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sexta-feira, 24 de julho de 2020

BRUNO BAPTISTA MOSTRA AS DIFERENÇAS DO NOVO COROLLA DE PISTA COM O CARRO DE RUA


Vencedor mais jovem do ano passado de uma prova de Stock, com 22 anos, Bruno é um dos 8 pilotos que participarão com o Toyota no Campeonato Brasileiro da competitiva categoria. A prova de abertura será realizada, neste domingo (26/07), em Goiânia, com a participação também dos modelos Chevrolet Cruze


Uma das boas atrações da etapa de abertura da temporada 2020 do Campeonato Brasileiro de Stock Car, marcada para este domingo (26/07), às 11h30, no Autódromo Internacional de Goiânia, será a estreia do novo Toyota Corolla, que será utilizado por oito dos 24 pilotos que devem alinhar no grid. Com transmissão ao vivo pela SporTV, a partir das 11h15, haverá duas provas, sendo a segunda com largada prevista às 12h23.

O Toyota Corolla enfrentará nas pistas o seu arquirrival do mercado de automóvel, o Chevrolet Cruze. Veículo mais comercializado do mundo no ano passado, o Toyota Corolla ficou em 14º lugar em vendas do nosso mercado, com 56.726 unidades. Mas foi novamente o primeiro do pódio entre os sedãs médios, superando, em muito, o Cruze, que foi o 44º colocado na classificação geral, com um total de 17.829 carros vendidos.

Em termos de desempenho, nos modelos produzidos em série, o novo Toyota Corolla perde um pouco para o Chevrolet Cruze, quando comparados nas versões com motores Flex (gasolina e etanol). Equipado com motor 2 litros aspirado, de quatro cilindros, 177 cv de potência e 21.4 kgmf de torque, o carro japonês acelera de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e não tem velocidade máxima divulgada pela fábrica. Já o Cruze, da GM, com o motor 1,4 litro turbo, de quatro cilindros, 53 cv de potência e 24,5 kgmf de torque, tem aceleração de 0 a 100 km/h em 9 segundos e 214 km/h de velocidade máxima declarada pelo fabricante.

Mas se o Toyota tem mais mercado e aceitação do público e perde em desempenho, na pista estes atributos não terão nada a ver, pois tanto o novo Stock com plataforma do Corolla e o com a carroceria do Cruze utilizarão exatamente o mesmo motor V8 6.8 movido a etanol, capaz de render 460 cv de potência e torque de 61,2 kgfm em utilização normal e até 550 cv e torque de 71,4 kgfm com o “push to pass” (botão de ultrapassagem acionado).

Assim, o desempenho de cada modelo, seja ele Corolla ou Cruze, dependerá muito mais do desenvolvimento das equipes e das atuações dos pilotos durante toda a temporada. Mesmo porque o Cruze utilizado no ano passado tinha uma carroceria de fibra de vidro (tipo bolha), separável em três partes, ao contrário do que ocorre agora com os dois novos modelos que são monoblocos e compostos por chapas de aço originais fornecidas pela Chevrolet e Toyota.

Entre as disputas de equipe, o Cruze larga com certa vantagem pois é o modelo que será utilizado pelo time campeão das três últimas temporadas, o Eurofarma RC, com o tricampeão Daniel Serra. E conta ainda com a participação também do bicampeão Ricardo Maurício, que foi o vencedor da última corrida do milhão.

Já o Corolla tem como um dos seus maiores trunfos o fato de ser o único que
terá ex-pilotos de Fórmula 1 em seu comando, como Rubens Barrichello e Nélson Piquet Filho, defendendo a equipe Full Time Sports, e Ricardo Zonta, na segunda equipe da RC, que terá ainda como piloto a maior revelação da temporada passada, Bruno Baptista, atualmente com 23 anos e vencedor de uma das provas no autódromo Velo Città, no interior de São Paulo.

Em Curitiba, Bruno pilotou pela primeira vez o novo Toyota Carolla com monobloco. Ele adianta que “o chassi do carro atual foi encurtado em 6 cm para encaixar a carroceria, o que reduziu a distância entre eixos de 2,80 m do Stock antigo para 2,74 m do meu Toyota”.

Isso ainda é mais do que os 2,70 metros encontrados no sedã de rua japonês, mas foi o suficiente para proporcionar mudanças no comprimento (-15 cm) e na altura (+1,5 cm) em relação aos Stock de 2019. Como a largura do modelo de competição é bem maior que a de um carro de rua, extensores de fibra de vidro foram aplicados nas portas e nos para-lamas do carro.

“O novo aerofólio traseiro ficou 10 cm mais estreito e, a partir deste campeonato, os carros terão de respeitar uma altura mínima do solo de 6 cm. Antes a medida era livre. Isso porque o assoalho também mudou. Saíram as chapas de fibra de carbono com elementos e extratores aerodinâmicos, entraram as de metal e madeira, totalmente planas”, revela o piloto da equipe Toyota RCM Racing, com os apoios das empresas Webmotors, HERO, Pro Automotive, Loctite e NGK do Brasil.

Equipado com câmbio de dupla embreagem, seis marchas sequenciais e automatizadas, com trocas feitas manualmente por meio de borboletas atrás do volante, o Toyota Corolla agradou o jovem piloto nos três treinos de 40 minutos que fez ao longo do dia na pista paranaense, em fins de junho.

“Gostei do novo carro, mas como ficou propositadamente com menor carga aerodinâmica (downforce), em relação ao da temporada passada, a sua pilotagem ficou mais arisca. Ou seja, certamente vai dar mais trabalho para os pilotos e a própria equipe para se encontrar a melhor aerodinâmica possível entre as retas e curvas de qualquer circuito”, já adianta Bruno.

Bruno também acha que “o público vai gostar mais das corridas deste ano porque o carro está mais barulhento. É claro que isso só depois mesmo que for liberada a entrada de pessoas nos autódromos”.

Quanto ao interior, o Stock Toyota Corolla tem banco tipo concha do piloto e volante com aros laterais, ao estilo F1, com pequenos mostradores digitais que exibem números como marcha engatada, tempo de volta e quantidade de botões de ultrapassagem disponíveis. Destaque ainda para os painéis de fibra de carbono e policarbonato no lugar do vidro nas janelas laterais e traseira do carro normal.

Em relação ao desempenho final, Bruno gostou do comportamento do novo motor, mas comentou que “com o maior peso da carroceria atual, o tempo de volta deve piorar um pouco. Mas isso, por outro lado, é bom pra equilibrar ainda mais o desempenho entre todos os carros. Se a Stock já era boa antes, imagine como não vai ficar agora com os carros andando ainda mais próximos. Adianto para os fãs da categoria que vão vibrar muito na frente da tv em casa”.

Nelsinho Piquet: animado para voltar às corridas em uma de suas pistas favoritas


Foram sete meses de espera, mas a principal categoria do automobilismo brasileiro está de volta! Neste final de semana (25 e 26), a Stock Car dará início a sua 42ª temporada com a disputa da primeira etapa em Goiânia (GO). Os treinos livres e o classificatório na pista de 3.835 metros acontecem no sábado e as duas provas no domingo, a partir das 11h30.

A pista é especial para Nelson Piquet Jr., piloto da equipe Texaco Full Time Sports, que já comemorou no circuito seus melhores resultados na categoria, com dois segundos lugares (2018 e 2019), além de uma pole position quando disputou como convidado a Corrida de Duplas de 2015.

A etapa também será histórica, pois marcará a estreia da Toyota na principal categoria do Brasil. E Piquet será um dos pilotos a guiar o novo modelo Corolla, representando a Toyota Gazoo Racing. Visualmente mais próximo dos modelos de rua, o novo Stock Car traz várias novidades, dentre elas, mudanças no motor e na parte aerodinâmica.

Em sua terceira temporada completa na Stock Car, todas pela equipe Full Time Sports, Piquet também chega à Goiânia para comemorar no sábado seu aniversário de 35 anos. E espera que o presente venha na pista.

“Nunca fiquei tanto tempo sem correr na minha vida, então não vejo a hora de poder voltar a acelerar meu Stock Car. E, que bom correr em Goiânia, um circuito que sempre me trouxe excelentes resultados e onde tenho boas lembranças, incluindo, minha primeira vitória numa corrida de kart”, lembrou.

“Goiânia é um circuito técnico, mas com muitas curvas de alta velocidade e uma longa reta, que eu gosto bastante”, continuou o piloto do Stock Car #33.

“Nesta temporada, iniciamos um novo capítulo na história da Stock Car com a
entrada da Toyota e o novo carro, visualmente mais próximo do modelo de rua. Fiz um dia de testes com a equipe no Velo Città em junho e conseguimos coletar muitos dados. Não tivemos nenhum tipo de problema e isso nos deixa bastante animados para o início da temporada”, declarou Piquet, que já subiu quatro vezes ao pódio na categoria.

“Agradeço mais uma vez à Texaco e à Full Time pela continuidade da nossa parceira e espero que este ano possamos colher mais frutos e iniciar o campeonato já brigando por bons resultados”, finalizou.

O SporTV vai exibir ao vivo o classificatório no sábado (16h30) e as corridas de domingo, a partir das 11h30.
Confira a programação da 1ª etapa:
Sábado, 25 de julho

08h00 - 08h15 - Shakedown
09h55 – 11h05 - Treino Livre 1
12h35 - 13h45 - Treino Livre 2
16h30 - 17h00 – Classificação – Ao vivo no SporTV

Domingo, 26 de julho

11h30 - Largada Corrida 1 (30 minutos + 1 volta) – Ao vivo SporTV 2
12h20 - Largada Corrida 2 (30 minutos + 1 volta) – Ao vivo SporTV 2

terça-feira, 14 de julho de 2020

Stock Car e Stock Car Light anunciam primeira etapa de 2020 em Goiânia


A Stock Car e Stock Car Light confirmaram nesta terça-feira (14) a realização da primeira etapa de 2020, após a Secretaria da Saúde do Estado de Goiás analisar o protocolo de segurança produzido pelos organizadores e emitir autorização para que o principal campeonato brasileiro de automobilismo abra a temporada no próximo dia 26 de julho. Após a retomada de torneios importantes como a Fórmula 1, Nascar, Indy e campeonatos de futebol da Europa e no Brasil, a Stock Car torna-se mais uma competição profissional de ponta a dar início às suas atividades em 2020. Em função da quarentena gerada pelo coronavírus, a Stock adiou todas as etapas do primeiro semestre e agora retoma sua temporada
justamente em Goiânia, onde havia planejado iniciar seu campeonato antes da pandemia. As corridas serão realizadas com portões fechados, sem público, e contarão com um número restrito de profissionais envolvidos com as provas.

“Até o momento nós não havíamos anunciado nada em relação à abertura da temporada pois sempre estivemos aguardando a decisão das autoridades sanitárias locais“, diz Carlos Col, CEO da Vicar, empresa organizadora da Stock Car e da Stock Light. “Mas estamos felizes agora em poder anunciar que vamos abrir a temporada, seguindo a orientação das autoridades e ainda com um protocolo de segurança muito rígido, que vai possibilitar que trabalhemos dentro de um alto padrão de segurança se comparado à maioria absoluta das atividades liberadas para o momento”, diz o dirigente.

O início da temporada da Stock Car traz para os fãs brasileiros do automobilismo uma grande novidade: a principal categoria do país colocará na pista o projeto 2020, que apresenta os dois novos carros a serem utilizados pelos maiores pilotos em atividade no Brasil. O renovado Chevrolet Cruze Stock Car e o estreante Toyota Corolla Stock Car, que entrarão na pista com novidades técnicas, visual arrojado baseado nos modelos de rua e o tradicional equilíbrio de desempenho que historicamente tem marcado as temporadas da Stock, tornando-a uma das categorias mais admiradas em todo o mundo pela imprevisibilidade na pista.

A programação completa da primeira etapa da Stock Car será apresentada em breve.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Novo Corolla 2020 recebe nota máxima em testes de segurança Latin NCAP


O Novo Corolla, lançado pela Toyota do Brasil em setembro deste ano, obteve nota máxima de segurança segundo os mais atuais protocolos em teste de colisão realizado pelo Latin NCAP, braço do renomado programa Global NCAP, que promove testes de segurança de automóveis comercializados na América Latina. O anúncio oficial foi realizado pelo Latin NCAP na manhã de hoje, 11 de dezembro de 2019.

O sólido resultado de cinco estrelas, válido para adultos e crianças, se deve principalmente ao fato de o veículo ser equipado, desde a versão de entrada, com Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC) e sete airbags (sendo dois frontais, um de joelho para o motorista, dois laterais e dois de cortina).

O lançamento da 12ª geração do veículo mais vendido do mundo faz parte de um novo capítulo na história da Toyota do Brasil e na região da América Latina, além de representar um divisor de águas na indústria automotiva brasileira. Pela primeira vez, um veículo híbrido é produzido nacionalmente, além de ser o primeiro em todo o mundo a receber a inédita tecnologia híbrida flex.

O Novo Corolla é construído sob a plataforma GA-C, derivada da TNGA, sigla em inglês de Toyota New Global Architecture (Nova Arquitetura Global Toyota), que diz respeito a uma filosofia de fabricação focada em melhorar drasticamente o desempenho do carro e destacar as características únicas de cada modelo, melhorando significativamente os componentes essenciais que fazem parte do veículo e têm um impacto direto no design, conforto, desempenho e segurança.

Além de se consolidar como o sedã médio mais seguro da América Latina, a partir deste resultado, o Novo Corolla torna-se ainda o veículo mais seguro já
produzido pela Toyota em seus mais de 60 anos de trajetória no País, o que demonstra o comprometimento da fabricante com a segurança, um de seus pilares fundamentais.

Atualmente, o Novo Corolla produzido no Brasil é exportado para Argentina, Paraguai, Uruguai, Equador e Colômbia. No mundo, o modelo é fabricado em 15 locais diferentes e vendido em mais de 150 países, com vendas que superam 45 milhões de unidades desde 1966, ano de sua estreia.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Hot Car trabalha no desenvolvimento dos novos carros da Stock Car


A Stock Car anunciou, no início desta semana, a entrada da Toyota como participante da categoria em 2020, e o modelo escolhido é o Toyota Corolla, que brigará na pista contra o Chevrolet Cruze. A novidade não é somente a entrada da montadora, colocando a Stock Car como o palco de um duelo entre duas gigantes da indústria automobilística; os carros para a próxima temporada serão novos, aproximando os bólidos com os potentes motores V8 aos carros de rua na sua aparência.


As máquinas da próxima temporada já estão em desenvolvimento, e este trabalho tem sido feito pela Hot Car Competições em sua sede em Cajamar, cidade próxima a São Paulo. Com experiência de quase 20 anos na Stock Car e
40 de automobilismo, a organização liderada por Amadeu Rodrigues foi a escolhida pela Vicar, promotora da Stock Car, para o trabalho.

“Precisávamos de uma equipe com as instalações e o conhecimento para manusear os carros, e com a liderança do Avallone, da Vicar, a Hot Car está fazendo o trabalho conjunto no desenvolvimento dos carros”, coloca Carlos Col, CEO da Stock Car. O projeto é liderado pelo engenheiro José Avallone e todas as equipes têm total participação e acesso aos desenvolvimentos. “É uma parceria entre Vicar e equipes, e no acordo foi escolhida a Hot Car como base para o desenvolvimento. As equipes concordaram e solicitaram que se fosse produzido o primeiro kit do carro novo, que será entregue em meados de janeiro”, continuou Col.

Os times participam de reuniões periódicas e recebem relatórios do andamento do projeto. A Hot Car faz a preparação das carrocerias, gabaritos e suportes de fixação dos novos carros, e também foi a responsável pela equalização aerodinâmica dos modelos Chevrolet Cruze e Toyota Corolla. Testes em pista já
têm sido realizados com sucesso pela equipe, auxiliando na direção do desenvolvimento das várias partes dos modelos.

A Hot Car vai entregar as primeiras carrocerias preparadas e os gabaritos e suportes de fixação já no início do ano. 

“Por trabalharmos com duas marcas diferentes de automóvel, a equalização aerodinâmica dos dois modelos foi a parte mais difícil, e conseguimos chegar a um modelo perfeito. Por isso estamos fazendo tudo aqui para garantir uma igualdade nos modelos, na montagem, na altura, largura e todo o trabalho de carroceria. É algo no qual já estamos trabalhando há pelo menos 60 dias. E agora estamos na fase de montagem. Vamos trabalhar direto o final de ano para entregar tudo em janeiro a todas as equipes”, completou Amadeu.

sábado, 16 de novembro de 2019

BRIDGESTONE EQUIPA O NOVO TOYOTA COROLLA 2020


A Bridgestone foi selecionada pela Toyota para ser a fornecedora de equipamento original para o Corolla 2020. 

O portfólio do novo sedã da montadora recebeu, pela primeira vez, a inédita versão híbrida flex, pioneira no mundo e está equipado com os modelos Turanza T005, na medida 225/45R17 91W, e Ecopia EP150, na medida 205/55R16 91V.

O pneu Turanza T005 foi desenvolvido para proporcionar maior controle e frenagem em condições adversas oferecendo maior segurança e conforto na condução, seja na cidade ou em estradas. 

Para isso, o modelo conta com um composto inovador voltado ao balanço entre aderência no molhado e resistência ao rolamento e apresenta a tecnologia MRB
(Multi Round Block) que fortalece a pressão do contato dos blocos com o solo e melhora a aderência na pista molhada. 

Já o pneu Ecopia EP150 foi projetado com materiais que minimizam a resistência ao rolamento, aumentam a eficiência energética e ajudam a diminuir a emissão de dióxido de carbono (CO2), além de oferece aos usuários o equilíbrio perfeito entre segurança, dirigibilidade, durabilidade e quilometragem.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Fernando Calmon - Alta Roda - Semana japonesa no Brasil

Alta Roda nº 983/28330– 23 023– 0oda nº852/0311508– 2oda nº851/2017

Fernando Calmon
Fabricantes até tentam evitar lançamentos muito próximos aos dos concorrentes para não dividir a atenção dos consumidores e da mídia, mas, com tantas novidades, nem sempre é possível. Às vezes a coincidência é proposital para embaçar a superexposição de um modelo muito aguardado. No entanto, sem combinação, surgiu a “Semana Japonesa no Brasil”: de segunda a sexta-feira passadas estrearam Honda WR-V, Toyota Corolla 2018 e Nissan Frontier. 

Embora um observador mais atento encontre muito pontos em comum com o Fit, objetivo do projeto do WR-V foi pegar uma base bem conhecida e transformá-la em um crossover-SUV urbano, desejado segundo pesquisas. A faixa de preços apertada entre o Fit EXL e o HR-V LX pode levar a alguma canibalização. O novo produto – de R$ 79.400 a 83.400 – custa em média cerca de 8% abaixo do HR-V. Este é 29 cm mais longo e tem porta-malas maior (437, ante 363 litros). 

A frente do WR-V ficou bem resolvida. Já as lanternas traseiras parecem de certa forma exageradas. Com 20,7 cm de altura livre do solo, o fabricante foi competente na reformulação da suspensão. O carro apresenta boa relação conforto-dirigibilidade. Seu diâmetro de giro de 10,6 m facilita as manobras. De série há bolsas de ar frontais e laterais (mais duas do tipo cortina na versão de topo), além de luzes diurnas em LED. O interior é praticamente igual ao do Fit, com 2,5 cm extras de entre-eixos, mudando apenas forração dos bancos e apliques no painel frontal. Motor e câmbio CVT são os mesmos, lidando bem com um aumento de massa marginal (mais 22 kg). 

O Corolla atual completou três anos e, apesar de liderança folgada entre os sedãs médios-compactos, chegou a hora de fazer os retoques de praxe, principalmente na parte frontal que ficou, de fato, melhor. Linha de cintura está levemente mais alta. O carro ganhou itens de segurança de série antes inexistentes como sistemas de controle de trajetória, tração e subida de rampa, além de sete bolsas de ar (uma para joelho do motorista). Manteve motor de 2 litros, 154 cv, 20,5 kgfm e câmbio CVT de sete “marchas” (virtuais). Única mudança mecânica está nas suspensões em razão de rodas altas (17 pol), pneus de perfil baixo (215/50) e 0,5 cm de elevação na altura de rodagem. Esta ficou ligeiramente mais áspera em pisos irregulares, sem chegar a incomodar. 

Por dentro não houve grandes modificações, mas a versão de topo Altis finalmente ganhou controle bizona do ar-condicionado. Foi acrescentada a versão esportivada XRS, sem nenhuma alteração do trem de força (nem opção de câmbio manual, como no Civic Sport), porém o pacote visual ficou agradável. Os preços vão de R$ 90.990 a 114.990. A Toyota absorveu os custos de alguns dos equipamentos extras na linha 2018. A nova geração do modelo só chega em 2019. 

A Nissan não quis perder tempo e começou a importar a nova Frontier do México, em versão única e completa ao preço de R$ 166.700. No próximo ano essa picape média de cabine dupla e quatro portas virá da Argentina. Carroceria, chassi, motor (2,3 litros biturbo; 190 cv; 45,9 kgfm) e câmbio automático (sete marchas, antes apenas cinco) são todos novos. Além de uma curva de torque favorável, o desempenho melhorou porque o peso em ordem de marcha diminuiu de 2.066 kg para 1.985 kg. 

Em estradas de terra o conforto de marcha evoluiu bastante em razão da substituição das tradicionais molas semielípticas traseiras por helicoidais, mantendo o eixo rígido. No asfalto, fazem falta rodas de 17 pol. de diâmetro (são de 16 pol.) para melhorar a estabilidade direcional. O motorista ganhou posição de dirigir melhor graças às novas regulagens elétricas do banco. Ar-condicionado tem duas zonas de atuação, muito útil em um veículo com interior deste porte. Atrás há bastante espaço, mas o assoalho em posição alta prejudica o conforto, como em todas as picapes que utilizam chassi tipo escada ao qual a cabine é aparafusada. 

RODA VIVA

AGORA que a GM iniciou, em São Caetano do Sul, o processo de modernização total de sua primeira fábrica inaugurada em 1930, abre-se a possibilidade de produção de um SUV (novo Tracker) e uma picape compacta de nova geração (Montana). Projetos não serão mais executados aqui, mas nos EUA e China. Brasil perdeu seu centro de desenvolvimento. 

TOYOTA decidiu lançar na Argentina o Innova, monovolume médio-grande importado da Indonésia. Utiliza a mesma base mecânica da Hilux e do SW4 fabricados no país vizinho. Se tiver boa aceitação lá e pesquisas indicarem algum interesse dos mercados brasileiro e sul-americano, é possível a marca japonesa decidir produzi-lo em Zarate, a 90 km de Buenos Aires. 

LAND ROVER começa a entregar novo Discovery (5ª geração) no final de junho, apenas três meses depois da Europa. SUV de grande porte – sete passageiros – perdeu 480 kg ao ampliar estrutura de alumínio. Melhorou também em aerodinâmica (Cx 0,33, antes 0,40). Interior inclui rebatimento elétrico de cinco bancos. Rodas até 22 pol. Preços: R$ 363.000 a 429.000. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2
                                                                                                                              


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Roberto Nasser - De carro por aí

 
Coluna-0717  24.02.2017 - edita@rnasser.com.br
Novo Nissan NP300 Frontier custará uns R$ 160 mil
Nissan apresentará dia 15 seu picape mexicano NP300. Para o mercado brasileiro acrescentará o indicativo Frontier.

Importação antecipa o modelo a ser produzido a partir de maio de 2018 no espaço Nissan dentro da fábrica da aliada Renault em Córdoba, Argentina. Projeto amplo, divulgado em primeira mão mundial pela Coluna, terá base mecânica e muitos componentes comuns, permitindo faze-lo com identificação para três marcas, Nissan, Renault e Mercedes.

Configuração mecânica tem como base chassi em longarinas com reforços transversais, motor diesel reduzido em tamanho, peso e cilindrada, indo de 2,9 litros para 2,3 litros, entretanto mantendo as medidas de potência e torque do motor antigo, respectivos 190 cv e 450 Nm. Nissan ainda vende os picapes da geração anterior fabricados até o final de dezembro nas beiradas de Curitiba, Pr.
A primeira fornada para 2017 disponibilizará apenas a versão topo de linha, XE, decoração implementada, cabine dupla, tração nas 4 rodas, transmissão automática com sete velocidades, rodas em liga leve, controle de estabilidade, freios com ABS e EBD, diferencial de deslizamento limitado – hoje só encontrável nos Ford Ranger –, trio elétrico, ar condicionado, câmera de ré, tela com várias funções incluindo GPS. Picapes destinados ao Brasil sofrerão mudanças de suspensão e direção aplicadas na linha de produção mexicana. 

Nissan no Brasil se dedicou a adequar o produto às exigências caracterizadoras do mercado nacional, seus buracos, desnível nas ruas, tipo de condução do motorista e suas curiosas exigências de fazer produto grosseiro e rústico, como são os picapes em geral, oferecer noção de status social.

A partir de julho de 2018, quando iniciar ser importada da Argentina a gama crescerá com versões de menor preço, os carros de trabalho, SE de tração simples nas rodas traseiras e XE nas 4 rodas, e caixa de marchas de operação mecânica e 6 velocidades.

Restante é comum: suspensão frontal independente, e traseira com eixo rígido e feixes semi elípticos de molas. Garantia? Até quando os 5 anos oferecidos para o Ranger instigarão a Nissan a copiar? Ou manter os 3 anos para o mercado mexicano?

Quanto custa ?
Pergunta difícil pois não existe regra, parcela ou delta padrão a ser aplicado sobre o preço de custo + impostos + transporte + lucros para atingir número final a ser apresentado aos imaginados clientes. A regra definidora do preço final está ligada a condicionamentos de mercado, e é apenas o valor máximo suportável pelo comprador.

Um exercício aritmético permite projetar a versão inicial, única e completa, a tomar como referência o número 166,630. Ele considera o preço do mesmo produto na Argentina, e o alvo comum na categoria, o picape Toyota Hi Lux em pacote completo. No vizinho país o Nissan NP300 Frontier custará $ 744.000 pesos, contra $ 840.000 pedidos pelo Toyota. Ou seja, aproximados 9% a menos. Reduzido tal percentual dos R$ 184.000 de preço sugerido pela Toyota para o mercado brasileiro chega-se à referência numérica.

Em março o novo Corolla
Em curto prazo, durante o mês de março, Toyota apresentará versão atualizada do Corolla. Mudanças contidas, de meio de ciclo, não passarão pela plataforma nem pelo habitáculo ou motorização, mantida em motores de quatro cilindros, 1,8 e 2,0 litros de cilindrada, sem alteração de potência, 140/144 e 150/153 cv. Apenas recalibrações nestes tempos de xerifia impondo melhor consumo e menores emissões. Transmissão CVT com etéreas 7 velocidades.

Mudanças externas contidas. Na dianteira a composição para lamas, grade e faróis será alterada. Os faróis se alongarão rumo à Coluna A da carroceria. No painel posterior trato assemelhado, com mudança das lanternas.

Internamente aplicação de conquistas eletrônicas e de comunicação, a infodiversão. Não haverá versão turbo com injeção direta, como o faz a Honda com o Civic Touring, responsável por 15% das vendas e pelas filas de espera, apesar de impensável concorrência com Mercedes, Audi, BMW e custar muito acima do VW Jetta, todos com motores turbo e injeção direta.

Maior mudança será incorporar o sistema de estabilidade e tração, de criticada ausência. Fonte acreditada informou ter a Toyota acatado sugestão dos Wise Boys. Expressão antagônica, pois em tradução livre o Wise é visto como Sabido, e o formar de conhecimento e temperança os distancia da idade dos Boys. Fórmula interessante a Toyota uniu informal e gracioso grupo de consultores, os Wise Boys, meia dúzia de jornalistas na melhor (?) idade e os instiga a opinar sobre temas de seu interesse. Solução deu certo para passar a limpo e Etios e levá-lo ao patamar de vendas projetado.

No rol dos jornalistas especializados são chamados Amigos do Rei, alusão à amizade desenvolvida com Mark Hogan, então presidente da GM no Brasil e hoje membro do Conselho na matriz Toyota, tendo sob suas funções administrar a marca em ambiência tropical.

Roda-a-Roda
Sedã GT – Quatro portas, quatro passageiros e performance esportiva, é o novo Porsche Panamera 2018. Mudou quase tudo relativamente ao modelo anterior, alterando formas para enfatizar a identificação de performance.

Como – Motor dita versões: 4S V6 2,9 turbo, 440 cv e Turbo V8, 4,0, 550 cv, dois turbos. Em performance, 4S faz 0 a 100 km/h em 4,3s, Turbo 3,6s.

Com chofer - Opção de carroceria com extras 15 cm em distância entre eixos para mais conforto aos passageiros do banco posterior. É a versão Executive. Os Panamera segunda série tem câmbio automático de 8 M e tração total.

Quanto -  4S – R$ 758 mil; Turbo – R$ 981 mil. Carroceria Executive R$ 50 mil.
No Salão de Genebra, pós Carnaval, apresentará versão Station Wagon.

Negócio – Entre a GM negar vender, e a PSA - Peugeot Citroën declarar estar comprando, o IG Metall, sindicato alemão dos metalúrgicos, o Conselho Empresarial da Opel e o Grupo PSA, em reunião deram seguimento ao interesse da PSA em assumir a Opel e sua controlada inglesa Vauxhall.

Mais um – Land Rover terá 4o. produto em linha, entre Evoque e Range Rover Sport, novo SUV será o Velar. Quer concorrer com Porsche Macan e ser o mais vendido da linha como produto avant garde, o LR mais avançado.

Ford – Ka 2018 criou referência no mercado. Não se identifica por mudanças estéticas, de conteúdo ou mecânica, mas por simplórias e fugazes propostas de comercialização, preço, juros, prazo.

Reflexo – Preço a partir de R$ 41.490 e financiamento em 30x com juro dito 0% para versões SE Plus e SEL. SE tem juro dito Zero em até 24x. Motores 1,0 três cilindros 85 cv, e 1,5, quatro cilindros, 16 válvulas, 110 cv. Até março.

Futuro – Ausentes os atrativos para diferenciação, automóvel perdeu o charme como produto, nega sua origem, e fabricante fomenta a noção de ser apenas bem sem personalidade, mera commodity.

Boutique – Vanguard Roadster, moto Premium, proposta do designer Edward Jacobs, ex Confederate Motorcycles, fábrica de contadas unidades. Pacote completo, de motor a chassis, com preocupação de função sobre forma.

Vai ? – Racional – cinco parafusos juntam a mecânica formando a estrutura -, motor próprio, V2, tubos, cabos, escapamento embutidos. Quase artesanal, preço estimado em US$ 30 mil, uns R$ 100 mil. Deve ser nova categoria, a Moto Boutique.

Mercado – Após evoluir o modelo 700 GS transformando-o em 800 GS, BMW voltará a produzi-lo. Muda e simplifica a 800 para ter a nova 700 como moto de entrada na marca. Aguarda dar fim ao estoque remanescente.

Semi novos – Peugeot mundial amplia sua atenção no mercado de usados, investindo na também francesa autobiz SA. Empresa gere aquisições de clientes e revendedores, planos de recompra garantida de Peugeots e Citroëns.

Negócio - Mercado de usados supera o de novos 10x. Opera na Europa, mas deve permear à América Latina, ponto de apoio ao crescimento mundial da marca.

Mito - Filmete empolgante, Rendez-Vous, ou O Encontro, pelo diretor Claude Lelouch, é passado na Paris dos anos ’60 com direito a câmera respondendo às vibrações de um Ferrari conduzido com maestria, com direito aos urros do motor acelerando até o ponto onde moça aguarda o intrépido condutor.

De novo – Ford fez nova produção com o Mustang. Sem o som áspero do motor Ferrari, sem cantar pneus apesar de andar rápido. Ao final, à chegada, é um rapaz quem espera a condutora – daí o rodar mais contido. Está aqui:  https://www.youtube.com/watch?v=tpPg95XUNGY

Amarrado – Relatório anual de congestionamentos de trânsito no Brasil feito pela TonTon, Rio de Janeiro lidera ao consumir entre 47 e 81% mais do tempo de deslocamento. Na prática, 164 horas/ano parado no trânsito. Salvador, Recife, Fortaleza seguem a capital carioca. São Paulo engole 30% de adicional de tempo, e Brasília, sempre festejada pelo bom trânsito, aparece em 8º lugar.

Limpadores – Para resolver um dos maiores problemas dos motoristas, ultrapassar caminhões sob chuva, Semcon de tecnologia desenvolveu os PAW – Pro Active Wipers, limpadores pró ativos.

Solução - Reconhece quando ocorrerá borrifada repentina acionando os limpadores com antecedência. Funciona com software localizando veículos grandes nas proximidades e informações sobre rodovias molhadas.

Tecnologia – Jurid, de freios, lança novo fluido para automóveis e veículos comerciais. Novidade é a classificação DOT 5.1. Não usa líquidos higroscópicos, mas silicone. Tem vantagens de suportar maior pressão de frenagem, durar mais, e de não atacar borrachas, exigência de donos de veículos antigos.

Razão – Fluido de freios é o responsável por levar a pressão exercida pelo motorista sobre o pedal de freios ao elemento frenante, as lonas ou pastilhas. É fundamental ter resistência a não ferver sob pressão.

Mudança – Pé na Tábua, corrida de Calhambeques, adiada. Reacertos na pista em Franca, SP, para reparos e incremento em segurança. Segundo semestre, mantidas as provas para motos antigas, 15 a 18 junho, e Kombis 01 e 02 julho.

Amnésia - Antigomobilismo no Brasil é assunto de interesse apenas para seus muito apaixonados. Fabricantes não se preocupam com suas histórias, tantas vezes cheias de glória no passado. 

Lembrança - Última semana o único jornalista brasileiro a lembrar dos 50 anos do veterano Ford Galaxie (maior e mais luxuoso veículo nacional, jamais igualado em conforto e charme) foi o alagoano Fábio Amorim, publicando matéria na Gazeta de Alagoas e no seu portal www.acelerandoporaí.com.br Estivesse em linha, Galaxie teria completado cinco décadas em 16 de fevereiro. 

Gente – Edson Orikassa, engenheiro, missão. OOOO Presidente da AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva. OOOO Muito a discutir e defender: políticas industriais, última fase do Inovar-Auto e possível renovação, manufatura avançadas, a 4.0, Programa Brasileiro de Combustíveis, Tecnologias, Veículos e Emissões. OOOO Hiroto Saikawa, japonês, executivo, promovido. OOOO Novo CEO – o executivo nº 1 – da Nissan, substitui Carlos Ghosn, agora presidente do Conselho. OOOO Ghosn conduz Renault e agora a recém assumida Mitsubishi, e a Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi OOOO

Caminhões e ônibus. Mercedes liderou em 2016
Mercedes encerrou as comemorações de seus 60 anos de Brasil com resultados de crescimento em cenário negativo, mantendo liderança de vendas de caminhões e ônibus. Números são creditados aos produtos, à rede concessionária, à empresa, mas principalmente ao entrosamento entre tais agentes em torno de um rótulo feliz: As estradas falam, a Mercedes-Benz ouve.

Roberto Leoncini, Vice Presidente de Marketing, Vendas, Peças e Serviços, explica a liderança pelo fato de a empresa, apesar da queda de vendas à metade, manteve novidades, aperfeiçoamentos e lançamentos, produtos e serviços, cumprindo o ouvido de operadores e transportadores a respeito de melhorias nos veículos. Empresa mantém crescimento. Em caminhões, de 26,7% em 2015 para 29,6% em 2016. Nos ônibus acima de 8t, de 52,4% para 58,4%. No total foram 19.982 Mercedes entregues.

Produto de destaque foi o caminhão Actros de aplicação rodoviária – há versão off road – mais que dobrando os números de vendas. Considerado totais, para aplicação em estrada e fora delas os números de crescimento chegaram a 75%. 

Em números, 903 unidades ante as 504 vendidas em 2016, traduzindo crescente aprovação pelos clientes. O Actros tem qualidades reconhecidas nas operações do agronegócio, cargas frigorificadas, tanques de combustíveis e produtos químicos, transporte de grãos, de containers e como caminhão cegonha. Característica importante para a definição por sua escolha é a conformação mecânica mix road, com capacidade para opera vários tipos de estrada – asfalto, terra ou qualquer outro tipo de pavimento, exigências do agronegócio brasileiro.