado doméstico portarão, obrigatoriamente, air bags, almofadas de ar formadoras de barreira entre usuário e veículo, e o sistema anti bloqueio dos freios, o ABS. Hoje o percentual no segmento contendo-os ultrapassa 50%, em curva ascendente, provocada pela redução de custos, consciência do motorista, e disponibilidade no estoque dos concessionários.Pioneiro em utilizá-lo no Brasil foi o Fiat Tipo, de passagem breve e marcante – de 1993 a 1997. Importado, inaugurou, a sério, a descoberta da possibilidade de ter automóvel europeu moderno, equipado em nível de sedução aos consumidores: trio elétrico, estofamento em tecido alegre, dando sensação de maior área interna, chave para manobrista – sem acesso a porta luvas e porta malas – direção hidráulica, ar condicionado...  E, parte importante, preço final extremamente atrativo, cerca US$ 17 mil, bateu recordes de vendas. Maior deles, janeiro de 1995 mais vendido do país: quase 14 mil unidades e superou o VW Gol !

Fiat e GM, com Tipo e Vectra disputavam a primazia, espécie de marco no mercado brasileiro para exibir nivelamento entre consumidor brasileiro e o do exterior. A Fiat ganhou a corrida antecipando o oferecimento por único e solitário dia. Pouco como expressão numérica, muito como referencia institucional.A marca foi também a primeira a fazer pacotes com os dois sistemas agora obrigação legal, com preços atrativos para convencer os consumidores da importância da presença destes equipamentos para diminuir danos materiais, físicos, e salvar vidas.


ERRATA:

A nota Gente, na coluna 3813, informa o passamento de Akio Toyoda. Este está vivo e bem vivo.Quem passou foi o Eiji Toyota. peço desculpas.
Roberto Nasser