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sexta-feira, 24 de julho de 2020

BRUNO BAPTISTA MOSTRA AS DIFERENÇAS DO NOVO COROLLA DE PISTA COM O CARRO DE RUA


Vencedor mais jovem do ano passado de uma prova de Stock, com 22 anos, Bruno é um dos 8 pilotos que participarão com o Toyota no Campeonato Brasileiro da competitiva categoria. A prova de abertura será realizada, neste domingo (26/07), em Goiânia, com a participação também dos modelos Chevrolet Cruze


Uma das boas atrações da etapa de abertura da temporada 2020 do Campeonato Brasileiro de Stock Car, marcada para este domingo (26/07), às 11h30, no Autódromo Internacional de Goiânia, será a estreia do novo Toyota Corolla, que será utilizado por oito dos 24 pilotos que devem alinhar no grid. Com transmissão ao vivo pela SporTV, a partir das 11h15, haverá duas provas, sendo a segunda com largada prevista às 12h23.

O Toyota Corolla enfrentará nas pistas o seu arquirrival do mercado de automóvel, o Chevrolet Cruze. Veículo mais comercializado do mundo no ano passado, o Toyota Corolla ficou em 14º lugar em vendas do nosso mercado, com 56.726 unidades. Mas foi novamente o primeiro do pódio entre os sedãs médios, superando, em muito, o Cruze, que foi o 44º colocado na classificação geral, com um total de 17.829 carros vendidos.

Em termos de desempenho, nos modelos produzidos em série, o novo Toyota Corolla perde um pouco para o Chevrolet Cruze, quando comparados nas versões com motores Flex (gasolina e etanol). Equipado com motor 2 litros aspirado, de quatro cilindros, 177 cv de potência e 21.4 kgmf de torque, o carro japonês acelera de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e não tem velocidade máxima divulgada pela fábrica. Já o Cruze, da GM, com o motor 1,4 litro turbo, de quatro cilindros, 53 cv de potência e 24,5 kgmf de torque, tem aceleração de 0 a 100 km/h em 9 segundos e 214 km/h de velocidade máxima declarada pelo fabricante.

Mas se o Toyota tem mais mercado e aceitação do público e perde em desempenho, na pista estes atributos não terão nada a ver, pois tanto o novo Stock com plataforma do Corolla e o com a carroceria do Cruze utilizarão exatamente o mesmo motor V8 6.8 movido a etanol, capaz de render 460 cv de potência e torque de 61,2 kgfm em utilização normal e até 550 cv e torque de 71,4 kgfm com o “push to pass” (botão de ultrapassagem acionado).

Assim, o desempenho de cada modelo, seja ele Corolla ou Cruze, dependerá muito mais do desenvolvimento das equipes e das atuações dos pilotos durante toda a temporada. Mesmo porque o Cruze utilizado no ano passado tinha uma carroceria de fibra de vidro (tipo bolha), separável em três partes, ao contrário do que ocorre agora com os dois novos modelos que são monoblocos e compostos por chapas de aço originais fornecidas pela Chevrolet e Toyota.

Entre as disputas de equipe, o Cruze larga com certa vantagem pois é o modelo que será utilizado pelo time campeão das três últimas temporadas, o Eurofarma RC, com o tricampeão Daniel Serra. E conta ainda com a participação também do bicampeão Ricardo Maurício, que foi o vencedor da última corrida do milhão.

Já o Corolla tem como um dos seus maiores trunfos o fato de ser o único que
terá ex-pilotos de Fórmula 1 em seu comando, como Rubens Barrichello e Nélson Piquet Filho, defendendo a equipe Full Time Sports, e Ricardo Zonta, na segunda equipe da RC, que terá ainda como piloto a maior revelação da temporada passada, Bruno Baptista, atualmente com 23 anos e vencedor de uma das provas no autódromo Velo Città, no interior de São Paulo.

Em Curitiba, Bruno pilotou pela primeira vez o novo Toyota Carolla com monobloco. Ele adianta que “o chassi do carro atual foi encurtado em 6 cm para encaixar a carroceria, o que reduziu a distância entre eixos de 2,80 m do Stock antigo para 2,74 m do meu Toyota”.

Isso ainda é mais do que os 2,70 metros encontrados no sedã de rua japonês, mas foi o suficiente para proporcionar mudanças no comprimento (-15 cm) e na altura (+1,5 cm) em relação aos Stock de 2019. Como a largura do modelo de competição é bem maior que a de um carro de rua, extensores de fibra de vidro foram aplicados nas portas e nos para-lamas do carro.

“O novo aerofólio traseiro ficou 10 cm mais estreito e, a partir deste campeonato, os carros terão de respeitar uma altura mínima do solo de 6 cm. Antes a medida era livre. Isso porque o assoalho também mudou. Saíram as chapas de fibra de carbono com elementos e extratores aerodinâmicos, entraram as de metal e madeira, totalmente planas”, revela o piloto da equipe Toyota RCM Racing, com os apoios das empresas Webmotors, HERO, Pro Automotive, Loctite e NGK do Brasil.

Equipado com câmbio de dupla embreagem, seis marchas sequenciais e automatizadas, com trocas feitas manualmente por meio de borboletas atrás do volante, o Toyota Corolla agradou o jovem piloto nos três treinos de 40 minutos que fez ao longo do dia na pista paranaense, em fins de junho.

“Gostei do novo carro, mas como ficou propositadamente com menor carga aerodinâmica (downforce), em relação ao da temporada passada, a sua pilotagem ficou mais arisca. Ou seja, certamente vai dar mais trabalho para os pilotos e a própria equipe para se encontrar a melhor aerodinâmica possível entre as retas e curvas de qualquer circuito”, já adianta Bruno.

Bruno também acha que “o público vai gostar mais das corridas deste ano porque o carro está mais barulhento. É claro que isso só depois mesmo que for liberada a entrada de pessoas nos autódromos”.

Quanto ao interior, o Stock Toyota Corolla tem banco tipo concha do piloto e volante com aros laterais, ao estilo F1, com pequenos mostradores digitais que exibem números como marcha engatada, tempo de volta e quantidade de botões de ultrapassagem disponíveis. Destaque ainda para os painéis de fibra de carbono e policarbonato no lugar do vidro nas janelas laterais e traseira do carro normal.

Em relação ao desempenho final, Bruno gostou do comportamento do novo motor, mas comentou que “com o maior peso da carroceria atual, o tempo de volta deve piorar um pouco. Mas isso, por outro lado, é bom pra equilibrar ainda mais o desempenho entre todos os carros. Se a Stock já era boa antes, imagine como não vai ficar agora com os carros andando ainda mais próximos. Adianto para os fãs da categoria que vão vibrar muito na frente da tv em casa”.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

McLaren Senna ilustra capa do Forza Horizon 4, novo game de corrida que será atração na Brasil Game Show



A força do nome e da marca SENNA são tão grandes que o Mclaren Senna, lançado no Salão de Genebra, em março, foi escolhido para ser a capa de um dos games de corrida mais aguardados pelos fãs do mundo todo: o Forza Horizon 4.

O jogo da famosa franquia de corridas para Xbox One e PC, foi lançado mundialmente no último dia 02 de outubro, e é um dos jogos mais esperados da Brasil Game Show, maior feira de games da América Latina, que acontece de 10 a 14 de outubro, no Expo Center Norte em São Paulo.

No Forza Horizon 4os jogadores partem para um fictício Reino Unido, onde participam de centenas de corridas na competição que dá nome ao título e ao jogo. A proposta é acelerar nas terras da rainha, uma região que é apaixonada por velocidade, dirigindo carros impressionantes e variados em belas estradas.

Além de estar na capa do game, o McLaren Senna também já é destaque na versão Demo, em que os jogadores podem utilizar três carros que estarão no jogo. De acordo com as primeiras análises de alguns gamers, o McLaren Senna é extremamente veloz e proporciona uma experiência inédita nos diferentes
cenários do jogo. Os gráficos, sons e outros efeitos do McLaren Senna também são destaques no Forza Horizon 4, que possui 450 carros de mais de 100 fábricas diferentes.

O jogo também apresenta as quatro estações do ano de uma forma nunca antes vista. Cada uma delas traz características bem distintas, tanto na parte visual, quanto na sua jogabilidade. Nas corridas de verão, os carros podem se comportar melhor nas pistas, com muito mais aderência. Enquanto no inverno, a sensação é de pistas escorregadias. Ou molhadas pela chuva, na primavera.

Os gráficos impressionam pela resolução. Dá para perceber detalhes dos cenários realistas, com neve e a chuva caindo e animais correndo pelos campos. O visual dos carros também é extremamente detalhado, externa e
internamente. Destaque para a visão interna dos veículos, desde a simplicidade de modelos mais comuns, até a extravagância dos mais caros, com volantes personalizados e um painel revestido em couro. 

A estrela da capa do Forza Horizon 4, o McLaren Senna, também é uma das maiores atrações do próximo Salão do Automóvel de São Paulo 2018, de 08 a 18 de novembro.  A marca SENNA vai expor o novo superesportivo na área Vip Dream Lounge do evento para alegria dos fãs da marca e do piloto brasileiro, que poderão ver de perto o modelo de rua mais radical, ousado e completo produzido, até hoje, pela fábrica inglesa.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

F-E: Audi revela o e-tron FE05, que será usado por Di Grassi


A Audi mostrou nesta quinta-feira (4), pela primeira vez, o modelo e-tron FE05, que será usado pelo brasileiro Lucas Di Grassi e o alemão Daniel Abt no Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E, que terá início no dia 15 de dezembro, em Ad Diriyah, Arábia Saudita. Maior nome da história da categoria, Di Grassi voltará à pista em busca do bicampeonato. O bólido pertence à segunda geração de modelos do torneio e trará como principal novidade autonomia suficiente para que as corridas sejam disputadas por apenas um carro – até a temporada passada, os pilotos faziam uma parada obrigatória para troca de monoposto a fim de completar a prova.

“O novo Fórmula E traz uma evolução que mudará toda a dinâmica das corridas, que é a eliminação dos pit stops obrigatórios para troca de carro”, opina o brasileiro. “Somente este detalhe mostra como o automobilismo está ajudando a tecnologia a avançar rapidamente. O nível das equipes e pilotos será ainda mais alto e, por tudo isso, esperamos circuitos lotados em todas as cidades da nova temporada, como tem sido rotina na Fórmula E”, resumiu Di Grassi.

A Fórmula E foi lançada em 2014 e rapidamente se tornou o maior sucesso do automobilismo mundial das últimas décadas. Para a temporada 2018/2019, as baterias utilizadas terão capacidade de suportar os 45 minutos de duração de uma prova. A Audi dedicou grande atenção à preparação do drivetrain do e-tron FE05 – conjunto que inclui o motor, inversor, câmbio, suspensão traseira e software específico. “O restante do carro é idêntico para todos os fabricantes e equipes. Dessa forma a categoria consegue manter um maior equilíbrio e custos sob controle, permitindo que equipes menores possam disputar o campeonato em condição mais parelhas com as grandes fábricas”, destaca Di Grassi.

O e-tron FE05 é uma evolução de seu antecessor. O motor, chamado Audi Schaeffler MHU03, foi desenvolvido conjuntamente entre a fábrica e sua parceira tecnológica, Schaeffler. Os engenheiros colocaram uma ênfase particular em fazer o pacote ainda mais confiável e aumentar seu nível de eficiência. “Nós mantivemos o conceito básico com apenas uma marcha. Ao mesmo tempo, refinamos os detalhes e fabricamos todas as peças”, diz Tristan Summerscale, líder do projeto Fórmula E na Audi. Noventa e cinco por cento dos componentes do drivetrain são novos, com o conjunto pesando 10% a menos que o anterior.Mudanças não são mais permitidas a partir de agora: apenas o software poderá ser desenvolvido ao longo da temporada 2018/2019.

Potência e desempenho – Para o quinto campeonato da história da Fórmula E, será permitido que os motores produzam até 250 kW (340 cv) nas tomadas de tempo que definirão os grids. Na corrida, a potência será reduzida para 200 kW (272 cv). Uma novidade são as chamadas zonas de ativação: quando os pilotos passarem por este trecho de pista, poderão momentaneamente utilizar uma potência maior de 225 kW (306 cv). Os fãs da Fórmula E poderão ainda apoiar seu piloto favorito votando no fan boost, que dará ao competidor, temporariamente, a potência de 250 kW (340 cv).

Todas as equipes utilizarão baterias McLaren idênticas, pesando 374 kg. Esta unidade de lítio-íon está instalada entre o assento do piloto e o conjunto inversor-câmbio e possui capacidade de 52 kWh, podendo ser totalmente carregada em 45 minutos.

Uma novidade absoluta para a temporada 5 da categoria é o “brake-by-wire”, sistema de freios de acionamento eletrônico que substitui o anterior, mecânico. O controle de freios e da transmissão para o eixo traseiro são independentes e também eletrônicos. O balanço de freios tem, por consequência, sua distribuição sempre otimizada, o que beneficiou o sistema de recuperação de energia. Como na Fórmula 1, o piloto senta em um monocoque feito de fibra de carbono, desenvolvido para satisfazer os padrões de segurança da FIA.

Estruturas de CFRP (sigla em inglês para fibra de carbono reforçada com polímeros) na dianteira, traseira e laterais fornecem maior segurança. Também novo – e similar ao da F-1 – é o halo instalado no cockpit para garantir proteção adicional à cabeça dos competidores. O peso mínimo do carro é de 900 kg (incluindo o piloto). Este carro elétrico acelera de 0 a 100 km/h em 3,1 segundos. A velocidade máxima atingida é de 240 km/h.

Sem asa traseira – Um destaque é que a nova geração do Audi e-tron FE05 não possui asa traseira – uma raridade no automobilismo. Em seu lugar, a downforce é gerada por um grande difusor situado na parte de trás. “O carro possui um layout bastante futurístico e passa a todos que o vêm a impressão de uma máquina realmente agressiva e versátil”, comenta Di Grassi. “Acho que acertaram nesse desenho. Teremos 22 carros no grid e tenho certeza de que a visão deles alinhados para a largada vai agradar muito aos fãs de corridas, que curtem muito desenhos ousados como este”, completa o brasileiro.

Treze corridas em 12 grandes capitais do mundo estão agendadas para a quinta temporada. Entre a primeira etapa, em Ad Diriyah, e a rodada dupla final em Nova Iorque em julho de 2019, o campeonato fará provas em locais como Marrakesh (Marrocos), Cidade do México, Hong Kong (China), Roma (Itália), Paris (França), Mônaco e Berlim (Alemanha). Cada corrida terá 45 minutos + uma volta, com a maioria delas realizadas em pista de rua temporárias no centro destas metrópoles. Além da equipe oficial Audi, a britânica Virgin Racing contará com dois e-tron FE05 pela primeira vez. Esta parceria é nova e pretende que uma competição saudável entre os dois times resulte no aumento contínuo do nível de desempenho.

Um teste conjunto entre todas as equipes do Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E está previsto para meados de outubro em Valência, na Espanha. Depois disso todos os carros e equipamentos serão transportados para a Arábia Saudita, local da primeira etapa da nova temporada.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí

 
Coluna 0618 – 09.02.2018 -edita@rnasser.com.br
Citroën faz festa na Rétromobile
Festa maior do antigomobilismo francês, a Rétromobile, fevereiro 7 a 11, na referencial Porte Versailles, Paris, reúne o finor do colecionismo de automóveis antigos: venda de peças e acessórios para as provectas máquinas, literatura nova e antiga, e marcante leilão tocado pela Artcurial. É o maior evento francês na especialidade, e uma das referências europeias no setor.

Citroën aproveitou a ocasião, levou automóveis antigos para assinalar sua presença e, ante ocasião para festejos, lançou garatéias ao espaço histórico: dois de seus produtos icônicos tem comemoração neste ano. O mítico 2 CV marca 70 anos, e sua versão aventureira, o Méhari, meio século. E iniciou preparar festejos para sua festa maior, o centenário em 2019.

Coisa ampla, empresa arrematou com novidade de poucos conhecida: um dos quatro remanescentes do Projeto TPV – trés petite voiture -, a origem do 2 CV de produção abortada pela II Guerra Mundial.

Em 1948, pós Guerra em uma Europa devastada, a Citroën apresentou o 2 cv no Salão de Paris. De aparente surpresa, o curioso veículo logo mostrou seu brilho: era prático, com portas destacáveis, formas arredondadas, pequeno motor de dois cilindros, dianteiro, caixa de marchas comandada por alavanca no painel. Um exemplo de simplicidade genial. Por trás de sua criação, o engenheiro André Lefebvre – pai de quatro veículos marcantes: o Traction, no Brasil conhecido como 11 e errôneamente tratando-o como Ligeiro; seu genial sucessor ID e depois DS; o 2 CV; o furgão H. Junto, o escultor Flamínio Bertoni. Conseguiram criar veículos díspares, porém no pico máximo da utilidade.

Era o carro ideal para o pós Guerra, servindo ao agricultor para levar família e cargas; da professora; do padre. Econômico, fácil de operar e manter, refrigerado a ar, criou um mito, superando 5,1 milhões de unidades em 42 anos em fabricação – 1948-1990. Mereceu, até, produção independente na Argentina como 3 cv.

Em 1968, em meio aos protestos de jovens por liberdade numa surpreendida Paris, Citroën apresentou o Mehari. Era tão inovador em criatividade, materiais, uso e proposta quanto o 2 cv. Não era substituto, porém versão com pretensões esportivas. Carroceria em plástico ABS, como disse a Citroën em descrição muito própria em adjetivos, dava-lhe aparência fresca, desinibida, despretensiosa, rompia os parâmetros dos conversíveis da época. Pouco dinheiro para comprar e usar, um jato d´água para lavar, e a característica ímpar de andar ‘a beira mar sem sofrer oxidação. Sucesso popular.

Arte
Dada a sólida identificação dos automóveis com gerações de franceses, Citroën encomendou duas obras de arte a Stéphane Gillot, diretor de TV com hobby de reviver o imaginário em torno de objetos industriais do passado, exibindo sua visão sobre o Méhari e o 2 CV. Citroën expôs também o novo C3 Aircross e incentivou presença de clubes de marca.

Roda-a-Roda

Dupla aptidão – Porsche iniciou vender nova geração de seu Panamera, dita Sport/Turismo: características esportivas em sedã. Três versões: 4E – Hybrid, R$ 529.000; Turbo, R$ 988.000; Turbo S E-Hybrid R$ 1.212.000. Híbrido é substancialmente mais barato por não pagar imposto de importação.

Mais – Opção de bancos para dois ou três passageiros atrás; carroceria longa em versão Executive; maior capacidade no porta malas, tipo viagem familiar com espaço e performance.

Nova rodada – Segunda geração do sedã Honda City implementou visual trocando para choques, grade frontal, grupo óptico para marcar modelia e dar impressão de maior volume ao pequeno sedã.

Foco – Objetivo é mostrar-se mais equipado em relação aos novos concorrentes no segmento, Fiat Cronos – a ser lançado dia 21 -, e VW Virtus entrando em vendas – e daí implementar conteúdo, e abrir leque para cinco versões e preços.

Dentro – Ampliou equipamentos como trancas e vidros elétricos, ar condicionado, direção também elétrica, ar condicionado digital para as versões superiores, e quatro bolsas de ar frontais. Motorização padrão, quatro cilindros, 1,5 litro, flex, até 116 cv. Transmissões mecânica ou CVT de cinco velocidades.

Quanto – DX, transmissão manual: R$ 60.900,00; Personal, para clientes com necessidades especiais, CVT: R$ 68.700,00; LX - CVT: R$ 72.500,00; EX - CVT: R$ 77.900,00; EXL - CVT: R$ 83.400,00.

4x4, Auto – Para tornar o EcoSport mais competitivo Ford formulou versão Storm com solução exclusiva em sua faixa de preço: tração quatro rodas auto aplicável e transmissão automática com seis velocidades. Motor 2,0 Duratec, 176 cv, mais potente na cilindrada. Suspensão independente nas 4 rodas.

Mais – Atenção para cuidados na decoração, grade frontal identificativa, embora com aspecto camional, e trato interno com couro, revestimento do painel macio ao toque, frisos acetinados, laranja. Preço competitivo: R$ 99.900.

Trilha – Na Europa nova versão do Ka, aqui apresentada como Freestyle – nome de série especial do EcoSport, transformada em versão -, será chamada Ka+ Active. Será versão mundial, aqui em junho.

Logística – Fiat adiou e depois mudou local de apresentação do novo sedã Cronos, trazendo-o de Córdoba, Argentina, para a Barra da Tijuca, RJ. Descomplicou. Malha aérea para levar passageiro de fora de S Paulo à cidade argentina exige passar por Guarulhos, SP, e Santiago, no Chile. Dias 21 e 22.

Questão – O Cronos será feito em Córdoba, mas tem engenharia brasileira liderada por Claudio Demaria, o número 1 da área a partir de Betim, MG, e o Brasil será seu maior comprador, absorvendo metade da produção.

Projeto - Cristiano Rattazzi, sempre no. 1 da Fiat Argentina, grandes planos: exportar ao México parte dos 50% sobrantes. Sem o nome Fiat, mas Dodge. Segue o caminho do picape Strada, exportado como RAM 750.

Enfim – Volkswagen acertou data de apresentação de seu picape Amarok com a novidade do motor V6, 3,0, diesel: 23 de março. 

Números – Abeifa, associação dos importadores de veículos, exibiu 2.422 unidades licenciadas em janeiro. Na dança das estatísticas, crescimento de 24,5% relativamente aos números do primeiro mês de 2017. Parece bom, porém menor 27,1% ante os números de dezembro. Setor mantém o otimismo da venda de 40.000 unidades durante este exercício.

Espelho – Veículos importados deveriam cumprir função institucional de balizar o mercado ao permitir comparação entre produtos estrangeiros e os nacionais. Mas isto não ocorre. Os importados custam mais caro se comparados com nacionais do mesmo porte, e assim mercado se restringe aos publicitariamente chamados Premium, os melhor equipados e mais caros.

… - Considerando as marcas sem operação local, trazidas por representantes, sua presença no mercado é pífia: 1,3%.

Surpresa – Curando as feridas causadas pela retração de mercado – que falta de saudade da Presidenta e seu governo desgovernado -, Mitsubishi surpreendeu-se com premiação. Do sítio Reclame Aqui ganhou a láurea RA 1000, como empresa de mais rápido atendimento para sanar reclamações de clientes. É a primeira fabricante de veículos a receber a láurea.

A Sério – GM quadruplicou sua fábrica de motores em Joinville, SC. Passou de 15 mil para 61,8 mil m2 de área coberta, ampliando capacidade produtiva de 120 mil para 420 mil motores.

Razão - Catarinenses agradecem novos empregos aos sindicatos do Vale do Paraíba, SP, onde movimentos grevistas convenceram a GM a buscar operação distante, porém sem maiores sustos.

Costumes  – Decisão histórica da Arábia Saudita permitindo a mulheres dirigir, abriu novo mercado mundial. Nissan inaugurou temporada de conquistas com vídeo no qual incentivam mulheres a experimentar condução instruídas por parentes. O vídeo pode ser encontrado no link My.Nissan/She-Drives.

Ecologia – No Distrito Federal, dentro de um ano, os lava-jato não poderão utilizar água na limpeza dos veículos, apenas produtos ecológicos. Medida é a Lei Distrital 6,089/18, já contando prazo.

No Girls – Moças bonitas posando junto a carros de Fórmula 1 serão referências do passado. Liberty Media, atual controladora dos direitos da categoria, buscando meios de atrair maior atenção às provas, mudou o sistema.

But Kids – Em seu lugar, jovens pilotos de fórmulas inferiores e karts. Justificativa, divulgar o automobilismo e festejar os melhores pilotos – na cadeia aspiracional ‘a Fórmula 1, pico do automobilismo de competição.
Pode ser boa solução institucional, mas na plasticamente …

Gente – Charles Marzanasco, jornalista, 25 anos na assessoria de imprensa da Audi, detentor da cultura da marca no Brasil, saiu. OOOO Tim Kunisis, 51, executivo, novo presidente das marcas Maserati e Alfa Romeo. OOOO FCA entende completo o projeto básico de refundação das marcas com novos produtos. OOOO Enfatizará vendas nos EUA e produção SUVs, como o Maserati Levante e o Alfa Stelvio. OOOO

Renault investe na produção de motores 
Crescimento sustentado no mercado brasileiro e América do Sul levaram Renault a investir R$ 750 milhões em duas fábricas dentro de sua área industrial em São José dos Pinhais, Pr. A Curitiba Injeção de Alumínio, mobilizou duas mil pessoas em equipes em 11 países, aplicou R$ 350 milhões, recebeu equipamentos e tecnologia para incrementar a produção de blocos, por injeção de alta pressão, e baixa pressão para fabricar cabeçotes SCe do motor 1,6.

O êxito no emprego dos motores 1,0 SCe e 1,6 SCe, caracterizados por baixo consumo de combustível, e ótimo torque em baixas rotações, sua perfeita adequação à variada linha de produtos justifica a aplicação de R$ 400 milhões na Curitiba Motores, CMO.

Renault tem planos de maior penetração nos mercados nacional e nos vizinhos da América Latina, e dispor de capacidade industrial é fator preponderante. A CMO já produziu 3,5M de motores, exportando 1,4M. A unidade industrial contempla novas linhas de usinagem para motores, e virabrequim em aço para os motores 1,6 SCe feitos em casa, e  cabeçotes produzidos na vizinha CIA. Na grande equipe montada mundialmente chama atenção a participação dos técnicos e engenheiros da Renault Sport, cedendo tecnologia ESM – Energy Smart Management -, e a bomba de óleo com vazão variável para reduzir consumo, tecnologias absorvidas de sua equipe de Fórmula 1.

Luiz Pedrucci, presidente após larga carreira na empresa, crê na disponibilidade das novas capacidades para aumentar a competitividade e aumentar o índice de produção local. Olivier Murguet, presidente da Renault América Latina, vê o investimento como incontestável prova da crença no país, sua recuperação econômica, e a importância estratégica para crescer vendas na América Latina.

Renault fará inauguração formal das novas unidades dia 06 de março.