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sexta-feira, 3 de julho de 2020

FCA brilha no Estudo de Qualidade Inicial da J.D. Power nos EUA


A Dodge fez história com seu desempenho no Estudo de Qualidade Inicial 2020 da J.D. Power (IQS na sigla em inglês). A marca empatou com outra empresa no primeiro lugar entre 31 concorrentes, tornando-se a primeira marca norte-americana a alcançar o topo no respeitado levantamento realizado há 34 anos nos Estados Unidos e que analisa o desempenho dos veículos durante os primeiros três meses de propriedade. A marca de desempenho da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) saltou sete posições em relação aos resultados do ano passado.

A marca Ram seguiu de perto, subindo para o terceiro lugar – um enorme salto em relação à 21ª colocação obtida em 2019. A principal causa foi a recente renovação da linha de picapes, como a nova geração da 1500 e a modernização da família Heavy Duty, da qual faz parte a 2500 vandida no Brasil. 

Entre 75 fábricas nas Américas, a planta de Toluca, no México (onde é feito o Dodge Journey e o Jeep Compass para a América do Norte), ganhou o Gold Award pela qualidade de manufatura. Por sua vez, a unidade de Belvidere, nos EUA (berço do Jeep Cherokee, conquistou o Bronze Award. Dessa forma, o desempenho geral da FCA subiu cinco posições, chegando ao quarto lugar entre as 15 empresas avaliadas pela J.D. Power.

É a primeira vez na história do estudo que a FCA superou a média da indústria. A J.D. Power usa como parâmetro o número de problemas relatados a cada 100 veículos. Com 153 ocorrências, a FCA teve 13 a menos que a média da indústria e 10 a menos que o concorrente mais próximo.

Para completar, a marca Jeep saltou seis posições no IQS, conquistando o 11º lugar – a melhor posição de todos os tempos no estudo anual, que analisa o  desempenho dos veículos durante os primeiros três meses de propriedade.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Roberto Nasser - De carro por aí

 

Coluna 1615-17.04.2015-edita@rnasser.com.br
T6, misto quente da JAC
Mercados se regulam por modas, momentos, concorrentes e preços. Dentro destas variáveis fabricantes, montadoras ou importadoras conformam, equipam os veículos e definem seus valores a público.

Poucas vezes ocorreu uma junção destes fatores como no T6 ora lançado pela chinesa JAC. O mercado cresce no segmento de veículos com cara atlética, os sav, de utilitário esportivo, os suv, ou dos crossover, misto destas categorias com os sedãs. Estão aí as maiores novidades do mercado, o Honda HR-V, o Jeep Renegade, o Peugeot 3008. Agora, entretanto, com a chegada do chinês, ganharão referência para a hora da escolha.

Outra definição permeando diariamente para os veículos é a informatização e, hábito necessário, o uso de programas, como o Waze, para fugir do trânsito, através de caminhos sugeridos através da tela do celular – e aí outro problema: segurar com uma mão e conduzir com a outra ? deixá-lo sobre o painel ? no colo ? no console ? no banco do passageiro – com ou sem este ? colocar suporte colado ao para brisas ? Dentre as novidades, o T6 resolve o problema de maneira limpa e segura: pela tecnologia Mirror Link, o efeito espelho para a tela do celular, conexão a projeta nas 7” da tela do T6. Como se trata de veículo oriental, onde a tecnologia Android esmaga a dos Apple, todas as funções do celular são realizadas pela tela do veículo. Os Apple e seu sistema iOS, apenas a aumenta: os comandos permanecem no smart phone.É o grande adjutório para estes dias de transformação dos veículos em celulares com quatro rodas.

No visual e no porte se assemelha aos coreanos Hyundai ix35, Kia Sportage, entretanto, bem completo, tem preço de Ford EcoSport e Renault Duster, mantendo a característica responsável pela mudança conceitual no mercado nacional, o oferecer muito mais conteúdo pelo mesmo preço. Grosso modo seria um ix35 a preço de versão intermediária do EcoSport – e muito superior a este em conteúdo e formulação mecânica.

E?
4,4m de comprimento, 2,64m entre eixos – mesma de ix35 e Sportage -, na prática oferece ótimo espaço para cinco passageiros e bagagem. Motorização 2,0 litro, 16 válvulas, com variador de abertura, 155 cv com gasálcool e 160 cv com álcool a 6.000 rpm, 200 Nm de torque a 4.000 rpm. Câmbio manual preciso nas cinco velocidades – sem opção automática, 1.550 kg, suspensão independente e freios a disco nas 4 rodas, direção elétrica. Suspensão é macia, seguindo o mercado chinês.

Exige prestar atenção para tê-lo sempre acima de 2.500 rpm e concentrado em andar confortavelmente. Abaixo deste regime, cai a disposição. Interior evoluído em encaixes e materiais agradáveis ao toque relativamente aos modelos anteriores. Os chineses evoluem.
O conjunto parece ideal a automóvel e o uso ao SAV demandaria ou mais torque em baixas rotações ou a primeira marcha mais reduzida.

Vai de 0 a 100 km/h em 12s e a 182 km/h. Consumo com álcool no teste de estrada, três ocupantes e bagagem, 6,7 km/litro.Por conteúdo, preço, e a diferença com o Mirror Link deve ser considerado.

Quantos R$ ?

Básico
69.990
Pack 1
71.990 (detalhes cromados)
Pack 2
75.670 (kit multi media, Mirror Link e câmera de ré)

Agrale Marruá, o Hummer daqui
Novo modelo, evolução do antigo – carros militares não passam pelas cobranças de mudanças de linhas -, iniciou ser produzido pela gaúcha Agrale. Alterações pontuais: novo painel de instrumentos, tampa traseira removível, agregação de extensores aos para lamas para dar noção de maior largura, imponência e presença. Em segurança implementou os freios com o obrigatório ABS e auxiliar EBD.

O Marruá é evolução do antigo jipe Engesa, criado nos anos ’80 e inviabilizado com a falência da empresa. Na virada do século a Agrale, fábrica de motores estacionários, tratores, ônibus e caminhões, assumiu o projeto para completar o leque de produtos e mudou o foco, saindo do público civil e evitando a discussão de, pelo fato de não possuir caixa redutora, não se enquadrar nas exigências legais para o uso de motor a diesel. Tinha, apenas, a primeira marcha muito reduzida.

Mirou então nas Forças Armadas, comprador à prova de questionamentos sobre a inadequação. Conseguiu ajustá-lo às exigências militares, e aprovado, passou a fornecê-lo para substituir a frota antiga, de Jeep Willys, Engesa, JPX, Land Rover e Toyota Bandeirantes. O aval de Exército e Marinha foi fundamental para abrir novo caminho, o das de exportações, liderado pela Argentina, seguido por Paraguai, Equador e Paraguai.

A motorização é Cummins, 2,8 litros, 150 cv de potência e 36 mkgf de torque, motor para trabalho duro, perfil diferente dos utilizados atualmente em picapes, com mais apreço pela velocidade. Enquanto estes assinalam velocidade final na faixa dos 170/180 km/h, o Marruá fica nos 130 km horários.

Chery começa com dificuldades 
Sem trocadilho com o produto, a chinesa Chery foi célere para fazer fábrica e lançar o Celer, compacto com motor 1.5 em carrocerias hatch e sedã. Espécie de segunda edição do modelo anteriormente comercializado no Brasil, ganhou alterações para marcar o ciclo final: mudou frente e grupo óptico, alterou painel de instrumentos e console. Tentando mostrar-se pareado a produtos de porte, preço e conteúdo superiores, aplicou lâmpadas LED às lanternas traseiras.

O processo de ganho evoluiu na parte decorativa e no interior, com painéis melhor ajustados com material de toque menos abrasivo. Tenta escapar ao rótulo depreciativo de carro chinês, novato nesta saga, com muito a aprender.

Diz, iniciou processo de nacionalização com montagem do motor recebido em peças, maneira de reduzir o custo em dólares, inflando custos e preços.

Unidade de força é projeto Acteco, quatro cilindros, 16 válvulas, fronto transversal, deslocando 1,5 litro e produzindo informados 113 cv cv a 6.000 rpm e 152 Nm de torque a 4.000 giros – com gasálcool, respectivos 109 cv e 140 Nm. Transmissão mecânica com 5 velocidades.
Duas versões: entrada por R$ 38.990 hatch. Sedã R$ 1.000 a mais, e os Act a R$ 2 mil adicionais. Não informou sobre cinto de três pontos aos cinco passageiros ou fixadores Isofix para cadeiras de crianças. Garantia de 3 anos.

Tropeços
A fábrica da Chery encontra duas dificuldades. Uma, política, a escolha do local, cidade de Jacareí, a 70 km de S Paulo, na Via Dutra. Sindicato de metalúrgicos da região é bom em greves e movimentos, atividade que, se por um lado obtém conquistas aos filiados, por outros força diminuir a atividade industrial, forçando demissões. A General Motors, ex grande empregadora na vizinha São José dos Campos, míngua a produção e pelo conta do mau relacionamento, para evitar pane em suas linhas de produção, transferiu fábrica de motores e transmissões para Santa Catarina. Também, de desinteresse ao país, cancelou o Projeto Phoenix, de novo produto de entrada, levando-o para a Argentina.

Outro óbice é temporal, o dimensionamento da fábrica, projetada para 150 mil unidades anuais, de impossível absorção pelo mercado comprador neste e nos próximos anos. Previsão de vendas em 2015 é de 10 mil veículos. A ociosidade provoca, como a Coluna expôs a seus leitores, estudos e analises quanto à possibilidade de fazer montagem de veículos para a igualmente chinesa Lifan, para reduzir ociosidade.

Roda-a-Roda

Mais – Após absorver a Chrysler, a agora FCA busca outro parceiro. Visa marca asiática, focando Honda, Hyundai, Mazda, e Suzuki. Esta e suas 3M de vendas anuais e presença na Índia é a mais cotada.

Contra mão ? - Crise é oportunidade, parece pensar a Volkswagen. No Brasil mercado abduziu as camionetas – stations, breaks, peruas -, trocando-as pelos savs e suvs. Para este nicho e pela igualdade de peças com o Golf, aqui em produção no segundo semestre, importará a versão Variant. Junho.

Sucessão – Abalo na natural ascensão de Martin Winterkorn, CEO da VW mundial a presidente do Conselho Diretor. Ferdinand Piech detentor do cargo, acionista e herdeiro da família Porsche, declarou não gostaria de vê-lo como sucessor. Contrato de Winterkorn finda em 2016, e o de Piech em 2017.

Movimento – Projeto ascendente de assumir liderança mundial; dificuldades com o mercado norte-americano; de aumentar a lucratividade percentual; e risco de queda em seu valor devem provocar acordo de convívio, e posto pode cair no colo do presidente da Porsche, também acionista e primo de Piech.

Opção – Com projeto aprovado mas detido por não liberação de empréstimo pelo Desenbahia, banco de desenvolvimento estadual, JAC analisa deixar a Bahia por outro estado. Ce, Pe, Go, MG, RJ, SP e os sulinos na listagem.

Questão – PT/RS conseguiu perder a fábrica Ford para a Bahia de Antônio Carlos Magalhães, ágil para viabilizar negócio e legislação. Agora PT/Ba arrisca-se a formar tradição.

Dúvida – Próxima semana reunião na China entre a Geely e a representação brasileira comandada pelo Grupo Gandini. Chineses querem fazer fábrica local.

Começo – Jeep colocou emblema nos seus primeiros 1.000 veículos vendidos na primeira semana pós o emblemático 4 de abril, o 4/4. Diz ser a Opening Edition. Começou com grife.

Tropeço – Veículo para marcar sua retomada de mercado, o bem composto e equipado Peugeot 3008 tropeça em bobagem: não tem os engates Isofix para cadeirinhas de crianças, mandatório ao nível de seus consumidores.

Custo – Em breve os terá. Hyundai, por economia, fez o mesmo com o HB20. Porém quando testes de impacto pelo LatiNCAP, instituto aferidor de danos em passageiros, reprovou o veículo pelas consequências às crianças, aplicou o equipamento e suportou desgaste institucional e custos para novo teste.

Profissional – Mania mundial do FoodTruck chegou à Peugeot. Empregou sua base histórica de produtor de equipamentos de cozinha, e criou o Bistrô do Leão. Veículo e reboque se desdobram e permitem atender a até 30 clientes. Tem, ainda, o suporte da plataforma Peugeot Music com rádio web e playlists.
Protótipo francês, inspirará criatividade nacional.

Caminho – Parte física da nova fábrica Honda em Itirapina, SP, ficou pronta. Agora inicia-se a fixação dos equipamentos industriais. Marca intenta dobrar capacidade de produção a 240 mil unidades, mesclando Civic, Fit, City e HR-V.

Momento – Visto o movimento do mercado no primeiro trimestre em relação ao de 2014, vendas de veículos novos retraiu em torno de 20%, porém a dos usados reagiu, ascendendo em 2,6%. Vender usado está mais fácil que novo.

Cinema – A incrível vida de Enzo Ferrari, fundador da famosa marca, virará filme. Associado, ator Robert De Niro fará o papel do Drake – apelido refere-se ao determinado Francis Drake, corsário da Rainha da Inglaterra. Focará o principal trecho de sua vida, de 1945 aos anos ’80. Clint Eastwood pode dirigir.

Mudança – Em motos, nacional Dafra e italiana MV Agusta revisaram negócios. A MV se assume como marca, com sede e distribuição própria a partir de S Paulo e comprará à Dafra serviços de montagem. Sem sinais se a Mercedes, dona de 25% da MV, abrirá sua rede concessionária à distribuição.

Produto – MAN Latin America, fez novo caminhão, mais potente de sua linha, o TGX 29.480 6x4, cabine em teto baixo – 1,66m de altura, e 480 cv de potência. Teto alto, h=1,94m, é opção. Investiu para o produto alemão suportar as exigências da desorganização dos países em desenvolvimento.

Recorde – Equipe Mercedes marcou tempo recorde para troca de pneus no carro de Lewis Hamilton no GP de Xangai: inacreditáveis 1,83 segundo.

Gente – Cláudio Carsughi, 82, engenheiro e jornalista, surpreso. OOOO Após quase 60 anos na radio Jovem Pan foi demitido. OOOO Exemplo de retidão e competência pessoal e profissional, saída empobrece o veículo e surpreende o mercado. OOOO

Corridas mantém a estrela brilhando
Mercedes-Benz Challenge aplica os modelos da marca às corridas, em duas categorias, a C 250 Cup e a CLA AMG Cup. No quinto ano da atividade, disputam 8 etapas durante o ano nos circuitos de pista e rua no Brasil.

Parece uma violência colocar tais ícones do consumo, aos arranhões e amassados decorrentes do rendimento quase igual dos 30 concorrentes, mas é ação de vendas e tem base histórica.

Promover as corridas, fornecendo os automóveis e a estrutura organizacional integra o grande projeto da marca em conquistar clientes mais novos para os modelos de entrada, as classes A e C. A Mercedes fornece os sedãs C 250 e os cupê CLA. Os primeiros passam por reacertos de freios, direção e suspensão, além de estilo inspirado na aerodinâmica do superesportivo AG 63. O motor está limitado a produzir 220 cv. Já os CLA, ditos Racing Series, estão em nível superior de desenvolvimento, utilizando o mesmo motor, gerando 360 cv, a mesma caixa de marchas automática com sete velocidades, e tração nas quatro rodas para aproveitar integralmente tal disposição.


A marca Mercedes começou com corridas. Nome batizou pequena e revolucionária série de automóvel encomendada pelo distribuidor da Daimler na França.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Dodge comemora 100 anos acelerando, focada na tradição de esportividade

A Dodge ingressa em seu ano de centenário em 1° de julho de 2014 se consolidando com a SRT para voltar às origens de esportividade que a consagrou. A Dodge é a marca de desempenho do Grupo Chrysler, e os modelos SRT vão oferecer ainda mais performance.

"Na Dodge, nós trabalhamos muito duro para transformar veículos de uso diário em automóveis que reflitam a personalidade de seus donos", disse Tim Kuniskis, presidente e CEO das marcas Dodge e SRT. "Nossos produtos são modernos, de alto desempenho, e proporcionam aquela sensação visceral que faz os compradores se lembrarem porque eles se apaixonaram por dirigir."



A marca Dodge tem em seu DNA a inovação e a paixão em desenvolver veículos mais rápidos, melhores ou mais práticos. Esse comportamento foi agregado à marca pelos próprios irmãos John e Horace Dodge há um século, com o pioneiro Model 30, de 1914 - todo feito de aço, enquanto seus rivais eram construídos com madeira em boa parte da estrutura.

Para moldar seu futuro, a marca Dodge vai se inspirar nos muitos sucessos que caracterizaram seus 100 anos de história. Entre outros, vale a pena destacar os avanços tecnológicos das décadas de 30 e 40, a evolução do design dos anos 50, a herança de competição da década de 60, a potência dos anos 70, a eficiência da década de 80 e o estilo inacreditável dos anos 90. Desde os muscle cars até os compactos, minivans, crossovers e utilitários-esportivos, a linha atual da Dodge entrega potência, tecnologia avançada e alto nível de equipamentos.

No Brasil, a Dodge tem uma longa e rica história que vem desde a década de 1970, com os então desejados e hoje venerados Dart e Charger fabricados em São Bernardo do Campo (SP), até o versátil Dodge Journey, campeão de vendas do Grupo Chrysler desde 2009. Sem esquecer a picape Dakota, produzida em Campo Largo (PR) no final da década de 1990.

A Dodge tem uma enorme base de fãs, que não para de crescer. O perfil norte-americano da Dodge no Facebook, por exemplo, tem mais de 4 milhões de seguidores. O Challenger sozinho tem 1,6 milhão de admiradores, mais que muitas marcas inteiras. E com os 278 mil seguidores no Twitter (nos EUA também), as mídias sociais da Dodge se sobressaem no nível de engajamento no setor automotivo. No Brasil, a marca também conta com inúmeros fãs clubes, e tem como canais oficiais de interação o site www.dodge.com.br e os perfis @DodgedoBrasil (Twitter) e Dodge|Brasil (Facebook).


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Roberto Nasser - De carro por aí

edita@rnasser.com.br - 61.3225.5511 Coluna 2413  13.06.2013

Segura peão. Picape Mercedes
A Mercedes-Benz argentina confirmou estudos para desenvolver picape médio, do porte do VW Amarok, Ford Ranger, Mitsubishi Triton, e que-tais. A Coluna comentou isto há um ano e os executivos da Mercedes-Benz do Brasil, maior mercado para o produto, fizeram cara de paisagem. Agora, a empresa no vizinho país confirmou o desenvolvimento.

Os mapas de vendas de utilitário na Argentina são conceitualmente idênticos aos do Brasil, puxadas pelos picapes, e o fator facilitador não se resume ao mercado consumidor destes veículos, nem o fato de a estrela alemã ser o equivalente do tradicional slogan da igualmente alemã Bayer, tipo se é Mercedes é bom, mas a concretude de ter deslocado a produção do furgão Vito da Espanha, para a Argentina.

Assim, atirou no que viu, o mercado de vans e assemelhados, e acertará no que os olhos europeus não enxergaram – o curioso mercado de picapes, em vendas superior ao de utilitários. Se colocados num gráfico, os picapes brasileiros expõem característica interessante – a aplicação ao trabalho é inversamente proporcional ao preço -, mostram as cidades de economia intensiva em agro negócio, pecuária, produção de cana. Nelas os clientes de picapes, os chamados agro boys, usam-nos como automóveis de luxo e status. Será nestes que a Mercedes mirará. Abaixo, gradação de versões que acabará, até, em chassi pelado para receber carroceria de madeira e fazer serviço de carregar coisas e semoventes.

Produzir o Vito cria disponibilidade do trem mecânico, chassi, eixos, motor diesel. Dúvida e curiosidade. Desconhecido se o produto será um Vito com cabine seccionada, gerando plataforma de carga, ou cabine inteiramente nova. Curiosidade, a família que hoje inclui o Vito era a linha de comerciais da Volkwagen europeia, vendida à Mercedes.

Gosta de SUV ? Olha o Kuga aqui
Definitivamente a América do Sul é mercado para ser cuidado, e a Ford resolveu acertar o passo, incluindo nas linhas de produção da parte sul do continente apenas produtos globais – Ranger e Focus na Argentina, Fiesta e EcoSport no Brasil. Assim, atualizou o Focus, lançado há poucos anos, e cumpriu promessa anterior: construir o Kuga, utilitário esportivo, sobre sua plataforma.
Para estar atrativa no Salón do Automóvil de Buenos Aires – próxima semana – pré apresentou os produtos, surpreendeu a todos com a notícia do Kuga. Conhecido como Escape nos EUA é, em simplório dizer, um EcoSport malhado. Chega ao Brasil final do ano.

Roda-a-Roda

TakaroVolvo evoluiu o C30, para o hatch V40. Linhas atrativas, eflúvios dos traços do Studio italiano Bertone, motorização 2.0 de cinco cilindros, turbo, 180 cv, transmissão automática de 6 velocidades, a novidade de almofada de ar para pedestres, e o rótulo de veículo mais seguro do mundo.

Identidade – Problema é a dicotomia entre origem e preço, entre R$ 115 mil e R$ 160 mil. Apesar de ter nascido sueca, num fim de vida triste, ao portal da amargura, foi salva pela chinesa Geely, que levou a produção para a Bélgica.

Preço - Xing-Ling em capital e comando, não deveria ter preço competindo com alemães Audi, BMW e Mercedes, mas andar em faixa inferior, onde trafegam as versões equivalentes JAC e Chery.

O dono – O ramo Agnelli controlador da Fiat aplicou 2,6B de euros para aumentar sua presença no capital e garantir mando. Vendeu a SGS seu maior investimento fora da produção de automóveis, uma inspecionadora de qualidade, acima de crises. Ao mercado, demonstração de crença nos atuais projetos e resultados.

Novidades – Dia 20 Chery apresenta o novo Tiggo. E Ford o novo Fiesta sedan início de julho.

Flex – Chegam do México as primeiras unidades do 500 com motor 1.4 flex MultiAir. O cabeçote revolucionário não puniu a potencia com o uso de gasálcool, mantendo-a em 105 cv a gasálcool, aumentando 2 cv com álcool, 1 mkgf em torque, elevado a 14,6.

Global - Coisas da atualidade. Desenvolvimento flex pelo Brasil, passado aos EUA que fazem o motor em Detroit, enviam aos mexicanos para aplicar no carrinho, mandando o produto ao mercado nacional.

Chegando – Fornecedores mercosulinos desenvolvem auto peças para o novo Corolla, a ser lançado no Brasil como modelo 2014. Exibido no Salão de Detroit, janeiro, como Conceito Furia, exibia formas definitivas.

E ? – Cresceu em medidas e importância. Mundial, mas atende a duas observações regionais, onde olhado pelos mercados sul continentais como carros de diretor e, no resto do mundo, de estudante; e o atrevimento dos coreanos, a cada dia mais aperfeiçoados e melhores – e tomando clientes.

Por aqui – Pode ser visto parcialmente através do recente utilitário esportivo RAV, utilizando mesma plataforma e o partido de melhores materiais. Cresceu 10 cm em entre eixos, 9 cm no comprimento em 9, diminuiu 1 cm em altura. Motor 1.8, 140 cv e transmissão de sete velocidades.
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Mercado – Para criar atrativo maior ao sucesso do Novo Uno, a Fiat agregou direção hidráulica nas versões Way 1.0, Way 1.4 e Economy 1.4. Novidade, sem aumento de preço ao consumidor.

Reposicionamento – Sem mudanças a Nissan agregou equipamentos – apliques, faixas, opção de revestimento em couro, ar digital, ABS, almofadas de ar ... ao Livina, carimbando-o como 2014. Preços de R$ 44 mil a R$ 59 mil, e a expressão X-Gear virou versão de topo.

Mais – Motores 1.6 16V Renault, nacional, e 1.8 16V Nissan, mexicano. Transmissão mecânica de 5 velocidades ou automática, antiga, com quatro.

Mico – Vender o Livina, projetado pela chinesa Dongfen para o gosto oriental, tem sido exercício de criatividade – até para esconder sua origem. A – má – definição do produto deu em demissão de diretoria, e os sucessores sofrem para empurrar o carro até sua substituição.

Moda – Ícone é ícone. O Fiat 500 cumpre sua função e continua gerando brincadeiras. Motiva a coleção Carpe Diem, com mais de 40 produtos - rádio retrô, moleskines, álbum de fotos, capa para notebook, caneca, porta documento, nécessaires, organizador de porta malas, cesta para piquenique, lixeira para carro, puff ...


Negócio - Na Itália, passo maior, a linha 500 Design Collection  inclui geladeira Smeg 500, e sofá, mesa e console.




Mais uma – Outro fabricante de caminhões promete fábrica no Brasil: a chinesa Foton, assinou com dois distribuidores brasileiros: o economista tucano Luiz Carlos Mendonça de Barros, e o empresário Marcelo Pires Ferreira. E, em adendo, Cummins fornecerá motores e assistência, por sua rede nacional.

E outra – Marca holandesa DAF, hoje da estadunidense Paccar – faz também os Kenworth e Peterbilt – está na frente: instala fábrica de caminhões em Ponta Grossa, Pr. Aplica US$ 320M, forma rede, e quer, no segundo semestre deste ano, iniciar vender os caminhões feitos aqui.

Re call – Enquanto a Ford discute como chamar 465 mil Fusion, Explorer, Taurus, Flex, Lincolns MKS, MKT e MKZ aos seus concessionários para trocar o tanque de gasolina em função de vazamento em algumas centenas, o mercado se surpreendeu.

Include me out - Teria dito a Chrysler ao comunicado da NHTSA, órgão de segurança de tráfego nos EUA, determinando o re call de 2.7 milhões de Grand Cherokee e Liberty – aqui Cherokee Sport – para sanar problemas de vazamento do tanque em caso de colisão traseira.

Porquê - Os carros são de 1993-2004 e 2002-2007. Os italianos comandantes decidiram não atender à ordem, achando ser preciosismo, pois a média do problema é de um por milhão.

Mãozinha – VW bisa iniciativa vitoriosa, o FIDC – Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, para financiar seus fornecedores. Ritos simples, taxas menores, versão anterior fez 16 mil operações, à média de R$ 140M/mês. Quer garantir sustentabilidade – viver sem surpresas com fornecedores.

Bosch – Líder no fornecimento de tecnologias e serviços, conduzida Besaliel Botelho, engenheiro brasileiro, prevê crescer 3% na América Latina. Nela o Brasil representa 82% das receitas, com 23% em exportações. Deve focar o restante do continente com mais largueza.

Sinal – Na relação publicada Coluna passada sobre a escolha por jornalistas, mundo a fora, dos melhores motores do mundo, na dezena indicada apenas dois não usam turbo. É o caminho.

Susto - A Fórmula 1 volta a utilizá-lo no próximo ciclo e no Brasil, conta a surpreendida Honeywell, fabricante do implemento até agora voltado aos diesel, prevê fornecimento a médio prazo de meio milhão de unidades para motores de automóveis nacionais.

Refinamento – Aplicando-se a veículos usualmente não disponíveis para locação, a Hertz abriu caminho com o jipe Troller. Segue com o recém lançado e atrativo New Fiesta automático. Em todo o país e diária de R$ 232,34 com taxas, proteção a terceiros e km livre.

Volta – Vendida pela controladora alemã, a Karmann-Ghia do Brasil, pioneira em nossa indústria automobilística, está de volta. Tem história na intervenção ou produção de veículos - Karmann-Ghia cupê, conversível e TC; Willys Itamaraty Executivo; VW SP2; Ford Escort XR3 conversível; e montagem dos jipes Land Rover Defender.

Estilo – Reaparece com elegância, promovendo o Concurso Universitário Karmann-Ghia de Design, reunindo 700 alunos concorrendo de como seria, nos dias e aos conceitos de hoje, o mítico automóvel. Júri do ramo, liderado pelo professor e doutor Ari Rocha, autor do Aruanda, criado aqui premiado na Itália, para escolher o melhor finalista. Mais?

Diversão – O Pé na Tábua, mais divertido dos eventos antigomobilistas nacionais, reunião em Franca, SP, para corrida em circuito de 1.400m ou disputa de insólita anti corrida, a Prova de Marcha Lenta, já tem data: 14 a 16 de fevereiro de 2014.

Hora da coragem. O VW SP2
História do sucesso da indústria automobilística brasileira é feita por rasgos de coragem, otimismo irrefreável, teimosia e, até, desobediências. Desta, alvez a primeira, tenha sido por parte de Rudolf Leiding, então no. 1 da Volkswagen do Brasil. Razões desconhecidas, herr Leiding num dia do primeiro semestre de 1968 encomendou um esportivo ao engenheiro Senor Schiemann, responsável de produto na VW do Brasil. Não estava no planejamento de produto, nem nas regras de filial de montadora, com liberdade restrita a pequenas mudanças nos produtos definidos pelas matrizes. E Leiding havia recém chegado para substituir Fritz Schultz-Wenk, responsável pela vinda da VW para o Brasil e subitamente desaparecido.

Mas pediu criar esportivo, sem a redução no chassis feita pela Puma e fábricas de buggies. Schiemann, ativo porém pouco lembrado, traçou os parâmetros, incluindo a semelhança frontal com Variant e Brasília, criados na gestão Leiding. Linhas, desenhos, design, sob os lápis de Márcio Piancastelli e José Vicente Novita Martins, o Jota. O pedido insólito, inimaginável foi recebido com extrema alegria, virando protótipo do Projeto X, moldado à mão, e dividindo atenções com o futurista – e nunca viabilizado – Mercedes C 111 na Feira Brasil-Alemanha, S Paulo, 1970.

Virou produto em 1972, durou até 1976, com produção de 10.207 unidades.
Foi feito como SP – iniciais de São Paulo – 1 e 2. O primeiro, mais simples, motor 1.6 boxer, 65 cv, deixou a produção após poucas dezenas produzidas. O SP2, refinado, detalhes interiores em madeira, era um 1.7 e 75 cv de potência.
Leiding, logo transferido para a presidência mundial da VW, levou uma das unidades para lá. A revista norte americana Car and Driver nominou-o o “Volkswagen mais bonito já feito” e sugeriu à marca produzi-lo em outros países.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

CHRYSLER ENTRE OS FABRICANTES COM MELHOR ÍNDICE DE SEGURANÇA NOS EUA



Anualmente, a entidade norte-americana IIHS (Instituto das Seguradoras por Segurança Rodoviária) divulga uma relação dos veículos mais seguros à venda nos Estados Unidos. E desta vez, 11 modelos de marcas do Chrysler Group receberam o selo de Escolha Top de Segurança. Deles, são comercializados no Brasil quatro veículos: Chrysler 300C, Chrysler Town & Country, Dodge Journey e Jeep Grand Cherokee. E em breve mais um desembarcará por aqui, o Dodge Durango.

Os outros veículos do grupo agraciados pelo IIHS foram os sedãs Chrysler 200, Dodge Avenger, Dodge Charger e Dodge Dart e o utilitário-esportivo Jeep Patriot, “irmão” do Jeep Compass vendido no País. No caso específico do Dart, foi a segunda vez em menos de três meses que o carro foi aclamado pela entidade.

“Estamos honrados em receber esses prêmios”, afirmou Mark Cheroby, vice-presidente sênior de Engenharia do Chrysler Group. “A segurança dos ocupantes é um ingrediente chave no design e na manufatura de todos os veículos do Chrysler Group.”