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sábado, 28 de abril de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí



Coluna 1718 28.04.2018 edita@rnasser.com.br  


Junho, o Toyota Yaris
Início de junho apresentação e início das vendas do Yaris, novo produto Toyota, posicionado em tamanho e preço entre o Etios e o Corolla. Na prática é concorrente com o também nipônico Honda Fit e seu sedã City – e disputará mercado com Fiat Argo/Cronos, VW Polo/Virtus, além dos GM Ônix e Hyundai HB 20, líderes mirados, porém precocemente envelhecidos. O foco e a expansão neste segmento expõem a verdade: Nosso mercado é formado por compradores de baixa renda automobilística.

A Toyota Brasil colocou fotos de partes na Internet – coisa sutil, veja em https://www.toyota.com.br -, mas o conjunto forma o Yaris feito na Tailândia, recém reformulado. Não haverá mudanças caracterizando o produto nacional.

Mecânica prevista, motor fabricado na nova fábrica em Porto Feliz, SP, onde produz versões 1,3 e 1,5 litros aplicados ao Etios, porém assinalando evolução: cilindrada expandida a 1,6 litro, potência projetada em 128 cv.

Relativamente ao conjunto moto propulsor do Etios, mudança nas transmissões: mecânica com seis velocidades, e automática evoluída: sai a de restritas quatro velocidade e, em seu lugar, nova caixa CVT – de polias variáveis, nova queridinha da indústria.

Tese da separação de carrocerias para lançamento foi rejeitada: apresentação será de hatch e sedã. Preço? Médios R$ 75 mil – na prática, versões de entrada, com motor menor e transmissão mecânica a R$ 65 mil e versão de topo arranhando R$ 85 mil.

Sem sedãs, mas com SUVs, CUVs, elétricos. A nova Ford
(e como fica no Brasil ?)
Na grande briga por sobrevivência, matriz Ford cortou custos, operações, aumentou lucros em 7% no primeiro trimestre, e reduziu substancialmente sua dívida antes do prazo previsto. Chama a ação de Programa Fitness. Jim Hackett, presidente, sem experiência no ramo, aclamado pelos bancos e acionistas, e mostrou os planos para o futuro, habilitando-se a aplicá-los.

Muda
A pregação de Hackett embute promessas amplas, muito amplas, até as operações deficitárias na América Latina. Avisa tomar ações apropriadas para conduzir crescimento lucrativo e maximizar o retorno dos investimentos em longo prazo, para melhorar os pontos onde os negócios tem baixa performance. E comunica, se o retorno não surgir no horizonte, empresa mudará a mercados lucrativos.

Os pontos
Focar em produtos e segmentos vencedores, significando dizer, no mercado dos EUA, cortar carros baratos e seus lucros curtos. Daí 90% dos produtos serão bem rentáveis: o líder picape F150, utilitários e veículos comerciais, sem investir no mercado de sedãs, de demanda declinante. Nos anos seguintes, o portfólio de automóveis focará apenas no Mustang e num chegante Focus Active, crossover/CUV a ser lançado próximo ano. Na prática significa acabar com os produtos à venda no país de base – Fiesta, Fusion, C-Max e Taurus;
Terá compromisso com novos caminhos de propulsão e mobilidade, agregando tecnologia híbrida em produtos de altos lucros, como o picape F 150, Mustang, Explorer, Escape e o esperado próximo lançamento de nicho, o Bronco;
Em 2022 terá 16 veículos exclusivamente elétricos;

Articular plataformas de mobilidade, e do negócio de carros autônomos;

Aqui
No caso sul americano – entenda-se Argentina, Brasil e a cômico-periclitante Venezuela -, os resultados mundiais da atuação da companhia no primeiro trimestre exibem redução no prejuízo relativamente ao exercício passado: US$ 149M – uns R$ 5M/dia – dos quais o Brasil, operação maior, tem buraco proporcional. A operação sul américa, antiga, 103 anos na Argentina e 102 no Brasil, dá na prática os sinais acadêmicos do Basta: há cinco anos tem prejuízo.

Os sinais e a decisão da matriz em cortar o problema foram expostos pela Coluna 0818, 23.fev, e aparentemente se adensaram com a recente assinatura, entre a fabricante e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, de pacto de garantia de empregos na grande e pioneira fábrica em São Bernardo do Campo, SP. 

O prazo sinaliza o não-investimento em novos produtos e o possível fechamento da unidade, resumindo a operação de fazer automóveis apenas em Camaçari, Ba. Aí teria apenas um modelo, o Focus Active – seu motor tri cilíndrico, 1,5 litro, aspirado, iniciou ser produzido em Taubaté, SP, para abastecer mercado interno e externo. Investimento exibe planejamento para construir motores e transmissões mecânicas no Brasil, para uso doméstico e exportações. Consequências industriais do não-investimento será a falta de novos produtos; o fim da produção de caminhões; redução no rol dos produtos importados, sem renovação para o Focus na Argentina e o fim do Fusion, no México.

Consultada, a Ford Brasil resume informações gabaritando-as apenas para o mercado norte-americano – EUA, Canadá, México. Mas o discurso de Jim Hackett foi mundialmente claro: sanar dificuldades, observar os lucros. Caso contrário, adeus.

Em resumo, ao comemorar 117 anos a empresa quer fugir do risco de naufrágio e renascer.

Roda-a-Roda
Cheguei – Para marcar mudança de motores – sai o Ford 2,0 Ecoboost e entra o Ingenium, projeto próprio, também 2 litros e iniciais 300 cv – Jaguar fez duas edições especiais do sedã XE, sua entrada na morfologia.

Jaguar – São o 300 Sport e seu desenvolvimento Landmark Edition. Pontos comuns, tela de 25 cm, Zero a Cem km/h em 5,7s. Versão Landmark para choques diferente, amortecedores com maior pressão e rodas em liga leve, 18”.

Depois - Não se sabe quantas unidades serão importadas ou a duração das séries, tipo First Edition. Mas, acabando, o XE continuará com o novo motor Ingenium.

Característica – Mercados diferem entre si pela adequabilidade dos produtos e características dos clientes. Na China, maior do mundo, a exigência é espaço interno. Praticamente, desde o tempo de produzir o nosso Santana esticado 12 cm entre eixos, para atender compradores, há que esticar veículos.

Caminho – Audi mostra isto no Salão de Pequim, ora em realização. Fez o primeiro SUV Limo, esticando a plataforma de um utilitário esportivo Q5.

JAC T80 – Re designado como T80 o SAV grande S7, importador JAC no Brasil tra-lo-á ao país. Sérgio Habib, titular do negócio, quer formar a maior linha de utilitários esportivos no país e dobrar vendas a 8.000 unidades.

Como é – 7 lugares em 4,8 m de comprimento, maior no segmento; câmbio automático com dupla embreagem, motor pequeno: 4 cilindros, 2 litros, turbo alimentado, circa 200 cv e mais de 300 m.kgf de torque.

Trava – GM Argentina suspendeu produzir Cruze hatch e sedã, tipo freada para arrumação. Voltará operar aos 7 de maio. Trava para vender estoque. No outro lado do mundo, na Coréia, empresa atravessa problemas e prejuízos.

Método – No tocar a produção, apesar de o produto ter origem coreana, prevalecem os métodos de administração norte-americana.  Japoneses nunca teriam tal problema, pois não formam estoques, nem fazem liquidação ou grandes descontos desvalorizando o produto. Sua fabricação atende aos quantitativos de pré venda e encomenda dos revendedores.

Dúvida – GM fez grande promoção de vendas para limpar os pátios, mas ainda assim restou estoque grande, exigindo fechar a boca do forno, pois os balcões estão atulhados.

Mercado – Seat, a marca espanhola da Volkswagen, interessada em ampliar negócios – e se justificar ante maus resultados -, declarou ano passado interesse em retornar à América do Sul.

Volta  - Esteve no Brasil ao início das importações, e depois foi-se, idem na Argentina, com montagem parcial. No entusiasmo considerou produzir no Mercosul, nas instalações industriais da associada Volkswagen – com motores brasileiros, por exemplo.

Método – Para abordar o Mercosul, iniciou pelo pequeno mercado uruguaio, mas por abordagem ofensiva: mandou veículos de estoque, fora de produção, no caso os Ibiza geração 4, acompanhados de Toledo – lançado em 2012 -, e León, atualizado em 2016. O abaixo do Equador continua colônia.

Sulamericanismo – No Uruguai a obrigatoriedade de veículos conter ancoragem ISO para cadeiras de crianças, vigindo a partir deste mês, foi adiada para 2019. Medida havia sido acordada dentro das regras do Mercosul, mas questões paralelas e não-técnicas decidiram pela postergação.

Porque ? – Mercado limitado, conta com unidades de estoque remanescente, querendo aproveitar a não obrigatoriedade até o último momento. Daí, por pressão dos importadores e distribuidores, o governo uruguaio postergou a vigência – protegeu comerciantes, desprotegeu os pequenos passageiros.

Leque – Iniciando retomada de negócios, preparando-se para novos concorrentes em sua faixa de atuação – Nissan, Renault e Mercedes -, Mitsubishi atualizou seu picape, criou novas versões, particularizou com equipamentos e acessórios.

O que – Empresa padronizou o produto, com exclusivo motor de quatro cilindros em alumínio, diesel, 2,4 litros, 190 cv e 43,9 m/kgf de torque, tração nas 4 rodas. Opção, transmissão automática ou manual. A todas chama Sport, e tipos são GL, GLX, GLS, HPE, HPE-S. Preços vão de R$ 121.000 a R$ 175.000.

Tendência – Marron e Bronze, cores terrosas, serão de aparente demanda no mercado. Ford aposta nisto, aplicando um certo Marron Trancoso Metálico à versão Storm do EcoSport e a protótipo do Ka FreeStyle, dito CUV da marca.

Olhar – Adília Afonso, olhar supervisor de Design da empresa na América do Sul, ex especialista em interiores, justifica mescla de associações dos tons à natureza, seriedade, maturidade, segurança e prosperidade material. E mandou o fornecedor aplicar punhado extra de partículas de pérolas para iluminar.

Expansão – Jaguar Land Rover transformou filial brasileira em matriz para ações na América Latina. A partir de S Paulo coordena mercados do México e toda a América do Sul. Á frente, Frédéric Droin, presidente da operação Brasil.

Festa – Ford comemorou 50 anos da produção do primeiro motor na fábrica de Quiririm, Taubaté, SP, inaugurando fabricação do novo 1,5 Ti-VCT, tri cilíndrico, 130/137 cv, gasálcool/álcool, e nova transmissão manual.

Passado – Tal fábrica foi aquisição da Willys-Overland no caminho de tornar-se a maior à implantação da indústria automobilística no Brasil. Deu-lhe meios de produzir o primeiro motor a gasolina. Ford deveria preservar o pioneirismo, abandonado ao lado das construções hoje operacionais.

Pelo Ar – Renault e a gigante tecnológica SAP fizeram acordo: analisar característica dos compradores e a eles oferecer carros da marca e formas comerciais. É o K Commerce. A informática e a Internet mudaram a vida - e mudarão as relações com os revendedores.

Relevo – Mercedes inaugurará próximos dias pista de testes para caminhões. Fica em parte da fazenda adquirida para implantar a fábrica de automóveis em Iracemápolis, SP. Anda na contra-mão. Ford e GM, pioneiras com este importante equipamento e seus laboratórios, muito reduziram seu uso.

Cuidado – Luciano – Xirú Doido – Braga, atingiu 1,5 milhão de quilômetros rodados em seu caminhão VW 24.250 com motor Cummins diesel. Segredo, cuidado de dono para o uso; trabalhar na faixa de rotações definida pelo fabricante; manutenção em oficina autorizada; troca de óleo na quilometragem correta. E sorte. Crê, atingirá 2M de quilômetros. Merece ganhar motor novo.

Gente – Claudio Demaria, engenheiro, espécie de bruxo-mór na Fiat, transferência. OOOO Itália, para formular nova geração de produtos para Europa, Oriente Médio e África. OOOO Dentre outras façanhas acertou usada plataforma para ser base para sucesso e lucro de Jeeps Renegade e Compass, Fiats Toro e 500C. Merece uma estátua. OOOO Márcio Henrique Tonani, também engenheiro, assume o posto. Desafio. OOOO Antoine Gaston-Breton, francês, aumento de responsabilidades. OOOO Antes geria marketing da Peugeot, incorporou DS e CitroënOOOO Nesta substitui o português Nuno Coutinho, de volta à Europa. OOOO Wilson Bricio, Presidente do Grupo ZF para América do Sul e CEO da ZF do Brasil. Acumulação. OOOO Gabriel El-Bredy, ex jornalista, carreira. OOOO Deixou relacionamento com a imprensa na Jaguar Land Rover, tornado interface com importadores e distribuidores da marca na América Latina. OOOO Alberto César Otazú, jovem kartista, recorde. OOOO 60a vitória em dois anos e dois meses de carreira, 10 neste ano. OOOO

Cronos, a Fiat no bom caminho
Para aproveitar a expansão do segmento de sedãs compactos, Fiat concentrou no Cronos as maiores demandas dos clientes: aparência, funcionalidade, conforto a passageiros, porta malas grande, conectividade, mimos tecnológicos, opções em versões, preço.

Bem formulado esteticamente, com a maestria de Peter Fassbender, seu designer-chefe, 28 anos de Fiat e 16 de Fiat Brasil, o Cronos inaugura um caminho de estilo, envelhecendo os concorrentes e bem sucedendo os carros da marca. Mais que novo sedã, espelha e traduz a revolução tecnológica e de qualidade imposta à Fiat por sua gestão anterior. Hoje os métodos de construção, montagem, finalização estão mais próximos da Alemanha que da Itália, e isto é perceptível desde o som da batida do fechamento das portas. Cronos e seu parceiro Argos demonstram o grande ganho de qualidade.

Design sugerindo esportividade, harmônico entre frente, laterais e traseira, detalhes como o medidor de pressão de pneus em todas as versões, opções de motores 1,3 e 1,8 litros, câmbio manual, automatizado ou automático permitem amplo leque de configurações e preços. O Fiat Cronos sedimenta o caminho iniciado de ganho de qualidade e individualidade aberto pelo Argos.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Roberto Nasser - De carro por aí

edita@rnasser.com.br - 61.3225.5511 Coluna 4813 27.11.2013

Aqui, o EcoSport da Honda
Não é novidade aos leitores da Coluna, nela anunciado em meados de 2012, Caminho e oportunidades óbvios, a demanda nacional pelos utilitários esportivos de tamanho médio, e a ocasião de faze-lo junto à renovação da família Fit e City. Neste enlace de ocasiões há em construção nova fábrica Honda, em construção, para aumentar capacidade industrial, separando produtos: Civic em Sumaré, perto de Campinas, SP, e família Fit/City/SUV em Itirapina, próxima a Rio Claro, também interior paulista uns 100 km distante da atual usina. Razão ótima, aproveitar os elevados lucros nacionais para ampliar produção e presença no mercado do Mercosul. Segmento pouco explorado, nele ainda há lugar para utilitário esportivo nas dimensões sagradas pelo mercado, como ilustram Ford EcoSport, Renault Duster, e passeia o Chevrolet Tracker. Outros assemelhados em decoração o bordejam: VW CrossFox, Hyundai HB 20, Citroën AirCross e, até, o Toyota Etios. Novo Honda será 4,30m de comprimento. O Eco tem 4,24 m.Já tem nome, de sutil entendimento – se tal ocorrer. Chamar-se-á Vezel, junção de Vehicle, veículo, e Bezel, bisel, ferramenta para chanfrar vidros.Raciocínio claro, baseia-se na plataforma aumentada a basear os sucessores do cansado Fit e sua versão assedanzada, o Fit, a chegar às ruas em 2015.

Mais
Novidade maior será o motor, no atual caminho de agregar tecnologia para aumentar rendimento reduzindo peso, dimensões, consumo, emissões. novo 1.5, quatro cilindros, 16V, em alumínio, injeção direta, turbo, uns 130 cv.
A tecnologia permitirá à Honda fazer apenas um motor para seus produtos no Mercosul, famílias Fit e Civic. Neste substituirá o propulsor 1.8 de aspiração normal. Marcando o novo tempo, refrescará o visual, iniciando novo ciclo da atual carroceria. No Salão de Tóquio, semana passada, ao anúncio, diziam-no generoso, oferecendo 200 cv de potência ao Civic.

Novo Mini. Vai sobrar p’ra nós
Menos trabalho e desafio relativamente à versão de renascimento, vem aí a Terceira geração do Mini. Coincide com o 107º aniversário do nascimento de Alec Issigonis, ingles, ungido Sir como Cavaleiro do Império Britânico. Filho de gregos, intuitivo, sem base acadêmica, mas autor da revolução de espaços nos automóveis ao final dos anos ’50. Nada inventou, mas juntou conceitos, como motor pequeno, transversal, como existiu até pouco antes nos Auto Union DKW, e o da carroceria monobloco.Então Morris Mini fez sucesso, ao contrário da indústria automobilística do Reino Unido, e a alemã  BMW ao adquirir projeto, instalações e direitos passou pelo desafio de aprimorar o mito. Conseguiu. Agora renova-o com ímpeto, sobre a plataforma UKL, maior, para Minis mais confortáveis, melhor equipados em eletrônica, e em várias versões.

Produto atualizado, degrau superior à geração ainda à venda, para ter a dupla aplicação e marcas, cresceu 12,5 cm – o comprimento 3,83 m -, entre eixos de 2,45m, bitolas iguais, 1,48m.Novo motor, 1,5 litro, 3 cilindros, 134 cv. Se 4 cilindros, 2.0, 189 cv.
Transmissões mecânica ou automática, 6 velocidades à frente. Início de vendas nos EUA e Europa em março de 2014.

Olho vivo
Fique esperto. O novo Mini é muito importante ao mercado brasileiro. Sua plataforma pode gerar um modelo na BMW nacional, na fábrica de Araquari – o “q” fica próximo a Joinville, SC, enquanto a mais conhecida Araguari, com “g”, é perto de Uberlândia, MG.

Roda-a-Roda

Quem diria – Pela primeira vez o titular da PSA, englobando Peugeot, Citroën, e leque de empresas fornecedoras, não será francês, mas português: Carlos Tavares. 55, ex o operacional da Renault, até setembro saindo após dizer em público estar preparado para assumi-la, mas o titular Carlos Ghosn, 59, não demonstrava vontade de deixar o posto.

Pedreira – Desafio. A PSA, como quase todas as européias escritura prejuízos, perde mercado, migra investimentos a países em desenvolvimento.

Caminho – Chamas Carlos, tem pretensões em montadora francesa ? Boa base: tem este prenome Ghosn, no. 1 da Renault; Tavares, próximo na PSA; Gomes, na PSA Mercosul.

Opção – Em seu projeto de ser a maior do mundo em 2018, a Volkswagen concentrará esforços no elevar sua margem unitária de lucro a 6% - atualmente 3,5% - mantendo os projetos de investimento em produtos.Dificuldade será vedar o ralo de perdas da Seat, sua marca espanhola.

Menos – A participação de 16,5% da Toyota no capital da Subaru, para ter colaboração, tecnologia e usar mecânica deste precioso japonês, tem resultados: a Subaru deixará de produzir o Toyota Camry em sua fábrica de Indiana, EUA. No espaço livre, fará mais Subarus Tribeca 7 lugares.

Mais – As vendas da Subaru ano passado cresceram 28% contra 8% do mercado, e atingindo quase 350 mil exemplares - mais que Mercedes e Volkswagen. No Brasil a representante CAOA não se dedica à marca.

Prazo – A Ford iniciou contagem regressiva e promocional até 5 de dezembro, quando apresentará a quinta geração do Mustang. Festa grande, para optar horda de antigos clientes e conquistar novos.

Hermanos – Alfistas brasileiros, órfãos da marca, invejam os colegas argentinos. Aptos a se inscrever para adquirir o novo Alfa Romeo 4C, esportivo construído na fábrica Maserati, motor central, 1,8 litro, 240 cv, caixa com dupla embreagem, seis marchas, 0 a 100 km/h em 4,5s. Lista aberta na revenda Centro Milano a US$ 140 mil, preveem os jornalistas do bom sítio Autoblog.

 Ocasião – A Mitsubishi aproveitou com humor e competência a questão das biografias não autorizadas. Fez anúncio na TV, exibindo gerações de seu Pajero, e assina com humor. É a biografia autorizada de uma lenda.

+ Audi – Primeira revenda Audi no Espírito Santo fica na Reta da Penha, Vitória, 2.700m2 de área construída, padrão arquitetônico da marca, esforço da Audi em duplicar a rede, preparando-se para vender importados e produzidos no Brasil.

Competência – Do Grupo Líder, da pequena Muriaé, MG evoluiu a mais de 60 revendas de várias marcas. Estreia como Audi. Bráulio Braz, 65, fundador, deputado estadual por MG, primeiro revendedor a operar marcas diferentes, fez mudar o conceito de exclusividade então praticado pelas fabricantes no país.

Demonstração – Presença da Metro Sachman na Fenatran mostrou credibilidade do projeto. Caminhão mostrado portava grupo moto propulsor por mais de 40 fornecedores brasileiros, e nacionalização superior a 60%. A caminho de homologação, tem 460 cv. Peso pesado e base na geração anterior dos MAN.

União … - Principais entidades envolvidas com transporte sentaram-se à mesa e apresentaram ao Governo Plano de Renovação de Frota, um programa nacional. Clamam pela necessidade e condições ao camioneiro trocar caminhão velho por mais novo. E o menos usado por um O Km.

... faz a força – Muitos partícipes, de fabricantes a operadores com ferro velho, apela principal é a segurança. 7% da frota é de caminhões com idade para receber a placa preta de veículo de coleção, posto que 7% da frota tem mais de 30 anos. Projeto é trocar 10% da frota a.a.

Conforto – A Singapore Airlines entendeu o maior fluxo comercial e a demanda de seus usuários, aumentando em 10 kg a franquia de bagagem.

Antigos – Parece piada, mas é sério. A Ford implantou plano de assistência e reparo gratuito na Europa, o SARA – Service Activated Roadside Assistance –oferecido para todos os Ford.

Secular – Válida a proposta, objetivo, cidadão português Joaquim Costa inscreveu seu Ford Modelo T, de 1915. Pós susto a Ford, entre o desgaste por lógica não aceitação, acatou. Ajuda o conhecimento do proprietário no saber fazer reparos.


Desafio – Difícil imaginar mecânicos dos atuais sistemas de injeção e diagnósticos por computador, tentando fazer o motor funcionar através de manivela, e regular magneto, comutador e bobinas, vibradores, estes de ponto definido pela cor e a sonoridade das centelhas.


Ecologia – Ford e Coca-Cola fizeram avença para transformar garrafas de plastico PET em tecido para interiores de veículos – bancos, painéis das portas e teto.


Fórmula 1 – Felipe Nasr deve ser anunciado piloto na Fórmula 1 nos próximos dias. Grupo de capital árabe o convidou e negocia a compra de equipe média - Force India, Lotus ou Sauber.

domingo, 15 de setembro de 2013

Autostadt: a cidade do automóvel do Grupo Volkswagen


Uma das maiores atrações no mundo para quem gosta de carros, a Autostadt – em alemão, “cidade do automóvel”–, fica ao lado da fábrica da Volkswagen em Wolfsburg, na Alemanha. Criada para mostrar ao público todas as fases da produção de um automóvel e as operações do Grupo Volkswagen, a Autostadt foi inaugurada em junho de 2000 e, desde então, está em contínua expansão e desenvolvimento.Fruto do trabalho de mais de 400 arquitetos, a Autostadt conta hoje com oito pavilhões dedicados às marcas do Grupo Volkswagen. Audi, Porsche, Lamborghini, Seat e Skoda têm prédios próprios e a marca de luxo Bugatti está na Premium Clubhouse. A Volkswagen conta com dois pavilhões, um dedicado aos automóveis e utilitários esportivos e outro aos veículos comerciais da marca.

Autotürme: as torres do automóvel

Uma parcela considerável dos quase 2 milhões de visitantes que comparecem anualmente à Autostadt, além de conhecer suas atrações, tem um propósito muito pessoal. Vão retirar os carros que compraram, recém-saídos das linhas de montagem da fábrica de Wolfsburg.Duas torres circulares envidraçadas, com 48 metros de altura, servem de estacionamento para os veículos a serem entregues a compradores de vários países da Europa que, em vez de receberem seus automóveis nas concessionárias, optam por retirá-los na Autostadt.Os prédios são ligados à fábrica por um túnel de 700 metros de extensão, por onde os carros são transportados em plataformas. Nas torres, os veículos passam para elevadores que os colocam em lugares pré-determinados, entre 24 e 48 horas antes do momento da entrega.São 800 vagas dispostas em “prateleiras” circulares. Quando o proprietário se identifica no centro de atendimento, um elevador traz automaticamente o veículo até o piso térreo. Em todo o processo, o carro não roda um único metro e é entregue ao dono com o velocímetro totalmente zerado.Quem vai buscar o carro na Autostadt recebe ingressos gratuitos, vales para refeições e entradas para diversas atrações. Mas qualquer visitante pode conhecer as torres por dentro, em uma visita realizada em um elevador panorâmico que leva também ao terraço de observação no topo, de onde é possível ver toda a Autostadt e a fábrica de Wolfsburg.

ZeitHaus: o automóvel através dos tempos

Um fantástico museu, a ZeitHaus (em alemão, “Casa do Tempo”), abriga uma mostra com os veículos que marcaram a história do automóvel, exibidos em instalações que o ambientam na época e circunstâncias de sua fabricação. Uma exibição especial, “Ícones do Design”, transporta os visitantes ao longo da história do design automotivo, dos primeiros automóveis ainda semelhantes às carroças e às carruagens aos perfis aerodinâmicos do final do século 20. A mostra inclui veículos com estilo influenciado pela Art Nouveau, dos anos 1930, assim como exemplos da influência da moda sobre os automóveis, o desenvolvimento visando a funcionalidade e carros que se tornaram símbolos de épocas e comportamentos diversos.

Em outra área, os visitantes mais entusiasmados pela mecânica e tecnologia vão encontrar a mostra Motor Icons, que reúne 12 motores que marcaram a história do automóvel, lado a lado com os carros em que foram lançados. A variedade dos motores expostos vai de versões com apenas um a até 18 cilindros, além de motores rotativos. Há motores a diesel, a gasolina (de dois ou quatro tempos), em linha, em “V”, boxers e radiais. Configurações mais exóticas, em H, U, W, Y e X também estão expostas ou são mostradas em painéis ilustrados.Os visitantes também podem conhecer mais sobre a evolução tecnológica dos motores, como o funcionamento dos compressores mecânicos ou a turbina e a história da alimentação de combustível, desde os carburadores mais simples, do final do século 19, aos sistemas eletrônicos de injeção e gerenciamento dos carros atuais.

Sustentabilidade e área para crianças

Outras atrações da Autostadt incluem o KonzernWelt (mundo do Grupo), onde os valores do Grupo Volkswagen – segurança, responsabilidade social, atenção com o meio ambiente e qualidade – são vivenciados por meio de exposições e atividades interativas. A exposição Level Green (mundo verde) traz 26 estações focadas na sustentabilidade e seus reflexos na sociedade, economia e estética. No CarDesign Studio, os visitantes podem conhecer todas as etapas do desenvolvimento de um modelo e, até utilizar computadores com uma interface especial para criar seus próprios veículos a partir de elementos usados em modelos reais. Os desenhos podem ser encontrados posteriormente e baixados na internet.

A Autostadt integra também as crianças e oferece uma área especial para convívio familiar, o MobiVersum, plena de oportunidades de diversão, exploração e descoberta. Há desafios, como conduzir diferentes tipos de veículos como triciclos em que todas as rodas viram em direções diferentes a carros com lagartas em vez de rodas, guiados por pedais. Dois personagens “extraterrestres”, Roli e Stella, mostram em um cinema 3D fatos e fenômenos de nossa vida diária e, como não poderia faltar, há uma autoescola em que as crianças a partir de 5 anos de idade podem aprender noções de direção e segurança em simuladores ou minicarros, passando por um teste para receber uma carteira infantil de habilitação.

Uma “saída” especial
A mais nova atração da Autostadt denomina-se Ausfahrt, palavra que, em alemão, significa “saída”. Inaugurada este ano, a Ausfahrt faz parte do caminho percorrido pelos clientes que retiram pessoalmente seus novos veículos Volkswagen junto à fábrica. Com 15.000 m2, a nova atração é focada na densidade urbana. Dando continuidade à topografia e paisagem da Autostadt, a “Ausfahrt” se integra harmoniosamente ao ambiente do parque e da lagoa que a circundam. Um “circuito de honra”, com 315 metros, proporciona aos visitantes da Autostadt um local para treinar rebocando um trailer ou experimentar outros itens, inclusive sistemas de reconhecimento de sinais de trânsito ou Start-Stop (desligamento e partida automáticos do motor quando o carro para) ou assistente de saída em subidas. Quarenta e cinco grandes espaços estão disponíveis no local onde, orientados por uma equipe de especialistas, os motoristas podem experimentar o sistema de estacionamento automático ou aprender a operar as estações de recarga para carros elétricos.

Os clientes que comparecem à Autostadt para retirar seus automóveis novos podem dirigi-los, nos primeiros metros, na área de treinamento da “Ausfahrt”, tirar suas dúvidas e configurar corretamente os sistemas do carro com a ajuda de especialistas antes de voltar às suas casas com segurança.Os visitantes que não forem retirar um carro novo também poderão experimentar os novos sistemas na área da “Ausfahrt”, usando veículos fornecidos pela Autostadt. Também é possível testar sua habilidade off-road na trilha All-Terrain (todo-terreno) ou conferir seus tempos de reação em situações de condução potencialmente perigosas na pista de treinamento de segurança.

INFORMAÇÕES

Horários – A Autostadt funciona 363 dias por ano, das 9h00 às 18h00, fechando apenas nos dias 24 e 31 de dezembro. O centro de entrega de carros zero-km abre aos compradores abre às 8h00

Refeições – Nove restaurantes e lanchonetes estão distribuídos pelas diversas áreas e pavilhões. Todos abastecidos com alimentos orgânicos, eles incluem uma steak house, pizzaria, cantina e um requintado restaurante de alta gastronomia.

Ingressos (1dia/2dias)
Adultos: 15 / 22 euros
Crianças / adolescentes (6 a 17 anos): 6 / 9 euros
Famílias (2 adultos + crianças até 17 anos): 38 / 57 euros
Crianças com menos de seis anos não pagam ingresso

Estudantes e idosos (acima de 60 anos): 12 / 18 euros
Tours e atrações especiais, como visitas à fábrica e experiências de direção, são cobrados à parte.

Informações detalhadas (em inglês ou alemão) podem ser obtidas no link http://www.autostadt.de/en/visitor-information/