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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Mercedes-Benz inicia a exportação do ônibus elétrico eCitaro


Após muitas encomendas pelos clientes na Alemanha, a Mercedes-Benz exporta as primeiras unidades do ônibus elétrico eCitaro para outros países da Europa. Vinte ônibus foram comercializados para empresas tradicionais da Escandinávia e Luxemburgo, o que demonstra a confiança do mercado pela tecnologia de propulsão elétrica dos veículos da marca. 

Ulrich Bastert, Chefe da área de Marketing, Vendas e Serviços ao Cliente da Daimler Buses, afirma que essas encomendas mostram as várias versões disponíveis do eCitaro para atender os clientes da Empresa. “O eCitaro tem flexibilidade para operar em várias demandas do transporte coletivo. O que os ônibus têm em comum, entretanto, é a alta qualidade de todos os seus equipamentos, os vidros duplos, as portas deslizantes operadas por eletricidade, os assentos confortáveis Inter Star Eco para operações intermunicipais e as entradas USB para carregar os dispositivos móveis”. 

A Voyages Emile Weber, empresa que conta com mais de 600 ônibus em sua frota, maioria Mercedes-Benz, comprou nove veículos elétricos equipados com o número máximo de doze grupos de baterias de alta voltagem e que podem atingir a capacidade total de 292 kWh. 

Além do grande número de equipamentos, a cor vermelha do interior do eCitaro também é bastante atraente com texturas de feltro que vão desde o estofamento dos bancos até as barras de apoio dos painéis das paredes laterais. Outra característica marcante é o fato de que todos os bancos na fileira dianteira estão em plataformas elevadas e com cintos de segurança de dois pontos.

A Norgesbuss, empresa líder no transporte de ônibus na Noruega com mais de 700 veículos em sua frota, encomendou seis eCitaro que vão rodar pelas ruas da capital do país, Oslo. 


Os ônibus de três portas contam com dez grupos de baterias de alta voltagem e que atingem uma capacidade de 243 kWh para proporcionar a eletricidade dos veículos. 

Há também, pantógrafos no teto, dispositivos de captação de corrente elétrica para cargas intermediárias que prolongam a autonomia dos ônibus. 

A Bergkvarabuss, uma das maiores empresas de transporte da Europa e que conta com mais de 1000 ônibus em sua frota, comprou cinco eCitaro equipados com doze baterias de alta voltagem e com capacidade total de 292 kWh para operar na cidade de Ystad no litoral Sul.

Entre os principais recursos de segurança e equipamentos no interior dos ônibus estão as rampas dobráveis que promovem melhor acessibilidade no embarque e desembarque, iluminação ambiente, bancos individuais e estofados com encostos altos e descanso de braços em couro, o que proporciona mais conforto aos passageiros.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

NISSAN LEAF É LÍDER DE VENDAS ENTRE OS ELÉTRICOS NA NORUEGA


As vendas do Nissan LEAF estão em alta em toda a Europa, num momento em que o apetite dos consumidores por veículos elétricos não para de crescer. A Noruega desponta como um dos principais mercados para o LEAF. O veículo 100% elétrico da Nissan é o mais vendido do país, considerando qualquer outro modelo disponível no mercado.Mais de 12.000 unidades do Nissan LEAF foram para a casa de um proprietário norueguês em 2018. O sucesso de vendas do elétrico se explica em parte pelo grande apelo da sustentabilidade naquele país.

Devido à consistente demanda em alta, o Nissan LEAF foi coroado como veículo 100% elétrico mais vendido na Europa entre todos os modelos em 2018, com mais de 40.000 unidades vendidas no continente.

O novo Nissan LEAF 3.ZERO, equipado com uma bateria de 40 kWh, traz para o veículo elétrico mais vendido na Europa uma tela de infotainment de 8", permitindo ainda mais serviços de conectividade, como a navegação porta-a-porta. Um novíssimo aplicativo NissanConnect EV estará disponível com atualizações  quando o novo LEAF 3.ZERO for lançado na Europa. 

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Volvo Trucks assina contrato para fornecimento de caminhões autônomos



A Volvo Trucks acaba de assinar um acordo histórico com a Brønnøy Kalk AS, uma das mais importantes mineradoras da Noruega. Caminhões Volvo FH autônomos vão transportar calcário de uma mina a céu aberto até um porto nas proximidades.

A solução para a Brønnøy Kalk AS consiste no transporte de calcário por seis caminhões autônomos em um trecho de cinco quilômetros. Os veículos vão transitar por meio de túneis entre a mina e o triturador. Vários testes foram realizados com sucesso ao longo de 2018. A solução estará totalmente operacional até o fim de 2019.

O contrato na Noruega segue outros projetos bem-sucedidos recentes de automação com caminhões Volvo, na mineração, colheita de cana-de-açúcar e coleta de lixo. Mesmo assim, esta solução comercial representa um passo importante para a Volvo Trucks. Em vez de comprar caminhões autônomos a Brønnøy Kalk está adquirindo uma solução para o transporte de calcário entre dois pontos.

"Este é um passo importante para nós", ressalta Raymond Langfjord, diretor administrativo da mina. "A concorrência no setor é alta. Buscamos sempre aumentar nossa eficiência e produtividade e temos uma visão clara do
aproveitamento de novas oportunidades em tecnologia e soluções digitais.  Procuramos um parceiro confiável e inovador que compartilhe nosso foco em sustentabilidade e segurança. Com os autônomos, nossa competitividade aumentará muito", acredita.

"É emocionante chegar a este ponto em que apresentamos novas soluções autônomas", celebra Sasko Cuklev, diretor de soluções autônomas da Volvo Trucks. Trabalhando em área confinada, num caminho pré-determinado, saberemos como aproveitar ao máximo a solução e adaptá-la às necessidades específicas do cliente. Trata-se de uma colaboração efetiva para desenvolver novas soluções, proporcionando mais flexibilidade e eficiência, bem como o aumento da produtividade”, assegura Cuklev.

Segundo o acordo, o cliente contrata um serviço de transporte e paga por tonelada entregue.

Dados: solução comercial autônoma da Volvo Trucks
- O acordo inclui uma solução autônoma de ponto a ponto para transportar calcário na Brønnøy Kalk em Velfjord, Noruega.
- Os parceiros são a Brønnøy Kalk AS e a Volvo Trucks.
- O percurso inclui o transporte nos dois túneis da mina e em áreas externas.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Fernando Calmon - Alta Roda - Carro básico voltará?

Alta Roda nº 902/25230– 183– 0oda nº852/0808– 2oda nº851/2016
Fernando Calmon
A atual crise do mercado brasileiro levou a mudanças no comportamento dos consumidores. Para a maioria dos analistas o grau de exigência dos compradores aumentou e o tempo dos carros básicos (também chamados de “pelados”) terminou. Pode não ser bem assim.

Atualmente quase todos os modelos vendidos ao cliente final (varejo) têm ar-condicionado. Porém, se explica pelo clima do país, as horas passadas em congestionamentos e, em especial, o poder aquisitivo de quem conseguiu manter sua renda nesses tempos de severa retração econômica, nunca vista antes com esse grau de intensidade em dois anos seguidos.

O chamado tíquete médio de venda subiu mais de 20% no acumulado de quase 24 meses consecutivos de mergulho do mercado. A parcela de pessoas que compravam o primeiro carro zero-quilômetro, depois de anos restrita a modelos usados por força de sua menor renda e da falta de boas condições de financiamento, foi reduzida drasticamente desde 2014. Houve forte migração para a parte baixa da pirâmide social.

Esse, aliás, é um ciclo que se repete. Na crise dos anos 1980, por três vezes seguidas o modelo mais vendido no país foi o Chevrolet Monza, um médio-compacto equivalente hoje ao Cruze, Corolla ou Civic. Naquela época os modelos de entrada também sofreram forte retração, mas parte desse resultado se deveu a Fusca e Gol terem convivido por seis anos. Agora, apesar de o mercado continuar dominado por modelos compactos, o Corolla aparece em sexto lugar. Não chega a ser uma surpresa.

Outro fenômeno aliado a variações de poder aquisitivo envolve os modelos de 1 litro de cilindrada. Com o IPI mais baixo desde 1990, os compradores exauridos financeiramente concentraram neles suas preferências, mesmo com potência inadequada para a maioria dos carros da época. Em 2001 representaram nada menos de 70% dos automóveis vendidos e, no ano passado, esse percentual caiu para 34%. Isso ocorreu mesmo com a grande evolução de desempenho e a chegada de motores modernos de três cilindros.

Há, entretanto, o fenômeno de crescimento dos SUVs compactos em que o propulsor de 1 litro de aspiração natural não mostra adequação. Já entre os hatches que oferecem também motores acima de 1 litro, os de menor cilindrada reinam: Uno, 85%; Ka, 84%; Palio, 80%; Gol, 67%; HB20, 65%; Sandero, 65%; e Onix, 61%. Esses compradores preferem adquirir um carro com mais itens de conforto a um preço menor. Trocam potência por equipamentos.

Quando o mercado retornar ao patamar de 4 milhões de unidades anuais (incluídos veículos leves e pesados), que muitos esperam só ocorrer em 2022 ou 2023, podem voltar ao mercado aqueles que perderam a oportunidade de sair de um modelo usado para um novo. Economia estabilizada e em crescimento autossustentável, baixa inflação, financiamentos a juros menores e empregos seguros formarão o cenário ideal para atrair compradores de carros básicos.

Eles não se importam com rodas de liga leve ou vidros, espelhos e travas elétricos. Talvez abram mão até do ar-condicionado. O sonho do carro zero-quilômetro poderá recuperar uma oportunidade perdida com tantos erros de gestão econômica nos últimos anos.

RODA VIVA

CORREU pelo mundo a notícia de que a Noruega iria banir a comercialização de automóveis com motores de combustão interna a partir de 2025. O governo norueguês acaba de desmentir, informa a agência Reuters. O país continuará a incentivar tecnologias mais limpas até uma substituição natural, sem prazos. Parte de sua grande riqueza vem do petróleo.

PARA atender a legislação de eficiência energética, a GM estendeu ao motor de 1,8 litro do sedã Cobalt 2017 as mudanças apresentadas nos 1.0 e 1.4 de Onix/Prisma. Câmbio manual também passou de cinco para seis marchas. Além do ganho de 3 cv (agora, 111 cv) e 0,6 kgfm (para 17,7 kgfm), peso diminuiu em 36 kg. Consumo chega a 15,1 km/l com gasolina (estrada). Preços: R$ 62.190 a 68.990.

MONOVOLUME Spin, mais alto e pesado, exigiu alterações adicionais. Motor é o mesmo do Cobalt, mas para melhorar o consumo a GM adotou controle ativo de entrada de ar ao radiador e outros recursos técnicos. Em estrada com gasolina alcança 13,7 km/l e também nota A pelo Inmetro. Preços subiram em média 2% e vão de R$ 57.990 a 71.990.

EMBORA tardio, há agora um projeto de lei no Senado que restringe o uso obrigatório de faróis baixos ou luzes de uso diurno (DRL, sigla em inglês) a vias rurais asfaltadas apenas, excluindo trechos urbanos de rodovias. Por enquanto, as multas urbanas ficam como estão por decisão arbitrária e ilegal do Denatran, que só adicionou ainda mais confusão ao controvertido tema.

CAMPANHA simpática da área de lubrificantes da Shell para destacar o papel do automóvel na sociedade brasileira. O concurso cultural vai até 26 de setembro e os consumidores devem contar histórias pessoais em que carros são protagonistas centrais. Há três exemplos no site www.shell.com.br/helix-retribua. Os filmes, bem produzidos, merecem ser vistos. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmon                                                                                                                               

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

FORD DOBRA A CAPACIDADE DE PRODUÇÃO DO MOTOR ECOBOOST 1.0 NA ALEMANHA


A Ford anunciou que vai aumentar a produção do motor EcoBoost 1.0 para atender a demanda do mercado na Europa, duplicando a capacidade da fábrica de Colônia, na Alemanha, para 1.000 unidades por dia.   Nos oito primeiros meses de 2013, os veículos equipados com o EcoBoost 1.0 aumentaram a sua participação nas vendas totais da Ford. Essa motorização já responde por 44% do mix do compacto B-MAX e também está presente em 32% das vendas do Focus, 26% do Fiesta e 24% do C-MAX e Grand C-MAX.

A Ford criou um segundo turno para a produção do motor, que combina injeção direta de combustível, turbo e comando de válvulas variável para reduzir o consumo sem prejudicar a potência. Com isso, a capacidade de produção será ampliada de 100 mil para 165 mil motores este ano, e para 200 mil em 2014 - o que equivale a um aumento de 62% na capacidade de produção europeia.

A Ford Europa planeja triplicar a produção anual de veículos equipados com motores eficientes a gasolina, para aproximadamente 480 mil até 2015.O motor também será oferecido futuramente nos modelos Transit Connect, Transit Courier, Tourneo Connect, Tourneo Courier, Novo Mondeo e EcoSport, além do Focus. Ele também equipa veículos que estão sendo lançados em outros mercados globais, como o Novo EcoSport na Índia e na China e o New Fiesta na América do Norte.


Projetado nos centros de pesquisa e desenvolvimento da Ford em Aachen e Merkenich, na Alemanha, e Dunton, no Reino Unido, o EcoBoost 1.0 é produzido também em Craiova, na Romênia. As fábricas de Colônia e Craiova receberam aprimoramentos e técnicas de produção avançadas que reduzem o uso de fluidos refrigerantes na usinagem de peças e causam menor impactos na natureza.Elas também usam a tecnologia de "teste a frio", que permite verificar os motores sem dar partida - reduzindo o uso de combustível e as emissões. Toda a energia utilizada na fábrica de Colônia é gerada por fontes renováveis, incluindo três centrais hidrelétricas na Noruega e na Suécia.