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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Fernando Calmon - Alta Roda - Argo redime a Fiat

Alta Roda nº 944/29430– 08 023– 0oda nº852/0611508– 2oda nº851/2017

Fernando Calmon
Se os hatches compactos ainda representam de longe a preferência dos brasileiros, apesar de todos os avanços dos SUVs e crossovers, o ano de 2017 ficará caracterizado pela renovação e atualização tecnológica dos projetos em nível poucas vezes visto na história da indústria. O primeiro a chegar é o Fiat Argo, cujas vendas já se iniciaram, enquanto o novo Polo vai demorar um pouco mais (ver abaixo). 

Apesar de o novo compacto não se enquadrar como projeto mundial, o trabalho de desenvolvimento feito em Betim (MG) mostra-se bastante competente. Sua arquitetura básica é a do Punto, o qual substitui, mas com grau de refinamento superior. Isso aparece de forma conspícua desde o estilo bem atraente (basta notar o formato na parte central superior do para-brisa), um interior de características inéditas na marca, os cuidados com as guarnições de portas para garantir seu fechamento com um quê de qualidade e até pormenores como iluminação na região dos pés do motorista. 

Oferecer três opções de motor – 1 litro tricilindro (72/77 cv) e dois quadricilindros de 1,3 litro (101/109 cv) e 1,75 litro (135/139 cv) – e três opções de câmbio – manual e automatizado de cinco marchas, além de um automático moderno de seis marchas – demonstra que a Fiat decidiu cercar a gama de concorrentes diretos. Estes incluem Chevrolet Onix, Hyundai HB20, Ford Ka, VW Gol, Renault Sandero, Toyota Etios, Peugeot 208 e Citroën C3 na ordem dos mais vendidos no mês passado. São três as versões – Drive, Precision e HGT – cujos preços, sem incluir opcionais, vão de R$ 46.800 a 70.600. 

O Argo significa uma guinada no conceito comum na marca italiana de baixar preço a qualquer preço (trocadilho à margem). Nada de economizar em revestimentos baratos, saídas de ar do painel descuidadas, plásticos com rebarbas, tela multimídia (no caso, de sete polegadas, formato de tablete e alta definição) ou sonegar engates Isofix para bancos infantis. 

Única opção estranha é o volante com regulagem de altura e distância nas versões mais caras e só em altura nas mais baratas. Faróis mais eficientes e sistema apurado de áudio indicam os objetivos buscados. 

Espaço interno equivale ao do Onix, com vantagem de 7% no porta-malas de 300 litros (no rival, 280 litros) Seu desempenho dinâmico se destacou na avaliação inicial, em particular com o motor mais potente. O de 1,3 litro se ressente de falta de torque para seus 1.148 kg em ordem de marcha. Já o de 1 litro nem estava disponível no lançamento, pressupondo que deixa a desejar. 

Comportamento em curvas exemplar, embora o HGT estivesse com pneus mais largos opcionais. À posição de dirigir, bem melhor que em outros Fiat (volante menos inclinado e mais baixo), soma-se resposta direcional progressiva e precisa. Persiste, porém, curso do acelerador longo demais. Caixa de câmbio automática trabalha sem hesitações ou trancos. Até a regulagem do encosto dos bancos dianteiros, por botão giratório, foge de padrões franciscanos da marca. 

Fiat espera vender 6.000 Argo por mês que, se somados aos 9.000 de Uno, Mobi e Palio juntos, lhe dariam condições de reassumir o protagonismo perdido nos últimos dois anos de conflito entre modelos e vendas em queda. 

RODA VIVA

FINALMENTE, boas notícias no mês de maio. Pela primeira vez, desde 2014, as vendas de veículos no mercado interno reagem. Cresceram 17% em relação ao mesmo mês do ano passado e, no acumulado do ano, mais 1,6% (se considerados apenas veículos leves, + 2,3%) sobre igual período de 2016. Média de 8.900 unidades/dia contra apenas 6.700, em janeiro último. 

CARROS com motores de 1 litro subiram de 33% para 37% das vendas, sugerindo que recursos do FGTS irrigaram mesmo o mercado interno. Estoques se mantêm dentro da normalidade: 33 dias. Exportações tiveram o melhor mês da história e também no acumulado dos primeiros cinco meses do ano. Isso fez a produção crescer robustos 23% sobre o período janeiro-maio de 2016. 

MERCEDES-BENZ Classe C Sport agora é topo de linha do sedã médio-grande produzido no Brasil. Motor 2,0 turbo (245 cv; 37,7 kgfm) tem acelerações vigorosas. Novo câmbio automático de nove marchas permite respostas imediatas, além de manter velocidades de cruzeiro de 120 km/h a menos de 2.000 rpm. Gerenciamento de ruído do escapamento também encanta. Preço: R$ 241.900.

FONTES da Coluna detectaram atraso no SOP (sigla em inglês para início de produção) do novo VW Polo, em São Bernardo do Campo (SP). Passou de 1º de julho para 1º de setembro. Já SOP do sedã Virtus, de mesma arquitetura, se manteve em 1º de novembro. Início de vendas se dá, em geral, entre 60 e 90 dias depois do SOP, dependendo do ineditismo do modelo. 

DINAMARCA, país pioneiro em incentivar carros elétricos, mudou e resolveu retirar quase todos os subsídios. O resultado foi queda de 60% nas vendas no primeiro trimestre deste ano, incluídos híbridos recarregáveis em tomadas. Nada contra os elétricos, mas, quando algo dá errado, a repercussão aqui é a dos três macaquinhos: não falo, não vejo, não ouço... 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2
                                                                                                                              


sábado, 11 de junho de 2016

PEUGEOT lança aplicativo inédito com tecnologia de realidade aumentada para modelos 208 e 2008

A PEUGEOT do Brasil apresenta uma ferramenta inédita de auxílio para o consumidor brasileiro: o aplicativo Easy MyPEUGEOT. Compatível com o Novo PEUGEOT 208 e o 2008 (ano-modelo 2016/2017), o app utiliza tecnologias de realidade aumentada e de reconhecimento de imagem para que o cliente consulte de maneira rápida e simples informações sobre as principais funções de equipamentos presentes nos veículos: basta apontar a câmera do smartphone na direção do item em questão.

“O Easy MyPEUGEOT é uma solução pioneira para facilitar a vida do cliente da Marca, que já utiliza smartphones e está sempre conectado. O aplicativo permite que simples consultas sejam realizadas de maneira prática e intuitiva”, afirma Sergio Davico, Gerente Geral de Produto da PEUGEOT do Brasil.

A nova ferramenta foi criada em parceria com a Lightpyxis Design, que há 20 anos produz soluções de tecnologia e interfaces web. O aplicativo, que se soma ao manual do proprietário, pode ser utilizada em smartphones com sistema ANDROID e IOS, e já está disponível para download gratuito por meio do Play Store/Google Play e Apple Store/iTunes. 

Com o app no celular, basta selecionar o modelo do veículo e apontar a câmera para o equipamento a ser consultado – central multimídia, ar-condicionado, caixas de câmbio, painel de instrumentos, volante, comandos dos vidros e retrovisores elétricos e pressão dos pneus. Feito isso, é só selecionar a informação desejada entre as opções listadas para ter acesso às instruções.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Fernando Calmon- Alta Roda - Cruze entra na briga

Alta Roda nº 891/24130– 023– 0oda nº852/0608– 2oda nº851/2016

Fernando Calmon
Segunda geração do Chevrolet Cruze sedã começa a ser vendida no final de junho, fabricado agora na Argentina e alinhado ao modelo homônimo produzido os EUA, dos quais quatro milhões de unidades já foram produzidas desde 2008. Sua versão hatch (que chega ao Brasil no segundo semestre) chama-se Astra na Europa e foi eleito Carro do Ano em 2016.


O salto tecnológico inclui uma carroceria de maiores dimensões – 6,2 cm mais comprida, 0,9 cm mais alta e entre-eixos 1,5 cm maior – de rigidez 25% aumentada e, ao mesmo tempo, 106 kg mais leve sem aplicação de alumínio em alta escala. Coeficiente aerodinâmico (Cx) de 0,30 melhorou 15%: até a terceira luz de freio no teto recebeu atenção especial. Um dos pontos de maior destaque, motor turboflex, único disponível, de 1,4 litro, alcança 153 cv a 5.200 rpm e 24,5 kgfm a 2.000 rpm (etanol) e dispõe de sistema desliga-liga suave e preciso. 

Internamente, melhorou bastante o painel sem fugir da tradição do cockpit duplo dianteiro que estreou no Corvette, em 1953, e mantido como conceito. Surpreende não haver plásticos macios. A marca preferiu investir na costura francesa (duplo pesponte) dos bancos de couro e laterais de portas. E também no seu sistema multimídia de segunda geração com tela capacitiva de oito polegadas e em um segundo mostrador de quatro pol. no centro do quadro de instrumentos. Entre as informações úteis, como pressão dos pneus, o motorista pode saber, em porcentagem, a vida útil restante do óleo do motor. 

O sistema de concierge OnStar, de segunda geração, continua de série. Há possibilidade de carregamento de telefones inteligentes por indução (sem fios), restrito ao sistema Android. No pacote de itens de tecnologia destacam-se o assistente de permanência na faixa, alertas de colisão frontal (não freia de forma autônoma) e de ponto cego, sistema de estacionamento automático e farol alto inteligente. 

Perfeito casamento do motor de torque elevado com o câmbio automático convencional de seis marchas, a direção precisa e suspensões muito bem acertadas estão entre as boas qualidades do Cruze. Bateria, por exemplo, foi deslocada para a parte traseira para melhor distribuição de peso entre os eixos dianteiro e traseiro. Interessante o reposicionamento dos espelhos retrovisores para melhora do campo visual especialmente favorável no uso urbano. 

A fábrica informa aceleração de 0 a 100 km/h em 8,5 s e nota A em consumo pelo padrão Inmetro: 11,2 km/l e 14,0 km/l, cidade e estrada (gasolina), respectivamente; 7,6 km/l e 9,6 km/l (idem, etanol). Isso o projeta na melhor colocação entre sedãs médios-compactos. 

Questão delicada é a dos preços: de R$ 89.990 a 107.450. Precisa ser avaliada dentro do cenário inflacionário de 10% ao ano, em primeiro lugar. Depois de quase uma década de reajuste abaixo do IPCA, a festa acabou. Desvalorização cambial trouxe impacto nos custos. Seria até maior, se o modelo não viesse da Argentina. Novos itens, antes inexistentes ou opcionais, são a forma de atrair compradores de maior poder aquisitivo. 

A diferença de valor percebido sobre o ano-modelo 2016, segundo cálculos da GM, é de R$ 5.000, na versão LT e até R$ 14.000, na LTZ 

RODA VIVA 

FORD antecipou características do motor EcoBoost (agora sim, injeção direta e turbocompressor) que estreia no Fiesta em junho. Importado da Romênia, o 3-cilindros de 1 litro mantém a mesma potência de 125 cv e 20,4 kgfm de torque, imbatível nessa cilindrada. De início apenas a gasolina, será instalado na versão de topo com câmbio automatizado dupla embreagem 6-marchas. 

GOL 2-portas acaba de receber o mesmo rejuvenescimento interno do restante da linha que elevou as vendas do modelo. Mercado de duas portas no Brasil hoje é pequeno. No caso do compacto da VW varia entre 5% e 10%, dependendo da compra de frotistas. Mas há vantagens: no preço de R$ 33.620 (menos 9,5% em relação ao 4-portas) e no peso (menos 28 kg). 

PEUGEOT 208 comprovou, na prática, ser mesmo imbatível em consumo de combustível no uso rodoviário graças ao motor tricilíndrico de 1,2 L (aspereza um pouco além da esperada). Supera facilmente 17 km/l, a 100 km/h, com gasolina. Em cidade também leva vantagem, mesmo sendo um compacto completo (versão Allure). Desempenho bem próximo ao de 1,5 L. 

LEITOR da Coluna, motociclista, lembra que tachões e sonorizadores ainda existentes, apesar de proibidos por lei, são grande risco para motos e scooters. Necessário ficar bem atento, pois uma queda pode ser fatal. Reclama, ainda, de ciclovias que cruzam ruas e avenidas: tinta logo se desgasta e a superfície fica extremamente escorregadia, quando molhada. 

SERVIÇOS expressos de funilaria, também conhecido como lanternagem, estão aos poucos se ampliando. Começou em garagem do shopping Eldorado, de São Paulo. ChipsAway, de Pittsburgh (EUA), desenvolveu a técnica de reparo rápido de riscos e pequenos amassados em lataria e para-choque. Franqueada oferece dois anos de garantia, mas o dano requer avaliação prévia. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 1516 - 08.04.2014 - edita@rnasser.com.br
Novos Peugeot 208. Oportunidade e coragem

Festa e conteúdo para recomeçar. Peugeot resolveu encarar imprevista queda de vendas – 50% maior à perda do mercado –, revendo leque de produtos.

Em todos aplicou atualizações estéticas europeias; a nova filosofia de ser os melhor equipados do segmento; e, na faixa superior, criou duas versões. Uma, Sport, distinta por decoração, com mecânica conhecida, motor 1,6, 16V e 122 cv. Outra, GT, superior, motor THP 1,6 turbo e 173 cv.

Direção oposta, primeiro degrau de vendas, centrou esforços trocando motor 4 cilindros, 1,4 por um novo, o Puretech, 1,2, com 3 e iniciais 90 cv – na Europa seu turbo faz iniciais 120 cv.

Diz, será o motor mais econômico do país, afirmação a ser aferida ante o up! tsi e o novo Hyundai 1,0 turbo a ser lançado próxima semana.

Coisa fácil
Como produto é fácil puxar o 208 a melhores vendas. Basta fazer o interessado dirigi-lo. O automóvel, apesar de alguns juízos desconsideráveis, tem o melhor comportamento de direção, suspensão e freios, e é o mais agradável de condução de sua categoria. Quem gosta de dirigir, nele se encontra. O GT promete exponenciar isto, com ótima relação entre a potência gerada pelo motor e o peso do carro a deslocar, em comportamento remunerador aos sentidos, acelerar de 0 aos 100 km/h em apenas 7,6s, com velocidade final de 220 km/h reais – a álcool.

Complementa com detalhes visuais, mudança do desenho da tomada de ar frontal, o espaço da antiga grade, e para choques, rodas com 17” em alumínio polido, assinatura óptica por luzes diurnas em LED, e novas e curiosas lanternas tripartidas traseiras. Dentro, inescapável couro negro com pesponto vermelho. Central multi mídia, com tela de 17,5 cm. 

Para entregar melhor rendimento com o motor turbo, novos ajustes de suspensão, pneus Michelin 204x45x17, com baixo atrito ao rolamento - não é boa altura para convívio com os mal educados e anti tecnológicos buracos nacionais. E sistema ESP de controle de estabilidade, anti bloqueio, assistência a frenagens de emergência, função anti derrapante, controle dinâmico de estabilidade.

No outro extremo, versão de entrada aplica o novo motor tri cilíndrico, 1,2, 90 cv, com modernidades, como abertura variável de válvulas, pistões leves resfriados por jato de óleo. Usa câmbio mecânico com 5 velocidades.

Intermediária, o conhecido motor 1,6, 122 cv, permite uso de transmissão automática com 4 velocidades – coisa antiga.Na prática, três opções de motores, três de câmbio, seis de decoração.

Quanto custa

Peugeot 208  
Versões
  R$
1.2 Active
1.2 Active Pack
1.2 Allure
1.6 Allure Auto
1.6 Sport
1.6 Griffe AT
1.6 THP GT
48.190
51.690
54.990
59.090
60.990
64.590
78.990
 

Ford melhora Ranger mirando em Toyota Hilux
Semana passada, quem viu TV em Buenos Aires, Ar, terá assistido anúncio simpático, provocativo. Da Ford, com o novo picape Ranger 2017. Dizia, em resgate histórico, Quando não havia picapes, nós as inventamos. E ao final encerrava: Tudo se pode superar.

Aos ligados no mercado, verdadeira declaração. Anúncios bons são como música do Dorival Caymi, texto do Rubem Braga, filme do John Ford: sem palavras vãs. E, aos interessados, explicação era resposta aos anúncios dos picapes Toyota, também recém lançados e superando em venda Fords na Argentina e no Brasil. Dizem eles, Só uma Hilux pode superar outra Hilux.

Foco
Aqui campanha de anúncios pagos não começou, e para a imprensa, mídia sem custo, Ford dividiu o lançamento. Alguns jornalistas uma semana antes, os restantes, nesta. Linha 2117 marca-se por seguir a Toyota: pequenas alterações estéticas, e maior incremento em conteúdo da versão de topo, mais próximo do automóvel, mais distante do veículo de carga.

Alteração – leia atualização –, assistência hidráulica para direção trocada por elétrica – não furta disposição do motor, nem cobra por isto. Itens de automóvel na superior versão Limited – alarme de mudança de faixa e correção automática, piloto automático, alerta de perigo de colisão, sete almofadas de ar, incluindo – para os joelhos do motorista. Engates Isofix para cadeira de crianças, apoios de cabeça e cintos com ancoragem de três pontos aos cinco ocupantes. E interior com novo painel com similaridade ao sedã Fusion quanto aos instrumentos e tela com 20 cm, no sistema Sync MyFordTouch. No caminho toyotista, rodas aro 18”em liga leve, pneus ditos como ecológicos de menor consumo, e garantia de 5 anos.

Pelos equipamentos eletrônicos, aparentemente a versão de topo não se destina a uso em estrada de terra, costelas-de-vaca, buracos, desníveis, imprevistos atemorizadores das frágeis ligações dos itens eletrônicos.

Abertura de leque a outros clientes, por maior rendimento ao motor diesel de entrada, 2,2 turbo, evoluindo de 150 cv e 375 Nm de torque, a 160 cv e 385 Nm. Muitas opções: tração 4x2 ou 4x4 com redução, caixa mecânica ou automática com seis velocidades. Cabine apenas dupla. Versão superior, motor maior, intocado, 3,2 turbo diesel, 200 cv e 490 Nm.
Não há mais versões com motor Otto, gasálcool ou flex.

Quanto custa
Ampla gradação de preços. Abre na versão mais simples, 2,2 tração traseira, câmbio mecânico, R$ 129.900. Versão de topo, mais R$ 50 mil, motor 3,2, tração nas 4 rodas e reduzida, transmissão automática 6M.

J2,o primeiro JAC da América Latina. No Paraguai
Iniciativa do grupo Reimpex, instalações em Luque, lindeira a Assunção, onde monta motos e caminhões, desde início de abril abriga montagem dos pequenos automóveis J2 da chinesa JAC Motors.

‘E o ex-quase, aqui indicado pela representação local da JAC como sendo o futuro produto de fábrica não erigida na Bahia, motor frontal, transversal, porém com três cilindros, 1,0 litro, 67 cv, e caixa de transmissão mecânica com 5 marchas. Direção assistida, ar condicionado, duas almofadas de ar, vidros elétricos, fecham a aura chinesa de carros bem equipados – e baratos.
Responsável pela operação, titular do grupo, Jorge Samaniego, disse ao lançamento cumprir compromisso assumido com Horácio Cartes, presidente da República, de ter fábrica de automóveis equipados e acessíveis ao público. Paraguai, país de economia plana e previsível, em três anos atraiu sensível quantidade de fábricas de autopeças para lá produzir e exportar ao Brasil, gerando 6.000 empregos. Instalações elétricas dos Volkswagen, por exemplo, são paraguaias.

Ter fábrica de automóveis, mesmo com primária montagem de partes importadas, é fator de prestígio político às autoridades e indicador econômico. Mercado local é pequeno, e os J2 inicialmente não serão exportados aos colegas de Mercosul, pois não atinge o percentual de regionalização.

Mercado pequeno, importa em média 4.000 carros O Km/mês, e volume maior de carros usados, descartados japoneses, europeus e norte-americanos, mandados ao Chile via Zona Franca de Iquique, e de lá migrando ao Paraguai. Nos carros orientais magarefes mecânicos operam, mudando para a esquerda os comandos originalmente à direita. Governo quer apagar a exceção, fomentando compra de carro novo, gerando emprego e impostos, em lugar dos estrangeiros barrados na inspeção veicular e mandados a países pobres.

Estatal Banco Nacional de Fomento abriu crédito a compradores, financiando preço final de 47.000.000 Guaranis – uns R$ 31.000 -, em 48 vezes de aproximados R$ 850, por automóvel licenciado, segurado, e primeira prestação em maio.Entusiasmado Samaniego disse, JAC atesta sua empresa como a melhor extra China, e repetiu, como os cartazes, ser o J2 el primer auto paraguayo. (leia mais)

Memória. Quem diria, primeiro carro paraguaio era Alfa Romeo
Foi em 1967, governo do Marechal Stroessner (1954 -1989), a instalação da primeira montagem de automóveis no Paraguai. Na mesma Luque, o piloto-industrial ítalo-argentino Giuseppe Vianini, importador de Moto Guzzi para a Argentina, implantou instalações para montar automóveis Alfa Romeo por sua IAPSA – Industrias Automotoras de Paraguay SA.

Processo próximo ao praticado quase cinco décadas após pela Reimpex nos JAC: recebia carroceria em partes, alinhava, gabaritava, soldava, pintava e agregava mecânica, elétrica e decoração – desta, revestimento e bancos locais. Boa gama – superior à do Brasil, de monoproduto superado, o FNM 2000, o JK, licença Alfa Romeo, antigo Berlina 2.000 do fim dos anos ’50 -, fazia Berlinas Giulia 1.300; 1600; e os então novos 1.750 e 2.000. GTVs e conversíveis, não.

Durou tempo indeterminado, entre dois e cinco anos e, por razões nunca tornadas públicas – nem no livro de seu filho Andrea sobre sua carreira de piloto -, a operação Alfa deu lugar a uma Renault, montando-se R4.

Roda-a-Roda
Surpresa – Tesla Motors, fabricante de carros elétricos nos EUA exibiu modelo 3. Menor ante o luxuoso S, autonomia de 500 km, e a partir de US$ 35 mil. Surpreendentes 115 mil pedidos sinalizados com US$ 1 mil no primeiro dia, para entrega em 2017. Carro rápido: 0 a 92 km/h em 6s.

Razões Porque vendem tanto ?  São bonitos, performáticos e com grande autonomia. Concorrentes não juntam as três características.

Mudança – Empresas Peugeot, Citroën e DS sob a marca PSA, novas razão social e logo. Integra início do segundo ciclo da gestão de Carlos Tavares. Primeiro, esforço de salvação, o Back in the Race. Agora, respirando, o tema é Push to Pass. Desnecessário dizer, corrida de automóveis é o esporte do CEO.

Planos – Quer ser vista globalmente por eficiência na produção de veículos e fiel fornecedor de serviços de mobilidade. Novo nome é PSA Groupe. No logo feito em casa, fundo azul profundo simboliza sobriedade.

Acelerador – Com pressa, Tavares surpreendeu acionistas: anunciou planos de retorno aos EUA após 25 anos de saída traumática. Nada de abrir distribuidora, mas devagar, com veículos para uso compartilhado. Segunda etapa, com seus próprios produtos elétricos, como a linha DS.o - a todos acolhe e a nenhum serve.

Perguntada, FCA negou. Diz, não terá concorrente ao primo Jeep Renegade.

– Anunciou investir US$ 500M atualizando mundialmente processo industrial da fábrica argentina em Ferreyra. Fará o Projeto X6S, em alterada plataforma do Palio. Substituto de Grand Siena e Linea e, em versão hatch, do Punto.

Mais – Motorização 4 cilindros: 1,8 EtorQ, 16 válvulas, 128 cv – menos ante versões hoje utilizadas no Brasil -, e 1.3 GSE, 105 cv. Neste, transmissão mecânica 5 M. No 1,8 automática com meia dúzia.

Novo - GSE será primeiro desdobramento da família a iniciar-se com o três cilindros 1.0. Diz-se, família GSE se curva às duas válvulas por cilindro. 2017.

Dúvida - Jaguar Land Rover na reta final para inaugurar fábrica em Itatiaia, RJ. Projeto de baixa nacionalização, enquadrado no regime oficial Inovar-Auto. Enfrenta situação política, retrato do momento.

E ? - Quem convidar à inauguração, logo após o julgamento do Impeachment da Presidente pela Câmara dos Deputados?  Se aprovado, ela se afasta e quem assumirá? O vice Temer? Eduardo Cunha, presidente da Câmara? Renan Calheiros, do Senado, todos às voltas com questionamentos judiciais?

E.2 ? - Espera clarear? Convida apenas o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio? Inicia a produção e faz festa posterior, com cenário menos turvo? Mico é explicar aos controladores indianos e à gerência inglesa.

Flex – Mercedes marca produção nacional com motor flex no modelo C 180. Tecnologia da marca, não alterou sistemas, nem ganhos em torque e potência relativamente ao uso do gasálcool. C 180 vende 43% na classe. Versões 200 e 250 mantém-se não-flex.

Mercado – Mitsubishi ASX Oudoor em nova versão: 4x2 para reduzir preço e ampliar clientes. Bem dotado de equipamentos, entre eixos grande, pneus mistos. Iniciais R$ 108 mil – iniciais, pois hoje toda compra permite conversas.

Posição – Fechado primeiro mês cheio de vendas, picape Toro é terceiro mais vendido, seguindo Strada e Toyota HiLux. 3.080 unidades. Quer 4.000/mês

Mercado – Citroën cerca clientes com argumento importante: serviço bom e barato.  Recém lançado Novo Aircross tem plano de manutenção à base de R$ 1 ao dia. As revisões, com intervalo de 10.000 km, custam R$ 365,00 em 4x. Não é promoção, diz Dercyde Gomes, novo diretor de pós venda.

Oscar – Fiat Toro ganhou o Red Dot Design Award, o Oscar do design. Equipe liderada pelo abrasileirado Peter Fassbender criou produto adequado ao mercado e demandas dos consumidores. Design da FCA Brasil saiu da engenharia e se reporta a Stefan Ketter, no. 1 continental e ao designer chefe Ralph Gilles.

Registro – Keko Acessórios, do interior do RS, festeja 30 anos de fundação. Case de sucesso, é líder em personalização automotiva, fornece a nove montadoras, exporta a 40 países.

Elétrico – Correios testarão, por três meses, furgão elétrico chinês BYD. Capaz a 800 kg, tocado por baterias de lítio-fosfato de ferro, autonomia de 200 km, superior à média das entregas postais.

Meta - Aferirá resultados de custos no transporte de cartas e encomendas, e na difícil meta de reduzir, até 2020, de 20% nas emissões poluentes.

Ação – Proteste, Associação de Consumidores, e Consumers International, reunindo consumidores de 140 países, levaram jornalistas ao Autódromo de Interlagos para demonstrar eficiência do controle eletrônico de estabilidade.

Pressão – Querem apoio institucional para pressionar o Conselho Nacional de Trânsito, a antecipar ao segundo semestre de 2017 a obrigatoriedade de veículos nacionais portarem tal equipamento. Pelo Contran obrigação é 2022.

Passado – Scorro, uma das pioneiras na produção de rodas em liga leve, fará série especial do modelo Cruz de Malta, utilizada nos GM Opala dos anos ’70. Apenas 250 unidades. Sem outras informações. Scorro não respondeu.

Cultura – Da Editora Alaúde novo título histórico automobilístico: Austin-Healey, esportivo criado pelo engenheiro-piloto Donald Healey e viabilizado industrialmente pela também inglesa Austin. Autoria de Bill Piggott, advogado de texto fluído, 160 páginas, muitas informações. R$ 82.

Clássicos – Projeto em curso com fazer, quase à mão, nove unidades do Jaguar XKSS vendidas a US$ 1,5M cada, e do acionista maior, indiano Ratan Tata colecionar provectos Rolls-Royces, Jaguar Land Rover mudou nome do Heritage. Agora é Jaguar Land Rover Classic.

Negócio – Ampliou espectro: além de peças e conselhos, restauração. Segue caminho aberto pela Mercedes, trilhado pela Ferrari.



Gente – Paulo Cézar da Silva Nunes, administrador, ascensão. OOOO Membro, agora preside Conselho de Administração da Marcopolo. OOOO Mauro Bellini, ex, mantém-se na companhia, na holding Davos e presidirá o Conselho de Administração do Banco Moneo. OOOO Criação de Nissans na Argentina e Chile mudou estrutura da marca. OOOO José Roman é novo VP da N-Latam; Pós Venda com Daniel Pelayo; José Vendramini incorpora Qualidade ao Consumidor e Expansão da rede; Hitoshi Mano, VP de manufatura Brasil, diretor de Monozukuri - como chama o fazer carros. OOOO

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

PSA Peugeot Citroën inicia produção em série do Peugeot 208 no Brasil



A PSA Peugeot Citroën realizou no seu Centro de Produção de Porto Real, no estado do Rio de Janeiro, o Lançamento Industrial do Peugeot 208, que marca o início de produção em série no Brasil do novo carro. A cerimônia contou com a participação do Governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral, de Philippe Varin, Presidente Mundial (CEO) da PSA Peugeot Citroën, Carlos Gomes, Presidente Brasil e América Latina da PSA Peugeot Citroën. O lançamento contou ainda com a presença especial de Thierry Peugeot, Presidente do Conseil de Surveillance da PSA Peugeot Citroën, que veio da França especialmente para acompanhar o início de produção. Outros executivos do Grupo PSA, autoridades, funcionários da empresa e convidados assistiram ao evento.

Para lançar o novo Peugeot 208 no Brasil, a PSA Peugeot Citroën investiu cerca de R$ 800 milhões no desenvolvimento do carro e na adaptação do Centro de Produção de Porto Real para produzi-lo. No total, foram três anos de trabalho que integrou uma equipe de 780 pessoas baseadas no próprio Centro de Produção e no Latin America Tech Center – o Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Design da PSA Peugeot Citroën, que tem sede no Brasil.

O Peugeot 208 utiliza a mais moderna plataforma compacta mundial do Grupo PSA e foi desenvolvido para ser leve, espaçoso e aerodinâmico. O carro conta com os mais novos motores flexfuel produzidos pela PSA Peugeot Citroën no Brasil, possui acabamento de qualidade superior, uma inovadora central multimídia e design que expressa os novos códigos de estilo da Peugeot – marcados pelo novo conjunto ótico, moldura da entrada de ar, lateral de desenho limpo e traseira com lanternas em forma de bumerangue. Um design extremamente moderno que se perpetua no tempo.

O Centro de Produção de Porto Real, que completa no dia 1º de fevereiro 12 anos de atividades e vem passando por um projeto de ampliação de capacidade, recebeu várias inovações e equipamentos para produzir um projeto tão avançado como o do Peugeot 208. As linhas de produção foram ampliadas e, no total, ganharam 83 novos robôs.

Entre os novos equipamentos e evoluções, pode-se destacar, entre outros:
Sistema de soldagem automática a laser do teto e tampa traseira
Processo automático de produção de portas, capô e tampa traseira
Sistema de colagem automática do amplo teto de vidro Cielo
Medição dimensional a laser da carroceira integrada ao processo da Chaparia
Integração da produção dos subconjuntos da plataforma
Cabine de pintura com Cataforese “verde”

A produção brasileira do Peugeot 208 atenderá ao mercado nacional e também será destinada a exportação.


Forte plano de investimentos no Brasil entre 2010 e 2015

O lançamento do Peugeot 208 no Brasil integra o Plano de Investimentos plurianual que está sendo realizado pela PSA Peugeot Citroën no país, de cerca de 240 milhões de euros (R$ 575 milhões) por ano, como confirmado pelo Grupo em 2012. Este plano inclui o Desenvolvimento e Lançamento de novos veículos e motores e a ampliação da capacidade de produção do Centro de Produção de Porto Real.
                                                                                        
O complexo industrial do Grupo PSA no Brasil está passando por obras e recebendo novos equipamentos para ter sua capacidade ampliada, em uma primeira fase, de 29 veículos/hora para 40 veículos/hora. Com isso sua capacidade de produção passará para 220.000 veículos por ano, contra as atuais 150.000 unidades, em três turnos.

sábado, 28 de janeiro de 2012

PSA Peugeot Citroën faz o lançamento industrial do Peugeot 208 na Fábrica de Poissy,na França



Philippe Varin, Presidente Mundial do Grupo PSA Peugeot Citroën, iniciou oficialmente a produção do Peugeot 208 na presença de Eric Besson, Ministro da Indústria da França, e de outras autoridades e convidados.

O lançamento do Peugeot 208 é resultado de um programa de investimentos de grande dimensão para as fábricas francesas do Grupo PSA:
    · Em Pesquisa e Desenvolvimento, seu desenvolvimento mobilizou cerca de 500 colaboradores em tempo integral durante quatro anos, representando um investimento de 350 milhões de euros.
    · Na Fábrica de Poissy, 700 colaboradores foram contratados em 2011 e 150 milhões de euros foram investidos para preparar a unidade industrial para a produção do modelo.
    · Na Fábrica de Mulhouse, também na França, onde o carro será produzido a partir do verão europeu deste ano, foram investidos 100 milhões de euros.


Resposta aos anseios de mais de 15 milhões de clientes de todo o mundo que rodaram com os Peugeot 205, 206 e 207, o Peugeot 208 marca um verdadeiro salto de geração.
    Mais leve e mais compacto que seu antecessor, o novo modelo adota uma grande quantidade de materiais verdes, ou seja, componentes gerados a partir de materiais reciclados, fibras naturais e biomateriais. 

    O Peugeot 208 será produzido igualmente nos centros de produção de Porto Real (Brasil), para o mercado latino-americano, e de Trnava (Eslováquia), para os países da Europa Central, a partir de 2013.

    O Peugeot 208 será apresentado mundialmente pela primeira vez no Salão do Automóvel de Genebra, no início de março, e começará a ser vendido na França a partir da primavera europeia.