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domingo, 23 de dezembro de 2018

Lamborghini de Longo, Gomes e Franzoni vence os 500 Km de São Paulo - Chevrolet Absoluta 500


A Lamborghini Huracan pilotada por Chico Longo, Marcos Gomes e Victor Franzoni venceu neste sábado (22) os 500 Km de São Paulo – Chevrolet Absoluta 500, prova disputada no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP). O trio, que liderou os três treinos livres e largou da segunda posição, teve um início de prova discreto, e apareceu com força a partir da terceira hora de prova, quando Gomes assumiu a pilotagem, e tomou a dianteira da corrida, seguindo para a vitória.

O resultado é especial para Longo, que venceu a prova pela terceira vez, repetindo os feitos de 2009 e 2010, quando venceu a prova ao lado de Daniel Serra. O resultado iguala o piloto a Celso Lara Barberis, Luiz Pereira Bueno e Max Wilson, todos tricampeões da prova. Já Marquinhos se tornou o terceiro piloto do clã Gomes a vencer os 500 Km de São Paulo – Chevrolet Absoluta 500, uma vez que seu pai, Paulão, e o irmão, Pedro, triunfaram ao lado de Alcides Diniz em 2003. Franzoni, por sua vez, triunfou em sua primeira corrida com um GT na carreira.

A edição deste ano foi das mais equilibradas, e contou com quatro carros na briga pela vitória. Além da Lamborghini vencedora, o protótipo AJR de Emílio Padron, Fernando Fortes e Henrique Assunção, que largaram da pole position, o Mercedes de Guilherme Figueroa, Ricardo Baptista e Julio Campos, e o Porsche de Marcel Visconde, Max Wilson e Ricardo Maurício. Todos eles lideraram a prova por pelo menos uma volta, e batalharam pela segunda posição até o giro final.

A segunda posição acabou nas mãos do Mercedes, que teve Campos na pilotagem no stint final. O terceiro colocado do último campeonato da Stock Car assumiu a posição na abertura da última volta, deixando Maurício e seu Porsche para trás, enquanto o AJR, pilotado por Fortes na parte final da disputa, também superou o carro dos vencedores de 2017 nos metros finais para terminar em terceiro, garantindo a vitória na categoria P1.

A quinta posição terminou nas mãos de Renan Guerra e Arthur Felipe, que correram com um Protótipo JR, vencendo entre os competidores da categoria P3. O sexto posto ficou com Henry Visconde e Tiel de Andrade, que triunfaram na classe GT4 com um Audi. Carlos Vallone, Ricardo Kraft e Edgard Amaral venceram na classe T com um Volkswagen Gol, terminando no 13º posto geral. Carlos Antunes, Yuri Antunes e Alexandre Finardi triunfaram na P2 com um protótipo MRX.

Após a corrida, Longo disse que enfrentou dificuldades no começo da prova, e celebrou a temporada após a vitória. “O carro era muito bom, mas a calibragem estava errada, muito alta, e estava muito difícil de pilotar. A gente achou que tivesse algum problema no carro, mas o problema era a calibragem. No último terço da corrida, a gente viu que tinha chances de vencer. A gente estava fora dos 500 Km desde 2010, e foi bacana voltar depois de oito anos com vitória, minha terceira na prova, completando um ano em que eu fui campeão brasileiro de Endurance”, disse Longo, após a corrida.

Franzoni celebrou sua primeira experiência com a Lamborghini.“A minha estreia em um carro GT foi melhor do que o esperado, mas tinha a equipe toda por trás, com o Marquinhos e o Chico me ajudando muito. Quero agradecer a Via Itália Racing pelo carro que me deu. A corrida foi difícil, pois eu tive que andar quase 100% o tempo todo. Normalmente, você tenta poupar o carro. Eu tentei fazer o máximo para ganhar tempo e posições para entregar para o Marquinhos em uma boa posição. E foi tudo perfeito”, disse.

Gomes comemorou o bom desempenho na prova. “A corrida foi super emocionante. A gente estava em quarto no começo, depois o Victor recuperou um pouco, mas nosso acerto na estratégia foi vir aos boxes no Safety Car para cumprir a troca de pilotos. Depois, eu imprimi um ritmo forte para tirar a diferença dos três primeiros, e deu certo. Eu não me lembrava que meu pai e meu irmão venceram a corrida, mas é muito legal igualá-los. Nós somos a família que mais venceu os 500 Km”, comenta Marquinhos.

Confira o resultado final dos 500 Km de São Paulo – Chevrolet Absoluta 500:
1º - 19 - Chico Longo/Marcos Gomes/Victor Franzoni (Lamborghini/GT3) - 117 voltas em 3h26min29s

2º - 8 - Guilherme Figueroa/Ricardo Baptista/Julio Campos (Mercedes/GT3)
3º - 117 - Emílio Padron/Fernando Fortes/Henrique Assunção (AJR/P1)
4º - 70 - Marcel Visconde/Max Wilson/Ricardo Maurício (Porsche/GT3)
5º - 15 - Renan Guerra/Arthur Felipe (JR/P3) - a 11 voltas
6º - 64 - Henry Visconde/Tiel de Andrade (Audi/GT4) - a 14 voltas
7º - 13 - Alexandre Zaninotto/Leandro Guerra (Spyder/P3) - a 17 voltas
8º - 125 - Paulo Plutarcho/Davi Plutarcho/Saúva (Spyder/P3) - a 17 voltas
9º - 25 - Ney Faustini/Edras Soares (Vectra/P1) - a 18 voltas
10º - 7 - Paulo Sousa/Mauro Kern (BMW/GT4) - a 18 voltas
11º - 74 - Eduardo Colamarino/Luiz Abbade (Spyder/P3) - a 23 voltas
12º - 66 - Luc Monteiro/José Vilela (Spyder/P3) - a 26 voltas
13º - 222 - Carlos Vallone/Ricardo Kraft/Edgar Amaral (Gol/T) - a 27 voltas
14º - 113 - Ricardo Cimatti/Tiago Regis/Rogério Dudu (Sandero/T) 
15º - 72 - Carlos Antunes/Yuri Antunes/Alexandre Finardi (MRX/P2) 
16º - 20 - Fabiano Cardoso/Daniel Keleman/Rafael Lopes/M.Costa (HB20/T)
17º - 146 - Robbi Pérez/José Córdova (MRX/P1) - a 54 voltas
18º - 77 - Edras Soares/Esdras Soares/Juarez Soares (Vectra/GT4) 
19º - 14 - Marconi Abreu/Júnior Victonete/Marcelo Karam (Mercedes/GT4)
20º - 151 - Sérgio Pistilli/Denísio Casarini (Spyder/P3) - a 92 voltas
21º - 16 - Esio Vichiese/Alinne Cipriani (Ginetta/GT4) - a 112 voltas

terça-feira, 6 de março de 2018

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner Gonzalez

Freada de arrumação em Barcelona

Equipes de F1 começam hoje últimos testes antes do início do campeonato

A torcida maior para os próximos quatro dias de testes da F-1 que começam hoje, na Espanha, não é para nenhuma equipe ou piloto. O que todo mundo quer ver brilhar no circuito da Catalunha é o sol, astro que não deu as caras na semana passada e até causou WO na agenda de trabalho reservada para a quarta-feira, sinônimo de prejuízo considerável no desenvolvimento dos carros para a temporada de 2018. 

Entre chuvas e muita neve, porém, táticas, artimanhas, progressos e outros detalhes ficam claros ao analisar o balanço do que aconteceu na semana passada. Dentro desse panorama, os próximos quatros dias serão uma verdadeira freada de arrumação rumo ao início do campeonato deste ano.

Indiferente a tudo isso, Lewis Hamilton chegou, viu e acelerou. Simples assim, o inglês treinou sério apenas um dia e deixou claro que ele e a Mercedes formam a dupla mais forte para o campeonato que começa dia 25, em Melbourne, na Austrália. Em apenas 69 voltas ele marcou o melhor tempo da semana, 1’19”333. Interprete da seguinte forma: a média de voltas por piloto foi 106 e entre os 22 que entraram na pista apenas seis andaram menos que o atual campeão mundial. Mais, essa marca foi obtida com pneus médios e foi seis décimos melhor que a volta mais rápida do seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas, usando o mesmo equipamento. Pior para a Ferrari, esse tempo equivale a cruzar a completar os 4.655 metros do circuito catalão três décimos antes do que fez Sebastian Vettel com um Ferrari SG71-H equipado com pneus macios, mais aderentes.

Falando em Ferrari, a tela da escuderia já ganhou esboços de que o finlandês Kimi Räikkönen será efetivamente um escudeiro: descontado os fatos de que foi o primeiro a acelerar prá valer o SF71H e que andou apenas 60 voltas, o tempo de 1’20”506 usando pneus macios, foi o oitavo melhor e pouco mais de oito décimos mais lento que Vettel. Se a diferença entre ambos não for drasticamente reduzida ao fim das quatro próximas jornadas, vai demorar muito pouco para a imprensa italiana questionar, novamente, sua permanência na Scuderia e cobrar a promoção de Charles Leclerc ou, até mesmo a promessa italiana da vez, Antonio Giovanazzi, que sequer participou dos treinos.

Atual campeão da F-2, Charles Leclerc ainda dá os primeiros passos na categoria, mas nem por isso desperdiçou tempo algum para se impor frente ao companheiro de equipe Marcus Ericsson e proporcionar uma injeção de ânimo na renovada Sauber-Alfa Romeo, onde o sueco já é veterano. O atual campeão da F-2 marcou apenas o 20o tempo, mas foi praticamente sete décimos mais rápido que Ericsson (1’23”408). A descobrir se o novo tempero italiano que agora marca a equipe suíça vai satisfazer o apetite do jovem monegasco e corresponder ao investimento da casa de Milão…

Dúvida por dúvida, os dois espelhos mais consultados na semana passada foram os da McLaren e da Toro Rosso. A primeira perguntava a todo instante se havia chassi com motor Honda mais veloz que o MCL 33-Renault; a seguinte questionava se alguém é capaz de construir um carro capaz de aproveitar melhor o potencial do motor Honda que o STR13. O time inglês preocupou-se em andar rápido e foi o único a usar o novo composto hipermacio, recurso que permitiu ao belga Stoffel Vandoorne marcar a terceira melhor marca da semana (1’19”984). Fernando Alonso, com composto super macio, fez o décimo tempo (1’20”929).

Considerando que do primeiro para o segundo há um ganho de um segundo por volta em Barcelona, e que, dessa versão para o pneu macio mais um segundo, o espelho da Toro Rosso refletiu uma imagem mais promissora. Aos resultados de Pierre Gasly (1’21”318) e Brendan Hartley (1’22”371), ambos com pneus macios, aplique-se o coeficiente de aderência dos compostos mais aderentes usados pela McLaren e a imagem fica nítida. O fato que ambos completaram 303 voltas (Gasly, 229 e Hartley 74), contra o total de 161 computados por Vandoorne (110) e Alonso (51) melhora o saldo do time júnior da Red Bull e marca ponto para a durabilidade surpreendente do motor Honda. A tática do “precisamos mostrar que somos rápidos” da McLaren mostrou que nem tudo que reluz é ouro, ou o brilhante amarelo papaia que o time adotou para esta temporada.

Na outra arena de touros, a Red Bull mostrou que deverá, novamente, ser a melhor equipe com motor Renault: Daniel Ricciardo (5o tempo, 1’20”179, 62 voltas) e Max Verstappen (7o, 1’20”317, 102 voltas) andaram com pneus de composto médio, considerado a melhor opção para descobrir as virtudes e defeitos de um carro novo.

A Renault viu Nico Hulkenberg (9o, 1’20”547, 122 voltas) e Carlos Sainz (11o, 1’20”940, 125 voltas), exibirem boa durabilidade, mas o desempenho ainda precisa melhorar para se firmar como a quarta equipe do grid. Espera-se boa melhora de Hulkenberg e Sainz nos próximos dias.

Nesse mesmo período, talvez nem tanto, o futuro da equipe Force India será conhecido. Em meio a um processo de troca formal de nome e, possivelmente, de proprietário, a esquadra que terminou 2017 em quarto lugar na classificação de construtores parece viver dias turbulentos: o VJM 11 mostrado na semana passada parece mais um VJM 10 passado por uma sessão de make up, onde a colocação dos logotipos dos patrocinadores é a novidade maior. Já se comentou que até mesmo o uniforme da equipe será diferente em Melbourne. O próprio resultado dos dois pilotos foi considerado por demais modesto: 16opara Estebán Ocón (1’21”841, pneus macios, 79 voltas) e 17o para Sérgio Pérez (1’21”973, pneus macios, 65) e ficou aquém das expectativas; o russo Nikita Mazepin foi o responsável pelo suposto shake down do carro: na segunda-feira ele completou 22 voltas, a mais rápida delas em 1’25”628, usando pneus de composto médio.

Outra equipe que usou três pilotos foi a Williams, que teve Lance Stroll (12o, 1’21”142, 54 voltas), Robert Kubica (14o, 48 voltas, 1’41”495) e Sergey Sirotkin (15o, 1’21”822, 52 voltas), em ação, todos eles andando com pneus de composto macio. A seguir com atenção o que se passa com o time que ainda busca encontrar seu lugar na F-1 atual.

Situação semelhante vive a Haas: discrepância é o termo que desponta quando se comparada os resultados dos seus dois pilotos, Kevin Magnussen (6o, 1’20”317, 96 pneus supermacios, 96 voltas) e Romain Grosjean (19o, 1’22”578, pneus macios, 32 voltas). Tal qual a Williams, a equipe merece ser acompanhada com atenção para que se possa identificar suas verdadeiras chances para a temporada.

Os melhores tempos da semana passada:
1) Lewis Hamilton, Mercedes W09, 1’19”333, pneus médios;
2) Sebastian Vettel, Ferrari SF71-H, 1’19”673, terça, macios;
3) Stoffel Vandoorne, McLaren MCL33-Renault, 1’19”854, quinta, hipermacios;
4) Valtteri Bottas, MercedesW09, 1’19”976, terça, médios;
5) Daniel Ricciardo, Red Bull RB14-Renault, 1’20”179s, segunda, médios;
6) Kevin Magnussen, Haas VF 18-Ferrari, 1’20”317, quinta, supermacios;
7) Max Verstappen, Red Bull RB14-Renault, 1’20”326, terça, médios;
8) Kimi Raikkonen, Ferrari SF71-H, 1’20”506, segunda, médios;
9) Nico Hulkenberg, Renault RS18, 1’20”547, segunda, médios;
10) Fernando Alonso, McLaren MCL33-Renault, 1m20.929s, quinta, médios;
11) Carlos Sainz Jr, Renault RS18, 1’20”940, quinta, médios;
12) Lance Stroll, Williams FW41-Mercedes, 1’21”142, quinta, médios;
13) Pierre Gasly, Toro Rosso STR13-Honda 1’21”318, terça, médios;
14) Robert Kubica, Williams FW41-Mercedes, 1’21”495, terça, médios;
15) Sergey Sirotkin, Williams FW41-Mercedes, 1’21”822, terça, médios;
16) Estebán Ocon, Force India VJM11-Mercedes, 1’21”841, terça, médios;
17) Sérgio Perez, Force India VJM11-Mercedes, 1’21”973, quinta, médios
18) Brendon Hartley, Toro Rosso STR13-Honda, 1’22”371, segunda, médios
19) Romain Grosjean, Haas VF 18-Ferrari, 1’22”578, segunda, médio;
20) Charles Leclerc, Sauber C41-Alfa Romeo, 1’22”721, terça, macios;
21) Marcus Ericsson, Sauber C41-Alfa Romeo, 1’23”408, segunda, macios;
22) Nikota Mazepin, Force India VJM11-Mercedes, 1’25”628, segunda, médios.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Wagner Gonzalez em Conversa de Pista

O futuro está de volta

Treinos livres da F-1 começam a mostrar as forças de 2017
Mercedes e Ferrari dominam as atenções
Massa faz o terceiro tempo

Não chega a ser exatamente no padrão “Especial de Natal de Roberto Carlos”, mas os treinos de pré-temporada da F-1 sempre ajudam a dar uma boa ideia sobre as forças do bem e do mal que irão prevalecer nos próximos 20 capítulos do campeonato. Conclusões ficarão mais claras após três ou quatro corridas – Austrália, China, Bahrain e Rússia -, mas o que aconteceu em Barcelona ontem já dá uma ideia de como andam as coisas nesse universo. 

Equipamentos de testes, número de voltas e decisões tomadas a cada pane são os indicadores mais confiáveis nesse jogo de especulação com fundinho de verdade, jogo onde Mercedes e Ferrari sobressaíram, Williams surpreendeu e a Red Bull viveu o primeiro soluço com o motor Renault rebatizado Tag Heuer.

A Mercedes foi a equipe mais rápida do dia, com Lewis Hamilton (1’21”765, à tarde, pneus macios), enquanto Valteri Bottas foi o segundo pela manhã (1’23”169, pneus macios), o que lhe garantiu o sexto tempo do dia. Numa demonstração de força, o time apareceu com novas soluções de aerodinâmica, a mais interessante delas um capô traseiro que mostra uma barbatana de tubarão reduzida e com uma abertura superior. 

Aparentemente, esta solução é baseada no Princípio de Bernoulli: o uso de uma saída de seção menor que o da entrada do fluído no compartimento do motor cria um fenômeno que aumenta a velocidade da saída do ar (no caso, quente) e ajuda a amenizar a turbulência superior; consequentemente consegue-se melhorar o fluxo de ar que se move em direção à Asa T e ao aerofólio posterior. Além disso o time alemão fez medições da turbulência que acontece na região posterior às rodas dianteiras.

Tal qual a Mercedes, que completou 165 voltas, a Ferrari também passou das 100 voltas e registrou 128, todas elas com Sebastian Vettel, o mais rápido de manhã (1’22”791) e autor do segundo melhor tempo do dia (1’21”878). Esta marca, assim como a de Lewis Hamilton, já está abaixo da pole position do GP de 2016 (1’22”000, Hamilton), o que comprova que os novos carros serão mais eficientes que os usados no ano passado. Vale lembrar que o alemão marcou seu tempo com pneus médios, menos aderentes que os montados no carro do inglês. Se na parte da tarde correu tudo bem para a Ferrari, na parte da manhã a Scuderia teve algumas preocupações com o comportamento da suspensão traseira do chassi SF70H.

Completando o trio de times que superou a casa das 100 voltas, a Williams surpreendeu e mostrou-se mais confiável e eficiente que a Red Bull. Felipe Massa (3º tempo, 1’22”076, pneus macios) era só sorrisos ao final dos treinos e o responsável pela equipe na pista, Rod Nelson, adotou um programa de trabalho dos mais variados: saídas à pista para completar séries curtas e longas de voltas, variando acertos de suspensão, pneus de compostos médio e macio.

As demais equipes viveram emoções mais fortes e reagiram de formas diferentes. A Haas, por exemplo, voltou a ter problemas com os freios, algo que privou o time de marcar muitos pontos na segunda fase da temporada passada. Uma travada das rodas traseiras acabou provocando o primeiro acidente do ano: Kevin Magnussen (4º tempo, 1’22”894, pneus macios) bateu na curva 10 e danificou o bico do seu VF17. Numa atitude que demostrou o amadurecimento do time americano, a equipe reagiu com tranquilidade e o dinamarquês voltou à pista.

Igualmente com problemas de menor importância – acumulador de energia e um sensor do motor – Daniel Ricciardo (5º tempo, 1’22”926, pneus macios) deu apenas quatro voltas pela manhã. O retorno às atividades de pista só aconteceu por volta das 16 horas, consequência da dificuldade em substituir os elementos que falharam.

A Force India começou bem o dia: pela manhã Sérgio Perez marcou o terceiro tempo (1’23”709, pneus macios, sétimo melhor tempo do dia), mas um problema com o escapamento levou o engenheiro Tom McCulough a abortar os trabalhos como “medida de precaução”, entenda-se vamos evitar um dano maior e mais caro para ser consertado…

Na Toro Rosso, situação parecida, mas Carlos Sainz Jr (8º tempo, 1’24”494, pneus médios), completou 51 voltas, 12 a mais que Pérez, e checou tantos elementos e reações do novo STR12 quanto possível.



Estreante na Renault o alemão Nico Hulkenberg (9º tempo, 1’24”784, pneus médios) comentou que que “não tivemos um dia livre de problemas, mas foi uma boa estreia na minha nova equipe”. Segundo Nick Chester, responsável pelo chassi do carro francês “nosso maior problema foi com os dutos dos freios dianteiros.”

Na McLaren, mais do mesmo: novamente o motor Honda deu problemas logo na primeira volta que Fernando Alonso (10º tempo, 1’24”852, pneus macios) completou no trino da manhã, algo que mexeu com os brios do espanhol. “Espero que isso não se repita. Já perdi um dos quatro dias de testes previstos antes do início da temporada, dia 26, em Melbourne, o que não é bom”. Uma pane nos circuitos de óleo do motor forçou uma troca da unidade de potência defeituosa, que será examinada com muita atenção pelos técnicos japoneses. Para acalmar seu primeiro piloto, a McLaren já admite rever a carga horária dos pilotos para a pré-temporada. Incialmente essa agenda está dividida em quatro dias de testes para Fernando Alonso e outros quatro para Stoffel Vandoorme, que treina hoje.

Tal qual Mercedes e Ferrari, a Sauber também não surpreendeu: o sueco Marcus Ericsson foi o mais lento na pista (11º tempo, 1’26”841, pneus médios). Ele desenvolveu um programa de avaliações de aerodinâmica e acerto básico, agenda que a equipe classificou como processo de levantamento de dados do novo carro.

Os treinos prosseguem hoje e se estendem até quinta feira; após uma interrupção de três dias recomeçam para mais quatro sessões diárias na segunda-feira, dia 4.


Wagner Gonzalez

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Dream cars são destaques da Mercedes-Benz no Salão do Automóvel de Detroit

A Mercedes-Benz, mais uma vez, apresenta importantes lançamentos mundiais na edição do Salão do Automóvel de Detroit de 2016, que acontece entre 11 e 24 de janeiro. 

Desde 1989, quando teve início um processo de internacionalização do evento, foram apresentados mais de 1.300 lançamentos das marcas participantes para os meios de comunicação mais influentes do mundo, importantes integrantes da indústria e um público apaixonado pelo universo automotivo.

O foco da Mercedes-Benz durante a exibição será os seus reconhecidos dream cars, modelos exclusivos que contam com o que há de mais sofisticado em tecnologia, design, itens de conforto e segurança, combinados a alto desempenho. A décima geração do sedã Classe E, uma das linhas mais tradicionais da marca, será também revelada.

Com o novo S 65 Cabriolet a Mercedes-AMG oferece pela primeira vez um automóvel de alto desempenho que combina o poder impressionante do motor biturbo V12 de 6,0 litros com o prazer de condução ao ar livre para quatro ocupantes.

A combinação de seus 630 cv com a suspensão esportiva AIRMATIC e aceleração de 0 a 100 km/h em 4,1 segundos enfatiza o status excepcional do novo modelo topo de linha da família Classe S da Mercedes-AMG. Os sistemas de controle automático da temperatura interna do veículo como AIRCAP com deflector de vento, o AIRSCARF – sistema de aquecimento de pescoço –, aquecimento do apoio de braços e controle de temperatura inteligente são outros destaques que proporcionam ainda mais conforto aos ocupantes do automóvel.

Referência em tecnologia, o novo Mercedes-AMG S 65 Cabriolet é equipado com diversos sistemas de assistência do Intelligent Drive, que incluem o PRE-SAFE Brake com reconhecimento de pedestres, DISTRONIC PLUS com assistente de direção e Stop&Go Pilot, Brake Assist BAS PLUS with Cross-Traffic Assist, Active Lane Keeping Assist, Adaptive Highbeam Assist Plus além do Night View Assist Plus.

As versões sedã e coupé do Mercedes-AMG S 65 já estão disponíveis no mercado brasileiro e a versão cabriolet deve chegar ao País até o final de 2016, todas por meio do programa sob encomenda.

O roadster compacto da Mercedes-Benz está sendo renomeado para o seu 20º aniversário e, a partir de março de 2016, será comercializado no mercado europeu com o nome de SLC com significativos avanços tecnológicos e visuais. A mudança de nome é uma referência à relação do modelo com o Classe C, com o qual compartilha muitos elementos técnicos.

O novo Mercedes -Benz SLC, que também será lançado no mercado brasileiro em 2016, chega para se unir a um grande legado: seu antecessor, o SLK, atingiu cerca de 670.000 unidades comercializadas desde seu lançamento no mercado em 1996.

Ainda mais esportivo, o veículo será oferecido em diferente motorizações, que vão desde o potente e econômico SLC 180, passando pelo SLC 200 até o modelo de alto desempenho da Mercedes-AMG SLC 43. As versões SLC 250d, SLC 300 e 43 serão equipadas também com o recém-lançado câmbio 9G-TRONIC proporcionando ainda mais dinamismo ao veículo.

A Mercedes -Benz está dando um grande passo para o futuro com o novo Classe E. As novidades do modelo proporcionam elegância com seu design distinto e interior de alta qualidade. O novo Classe E também marca a estreia mundial de inúmeras inovações tecnológicas, as quais favorecem o conforto de condução, proporcionam altos níveis de segurança e uma nova dimensão na assistência aos ocupantes do veículo.

O mercado brasileiro deve receber a novidade no segundo semestre de 2016.