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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Citroen lança completa linha de acessórios

A Citroën do Brasil acaba de desenvolver uma ampla linha de acessórios para sua gama de veículos, que inclui os modelos de passeio, C3, AIRCROSS, C4 Lounge, C4 Picasso e Grand C4 Picasso, além do utilitário leve Jumpy.

A criação dos acessórios seguiu os rígidos padrões de segurança, qualidade e confiabilidade da marca. Segundo Dercyde Gomes, diretor de pós-venda da Citroën do Brasil, os acessórios originais trazem uma série de vantagens para o consumidor, como a possibilidade de ganho de novas funções e/ou a personalização do veículo. “Além disso, os acessórios se destacam pelo preço competitivo e por terem garantia de fábrica, algo extremamente valorizado pelos clientes”, diz.

Outro ponto de destaque é o desenvolvimento e validação realizado pelas equipes de projeto, já que os acessórios originais dispensam adaptações e podem ser instalados mantendo a garantia total do veículo. “Todos os chicotes eletrônicos dos Citroën são multiplexados. Isso permite diminuir a quantidade de fios, mas faz com que todos os circuitos eletrônicos sejam interligados”, explica Dercyde. “Se feita fora de uma concessionária, a instalação de um sistema de som pode interferir no funcionamento da injeção de combustível”, completa. Por isso, a instalação de acessórios originais Citroën, feita dentro da concessionária, elimina esse problema.

Disponível em toda a rede de concessionárias da marca, a linha de acessórios é dividia em quatro grupos: “Mobilidade e Conveniência”, “Proteção e Segurança”, “Estilo Externo” e “Estilo Interno”. Entre os acessórios disponíveis, destacam-se:

Tilt Down (R$ 145): mecanismo que inclina para baixo o espelho do retrovisor quando o motorista engata marcha à ré, tornando possível visualizar a guia;

Subida automática dos vidros (R$ 419): conjugado ao travamento externo das portas, o mecanismo incorpora ainda a função de abertura ou fechamento dos vidros com apenas um toque. Pode ser instalado nas quatro portas ou apenas nas dianteiras;

Engate traseiro (R$ 1.417,86): homologado pelo INMETRO, pode ser escamoteado quando não estiver em uso;

Parafuso antifurto (R$ 225): parafuso com segredo que ajuda a prevenir furtos. O kit contempla um por roda. Se precisar remover a roda, o motorista tem uma chave Allen com segredo exclusivo;

Pedaleira e descansa pé em alumínio (R$ 213,80): confere aspecto esportivo e dinâmico ao interior do veículo. Possui superfície antiderrapante;

Ponteira de escapamento esportiva (R$ 131,55): item de personalização tem acabamento cromado e tratamento anticorrosão;

Antena curta (R$ 50,11): confere estilo e design esportivo ao veículo;

Jogo de barras transversais (R$ 1.011,94): jogo de duas barras de aço revestido em PVC, na cor preta e com tratamento anticorrosão. Suporta até 70 kg de carga;

Porta-bike Thule (R$ 561,32): resistente às intempéries e testado em situações extremas, transporta uma bicicleta. Fabricado em alumínio e desenvolvido dentro de rigorosas especificações;

Organizador de porta-malas (R$ 99,18): calços para organização do porta-malas que evitam o deslocamento de todo o tipo de objetos (malas, bolsas, garrafas, caixas etc.). Protege o conteúdo do porta-malas e evita ruídos indesejáveis;

Bolsa organizadora de porta-malas (R$ 152,34): bolsa revestida em tela para organizar pequenos objetos. Possui fixação na parte inferior para aderir à superfície acarpetada. Suporta 15 kg;

Sensor de estacionamento traseiro (R$ 334): jogo com quatro sensores e alerta sonoro. Auxilia nas manobras e balizas, prevenindo pequenas colisões e evitando prejuízos à pintura;

Cabide porta-paletó (R$ 138,05): cabide em metal cromado com fixação nos apoios de cabeça dos bancos dianteiros. Permite o transporte de paletós e casacos em geral sem amassá-los.


A lista completa de acessórios pode ser consultada no site: http://www.citroen.com.br/servicos-e-pecas/acessorios.html.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 3817 - 22.09.2017 edita@rnasser.com.br  

Honda Fit se aprimora para 2018
Pela Internet Honda apresentou a linha 2018 para seu bem sucedido Fit. Uma espécie de Geração 3 e ½, identificada visualmente por alterações nos para choques, faróis e grade frontal. Mudança principal, relatada na Coluna passada, foi o incremento em itens de segurança usuais a versões de maior hierarquia. Segue o caminho traçado nos modelos equivalentes nos EUA e Europa.

O ESP, iniciais do sistema de controle de estabilidade; o TC, controle de tração – artifício faz a transmissão arrancar em marcha fraca para evitar patinagem -; o manjado assistente de partida em rampa, o Hill Holder; e luzes de freadas emergenciais, são itens eletrônicos cujo crescimento na escala de uso permite reduzir preços e tornar-se atrativos mesmo ante o lento crescimento de aceitação e demanda pelos clientes brasileiros. A postura mercadológica pelo emprego de itens eletrônicos de segurança talvez encontre justificativa ante as exportações para a Argentina. O aliado do Mercosul pressiona o governo brasileiro para exigir o ESP nos produtos nacionais – o Brasil remancha, titubeia, engasga para regulamentar a obrigatoriedade. Somos lentos em adotar legislação pró segurança.

Versões
São quatro degraus de conteúdo e preço, mas há padrão básico: parte dos equipamentos listados, o pequeno motor L4, 1,5 litro, i-VTEC, variador de sincronia e abertura das 16 válvulas, 116/115 cv com gasálcool e álcool, flex; transmissão automática CVT, com polias variáveis; novo sistema de direção elétrico; freios ABS, o sistema anti bloqueio -, com EBD, distribuidor eletrônico da pressão hidráulica forçada pelo pisar no pedal do freio. Em segurança, cintos com ancoragem em três pontos para todos os passageiros, e fixadores Isofix para cadeirinha infantil.

A tecnologia vem-se democratizando, como exposto na escalada de conteúdo. Na versão básica DX, exceção está no uso de quase órfã transmissão mecânica de 5 marchas – um mico ‘a hora da revenda, e obrigatório par de almofadas de ar frontais. Versões superiores, transmissão automática por polias deslizantes, o sistema CVT, com simulação para sete marchas, com acionamento por alavanquinhas sub volante. Na EX, além das bolsas de ar frontais, também as há laterais. Em seguida EXL amplia o oferecimento com bolsas laterais tipo cortina, totalizando seis unidades. Nas duas versões superiores, ar condicionado digital.

Topo, a EXL contém novo módulo multimídia com conexão para SmartPhones Apple Car Play e Android Auto.
A novidade fica por conta da versão Personal, partindo de R$ 68.700 e permite a combinação de equipamentos pelo consumidor, optando por um item, sem pagar por todo pacote de versão superior.

Quanto custa
Versão
         R$
DX
58.700
Personal
68.700
LX
70.100
EX
75.600
EXL
80.900
Novidade é a versão Personal, admitindo escolha pontual dos itens sem a necessidade da compra de pacote completo. Experiência à busca de resultados.

TVR Griffit surpreende mantendo tradição
Fazendo surpresa, inglesa TVR apresentou seu novo modelo, o Griffith. Esportivo, motor entre eixos dianteiro, Ford V8 com 500 CV, com baixo peso, consegue excepcionais resultados: acelera de 0 a 100 km/h em menos de 4 s e supera os 320 km/h em velocidade final. Surpresa está no fato de todo o leque de marcas da indústria automobilística britânica, uma das maiores do mundo até a II Guerra Mundial, hoje estar resumida a dois fabricantes com grandes carros e pequenos quantitativos. 

A TVR, quase desaparecida, depois vendida ao russo Nikolay Smolensko, foi recomprada por grupo britânico. Construiu nova fábrica, formulou novo produto, pequena capacidade de produção, 500 unidades anuais. Outra, a MacLaren, mesmo diapasão, mas apta a entregar 3.000 unidades/ano. Marcas inglesas, outrora míticos exemplos de britanicidade são comandadas por capital estrangeiro: Rolls-Royce, BMW; Bentley, Volkswagen; Jaguar Land Rover, da indiana Tata; Mini, BMW; Lotus, investimento malaio...

Projeto para performance, emprega materiais leves para estrutura e carroceria, muito compósito em carbono, aço e alumínio colados sob pressão, consegue segurar o ponteiro da balança em 1.250 kg. É mais leve e menor ante concorrentes Porsche 911, Jaguar F Type e Aston Martin Vantage.

Projeto primoroso com apoio da Gordon Murray Design, autora do projeto da Mc Laren, motor Ford Coyote V8 5 litros desenvolvido pela Cosworth, aspirado produz 500 saudáveis e longevos cavalos, com a característica de durabilidade, aversão a oficinas, e grandes intervalos entre revisões. Entre eixos dianteiro permite excepcional distribuição de peso, sonho de qualquer projetista: 50% em cada eixo. Tração traseira, transmissão de seis velocidades.

Aerodinâmica privilegiada para estabilidade e refrigeração dos freios. Rótulo principal, deve ser visto como o último grito de uma tecnologia em descenso, a dos carros puramente movidos por motor a combustão interna, sem engenhos elétricos para hibridizá-lo.
Série de lançamento, a Launch Edition, porta revestimento em couro; rodas leves em desenho especial, pintura exclusiva, grande painel incluindo tela por toque, e botão de arranque imitando os utilizados nos jatos disparadores de foguetes, com pequena tampa a ser basculada para permitir premer o botão.

Projeto, charme, quase exclusividade não custam caro neste universo de carros personalizantes e de performance: 90 mil libras – uns R$  381 mil. Caro ? Não, em tempos de Lava Jato, merreca. As malas do importante Dr. Geddel permitiriam para comprar  133 Griffith, quase 4 meses da produção do automóvel, e surfar entre seus fiéis eleitores baianos. 

Roda-a-Roda
Pesquisa – Fiat desenvolve soluções para manter a liderança do Strada dentre picapes pequenos. Uma delas, preservar a plataforma atual, resistente, testada, trocando a cabine por outra. Uma das possibilidades, a do Mobi. Questão é segurar custos para evitar concorrer com o Toro, líder na categoria superior.

Ajustes – Nas adequações sugere-se contrair a relação de versões, limitando o Strada a duas portas e poucos equipamentos. E simplificar o Toro para reduzir preço e conquistar clientes dos Strada das antigas versões mais equipadas.

Conforto - Citroën confirmou lançamento próximo dia 10 da van Jumpy, montada no Uruguai, objeto de informações na Coluna  1117, aos  15.março. Formato inicial de furgão – após, passageiros -, e característica principal e diferenciativa do projeto é um olhar automobilístico sobre a ergonomia, a posição de conduzir, comandos, e os dois passageiros. Quer destacá-lo como o de maior conforto para usuários – motorista e auxiliares – ou caronas.

De volta – Da Coréia SsangYang confirmou volta do país. Como Coluna informou anteriormente, retorno será através de polivalente Venko, responsável pela chegada da chinesa Chery ao Brasil – após a marca chinesa assumiu a operação. Importações a partir do cancelamento do super IPI. Representação com prazo de 10 anos. Produto inicial, inescapável SUV.

Vantagem – Governo Federal baixou Medida Provisória satisfazendo concessionárias das estradas. Os investimentos nas vias – obras de arte, duplicação, etccc – não cumpridos nos últimos 5 anos terão mais 9 para ser viabilizados.

Razão - Generosidade dar-se-á com o dinheiro do usuário, pois a tarifa cobrada para cobrir os investimentos não realizados, em vez de ser suprimida, será mantida. Há triste frase a definir nossa concessiva estrutura legal: no Brasil quem faz a lei é a mãe do bandido.

Boa idéia – Jornalistas Scheila Canto e Paulo Cruz realizam segunda edição do Salão do MiniAutomóvel, interessante mescla de automóveis em várias escalas, desde 1:87 até 1:1, no caso Nissan GT/R e Chevrolet Camaro.

Fórmula - São mais de 4.000 unidades dos modelos em escala. Caminho novo ao juntar carrinhos de brinquedo e de verdade, com apoio dos fabricantes. No Shopping do Bosque, até set.24, Campo Grande, MS.

Ampliação – Toys for Boys Brasil, importadora de brinquedos para homens, ampliou linha de produtos. Além de automóveis esportivos, aeronaves e iates, traz, sob encomenda, lanchas Tigé.

Fórmula 1 – Mudanças redesenham a principal categoria do antomobilismo:
União McLaren Honda abriu. Equipe inglesa utilizará motores Renault. O asturiano Alonso permanecerá na equipe;

Toro Rosso com Honda – Parece um meio termo para negócio maior, fornecer à controladora Red Bull em 2019;

Sainz Jr saiu da Toro Rosso, indo para a Renault;
Kubica não irá para a Renault. Piloto finlandês procura equipe;

Recorde – Irv Gordon, 79, ex professor de Nova Iorque, coleciona recorde sempre aumentado, o de ter dirigido a maior quilometragem, num mesmo carro, em uso privado. Com Volvo P1800 de 1966, sólido e charmoso sueco recém completou 5M de Km, e no período retificou-o apenas duas vezes. Um recorde.

Celebridade – Transformou-se em referência para recomendar cuidados, manutenção em oficina autorizada, lubrificante indicado pelo Manual, de qualidade e troca nos intervalos nele indicados pela fabricante.

Mas – Porém, todavia, entretanto, sempre os há, o até então indestrutível motor do Volvo não resistiu ao descompromisso feminino. Razão descoberta pelo velho mecânico do automóvel, Da. Gordon, também provecta condutora, não soltou o freio de mão; rodou até queimar as lonas de freio; forçou o motor até debulhá-lo. Problemas não são solitários: ao saber da notícia, o velho mestre enfartou.

Concept One. Mercedes-AMG escreve o manual dos Hypercars
Mercedes-AMG surpreendeu o mundo apresentando seu novo ponto de exclamação, o Concept One. Mescla tecnologia de carros da Fórmula 1 com as mais recentes conquistas de tração elétrica. Resultado prático, um gran turismo classificado como Hypercar, muito acima dos concorrentes escreve as regras para a nova categoria.

Três motores elétricos – 120 KW, 160 cv em cada roda frontal, o terceiro tocado pela ponta do virabrequim do motor entre eixos traseiro – ciclo Otto, V6, 1,6 litro, o dos carros da Mercedes na Fórmula 1. Limite de giros e potência reduzidos relativamente aos carros de competição para oferecer durabilidade e confiabilidade ao uso nas ruas e estradas, e o turbo passou a ser elétrico, um motor com 80 kW – uns 107 cv - novo caminho para este soprador de potência.
Confiança patente, após longos 50 mil km motor e câmbio são retirados e, como nos Fórmula 1, inteiramente desmontados para aferir desgaste.

O Concept One, nas palavras de Thomas Moers, CEO da Mercedes-AMG, é o primeiro automóvel a tornar a tecnologia de Fórmula 1 utilizável nas vias, e a tomada de ar do motor expõe tal herança. O comportamento dinâmico também busca semelhanças. Com mais de 1.000 cv de potência, o conjunto de quatro motores o impulsionam do Zero aos 200 km/h em menos de 6s – o Bugatti Chiron, com 1500 cv fazem 6,2s; velocidade final de 350 km/h. Transmissão para as rodas traseiras, com 8 marchas, embreagem por monodisco seco. Dianteira por tração elétrica.

Outros dados: supera os Fórmula 1 em estabilidade; suas baterias pesam 100 kg; marcha lenta reduzida de 4.500 rpm para 1.100 rpm; funciona com gasolina de 95 octanas, como a Podium nacional; usa pneus Michelin Pilot Sport Cup 2 285x35x19 à frente e 335x30x20 atrás. Projeta-se a construção de 275 unidades a US$ 2,7M – uns R$  8,4M - na Inglaterra, onde produzido.

Não é apenas um degrau acima do pico dos esportivos, mas bandeira para exibir tecnologia a migrar para os futuros AMG e Mercedes. 


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 3517 – 01.09.2017 edita@rnasser.com.br

Sandero RS, o hot hatch
Dentre as muitas classificações de veículos surgidas recentemente, nem sempre há tanta precisão quanto à descritiva para os automóveis de traseira truncada dotados de comportamento superlativo. São os hot hatches. Na categoria o nacional Renault Sandero RS desponta pelo equilíbrio entre performance e preço. É o carro para os sensíveis às respostas mecânicas refinadas, sem abrir mão da missão básica, transportar quatro pessoas confortavelmente, incluindo crianças pequenas devidamente ancoradas aos engates ISO.

É um exercício Renault Sport, área de engenharia esportiva da marca francesa, e no caso integrante de série restrita a 1.500 unidades, nas quais uma plaqueta de colocação desvalorizada – sob a alavanca do freio de mão ... – indica tratar-se de Renault Spirit.

Para identificar, habitáculo com teto preto, apliques vermelhos nas saídas de ar, nos instrumentos, nas costuras dos bancos. Fora nas capas das pinças dos freios a disco nas 4 rodas em liga leve e aro 17” com bons Michelin 205x45. Cor externa apenas branco, prata e preto.

Renault implementou os sistemas do automóvel – plataforma, freios, suspensão com amortecedores mais rígidos e barra estabilizadora mais espessa, direção eletro-hidráulica, câmbio reduzido em suas seis marchas. Não mexeu no motor, um 2,0 litros, L4, 16 válvulas, produtor de 150 cv e 200 Nm de torque – a álcool. Prática de uso, de O a 100 km/h em ótimos 8s. Se o condutor aspirar a piloto, o sistema RS Drive oferece três modos de comportamento. Desde o mais contido, mantendo ligado o controle de estabilidade; ao Sport, com respostas mais rápidas ao acelerador, marcha menos lenta; Sport+ é para os nascidos com GPS, os que se acham, e aí se permitem desligar o controle de estabilidade e voltar ao tempo dos homens sem medo. Quem sabe e gosta, encontrará parceiro sempre disposto, e com confortos como alarme sonoro para a troca de marchas, dispensando olhar para o ponteiro do conta giros.

É bom ao uso normal, apesar do motor não ter sido melhorado, e pelo fato de sua potência específica – cavalos x litro de cilindrada – ser inferior a outros carros sem pretensões esportivas, SUVs coreanos ou o inimaginável Ford EcoSport, o conjunto muito auxilia a bons resultados e boas sensações.

Média de consumo em cidade civilizada, circa 11 km/litro, gasálcool.

Poderia ser melhorado: um pouco mais de trabalho no motor e re mapeamento da injeção ganharia uns 10% de potência; a Renault poderia examinar um trambulador de marchas de qualquer Volkswagen para absorver o DNA, o cloc de engates precisos. E relocar a plaquinha, expondo-a como carteira de identidade da versão especial e competente. R$ 66.400.

Uruguai, base de utilitários Peugeot e Citroën
Em seu bem sucedido processo de sobrevivência e rentabilidade, grupo PSA, das marcas Peugeot e Citroën, seguiu tendência mundial e racionalizou produção de todos seus veículos em apenas três plataformas. No caso, na América Latina duas se distribuem entre Argentina e Brasil. Terceira, comercial, sem semelhança com as outras, baseará utilitários. No Continente, montados no Uruguai.

Sistema muito assemelhado ao realizado – ou cometido – no Brasil para os carros Premium – Audi, BMW, Jaguar, Land Rover e Mercedes: quase a totalidade de partes importadas e poucas mão de obra e partes de produção regionalizada – no Mercosul. No caso uruguaio, os pequenos furgões Peugeot Expert e Citroën Jumpy utilizam bancos, pneus, bateria, rádio e instalação elétrica. O mais vem da França, e o índice de regionalização parte de 30%.

Furgões iniciais com capacidade de carga de 1,5 t, motor diesel de 4 cilindros, 1,6 HDI, 115 cv, transmissão manual de 6 velocidades, tração dianteira. Após, versões mistas para passageiros e cargas, e depois as exclusivas a passageiros. São de tamanho médio, concorrentes ao Mercedes-Benz Vito feitos na Argentina.

Montagem por operação indireta, somando a PSA, seus importadores no Uruguai e a Nordex, fábrica especializada em montagem no vizinho país - é autêntica montadora – recebe partes e as agrega, e tem intimidade com nosso mercado: faz-nos o Kia Bongo. Esforço consumirá total de US$ 20M, incluindo adequação da planta, individualizar e desenvolver fornecedores, e construir pista de testes com 1,2 km. Capacidade instalada de 6.000 unidades anuais, 10% do pretendido pela PSA como vendas regionais da marca em 2021.

Picape 
Decisão da PSA fazer picape não é novidade. Foi tomada há meses e a Coluna a divulgou. Fato novo é definir produzi-lo, até 2021, no Uruguai, anunciada por Pablo Averame, no. 1 em produtos para América Latina, em entrevista a Rodrigo Barcia do Autoblog Uruguay. Não se trata do recém lançado modelo Peugeot Pick Up 4x4 feito com a associada chinesa Dongfeng para o mercado africano, mas produto centrado nos lucrativos similares feitos no Mercosul.

Peugeot Express mantém-se importado, Citroën Berlingo voltará a sê-lo, idem para Boxer e Jumper, antes construídos pela Fiat sobre base Ducato, com a saída da operação no Brasil.

Lançamento de Jumpy e Expert na Fenatran, outubro, S Paulo.

Roda-a-Roda
De novo – Mercedes-Benz não digere o enorme prejuízo e a oportunidade perdida para fazer a Maybach, sua marca de super luxo, superar Rolls-Royce. Foi ao Pebble Beach Concours d’Élegance, Monterey, Ca, com evolução do conceito mostrado ano passado na mesma festa de automóveis antigos.

Tempos de glória – Levou o conversível Vision 6. Quase 7 m de automóvel, bela distribuição de espaços, uma escultura impositiva e móvel por motorização elétrica. Fará bonito até em Mônaco em frente a longos iates e seus helicópteros.

Realidade – Muita eletrônica, motor elétrico 750 cv, autonomia de 320 km, 0 a 100 km/h em 4s. Motor menor ante o V12 Mercedes, permite adicional compartimento de bagagens sob o capô – como uma cesta de pic nic...

Bom – Boa notícia. Produção até o final da década. Não precificado, mas dá tempo para você se capitalizar por trabalho; pelo previsto boom no valor das ações em Bolsa; ou vender a guarda de segredo nestes tempos de Lava Jato.

Caixa – Porsche apresentou o novo Cayenne, mais esportivo e atlético. Mudou tudo para parecer não ter mudado. Entende-se a cautela: o Cayenne é seu produto mais rentável, trampolim da marca. Afinal, convenhamos, casa de carro esporte fazer SUV, ter sucesso e lucros, foi caminho corajoso.

Como – As novas barras frontais cromadas remetem-no à matriz Volkswagen. Grupo óptico menor para exibir ter evoluído tecnologicamente, maiores tomadas de ar para identificá-lo com carro esporte, e linha mais baixa do teto.

Por baixo – Mais equipamentos comuns com o Panamera, sedã esportivo da marca: eixo traseiro elétrico, direcional, e sistema 4D Chassis Control. Perdeu 55 kg, embora não seja uma ninfeta aos 2.040 kg. Duas versões: Cayenne, 3,0 litros, turbo, 340 cv e 450 Nm de torque; Cayenne S, V6 2,9 l bi turbo, 440 cv e 550 Nm de torque. Transmissão automática Tiptronic, 8 marchas, tração integral.

Local – GM Argentina construtora do Cruze, iniciou fazer os motores 1,4 turbo, injeção direta, nele aplicados. Antes importava do México. Carros enviados ao Brasil serão quase totalmente argentinos.

Caminho – Randon, de implementos de transportes está na Expedição da Rota de Integração Latino-Americana. Busca desenvolver nova rota comercial entre Mato Grosso do Sul e o Chile, para usar portos do Pacífico para cargas nacionais.

Ações – Para viabilizar há necessidade de redução burocrática, de entraves alfandegários, melhoria das estradas, e construção de ponte bi nacional sobre o Rio Paraguai. O caminho pelo Pacífico reduz 8.000 km ante o do Atlântico.

Mais um – Exceção entre os muitos prometidos e não viabilizados, Foton Caminhões iniciou vender primeiras unidades. São Minitruck de 3,5t, e Citytruck de 10t, produzidos na fábrica da Agrale, Caxias do Sul, e empregam componentes nacionais, motor Cummins; câmbio ZF; diferencial Dana.

Futuro – Eagle, protótipo de pneu do futuro, inteligentes e conectados, foi trazido pela Goodyear ao Brasil. Movido por inteligência artificial, rede de sensores coleta dados sobre o meio ambiente, incluindo superfície da pista.

Super Super – Michelin trará à América Latina seu pneu Pilot Sport4S. É reposição a automóveis de hierarquia – Porsches, Ferraris, Mercedes-AMG -, mas utilizáveis por automóveis com rodas adequadas. Aderem mais, freiam mais, mais estáveis, duram mais e, charme adicional, anel circundante impede danos às rodas em caso de raspadas nos meio-fio.

Preço ? – Caso igual a consumo de lancha: quem pergunta não pode comprar...

Ajuda – Porto Seguro Transportes ampliou a extensão do guincho gratuito aos seus segurados: em caso de acidente, 400 km. Mais ? https://goo.gl/PdMqQC

Anúncio – Capacidade industrial esgotada pela demanda ao Kwid, sem necessidade de anunciá-lo, Renault tentou fazer campanha publicitária para todos os seus produtos. Um incentivo a viagens de automóveis.

Proposta – Conceitualmente ideia boa, quebrar estereótipos regionais – baianos lentos, cariocas malandros, nordestinos preguiçosos –, mas não foi entendida. Ante reclamações nordestinas, por onde começou, retirou-a do ar.

Imagem – Para exibir ligação entre consumidores e seus carros Shell, pela agencia Wunderman, fez filme onde paraquedista Arthur Zanella salta, e seu GM Montana é jogado de avião. https://www.youtube.com/watch?v=tZQHPl3d_JY

Lei – Comissão de Viação e Transportes da Câmara Federal aprovou prazo de 180 dias para análise de Defesa Prévia dos motoristas multados. Matéria ainda irá a Plenário, permitindo esclarecimentos e pressões dos interessados sobre os deputados. É Projeto de Lei 6857/2017 da deputada Elcione Barbalho, PMDB-Pa

Marcha a ré – Emenda, da deputada Christiane Yared, PR-Pr, é desfaçatez: 45 dias para motorista se defender. E 4 vezes mais para Detrans analisar. País recolhe muitos impostos sem retribuir em serviços; Detrans se transformaram em usina de formação de recursos por multas. Prazos deviam ser iguais.

Gente –Lee Jae-yong, executivo, 3o. homem mais rico da Coreia do Sul, vice chairman do conglomerado Samsung, preso. OOOO Doações a entidades não governamentais ligadas à ex presidente Park Geun-hye, deposta e também presa, em troca de favorecimentos. OOOO 5 anos de prisão: entre ser ouvido e condenado, 9 meses. OOOO Gerald Lautenschläger, alemão, desafio. OOOO Diretor de Operações Europa na recém renascida Borgward. OOOO Do ramo, ex Opel, preparará volta da marca. OOOO

Os Mercedes Axor e o milho em espiga
Milho é o segundo produto agrícola brasileiro, de previstas 97 milhões t na safra 2016/7, 46% de crescimento, e transportá-lo em espigas, carga não padronizada, do campo ao processo beneficiamento, exige área cúbica.

Centro Oeste lidera produção, liderada pela cidade mineira de Patos de Minas. Nela o operador Elias Caixeta, presidente da Transgrãos adquiriu 105 cavalos mecânicos Mercedes Axor 2536 6x2. Da marca tem agora 280 caminhões.

Os Axor são extra pesados, tracionam semi reboque com 13,60m de comprimento, aumentando a capacidade cúbica de carga, exigência da operação. Projeto e adequações aplicadas pela Mercedes-Benz compatibilizam-no às demandas dos usuários, com agrados a empresário e operador. Aos primeiros, resistência, durabilidade, operação econômica, dimensionamento mecânico para operar em estradas asfaltadas ou de campo, e ampla rede de concessionários para assistência. A quem dirige, materializa o conceito Econfort, de operação confortável, rivalizando com automóveis bem dotados, com nova geração de bancos, volante multifuncional, sistema de som, tacógrafo digital, novo painel, freio a tambor, eixo de tração sem redução nos cubos, câmbio automatizado com funções EcoRoll, Power e Manobra, suspensão pneumática no chassi, a ar na cabine, vidros elétricos, ar condicionado.