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sexta-feira, 24 de julho de 2020

BRUNO BAPTISTA MOSTRA AS DIFERENÇAS DO NOVO COROLLA DE PISTA COM O CARRO DE RUA


Vencedor mais jovem do ano passado de uma prova de Stock, com 22 anos, Bruno é um dos 8 pilotos que participarão com o Toyota no Campeonato Brasileiro da competitiva categoria. A prova de abertura será realizada, neste domingo (26/07), em Goiânia, com a participação também dos modelos Chevrolet Cruze


Uma das boas atrações da etapa de abertura da temporada 2020 do Campeonato Brasileiro de Stock Car, marcada para este domingo (26/07), às 11h30, no Autódromo Internacional de Goiânia, será a estreia do novo Toyota Corolla, que será utilizado por oito dos 24 pilotos que devem alinhar no grid. Com transmissão ao vivo pela SporTV, a partir das 11h15, haverá duas provas, sendo a segunda com largada prevista às 12h23.

O Toyota Corolla enfrentará nas pistas o seu arquirrival do mercado de automóvel, o Chevrolet Cruze. Veículo mais comercializado do mundo no ano passado, o Toyota Corolla ficou em 14º lugar em vendas do nosso mercado, com 56.726 unidades. Mas foi novamente o primeiro do pódio entre os sedãs médios, superando, em muito, o Cruze, que foi o 44º colocado na classificação geral, com um total de 17.829 carros vendidos.

Em termos de desempenho, nos modelos produzidos em série, o novo Toyota Corolla perde um pouco para o Chevrolet Cruze, quando comparados nas versões com motores Flex (gasolina e etanol). Equipado com motor 2 litros aspirado, de quatro cilindros, 177 cv de potência e 21.4 kgmf de torque, o carro japonês acelera de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e não tem velocidade máxima divulgada pela fábrica. Já o Cruze, da GM, com o motor 1,4 litro turbo, de quatro cilindros, 53 cv de potência e 24,5 kgmf de torque, tem aceleração de 0 a 100 km/h em 9 segundos e 214 km/h de velocidade máxima declarada pelo fabricante.

Mas se o Toyota tem mais mercado e aceitação do público e perde em desempenho, na pista estes atributos não terão nada a ver, pois tanto o novo Stock com plataforma do Corolla e o com a carroceria do Cruze utilizarão exatamente o mesmo motor V8 6.8 movido a etanol, capaz de render 460 cv de potência e torque de 61,2 kgfm em utilização normal e até 550 cv e torque de 71,4 kgfm com o “push to pass” (botão de ultrapassagem acionado).

Assim, o desempenho de cada modelo, seja ele Corolla ou Cruze, dependerá muito mais do desenvolvimento das equipes e das atuações dos pilotos durante toda a temporada. Mesmo porque o Cruze utilizado no ano passado tinha uma carroceria de fibra de vidro (tipo bolha), separável em três partes, ao contrário do que ocorre agora com os dois novos modelos que são monoblocos e compostos por chapas de aço originais fornecidas pela Chevrolet e Toyota.

Entre as disputas de equipe, o Cruze larga com certa vantagem pois é o modelo que será utilizado pelo time campeão das três últimas temporadas, o Eurofarma RC, com o tricampeão Daniel Serra. E conta ainda com a participação também do bicampeão Ricardo Maurício, que foi o vencedor da última corrida do milhão.

Já o Corolla tem como um dos seus maiores trunfos o fato de ser o único que
terá ex-pilotos de Fórmula 1 em seu comando, como Rubens Barrichello e Nélson Piquet Filho, defendendo a equipe Full Time Sports, e Ricardo Zonta, na segunda equipe da RC, que terá ainda como piloto a maior revelação da temporada passada, Bruno Baptista, atualmente com 23 anos e vencedor de uma das provas no autódromo Velo Città, no interior de São Paulo.

Em Curitiba, Bruno pilotou pela primeira vez o novo Toyota Carolla com monobloco. Ele adianta que “o chassi do carro atual foi encurtado em 6 cm para encaixar a carroceria, o que reduziu a distância entre eixos de 2,80 m do Stock antigo para 2,74 m do meu Toyota”.

Isso ainda é mais do que os 2,70 metros encontrados no sedã de rua japonês, mas foi o suficiente para proporcionar mudanças no comprimento (-15 cm) e na altura (+1,5 cm) em relação aos Stock de 2019. Como a largura do modelo de competição é bem maior que a de um carro de rua, extensores de fibra de vidro foram aplicados nas portas e nos para-lamas do carro.

“O novo aerofólio traseiro ficou 10 cm mais estreito e, a partir deste campeonato, os carros terão de respeitar uma altura mínima do solo de 6 cm. Antes a medida era livre. Isso porque o assoalho também mudou. Saíram as chapas de fibra de carbono com elementos e extratores aerodinâmicos, entraram as de metal e madeira, totalmente planas”, revela o piloto da equipe Toyota RCM Racing, com os apoios das empresas Webmotors, HERO, Pro Automotive, Loctite e NGK do Brasil.

Equipado com câmbio de dupla embreagem, seis marchas sequenciais e automatizadas, com trocas feitas manualmente por meio de borboletas atrás do volante, o Toyota Corolla agradou o jovem piloto nos três treinos de 40 minutos que fez ao longo do dia na pista paranaense, em fins de junho.

“Gostei do novo carro, mas como ficou propositadamente com menor carga aerodinâmica (downforce), em relação ao da temporada passada, a sua pilotagem ficou mais arisca. Ou seja, certamente vai dar mais trabalho para os pilotos e a própria equipe para se encontrar a melhor aerodinâmica possível entre as retas e curvas de qualquer circuito”, já adianta Bruno.

Bruno também acha que “o público vai gostar mais das corridas deste ano porque o carro está mais barulhento. É claro que isso só depois mesmo que for liberada a entrada de pessoas nos autódromos”.

Quanto ao interior, o Stock Toyota Corolla tem banco tipo concha do piloto e volante com aros laterais, ao estilo F1, com pequenos mostradores digitais que exibem números como marcha engatada, tempo de volta e quantidade de botões de ultrapassagem disponíveis. Destaque ainda para os painéis de fibra de carbono e policarbonato no lugar do vidro nas janelas laterais e traseira do carro normal.

Em relação ao desempenho final, Bruno gostou do comportamento do novo motor, mas comentou que “com o maior peso da carroceria atual, o tempo de volta deve piorar um pouco. Mas isso, por outro lado, é bom pra equilibrar ainda mais o desempenho entre todos os carros. Se a Stock já era boa antes, imagine como não vai ficar agora com os carros andando ainda mais próximos. Adianto para os fãs da categoria que vão vibrar muito na frente da tv em casa”.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Audi dá sinal verde para a produção na Argélia


A Audi AG e o importador de longa data SOVAC S.P.A. iniciaram a montagem de três modelos da marca na Argélia. A partir de agora, o Audi A3 Sportback, o A3 Sedan e o Audi Q2 sairão da linha de montagem em Relizane, a capital da província de mesmo nome. A produção é inicialmente planejada para uma capacidade anual de aproximadamente 3 mil carros da Audi. A planta da SOVAC Production S.P.A. da Argélia fabrica automóveis do Grupo Volkswagen desde 2017.

A linha de montagem para a produção local da série de modelos Audi A3 e Q2 foi iniciada por Peter Will, Chefe de Planejamento e Direção de Projetos CKD / MKD / SKD na AUDI AG, e Mourad Oulmi, CEO da SOVAC S.P.A . "Esta entrada na fábrica multimarcas do Grupo é um passo lógico no mercado em crescimento da Argélia", afirmou Will. 

Em 2017, a SOVAC Production S.P.A. da Argélia construiu uma unidade de produção em uma área de 150 hectares na região de Relizane, localizada a 220 quilômetros a oeste de Argel. A capacidade de produção diária aumentou gradualmente para cerca de 200 carros. Os modelos Volkswagen Golf, Polo, Tiguan, Passat e Caddy, Škoda Octavia, Rapid e Fabia e SEAT Ibiza, Arona, Leon e Ateca são montados na fábrica.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Mercedes-Benz aumenta as vendas de peças Alliance aos clientes de veículos multimarcas

Em alinhamento ao seu compromisso de oferecer soluções para todas as necessidades do mercado, a Mercedes-Benz está expandindo sua atuação junto a clientes multimarcas. O sucesso de vendas da linha de peças Alliance Truck Parts no País reforça essa constatação.

“Já comercializamos mais de 22.500 peças Alliance no País somente em 2016. A média mensal de venda dos produtos praticamente triplicou se compararmos janeiro a julho deste ano”, informa Roberto Leoncini, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. “Além disso, 50% dos clientes já repetiram novas compras destas peças, o que atesta sua aprovação. Inclusive, em pesquisa realizada por meio do TruckPad, inovador aplicativo para smartphones que conecta o caminhoneiro à carga, um em cada quatro caminhoneiros no País já conhece a marca”.

De acordo com o executivo, uma grande vantagem dessa linha de peças para a Empresa é a possibilidade de atendimento a clientes multimarcas. Em menos de dois anos, já são mais de 10.000 clientes Alliance, entre caminhoneiros autônomos e frotistas. “Estamos trazendo-os para dentro da nossa Rede de Concessionários, onde podemos aprofundar relacionamentos e apresentar o amplo e diversificado leque de soluções de pré e de pós-venda que oferecemos para todas as suas necessidades, tendo por base a mais completa linha de veículos, produtos e serviços”, afirma Leoncini. “E no caso de clientes multimarcas, isso também é reforçado pela unidade de caminhões seminovos da SelecTrucks, que trabalha com veículos de todas as marcas, o que demonstra que queremos estar ao lado do cliente em todos os momentos, oferecendo ótimos negócios e oportunidades”.

A linha Alliance é formada por acessórios exclusivos para caminhões, ônibus e comerciais leves Mercedes-Benz, como também por peças de manutenção para veículos multimarcas. Do portfólio atual, cerca de 40% dos itens são para caminhões de todas as marcas. A linha de acessórios Alliance Truck Parts é formada por itens, como defletores aerodinâmicos, roda de alumínio com design exclusivo, tampas de estribo, geladeira portátil e de gaveta, TV e estrela iluminada. Os itens de conforto, como geladeira e TV, são especialmente ideais para os motoristas de caminhões que cumprem longas distâncias rodoviárias e que costumam utilizar a cabina para pernoitar.

Na linha de peças de manutenção Alliance destacam-se, entre diversos itens, tambores, lonas, discos e pastilhas de freio, filtros de ar e combustível e bombas d’água para motores Mercedes-Benz novos e antigos (OM 366 e OM 352), bem como para veículos de todas as marcas, atendendo os principais modelos de caminhões disponíveis no mercado.

Conceituada marca americana, ligada à Daimler Trucks North America, a Alliance Truck Parts oferece qualidade com excelente custo/benefício, não apenas para os veículos Mercedes-Benz, mas para outras marcas também. Com isso, os clientes que têm veículos de diversos fabricantes encontram peças de procedência e qualidade em um único local, o concessionário Mercedes-Benz, que assegura atendimento e mão de obra especializada.

A chegada da Alliance ao Brasil permitiu que a Mercedes-Benz ampliasse sua atuação no mercado de reposição, com mais competitividade. O custo atrativo das peças satisfaz os clientes que buscam mais economia na hora de fazer a manutenção de seus veículos, mas que não abrem mão da qualidade.


Além da Alliance Truck Parts, os clientes da marca continuam contando com as opções de escolha das peças genuínas Mercedes-Benz e das remanufaturadas RENOV. Com uma linha ainda mais completa, eles terão mais possibilidades para optar pelo produto que melhor atenda suas necessidades de reposição e de manutenção e também seus objetivos de otimização de custos operacionais.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

F-Truck: pilotos de cinco marcas comandam classificação da temporada

O caráter multimarca do Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck tem na tabela de classificação da temporada de 2014 uma das várias evidências do equilibro entre as fábricas de caminhões representadas no grid. Depois de seis das dez etapas, pilotos de cinco marcas ocupam as cinco primeiras posições na pontuação. A disputa terá sequência no dia 14 de setembro em Córdoba, na província argentina de Alta Gracia, com a sétima etapa.

As duas primeiras posições no campeonato são do paranaense Leandro Totti, que compete com um caminhão Volkswagen equipado com motor MAN, e do paulista Felipe Giaffone, titular do único caminhão MAN TGX do grid. MAN e Volkswagen empreendem na Fórmula Truck a estratégia “dual brand”, modelo importado da rede de revendas de caminhões. As duas marcas representam a MAN Latin America na competição entre marcas da Fórmula Truck.

Totti venceu as cinco primeiras corridas do ano, realizadas em Caruaru (PE), Curitiba (PR), Interlagos (SP), Brasília (DF) e Cascavel (PR). Na sexta, disputada no último domingo (17) em Santa Cruz do Sul (RS), abandonou por conta de um acidente. Ele soma 152 pontos e tem 46 a mais que Giaffone, que freqüentou o pódio do Campeonato Brasileiro nas últimas cinco corridas, com dois segundos, um terceiro, um quarto e um quinto lugar.

O terceiro na tabela é o tetracampeão Wellington Cirino, paranaense que pilota um dos Mercedes-Benz da ABF-Santos Desenvolvimento. Ele esteve no pódio quatro vezes em 2014, com três segundos e um terceiro lugar, e chegou aos 103 pontos, três a menos que Giaffone. O pernambucano Beto Monteiro, da Scuderia Iveco, esteve no pódio apenas uma vez, com a vitória na etapa do último domingo em Santa Cruz do Sul. Está em quarto no campeonato.

Monteiro, com sua 11ª vitória na Fórmula Truck, saltou do oitavo para o quarto lugar na classificação do campeonato e chegou aos mesmos 62 pontos acumulados por Roberval Andrade, paulista que pilota um dos Scania da Ticket Car-Corinthians Motorsport. Andrade, na pista gaúcha, amargou pela primeira vez no ano uma etapa sem conquistar nenhum ponto. Ele já esteve no pódio três vezes, com um segundo, um terceiro e um quinto lugar.

As cinco primeiras posições na tabela reúnem pilotos que conquistaram títulos no Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck. Totti é o único do grupo que conquistou a taça apenas uma vez, em 2012. Giaffone foi tricampeão em 2007, 2009 e 2011. Cirino é o recordista, com os títulos de 2001, 2003, 2005 e 2008. Os pilotos que empatam em quarto são bicampeões – Monteiro detém os títulos de 2004 e 2013, enquanto Andrade foi campeão em 2002 e 2012.