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sábado, 5 de outubro de 2013

Toyota vende 127.774 unidades em 2013 e estabelece novo recorde no Brasil


A Toyota divulgou os resultados de vendas do acumulado de janeiro a setembro de 2013. Os números mostram que foram vendidos 127.774 veículos no período, número superior ao total de emplacamentos de 2012, quando 113.718 mil unidades foram comercializadas. O resultado era, até então, o melhor da história da marca no Brasil.

Se comparado ao período de janeiro a setembro de 2013, as 127.774 unidades representam alta de 96%, já que nos primeiros nove meses do ano passado foram vendidos 64.937 veículos.O modelo compacto Etios, nas versões hatchback e sedã, foi o principal responsável pelo resultado com o total de 48.166 vendas. Em seguida aparecem Corolla, com 37.694 emplacamentos, Hilux, com 30.593 e SW4, com 8.611. O Prius, veículo híbrido da Toyota, contribuiu com 290 unidades.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Roberto Nasser - De carro por aí

edita@rnasser.com.br - 61.3225.5511 Coluna 3913  25.09.2013


O bem que a Toyota faz à Argentina
Com orgulho o governo argentino anunciou investimentos e planos não divulgados pela Toyota no Brasil. No parceiro do Mercosul a japonesa investirá 800M de dólares para receber a nova geração IMV de seus picapes Hi Lux e o utilitário esportivo SW4.Festa argentina não é pelo aporte, mas por sua missão. A Toyota de lá quer fazer 140 mil destes veículos após as obras em sua fábrica em Zárate, beirada de Buenos Aires. O volume é assemelhado à capacidade da marca em suas duas plantas brasileiras, onde faz Corolla e Civic, mas a diferença de propósitos é enorme. Num comparativo simploriamente numérico, o Brasil neste ano fará 143 mil veículos e exportará em torno de 26.500 – menos de 20% do total. No projeto argentino a relação é diferente. Das 140 mil unidades a ser produzidas, as exportações são projetadas em 110 mil, grosso modo 70%, destinando-se a suprir toda a América Latina, a começar pelo Brasil, cliente maior.

Ao tornar sua empresa base de abastecimento continental, a Toyota dá empregos diretos e indiretos. Seu projeto na Argentina é muito mais interessante para o país, relativamente á atuação da empresa no Brasil, mercado cinco vezes maior que o do vizinho. Projeta o governo de dona Cristina Kirchner, surfando na boa notícia em difícil época eleitoral, as exportações da Toyota em 2015 representarão 1,2B de dólares.Registro de crescimento, em 2005 a Toyota fazia circa 15.000 unidades anuais, crescendo quase 1.000% num período aproximado de 10 anos.

Cross, o próximo Etios
Tentando correr atrás do Hyundai HB20, sua referência de mercado, lançado em data próxima, mas de quem tomou surra desanimadora por má recepção, a Toyota insiste no Étios. Não pode desistir, não tem tempo hábil para mudanças externas. Ao lançamento, enquanto o HB20 escriturava filas, seu Etios sobrava na fábrica e nos revendedores, provocando crescentes descontos para desovar os imprevistos estoques, e um re lançamento disfarçado, corrigindo as críticas da imprensa e reclamações dos compradores. Além destas alterações a Toyota criou novidade para aproveitar o 13º salário, as festas de final de ano e as férias, quando a razão é usualmente embaçada pela emoção, e pretende aumentar vendas com a versão Cross.Nada novo ou criativo, segue o receituário criado pela Fiat, inventora do sub segmento, seguido com amplidão, mesclando a fórmula aviada pela dita coreana em sua versão S do HB20, e busca socorro no VW CrossFox, situando o carro no topo da tabela, e aplicando pintura sólida, mais barata que a metálica oferecida pelo HB20. 

Fórmula conhecida, pouco criativa, uma polegada a mais em distância livre ao solo, apliques de plástico nas laterais, revestimento no para choques frontal para sugerir ser peça resistente, arcos no teto, adesivos, spoiler, rodas aro 15”, em liga leve. Função prática, nenhuma e tão desconhecido quanto improvável ganho em performance para o sugerido pelo nome.
Furo pelo sítio Autoblog.ar, autor das fotos.

Roda-a-Roda

Finíssimo – Mercedes-Benz fechou o leque da Classe E – seu sedã médio – vendendo o E 63 AMG 4MATIC. Sopa de letras indica modelo, cilindrada do maior motor anteriormente oferecido, agora V8 e 5.500 cm3. AMG é ramo Mercedes de versões especiais.

4Matic – De tração total, 1/3, 2/3. Fórmula correta, valente com injeção direta, um turbo em cada lado do V. Faz 557 cv de potência, torque camional, circa 70 quilos, câmbio automático 7v, de 0 a 100 km/h em 3,7s. Corta a 250 km/h.

Técnica - Para te-lo com segurança, monumental pacote de desenvolvimento mecânico e segurança eletrônica. Turbos soldados ao coletor de admissão, compactando o motor. A pleno giram a 185 mil rpm e sopram 1.750 kg de ar/h.

Acerto - Carro, motor, transmissão, suspensão reguláveis por botão, a gosto do condutor – economia, performance, conforto... Aro 19”, talas 9 e 9,5” na traseira. US$ 246 mil.

É ele – Materializou-se o protótipo do mini Jeep, sobre a plataforma longa de Fiat 500.Tratam;no informalmente Jeepster – carro alegre sobre plataforma de Rural, quase produzido no Brasil. Mini utilitário esportivo da Fiat poderá ser pernambucano.

Enzima – Anúncio da Audi do fazer sedã A3 e utilitário esportivo Q3; obras e contratação de pessoal pela BMW; acicatam Mercedes a fechar contas para nova fábrica a sedã CLA e suv GLA. Duas regiões disputam: Campinas, SP – não é a antiga fábrica de ônibus Mercedes -, e Joinville, SC. Definição em dias.

Adeus – Série Last Edition, final da Kombi, enfeitada, duas cores, a R$ 85 mil, definida em 600 unidades, dobrou. Demanda eleva a 1.200. 100% de erro na previsão – lembra os exatos cálculos federais nos micados leilões da BR262 e exploração do Pre Sal no campo de Libra...

Razões – Trato de veículo de coleção. Aos locais, lembrança dos tempos de implantação da indústria automobilística, 1957. A estrangeiros ecos do passado. Nossa Kombi é o modelo T1 e ½. A atual é a Transporter 6ª geração.

Referência – Para a Coluna acaba a Regra de Três da realidade de preços. A Kombi permitia olhar o passado, comparar seus valores com Aero Willys, Simca, Gálaxie, Opala, Santana, Tempra, sucessores, saber da relatividade neste país sem referências.

Lá – Renault anunciou investimentos na Argentina, quinto mercado da marca, buscando voltar a liderar vendas. Diz o governo, redesenho de modelos – Kangoo e Fluence -, chegada de novos – hatch  Fluence -, e novos automóveis e utilitários. Argentina quer exportar à América Latina. Brasil maior cliente.

Impasse – Freio no anúncio do aplicar R$ 2,5B pela GM, para novo carro compacto em São José dos Campos, SP. Cizânia com metalúrgicos da região gerou Quebra pau resultando fórmula perdedora: transformou o Corsa Classic em Zumbi, morto pela fábrica, mas em produção para esticar o acordo enquanto rola um programa de demissões voluntárias.

Carrinho do Rio – Confusão com mão de obra e acordo com a Peugeot podem mudar local e produto. Seria em plataforma comum na fábrica francesa em Porto Real, RJ, na mesma Dutra, 140 km em direção norte. E sem problemas.

Por anotar – Curioso, ano pré eleitoral, marketing em lugar de ações construtivas, nem governador de SP ou Rio, ou candidatos a Presidente, ajudam em decisão. É ocasião em tempos de fazer festa com foguete alheio.

Sem carro – Mais um Dia Mundial Sem Carro, ganha adeptos, mas não ganha soluções, nem agentes oficiais, ou projeto para se tornar realidade no substituir o uso do carro por opções, como as bicicletas, a sangue ou elétricas. Em Brasília, bicicleata com patrocínio do Denatran. Apenas festiva.

Tentativa – A Caloi, ex-nacional, faz campanha digital. Neste ano, irônica, foi “Apoiamos a criação de carros em cativeiro”. Exibe carros atrás das grades das casas e prédios, feras que não podem conviver com a sociedade, e fomenta uso de bicicletas. Em (www.caloi.com); Youtube (http://youtu.be/VcWyiA3cgow), Face (www.facebook.com/MovimentoCaloi).

Sim – Fernando Scherer, nadador, contratado pela Chery, chinesa chegante, para anunciar Celer e QQ, em liquidação por respectivos R$ 29.990 e 19.990.


Linha - Inglesa de origem, controlada por fundos de investimento, Aston Martin faz campanha para valorizar usados, melhorar demanda, valor, distância a modelo novo.


E daí ... ? - Em anúncio, moça de ótima distribuição de massas e volumes, em sensual descompromisso, ao lado de pequeno texto: “Você sabe que não foi o primeiro. Mas isto realmente importa ? “


Mão no bolso – Em corte de despesas GM fechou todos os escritórios regionais. Executivos trabalharão em casa. Em Brasília, exceção, sala pequena para acompanhar ações no governo. Vendas 2014 dirão dos resultados.

Misto quente – O furgão Fiorino vai-se com o Mille. Substituto exclusivo na Fiat Br, emenda novo Uno, até Coluna B, a meia plataforma do picape Strada, reforçado, eixo traseiro para trabalho, mola mono folha semi elíptica longitudinal.+ - Fiorino lidera segmento ante concorrentes Renault, Peugeot e Citroën. A parte Strada permitirá mais carga, com mudança do motor: 1.4 Fire, recalibrado a melhor torque em baixas rotações e uns 85 cv. Novembro.

Corrida – Mudanças por fatias dos clientes Kombi, mercado presenteado aos chineses. Resta saber se aguentam o tranco.

Rede - Chinesas buscam regiões de boa renda para implantar revendas. Em Ribeirão Preto, SP, Saucer Motos é Lifan. Vender novo SUV X60 e assistir aos não mais importados 320 e 620, novos micos.

Mais – Em Itu, próxima a S Paulo, revendedor Michelin inaugura Tool Motors, da recente Rely, com picape e van. Em 60 dias, Sorocaba.

Mercado – Ofertas, atrações, promoções para fomentar vendas no final do ano, unidades 2012 – de algumas marcas -, ou 2013, para livrar-se de estoque.

Conselho – Vai comprar? Informe;se, evite carro descontinuado. Se nacional barato, veja só com air bags, almofadas de ar, e ABS. Sem, nada feito. Obrigatórios após janeiro, à hora de vender, sem eles será mico sem liquidez. Ninguém quererá.

Mais uma – Nova revista de motos, a Motosport, abordagem elegante. Da Market Press Editora, no mercado desde 1994, equipe especializada.

Foco – A usuários de motos grandes, maior crescimento no mercado, conteúdo à altura, projeto gráfico, valor à fotografia, medidas de revista de mesa. Edu Viotti, editor, faz revista sobre vinhos, é ex-veículos na Folha de São Paulo.

Registro – Há tempo a Editora Sisal analisou o mercado, público, e aferiu: o segmento das motos de trabalho arrasava os demais. Fez revista adequada a usuários das Honda CG 125 e que-tais. Levou tremenda trombada, não vendeu: tal público não consome leitura e informação.

Nacional – Orbived, novo selante de silicone auto vulcanizável, substitui juntas de papel velumóide, cortiça e feltro usadas para juntar, selar, calafetar, encher espaços entre superfícies - bombas d’água, de óleo, e nos antigos, de gasolina.

E, ... – De R$ 5 e R$ 8 no varejo, e em três cores. Vermelha resiste mais. 

Aula – Lembra antiga Revista Sesinho: diverte, instrui, educa. É a Autoclasica, maior exposição de veículos antigos no Continente, em Buenos Aires, 11 a 14 de outubro, segunda, feriado lá. Brasileirada visitante em peso. Previsão 800 veículos superiores. Aston, Lamborghini, Porsche 911, Mercedes Pagoda, e Chevrolet Corvette homenageados por aniversários. Da terra, Sport Protótipos.

Gente – Vilmar Fistarol, CEO de compras das empresas Fiat e membro do Grupo Gestor da matriz, trabalho. OOOO Incorpora presidência da Fiat Industrial, guarda chuva para Case Construction, Case IH, New Holland, FPT e Iveco na América do Sul. OOOO Buraco aberto pela saída ab rupta de Marco Mazzu, há menos de ano no cargo, por razões pessoais, incertas, não sabidas. OOOO Fistarol chegou à Fiat em jipe Campagnola, engatou a primeira reduzida e, em 22 anos tem invejável cartel de resultados nacionais e internacionais. OOOO Havendo bolsa de apostas à sucessão de Cledorvino Belini, hoje capo di tutti capi abaixo do Equador, banque-o.  OOOO Rogério Louro, 36, jornalista, nova mesa. OOOO Deixou a PSA, holding Peugeot+Citroën, foi-se para a Nissan. Gerência. OOOO A japonesa muda sua estrutura para crescer. OOOO Wolfgang Hatz, 54, e Uwe-Karsten Städter, 57, alemães, executivos, mantidos. OOOO Porsche esticou por cinco anos seus contratos como diretores. OOOO Razões maiores, manter condições de alinhar-se, sem inibição tecnológica, com a Volkswagen, controladora do grupo. OOOO Na prática, crescer sem ser assunto na briga dos primos acionistas majoritários – Porsche na Porsche, e Piech, na Volkswagen, acionistas um na outra. OOOO Família poderosa. OOOO


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Roberto Nasser - De carro por aí



edita@rnasser.com.br - 61.3225.5511 Coluna 3813  18.09.2013


Audi anuncia fábrica, A3 e uso de motor Volks 1.4
Com direito a audiência com a Presidente Dilma Roussef em dia de decisão de não viajar aos EUA em protesto à arapongagem estadunidense sobre nossos assuntos, Rupert Stadler, presidente da Audi mundial, com Bernd Martens, membro do Conselho e autoridade sobre Jörg Hofmann, presidente da Audi Brasil anunciaram a produção do sedã Audi A3 no segundo semestre de 2015, e do utilitário esportivo Q3 no primeiro trimestre de 2016. Investirá 150M de Euros para produção na fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais, Pr. Volkswagen e Audi pertencem ao mesmo grupo, facilitando uso de instalações e efetivar processos comuns.A produção dos Audi será paralela à ainda não anunciada do Golf 7ª. geração, sobre a mesma plataforma flexível. Na entrevista, informação do motor VW 1.4 TSI – duplo comando de válvulas, injeção direta, turbo -, flex equipando o Q3, como o fará para o Golf 7. Tal engenho será produzido pela VW em São Carlos, SP, e seu uso auxiliará cumprir os flexíveis índices de nacionalização.
Internacionalizar-se tem sido caminho para fabricantes europeus, ainda no rastro da quebra estadunidense, e neste ano, pela primeira vez, do milhão e meio de Audis produzidos, mais de metade será vendida fora da Europa. Os mercados em desenvolvimento, em especial China, Índia, Russia, Brasil e África do Sul, tem merecido atenções pelas respostas em vendas e lucros. O Brasil é o último a ver a Audi surfar na onda, e a explicação era o aguardar a chegada do novo Golf e sua plataforma moderna.

Dado curioso é a relação entre os 150M de Euros anunciados como investimento, e as providências simplórias de fazer galpão, equipamentos para montagem e ampliação do setor de pintura atendendo às duas marcas. Para desenvolvimento de fornecedores, Bernd Martens, que morou no Brasil, fala português, e quem estará adstrita a operação, buscou auxílio com a Volkswagen, que dedicou uma equipe para auxiliar.Última das alemãs a subir ao barco do mercado nacional, seus produtos suprirão, de princípio, mercado doméstico e América Latina. Briga alemã transcende às fronteiras pátrias. BMW já movimenta terra para galpões industriais em Santa Catarina, e Mercedes definiu – como a Coluna antecipou mundialmente – aqui fazer o recém lançado sedã CLA e o utilitário esportivo GLA. Não escolheu local. O condicionamento externo, a busca por mercados, e a regras cerceadoras aos importados, como o elevado imposto de 35%, mais IPI e o Super IPI de 30 pontos sobre o primeiro, provocam decisões sobre o futuro. As alemãs bancam a vinda agora para garantir vendas num mercado crescente.


Um tranco para pegar
A Toyota do Brasil deu uma travada e um empurrão no Etios, buscando superar a má impressão de acabamento deficiente, projeto desidioso, e preço fora do mercado, resultando em constantes descontos para induzir as  poucas vendas e afastar o rótulo de mico. Tem nova série 2014.Não poderia mudar o carro, reconhecendo oficialmente o erro na conformação do produto, optando pelo disfarçado relançamento e pequenas intervenções, nos revestimentos, e pintar o painel em preto. O Etios sofre problema genético de difícil cura. Foi desenvolvido para a Índia, mercado novato, sem amadurecimento, e com a característica da mão inversa, a inglesa. Na transformação para o Brasil, mercado com maior vivência com automóvel e maior exigência, mudaram o lado do volante mas, por economia ou empáfia deixaram quietas as tomadas de ar, agora dirigidas ao passageiro, e não melhoraram o padrão interno. 

Nova série, uso do motor 1500 cm3 na versão XS, confusa lista de versões, preços maiores marcam o recomeçoNão se sabe se o tentativo resgate do mico tenha mão e ordem de Mark Hogan. Ex presidente da GM no Brasil, onde criou fábrica em Gravataí, RS, e dos carros que mudam a casca mantendo a base mecânica – Corsa, Celta, Ágile, Montana –,era consultor e foi nomeado membro do board Toyota. Há três meses determinaram-lhe acertar a marca na América Latina.Começou com alguns sustos, incluindo a conformação do Etios, a desmoralizante surra de vendas dada pelo estreante Hyundai HB 20, de marca chegante ao país fazendo produto mais  adequado  que o da Toyota, aqui há 55. Decepcionou-se com a reduzida centimetragem a ela dedicada por veículos e cadernos especializados relativamente às outras marcas, sinônimo de ociosidade, falta de norte e incompetência no relacionamento externo. 

Se, como afirmou, a Toyota negligenciou a América Latina, haverão coisas e gentes a ser mudados.

Quanto   
Etios
Versão                                   R$
Hatchback                                  29.990,00
Hatchback X                               32.790,00
Hatchback X com ar                    35.690,00
Hatchback XS                             38.990,00
Hatchback XLS                           42.490,00
Sedã X                                      36.590,00
Sedã X com ar                           39.490,00
Sedã XS                                    41.490,00
Sedã XLS:                                 44.990,00


Roda-a-Roda

Negócio – O interesse comum de Fiat e o VEBA, plano assistencial dos funcionários da Chrysler, básico ao renascimento da marca, fendeu com a vontade da Fiat, com 58.5% da Chrysler, comprar demais 41,5%, fundir empresas.

Hummm – Dificuldade estava em valorar as ações entre o antes e o agora, e o VEBA não aceitou a oferta da Fiat.  A italiana deve dar o primeiro passo: abrir o capital por IPO. Com ações na Bolsa, o VEBA pode vender as suas a preço de mercado, ou ceder parte à Fiat, detendo as restantes.

Brasil – Três brasileiros sinalizaram aquisição dentre os 918 Porsche 918, série especial a esgotar-se em si mesma. US$ 845 mil, lá. Aqui, para mais de R$ 5M.

Mudança ? – Desde o tempo de Enzo Ferrari, status na marca eram motores de 12 cilindros – outros eram apenas outros. Agora, a barreira legal em consumo e emissões, força ao downsizing, diminuição física e de cilindrada do motor, compensando potência pela uso de injeção direta, válvulas variáveis e turbo.

Caminho – Natural e prático seria usar motores V6 com turbo, de 3.0 e 3.8 litros, fazendo 325 e 523 cv, produção Maserati, também Fiat. A solução é boa em engenharia e legislação. Mas Ferrari sem 12 cilindros causa urticárias.

Opção - Ferraristas acreditam, Amedeo Felisa, CEO da marca, ao anunciar aplicar metade do orçamento de tecnologia no desenvolvimento de motores, tem solução pronta. E, na ponte para chegar aos V6, talvez um intermediário V8.

Prêmio – Fiat levou rede concessionária à Áustria. Colocar pilha para manter a liderança, dar injeção de ânimo, indicar novidades. Mais próxima, picape Strada cabine dupla, três portas, lançamento outubro.

Como – Coluna informou, a terceira porta fica à direita, abrindo em sentido suicida, e se arremata contra a dianteira. Abertas facilitam entrada e saída. Fechadas, encontro forma coluna B” estrutural.

Concorrência – Consumidores dirão, parece o insólito Veloster Hyundai, inexplicável veículo sugerindo cruza de VWs SP2 com Kombi. Solução das portas já foi praticada no Brasil em picapes da GM e da Ford.

Saveiro – O lançamento se antecipa ao da Volkswagen, versão Cabine Dupla do picape Saveiro, segunda em vendas, tentativa de ampliá-las e diminuir o espaço de vendas existente até o Strada, líder da categoria.

Segmento – Picapes pequenos são exclusividade brasileira e novo concorrente ano próximo. Baseado na robusta plataforma B90, frente parecida com o próximo retoque do Renault Duster. A questão hoje é: será Renault ou Nissan ?

Mais – Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, reviu projeções e aposta em recorde de produção em 2013. Espera crescer quase 12%, arranhando 3,9M de veículos neste exercício. Crescimento também puxa máquinas agrícolas. Bom sinal. Contraponto é a queda de 20% na venda dos importados.

Novata – Recém chegada, montada pela Dafra em Manaus, a italiana Ducati vendeu 105 unidades em agosto, - e 259 neste exercício. Quer abrir a manete e cravar 1.100 em 2013 - quase cinco vezes mais que a média atual.

Sabia ? - A Ducati, de picos tecnológicos como os comandos desmodrômicos de válvulas, foi comprada pela Audi para aprender os segredos de potência, baixo peso e construção com metais leves.


Lorena – II Encontro. Águas de Lindóia, 20/22, presentes Leon Lorena, criador da marca, e seus continuadores. Pioneiro esportivo em fibra de vidro, produzido por meia dúzia de empreendedores. Hoje o brasiliense Luiz Fernando Lapagesse o exumou e faz o maior movimento. 
Contato: helioherbert@uol.com.br





Gente – Fernando Campos, 72, jornalista, português, goiano. OOOO Assembléia Legislativa de Goiás sapecou-lhe título de cidadão. OOOO O luso melhor representa a atividade de escrever sobre automóveis no Goiás. OOOO Akio Toyoda, empresário, 100, passou. OOOO Herdeiro da Toyota comandou a internacionalização e atrevimento de participar do mercado dos EUA. OOOO Christian Buhlmann, comunicólogo, 23, Brasil. OOOO Era assistente da direção de comunicação mundial na matriz Volkswagen, agora no. 1 da área na Audi Brasil. OOOO Wladimir Melo, jornalista, mudança. OOOO Era BASF, mudou-se para a BMW. Fábrica e lançamento. OOOO Hetal Laligi, alemão, 40, promoção. OOOO Novo VP de Finanças e Controlling da Mercedes. OOOO Encerra as mudanças na diretoria da empresa. OOOO Já trabalhou no Brasil com olhos na América Latina. OOOO

Air bag, pioneiro foi o Fiat Tipo
A partir de primeiro de janeiro todos os automóveis e comerciais leves vendidos no mercado doméstico portarão, obrigatoriamente, air bags, almofadas de ar formadoras de barreira entre usuário e veículo, e o sistema anti bloqueio dos freios, o ABS. Hoje o percentual no segmento contendo-os ultrapassa 50%, em curva ascendente, provocada pela redução de custos, consciência do motorista, e disponibilidade no estoque dos concessionários.Pioneiro em utilizá-lo no Brasil foi o Fiat Tipo, de passagem breve e marcante – de 1993 a 1997. Importado, inaugurou, a sério, a descoberta da possibilidade de ter automóvel europeu moderno, equipado em nível de sedução aos consumidores: trio elétrico, estofamento em tecido alegre, dando sensação de maior área interna, chave para manobrista – sem acesso a porta luvas e porta malas – direção hidráulica, ar condicionado...  E, parte importante, preço final extremamente atrativo, cerca US$ 17 mil, bateu recordes de vendas. Maior deles, janeiro de 1995 mais vendido do país: quase 14 mil unidades e superou o VW Gol !

Fiat e GM, com Tipo e Vectra disputavam a primazia, espécie de marco no mercado brasileiro para exibir nivelamento entre consumidor brasileiro e o do exterior. A Fiat ganhou a corrida antecipando o oferecimento por único e solitário dia. Pouco como expressão numérica, muito como referencia institucional.A marca foi também a primeira a fazer pacotes com os dois sistemas agora obrigação legal, com preços atrativos para convencer os consumidores da importância da presença destes equipamentos para diminuir danos materiais, físicos, e salvar vidas.


ERRATA:

A nota Gente, na coluna 3813, informa o passamento de Akio Toyoda. Este está vivo e bem vivo.Quem passou foi o Eiji Toyota. peço desculpas.
Roberto Nasser



quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Roberto Nasser - De carro por aí


edita@rnasser.com.br - 61.3225.5511 Coluna 3313-14.08.2013


Que quer o novo Citroën C4 agora chamado Lounge ?
Com abertura de pré vendas dia 20 de agosto e vendas com entregas aos 22 de setembro - a data pode ser mudada pois coincide com o dia mundial sem uso de automóvel -, o substituto do C4 Pallas quer concorrer com os japoneses Toyota Corolla, Honda Civic, Mitsubishi Lancer; coreano Elantra; alemão VW; com argentino e próximo Ford Focus; GM Cruze; e primo Peugeot 408, todos frequentadores da fatia dos sedãs médios no mercado nacional. Francesco Abbruzesi,  italiano, diretor geral da marca no Brasil, não apresenta números, mas aposta que duas dentre as três versões de decoração serão as mais demandadas. Tendance, intermediária, motor 2.0, câmbio mecânico – R$ 62.500 - ou automático, de R$ 67.000 e Exclusive, com motor 1.6 com turbo, automático, a R$ 72.500. Versão de entrada a R$ 60 mil e de topo a R$ 78 mil. Argumenta entre novidade, formulação, conteúdo e preço. Como enfatiza, é o turbo mais barato do Brasil. Afirmativa coerente, não apenas pela palavra Turbo e seu fetiche, mas pelo bom resultado oferecido pelo motor que o recebe, o THP – publicitariamente iniciais do equivalente termo inglês de Turbo de Alta Pressão. Mesma a quem não saiba especificamente do que se trata, se é turbo é bom e se a pressão é alta, melhor ainda.

Como é
Considerado a partir de suas linhas, harmônicas, frente bem assinalada pela logo que separa capô de para choques, é peculiar, dando forma concreta à filosofia do grupo PSA, francês, controlador das marcas Citroën e Peugeot. Com quedas de vendas e problemas de caixa na Europa, a PSA decidiu apostar em mercados externos. Vem conseguindo bons resultados, com mais vendas mundiais que européias. Tal mudança despadronizou os veículos, pela criação de linhas paralelas – para europeus um tipo de modelo; para mercados emergentes, especialmente Rússia, China e Brasil, outros.O C4  chamado Lounge exclusivamente no Brasil – nos outros países C4 L – e há pequenas diferenças entre eles, traçada entre entendimentos e divergências com as equipes de design da empresa, incluindo palpites dos 15 profissionais deste ramo  do PSA Latin America Tech Center. 

Lounge, no linguajar dos nossos frequentadores de Miami significando área de conforto, quer remeter à maior distância entre eixos entre os concorrentes e, daí, a capacidade de bem receber os passageiros dos bancos dianteiro e traseiro – neste, a possibilidade de reclinar o encosto em até 29 graus. Há caracterização local, com o trato da suspensão para resistir à aspereza, agruras, irregularidades, desníveis e buracos das ruas e estradas nacionais, a capacidade de queimar gasálcool sem danos pelo motor 1.6 THP, e ter habilidade flex no 2.0. É atualizado com as tecnologias e confortos, desde o uso contido de 2 bolsas de ar na versão de entrada, crescendo até seis nas superiores, até a aplicação de sistema Keyless, que permite abrir e fechar o carro tendo a chave por perto, ligar e desligar por botão, piscas nos retrovisores externos, sistema de navegação com tela de 7 polegadas, de som  Arkamys, câmera de ré, faróis bi xênon auto direcionais, teto solar eletrônico, ar condicionado bi zone. Serão sete as cores, e as rodas em liga leve, tampando os freios a disco nas 4 rodas com auxiliares eletrônicos, como ABS e AFU, podem ser em aros 16 ou 17”.

A motorização, como dito, é 2.0, 4 cilindros, 16 válvulas, bloco em alumínio, com VVT para variação da abertura das válvulas e ganho de dirigibilidade. O motor 2.0 tem excelente dosagem de torque, 21,7 kgfm a álcool e  20,2 kgfm a gasálcool garantindo capacidade de andar em rotações baixas sem necessidade de mudar de marchas para passar sobre algum dos múltiplos quebra molas que depõem contra a competência técnica dos Detrans e DERs. O motor THP foi finalmente reconhecido pela PSA como sendo produto de desenvolvimento comum com a BMW e com produção pela PSA – antes batia pé que era seu -, faz 165 cv de potência, mas sua grande diferença, imediatamente perceptível, são os 24,5 kgmf de torque em baixas rotações, com rápidas acelerações: parado a 100 km/h em 8,8 s.A suspensão traseira é pobre com eixo rígido. Dianteira por pseudo Mc Pherson – o adjetivo descreve um desenvolvimento tecnológico e não, como pode parecer, uma intervenção tipo genérica. A transmissão mecânica tem seis velocidades, mesma quantidade da caixa de automática desenvolvida pela japonesa Aisin, com mudança sequencial – a mudança, feita na alavanca, e a falta de trava de ré, permitem o engano do engate da Ré, e os danos daí recorrentes. Direção eletro hidráulica.

Argumentos paralelos de venda, garantia de 3 anos e revisões com preços contidos.

O Logan – e Etios, Versa, Cobalt - da Honda
Acabou a dúvida sobre o produto a ser feito na nova fábrica que a Honda inicia construir em Itirapina, SP. Com capacidade inicial instalada de 120 mil unidades anuais – idêntica à de sua fábrica em Sumaré, próxima a Campinas, SP – a nova instalação está dimensionada para produzir a plataforma de Fit/City. Mas não serão estes veículos, em vias de substituição, que cruzarão seus portões, mas uma linha de menor completude, simplificada, de construção econômica para ter preço final menor. Ela utilizará a atual base mecânica da família Fit e City e sobre ela construirá um veículo para ser sua primeira opção de mercado. A grosso modo a repetição do caminho aberto pela Renault com Logan, seguida por Nissan e Versa, GM e Cobalt. A fórmula é uma evolução do que se fez no Brasil, lançando carros de nova geração, porém mantendo o modelo antigo em produção. A atual fórmula é um pouco mais evoluída: utiliza a base mecânica, completa ou em partes existentes, cujo desenvolvimento já está pago, inteiramente amortizadas e, em lugar de manda-las ao ferro velho, mantém-na em produção, vestindo-a com carroceria diferente, decoração simplificada, para conseguir vender a preço inferior ao dos outros produtos, de conceitos, medidas e linhas mais modernas. Exemplo fático no pedaço é o Chevrolet Agile, montado sobre a plataforma cansada do Celta de 1994.

Em negócio de olhos puxados, poder-se-ia dizer que a Honda segue a líder Toyota, cujo representante neste segmento é o atualmente mal sucedido Etios. Mas a Honda quererá apenas a parte boa e deve aproveitar a lição para dar melhor forma à proposta mal aviada pela Toyota, que trouxe um produto feito para o mercado indiano e, apenas passando para a esquerda o volante antes situado à direita, abusando dos plásticos de má qualidade e ajuste, além ofensiva demonstração de como pouco se importa com o consumidor nacional, economizando em não mudar a posição das saídas de ar para motorista, mantendo-a como seu projeto, dirigidas a quem ocupa o banco frontal dianteiro.Industrialmente o novo produto, ainda sem nome, será feito sobre a plataforma dos atuais Fit e City. Seus novos modelos serão lançados brevemente, logo seguidos por um pequeno utilitário esportivo, variação sobre a nova plataforma. As novidades devem provocar um arranjo de logística na Honda, entre as fábricas brasileira no Sumaré, e argentina, em Campana, a uns 100 km de Buenos Aires. Possivelmente para lá será enviada a produção do City, num processo de complementariedade industrial entre peças. Para tanto é de se projetar um arranjo de construção, dividindo operações com a fábrica que a Honda mantém em Campanha, uns 100 km ao norte de Buenos Aires.

A nova linha a ser vendida a partir de novembro de 2014 em Itirapina terá, inicialmente, hatch e sedã, dentro da fórmula econômica já adotada por outras fabricantes e se inspirará em produtos de menor preço da Honda, os aqui desconhecidos tailandeses Brio e Amaze, cujo partido de projeto é o mesmo da Toyota – para clientes de mercados emergentes, compradores sem vivência para exigir receber um bom produto em troca de seu contato dinheirinho.A Honda aplicará R$ 1B na nova instalação industrial e quer fazer lançamento em setembro de 2014.

Transporte quase supersônico, projeto grátis
Já imaginou fazer uma viagem entre, por exemplo, Belo Horizonte e Brasília em 40 minutos, e por projetados R$ 50 ? E voltar pelo mesmo preço ? Já viu, não é passagem promocional em avião – até por que estas valem para apenas um trecho – mas numa proposta fática de Elon Musk, milionário sul africano e bem sucedido empresário nos EUA – acionista maior da fábrica de carros elétricos Tesla, criador do sistema de pagamento Paypal, presidente da Space X, fabricante de foguetes espaciais. O projeto leva o nome de Hyperloop e é, simploriamente um tubo elevado por pilares, em cujo interior a pressão muito baixa permitiria viagem de dezenas de cápsulas viajassem suspensas, cada uma com pequeno número de 28 passageiros, em poltronas reclinadas - para garantir a baixa altura da cápsula.Curiosamente o milionário encomendou, desenvolveu, pagou, mas não irá implantar o projeto, inicialmente idealizado para uma linha californiana passado em seu quintal e ligando Los Angeles a San Francisco. 

Feitos os cálculos definiu-se que o projeto sairia por US 6B para instalar dois Hiperloops – um em cada sentido – contra US 70B de projetado trem bala para o mesmo projeto. Alegando necessidade de dedicação a seus outros negócios - o dos carros elétricos Tesla está acelerando - abre mão do interesse. Colocou na Internet, projeto completo, disponível a quem pretenda implantá-lo.Não pense será impossível para o Brasil, exatamente porque as obras nacionais tem a característica de serem recordistas mundiais em preço elevado, em grande rede de benesses a ampla lista de periféricos formais ou não, apenas porque o sistema é gratuito e de implantação barata. Nossos políticos, fora e dentro do governo são inventivos, criativos, inimputáveis. Saberão viabilizá-lo. Quer ver ? Está em www.spacex.com/sites/spacex/files/hyperloop_alpha-20130812.pdf

Roda-a-Roda

Atrás – Construtora de carros com a racional tração dianteira, a Toyota estuda criar novo esportivo para dar referência à marca, como o fizeram o Supra, o MR2 e o Celica. Usavam motor frontal e tração traseira, sistema responsável pela melhor distribuição de pesos. A decisão da Toyota em assumir a liderança mundial de vendas sugere criar ícones esportivos. Seu engenheiro chefe, Tetsuya Tada, revelou planos de para veículos três portes, todos com objetivos claros: tração traseira e preço inferior a US$ 20 mil – uns R$ 46 mil. Conceito será mostrado no Salão de Frankfurt, setembro, dá corpo à ideia.

À frente – A Jaguar rascunha o projeto de nova família de produtos, menor, mais leve, com tração dianteira. A explicação para a mudança – a marca nunca teve carro com tração apenas nas rodas frontais – tem base legal. A regulamentação de consumo de gasolina na Europa estabeleceu 54.5 milhas por galão em 2025 – uns 24,20 km/litro – e tal medida é aferida sobre o consumo global dos carros da marca. Assim, fórmula natural é a de fazer novos carros mais econômicos, menores, para elevar a média de gasto. Como a novidade exige muito investimento, é possível que o desenvolvimento seja em comum com outra marca, um cruzamento de Jaguar.

Provocação – Do Editor para instigar leitores Alfistas, clamando pela volta da marca ao mercado nacional e, a grosso modo, argumentam pelo fato de a Argentina fazer a importação, enquanto no Brasil a definição para o retorno da marca ser constantemente adiado.No vizinho país a Centro Milano, nova representante da marca lançou promoção de leasing do modelo Giulietta Distinctive, motor 1.4 TJet, 170 cv. Leasing com opção de compra ao final do contrato. Prazo de 48 meses, valor residual de 25%. Em reais, para idéia, entrada de uns R$ 33 mil -, prestações mensais de aproximados R$ 2.000 e finais R$ 26.000 para quitar e se tornar proprietário – ou devolver o automóvel à financeira.


Questão – Dúvida levantada internacionalmente sobre aquisição de Tungstêniio, metal muito utilizado industrialmente, de telas em LCD a coisas brutas como virabrequim de motores. 85% da produção é chinesa e lá consumida. Outros países valem-se de outros fornecedores, como a Colômbia. E aí surge a questão ético-industrial-econômica: o tungstênio colombiano é minerado pela FARC – Força Armada Revolucionária da Colômbia – vendido para arrecadar fundos para sustentar a guerrilha terrorista. Compradores são as grandes fabricantes, Volkswagen, BMW, Ferrari …. que por política interna selecionam fornecedores apenas entre fontes limpas e legais. Entretanto, um levantamento feito pela agência econômica Bloomberg indica ser impossível separar o que provém de operações econômicas normais, e o percentual fornecido pelo terrorismo.

Fomento – A Ford está em pleno gás promocional. Para apresentar seus novos produtos. Fusion 2.5 Flex a clientes de voos, em acordo com a Airport Park, nas proximidades de Guarulhos, oferecendo a todos os usuários deslocar-se para o Aeroporto dirigindo o automóvel. Coisa rápida, fugaz, mas faz a apresentação do produto e instiga melhor conhece-lo.Para New Fiesta, se um cliente fizer locação de unidade completa, com transmissão automatizada Powershift, por dois dias, na locadora Hertz, a Ford oferece o terceiro graciosamente. Parte do princípio que, quem dirigir, compra.

Sem noção – Anúncio do novo Fiesta coloca-o em peripécias como carro dirigido por policial em caça a meliantes e, no pega, destrói-se por capotamento o carro dos bandidos, um Dodge Charger. Quem fez não gosta de automóveis. Quem gosta não os destrói, muito menos uma boa referência da indústria nacional, e de poucos exemplares remanescentes, para fazer um anúncio fugaz, é falta de noção.

Idem - Mal formulada, mal apresentada, poucas vendas, tentativa de elevar vendas através de mal sucedida redução de preço. Junto com o Toyota Etios, a dupla de micos no mercado. Para nova tentativa diz-se, a GM re lançará a sua camioneta TrailBlaser. Retoques, motorização, preço menor. A Toyota reza no mesmo caderno: reduziu o preço, e reacerta o carro, lançando a versão corrigida no mercado argentino, abrindo prazo para apresentar as correções ao consumidor brasileiro, evitando o rótulo de re lançamento.

Ônibus - A Mercedes-Benz no Brasil fornecerá 134 chassis de ônibus para o sistema de transporte urbano BRT em Johanesburg, África do Sul. As carrocerias serão Marcopolo, multinacional brasileira de ônibus com filial na cidade. A expertise da filial brasileira em adaptar sistemas de direção para a chamada Mão Inglesa - fluxo pelo lado esquerdo -, e a vivencia com o sistema capaz de baixar o piso dos ônibus – o ajoelhamento – determinou a escolha. A Marcopolo acaba de comemorar a produção do ônibus 50o. mil.

Sem esta – Tribunal Regional Federal da 1a. Região, em Brasília, deu provimento a Mandado de Segurança Coletivo interposto pelo Sindicato de Concessionários e Distribuidores de veículos em Brasília, contra decisão do CREA/DF – entidade corporativa de engenheiros –, que determinava a exigência de as concessionárias contar com um engenheiro mecânico. Cabe recurso. Em Brasília, há alguns anos, tentou-se medida assemelhada com entidade sindical impondo a exigência de as gráficas terem um jornalista para revisar os impressos. Também não colou.

História – Programa de televisão que mescla temas atuais com referencias históricas, o sítio Memória Motordará destaque aos vídeos e fotos de competições antigas de automóveis e motos. Criação do ex piloto de motos e jornalista João Mendes, transformar-se-á em rico arquivo a pesquisadores das competições cariocas. Detalhes, www.memoriamotor.com.br. O programa também apresentará os vídeos releases de novos lançamentos da indústria.

Mão de obra – Para quem gosta de dirigir rapidamente e quer faze-lo de maneira certa, o curso Mitsubiishi Racing Experience e a Premium Racing School, ambas fomentadas pela marca no autódromo particular Velo Cittá, em Mogi Guaçu, SP, ainda tem vagas para setembro e outubro. Coordenados pelo multi campeão Ingo Hoffmann, usa o mais novo ícone do automobilismo brasileiro, o Lancer Evo R, e dura um ou dois dias, é intensa e personalísticamente monitorado e, de acordo com os tempos de volta obtidos permite requerer carteira de piloto de competição junto à CBA.

Deveria ser obrigatório pelos departamentos de trânsito aos que acham-se capacitados a andar rápido – e na maioria das vezes é apenas um terrorista no trânsito –, e a todos os multados por dirigir sob espírito de emulação esportiva.

Antigos – Mais elegante dos concursos de automóveis antigos no mundo, o californiano Pebble Beach terá presença de dois Mercedes-Benz levados pelo Museu desta fábrica.  Como esportivo, um Benz – a marca  ainda não se fundira com a Mercedes - Prinz Heinrich 1910. Restaurado pela Mercedes-Benz Classic, é um dos primeiros verdadeiramente esportivos. Motor com 5.400 cm3, quatro cilindros, 16 válvulas, dupla alumagem – dois magnetos e duas velas por cilindro,  80 cv e velocidade máxima de 126 km/h. No segmento luxo levará outro Benz, o 24/40 hp Landaulet 1907. O evento, em seu 63o. ano, reúne à beira da famosa praia de cascalho 250 veículos convidados, entre automóveis e motos. Nele a marca conseguiu inúmeros prêmios, incluindo o disputado e exclusivo Best of Show.