sexta-feira, 27 de maio de 2016

Motovelocidade: ICGP divulga lista de inscritos para a etapa de Assen

A organização do ICGP (International Classic Grand Prix, campeonato mundial de moto GP clássica) divulgou a lista de inscritos para a segunda etapa de 2016, que acontecerá nos dias 4 e 5 de junho em Assen, na Holanda. A temporada terminará no Brasil, em Goiânia, no dia 23 de outubro.


Na categoria 350, os destaques são o francês Guy Bertin (campeão em 2011 e 2014), vencedor das duas provas da etapa de abetura realizada em Paul Ricard, e o britânico George Hogton-Rusling, campeão em 2015. Entre os pilotos da 250, aparecem o britânico Colin Sleigh (campeão de 2015), o alemão Stefan Tennstadt, ambos empatados na liderança do campeonato, e o brasileiro Bob Keller, quarto colocado na tabela de pontuação. Estas duas categorias são abertas a motos de 250 cm³ fabricadas entre 1974 e 1984. 

A nova categoria YC250, somente para motos Yamaha TZ produzidas entre 1985 e 1990, tem entre os inscritos o francês Vincent Levieux, atual líder do campeonato, e o austríaco Werner Reuberger, campeão da 250 em 2013 e 2014. Reuberger disputou a primeira etapa, em Paul Ricard, na categoria 350.

A lista de inscritos para a segunda etapa do ICGP, em Assen é a seguinte:
Número-piloto-país-moto-categoria
1-George Hogton-Rusling (Grã-Bretanha) - Gourlay TZ - 350
3-Eric Saul (França) - Chevallier - 250
8-Gary Thwaites (Grã-Bretanha) - Gourlay TZ - YC250
11-Michael Wild (Alemanha) - Virus - 250
14-Leif Nielsen (Dinamarca) - BSR - 350
15-Leon Jeacock (Grã-Bretanha) - Harris - 350
18-Stefan Tennstädt (Alemanha) - Bakker Rotax - 250
19-Chris Knight (Grã-Bretanha) - Gourlay Harris - 350
20-Richard Parker (Grã-Bretanha) - Harris - 350
21-Bob Keller (Brasil) - Yamaha TZ L - 250
22-Mark Rogers (Grã-Bretanha) - Yamaha TZ H - 250
23-Barry Neal (Grã-Bretanha) - Exactweld - 250
28-Guillaume Foureau (França) - Yamaha TZ G - 350
29-Colin Sleigh (Grã-Bretanha) - Yamaha TZ H - 250
30-Ian Simpson (Grã-Bretanha) - BSR-Yamaha - 350
32-Roy Flower (Grã-Bretanha) - Yamaha TZ L - 250
33-Richard Peers Jones (Grã-Bretanha) - Yamaha TZ G - 350
34-Don Gilbert (Grã-Bretanha) - Exactweld - 250
35-Patrice Fanchon (França) - Yamaha TZ G - 250
40-Bernard Fau (França) - Morena - 350
41-Bernard Tabarly (França) - Armstrong - 250
45-Stephan Luc Denis (França) - Yamaha TZ D - 350
49-Nigel Palmer (Grã-Bretanha) - Yamaha TZ L - 250
51-Werner Reuberger (Áustria) - Yamaha TZ A - YC250
52-Stuart Thomas (Grã-Bretanha) - Yamaha TZ U - YC250
53-Kenny Mathiessen (Dinamarca) - Spondon - 350
55-Guy Bertin (França) - Kawasaki KR - 350
64-Johan Ten Napel (Holanda) - Yamaha TZ G - 350
65-Grant Boxhall (Austrália) - Yamaha TZ G - 350
78-Robert Burns (Grã-Bretanha) - BSR - 350
79-Vincent Levieux (França) - Yamaha TZ A - YC250
88-Harald Merkl (Alemanha) - Yamaha TZ 3LC - YC250
100-Didier Ternisien (França) - Yamaha TZ G - 350
116-Peter Howarth (Grã-Bretanha) - Sankito - 350
155-Alain Barette (França) - Yamaha TZ - 250

O ICGP chega a Assen com a seguinte classificação:

350: 1) Guy Bertin, 50 pontos; 2) Jean-Paul Lecointe, 32; 3) Guillaume Foureau e Werner Reuberger, 23; 5) Bernard Fau, 22; 6) George Hogton-Rusling e Leon Jeacock, 20.

250: 1) Colin Sleigh e Stefan Tennstadt, 45 pontos; 3) Bernard Tabarly, 29; 4) Bob Keller, 23; 5) Don Gilbert, 22; 6) Marc Auboiron, 16.

YC250: 1) André Gouin e Vincent Levieux, 45; 3) Harald Merckl, 32; 4) Stuart Thomas, 26; 5) Jean-Pierre Pauselli, 22.

Master: 1) Guy Bertin, 50 pontos; 2) Jean-Paul Lecointe, 40; 3) Bernard Fau, 32; 4) Stefan Tennstadt, 26; 5) André Gouin, 22; 6) Harald Merkl, 17.

Volkswagen do Brasil disponibiliza versão on-line dos manuais de veículos da marca

Com o intuito de gerar cada vez mais praticidade aos seus clientes e facilitar o acesso à informação sobre seus produtos, a Volkswagen do Brasil passa a disponibilizar os manuais de veículos da marca também na versão on-line. Os arquivos eletrônicos são oferecidos para todo o portfólio da Volkswagen, nacionais e importados, inclusive para as versões de ano/ modelo anteriores de cada veículo. Para acessar o manual do proprietário on-line, basta entrar no site da marca “www.vw.com.br”, em seguida acesse a opção “Serviços” e, por último, “Manuais Volkswagen”, ou clique aqui.

“A ação proporciona ao cliente consultar os manuais de veículos Volkswagen com muito mais praticidade e mobilidade, visto que também podem ser acessados via smartphone e tablet. O objetivo da marca é facilitar cada vez mais o acesso às informações sobre os nossos produtos a todos os clientes, pois é fundamental que ele observe o conteúdo do manual de instruções do veículo antes de utilizá-lo pela primeira vez e também durante a sua utilização, permitindo sempre o conhecimento abrangente do produto”, disse o gerente da área Técnica de Serviços da Volkswagen do Brasil, Claudio Patti.

Todos os veículos da marca Volkswagen seguem com o material de literatura de bordo, que contempla o manual de instruções do modelo com detalhes sobre a vista geral do automóvel; orientações sobre condução; conservação, limpeza e manutenção; dados técnicos; abreviaturas utilizadas, entre outras informações. A literatura de bordo conta também com guia de manutenção, garantia e manual de instruções de recursos e sistemas opcionais.

Volkswagen#vale

A Volkswagen sabe que o melhor é não correr riscos ao investir e respeita o dinheiro do brasileiro. Por isso, a marca lançou em 2015 a campanha “volkswagen#vale”, que reforça a tecnologia, a qualidade, a segurança e o melhor custo-benefício dos carros que a empresa fabrica. A campanha integrada destaca que é importante o cliente fazer o seu dinheiro valer mais investindo em carros que tenham motores eficientes, com três anos de garantia total, baixo custo de manutenção, ótimo valor de revenda e com a maior Rede de Concessionárias do País, como os veículos da marca Volkswagen.

Nissan revela a identidade secreta do seu Stig

Alguns dizem que ele come o Versa Note no café da manhã. Alguns dizem que sua cama é formada por chassis de Nissan GT-Rs e ele dorme tranquilo. Tudo o que sabemos é que ele se chama Paul Eames e ele é o piloto da Nissan.Enquanto fãs de carros ao redor do mundo se preparam para a nova e aguardada série da emissora de TV britânica BBC, o Top Gear, a Nissan removeu o capacete do seu melhor piloto de test drive pela primeira vez para revelar sua identidade.

Paul tem um papel fundamental no time que é responsável pela garantia de que cada novo veículo da Nissan se desenvolva dinamicamente na sua melhor forma para as estradas europeias. Sendo um dos quatro motoristas "expert" fora do Japão a receber o Certificado de Qualificação em Direção da Nissan, Paul completa incontáveis voltas nas pistas de teste da companhia ao redor do mundo.

Com 20 anos de experiência na Nissan, Paul sabe instintivamente se o chassi de um carro novo está otimizado para o melhor equilíbrio entre performance e conforto dos passageiros. Além habilidades sobre-humanas atrás do volante, ele também tem o talento de saber pensar como o consumidor.

"Com o novo GT-R, que irá a venda este verão, o objetivo era torna-lo tão empolgante, aderente e estável o possível quando sendo guiado em condições extremas, porque é isso que o dono de um GT-R deseja" Disse Eames. Mas as regras não se aplicam quando a questão é o desenvolvimento de modelos com alto número de vendas, como o Nissan JUKE ou os crossovers Qashqai. 

"Estes carros precisam ser ágeis, estáveis e muito seguros, mas ao mesmo tempo precisam entregar conforto e maleabilidade para os consumidores", disse Eames, que começou sua carreira automotiva nos anos 80, como mecânico.

O trabalho de Paul não é apenas reduzir milésimos de segundos em voltas na pista – mesmo que ele seja muito bom nisso. Seu trabalho consiste em replicar como os consumidores da Nissan vão dirigir seus carros no mundo real.

"Eu dirijo em diferentes velocidades, em posições diferentes na estrada, subindo, descendo, fazendo curvas, em caminhos esburacados e em condições de tráfico parado ou intenso", disse o piloto. "Para a Nissan, tudo se resume a qualidade da experiência de dirigir. Só então consigo realmente avaliar a performance dinâmica verdadeira do carro, e garantir que está tudo certo para os consumidores".

O trabalho de Paul é extremamente complexo, porque a Nissan desenvolve carros para mercados ao redor de todo o mundo, onde as vias são as mais diversas em termos de construção, curvatura, e qualidade da superfície. O que funciona muito bem em um país, pode não funcionar num outro. Como resultado disto, ele viaja ao redor do mundo: faz testes no tempo gelado das proximidades do círculo polar ártico até o clima quente dos testes na Espanha.

Ele está, atualmente, trabalhando com os engenheiros das Direção Autônoma da Nissan, refinando a tecnologia. A Nissan já está se estabelecendo como líder global nesta tecnologia emergente, com o ProPilot (direção autônoma em pista única), prevista para estrear no Nissan Qashqai do ano que vem.

"A Direção Autônoma pretende dar mais controle ao motorista enquanto mantem os elementos prazerosos de se dirigir e tira algumas partes não tão prazerosas, enquanto aumenta a segurança do consumidor, " disse Paul. "Esta tecnologia é muito empolgante para mim e para o time de engenharia da Nissan Europa, porque estamos prestes a presenciar uma grande mudança na indústria automotiva".


quinta-feira, 26 de maio de 2016

Helio Castroneves encara a Indy 500 pela 16ª vez

Os recém-completados 41 anos fazem de Helio Castroneves um veterano em Indianapolis. Mas prestes a disputar a sua 16ª Indy 500, a experiência não impede que sinta ainda, passados tanto tempo, aquele friozinho na barriga. 

A Indy 500 é como de fosse uma Copa do Mundo”, define o piloto do Team Penske, que no próximo domingo alinhará em 9º lugar, entre 33 participantes, para a 100ª edição da mais famosa, desejada, disputada e reverenciada prova do calendário da IndyCar. É tamanha a importância da histórica prova que, pela primeira vez em toda a sua existência, todos os ingressos foram vendidos antecipadamente. “Nem eu tenho ingresso, se não fosse a minha credencial de piloto, iria ficar de fora”, brinca Castroneves, cujo nome está intrinsecamente ligado à Indy 500.

Castroneves tinha 26 anos quando começou a ver seu nome se confundir com a atmosfera do Indianapolis Motor Speedway. Naquele 27 de maio de 2001, depois de largar em 11º, tornou-se um dos poucos pilotos que venceram a Indy 500 em sua estreia no tempo de Indiana. A bordo do Dallara Oldmosbile #68, o garoto criado em Ribeirão Preto completou as 200 voltas no oval mais famoso do mundo e subverteu o tradicional protocolo comemorando com o público no alambrado.

No ano seguinte, numa dramática disputa nas voltas finais, Castroneves garantiu mais uma vitória para Roger Penske na Indy 500 ao volande do Dallara Chevrolet #3. Se a vitória do ano anterior poderia até ser considerada por alguns como fato isolado, obra do acaso, a conquistada naquele 26 de maio de 2002 deu ares de “gigante” para aquele menino que estava familiarizado com o lugar mais alto do pódio desde os tempos do kart.

Superação
Mas nenhuma das três vitórias de Helio Castroneves em Indianapolis teve tanta significação do que a de 2009. Aquele ano começou difícil, com a atenção do piloto voltada para a corte de Miami, onde estava sendo julgado em razão de supostos problemas com o fisco norte-americano. Foram meses dolorosos para a família Castroneves. Foi um tempo em que se falou abertamente em “prisão” e fim de carreira”. A justiça, porém, foi feita, com Helio e sua irmã Katiúcia sendo integralmente absolvidos.

Aquele poderia ter sido o primeiro maio em Indianapolis sem Helio Castroneves desde 2001, mas ele estava lá, como sempre competitivo, mas certamente com algumas feridas abertas que até então não se faziam presentes. E naquele 24 de maio de 2009 o piloto conquistou a sua terceira Indy 500. Como sempre, ignorou o protocolo e foi para o alambrado e, no pódio do Indianapolis Motor Speedway, chorou, chorou muito. A alegria pela vitória e o alívio pelo estar ali em razão do final feliz de um pesadelo que parecia não ter fim geraram no esportista um overdose de emoção, que seria potencializada no final do ano com o nascimento de Mikaella, fruto do seu relacionamento com Adriana Henao.

Às vésperas da 100ª Indy 500, Helio Castroneves é o único piloto em atividade com três vitórias e em condições de igualar o recorde histórico de quatro conquistas, feito somente alcançado por A.J. Foyt, Al Unser e Rick Mears. Os três vivem intensamente o atual momento da IndyCar. Foyt é chefe da equipe que leva seu nome, Unser é um dos astros do passado que abrilhantam o evento e Mears, o mais próximo de Castroneves, é o spotter do piloto brasileiro no Teram Penske. E os três estão em Indianapolis para, quem sabe, dar as boas-vindas ao novo membro do clube das quatro vitórias.

Se ela acontecer, ótimo, mas esse não é um pensamento que passe pela cabeça do companheiro de equipe de Juan Pablo Montoya, Will Power e Simon Pagenaud. “Para falar a verdade, eu não penso nisso e acho que ninguém na equipe pensa nisso também. A minha concentração é para entrar na pista e vencer, fazer o meu melhor para atingir esse objetivo. É foco total e absoluto. Depois a gente vê o que acontece”, conta o piloto, que aos olhos do mundo – e do Brasil pela Rede Bandeirantes de Televisão – estará acelerando a partir das 12:00 no domingo, 13:00 no horário oficial de Brasília.

Números de Helio Castroneves na Indy 500
1 Equipe (Todas as participações de Helio foram pelo Team Penske)
3 Vitórias (2001, 2002 e 2009)
Poles (2004, 2007, 2009 e 2010)
15 Participações (2001 até 2015; a de 2016 será a 16ª)
331 Voltas lideradas

Resumo das participações de Helio Castroneves em Indianapolis

Dia
Mês
Ano
Pista
PL
PC
#
VL
Carro
Motor
Pneus
Equipe
29
Maio
2016
Oval
9
3
Dallara DW12
Chevy V6 Turbo
Firestone
Team Penske
24
Maio
2015
Oval
5
7
3
2
Dallara DW12
Chevy V6 Turbo
Firestone
Team Penske
25
Maio
2014
Oval
4
2
3
38
Dallara DW12
Chevy V6 Turbo
Firestone
Team Penske
26
Maio
2013
Oval
8
6
3
1
Dallara DW12
Chevy V6 Turbo
Firestone
Team Penske
27
Maio
2012
Oval
6
10
3
0
Dallara DW12
Chevy V6 Turbo
Firestone
Team Penske
29
Maio
2011
Oval
16
17
3
0
Dallara
Honda
Firestone
Team Penske
30
Maio
2010
Oval
1
9
3
3
Dallara
Honda
Firestone
Team Penske
24
Maio
2009
Oval
1
1
3
66
Dallara
Honda
Firestone
Team Penske
25
Maio
2008
Oval
4
4
3
0
Dallara
Honda
Firestone
Team Penske
27
Maio
2007
Oval
1
3
3
19
Dallara
Honda
Firestone
Team Penske
28
Maio
2006
Oval
2
25
3
9
Dallara
Honda
Firestone
Team Penske
29
Maio
2005
Oval
5
9
3
0
Dallara
Toyota
Firestone
Team Penske
30
Maio
2004
Oval
8
9
3
0
Dallara
Toyota
Firestone
Team Penske
25
Maio
2003
Oval
1
2
3
58
Dallara
Toyota
Firestone
Team Penske
26
Maio
2002
Oval
13
1
3
24
Dallara
Chevrolet
Firestone
Team Penske
27
Maio
2001
Oval
11
1
68
52
Dallara
Oldsmobile
Firestone
Team Penske
PL - Posição de Largada
PC - Posição de Chegada
VL - Voltas Lideradas



Fernando Calmon - Alta Roda - Estatísticas furadas atrapalham estimativas

Alta Roda nº 890/24030– 263– 0oda nº852/0508– 2oda nº851/2016

Ferrando Calmon
No momento em que o Brasil se volta, finalmente, a investir em parcerias público-privadas para desatar o nó de uma infraestrutura de altíssima deficiência cabe analisar alguns aspectos. Nada menos de 80% das estradas brasileiras (cerca de 1,3 milhão de quilômetros no total) não são pavimentadas. Essa proporção só se encontra em países muito pobres.


Trata-se de referência bastante desfavorável para uma nação que tem a quarta a maior superfície terrestre contínua do planeta (quinta, com Alasca incluído como área descontínua dos Estados Unidos), a quinta população, um Produto Interno Bruto (PIB) que o coloca em sétimo (tendência de cair) e um mercado interno de veículos que já foi o quarto do mundo (hoje em sétimo e em queda).

Nada justifica uma rede asfaltada tão ridiculamente baixa dentro do conceito “rodoviarista” de transporte de bens. Cerca de 60% das cargas viajam por caminhão e esse porcentual não está muito acima de alguns países europeus e mesmo dos Estados Unidos. 

Só mais recentemente se abriu a possibilidade de, além de conservação do piso, as concessionárias duplicarem as pistas e mesmo construírem novas vias. Outra realidade é a incapacidade do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de controlar a frota real circulante. Se esse número fosse pelo menos próximo do real, os interessados em infraestrutura estariam em condições de estimar o crescimento do tráfego ao longo do tempo, pois os contratos estabelecem, em geral, 30 ou mais anos de concessão.

Essa falha de planejamento ocorre por exigências exageradas para que motoristas deem baixa no veículo ao fim de sua vida. Então são abandonados nas ruas (há multa de R$ 16 mil na cidade de São Paulo, mas provavelmente ninguém a pagou até hoje), em galpões, deixados ao relento no campo ou mesmo jogados em rios e represas.

Saber, porém, quantos modelos, de que marca e tipo ainda circulam são tarefas essenciais para produção de componentes de reposição. Por isso tanto o Sindipeças quanto a Anfavea publicam estudos há mais de dez anos. Em 2015, a primeira entidade estimou a frota brasileira (sem contar motos) em 42.587.250 unidades. A segunda chegou a números bem próximos. Algo como 35% abaixo do total divulgado pelo Contran e Detrans. Refletem apenas emplacamentos originais (via Renavam) e um número quase irrelevante de baixas espontâneas de registros: apenas 1,8 milhão de unidades entre 1990 e 2015. A maioria, certamente, de seguradoras com Perda Total (PT) em acidentes. 

Agora uma terceira fonte também estuda a frota. A filial brasileira da consultoria Jato Dynamics desenvolveu processo para cálculo de veículos em circulação dividindo o mercado em 15 segmentos e analisando, caso a caso, cada um deles. Estabeleceu curvas específicas de descarte de produtos por impossibilidade mecânica de rodar ou consertar, roubos (com desmanches) e PT. A empresa estima, em 2014, 38.564.843 veículos, uns 9% abaixo das referências Sindipeças e Anfavea. 

Em razão dos maus resultados de vendas desde 2015 é provável a frota brasileira real diminuir, pois entrariam no mercado menos carros e veículos pesados do que os que deixam de circular. As futuras concessionárias de estradas que fiquem de olhos abertos. 

RODA VIVA 

NISSAN deu boa arrumada no meio ciclo de vida do Sentra 2017. Frente modernizada e adição de itens de conforto e conveniência já na versão de entrada somam-se a comando elétrico no banco de motorista e alto-falantes Bose. Agora deixou de existir câmbio manual: todos têm o automático CVT. Melhorou economia de combustível e a 120 km/h motor sussurra a 2.000 rpm. 

QUANDO se exige mais do acelerador, mesmo na posição “L” do CVT, resposta é um pouco lenta: rotação de torque máximo (20 kgfm) fica apenas 300 rpm abaixo da de potência máxima (140 cv, pouco para um 2-litros aspirado). Turbo seria ideal. Os preços aumentaram 7%, justificados por mais equipamentos, e são competitivos: R$ 79.990 a R$ 95.990. 

SOFISTICAÇÃO e equipamentos exclusivos estão no novo BMW 740 Li M Sport, sedã de alta gama e referencial da marca alemã. Pretende vender até 100 unidades/ano ao preço único de R$ 709.950. Nível de conforto para o passageiro do lado direito do banco traseiro é ímpar. Alguns itens, de tão avançados, exigem homologação específica no Brasil e não vêm agora. 

VOYAGE 2017 não arrancou tão bem como o Gol em vendas. Mas a repaginada na parte frontal e o novo painel interno (laterais continuam iguais e também a parte traseira do sedã compacto) podem lhe dar mais fôlego. Impressiona bem o desempenho do motor 3-cilindros/1 litro. No uso em cidade o deixa bem próximo ao 4-cilindros e com vantagem em economia. 

OBSTÁCULOS no asfalto para sinalizar vias, como os temidos tachões ou “tartarugas” e mesmo inocentes “sonorizadores”, estão proibidos por resolução do Contran desde 2009. Mas ainda se podem ver nas cidades e estradas em desacordo com a lei. Afora os danos em pneus e suspensões dos veículos, essas protuberâncias são muitas vezes causas de acidentes e danos no asfalto. 


PERFIL

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).

Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmon                  

Com nova BMW M6 GT3, Augusto Farfus disputa em Nürburgring sua segunda prova de 24 Horas no ano

Três dias após ficar próximo de seu segundo pódio consecutivo no DTM com o 4º lugar na etapa da Áustria, Augusto Farfus já está no lendário circuito de Nordschleife, na Alemanha, para as 24 Horas de Nürburgring, que acontece neste fim de semana (26 a 29 de maio). A bordo da nova BMW M6 GT3, o brasileiro disputa a prova pela 8ª vez, em busca de sua segunda vitória em uma das provas mais importantes do endurance mundial. 

Vencedor em 2010 e pole position no ano passado, Farfus terá como companheiros os alemães Marco Wittmann, Jörn Muller e o finlandês Jesse Krohn no carro #18 da equipe Schubert Motorsport. O quarteto já participou neste ano de algumas provas do VLN Endurance, campeonato de provas de longa duração que acontece em Nordschleife, como preparação para as 24 Horas, e chegou a vencer uma das disputas. Inserido nesta temporada em competições pela BMW, o novo modelo M6 GT3 fará em Nürburgring sua segunda prova de 24 Horas em 2016, assim como Farfus. A primeira foi em Daytona, nos Estados Unidos, em janeiro. Na ocasião, Farfus terminou no top-5, no que foi considerado um bom resultado para a estreia do carro.

Agora, cinco meses depois, as expectativas são ainda maiores, e o objetivo do quarteto é brigar diretamente pela vitória. Conta a favor de Farfus, além da grande experiência que o piloto da BMW tem no circuito alemão, que ele vem de duas etapas seguidas pelo DTM, em Hockenheim e Áustria, onde andou constantemente nas primeira posições, somou um pódio e três top-10 em quatro corridas, e assim chega cheio de confiança para a prova.

Nordschleife, ou "Inferno Verde" - como é conhecido o circuito longo de Nürburgring -, tem 25.378 quilômetros de extensão e é um dos mais desafiadores traçados. Além disso, o clima da região é sempre inconstante, e a previsão para o fim de semana é de chuva para sábado e domingo. Ao todo, são esperados mais de 200 carros no grid da prova.

As atividades de pista têm início nesta hoje (26), com um treino de 2h10 de duração, enquanto na sexta, acontece a classificação para os 30 melhores. A 44ª edição das 24 Horas de Nürburgring tem início marcado às 10h30 (horário de Brasília) do sábado (28), e término, obviamente, no mesmo horário do dia seguinte. 

Augusto Farfus:
"As 24 Horas de Nürburgring é uma das provas mais emocionantes e difíceis de longa duração. São muitos carros, e temos um público muito grande também, e esse ano será especial porque estaremos com um carro novo. Essa é apenas segunda prova de 24 Horas da BMW M6 GT3, mas o carro está bem afinado, prova disso foi a vitória dos meus companheiros de equipe na etapa do VLN, e isso nos deixa com esperanças de um bom resultado. 

Nosso objetivo é brigar pela vitória, e nosso carro é capaz disso, mas sabemos que essa é uma pista muito dura para os carros e equipes, e tudo pode acontecer em 24 horas de corrida, então vamos começar com os pés no chão, trabalhar bastante para que o carro chegue em boas condições até o fim da prova, e aí possamos nas últimas horas buscar efetivamente a primeira posição"