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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Wagner Gonzalez em Conversa de pista


Sebastian Vettel foi o destaque do primeiro dia de treinos livres da temporada: o alemão marcou o melhor tempo entre os 11 pilotos de nove equipes que foram à pista catalã, circuito que até quinta-feira será o centro das atenções de quem segue a F-1.

O espanhol Carlos Sainz marcou o segundo melhor tempo do dia (1’18”558, 0”387 mais lento que Vettel), o que sugere bom progresso da equipe McLaren e do motor Renault. Como é costumeiro nesta época do ano, os resultados devem ser tomados com reservas, até mesmo no caso da Williams, cujo carro para 2019 só deverá ir à pista nos testes de amanhã, quarta-feira, claro sinal que o cronograma do time, assim como o modelo FW 42, não corre como esperado. Um casoo típico em que a resistência dos carros economiza tempo, desde que estejam na pista...

As sessões de testes de pré-temporada acabam servindo mesmo para apontar as características básicas de funcionamento e rendimento dos novos modelos e dos novos pneus, item que foi desenvolvido no ano passado e que agora funciona em projetos desenvolvidos para as características desse equipamento. Detalhes mais expostos como os de aerodinâmica e refrigeração são os mais óbvios para notar as alterações que serão avaliadas nesta e na próxima semana; no início da temporada que abre dia 17 de março, em Melbourne, na Austrália, muitos detalhes terão sido alterados. Não se deve esquecer que a possibilidade de uma ou outra equipe montar seus carros com detalhes que não obedecem ao regulamento técnico da categoria, que este ano sofreu alterações pronunciadas nas asas dianteira e traseira.

Um bom rendimento nesta fase do ano pode convencer patrocinadores ainda indecisos a optar por contribuir para o orçamento das equipes. Ironicamente a última vez que uma equipe se mostrou extremamente competitiva e apareceu na pista com seus carros brancos, o bom desempenho não se converteu em sucesso promocional. Em 2009 o time dirigido por Ross Brawn disputou e venceu a temporada sem exibir nenhum patrocinador regular, o que deixou no ar suspeitas de que a própria Mercedes, que adquiriu o time no final do ano, estaria por trás da empreitada: a marca alemã forneceu os motores para o único campeonato que regista presença da Brawn GP e assumiu a estrutura no ano seguinte.

Mesmo assim o resultado do primeiro dia de treinos permite enxergar o grau de desenvolvimento de cada escuderia: Ferrari (169 voltas), Mercedes (150), Red Bull (128), McLaren (119), Alfa Romeo (114) e Renault (109) superaram a simbólica marca de 100 voltas na estreia oficial de seus carros. Toro Rosso (76), Haas (65) e Racing Point (30) foram as menos ativas em uma apreciação que foca na confiabilidade.

Quando se foca no desempenho de cada um desses carros, porém, nota-se alguma vantagem da Ferrari e da McLaren: Sebastian Vettel e Carlos Sainz foram os mais velozes do dia e os dois pilotos que mais andaram. Já o terceiro melhor tempo do dia – Romain Grosjean, 1’19”159, indica que os 998 milésimos de segundo que o separam do piloto alemão são uma referência de que o chassi Haas VF 19 (que é fabricado pela Dallara), ainda deve algo em velocidade se comparado aos seus rivais.

Se a Renault equipou o McLaren que foi o segundo carro mais veloz do dia, seu próprio carro está distante desse padrão: Nico Hulkenberg (1’20”980) e Daniel Ricciardo (1’20”983) foram os mais lentos do dia em que o time francês dedicou-se a validar as soluções do RS 19, atitude típica de fabricantes de automóveis. Não deixa de ser curioso o equilíbrio entre o experiente Hulkenberg e o recém-chegado Ricciardo.

Agora equipado com motor Honda tal qual os STR 14 da Toro Rosso, o chassi RB 15 da equipe Red Bull mostrou desempenho confiável e animou Max Verstappen, que deixou claro sua satisfação:
“Coletamos uma enorme quantidade de dados que vamos analisar durante a noite para ver onde podemos melhorar amanhã (hoje, terça) quando o Pierre (Gasly) vai pilotar

O experiente Kimi Räikkönen mostrou que o tempo não afetou sua resistência e completou 114 voltas com o Alfa Romeo C36; com novo nome da equipe, graças ao maior empenho financeiro e técnico da Ferrari e da Alfa Romeo, a Sauber foi rebatizada para a temporada 2019, que marca o regresso do finlandês são time onde estreou na F-1 em 2001, quando tinha 20 anos de idade. A designação C 36 é um sinal de respeito a Peter Sauber, que adotava o C na designação de seus carros em homenagem à sua esposa Christine.

Valtteri Bottas e Lewis Hamilton, tal como os dois pilotos da Renault, compartiram o único carro disponível, o finlandês ocupado em validar valores de aerodinâmica e comportamento dos pneus e o inglês, que pilotou à tarde, avaliando as reações do carro a cada mudança de set-up. O russo Daniil Kvyat desenvolveu um trabalho de readaptação à categoria em sua volta à Toro Rosso; o mexicano Sérgio Pérez filosofou sobre o fato de ter completado apenas 30 voltas  ao declarar “andamos pouco, mas o suficiente para me sentir à vontade com o carro.”

Os melhores tempos de ontem:
Sebastian Vettel, Ferrari SF90, 1’18”161, 169 voltas
Carlos Sainz, McLaren MCL34-Renault, 1’18”558, 119 voltas
Romain Grosjean, Haas VF 19-Ferrari, 1’19”159, 65 voltas
Max Verstappen, Red Bull RB15-Honda, 1’19”426, 128 voltas
Kimi Räikkönen, Alfa Romeo Racing C38, 1’19”462, 114 voltas
Daniil Kvyat, Toro Rosso STR14-Honda, 1’19”635, 76 voltas
Sérgio Perez, Racing Point RP 19-Mercedes, 1’19”944, 30 voltas
Valtteri Bottas, Mercedes AMG W10, 1’20”127, 69 voltas
Lewis Hamilton, Mercedes AMG W10, 1’20”135, 81 voltas
Nico Hülkenberg, Renault RS 19, 1’20”980, 65 voltas
Daniel Ricciardo, Renault RS 19, 1’20”983, 44 voltas

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

MINI conquista segundo lugar no Rally Dakar 2019


A MINI acaba de conquistar o segundo lugar no Rally Dakar 2019 com a dupla espanhola Joan "Nani" Roma (piloto) e Alex Haro (navegador), que concluiu nesta sexta-feira (18) a décima e última etapa da competição, um trecho de 359 quilômetros (112 quilômetros em circuito off-road) que terminou em Lima, capital do Peru. 

A bordo de seu MINI John Cooper Works Rally, os espanhóis entraram na prova com o objetivo de assegurar a segunda posição na classificação geral, o qual foi conquistado com êxito mesmo com a décima colocação nesta décima etapa.

A dupla formada pela dupla Jakub "Kuba" Przygonski (Polônia) e seu navegador Tom Colsoul mantiveram a consistência apresentada ao longo da competição e garantiram a quarta posição geral com o seu MINI John Cooper Works Rally.

A terceira equipe da MINI entre os cinco primeiros colocados foi a dupla francesa Cyril Despres e Jean Paul Cottret , que levaram o seu MINI John Cooper Works Buggy à terceira posição hoje e mostraram o seu potencial caso tivessem mais sorte que infortúnios nas dunas peruanas. Eles concluíram na quinta posição geral.

A dupla formada por Yazeed Al-Rajhi (Arábia Saudita) e Timo Gottschalk (Alemanha) terminou a etapa na 15ª colocação e fechou o torneio no sétimo lugar. Uma posição atrás, em oitavo lugar no ranking geral, foi o MINI John Cooper Works Rally de Boris Garafulic (Chile) e o copiloto Filipe Palmeiro (Portugal).

Por fim, outro motivo de celebração para as equipes MINI e o parceiro X-Raid foi a vitória da dupla Carlos Sainz e Lucas Cruz, ambos da espanha, nesta décima etapa - uma conquista bem-vinda após o desempenho abaixo do esperado nas nove corridas anteriores. Eles terminaram a competição na 13ª posição na classificação geral.  

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner Gonzalez
A F-1 desembarca em Interlagos

Categoria mais divulgada do automobilismo, a F-1 desembarca esta semana em Interlagos para a disputa do Grande Prêmio do Brasil, a penúltima etapa do Campeonato Mundial de 2018. Com o título já decidido em favor do inglês Lewis Hamilton – agora empatado com Juan Manuel Fangio, ambos com cinco títulos -, pode-se esperar disputas mais acirradas, já que nem Valteri Bottas, tampouco Kimi Räikkönen serão compelidos a fazer jogo de equipe para seus pares nas equipes Mercedes e Ferrari. Novidade do grid de domingo será a presença de kartistas das categorias mirim e cadete para cumprir o papel outrora preenchido por jovens escolhidas pela beleza e pelo sorriso.

O espanhol Carlos Sainz, que faz sua penúltima corrida pela equipe Renault, diz que uma volta em Interlagos “é quase igual a uma montanha russa”; note que ele nem era nascido quando mudaram o traçado original par ao que existe hoje.  


Outro que não conheceu Interlagos antigo e que está de partida de sua equipe atual é Rob Smedley, o engenheiro inglês que
acompanhou Felipe Massa na Ferrari e na Williams, de onde se desliga ao final do ano.

Outrora um dos circuitos mais longos do mundo e com um traçado que demandava um acerto de chassi capaz de manter rendimento equilibrado em curvas em aclives e declives e de alta, média e baixa velocidades, Interlagos teve seus 8 km de percurso dilacerado em cerca de 50% em nome das demandas de TV e de mercado. O percurso que era completado em dois minutos e meio em 1978, a partir de 1994 passou a durar só 1’20", tempo que este ano deverá ser reduzido em mais 10 segundos. 

Isso faz do Autódromo José Carlos Pace um dos percursos mais curtos do calendário: só ganha de Mônaco e do México. Nem por isso as surpresas durante as 71 voltas (ou 305,909 km) da competição estão imunes a vários tipos de surpresas: o tempo instável já ajudou a definir o título de 2008 na penúltima curva da última volta em favor de Lewis Hamilton e prejuízo de Felipe Massa, que disputavam o título.

A largada deste ano já garante uma novidade: a pedido dos organizadores da prova a Federação de Automobilismo de São Paulo selecionou 20 kartistas das categorias Mirim e Cadete para se postarem à frente de cada um dos 20 carros que irão ao grid. É uma decisão que incentiva jovens valores do esporte e economiza alguns trocados aos promotores do evento: contratar grid girls envolveria o pagamento de cachês, algo que os pilotos em início de carreira não receberão. Tal qual a mudança do traçado paulistano, sinal de tempos cada vez mais classificados como politicamente corretos...

Situado a cerca de 800 metros acima do nível do mar, Interlagos também demanda trabalho reforçado do que agora é chamado “unidade de potência” e antigamente era apenas “motor”. Atualmente o centenário motor a explosão funciona ligado a duas unidades de recuperação de energia, uma funcionando com esquema térmico e outra, cinética, o que caracteriza uma máquina híbrida, algo tão em moda no automóvel contemporâneo. Segundo a fabricante de freios Brembo, no asfalto paulistano a energia térmica é recuperada em três freadas fortes a cada volta: S do Senna (a mais forte, onde se reduz de 338 km/h para 101 km/h, segundo dados coletados no ano passado) curva Chico Landi , no final da reta oposta (341 km/h para 172 km/h) e na Junção (284 km/h para 132 m/h). É exatamente neste ponto que boa parte do 1,78 kWh ou 2,42 CV (índice que deverá ser maior este ano) acumulado cada volta será usada para ajudar a superar a íngreme subida dos boxes e iniciar o trecho mais veloz do traçado. A força do turbo é ainda mais importante nesse trecho.

Tal qual os motores, digo, unidades de potência,  chassis, aerodinâmica e pneus também evoluíram nos últimos 12 meses,, estes últimos serão mais macios que os usados em 2017, embora mantenham a mesma denominação: médios (detalhes laterais em branco), macios (amarelo) e supermacios (vermelho). Para comparar, o macio de 2017 é o médio de 2018 e assim por diante. Entre os quatro montados no carro, o traseiro direito é o que sofre o maior desgaste e tanto quanto o consumo o tempo instável é outro grande vilão na hora de escolher os borrachudos para a corrida.  Se a chuva não vier da represa, como insiste aquele locutor, espere um único pit stop para troca de pneus, de supermacios para macios.

domingo, 12 de novembro de 2017

Estrella Galicia 0,0 e Carlos Sainz entregam capacete customizado para Instituto Ayrton Senna

Carlos Sainz, piloto patrocinado pela Estrella Galicia 0,0, assinou um capacete customizado pelo artista Shock Maravilha em homenagem a Ayrton Senna. 

O equipamento foi entregue  em Interlagos para Alessandra Valini, representante do Instituto Ayrton Senna. 

Shock, referência da street arte brasileira, usou como inspiração características do ídolo brasileiro como simplicidade, alegria e a incansável busca por renovação. 

Além disso, as cores do acessório foram inspiradas na bandeira brasileira e pelo capacete utilizado por Senna. 


Sainz fez questão de ressaltar sua admiração pelo brasileiro. “Senna é uma lenda e está presente no coração de todos os brasileiros. Gosto muito de sentir a atmosfera proporcionada pela torcida brasileira e é possível sentir a presença do Ayrton no circuito a cada curva. Eu nasci em 94, no ano que Ayrton morreu, mas eu considero ele como o melhor piloto da história”. 

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Wagner Gonzalez em Conversa de pista


Wagner Gonzalez
Quando o trote assusta o calouro

Marko obrigado a engolir orgulho

Red Bull faz segunda chamada

Chile mostra circuito da F-E

O austríaco Helmut Marko tem fama de ser tão sutil quanto um búfalo andando em uma loja de cristais. Não são poucos os sonhos que foram quebrados pela maneira pouco sutil com que ele trata dos interesses do programa de desenvolvimento de pilotos da Red Bull, one ocupa o posto de diretor, cargo de confiança que lhe foi dado pelo conterrâneo Dietrich Mateschitz, o bilionário proprietário da fábrica de energéticos. O brasileiro Sérgio Sette Câmara, que este ano disputa a F-2, é um dos que fez parte dessa academia mas que preferiu abdicar da “oportunidade”. Acredita-se que os nomes que vingam e chegam ao estrelato são obrigados, por contrato, a pagar uma porcentagem de seus salários quando alçam vôo e assinam com equipes concorrentes.

Apesar do grande número de jovens que estão incluídos na academia do touro que distribui asas, Marko foi obrigado engolir seu orgulho e autoritarismo para resolver um problema que ele não enxergou. Uma semana após colocar na geladeira o russo Daniil Kvyat para dar lugar a Pierre Gasly , Marko foi obrigado a chamar o russo de volta ao time de F-1. 

Tudo porque após muitos sinais de ter perdido a motivação em defender a Toro Rosso, o espanhol Carlos Sainz finalmente despediu-se da equipe no recente GP do Japão. Domingo que vem ele estréia pela equipe Renault no GP dos EUA, em Austin, Texas. Ele toma o lugar do inglês Jolyon Palmer que jamais mostrou competitividade semelhante à do alemão Nico Hulkenberg, primeiro piloto do time francês.

Marko havia dispensado Kvyat para dar lugar ao francês Pierre Gasly, nome já praticamente confirmado na equipe para 2018, quando o time usará motores Honda. Ocorre que o dirigente austríaco não contava com a exigência da fábrica japonesa em ver o francês alinhar na prova final da temporada japonesa de Super Fórmula, onde ele é o único representante da marca com chances de chegar ao título da categoria semelhante em performance à F-2 européia. Tal situação revelou que dentre os vários meninos da academia do touro vermelho não há ninguém em condição de disputar uma prova de F-1.

E foi assim que Brendon Hartley reapareceu no universo dos energéticos. Por enquanto, Hartley foi escalado para disputar apenas o GP dos EUA, mas o passo de Marko não deixa dúvidas que o o “kiwi” (como os neozelandeses são conhecidos no Reino Unido) poderá ser o novo carrasco de Kvyat, que no ano assado perdeu o posto de titular da Red Bull para o holandês max Verstappen. 

Currículo não falta ao piloto nascido em Palmerston North, principal cidade da ilha de Manawatu famosa por suas universidades: depois de dois testes para a Toro Rosso em 2009, ele enveredou por várias categorias e no ano passado venceu o Campeonato Mundial de Protótipos (WEC) e este ano triunfou em Le Mans. Se tudo conspira a seu favor, Daniil Kvyat parece cada vez mais perto de ser dispensado em definitivo: ainda que não haja não haja pilotos japoneses em condição de pedir a super-licença necessária para competir na F-1, uma boa atuação de Hartley em Austin poderá valer novas oportunidades neste ano e, se tudo der certo, render-lhe um contrato para disputar a temporada de F-1 de 2018.

Terra de nomes como Bruce McLaren, Chris Amon e Dennis Hulme, Hartley será o primeiro neo-zelandês a disputar um GP desde a passagem conturbada de Mike Thackwell pela categoria em 1980. Então com pouco mais de 19 anos ele chegou a alinhar par ao GP do Canadá de 1980 e escapou de um mútiplo acidente na largada que eliminou os dois titulares da equipe Tyrrell, Jean-Pierre Jarier e Derek Daly. Como Jarier era o primeiro piloto da equipe, Ken Tyrrell ordenou que Thackwell cedesse seu carro para o francês.   Uma nova tentativa fracassada de se classificar para o GP dos EUA, uma semana mais tarde, marcou o final de sua carreira na F-1.

A corrida de Austin pode definir o título da temporada: a combinação de vitória de Lewis Hamilton e Sebastian Vettel terminando em sexto lugar ou pior garante o quarto título do piloto inglês com três provas (Mexico, Brasil e Abu Dhabi) de antecipação.

Chile com carga total

Enquanto os chilenos já tem definido o lay-out do circuito que será usado na estréia do país no calendário da F_E, a categoria de carros elétricos, os organizadores da etapa de São Paulo pouco divulgaram sobre a corrida que marca a entrada do Brasil no universo dos carros elétricos de competição. O máximo que se sabe até agora é que a corrida acontecerá no circuito do Parque Anhembi, e adotará um circuito que utilizará boa parte semelhante ao que foi utilizado pela F-Indy.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

CARLOS SAINZ PASSA A FAZER PARTE DA EQUIPE RENAULT SPORT DE FÓRMULA 1 A PARTIR DE 2018

Com 23 anos, Carlos disputou 53 corridas de Fórmula 1 desde sua primeira corrida, no Grande Prêmio da Austrália de 2015. Ele acumulou 100 pontos com 4 sextos lugares como melhores resultados.

Antes da Fórmula 1, Carlos havia sido campeão da Fórmula Renault 3.5 Series em 2014, bem como da Fórmula Renault 2.0 NEC em 2011.
 
Cyril Abiteboul, Diretor Geral da Renault Sport Racing:
“Carlos Sainz é um piloto bastante promissor. Ele já estava em nosso radar há algum tempo, principalmente desde os sucessos que ele conquistou nas fórmulas de promoção da Renault. Para nós, é muito positivo poder confirmar a chegada do Carlos para 2018. Esta escolha está alinhada com nosso plano estratégico de médio prazo. Temos o sentimento que Nico e Carlos vão se completar, tanto dentro como fora das pistas, além de nos ajudar a evoluir na hierarquia. Gostaria de agradecer a Helmut Marko pelo empréstimo de Carlos durante este período. Também devemos agradecer a Jolyon Palmer pela sua atuação nesta equipe e o trabalho feito nas duas últimas temporadas. Desejamos o melhor para a carreira deste piloto tão dedicado”.


Carlos Sainz:
“Estou muito feliz por fazer parte da Equipe Renault Sport de Fórmula 1. Ser piloto de Fórmula 1 para a equipe oficial de uma montadora é uma honra e espero responder à confiança da Renault com excelentes performances na pista. A progressão da Equipe Renault Sport de Fórmula 1 é promissora e tenho orgulho de passar a fazer parte disso em um momento tão importante da história da escuderia. 

Não vejo a hora de trabalhar com todo mundo em Enstone e em Viry, bem como pilotar ao lado de Nico Hülkenberg. Sempre estive próximo da Renault – tanto no início da minha carreira como na Fórmula 1 – e sei de sua capacidade e motivação. Este é o início de um capítulo extremamente empolgante em minha carreira. Quero agradecer à Red Bull pela confiança e apoio, bem como por me deixar aproveitar esta oportunidade. Por fim, quero agradecer do fundo do coração a todo o pessoal da Toro Rosso. Eles formam uma equipe fantástica de profissionais e desejo o melhor para todos eles”.

Dr. Helmut Marko, Consultor da Red Bull Racing Motorsport:
“Estamos felizes por ter chegado a um acordo que permitiu que Carlos pudesse pilotar para a Equipe Renault Sport de Fórmula 1, a partir de 2018. Ele tem um talento enorme e será muito bom para ele trabalhar com a escuderia de uma montadora, ao lado de um piloto bastante experiente. Este será um desafio diferente para o Carlos e estamos acompanhando atentamente sua progressão, pois ele continua a ser um membro da família Red Bull. Esta é uma excelente notícia, tanto para o Carlos como para a Equipe Renault Sport de Fórmula 1, além de também permitir que nossa equipe contribua com um novo talento para a Fórmula 1”.
 

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Wagner Gonzalez - Conversa de pista - Na crista da Honda


Wagner Gonzalez
Acordo com Toro Rosso esperado a qualquer hora

Renault finalmente consegue Carlos Sainz

Alonso ainda é dúvida na McLaren


As verdades da F-1 são descobertas num movimento semelhante ao movimento das marés: formadas em alto mar, longe das vistas do público, delas emergem a espuma que embeleza a orla das praias. Esta teoria deverá ser comprovada nos próximos dias, quando uma longa e conturbada crise envolvendo Carlos Sainz Jr, Fernando Alonso, Honda, Jolyon Palmer, McLaren, Renault e Toro Rosso – além de outros que se afogaram pelo caminho – chegar ao fim e revelar a verdadeira crista dessa onda. Por enquanto ninguém confirma nada, mas do mesmo jeito que o mar não repete suas marcas quando quebra na areia, é certo que os elos que hoje unem essas partes em diferentes praias jamais serão vistos da mesma forma.
O cenário desta coluna tem dois núcleos principais. O primeiro é composto por Fernando Alonso, Honda e McLaren; o outro por Carlos Sainz Jr, Renault e Toro Rosso. Ligando um ao outro aparecem a FIA, a FOM e a Red Bull e tudo isso junto compõe um roteiro que pode ser digno de novela mexicana, de um filme noir sobre choque entre gerações ou de um thriller envolvendo investidores que atuam mercados mundo afora.

A novela mexicana tem tudo a ver com os caprichos de Fernando Alonso, piloto de habilidade irretocável quando desafiado a acelerar qualquer carro; seus genes latinos, porém,  geram conflitos em famílias mais tradicionais como as de culturas nipônica ou inglesa. 

Para explorar ao máximo seu potencial de promoção a McLaren não hesita em dar-lhe o melhor equipamento possível e garantir que seu status de primeiro piloto jamais seja ameaçado. Ao denunciar publicamente as deficiências da Honda, o espanhol provoca a ira do mais calmo habitante do arquipélago japonês. Ter conquistado dois títulos com a Renault não garante ao representante das Astúrias status de prima donna no futuro.

Nunca antes na história da humanidade os jovens ocuparam tanto destaque nos caminhos da fama e poder. Tal qual o efeito que a frase usada por um famoso político causa em brasileiros e brasileiras, a ideia de não assumir a chefia do conselho um punhado de meses após começar em um novo emprego causa arrepios e brotoejas à geração Y. Max Verstappen, Carlos Sainz, Daniil Kvyat, Lance Stroll e Estebán Ocón são alguns exemplos dessa movida no universo da F-1.

Apadrinhado por Helmut Marko, Max Emilian Verstappen pilotou um F-1 da equipe Toro Rosso pela primeira vez quando tinha 17 anos e 2 dias e no dia 15 de março de 2015 disputava seu primeiro GP ao lado de Carlos Sainz Vásquez de Castro. É dado como certo que nenhuma equipe inscreveu uma dupla mais jovem em toda a história da F-1. Mesmo sem títulos importantes, o holandês Verstappen tornou-se o piloto mais jovem a pontuar na F-1 (aos 17 anos e dois dias foi o colocado no sétimo no GP da Malásia de 2015) e cerca de um ano mais tarde surpreendeu novamente ao vencer o GP da Espanha de 2016.

O triunfo em Barcelona aconteceu quando Verstappen estreou pela equipe Red Bull aos 18 anos e 229 dias de vida, algo inédito na categoria. Praticamente três anos mais velho – Sainz nasceu no dia 1º de setembro de 1994 e Verstappen no dia 30 de setembro de 1997 -, não demorou muito para o espanhol externar sua decepcão de ter sido preterido na escolha do substituto de Daniil Kvyat, russo que perdeu seu posto na Red Bull após uma série de “excessos de arrojo”.

E assim nasceu a cizânia: desde então Sainz regularmente contesta as limitações que a vida em uma equipe pequeno-média impõe aos seus planos de carreira. Nem mesmo os energéticos que patrocinam sua causa deram-lhe asas suficientes para evitar o que ele considera um stoll, aquela situação em que o avião não consegue subir mais por falta de potência e perde velocidade e sustentação. As turbulências com seus superiores hierárquicos passaram a ser notadas entre os pousos e decolagens impostas pelo calendário da F-1. O ETA (hora prevista de chegada, na sigla em inglês) para romper seu contrato tornou-se uma questão de tempo, tempo cada vez mais curto.

O mercado espanhol, um dos que mais cresce este ano – em agosto subiu 13%, contra 7,2 do total europeu – é o quinto na escala de valores de vendas da Renault no velho continente, atrás da Alemanha, França, Inglaterra e Itália. Seus pilotos atuais são o alemão Nico Hulkenberg (responsável pelos 34 pontos marcados pela equipe nesta temporada) e o inglês Jolyon Palmer. A indisponibilidade de pilotos franceses ou italianos e as boas campanhas de 2016 (46 pontos) e 2017 (34 até agora) fazem de Sainz o substituto ideal para Palmer, que marcou seu único ponto na F-1 no GP da Malásia de 2016.

Entra em cena o destino da Toro Rosso, equipe que usa o motor Renault, tem Sainz sob contrato e nas mãos exibe o script de um filme que mostra o subterrâneo do mercado financeiro. Como a Honda não aceitou pagar o preço pedido por Helmut Marko e Franz Tost – os hoemns fortes do time -, e a Renault optou por ter a McLaren como terceira equipe, a solução foi encontrada incluiu negociar o passe de Sainz, supostamente por € 8 milhões. Outro tanto deverá vir em forma da possível adoção de um piloto japonês, “cortesia” feita à Honda para a vaga que muitos acreditam estar destinada a Pierre Gasly, francês que ainda cursa o vestibular para a F-1.

Os efeitos dessa negociação deverão ser vistos ao longo do tempo. Os apressadinhos já dão conta que Palmer pode ficar a pé antes do final da temporada, pois este ano a Renault quer terminar o Campeonato de Construtores em uma posição melhor que o oitavo lugar ocupado atualmente. Quem enxerga mais longe não duvida que no ano que vem a marca francesa terá maior espaço nas transmissões de TV e nos cartazes espalhados pelas pistas…

Enquanto isso sobra para a Honda, que amarga dois programas mal sucedidos: o fechamento de sua própria equipe no final de 2008 e três temporadas de insucessos com a McLaren, união prestes a ter um final infeliz. Mesmo assim, a persistência e determinação típica dos nipônicos formataram um novo programa com a Toro Rosso  e impediram que a Honda abaixasse sua crista.

domingo, 27 de novembro de 2016

PEUGEOT 3008 DKR TEM NOVAS CORES REVELADAS

Em setembro a PEUGEOT mostrou como seria o novo 3008 DKR, seu veículo de competição criado para substituir o 2008 DKR, atual campeão do Rali Dakar. O mesmo carro também foi exposto durante o 29º Salão do Automóvel de São Paulo, em uma redoma de vidro, na qual aconteciam ativações que replicavam situações adversas presentes na competição.

Agora, após novas baterias de teste com a equipe mais vencedora do Dakar, a PEUGEOT apresenta as novas cores oficiais de batalha do 3008 DKR, incluindo os símbolos dos patrocinadores oficiais: Total, Red Bull, Sparco e BF Goodrich. A novidade foi apresentada durante a coletiva de imprensa do Rali Dakar que aconteceu nesta quarta-feira, 23.


Ao mesmo tempo, as duplas Stéphane PETERHANSEL / Jean-Paul COTTRET e Cyril DESPRES / David CASTERA, que ganharam ouro no Rali Silk Way esse ano, Carlos SAINZ / Lucas CRUZ que ficaram com a segunda colocação no Rali do Marrocos e Sébastien LOEB / Daniel      ELENA estão prontas para assumir a direção do monstruoso 3008 DKR.

sábado, 3 de outubro de 2015

Sébastien Loeb entra para o “Dream Team” do Team Peugeot Total

O melhor piloto de rali de todos os tempos, Sébastien Loeb, enfrentará um dos maiores desafios de sua carreira ao integrar o Dream Team da Peugeot por ocasião do Rali Dakar, que disputará pela primeira vez em janeiro de 2016.

O piloto, nove vezes campeão do mundo de ralis e recordista da corrida de Pikes Peak, integrará a equipe dos PEUGEOT 2008 DKR para se lançar, em janeiro, na aventura extraordinária do Rali Dakar, com treze etapas repletas de obstáculos na Argentina e na Bolívia. Ao lado de Stéphane Peterhansel, Carlos Sainz e Cyril Despres ele vai compor a equipe dos sonhos do Team Peugeot Total.

Com um percentual inédito de 46,2 % de vitórias no WRC, Sébastien Loeb está pronto para enfrentar este novo desafio aos 41 anos: “Só descobri as competições automobilísticas aos 18 anos, quando participei dos meus primeiros ralis. Desde então eu me interesso por todas as modalidades do automobilismo, e o Dakar é uma delas. Considero um grande desafio disputar esta prova e pilotar no deserto”.

“O Dakar é muito diferente dos tipos de corridas que pratico atualmente. Vai ser longo, mais de duas semanas, e vou precisar de muita resistência para controlar o carro ao longo dessa distância. É um jeito diferente de abordar uma corrida. Vou descobrir tudo isso em janeiro”.

Antes dessa aventura sul-americana, Sébastien Loeb vai disputar ao lado de Carlos Sainz seu primeiro Cross Country , o Rali do Marrocos, ao volante de um Peugeot 2008 DKR que ele já testou este ano. Vai ser um reencontro muito especial para o Sébastien: ele já foi parceiro de equipe de Carlos Sainz durante as duas primeiras temporadas completas que efetuou no campeonato do mundo dos ralis em 2003 e 2004. No Marrocos, Carlos vai pilotar o último PEUGEOT 2008 DKR16, enquanto Sébastien terá um carro com configuração 2015.

“Quando testei o PEUGEOT 2008 DKR em junho, fiquei muito impressionado. E desde então ele evoluiu muito!”, explica o campeão francês que atualmente corre pela equipe Citroën e acaba de ganhar, pela segunda vez, o campeonato do mundo FIA de WTCC.

“O que mais me impressionou foi constatar a que ponto o fato de pilotar o carro do Dakar é uma experiência completamente nova. No WRC eu costumava contornar os obstáculos, mas com este carro podemos passar por cima deles! É claro que para pilotar dessa forma é preciso um tempo de adaptação para ganhar confiança.”

“Além disso, até agora eu sempre corri com a ajuda de anotações bastante detalhadas: numa prova de Cross Country, às vezes precisamos encontrar a pista certa e improvisar a trajetória. E é também a primeira vez que vou pilotar um carro com motor a diesel numa competição. São muitas coisas novas a descobrir e estou ansioso para aprender muitas outras!”

Não apenas Sébastien Loeb venceu mais ralis e campeonatos do que qualquer outro piloto, mas também se tornou« the King of the Peak » ao pulverizar, com Peugeot e Red Bull, o recorde da legendária corrida de Pikes Peak, há dois anos, nos Estados Unidos. Esta primeira colaboração com a marca francesa já faz parte da lenda do esporte automobilístico.


Assim como nos seus nove títulos de campeão do mundo e nas suas 78 vitórias no WRC, Loeb terá como navegador Daniel Elena, de 42 anos. O Rali do Marrocos marcará a volta da dupla mais vitoriosa da história do automobilismo. Após 17 temporadas juntos, uma nova aventura começa para os dois parceiros.

Assim como Sébastien Loeb, Daniel Elena nunca participou de um Cross Country.O campeão do mundo submeteu-se a um treinamento intensivo para se preparar a um dos desafios mais exigentes em matéria de navegação. Para conquistar esses novos horizontes, a equipe poderá contar com um equipamento GPS que orienta a rota de waypoint awaypoint.



domingo, 27 de setembro de 2015

PEUGEOT 2008 DKR16: Modelo de corrida está mais largo, longo e potente para conquistar novos territórios.

Desde que o 2008 DKR cruzou a linha de chegada no último Rally Dakar, uma equipe designers se debruçou sobre o novo projeto para desenvolver um veículo ainda mais afiado para as próximas disputas. Se apropriando dos conhecimentos registradas na prova em janeiro, os engenheiros permaneceram fiéis ao conceito de duas rodas motrizes.
  
Desde o início, o PEUGEOT 2008 DKR16 adquiriu uma forma muito diferente. Com uma distância entre os eixos maior, o modelo apresenta “musculatura” mais desenvolvida. Ainda que pequenos, os balanços dianteiro e traseiro foram mais reduzidos para melhorar a capacidade do veículo de enfrentar dunas, trilhas rochosas e riachos, no percurso variado que o Dakar oferece.
  
Além desse desenvolvimento, a aerodinâmica foi revista. O capô e a entrada de ar foram completamente modificados para permitir um melhor equilíbrio do downforce entre a dianteira e a traseira, bem como melhorar o fluxo de ar. Essas alterações também deixaram o modelo com uma aparência mais agressiva.
  
Sob a carroceria de fibra de carbono, a transformação do PEUGEOT 2008 DKR16 não parou por aí. A suspensão passou por uma total recalibragem para enfrentar terrenos inóspitos e, agora, o modelo dispõe de novas rodas de magnésio, em substituição às de alumínio, associados a pneus Michelin ainda mais robustos, leves e eficientes.
  
O 3.0 V6 biturbo diesel também ganhou potência. Sua utilização é extensa, mas vem sendo particularmente útil nos traçados sinuosos.
  
Obviamente, estes desenvolvimentos foram cuidadosamente testados pelos técnicos da Equipe PEUGEOT Total durante um programa intensivo de testes. Com uma bagagem de 17 títulos no Rally Dakar em duas e quatro rodas, Stephane Peterhansel, Carlos Sainz e Cyril Despres puderam avaliar o desenvolvimento do carro, já equipado com alguns desses componentes do PEUGEOT 2008 DKR16 nos veículos que disputaram com sucesso o Rally Silk Road da China.
  
Presente na sessão de treinos que validou as opções técnicas finais do 2008 DKR16, no Marrocos, o diretor da PEUGEOT Sport, Bruno Famin, descreveu a filosofia que orientou sua concepção: “Não há mudança que prevaleça sobre outras. Trata-se de uma série de desenvolvimentos em diversas áreas que, somados, esperamos trazer uma melhoria global. Os pontos em que nos concentramos são estabilidade do carro e facilidade de utilização do motor. O nosso nível de preparação é muito superior do que era um ano antes do nosso primeiro Dakar. Sabemos que ainda vamos acumular muita experiência antes de estarmos realmente prontos para o Dakar em 2016”.
  
Stéphane Peterhanel e Carlos Sainz aprovaram o progresso representado pelo novo carro em termos de desempenho, potência e tração. O piloto francês está ansioso para assumir o volante da versão 2016 do carro na competição: “Você realmente sente que o carro é mais longo, mais largo e com um centro de gravidade mais baixo. Está muito mais estável e isso vai nos permitir avançar mais rápido nas curvas. Nós também sentimos a diferença no motor, que se mostra mais potente, mas podemos explorá-lo ainda mais em baixas rotações”.
  

Enquanto seus companheiros estavam engajados na China disputando o Rally Silk Road, Carlos Sainz trabalhava muito distante dali, focado no desenvolvimento do PEUGEOT 2008 DKR16. Com tantos quilômetros acumulados ao volante, o espanhol tem uma idéia muito clara do seu potencial: “O teste correu bem e não encontramos quaisquer problemas. Seu potencial é muito maior do que o carro do ano passado. A confiabilidade também é muito satisfatória. Mudamos uma série de elementos em áreas críticas. Tanto é assim que podemos considerar que este é um carro completamente novo em comparação com o de 2015”.