Mostrando postagens com marcador HONDA WR-V. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador HONDA WR-V. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Coluna do FERNANDO CALMON

Alta Roda nº 1049/349– 13/06/2019

Fernando Calmon
Intervencionismo atrapalha
Governos, com certa frequência, mais prejudicam do que ajudam em assuntos envolvendo a indústria automobilística, por si só bastante complexa por sua extensa cadeia produtiva e os próprios riscos do negócio. Há exemplos agora na França – fusão FCA-Renault – e no Brasil – mudanças no Código de Trânsito.

O bem articulado plano de fusão dos grupos ítalo-americano e francês esbarrou em exigências nada racionais do governo francês, como previsto nessa Coluna. FCA simplesmente retirou sua oferta e deixou os políticos falando sozinhos, após exigências descabidas como manter a sede na França ou garantia absoluta de empregos. Nissan, por sua vez, defendeu maior influência sobre decisões dentro da aliança de duas décadas com a Renault. 

A posição brusca da FCA não significa que tudo terminou. O governo da França baixou o tom. Admite diminuir de 15% para 7,5% sua participação (com poder de veto) na Renault e também acena para um papel maior da Nissan que se diz prejudicada por ser, ultimamente, maior que a Renault em produção e resultados. O imbróglio não está fácil de resolver. O negócio ainda pode sair, sem se tornar uma novela por meses. 

Aqui, mudanças por projeto de lei do Código de Trânsito Brasileiro provocam muita polêmica. Quem decidirá é o Congresso, sem prazo. Ninguém desconhece a importância dos banquinhos infantis para segurança das crianças. O Governo Federal sugere trocar a multa por advertência escrita, porém os pontos continuariam a ser lançados no prontuário do motorista. Essa advertência, se bem redigida e com fotos de teste de colisão para maior dramaticidade, tem grande efeito educativo. No entanto, deveria valer, quando muito, apenas para a primeira infração. Mesmo a multa deveria vir acompanhada da advertência. 

Hoje, táxis, veículos escolares e carros de aplicativos registrados (considerados de aluguel) não são multados na ausência de dispositivos de retenção. Em outros países isso também levou a grandes discussões. A fiscalização enfrenta percalços por envolver a idade das crianças e até certidões de nascimento. 

Quanto ao aumento de 20 para 40 pontos na apreensão da carteira, o meio-termo talvez fosse ideal: 30 pontos. Recentemente, o tempo mínimo de suspensão foi aumentado de um mês para seis meses. Então não parece descabido elevar o limite de pontos, já que também o valor das multas sofreu forte correção. É pouco válida a comparação entre países sem saber o critério utilizado de graduação de pontos. O sistema alemão parece racional ao estabelecer advertência por escrito, quando a pontuação do motorista está próxima ao limite. 

Essa discussão estéril sobre “indústria da multa” parece ignorar que a arrecadação é tão elevada que já faz parte do orçamento de muitas prefeituras. Há quem defenda fiscalizar a fiscalização para evitar abusos, argumento risível. 

Em um ponto, porém, o governo acertou: faróis acesos de dia só em rodovias de pista dupla, se aprovado pelos congressistas. Mesmo neste caso é um equívoco, com mais desvantagens do que vantagens. Os Estados Unidos têm a maior frota do mundo e lá nunca foi obrigatório, depois de vários estudos. O correto, como previsto agora, são luzes de uso diurno (DLR, em inglês) e um prazo de instalação nas fábricas. Aumentar a validade da CNH de cinco para dez anos também é adequado.
ALTA RODA

ANFAVEA revisará para baixo sua previsão de exportações (em razão da forte queda de vendas na Argentina), o que também atingirá a produção em 2019. Fabricantes cortaram vagas ou deram férias, mas o crescimento do mercado interno continua firme: 12,5%. Isso ainda garantirá números de produção maiores em relação a 2018. 

QUEM ainda duvidava do acerto do programa Rota 2030, melhor ficar mudo. Já se habilitaram 32 empresas entre fabricantes de veículos e de autopeças. Agrale, PSA e VW foram as primeiras, ainda em dezembro de 2018. FCA, GM e Renault mais recentemente. Todas investirão aqui em pesquisa e desenvolvimento. Nenhuma marca oriental aderiu até o momento. 

JETTA GLI com mesmo motor do Volkswagen Golf GTI, 230 cv/35,7 kgfm, foi lançado agora por R$ 144.490. O mexicano tem preço inferior ao hatch produzido no Paraná; surpreende por também ser fracionalmente mais rápido e veloz, apesar de maior massa. Trata-se de um sedã muito prazeroso de dirigir, com ótimo porta-malas (510 litros) e bem equipado. 

DEPOIS de pequenos ajustes de preço, o Honda WR-V tornou-se razoavelmente competitivo. Derivação aventureira mais extensa do Fit, ele se destaca pela suspensão robusta e reações previsíveis mesmo com altura de rodagem maior. Estilo na parte traseira é algo exagerado. O câmbio CVT precisa ser usado na posição “S” frequentemente para diminuir a letargia de respostas. 

ASSOCIAÇÃO Brasileira de Engenharia Automotiva (sigla AEA) acaba de completar 35 anos. Por meio de seminários e premiações (este ano organizou a 13ª edição dedicada ao meio ambiente), colaborou para vários avanços tecnológicos do País. É mantida por 81 empresas, instituições governamentais e universidades, sempre em equilíbrio. 

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Honda WR-V 2019 chega ainda mais equipado



A linha 2019 do Honda WR-V chega às concessionárias neste mês ainda mais equipada. As duas versões do SUV compacto, desenvolvido no Brasil, recebem novos equipamentos que aumentam o conforto a comodidade e a conectividade a bordo.

As principais novidades, comuns à ambas versões, são a adoção de ar-condicionado digital e automático touchscreen, que torna mais prático e eficiente o controle da temperatura interna, e uma nova central multimídia, desenvolvida no Brasil, que traz conectividade com os sistemas Apple CarPlay e Android Auto.

O aparelho adiciona a função com Voice Tag (Reconhecimento de Voz) no volante que permite você atender e realizar chamadas, reproduzir músicas, acionar o AppleCarPlay ou Android Auto, entre outras funções. Na versão EXL, a central multimídia traz ainda navegador GPS 3D integrado enquanto o sistema de áudio é complementado com dois tweeters na parte frontal, ampliando a qualidade sonora.

Outras mudanças no interior do WR-V 2019 são a adoção de um descansa-braço central com porta-objetos e de abertura e fechamento dos vidros com função "um toque" para motorista e passageiro, em ambas versões.

O WR-V foi o primeiro automóvel desenvolvido pela Honda Automóveis do Brasil. O SUV compacto traz a proposta de oferecer muito conforto, tecnologia e versatilidade, além de segurança.

Externamente, o WR-V traz visual robusto e esportivo, desenvolvido com base no conceito "Wild Armor", criado especificamente para esse modelo. O design envolvente, com padrões de forma com desenhos trapezoidais replicados em várias partes do utilitário-esportivo, como na grade inferior frontal, nas rodas de 16 polegadas, nas molduras dos para-lamas e em outros pontos-chave do modelo, são uma assinatura do design do SUV compacto.

Tomando como referência a versatilidade dos produtos da Honda, o WR-V traz de série em ambas versões uma das grandes inovações da marca, o sistema de bancos Magic Seat. O sistema permite diversas configurações de assentos e a acomodação de objetos de grandes dimensões.

Todas as versões do WR-V trazem airbags frontais e laterais, além de freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem (EBD), além da exclusiva estrutura de deformação progressiva ACETM (Advanced Compatibility Engineering) e barras de proteção nas portas, garantindo a máxima proteção nas diversas condições de colisão. A versão EXL traz ainda airbags laterais do tipo cortina.

O conjunto dinâmico do WR-V foi projetado para permitir altura do solo, vão livre e ângulos de ataque e saída compatíveis com a proposta de um SUV, sem comprometer o conforto e a agilidade de um modelo compacto.

A suspensão exclusiva adota amortecedores com batente hidráulico e diâmetro de cilindro reforçado, barra estabilizadora robusta, projetada para minimizar a rolagem da carroceria, garantindo estabilidade mesmo com uma altura do solo mais elevada.

O WR-V é equipado com o motor 1.5 i-VTEC FlexOne e traz excelente desempenho e economia de combustível, com agilidade similar a de veículos com maior cilindrada. Com etanol, esse propulsor gera 116 cv de potência a 6.000 rpm e 15,3 kgf.m de torque à 4.800 rpm – quando abastecido com gasolina, são 115 cv a 6.000 rpm e 15,2 kgf.m à 4.800 rpm.

A transmissão CVT possui conversor de torque, proporcionando uma resposta mais rápida e aceleração linear.

Comercialização
O WR-V 2019 é comercializado em duas versões, EX e EXL, com os preços que seguem abaixo:
WR-V EX 2019: R$ 82.100,00
WR-V EXL 2019 R$ 86.200,00

terça-feira, 20 de março de 2018

Amyr Klink e Joel Leite chegam ao Fim do Mundo


O navegador Amyr Klink e o jornalista Joel Leite em viagem “Honda – Pra Lá do Fim do Mundo” chegaram no último sábado (17) ao Fim do Mundo, na região da Terra do Fogo. Desde São Paulo, ponto de partida deste extenso passeio, os viajantes percorreram até agora 6.800 quilômetros a bordo dos veículos Honda WR-V e HR-V; e a viagem vai além, pra lá do fim do mundo, em Puerto Toro, no extremo sul do Chile.


Onze dias de estradas em condições diversas; desde o asfalto a ruas esburacadas e mais ao sul da Argentina e Chile a predominância do rípio, um cascalho solto que obriga os condutores dos veículos a manterem uma distância segura para não serem surpreendidos com uma trinca no para-brisa.

Após passar por Buenos Aires, a dupla seguiu direto pela icônica Ruta 3, estrada de 3.079 km, que sai da capital argentina e segue até Ushuaia. Foi percorrida quase que por toda sua extensão. Em Comandante Luis Piedrabuena, Amyr e Joel cruzaram a Argentina em direção ao Pacífico e atravessaram a fronteira para o Chile. Objetivo do navegador era conferir os resquícios do rompimento do arco de gelo do Glaciar Perito Moreno que ocorreu dois antes da chegada da dupla no local.

Na pegada sustentável, um pernoite no EcoCamp, hotel situado no Parque Nacional Torres Del Paine. São 33 domus construídos sobre plataformas que não encostam no chão; o objetivo é preservar o meio ambiente. Não há concreto e o estabelecimento propõe restrição ao consumo de água e energia, entre muitas outras ações. A cadeia de montanhas que emolduram a paisagem no parque nacional é umas das preferidas de Amyr Klink. Torres Del Paine escancara no céu, impera com sua imponência em meio a outras tantas montanhas na região.

Punta Arenas, alguns quilômetros percorridos e o fim das terras contínuas do Continente Americano. O Estreito de Magalhães é vencido com uma travessia de balsa que levou os nove integrantes da equipe e os 4 veículos a bordo; duas horas até chegar na ponta norte da Ilha Grande, região também conhecida como a Terra do Fogo.

O navegador português Fernão de Magalhães foi o primeiro europeu a navegar pelo estreito, em 1520, durante sua viagem de circum-navegação.

Foram os navegadores europeus também que, ao avistarem os pontos de fogo que aqueciam as quatro principais etnias indígenas que viviam por aqui na época, chamaram esse pedaço de continente de Terra do Fogo. A medida que os carros avançam na direção sul, as condições climáticas endurecem. Segundo Amyr, parar em um porto nessa região é ser surpreendido com rajadas de vento de 120 nós (200 km/h).

O canal oficial de divulgação diária para acompanhar esta aventura é o Portal ECOInforme, site de notícias relacionadas ao meio ambiente e sustentabilidade da agência Agência AutoInforme, da qual Joel Leite é sócio diretor..

quarta-feira, 14 de março de 2018

Amyr Klink e Joel Leite percorrem 4,4 mil km no passeio Honda – Pra Lá do Fim do Mundo


Após sete de dias de viagem, o navegador Amyr Klink e o jornalista Joel Leite em passeio Honda – Pra Lá do Fim do Mundo chegam em Comandante Luis Piedrabuena, na Província de Santa Cruz, na Argentina. Até agora foram 4.470 quilômetros percorridos, passagens por cidadezinhas históricas, vilarejos, visuais de tirar o fôlego e muitas, mas muitas, estradas planas, com retas intermináveis.


A dupla percorreu trechos de areia até a divisa entre o Brasil e Uruguai e, na Barra do Chuí (RS), ainda em território nacional, realizou uma visita ao ateliê de Hamilton Coelho, escultor de ossos de baleia. O litoral do Uruguai banhado pelo Atlântico foi cruzado de uma só vez pela dupla e a cidade litorânea Piriápolis, o local escolhido para um almoço rápido com vista para o rio da Prata. O porto da cidade, de acordo com o navegador, é ponto de parada estratégico de barcos e veleiros que seguem rumo à Antártica.

Em Colônia do Sacramento, cidade mais antiga do Uruguai, Amyr e Joel atravessaram o Rio da Prata rumo a Buenos Aires a bordo da balsa Buquebus com equipe e os quatro modelos da marca: dois Honda WR-V e dois HR-V. A travessia leva um pouco mais de uma hora e a embarcação, que se movimenta na média a 80 km/h, tem capacidade para 1.200 pessoas e 240 carros.

A dupla Amyr e Joel cruzou a capital argentina, rumo a Puerto Toro, vilarejo mais austral do mundo, no extremo sul do Chile. Ainda na Província de Buenos Aires, Joel e Amyr pernoitaram em Pedro Luro, cidade conhecida pelas águas termais com alta concentração de iodo, enxofre, bromo, cloro, nitrogênio e outros 16 minerais.

O sexto dia de viagem foi o mais extenso até agora; cerca de 1 mil quilômetros a bordo dos WR-V e HR-V e parada em Comodoro Rivadavia, conhecida como a capital do petróleo desde 1907. Os ventos que sopram nesta região são fortes, constantes e intensos, o que eleva nitidamente o consumo de combustível dos carros que vêm desempenhando excelentes marcas: chegou a 16 km/l no marcador do painel.

De Comodoro, na Província de Chubut direto para Comandante Luis Piedrabuena, em Santa Cruz. Neste trajeto, jornalista e navegador puderam contemplar paisagens emolduradas por falésias com o mar revolto. 

A viagem segue rumo ao Chile. Ushuaia, conhecida como fim do mundo, está no roteiro. A Ilha Navarino é o destino final da dupla, mais precisamente no vilarejo Puerto Toro, ou seja, Pra Lá do Fim do Mundo.

O canal oficial de divulgação diária para acompanhar esta aventura é o Portal ECOInforme, site de notícias relacionadas ao meio ambiente e sustentabilidade da agência Agência AutoInforme, da qual Joel Leite é sócio diretor.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Amyr Klink e Joel Leite embarcam em viagem “Honda Pra Lá do Fim do Mundo”


Que tal acompanhar uma viagem com Amyr Klink e o jornalista Joel Leite rumo ao vilarejo mais austral do mundo, em Puerto Toro, no extremo sul do Chile? O portal EcoInforme anuncia o lançamento da viagem Pra Lá do Fim do Mundo, com naming right Honda, participação especial do navegador Amyr Klink e largada no dia 7 de março.


O roteiro, cuidadosamente planejado por Amyr, Joel e equipe, inclui cidades turísticas e inóspitas, estradas dos mais variados tipos, além de curiosidades, gastronomia e personagens surpreendentes. “O conhecimento e o carinho de Amyr pela região despertaram um desafio que na verdade qualquer um pode vencer. Nosso objetivo é esse: mostrar que pra se aventurar em proporção um pouco mais ousada, só basta mesmo coragem e um carro que você pode confiar”, afirma o jornalista.

No total, serão 19 dias a bordo de dois modelos Honda WR-V e dois Honda HR-V, com equipe de filmagem, apoio e produção, passando por quatro países e mais de 7.500 km. “Trata-se de um roteiro icônico, que vai para o extremo da América do Sul, o povoado mais austral do mundo. A Patagônia é a região menos afetada por problemas climáticos e com pouca presença humana. Descobrimos como ir um pouquinho além do fim do mundo e vamos, durante 19 dias, se aventurar rumo à Puerto Toro, depois de Ushuaia, assimilando as transformações geográficas e de territórios. Será memorável”, diz Klink. 

A viagem ‘Honda Pra Lá do Fim do Mundo’ ainda traz proposta sustentável, com a neutralização do carbono emitido durante os 7.500 quilômetros do trajeto. O selo e o certificado Carbon Free serão emitidos pela Iniciativa Verde, parceira do projeto, e atesta a execução e a contribuição para a mitigação do aquecimento global e a recuperação e conservação da Mata Atlântica.

“Trata-se de uma iniciativa de respeito e cuidado com o impacto deste programa. Vamos neutralizar a emissão dos carros, do motor do barco e do gerador que levaremos. Também adotaremos medidas para evitar a produção de lixo, como o uso de garrafas de água reutilizáveis para redução de embalagens e sacolas recicláveis”, diz o jornalista Joel Leite, do Portal ECOinforme.

No projeto de compensação das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) da viagem foram contabilizadas emissões de CO2 na ordem de 8,16 toneladas. Para compensar este montante, cerca de 45 árvores serão plantadas na Mata Atlântica, no início da estação chuvosa, entre novembro e dezembro. Na parceria também está prevista a manutenção das mudas por dois anos, com eventual reposição se necessário. Vale acrescentar que, de acordo com a Iniciativa Verde, a quantidade de CO2 sequestrada por uma árvore média é de 0,19 tonelada.

O canal oficial de divulgação diária para acompanhar esta aventura é o portal EcoInforme, site de notícias relacionadas ao meio ambiente e sustentabilidade da agência Agência AutoInforme, no qual Joel Leite é sócio diretor.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

TMD/Cobreq coloca no mercado pastilhas para VW, Honda e Fiat

A TMD Friction do Brasil colocou no mercado nacional de reposição novos complementos de linha em seu catálogo de produtos Cobreq. 

São pastilhas de freio para o Novo Polo (foto) da Volkswagen, o Honda WR-V e o Fiat Argo.

Para o Novo Polo, as pastilhas dianteiras dos modelos 1.0 MPI e 1.6 MSI têm com código de catálogo Cobreq N-252. Já as pastilhas traseiras do Novo Polo com motor TSI, turbinado de 3 cilindros, recebem o código N-884.

Já o código Cobreq N-598, de pastilhas dianteiras, atende o Fiat Argo 1.0 Drive, Flex de três cilindros – 77 cv a etanol. Com a mesma qualidade de quem produz peças originais para montadoras nacionais, a TMD Friction do Brasil também está colocando na reposição, como complemento de linha, as pastilhas dianteiras do Honda WR-V EX e EXL, com o código N-1767. Este veículo tem motor 1.5i 16V VTEC Flex de 116 cv (E) e transmissão automática tipo CVT.




quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Fernando Calmon - Alta Roda - Autônomos irreversíveis

Alta Roda nº 952/30230– 03 023– 0oda nº852/0811508– 2oda nº851/2017

Fernando Calmon
Os carros autônomos chegam ao nosso dia a dia e, cedo ou tarde, serão dominantes. Mas não haverá a tecnologia dominante. Há tempos essa Coluna apontou que os gigantes da teleinformática, em especial Google e Apple, acostumados a ganhar muito dinheiro e a enfrentar riscos relativamente baixos, teriam desagradáveis surpresas quando fizessem contas para produzir um veículo. Isso acabou se confirmando e ambas desistiram.

Agora, se admite que nenhuma empresa conseguirá viabilizar sozinha um automóvel autônomo. Fabricantes podem optar por se juntar à dupla do barulho, se associar a outros fornecedores, desenvolver sua própria tecnologia ou uma combinação dessas possibilidades. Por trás disso há uma mina de ouro: informações sobre hábitos e preferência de quem utiliza o carro. 

Importante conhecer os cinco níveis classificatórios de automação criados pela SAE (Sociedade de Engenheiros Automobilísticos), dos EUA, aceitos internacionalmente. No primeiro nível estão os controles eletrônicos usuais de estabilidade e limitadores de velocidade. Depois, seguem os de velocidade de cruzeiro adaptativo e de permanência na faixa de rolamento, mas neste caso o motorista deve assumir o comando do volante a intervalos regulares. 

Direção autônoma (ou semiautônoma, como a Coluna defende) aparece no terceiro nível. O veículo segue o fluxo de trânsito sem intervenção do motorista. Alemanha foi o primeiro país, em maio último, a autorizar seu uso, ao lado de alguns estados americanos. A única restrição é sempre haver uma pessoa no banco do condutor para assumir a direção, quando o sistema detectar que perdeu os parâmetros de segurança. Já existem modelos importados à venda no Brasil com estes recursos. 

No quarto nível, a autonomia é completa, sem necessidade de um motorista atrás do volante em ambientes controlados com boas rodovias e condições climáticas favoráveis. Neste caso, ainda faltam soluções tecnológicas a custos razoáveis que podem levar de cinco a dez anos. No quinto, ainda mais distante, sem nenhuma restrição. 

Em 2019 a lei alemã (nível três) será reanalisada. Porém, todos os veículos deste tipo devem desde já ter gravador de dados semelhante à caixa preta dos aviões para esclarecimentos em caso de acidente. Durante a condução autônoma o condutor poderá utilizar equipamentos eletrônicos, telefone ou responder mensagens. Ele não será multado, pois, em um país organizado, o automóvel estará registrado como autônomo e eventuais multas, canceladas antes de sua emissão. Se houver acidente o gravador indicará as circunstâncias e se atribuirá culpa ao motorista, por mau uso do sistema, ou ao fabricante. 

No Brasil, carros com esse tipo de equipamento receberão multas mesmo em modo semiautônomo, salvo se houver um sopro de modernidade vindo do Contran, em Brasília. É bom lembrar que os antigos navegadores portáteis chegaram a ser proibidos aqui. Só se permitiam pictogramas (setas indicativas do percurso) no painel. O ideal seria acompanhar de perto o que já se faz no exterior, antevendo consequências da modernidade e diminuir a cultura de multar sem preocupação de educar. 

Mas, isso seria pedir demais... 

RODA VIVA

MARCADO para agosto de 2018, segundo fonte da Coluna, início de produção em Sorocaba (SP) da linha intermediária da Toyota entre Etios e Corolla, nas versões hatch e sedã. Utilizará mesma arquitetura modular da nova geração do Corolla, a estrear em 2019. Os dois produtos inéditos chamam-se Yaris e Vios, no exterior, mas estes nomes não estão confirmados aqui. 

VOLKSWAGEN libera, aos poucos, pormenores da sexta geração do Polo. Apresentação em setembro e vendas em outubro. Haverá ampla diversificação de preço. Opcionalmente, quadro de instrumentos permitirá ver mapa do percurso em tela cheia de 10 pol., sem partilhar velocímetro e conta-giros. Motor turbo de 1 litro/3-cilindos terá potência aumentada para 128 cv (etanol). 

EMBORA minivans estejam em queda de aceitação, a francesa C4 Picasso de cinco lugares é um modelo elegante, com visibilidade muito acima da média e interior supreendentemente bem resolvido. Em razão de grande área envidraçada motor 1,6 turbo/165 cv sofre um pouco para lidar com massa de 1.405 kg. Suspensões são algo ruidosas em piso irregular. 

CROSSOVER mais do que SUV (à moda do Honda WR-V), JAC T40 tem no preço, espaço interno e mecânica atualizada os maiores atrativos. Versão inicial, completa, sai por R$ 58.990. Inclui câmera para gravar o que acontece à frente do veículo, acessório-febre em países como Rússia e China. Motor 1,5 litro/127 cv (etanol) garante boa agilidade para 1.125 kg de massa. 

FINALMENTE, Google liberou o aplicativo de rotas alternativas Waze para uso em telefones inteligentes dotados de Android Auto e que podem sincronizar com sistema multimídia compatível. Car Play, da Apple, está fora. Ainda há a limitação de uso de cabo, mas pelo menos carrega a bateria do celular. Chevrolet Onix foi escolhido o carro parceiro do lançamento no Brasil. 



PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2
                                                                                                                              


quinta-feira, 23 de março de 2017

Fernando Calmon - Alta Roda - Semana japonesa no Brasil

Alta Roda nº 983/28330– 23 023– 0oda nº852/0311508– 2oda nº851/2017

Fernando Calmon
Fabricantes até tentam evitar lançamentos muito próximos aos dos concorrentes para não dividir a atenção dos consumidores e da mídia, mas, com tantas novidades, nem sempre é possível. Às vezes a coincidência é proposital para embaçar a superexposição de um modelo muito aguardado. No entanto, sem combinação, surgiu a “Semana Japonesa no Brasil”: de segunda a sexta-feira passadas estrearam Honda WR-V, Toyota Corolla 2018 e Nissan Frontier. 

Embora um observador mais atento encontre muito pontos em comum com o Fit, objetivo do projeto do WR-V foi pegar uma base bem conhecida e transformá-la em um crossover-SUV urbano, desejado segundo pesquisas. A faixa de preços apertada entre o Fit EXL e o HR-V LX pode levar a alguma canibalização. O novo produto – de R$ 79.400 a 83.400 – custa em média cerca de 8% abaixo do HR-V. Este é 29 cm mais longo e tem porta-malas maior (437, ante 363 litros). 

A frente do WR-V ficou bem resolvida. Já as lanternas traseiras parecem de certa forma exageradas. Com 20,7 cm de altura livre do solo, o fabricante foi competente na reformulação da suspensão. O carro apresenta boa relação conforto-dirigibilidade. Seu diâmetro de giro de 10,6 m facilita as manobras. De série há bolsas de ar frontais e laterais (mais duas do tipo cortina na versão de topo), além de luzes diurnas em LED. O interior é praticamente igual ao do Fit, com 2,5 cm extras de entre-eixos, mudando apenas forração dos bancos e apliques no painel frontal. Motor e câmbio CVT são os mesmos, lidando bem com um aumento de massa marginal (mais 22 kg). 

O Corolla atual completou três anos e, apesar de liderança folgada entre os sedãs médios-compactos, chegou a hora de fazer os retoques de praxe, principalmente na parte frontal que ficou, de fato, melhor. Linha de cintura está levemente mais alta. O carro ganhou itens de segurança de série antes inexistentes como sistemas de controle de trajetória, tração e subida de rampa, além de sete bolsas de ar (uma para joelho do motorista). Manteve motor de 2 litros, 154 cv, 20,5 kgfm e câmbio CVT de sete “marchas” (virtuais). Única mudança mecânica está nas suspensões em razão de rodas altas (17 pol), pneus de perfil baixo (215/50) e 0,5 cm de elevação na altura de rodagem. Esta ficou ligeiramente mais áspera em pisos irregulares, sem chegar a incomodar. 

Por dentro não houve grandes modificações, mas a versão de topo Altis finalmente ganhou controle bizona do ar-condicionado. Foi acrescentada a versão esportivada XRS, sem nenhuma alteração do trem de força (nem opção de câmbio manual, como no Civic Sport), porém o pacote visual ficou agradável. Os preços vão de R$ 90.990 a 114.990. A Toyota absorveu os custos de alguns dos equipamentos extras na linha 2018. A nova geração do modelo só chega em 2019. 

A Nissan não quis perder tempo e começou a importar a nova Frontier do México, em versão única e completa ao preço de R$ 166.700. No próximo ano essa picape média de cabine dupla e quatro portas virá da Argentina. Carroceria, chassi, motor (2,3 litros biturbo; 190 cv; 45,9 kgfm) e câmbio automático (sete marchas, antes apenas cinco) são todos novos. Além de uma curva de torque favorável, o desempenho melhorou porque o peso em ordem de marcha diminuiu de 2.066 kg para 1.985 kg. 

Em estradas de terra o conforto de marcha evoluiu bastante em razão da substituição das tradicionais molas semielípticas traseiras por helicoidais, mantendo o eixo rígido. No asfalto, fazem falta rodas de 17 pol. de diâmetro (são de 16 pol.) para melhorar a estabilidade direcional. O motorista ganhou posição de dirigir melhor graças às novas regulagens elétricas do banco. Ar-condicionado tem duas zonas de atuação, muito útil em um veículo com interior deste porte. Atrás há bastante espaço, mas o assoalho em posição alta prejudica o conforto, como em todas as picapes que utilizam chassi tipo escada ao qual a cabine é aparafusada. 

RODA VIVA

AGORA que a GM iniciou, em São Caetano do Sul, o processo de modernização total de sua primeira fábrica inaugurada em 1930, abre-se a possibilidade de produção de um SUV (novo Tracker) e uma picape compacta de nova geração (Montana). Projetos não serão mais executados aqui, mas nos EUA e China. Brasil perdeu seu centro de desenvolvimento. 

TOYOTA decidiu lançar na Argentina o Innova, monovolume médio-grande importado da Indonésia. Utiliza a mesma base mecânica da Hilux e do SW4 fabricados no país vizinho. Se tiver boa aceitação lá e pesquisas indicarem algum interesse dos mercados brasileiro e sul-americano, é possível a marca japonesa decidir produzi-lo em Zarate, a 90 km de Buenos Aires. 

LAND ROVER começa a entregar novo Discovery (5ª geração) no final de junho, apenas três meses depois da Europa. SUV de grande porte – sete passageiros – perdeu 480 kg ao ampliar estrutura de alumínio. Melhorou também em aerodinâmica (Cx 0,33, antes 0,40). Interior inclui rebatimento elétrico de cinco bancos. Rodas até 22 pol. Preços: R$ 363.000 a 429.000. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2
                                                                                                                              


sexta-feira, 17 de março de 2017

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 1117 - 17.03.2017 edita@rnasser.com.br

Surpresa e susto, o Honda WR-V
Surpresa. Em janeiro Honda promoveu evento de integração com jornalistas: mostrou fábrica, laboratório, acesso a engenheiros, mostrou e deu características de seu futuro produto, o ora apresentado WR-V.

Tudo insólito, desde a visita e o fraquear contatos, coisa diluída nas duas décadas de distanciamento entre empresa e imprensa, e também pelo importante fato de ser projeto gestado no Brasil, ao contrário do HR-V, lançamento de sucesso. Para diferenciar-se pretendia-o como degrau de entrada, em imaginados R$ 70 mil. E disse dos cuidados para o comportamento como SAV: reformulação da plataforma, da suspensão, perseguindo correção de comportamento para um produto de elevada altura livre do solo, 20,7 cm.

Exibiu dados de ávaro consumo para o anunciado conjunto moto propulsor, o motor L4, 1,5 litro, 116 cv com álcool e 115 cv quando queimando gasálcool. Transmissão, a atual mania mundial, tão racional quanto insosso, o sistema de polias variáveis.

Proposta da empresa foi anunciada como vontade de conquistar clientes para segmento inferior de preços, pois o WR-V seria o primeiro degrau da marca em tal especialidade. Hoje os veículos com morfologia assemelhada a SAV e SUV respondem por quase 1/5 das vendas no mercado leve. Apresentou-o como SUV – entretanto, no caso, tal conceito se funde com o de hatch.

É bem formulado, com aplicações econômicas em couro, incremento ao uso de plásticos bem cuidados e bem ajustados, características para auxiliar na imagem do utilitário esportivo maior, mais alto, mais imponente relativamente ao bem sucedido WR-V. Contou a favor o fato de tal versão ser projeto nacional, raridade entre as fabricantes nipônicas, seguidoras de todas as especificações enviadas pelas matrizes. Orgulho nacional conceito e formulação serão replicados pela Honda em outros países em desenvolvimento – entenda-se como uma das parcelas para este resultado, ruas e caminhos de piso ruim. Mercado amplo, como por exemplo o da América Latina. Industrialmente empresa tem capacidade instalada para atender a eventual demanda.

Susto ocorreu com o anúncio de preços: EX a R$ 79.400 e EXL  por R$ 83.400.
Aposta

Honda resolveu bancar seu cacife, pois morfologicamente o WR-V não é um SAV, menos ainda o SUV onde se exige tração total, porém versão esportivizada do Fit, fornecedor de sua base e arquitetura mecânica. Mas os preços são superiores aos dos concorrentes de maior porte, e em alguns casos de aproxima dos dotados de transmissão automática, adjutório de maior preço.

É bem recheado: câmbio CVT; rodas em liga leve aro 16”, direção com assistência elétrica, freios com ABS/EBD, luzes diurnas, piloto automático, volante revestido em couro portando controles para rádio e sistema de som, para brisas dégradée, vidros verdes com filtro a raios Ultra Violeta, câmera de ré, trio elétrico e fixadores Isofix para cadeira infantil. Versão EXL incrementa confortos eletrônicos, como tela sensível ao toque, 17,5 cm. Curiosamente não agregaram o ESC, programa de estabilidade, mandatório ao produto com ampla superfície lateral e elevada altura do solo.

Mantém um dos pontos altos do Fit, os multi arranjos com os bancos, e completa o projeto de identificação emprega bancos revestidos em tecido com apliques em corajosa cor laranja, adotada para dar luminosidade interna e mostrar atrevimento, atributo bem combinado com a noção de robustez e valentia pretendidas pelo WR-V.

Honda intenta vender 17 mil unidades anuais em meio a tantas novidades no setor, motores de maior cilindrada, maiores dimensões.

Roda-a-Roda

Ferrari 70 – Dia 12 Ferrari completou sete décadas, longo caminho entre o início como carro de corridas construídos artesalmente e a situação atual de ser referencia como grife e status. Como contou Coluna, fará séries especiais com itens assinalativos, como cores, para referenciar sua história.


Aprendizado - Acordo entre os grupos Volkswagen, através de sua marca Sköda e a indiana Tata, busca sinergias, em especial construção de veículos de baixo preço, característicos daquele grande mercado.

Logan – Aparentemente os alemães pretendem criar produto – e eventualmente marca – para veículos mais simples e baratos para atender a países em desenvolvimento. No Ocidente Renault fez isto com o Logan.

Fórmula certa - Após o sucesso do Tesla, líder em tecnologia e estilo dentre automóveis elétricos nos EUA, outra marca, Dubuc Motors Inc, apresenta o Tomahawk, consegue mídia, coloca ações na praça para se capitalizar e aplicar no empreendimento.

Especial - Primeiro esportivo, 2+2, autonomia superior a 600 km, e para acomodar motoristas de elevada altura, usualmente desconsiderados pelos fabricantes. Para reserva, depósito de US$ 5 mil através do sítio da empresa www.dubucmotors.com  

Acima – Audi apresentou o irmão mais forte do A3, o Ambition 2.0. Diferenças estão no propulsor também com injeção e turbo gerando 220 cv e a cereja do bolo: o cockpit virtual, tela digital, 30,5 cm com informações em gráficos de alta resolução. É o primeiro compacto premium com tal equipamento.

Mais – Para identificá-lo, outro design para os faróis, grades e para choques, teto solar, retrovisores externos aquecíveis e rebatíveis, comunização de partes com o modelo maior A4: volante, console central. Torque de 350 Nm entre 1.500 e 4.400 rpm dão ótimas respostas ao acelerador – 0 a 100 km/h em 6,9s e velocidade final cortada a 250 km/h. R$ 156.190.

Importados – Mercado dos veículos importados mantém queda de vendas. Primeiro bimestre do ano encolheu 44,5% relativamente a idêntico período do exercício passado. Foram 3.631 vendas contra 6.543 então anotadas.

Questão – Regulamentação imposta pelo Governo Federal aplicou ao Imposto de Importação, já no teto máximo, 30 pontos percentuais, fazendo disparar preços. E estabeleceu uma cota de exceção de 4.800 unidades por marca.

Setor – Há marcas sem utilizar a totalidade das cotas, e associação dos importadores requereu ao MDIC - ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, distribuir as remanescentes. Razia nas vendas, setor é o mais sofrido, dizimando rede de revendedores e empregos. Os importados por marcas sem fabricação local representam pífio 1,46% do mercado.

De novo – Mini Countryman volta ao mercado brasileiro em nova edição, maior, mais espaçoso e uso mais confortável, incrementado em eletrônica para condução, e motor: 2 litros, L4, 16V, turbo, 218 cv. Será importado, ao contrário do modelo anterior, montado no Brasil. R$ 145 mil.

Mercosul – Em seu projeto de aumentar mercado, PSA combinou com seu representante no Uruguai EASA e com montadora local Nordex, montar os novos Peugeot Express e Citroën Jumpy. A grosso modo concorrentes do Mercedes-Benz Vito. Capacidade de produção 6.000/ano para América Latina.

Peso – Para tirar dúvidas quanto à densidade da operação, Carlos Tavares, presidente da multi PSA foi a Montevideu assinar os contratos e demarrar a produção. Sob sua gestão PSA está na segunda parte de seu projeto, o Acelera para Ultrapassar. Adequado, quando mais novo Tavares era piloto de rallyes.

5 estrelas – Golf VII, brasileiro, e Seat Ateca, espanhol exportado para a América Latina, obtiveram 5 estrelas nos testes de impacto realizados pela LatinNCAP. Entidade privada analisa e busca conscientizar governos sobre a necessidade de impor obrigatoriedade de itens de segurança. Testes indicaram proteção aos adultos e crianças.

Início – Recém empossado presidente da Jaguar Land Rover, o francês Frédéric Drouin aprovou proposta interna para aumentar a fidelização do cliente às oficinas da marca. Programa de cinco anos, revisões a partir de R$ 3.000 para todo o período, em verificações padrão e troca de óleos e filtros.

Banco – Não é operação de engenharia de manutenção, mas bancária. Cliente paga antecipadamente médios 30 meses pelos serviços. M’sieur Drouin é do ramo. Foi presidente do Banco PSA no Brasil.

Futuro – Steve St. Angelo, CEO da Toyota na América Latina fez declaração interessante. Seu time treina a próxima geração dos diretivos da Toyota Brasil. Quer fazer o pioneirismo de indicar um brasileiro como próximo presidente local.

A bordo – Shell e Jaguar criaram programa permitindo ao motorista, sem sair do carro, pagar o abastecimento diretamente do telefone com tela sensível. Por enquanto para o SUV F-Pace, na Inglaterra. Mais? youtu.be/lnR1qdgA-SU  

Mais – Se na Inglaterra é de uso restrito ao Jaguar, aqui vale a democracia: funciona a partir de qualquer carro em postos Shell ajustados ao sistema. Chama-se Shell Box com APP baixável.

Moda – Prédios com assinatura de estúdios de design de automóveis, ou relacionado às marcas Premium, moda atual em Miami, onde os há desenhados pelo Studio Porsche, Pininfarina, Bentley. Empresário argentino Alfredo Coto apresentou empreendimento no ramo: Aston Martin Residences.

Marca – Bem localizado, foz do rio Miami, 66 andares, 390 apartamentos, elevador para levar o carro do proprietário até o apartamento. Charme adicional, venda e assistência de lanchas com griffe Aston Martin, ancoradouro e hangar especial para aviões particulares. Preços sem susto, começam a US$ 471.000. Cobertura no recém inaugurado Porsche foi vendida a US$ 8M.

Limpa – Motos KTM 200 e 390 Duke austríacas montadas em Manaus, vendidas em março com bônus de R$ 1.000, respectivos R$ 15 mil e R$ 21.000.

Compartilhar – Class1One, grupo paulista de fractional ownership – propriedade em parceria -, reunindo interessados para dividir custo e uso de aviões, helicópteros, barcos e automóveis caros, incluiu moto Ducati no rol.

Comércio – Despedido por baixa performance, vendedor de Ferrari na Flórida, denunciou a empresa por alterar odômetro e reduzir a quilometragem dos veículos usados da marca, aumentando seu valor. Manobra é crime federal, mas a Ferrari desenvolvera instruções de como usar processo eletrônico e acionado com sua permissão. Não está bem na foto.

Ecologia – Ford amplia estudos sobre materiais recicláveis para formar peças de automóveis. Pesquisa inclui goma de mascar, meias-calças, collants, e a agave, planta no Brasil utilizada em paisagismo, e base para a Tequila mexicana.

Fruta – Das folhas do abacaxi a designer espanhola Carmen Hijosi conseguiu fazer tecido para bancos e laterais, o Piñatex. Ford é pioneira na tentativa de mesclar produtos agrícolas com produção de automóveis. Em 1941 construiu protótipos de carrocerias a partir de soja.

Fora – Nove equipes, 20 caminhões e pilotos não competirão no Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck. São os de maior destaque na categoria e ausência é pela falta de diálogo com organizadores, de calendário e perspectivas.

Momento – Gestão de Waldner Bernardo, o Dadai, e Selma Moraes, Presidente e Vice da Confederação Brasileira de Automobilismo começa movimentada.

Gente – Frédéric Drouin, francês, ex-presidente da Peugeot Suisse, mudança. OOOO Presidente da Jaguar Land Rover no Brasil. OOOO Larga experiência com o país e automóveis locais. OOOO Presidiu Peugeot no Brasil e dirigiu o banco da marca. OOOO Trabalho amplo, inclui América Latina e Caribe. OOOO Promoções na área financeira da FCA, Fiat Chrysler Automobile: João Laranjo, ex CFO – diretor financeiro – promovido para o atualmente tremelicante Nafta – EUA, Canadá e México. OOOO Emanuele Cappellano, italiano, da área, substituto. OOOO Paul Henbery, líder Pirelli América Latina. OOOO Antes cuidava de Motorsport. OOOO Tomara mantenha o interesse e o torne construtivo no Continente. OOOO Doug Betts novo VP Senior da JD Power, empresa de pesquisa. OOOO Do ramo, ex FCA, Nissan, Toyota, Apple. OOOO Cuidará toda a divisão automotiva nas Américas, Europa e Ásia-Pacífico. OOOO Martin Daum, alemão, da área econômica, nº 1 de caminhões e ônibus na Daimler – dona da marca Mercedes. OOOO Comandava a operação das operações Mercedes, Freightliner, Western Star, Thomas e Detroit Diesel Corporation no Nafta. OOOO Interrompe o processo sucessório, antes encaminhado para seu antecessor Wolfgang Bernhard. OOOO