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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 3918 -28.09.2018 edita@rnasser.com.br

Aliança Ford + VW começa tomar forma, - e pode se ampliar.


Aos 19 de junho, nota conjunta e cronometrada para ajustar diferentes fusos horários, Ford, em Detroit, EUA, e Volkswagen, Wofsburg, Alemanha, dizia da disposição das companhias em explorar uma aliança estratégica desenhada para fortalecer a competitividade. Explicitava não se tratar de fusão, aquisição, troca de ações, para tranquilizar o mercado, abortar especulações sobre junção das empresas. No Brasil e na Argentina a ênfase foi mostrar não seria reedição da Autolatina, união das duas marcas nos anos ’80 para tentar sobreviver na Década Perdida. No Brasil e na Argentina trouxe confusões internas, perda de mercado para a Ford, miscela de produtos, funcionários desorientados. Na Argentina gerou uma fábrica para a Volkswagen, seccionando a da Ford, dividindo-a com simplória cerca.

Negócio anda e tem nome: Projeto Cyclone, e na América do Sul se materializa, apesar de informações discrepantes. Pablo Di Si, CEO da VW, disse à Coluna de reuniões sucessivas entre as marcas para identificar produtos de ambas as partes para provocar sinergia. Na prática, duas marcas, mesmo produto com sutis diferenças estéticas e identificativas, resultado fácil de ser obtido com a mudanças de peças plásticas, como para-choques, grades, faróis. Consultada, área de comunicação corporativa da Ford disse desconhecer qualquer desdobramento a partir do comunicado anterior, de junho.

Nesta conversa de solitário interlocutor, ele é Heiner Lanze, alemão, transferido da matriz alemã, para conduzir a parte VW nas tratativas. Herr Lanze deve estar sendo visto pela Ford na Argentina como um pândego, ao tentar cumprir sua missão, percorrendo a cerca separando as duas marcas em Pacheco, à procura de com quem dialogar...

MAIS
Negócio de amplo espectro, motivado pela Ford e seus receios presentes e futuros quanto às operações com veículos na América Latina. Em processo mundial de enxugamento, materializado por cortes de pessoal, investimentos, suprimirá todos os automóveis da produção norte-americana, substituindo-os por picapes ou utilitários esportivos. Na AL, onde escritura valente prejuízo – circa US$ 1M/dia -, decisão na matriz, contada aos leitores da Coluna, será substanciada na Argentina, pela não atualização do picape Ranger e do automóvel Focus. Manterão linhas defasadas até serem repelidos pelo mercado. No Brasil os produtos automóveis serão substituídos por único modelo, pequeno utilitário esportivo, cujas partes já começam integrar os novos Ford Ka.

Caminhões não terão longa vida e, ao final, a grande área fabril em São Bernardo do Campo, SP, será vendida. Toda a produção do mono Ford ocorrerá em Camaçari, Ba. Na prática, a continuidade da Ford, sem investimentos para novos produtos, instiga-a no sentido de tê-los sem aplicar para fazer, e a saída é comprar de terceiros.

Pablo Di Si, VWAL, disse à agência Reuters que negócios concretos apenas em 2019. Será o primeiro passo, e há quem aposte na produção do picape Amarok das duas caras e duas marcas – como ocorrerá no mesmo país com picapes Nissan, Renault e Mercedes. Início com produtos existentes, e futuramente desenvolvimento conjunto Ford+VW. A iniciativa da Ford visa âmbito mundial.

Empresa iniciou tratativas com o grande grupo indiano Mahindra, no mesmo sentido – e para aprender a fazer veículos com custos reduzidos.

Kia retoma mercado com Stinger e Stonic

Kia iniciou a operação resgate – de vendas e participação no mercado nacional. No rescaldo dos prejuízos causados pelo nunca explicado programa Inovar Auto, suas vendas desabaram de quase 100 mil unidades para aproximados 5.000/ano. Neste pretende venda de 8.000 veículos, mantendo o crescimento nos próximos.

Forma de bem assinalar a marca será com o sedã Stinger, de dinâmica esportiva: grande, 4,83m, 2,91 de entre eixos, bom espaço aos usuários. Motor V6 3,3 litros, bi turbo, 370 cv, acelera de 0 a 100 km em 5,8s. Um exemplo. Há 25 anos a Hyundai copiava carros japoneses fora de produção. Com um projeto de aposta no futuro de uma geração bem formada, colhe os resultados. Nós, com a cabeça de colônia, continuamos replicando produtos exógenos – do exterior -, e com projetos de baixa nacionalização.

Trará ao Brasil contidas 20 unidades, promocional, ante seu preço, projetado em R$ 400 mil – a Kia deu um tempo nas importações até arrefecer o corcoveio do valor do dólar. Será a série Launch Edition by Emerson Fittipaldi. O campeão estará na festa.

É um Flagship, bandeira da marca, para mostrar tecnologia, um de seus pontos fortes. Entretanto o modelo no qual deposita suas fichas para crescer, é o Stonic – nome deve ser mudado para outro com melhor latinidade. Nos mercados com preponderância do idioma inglês, Stonic tangencia dicionários como aglutinação de Speedy, veloz e Tonic, tônico.

É feito no México, importado sem as inexplicáveis cotas – na verdade, explicáveis vistos agentes e interesses envolvidos – e sem pagar imposto alfandegário dentro do acordo comercial entre os dois países. Lá é produzido sobre a plataforma do pequeno sedã Rio, é tratado como hatch. No Brasil, mercado de pouco esclarecimento, será mais um utilitário esportivo, não apenas por tal morfologia ser de agrado e preferência do mercado, mas facilitado pela classificação permitida pela INMETRO. A entidade os define por ângulos de entrada e saída de obstáculos, dados físicos alcançáveis com a simplória elevação da carroceria, conferindo-lhe ar de valentia, tão a gosto do mercado.

Tem 4,14m de comprimento – concorrentes frontais, Chevrolet Equinox, 4,16m; Citroën Cactus, 4,17m; e medida do futuro VW T-Cross. Ford EcoSport 4,26m, e Hyundai Creta 4,25m, são maiores.

Motorização 1,0 Turbo e 1,6 aspirado, transmissão mecânica 6 velocidades. Estará no Salão do Automóvel, boa ocasião para escolha popular do nome, e vendas em 2019.

Roda-a-Roda
De novo – Depois de perder seu negócio no original Uruguai para a chinesa Lifan, empresário Eduardo Effa resolveu aviar a fórmula em Manaus, AM, para aproveitar as vantagens incentivadas e regra de produção local.

Mais – Quer, próximo ano, incluir dois monovolumes na linha dos picapes lá montados: van para passageiros e, sem vidros laterais, para cargas.

Fórmula – Negócio simples: peças compradas na China e agregadas na Zona Franca de Manaus.

Vem aí – Nesta semana a HPE, fabricante dos Mitsubishis no Brasil, apresentará o modelo Eclipse Cross. Nada a ver com o esportivo na década de ’90 preferido por intelectuais futebolistas, mas um SUV construído sobre o Crossover AMX.

Como é – Medidas assemelhadas ao ASX, motor turbo e injeção direta 1,5 litro, tração nas 2 e 4 rodas. Preço projetado em R$ 130 mil para versão mais simples.

Caminho – Empresa adotou temerário caminho de comunicação para o lançamento – ás 9h apresentá-lo-á nas redes sociais. Às 19, à imprensa.

Antecipação – T-Cross, próximo SAV da Volkswagen, motor 1,4 TSI, câmbio automático de 6 velocidades, programado para apresentação no Salão do Automóvel, com vendas em janeiro, terá mostra anterior.

Conjunto – VW Brasil confirmou, será dia 03. Carros com disfarces. Apresentação conjunta para Brasil, Alemanha e China, onde será produzido.

Mãos dadas – Concorrentes em automóveis, BMW Group e Daimler AG – dona da Mercedes -, fizeram joint venture em mobilidade global. Longe da base das companhias, escolheram Berlin por simpatia ao governo alemão, incentivando o renascimento da cidade. Querem desenvolver e vender soluções ao mundo.

Negócio – A mudança de óptica negocial, fazendo a Toyota do Brasil líder continental, e da unidade argentina base para produzir picapes Hilux e o SUV SW4, ambas com a missão de abastecer o Continente, ampliou-se.

África – Toyota argentina iniciará exportar partes para linha de montagem na África do Sul, e por seu intermédio vender os picapes argentinos à Europa. Hoje tal fornecimento é feito pelo país africano, com capacidade industrial saturada. Os Toyota argentinos farão triangulação.

Correção – Ford Ka aplicou reforços estruturais para a Coluna B e obteve três das cinco estrelas possíveis para proteção de passageiros adultos em teste do LatiNCAP. Na avaliação anterior havia recebido 0 ponto.

Alavanca - Nota é verdadeira enzima de segurança, e fabricantes como a Ford e a GM, expostas insegurança dos produtos, tratam de repará-los por questões institucionais e de responsabilidade civil – o medo das sentenças condenatórias em ações de indenização.

Antigos – Autoclásica, maior evento de antigomobilismo do Continente, junta atrações. Nesta edição, outubro, Citroën festeja os 50 anos do Mehari, e levará raridades à mostra. Uma delas, um picape feito sobre o 2 CV em 1964 e 1965. Iniciativa mundial, o mercado não se mostrou sensível e produção cerrou na 300a unidade. Restou uma – a ser exposta.

Gente – Robson Cotta, engenheiro, 36 anos de Fiat. OOOO Gerente de Desenvolvimento, criou escola e método para acerto de direção, suspensão e freios. OOOO Os da FCA são primorosos e ampliam mercado. OOOO Trabalho realizado nos Fiat Freemont foi adotado nos EUA pelo Dodge Journey. OOOO Rogério Franco, porta voz da Citroën, deixá-la-á a partir de novembro. OOOO Excelente nome, correto, experiente. OOOO Mercado é carente destas qualidades. OOOO

terça-feira, 26 de junho de 2018

Effa oferece veículos preparados de fábrica para operar como food truck


Empreendedores que buscam um veículo adequado para atuar como food truck pelo país encontram na Effa Motors uma boa opção de negócio. 

A marca, que monta seus veículos em fábrica própria instalada em Manaus (AM), oferece um modelo de food truck construído em cima da sua picape cabine simples K01, o modelo mais vendido pela empresa no mercado brasileiro. 

É o Food Truck Effa, que está sendo comercializado pelo preço promocional de R$ 44.980,00.

“Além de ser a melhor relação custo-benefício do mercado para quem busca um food truck para iniciar seu próprio negócio, o Food Truck Effa é montado no Brasil, o que garante agilidade no fornecimento de peças de reposição em toda a nossa rede de 17 revendedores”, explica Eimmy Effa, diretora geral da Effa Motors. “O modelo também pode ter diferentes aplicações dentro do segmento da gastronomia, dependendo do negócio do cliente”, acrescenta a executiva.

O modelo inclui uma estrutura construída com chapas lisas de alumínio, revestimento interno branco com forração de isopor (30 mm), piso em alumínio xadrez, teto em PVC com visual imitando madeira, iluminação interna (teto e janela) em LED, janela equipada com duplo amortecedor de ar, instalação de 110 Volts e fitas refletivas de segurança.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Fernando Calmon - Alta Roda - Chineses no ataque

Alta Roda nº800/150 – 04/09/2014


Fernando Calmon
Desde a chegada do primeiro automóvel importado chinês, em 2008, o Changhe M100 (rebatizado de Effa M100 pelo importador), o mercado brasileiro foi razoavelmente receptivo, mas as coisas mudaram com o tempo. A falta de tradição se compensava com preços bastante competitivos e modelos sempre completos, com todos os equipamentos mais desejados pelo consumidor. Como os carros são importados do outro lado do mundo, fica difícil mesmo montar uma oferta diversificada de versões. 

As dificuldades começaram em razão do novo regime automobilístico Inovar-Auto, que impôs regras protecionistas e induziu importadores a se transformarem em produtores locais. Bom frisar que outros países, a começar pela China, também praticam protecionismo, às vezes de forma disfarçada. Mas, antes mesmo do novo regime, que demorou muito a ser regulamentado, as duas marcas chinesas mais conhecidas, JAC e Chery, já tinham sinalizado a intenção de construir fábricas no Brasil. 

Até dezembro do ano passado, a JAC acumulava desde 2011 cerca de 61 mil unidades vendidas. A Chery, que chegou dois anos antes, somava 48.000. São volumes bem abaixo do planejado, motivado pelo encarecimento da importação, acirramento da concorrência e certa seletividade dos compradores brasileiros, agravada pelo mercado em queda, quando se tende a tomar decisões conservadoras com menos ímpeto de experimentar. Isso não impediu que mais marcas chinesas continuassem a se instalar como importadoras, a exemplo da Geely este ano e da Zotye, em breve.

A Chery acaba de inaugurar sua fábrica para até 150 mil veículos/ano em Jacareí (SP), mas a produção só começa no fim do ano. Isso permitiu uma reação firme das vendas nos últimos meses (mais 10 mil unidades até agosto) porque quem compra se sente mais seguro em relação ao comprometimento da marca com o País. No total será investido R$ 1,2 bilhão, que abrange uma unidade de motores e um centro de desenvolvimento técnico e de estilo na mesma cidade.

Os planos incluem exportar para a América Latina, missão cada vez mais difícil para quem enfrenta o assombroso custo Brasil. A nova fábrica pode contar com mão de obra qualificada de imediato, pois a unidade da GM, na vizinha São José dos Campos, dispensou trabalhadores. No entanto, a região está sob jurisdição do mais radical sindicato de metalúrgicos do País. Como isso não existe na China, há o desafio adicional de contratar hábeis negociadores trabalhistas tupiniquins.

Apesar do atraso na construção – que agora atinge a JAC em Camaçari (BA) –, a Chery sai na frente para ampliar sua rede de concessionárias. Também focou no núcleo do mercado, onde as coisas realmente acontecem. Começa com o compacto Celer (hatch e sedã), seguido pelo subcompacto a ser reformulado QQ (maio de 2015) e o sucessor do SUV compacto Tiggo no começo de 2016. Todos já foram precificados com antecedência de modo que se mantêm na faixa atual de R$ 32.000, R$ 24.000 e R$ 52.000, respectivamente.

Chery e JAC almejam conquistar, cada uma, 3% do mercado brasileiro de veículos leves até 2018. Além de precisar “combinar” antes com os adversários, parece meta ambiciosa demais no cenário atual com 60 marcas se engalfinhando para conquistar clientes. 

RODA VIVA 

INÍCIO agora de produção do Golf no México permitirá aumento gradual da oferta do modelo aqui, em especial se a partir de março de 2015 se ampliarem cotas de importação. Hoje a VW pratica subsídio ao trazer o modelo da Alemanha com todos os impostos. Produção no Paraná começa no terceiro trimestre de 2015 com especificações da versão mexicana.

MARCADO para outubro próximo a produção do sedã compacto Versa, na fábrica da Nissan em Resende (RJ). Receberá atualizações importantes para deixá-lo em melhor condições de competir do que a versão anterior. Coincidência – ou não – Livina e Grand Livina, já em cadência bem lenta, param, no mesmo mês, de ser fabricados.

DECISÃO correta do importador de oferecer apenas a versão Sport do Suzuki Swift. Esse hatch seria mais um na “multidão”, sem o motor de 1,6L/142 cv que permite esticar marchas na região de 7 mil rpm. A Sport R – deve ser a mais vendida apesar do preço quase fora de giro de R$ 81.990 – tem bancos bons, muito equilíbrio em curvas e freios potentes.

KIA produzirá no México, no primeiro semestre de 2016, o Soul, o Sportage e o compacto Forte. São fortes (perdão do trocadilho) candidatos a exportação ao Brasil, quando se retomar o acordo de livre comércio entre os países. Nos últimos tempos os mexicanos atraíram fábricas da Audi, Mazda, BMW, Honda e Mercedes-Benz por sua competitividade.

PODE acabar a farra de fabricantes europeus pousarem de recordistas em consumo de combustível. Novos regulamentos exigirão que o atual ciclo de testes, brando demais, seja comprovado em ruas e estradas. Provavelmente, se adotarão fatores de correção, como ocorre nos EUA e também no Brasil, onde os ciclos teóricos já eram severos e ainda foram corrigidos.



PERFIL
   
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).

Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmon                                                                                                                               

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Roberto Nasser - De carro por aí


edita@rnasser.com.br - 61.3225.5511 Coluna 4812 - 28.11.2012



Novo Golf, Audi A3 e A4, Tiguan e Q3 feitos em Curitiba.
O Audi A3, agora em modelo atualizado, voltará a ser feito na fábrica da Volkswagen nas beiradas de Curitiba – onde, aliás, a geração anterior foi produzida. Junto, a nova geração do Golf, a 7a. Atualmente lá a Volkswagen comete a 4a. Geração.Coluna e jornais tem feito circular informações e dúvidas quanto à volta do convívio industrial entre Golf e Audi na fábrica paranaense. Ociosas especulações. Não existem dúvidas a respeito, e o processo está em andamento e no varejo dos detalhes de pré conformação industrial, com os entendimentos com fornecedores. Coisa clara, sem dúvidas, e comportamento consequente à adoção de nova filosofia anunciada pela diretoria da empresa mãe: incluir o Brasil na linha de produtos atualizados.

Então
Leitor da Coluna sabe, a atual gestão da Volkswagen no Brasil, liderada pelo não engenheiro Thomas Schmall, tanto por resultados internos quanto de condições gerais, surfa na onda que empurra o Brasil como grande e lucrativo mercado, assim como base industrial de grande futuro nos próximos anos relativamente à crise econômica surgida nos EUA permeando para a Europa.Assim, a decisão é de total renovação de produtos, incluindo os competitivos para consumo mundial. Isto definiu a atualização do Golf – hoje o Brasil produz a quarta geração, a mais antiga da marca. Menos, apenas a África do Sul, que até pouco tempo construía a Geração 1, ora substituída pelo Golf 5.

E Audi ?
Porque a marca aparentada com nos nossos antigos DKW Vemag?
Para explicar a aparente curiosidade, há quase um século a Alemanha juntou quatro fabricantes sob a frondosa árvore da DKW, líder em produção de motocicletas e automóveis, sólida empresa que fez uma holding para proteger marcas, produtos e fábricas com diferentes marcas, conformação e segmentação de produtos. Todas com problemas de sobrevivência. Eram a Audi, a Horsch – ambas com origem no brilho do dr August Horsch -, a Wanderer e a compradora DKW. A junção foi chamada Auto Union, com a marca das quatro argolas, cada um representando marca diferente.Não há curiosidade industrial, mas compatibilidade entre plataformas e órgãos mecânicos. Assim como foi feito com o Audi A3 há uma década, sua base mecânica é do Volkswagen Golf, com personalizações de estética e aprimoramentos em motor e câmbio. Um Audi é um Volkswagen evoluído.

Há que se considerar uma enzima colocada nesta sopa de interesses. Tem carimbo oficial, e é a imposição de 30 pontos percentuais sobre a elevada tarifa do Imposto sobre Produtos Industrializados. A soma da logística, com os 35% do Imposto de Importação, o IPI implementado, mais ICMS caro define quem será competitivo no Brasil há enorme diferença e resultados entre os estrangeiros que apenas bordejarão o mercado, e os produtos nacionais.Assim, com a decisão das outras alemãs Mercedes e BMW em ter fábrica no Brasil para atingir competitividade, a Volkswagen não poderia deixar o flanco aberto pois, como se sabe, a marca trabalha esforçadamente para ser líder mundial em 2018, e não pode excluir sua associada que mais cresce fora de um dos mercados em grande expansão e perspectivas de futuro.Argumento em paralelo, ter produtos atualizados permite fazer troca troca nas exportações, atendendo mercados com produtos iguais, feitos em vários locais.

Assim,
A plataforma do novo Golf, a 7ª. geração, virá para a fábrica paranaense, e sobre ela surgirão os produtos Audi A3 e A4, permitindo projetar também Tiguan e Q3. Em 2014.

Renault, de Duster, no Paris-Dakar
Para distanciar-se da imagem de utilitário apenas urbano, valente nas rampas dos shoppings, e marcar presença como carro de resistência e habilidades fora de estrada, a Renault Argentina participará da prova considerada mais exigente do mundo, o Rallye Paris-Dakar.O nome é mantido em homenagem e identificação à criação por Thierry Sabine, e a prova saiu da África por falta de segurança para competidores, migrou para a América do Sul, e em 2013 largará aos 5 de janeiro em Lima, Peru, passará pela Argentina, e terminará em Santiago do Chile, quinze dias após.
A Renault quer aproveitar o bilhão de telespectadores pois vende o Duster em quase todo o mundo. Preparação por Barattero e motorização por Oreste Berta, o Mago de Alta Gracia – mago pelas mágicas em preparação de motores. O local é a cidadezinha onde mora, próxima a Córdoba, Argentina. Coisa séria.

Roda-a-Roda

Enfim – Após a crise da Effa, que a representava, a chinesa Lifan retomou sua marca, assumiu, o negócio e começa agindo para dar confiabilidade à pequena rede de distribuição. Nesta semana Mark Timber, vice presidente do grupo e responsável pelas exportações da empresa estará no Brasil.

Negócios – Apresentação à rede, injeção de ânimo, perspectivas com a dinamização de fábrica que possui no Uruguai, e novos produtos. Dentre eles, o prometido SUV X 60 – apesar de X e 60, não é Volvo, com produto com a mesma denominação. Já andou em testes por aqui, lançamento ameaçado, contido mas agora, dizem, surgirá.

Tipo ... – Não há mágica e são todos parecidos. No caso, concorrentes de EcoSport, de Renault Duster, mas principalmente de Tiggo, da Chery. Motor que é o menor da categoria.
Mais um – Agora é a vez do monovolume. A JAC importou já testa o seu. Sete lugares, motor 2.0.

Velocidade – As montadoras chinesas estão acelerando mais que seus representantes.

Nacional – Dentro de seu projeto de aumentar o conteúdo local – e gastar menos divisas para importar conteúdo – o governo argentino assinou termo com a indústria montadora e os fornecedores de auto peças. Quer saber onde se pode trocar o item exportado pelo fabricado localmente.

Futuro – Por legislação, pressão ecológica e causas econômicas, a Ford corre para lançar nos EUA, ainda em 2012, oito produtos entre híbridos e elétricos, capazes de 17 km/litro. E fez acordo com a GE no criar infraestrutura para reabastecer os veículos elétricos. Um de seus produtos, o C-Max Energi é o híbrido mais econômico, em consumo combinado de 42,5 km/l.

Hábitos – Fez a maior venda setorial, 2.000 C-Max para o governo. E com a GE estudarão hábitos de direção e recarga para aperfeiçoar o método

Razões- Carlos Ghosn, presidente da aliança Renault-Nissan explicou investimentos para aumentar capacidade da fábrica Renault de Curitiba, Pr, a 380 mil unidades/ano – uma por minuto; da fábrica de motores de 400 mil para 500 mil unidades anuais, e fazer fábrica Nissan em Resende, RJ: crescimento.

... II - A Renault no Brasil parou de cair e iniciou levantar há três anos, e o mercado brasileiro auxiliou a fazer 55% das vendas da marca fora da Europa. Somos o segundo mercado mundial da Renault. Há que aproveitar. Investimentos da Renault no Brasil geram sorrisos na França.

Outra – Após anunciar produzir suas motos em Manaus, a inglesa Triumph avisou fará a Daytona 675, mostrada este mês no Salão de Milão, Itália. Modelo remodelado em chassi, visual e motor: três cilindros, 675 cm3 e 128 cv de potência. Parece, o Brasil também é a bola da vez em motos grandes e caras.

Tecnologia – A Ford festeja seu motor EcoBoost 500 mil. Cilindrada reduzida, 4 válvulas por cilindro, comandos variáveis, injeção direta de combustível e turbo. Melhores em rendimento e economia que motores maiores. O primeiro no Brasil chega com o Fusion 2.0 EcoBoost. No desenvolvimento a Ford registrou 125 patentes.

Furo – Pesquisa do agencia JD Power na China indicou, um a cada cinco motoristas chineses reclamam de furos nos pneus entre 12 e 24 meses de uso. Mensurou aparência, durabilidade, tração, dirigibilidade e andadura. Levou-a a autoridades chinesas como alarme. Afinal, num universo com 22% dos veículos tendo pneus furados significa muitos acidentes. A japonesa Yokohama é a melhor na foto entre 19 marcas de pneus pesquisadas.

Duas em uma – A Hertz comprou a Dollar Thrifty, sua concorrente nos negócios de locação de automóveis: US$ 2,3B. Será o maior grupo do mundo, em negócios que se espraiam da locação de frotas à de cadeirinhas para bebê.

Década – 10 anos comemora a PSA Peugeot Citroën da realidade de sua fábrica de motores no Brasil, anexo à fábrica das duas marcas em Porto Real, RJ. Fornece para os produtos da marca na América Latina – motores 1.5 e 1.6. Fabricar motores é o que separa homens e meninos nesta atividade.

Futuro – Mexicana Metalsa comprou a ISE, alemã de auto peças. Atuação mundial, a Metalsa há algum tempo assumiu os ativos da Dana, incluindo duas fábricas no Brasil. Faz carrocerias, chassi, transmissões, sistemas de segurança.

Na mão – Inicialmente em S Paulo e seus 33 mil taxis, empresa Mobinov criou o aplicativo Taxijá. Por ele e dois toques num Smartphone, chama-se um taxi. O sistema utiliza GPS e geo referenciamento, localiza o mais próximo da chamada e, com facilidade, acompanha sua chegada. A motoristas, pequena taxa. A passageiros, grátis. Parece o fim do rádio taxi.

Caravana – Caravana, em vez dos Road Show, evento itinerante tocado pela Ford Caminhões apresenta seus modelos com o novo motor Euro 5. Já fez mais de 1.200 test-drives e promove concurso “Motorista Mais Econômico do Brasil”.Negócio profissional, além da turma de vender caminhões, representante do Bradesco fala sobre economia, incentivando vendas.

Cegonha – Pesquisa da Scania indica, veículos brasileiros crescerão nos próximos anos, exigindo cegonhas mais fortes para suportar o aumento de peso. Criou versão de seu caminhão P e 360 cv, com eixo dianteiro e outro traseiro, ambos direcionais, e um eixo de tração, todos com rodado simples. A reformulação permite ganho de carga útil.

Retífica RN – Retificadora ativa. Coluna passada informou, o Trailblazer Chevrolet, o camburão fashion da GM, teria transmissão mecânica. Por enquanto apenas automática, período no qual a marca se orgulha te-lo como o mais caro dos nacionais – e, inexplicavelmente, que alguns importados com barreiras e custos excepcionais de importação. Transmissão mecânica no surgir versão menos enfeitada e dirigida a trabalho.
Outro, o camarada que atrapalhou o Nelson Piquet Jr na Renault, provocando-a fechar sua equipe de Fórmula 1, transformando-se em fornecedor de motores, não é Fabio, mas Flavio Briattore.

Fórmula 1 – Sempre a prova final da temporada de Fórmula 1, em Interlagos, tem sabor de marmelo, com resultado adiado para não diminuir atenções, mídia, patrocínios, anúncios na TV. Mas este ano por razões várias se transformou numa das provas mais vivas e emocionantes, com acidentes e Sebastian Vettel, sexto colocado, sendo o tri campeão mais novo da F1.

Gente – Carlos Gomes, português, número um da operação da PSA na América Latina, premiado. OOOO É, pela publicação AutoData, “Personalidade do Ano”. OOOO Gajo porreiro, dizem-no em Portugal. OOOO Brasileiro, bem sucedido condutor de montadora, pensa mudar de atividade. OOOO Quer mandato eletivo. OOOO Sossega, leão. OOOO Dolaimes Stedile Angeli, empresária, homenagem póstuma.OOOO 17 anos pós passamento sua liderança na Agrale foi lembrada. Merecido. OOOO Ela fez a transição institucional da empresa gaúcha que se abria ao Brasil e AL. OOOO

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Effa Motors lança novo caminhão da marca JBC


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A Effa Motors, marca que atua desde 2008 no mercado brasileiro, está lançando no País um novo modelo de caminhão leve produzido pela chinesa Jinbei (JBC), com capacidade para transportar até duas toneladas. O modelo já está disponível na rede de concessionárias da Effa Motors. O veículo está à venda com preço sugerido de R$ 49.980,00.O modelo lançado pela Effa no mercado brasileiro oferece design moderno, bom espaço interno para dois ocupantes e capacidade para transportar até duas toneladas. Com 4.860 mm de comprimento e 1.780 mm de largura, o modelo tem dimensões bastante compactas, o que facilita muito sua utilização em áreas urbanas Equipado com motor turbo-diesel com intercooler, com 3.2 litros, 103,3 cv de potência (a 3.200 rpm) e 25 kgfm de torque (a 2.000 rpm), o veículo oferece bom desempenho e robustez, sobretudo em áreas urbanas. Além disso, vem equipado com um bom pacote de itens de série, incluindo cabine escamoteável (que facilita o acesso ao motor), acionamento elétrico dos vidros, ar-condicionado, barras de proteção contra impactos laterais, coluna de direção ajustável, direção hidráulica, travamento elétrico das portas e CD player.