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quinta-feira, 11 de junho de 2020

Toyota GAZOO Racing apresenta Corolla Stock Car 2020 do piloto Matías Rossi


A Toyota GAZOO Racing acaba de apresentar o layout do Corolla que irá disputar a Stock Car com o piloto argentino Matías Rossi e a equipe Full Time Sports. A grande novidade é que o veículo será o primeiro da modalidade e da América Latina a utilizar as cores oficiais e os gráficos da Toyota GAZOO Racing, similar aos empregados em competições como Rally Dakar, WRC, WEC, 24 horas de Nürburgring, entre outras. 

Com base na filosofia GAZOO Racing, que tem como lema “pushing the limits for better” – ou em
tradução livre “indo ao limite em busca do melhor” –, a escolha por utilizar o Corolla e participar da Stock Car faz parte da estratégia da marca com o intuito de aprender sobre as competições e desenvolver carros cada vez melhores. 

Matías Rossi, que será piloto da GAZOO Racing no Brasil (Stock Car) e na Argentina (Súper TC2000), terá como companheiro de equipe Rubens Barrichello em ambas as competições. “É um orgulho fazer parte da equipe da Full Time com esses companheiros. Vou aproveitar ao máximo essa experiência para aprender o mais rápido possível o funcionamento da Stock Car e também os circuitos.  Juntamente com o Rubens Barrichello, tanto no Brasil como na Argentina, tenho certeza que iremos nos ajudar a entendermos mais rápido o trabalho”, afirma
Matías.  

Com relação ao layout, o piloto argentino foi só elogios na escolha das cores e dos gráficos. “O Toyota Corolla ficou espetacular e muito bonito. Os veículos da Stock Car deste ano foram aprimorados ao incorporarem a carroceria original do Corolla, com as mesmas características. Estou muito confiante em participar, pilotar e estrear na categoria”, finaliza Rossi.

Conforme o calendário atualizado da Stock Car, devido à pandemia do novo coronavírus, a primeira etapa está programada para acontecer em julho. 

quarta-feira, 18 de março de 2020

Full Time,Texaco e Piquet seguem juntos na Stock Car 2020


A pandemia do coronavírus segue interferindo na rotina das pessoas e eventos em todo o mundo. Com o adiamento da primeira e da segunda etapas da Stock Car, inicialmente marcadas para o dia 29 deste mês em Goiânia (GO) e 12 de abril no Velopark (RS), a equipe Full Time Sports segue atenta às medidas de prevenção e cuidados com seus colaboradores, mantendo apenas as atividades essenciais na oficina em Vinhedo (SP) e trabalhando no desenvolvimento do novo Corolla, que fará sua estreia na principal categoria do país.

No último fim de semana, o time comandado por Maurício Ferreira divulgou o novo layout do Stock Car #33, pilotado por Nelson Piquet Jr. A equipe renovou pelo sétimo ano consecutivo o patrocínio da Texaco, uma tradicional incentivadora do esporte automotor no mundo e que há mais de 100 anos atua no Brasil na fabricação e comercialização de lubrificantes e graxas automotivos e industriais.

Já Piquet fará sua terceira temporada completa na Stock Car, todas com a Full Time. Nos dois anos anteriores, o piloto subiu quatro vezes ao pódio. Também tem uma pole na categoria, quando correu como convidado na Corrida de Duplas de 2015.

A temporada 2020 também será especial com a chegada da Toyota Gazoo Racing ao Brasil. A Full Time Sports, que completa 16 anos nas pistas, foi um dos times escolhidos pela montadora e terá quatro Corollas no grid.

Com relação ao adiamento das corridas e cuidados em virtude da pandemia causada pelo coronavírus, chefe da equipe Maurício Ferreira, também ressaltou que o time está seguindo as recomendações preventivas.

“Estamos aproveitando o adiamento da temporada para nos aprofundarmos em detalhes, que serão construídos com o tempo. Mas estamos atentos aos cuidados e com a saúde de toda a nossa equipe, focando apenas nas atividades essenciais, evitando ações não urgentes e que possam trazer algum risco”, completou Maurício Ferreira.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Toyota Corolla é o grande vencedor do 21º Prêmio Abiauto

Vencedores do Prêmio Abiauto

A Abiauto - Associação Brasileira da Imprensa Automotiva - realizou no último dia 11 de dezembro a 21ª edição do Prêmio Abiauto, que neste ano destacou o Toyota Corolla como vencedor da principal categoria, o Prêmio Carro Abiauto, que passou a ser chamado de Prêmio José Roberto Nasser, em homenagem ao jornalista que nos deixou no ano passado.

A cerimônia foi realizada no Bourbon Street Music Club e contou com a participação dos jornalistas associados, personalidades da indústria automotiva e diversos convidados. Este ano a entidade homenageou a principal categoria do automobilismo brasileiro, a Stock Car, que completou 40 anos de história. Carlos Col, organizador da Stock
Jurados do Prêmio Abiauto
Car, esteve presente e recebeu um troféu para marcar a comemoração.

Tivemos mais três homenagens, uma ao ex-presidente da General Motors do Brasil, ícone da indústria e de passagem marcante no segmento, que faleceu neste ano. A família de André Beer recebeu a homenagem das mãos do amigo e ex-colega de trabalho, Chico Lellis. Fernando Campos, jornalista com mais de 50 anos de jornalismo e criador do primeiro programa de TV no Brasil. O terceiro homenageado foi o experiente jornalista Ênio Campoi e fundador da Mecânica de Comunicação.

Representantes de diversas montadoras participaram do evento, que destacou os seguintes veículos vencedores:


CARRO NACIONAL ATÉ 1,2 LITRO
Fiat Argo
CARRO NACIONAL DE 1,2 A 1,6 LITRO
Fiat Cronos
CARRO NACIONAL ACIMA DE 1,6 LITRO
Toyota Corolla
PICAPES
Ford Ranger
CARRO IMPORTADO
Mercedes-Benz Classe E
SUV/CROSSOVER NACIONAL
Chery Tiggo 5X
SUV/CROSSOVER IMPORTADO
Audi Q8

MOTO ABIAUTO
CB 1000 R
CARRO ABIAUTO
Toyota Corolla

Abiauto - Criada em 1998 por um grupo de jornalistas dedicados a mostrar aos leitores, ouvintes, telespectadores e internautas quais os melhores modelos para sua compra, a Abiauto é hoje um dos principais prêmios da indústria automotiva brasileira, que reúne mais de 40 eleitores de todo o Brasil.

O Prêmio Abiauto ao longo dos seus 21 anos se tornou uma tradição do segmento, reunindo os mais experientes formadores de opinião como jurados, jornalistas que representam órgãos de comunicação de todas as partes do Brasil.

Neste ano o Prêmio Abiauto teve o patrocínio de Audi, CAOA Chery, Fiat, Ford, Honda Automóveis, Honda Motos, Jeep, Mercedes-Benz, Bourbon Street e Fante.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Coluna do Fernando Calmon


Fernando Calmon
Lançamentos badalados no Salão de Los Angeles

Os salões de automóveis nos Estados Unidos não são gigantescos como os europeus, a exemplo de Frankfurt (o maior do mundo) e o de Paris. Eles se espalham por algumas cidades americanas, acumulam tradição e até concorrência entre eles. Os de Detroit e Los Angeles, por coincidência, existem desde 1907. As datas eram próximas (novembro e janeiro), mas Detroit passou para junho a partir de 2020.


Este ano o Salão de Los Angeles (LAAS, na sigla em inglês), aberto até 1º de dezembro, teve estreias importantes. A principal foi o Mustang Mach-E, o SUV cupê elétrico da Ford. O desenhista Joel Piaskowski é o mesmo do cupê esportivo que completou 55 anos com prestígio em alta. A inspiração, no caso do SUV, é sutil nas lanternas traseiras e na extremidade dianteira.

A Audi também partiu para um SUV cupê, muito elegante, o e-tron Sportback. Distância livre ao solo diminuída em 1,3 cm e as linhas do teto caindo com suavidade fazem a diferença.

Marcas alemãs sempre têm presença forte no LAAS e este ano focaram no alto desempenho. A própria Audi apresentou o RS Q8, de 600 cv, enquanto a Mercedes-Benz respondeu à altura com o Mercedes-AMG GLS 63, ambos SUVs de grande porte. BMW concentrou-se em modelos menores como o BMW Série 2 Gran Coupé, de 305 cv, e a sua subsidiária MINI completou a festa com o MINI John Cooper Works GP e seu imenso aerofólio traseiro. Todos chegarão ao Brasil em 2020, em pequenos lotes.

Entre os elétricos destaques para o Porsche Taycan, sedã-cupê de alto desempenho que terá na Califórnia seu maior mercado; a station Volkswagen ID. Space Vizzion e o reformulado Toyota Mirai – agora um carro realmente bonito –, a aposta japonesa nas pilhas a hidrogênio como contraponto às baterias de íons de lítio.

Versão conversível do novo Corvette, de motor central-traseiro, também atraiu olhares. O SUV crossover Trailblazer (nada a ver com o homônimo vendido no Brasil) servirá de base para os futuros Chevrolet nacionais, inclusive o mesmo motor de três cilindros turbo de 1,2 litro.

Outro modelo para o nosso mercado é a totalmente reformulada oitava geração do Nissan Sentra, fabricado no México: tudo novo inclusive o motor (previsão der chegar ao Brasil no segundo trimestre de 2020).

Três acontecimentos chamaram a atenção fora do LAAS. Um deles o fiasco da apresentação da estrambótica picape elétrica pesada da Tesla. Em evento à parte do salão, o presidente da empresa Elon Musk teve uma surpresa desagradável. Os vidros pretensamente inquebráveis da Cybertruck não resistiram à demonstração por duas vezes.

Também teve impacto a decisão da GM de processar a FCA por supostas perdas financeiras bilionárias em relação às negociações trabalhistas, envolvendo o sindicato de dos trabalhadores da indústria automotiva UAW. Esse episódio remonta a 2009, mas teria se agravado há três anos na gestão do falecido (em 2018) executivo-chefe Sergio Marchionne com quem a empresa americana viveu às turras desde os anos 1990.

E o governo da Califórnia anunciou que não mais compraria modelos da GM, FCA, Toyota e Nissan pois estas decidiram acatar regras federais de emissões algo mais permissivas, porém válidas para os 50 estados americanos. Uma briga ridícula, de viés puramente político.


ALTA RODA

TOYOTA decidiu que próxima geração do Yaris, a exemplo do Corolla, também terá versão híbrida. Não antes de 2023 ou 2024, ao fim do ciclo de vida do modelo que estreou em 2018 no Brasil, produzido em Sorocaba (SP). Até lá será mais comum a hibridização como forma de grande economia de combustível em uso urbano, em geral 60% da quilometragem anual.

AUDI inicia pré-venda do todo novo Q3 a partir de R$ 179.990, importado da Hungria. Entregas a partir de fevereiro de 2020. A marca estuda viabilidade de produção no Brasil. SUV tem agora 2,68 m de entre-eixos, quase 8 cm a mais. Banco traseiro corrediço (5 cm) pode aumentar o espaço. Porta-malas, 530 litros, é o maior do segmento. Desenho ficou bastante atraente.

MUITO impressionante é o mínimo que se pode dizer sobre o Ford Mustang Shelby GT350R, avaliado por duas horas em Los Angeles, Califórnia. No país do câmbio automático, oferece caixa manual de seis marchas e engates extremamente precisos. Direção e freios (Brembo) são de alto nível. Suspensão firme, mas sem desconforto. Potência, 533 cv; 0 a 96 km/h em 3,9 s.

ONIX PLUS tem linhas atraentes e comportamento bastante suave no dia a dia. Acelera firmemente ao combinar um equilibrado motor 1.0 turbo, câmbio automático e baixo peso em ordem de marcha para o seu porte. Interior espaçoso, porta-malas bom com 469 litros, direção precisa e freios bem dimensionados. Tanque de combustível (44 litros) deveria ser maior.

CUIDADOS com os futuros carros autônomos chegam à pintura. Basf trabalha em nova tecnologia de cores escuras, para facilitar o reflexo de sinais infravermelhos enviados por lidar que calcula distâncias com extrema precisão. Pigmentos são específicos para esse fim e desde já estão sendo desenvolvidos.

RESSALVA: frenagem autônoma de emergência estreou no Jeep Compass. Hyundai HB20 foi o primeiro entre os compactos.

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmofernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2                                                                                                        

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Coluna do FERNANDO CALMON

Alta Roda nº 1033/383– 21/02/2019

Fernando Calmon
Reflexo da realidade
Era notícia esperada, contudo não deixa de causar tristeza. Há cerca de um ano havia fortes rumores de que, depois de anunciar o encerramento da produção do Focus na Argentina, a Ford tomaria a decisão de fechar a fábrica de São Bernardo do Campo (SP).

Esta unidade fabril foi construída pela Willys-Overland, fundada em agosto de 1952. A produção se iniciou dois anos depois com o utilitário Jeep CJ-5, seguido pela perua Rural (precursora do que seria, hoje, um SUV), uma picape, além do sedã Aero-Willys (1960) e sua versão de luxo Itamaraty. A empresa também fabricou sob licença da Renault os compactos Dauphine e Gordini e, ainda, o Alpine A108, pequeno carro esporte rebatizado aqui de Interlagos, com mecânica Renault, nas versões berlineta, cupê e conversível.

A Willys apostou muito no Projeto M, tendo por base o médio-compacto Renault 12. Porém, dificuldades financeiras levaram à venda para a Ford de toda a operação brasileira, em 1967, incluindo as instalações às margens da Rodovia Anchieta. O Projeto M se transformou no Corcel, em 1968, cuja carroceria era completamente diferente do modelo francês, só lançado um ano depois na Europa e também produzido na Argentina pela IKA.

No ano em que a Ford completa o centenário de sua fundação no Brasil, encerrar as atividades em uma unidade com tanta história é especialmente doloroso para os cerca de 2.800 empregados, entre horistas e mensalistas. Toda a linha de montagem dos caminhões médios e pesados Cargo, dos caminhões leves F-350/F-4000 e do Fiesta hatch será interrompida de imediato. A marca não produzia caminhões na matriz havia mais de uma década e o lançamento do Ka enfraqueceu muito o Fiesta, com qual compartilha arquitetura.

A empresa reservou US$ 460 milhões (R$ 1,7 bilhão) para indenizar funcionários, concessionárias e fornecedores. Prejuízos financeiros na região da América do Sul foram de quase US$ 700 milhões (R$ 2,6 bilhões) em 2018. Estima-se que cerca de 60% originaram-se nas operações brasileiras, que incluem fábricas de veículos e motores em Camaçari (BA), motores e câmbios em Taubaté (SP) e campo de provas em Tatuí (SP). Atividades nessas cidades continuarão.

Há quem lembre a Ford contabilizar 24 trimestres consecutivos de lucro de 2007 a 2012. Apenas isso não garante a uma empresa manter-se saudável e gerar caixa suficiente para investir, em especial se o mercado local minguar quase 50%, como aconteceu aqui. Opção pode ser encolher ou, em caso extremo, sair de um País. 

É bastante provável que a GM tenha chegado a um acordo em São José dos Campos (SP) porque estava próximo o anúncio sobre o encerramento das atividades de outro fabricante no mesmo Estado. Tais informações vazam nos bastidores e a preservação dos empregos falou mais alto aos sindicalistas.

Precisa ficar claro: produzir veículos no Brasil com a carga fiscal insana sobre os produtos, baixa produtividade, alta burocracia e deficiências graves em infraestrutura, só para citar alguns entraves, é um fato, apesar de oportunidades poderem surgir no futuro. Diminuir investimentos ou fechar uma fábrica são alternativas dolentes, incontornáveis. Não se trata de vã ameaça, porém reflexo do mundo real.

ALTA RODA

VOLKSWAGEN confirmou preços do T-Cross, seu primeiro SUV nacional: R$ 84.990 (motor 1-L turboflex) a R$ 109.990 (1,4-L, idem). Versões superequipadas passarão de R$ 125.000. Série zero começou a ser produzida em São José dos Pinhais (PR) no mês passado. Estará nas vitrines em março (com motor mais potente, de início); primeiras entregas em abril, como previsto pela coluna.

VERSÃO híbrida flex do novo Corolla, primeira desse tipo no mundo, chega às concessionárias em outubro próximo. Unidades convencionais da quinta geração do modelo, no início daquele mês. Toyota ainda não confirma, mas SUV a partir do Yaris é dado como certo para 2021. Ela tem R$ 1 bilhão a receber do governo paulista em ICMS atrasado.

DOS TRÊS modelos Nissan, em sua ofensiva elétrica, mais interessante para o Brasil é o do Note e-Power. Tração totalmente elétrica, mas fica longe de tomadas: gerador a combustão carrega uma bateria de porte pequeno. Autonomia até 1.200 km. Avaliado no autódromo de Interlagos, mostrou-se silencioso e ágil. O conjunto estará no Kicks em 2020. 

CAOA CHERY ampliou a gama de SUVs: Tiggo 7, cinco-lugares e 4,50 m de comprimento. Pontos fortes, estilo e equipamentos de série. Motor 1,5-L turboflex, 150 cv/21,4 kgfm e câmbio automatizado de dupla embreagem, os mesmos do sedã Arrizo 5, reclamam um pouco do peso extra de um SUV. Preços competitivos, mas não de arrasar: R$ 106.990 e R$ 116.990. 

SUV médio-grande, T80 completa a linha JAC na faixa de R$ 139.990 a 145.990. Espaço é ótimo para cinco adultos e duas crianças na última fileira. Motor turbo 2-litros, 210 cv/30,6 kgfm e caixa automatizada de duas embreagens dão conta do recado, embora não passe sensação de mais de 200 cv. Tela multimídia tem 10 polegadas. Há câmeras de ré e com visão de 360 graus. 

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2



terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Toyota oferece Corolla XEi com condição especial ao público PcD


A Toyota do Brasil retoma, entre os meses de fevereiro e junho deste ano, a oferta exclusiva direcionada ao público PcD interessado em adquirir o Corolla, sedã médio líder de vendas em todo o mundo, em sua versão intermediária XEi, a mais comercializada no território nacional. Além da isenção de IPI, a única considerada pela legislação vigente para veículos com preços posicionados acima de R$ 70 mil, o modelo receberá mais 12% de desconto para pessoas com deficiência. A porcentagem do desconto ofertado é equivalente à alíquota do ICMS (12%).

Vendida por R$ 107.490,00 nas cores metálicas, a configuração XEi do Corolla já é negociada por R$ 96.829,88 considerando a isenção de IPI para PcD. Com o desconto de 12% especialmente ofertado pela Toyota, o preço da versão para este público cai para R$ 85.210,30.

No ano passado, o Corolla foi novamente líder absoluto de vendas entre os sedãs médios no Brasil. Foram mais de 59 mil unidades vendidas, o que supera 45% das vendas de toda a categoria. Para o público PcD, mais de cinco mil Corollas foram comercializados, sendo a versão XEi responsável por cerca de 85% deste total.

A versão XEi, atual responsável por 63% das vendas nacionais do Corolla, conta com motorização 2.0L Flexfuel, Dual VVT-i DOHC de 16 válvulas. Trabalhando
com etanol, o motor gera 154 cv a 5.800 rpm, com torque máximo de 20,7 kgfm a 4.800 giros. Utilizando gasolina, são entregues 143 cv a 5.800 giros e torque máximo de 19,4 kgfm a 4.000 rotações.

No sistema de câmbio, o Corolla é equipado com transmissão automática Multi-Drive, derivada da tecnologia CVT, que reproduz sete marchas e proporciona ótimo desempenho, conforto e excelente experiência ao dirigir, além de baixo consumo de combustível. Também é possível realizar trocas manuais sequenciais tanto na alavanca do câmbio quanto por meio de borboletas localizadas atrás do volante.

Com uma lista de itens de série extensa e completa, o Corolla XEi possui ar-condicionado digital; Smart Entry – sistema de destravamento das portas por sensores na chave; Push Start – sistema de partida sem chave; espelho retrovisor interno eletrocrômico; controle de velocidade de cruzeiro; rodas de liga leve aro 17”; antena shark fin; faróis de neblina dianteiros; acendimento automático dos faróis; painel de instrumentos com tela TFT colorida de 4,2”; sistema multimídia Toyota Play com tela LCD de 7” sensível ao toque e áudio compatível com DVD player, CD-R/RW, MP3, WMA e AAC e rádio AM/FM; sistema de navegação GPS; TV digital e câmera de ré; Bluetooth®; quatro alto-falantes e dois tweeters. O modelo tem ainda um dos maiores porta-malas do segmento, com capacidade de 470 litros.

sábado, 26 de janeiro de 2019

RECALL:Toyota, modelos Corolla, Fielder, Etios, Hilux e SW4

Toyota chama seus clientes para substutuição do Deflagador da bolsa do air bag
Defeito apresentado: No decorrer de uma investigação realizada pelo fornecedor, no Japão, na peça denominada “deflagrador” que integra o sistema de airbag do lado esquerdo (lado do motorista) e/ou do lado direito (lado do passageiro) dos veículos em questão, constatou-se a degradação da substância propelente do deflagrador após longos períodos de exposição dos veículos a altas temperaturas ou grandes variações de temperatura ou mesmo alta umidade relativa do ar.

Este fato torna o deflagrador mais suscetível de deflagrar-se inadequadamente no caso de colisão do veículo, o que pode provocar a ruptura da carcaça do deflagrador com a dispersão de fragmentos metálicos juntamente com a bolsa do airbag.

Riscos e implicações: Danos materiais e lesões físicas graves ou até mesmo fatais ao motorista, ao passageiro e aos demais ocupantes do veículo no caso de colisão frontal com a deflagração inadequada da bolsa do airbag.

Medidas corretivas: A partir de 28/01/2019, a Toyota substituirá o deflagrador da bolsa do airbag do lado do motorista e/ou passageiro.

Locais de atendimento e agendamento: Os proprietários deverão entrar em contato com a Rede de Concessionárias Autorizadas Toyota, para agendamento prévio. A relação de concessionárias autorizadas para atendimento está disponível nos sites http://www.toyota.com.br

Modelo
Airbag envolvido
Data de fabricação
Chassis envolvidos
Código alfanumérico
Últimos 8 dígitos do chassi
HILUX
Motorista
02/01/2015 à 09/10/2015
8AJDY22G*
F7007651 à F7010233
8AJEX32G*
F4039751 à F4040512
8AJEX39G*
F3001418 à F3004319
8AJFX22G*
F6005170 à F6005183
8AJFX29G*
F6607506 à F6609485
8AJFY22G*
F8020976 à F8028378
8AJFY29G*
F8580373 à F8593513
SW4
Motorista
02/01/2015 à 26/09/2015
8AJYY59G*
F6529299 à F6533154
8AJZX62G*
F5008357 à F5011519



COROLLA
Motorista
12/01/2015 à 24/02/2017
9BRBD3HE*
F0250222 à H0346194
9BRBDWHE*
F0250219 à H0346204
9BRBLWHE*
F0022220 à H0104445
Passageiro
31/05/2002 à 12/02/2008
9BR53ZEC*
38500021 à 88714544
15/01/2014 à 14/02/2014
9BRBD48E*
E2642174 à E2645306
9BRBL42E*
E4789171 à E4789171
FIELDER
Passageiro
06/04/2004 à 17/07/2008
9BR72ZEC*
58546105 à 88716911

ETIOS (HATCH/SEDAN)

Motorista
12/01/2015 à 22/03/2017
9BRB29BT*
F2069073 à J2157627
9BRK19BT*
F2045057 à J2091289
9BRK29BT*
F0051748 à J0120598
Passageiro
12/01/2015 à 31/03/2017
9BRB29BT*
F2069095 à J2159198
9BRK19BT*
F2045057 à J2092024
9BRK29BT*
F0051790 à J0121630

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Fernando Calmon - Alta Roda - Yaris reforça linha Toyota


Alta Roda nº 997/347 – 14/06/2018

Fernando Calmon
Apesar de grande avanço dos SUVs, crossovers e versões aventureiras no Brasil – fenômeno mundial –, os hatches e sedãs dos segmentos A e B ainda representam 60% das vendas totais de veículos de passageiros, excluídas as picapes de cabine simples e dupla. Nesse contexto é preciso muita atenção das fabricantes para melhorar a participação de mercado e atender à maior massa de compradores.

Toyota completou a sua grade de produtos ao lançar o Yaris e posicioná-lo em termos de preço entre Etios e Corolla. As versões hatches vão de R$ 59.590 a 77.590 e os sedãs, de R$ 63.990 a 79.990. São preços alinhados aos lançamentos mais recentes, mas se comparados os respectivos equipamentos perde competitividade. A previsão é de 55% das vendas para o hatch e 45% para o sedã com volume de até 6.000 unidades por mês no mercado interno. Câmbio manual (seis marchas) terá apenas 5% do mix. O hatch chega às concessionárias no fim do mês e o sedã, em julho. 

Em relação ao VW Polo, por exemplo, o Yaris hatch empata em termos de espaço interno, enquanto a versão sedã perde para o VW Virtus, cuja distância entre eixos é 10 cm maior. Vantagem para o modelo japonês é o assoalho plano atrás, mas não há saída do ar-condicionado para o compartimento traseiro, existente no rival. 

Yaris nacional é maior que o homônimo europeu e se baseia no modelo tailandês. Embora a fábrica informe que a arquitetura não se deriva do Etios sedã, a distância entre eixos é igual e as bitolas, praticamente as mesmas, bem como tanque de combustível de 45 litros (deveria ter no mínimo 50 litros). Os porta-malas variam entre 310 e 473 litros (hatch e sedã), volumes um pouco menores que a média dos concorrentes (Honda City, 536 litros). 

O estilo de ambos é moderno, sem exageros. Internamente também evoluiu com um quadro de instrumentos fácil de ler e tela multimídia de sete polegadas. Porém, a coluna direção continua com incômoda regulagem em altura do tipo queda livre e sem ajuste de distância. Materiais de acabamento do interior são razoáveis, embora os plásticos não tão agradáveis ao toque. A tampa de material aglomerado sobre o estepe é um ponto falho. Macaco continua fixado sob o assento do motorista, como nos Etios. 

A Toyota fez pequenos ajustes nos motores do Etios, utilizados também no Yaris. Ganharam 3 cv, passando o de 1,3 L para 101 cv (etanol) e o de 1,5 L para 110 cv (etanol). Desempenho é menor, pois o novo modelo pesa em torno de 150 kg a mais. A diferença, no entanto, não chega a incomodar porque o novo modelo utiliza o mesmo câmbio automático, tipo CVT, de sete marchas virtuais (igual ao do Corolla). 

O Yaris se destaca, em particular, pelo acerto das suspensões e o silêncio a bordo. Absorve muito bem as irregularidades da pavimentação, embora só estejam disponíveis rodas com aro de 15 polegadas, que garantem menos aspereza ao rodar em relação aos aros de 16 e de 17 polegadas. 

Entre vários equipamentos de segurança inclui-se controle eletrônico de estabilidade de série. Há apenas dois airbags, salvo na versão de topo XLS, que oferece sete. Algo incongruente: faróis de neblina de série, porém luzes diurnas (DRL) ser acessório, mesmo na versão mais cara.


RODA VIVA

PRODUÇÃO de veículos no mês passado foi entre 70.000 e 80.000 unidades menor que o programado, estima a Anfavea em razão da greve de caminhoneiros. Podem ser recuperadas nos próximos meses. Vendas também afetadas (menos 25.000), mas estoque total diminuiu apenas um dia, de 32 para 31 dias (maio contra abril). No acumulado, vendas 17% maiores em 2018. 

ANUNCIADA suspensão pela FCA de toda a produção de motores a diesel para veículos leves na Europa até 2021, das marcas Fiat, Jeep, Alfa Romeo e Maserati, não deve incluir o Brasil. Renegade e Compass continuariam com essa opção aqui. Por outro lado, versões com turbocompressor estarão nos motores flex de 3 e 4 cilindros, de 1 L e 1,33 L, da atual família GSE. 

CITROËN C4 Lounge impressiona pelo espaço interno, em especial no banco traseiro para pernas e cabeças. Há saídas de ar-condicionado atrás. Novo quadro de instrumentos, mais moderno, sofre com reflexos. Volante poderia ter diâmetro um pouco menor e o porta-malas ser um pouco maior. Ponto alto: motor turboflex de 173 cv (etanol) e câmbio automático 6-marchas. 

PORSCHE comemorou 70 anos do licenciamento do primeiro modelo, um 356, em 8 de junho de 1948, na Áustria, onde foi desenvolvido pelo filho de Ferdinand Porsche, criador do Fusca. Como o pai, ele também se chamava Ferdinand e logo recebeu o apelido Ferry. Hoje produz 250.000 carros por ano. Sua família controla o Grupo VW com a holding Porsche SE. 

LEI seca no Brasil, que proíbe motoristas de beber qualquer quantidade de álcool antes de dirigir, completa 10 anos em 2018. Segundo pesquisa da Escola Nacional de Seguros, desde a implantação, poupou 40 mil vidas e 235.000 pessoas de invalidez permanente em acidentes de trânsito. Mudou a mentalidade dos motoristas, inclusive dos mais jovens, sobre segurança. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
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