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terça-feira, 19 de março de 2019

Porsche: na pole position da eletromobilidade


Sucesso em tempo de transformação: no ano fiscal de 2018, a Porsche AG alcançou novos recordes de lucro operacional, vendas, faturamento, entregas e força de trabalho. O lucro operacional da empresa cresceu cerca de 4% em comparação com o mesmo período no ano anterior, alcançando € 4,3 bilhões, e o faturamento das vendas aumentou em 10%, atingindo € 25,8 bilhões. O retorno operacional em vendas foi de 16,6%. Em 2018, a companhia entregou aos clientes 256.255 veículos, um aumento de 4% sobre o ano anterior. A força de trabalho aumento cerca de nove por cento, para alcançar 32.325 empregados.

A fabricante de carros esportivos está expandindo sistematicamente sua oferta no campo da eletromobilidade: O Taycan, primeiro carro esportivo da Porsche movido exclusivamente a eletricidade, será lançado em setembro, com seu primeiro derivado, o Cross Turismo, chegando no início da próxima década. Enquanto isso, a próxima geração do SUV compacto Macan também terá propulsão elétrica, tornando-se a segunda série de modelos da Porsche movida somente a eletricidade. A dedicação da empresa nessa área se baseia na projeção de que, até 2025, metade de todas as vendas da linha de produtos da Porsche será de veículos elétricos ou modelos plug-in, parcialmente elétricos.

Índices de crescimento de dois dígitos para o Panamera, Cayenne e 911 "Alcançamos novos recordes de faturamento em vendas e lucro operacional em 2018. O crescimento no lucro foi resultado, principalmente, do crescimento no volume, da melhoria do mix de produtos e do desenvolvimento positivo de nossas outras áreas de negócio e divisões", comenta Lutz Meschke, vice-presidente e membro do Conselho Executivo da Porsche AG responsável por Finanças e Tecnologia da Informação. 

Com um crescimento de 38%, o Panamera registrou a maior elevação em termos de entregas, alcançando 38.443 veículos. Mas até o 911 registrou um crescimento de dois dígitos, apesar da mudança na geração do modelo. O número de carros esportivos entregues aumentou 10%, chegando a 35.573 veículos. As entregas do Cayenne cresceram 12%, alcançando 71.458 carros. O Macan continua sendo o modelo de maior sucesso em volume, com 86.031 veículos entregues. O mercado chinês também manteve sua posição de maior desempenho, com crescimento de 12% e um total de 80.108 unidades. Com um crescimento de 3%, para 57.202 veículos, os Estados Unidos ficaram novamente em segundo lugar.

A mudança para o novo ciclo de testes WLTP e a adoção dos filtros de partículas de gasolina, combinadas com nossa eliminação de novos modelos movidos a diesel, significa que os próximos meses também serão um desafio", comentou o CFO Meschke. Apesar disso, a Porsche espera aumentar suas entregas em 2019, juntamente com um leve aumento no faturamento em vendas. "Nossos produtos criaram a base para um ano fiscal de sucesso. Em 2019, especialmente, teremos a nova geração do 911 lançada em todos os mercados ao redor do mundo, outras versões de modelos derivadas do 718 e Cayenne e o lançamento do Taycan", acrescentou Meschke. 

Ele continuou afirmando que, apesar dos altos níveis de investimentos em eletrificação, da transformação digital e da expansão e renovação de algumas instalações, a companhia quer garantir que continuará alcançando seu ambicioso objetivo de ganhos. "Através do uso de eficientes medidas de aperfeiçoamento e a abertura de novas áreas de negócios lucrativas, queremos continuar alcançando nosso objetivo estratégico de um retorno operacional de 15% em vendas", enfatizou Meschke.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

BMW incentiva zero emissões com carregador grátis para o BMW 530e M Sport


A BMW do Brasil confirma uma ação inédita para o novo BMW 530e M Sport, a versão plug-in híbrida do sedã executivo de maior sucesso no mundo. Durante o mês de março, os clientes que adquirirem o modelo na rede de concessionárias autorizadas BMW i ganharão um BMW i Wallbox, o equipamento de recarga rápida para veículos elétricos e híbridos da empresa. Ele é ideal para carregamentos nos momentos em que o veículo está estacionado, sem utilização. O equipamento é capaz de carregar 100% das baterias do veículo em menos de 3 horas.

Além da segurança no carregamento das baterias, o equipamento pode ser instalado em circuitos monofásicos ou trifásicos e operar com correntes de até 32 ampères, atingindo a potência de até 22 kilowatts. A performance superior torna o BMWi Wallbox pronto para o futuro – ao comprar um novo veículo, não será necessário trocar o equipamento. O Wallbox é de fácil manuseio e assegura um processo de carregamento de energia seguro e eficiente, além de ser
compatível com veículos de outros fabricantes que utilizem o mesmo conector. O BMW 530e M Sport pode ser adquirido nas concessionárias autorizadas BMW i no país, a partir de R$ 328.950. As unidades serão entregues aos clientes no primeiro semestre de 2019 e a instalação do equipamento é de responsabilidade do comprador.

O BMW Group também é líder no estabelecimento de infraestrutura para carregamento gratuito de veículos elétricos no país, com mais de 110 pontos de recarga instalados atualmente em todo o território nacional. Em julho de 2018, a empresa inaugurou um corredor com postos de carregamento para veículos elétricos e híbridos na Rodovia Presidente Dutra, conectando as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, as maiores metrópoles brasileiras. Com esta iniciativa, que envolveu cerca de R$ 1 milhão em investimentos, a empresa segue reforçando o seu papel pioneiro e de protagonista no mercado de veículos elétricos no Brasil.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Fernando Calmon - Alta Roda - O futuro e a realidade

Alta Roda nº 980/330 30– 1614 023– 0oda nº852/0211508– 2oda nº851/2018

Fernando Calmon
A aceitação de novas tecnologias que vão sacudir a indústria automobilística mundial nas próximas décadas ainda é motivo de incerteza em vários mercados. Para aferir a evolução de como os motoristas encaram o cenário por vir de carros autônomos e meios de propulsão alternativa, a consultoria Deloitte atualizou uma pesquisa com 22.000 consumidores de 17 países. Além do Brasil, África do Sul, Alemanha, Bélgica, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Malásia México, Reino Unido e Tailândia. 


O estudo chamado Consumidor Automobilístico Global 2018 apontou um aumento de confiança sobre o grau de segurança dos veículos que dispensam a atuação de um motorista para se locomoverem (nível 4 de automação) em relação à mesma pesquisa realizada em 2017. Deve-se notar que se trata apenas de percepção, pois a tecnologia não está pronta nem se sabe quanto custará (consequentemente sua aceitação), como será aplicada (segregada ou aberta) e, acima de tudo, regulamentada por órgãos de trânsito e judiciais. 

O balanço geral apontou que, no ano passado, 67% dos participantes, em média, acreditam que automóveis totalmente autônomos não seriam seguros. Esse porcentual recuou para 41% no relatório compilado este ano. No entanto, até 71% dos entrevistados disseram que a comprovação de um histórico de segurança na operação dos veículos é fator essencial para garantir a confiança. Em outras palavras, “quero ver para crer”. 

Na média, 45% dos participantes confiam nos fabricantes de veículos tradicionais para a direção autônoma, 30% apontam novas companhias dedicadas a essa tarefa e 25% acreditam nas empresas de tecnologia existentes (Waymo, Apple e outras). De acordo com Carlos Ayub, sócio da Deloitte especializado em indústria automobilística, “52% dos brasileiros (acima da média global) são mais confiantes nos produtores de veículos já conhecidos”. 

O estudo também apontou algum conservadorismo quanto ao meio de propulsão nos veículos. Na média mundial, 64% dos entrevistados preferem os motores a combustão para os próximos anos. Outros 24% optariam por veículos híbridos e 12% apostam em alternativas diferentes (elétricos a bateria ou pilha a hidrogênio e híbridos plugáveis). No Brasil, 66% ainda escolheriam os combustíveis tradicionais, 13%, os híbridos e 21%, outras opções. 

"Os preços de híbridos e elétricos ainda estão em patamar elevado, o que justificaria esse quadro em nível mundial. No Brasil, essa realidade torna-se mais marcante pela falta de infraestrutura e de uma rede para reabastecimento de carros elétricos em todo o País”, acrescentou Ayub. 

Apesar de direção autônoma, mobilidade flexível e alternativa elétrica ocuparem todas as cabeças pensantes na indústria ao redor do mundo, sem ainda se saber se haverá dinheiro para financiar tudo isso ao mesmo tempo, uma enquete simples do Google nos EUA sobre o que os americanos querem nos carros de hoje foi divulgada pelo site Verge. Além do interesse pela vida a bordo dos cãezinhos de estimação, a busca frenética é por câmeras. 

A procura inclui opções além de câmeras dianteira, traseira e de 360°. Agora, a demanda é grande pelas que gravam tudo à frente e atrás do veículo e mesmo o movimento periférico enquanto se está rodando ou estacionado. Em caso de acidente, ajuda a descobrir os culpados e é útil também para seguradoras. Tecnologia à mão e relativamente barata, pois muitos modelos já possuem telas no painel.

O futuro? Que fique para o futuro...


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).

Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Chrysler Pacifica redefine a categoria de minivans com funcionalidade, versatilidade e tecnologia sem precedentes

Oferecendo níveis de funcionalidade, versatilidade, tecnologia e estilo arrojado sem comparação, a inteiramente nova Chrysler Pacifica 2017 redefine o segmento de minivans. Como o criador original desse tipo de monovolume mais de 30 anos atrás, a FCA US LLC acumulou 78 inovações ao longo das cinco primeiras gerações do veículo. Com a Pacifica, a FCA US acrescenta mais 37 novidades, totalizando 115 primazias entre as minivans.

A Chrysler Pacifica foi projetada a partir do zero em uma plataforma totalmente nova, oferecendo níveis líderes da categoria em rodagem, estabilidade e redução de ruídos, vibração e aspereza (NVH). Sua estrutura é a mais leve e mais rígida do segmento, tornando-o mais ágil, com baixa rolagem de carroceria e melhor absorção de impactos. E a aerodinâmica sem par na concorrência contribui para a insuperável eficiência de combustível da Pacifica.

O sistema de cancelamento ativo de ruído (ANC) é de série em todas as versões para aumentar ainda mais o refinamento no dia-a-dia ou durante uma viagem longa com a família e amigos. A Chrysler Pacifica possui o maior volume entre as minivans com armazenamento inteligente, possibilidade de acomodar oito pessoas e a capacidade de levar uma chapa de compensado naval de 2,44 m x 1,22 m, exigência para todas as gerações de minivans da FCA US.

A nova minivan Chrysler Pacifica 2017 apresenta uma escolha de duas motorizações potentes, eficientes e avançadas – a primeira versão híbrida do segmento e a próxima geração do premiado motor a gasolina Pentastar V6 de 3,6 litros, o qual é acoplado ao exclusivo câmbio automático TorqueFlite, de nove velocidades.

Primeira minivan eletrificada no mercado, a Pacifica Hybrid vai oferecer um alcance estimado de 48 km com emissão zero de poluentes, graças exclusivamente à força elétrica vinda de uma bateria de íons de lítio de 16 kW/h. No trânsito urbano, espera-se alcançar um índice de 34 km/l equivalentes, com base nos padrões da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA). A tecnologia fundamental por trás da Chrysler Pacifica Hybrid é sua inovadora transmissão eletricamente variável (EVT). Patenteado pela FCA US, o dispositivo possui dois motores elétricos que são capazes de tracionar as rodas do veículo.

Nas configurações a gasolina da Chrysler Pacifica, a mais recente evolução do multipremiado motor Pentastar V6 de 3,6 litros produz a maior força da categoria (291 cv de potência e 36,2 kgfm de torque), combinada com a economia de combustível insuperável entre a concorrência. Melhorias como a abertura variável de válvulas de dois passos (VVL) e a recirculação dos gases de escape resfriados (EGR), além de estratégias inovadoras de redução de peso para aumentar a eficiência do motor, preservando a suavidade que continua uma característica marcante da família Pentastar. Para maior eficiência energética, a tecnologia Stop-Start será padrão na Pacifica ainda no ano-modelo 2017.

Apresentando a face da marca Chrysler, a nova Chrysler Pacifica tem exterior esculpido com proporções atléticas. Uma silhueta que transmite velocidade e sofisticação, com fluidez e estilo que não se encontram no segmento de minivans. Os trilhos das portas de correr do Pacifica estão escondidos sob o vidro lateral, tornando-os praticamente imperceptíveis. Características como longa distância entre eixos, bitolas largas, baixa distância ao solo e opção de rodas de 20 polegadas dão à Chrysler Pacifica uma aparência bem assentada, com boa dose de esportividade.

A nova Chrysler Pacifica 2017 apresenta o mais recente em tecnologia de proteção e segurança, oferecendo mais de 100 recursos (somando os de série e os opcionais). A exemplo do Surround View, que usa quatro câmeras posicionadas em torno do veículo para proporcionar visão de 360°, incluindo uma perspectiva 3D do veículo e seus arredores. Há também o sistema de estacionamento autônomo ParkSense, controle de velocidade de cruzeiro adaptativo (ACC) com parada total, aviso de colisão frontal e o detector de mudança de faixa LaneSense. A Pacifica também possui cinco assentos com engates LATCH/ISOFIX para instalação de cadeiras infantis com segurança – uma capacidade insuperável no segmento.

A Chrysler Pacifica 2017 é o veículo mais tecnologicamente equipado do seu segmento, oferecendo o novo sistema UConnect Theater nos bancos traseiros. Nele, os passageiros podem assistir a filmes, jogar videogames, conectar dispositivos pessoais para navegar pela internet e acessar conteúdo por streaming em todo o veículo por meio de duas telas de alta definição sensíveis ao toque de 10 polegadas.

A Pacifica 2017 é recheada com conforto e comodidade, incluindo – inéditas no segmento – portas corrediças e tampa traseiras com acionamento sem as mãos, abrindo ou fechando com um movimento de chute por baixo da porta ou do para-choque traseiro. Outra novidade é o aspirador de pó integrado Stow ‘n Vac, que oferece fácil acesso a todos os cantos do veículo.


Montada em Windsor, no Canadá, a Chrysler Pacifica 2017 estará disponível na América do Norte no próximo trimestre, com a versão Hybrid chegando no segundo semestre.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

ÔNIBUS MARCOPOLO VIALE BRS MOVIDOS A HIDROGÊNIO NO TRANSPORTE URBANO PAULISTANO

Três novos ônibus Marcopolo Viale BRS, movidos a  hidrogênio, estão realizando o transporte urbano na Grande São Paulo, no Corredor São Mateus-Jabaquara (ABD), inclusive no trecho Diadema/Morumbi. Os veículos fazem parte do pioneiro Projeto Ônibus Brasileiro a Hidrogênio.

Segundo Paulo Corso, diretor de operações comerciais da Marcopolo, o Brasil é o primeiro país do hemisfério sul a produzir um ônibus movido a hidrogênio. “Apenas Alemanha, Canadá, Estados Unidos e, agora o Brasil, possuem a capacidade de produzir este tipo de veículo. O grande destaque é que, graças ao trabalho da engenharia da Marcopolo, o veículo tem a mesma capacidade de passageiros que um modelo convencional a diesel, o que o diferencia de outros movidos a combustíveis limpos, onde a capacidade é bastante reduzida”, explica o executivo.

Paulo Corso considera que o Projeto Ônibus Brasileiro a Hidrogênio é mais um passo importante para consolidar a vocação do país para o uso de combustíveis renováveis. “A Marcopolo é parceira tradicional em projetos de energia limpa e procura colaborar para um planeta mais sustentável”, acrescenta.

Lançado em novembro de 2006, o Projeto Ônibus Brasileiro a Hidrogênio consistiu na operação e manutenção de quatro ônibus com célula a combustível a hidrogênio. O projeto envolve ainda a instalação de uma estação de produção de hidrogênio por eletrólise a partir da água e abastecimento dos ônibus, além do acompanhamento e verificação do desempenho desses veículos, no Corredor Metropolitano ABD (São Mateus - Jabaquara).

O projeto totalmente brasileiro foi cumprido sob contrato de pesquisa financiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, com recursos do Global Environment Facility – GEF e da Agência Brasileira de Inovação - FINEP, por meio do Ministério de Minas e Energia. O consórcio fornecedor dos veículos e da estação de produção e abastecimento de hidrogênio é formado pelas empresas Ballard Power Systems, EPRI International, Hydrogenics Corporation, Marcopolo, Petrobras Distribuidora e Tuttotrasporti.

Viale BRS
Com 13.200 mm de comprimento, o ônibus Marcopolo Viale BRS tem capacidade para transportar 27 passageiros sentados e 42 em pé. O veículo conta com sistemas de ar-condicionado e de audiovisual com monitores no salão de passageiros e corredores mais amplos, que aumentam o conforto e a segurança dos usuários. Possui ainda espaço para cadeirante, com cadeira adicional para o acompanhante, e rampa de acesso.

Energia limpa
O ônibus possui tração elétrica híbrida (motor elétrico alimentado por célula de combustível a hidrogênio + baterias), com autonomia de 300 quilômetros. Além disso, dispõe de sistema de recuperação de energia das frenagens.

O processo de propulsão funciona da seguinte forma: o hidrogênio reservado nos tanques é introduzido na célula, onde passa por um processo eletroquímico que produz energia elétrica pela agregação do hidrogênio com o oxigênio do ar, gerando água como subproduto. Essa energia elétrica é armazenada em baterias que alimentam o motor elétrico de tração (similar ao de um trólebus), instalado no eixo traseiro, que gera energia mecânica e movimenta o veículo.

O sistema de célula a combustível não produz nenhum tipo de poluente. É diferente dos ônibus de motor a diesel, no qual a energia térmica é transformada em energia mecânica, ao mesmo tempo em que o combustível queimado gera resíduos poluentes.


sábado, 7 de março de 2015

Toyota promove avant première do Mirai em solo europeu no Salão de Genebra, na Suíça

A Toyota preparou para a 85ª edição do Salão Internacional do Automóvel de Genebra, na Suíça, um palco para apresentar sua mais recente tecnologia em prol da mobilidade urbana, prestes a estrear no mercado europeu.

O evento marca a avant première do Mirai, o primeiro carro movido a hidrogênio, na Europa. O modelo é produzido em escala comercial no Japão desde dezembro de 2014, na planta da Toyota em Motomachi.

As vendas do Mirai no velho continente estão agendadas para o fim do verão, em meados de setembro.

Até o fim do próximo ano, a comercialização se restringirá a três destinos na Europa: Reino Unido, Dinamarca e Alemanha, com um volume anual de 50 carros em 2015 e 100 carros para 2016. Outros países passarão a receber unidades do modelo movido a hidrogênio a partir de 2017.

O Mirai sinaliza o início de uma nova era de veículos para a mobilidade global. Utilizando hidrogênio - uma importante fonte de energia para o futuro - como combustível para gerar eletricidade, o automóvel alcança superior desempenho em termos ambientais e conveniência, além de conceder uma ótima condução a baixíssimos níveis de ruído interno.

O Mirai possui um motor elétrico, uma bateria, dois tanques de hidrogênio de alta pressão, com capacidade máxima de 70 Mpa, um conversor elevador de tensão, uma central de comando e a célula combustível a hidrogênio - uma estação localizada no centro do assoalho do veículo. É dentro desta estação onde ocorre a reação química para colocar o Mirai em movimento.

O veículo capta o oxigênio da atmosfera através de sua entrada de ar frontal e o leva até esta estação, para onde o hidrogênio contido nos dois tanques também é direcionado. Dentro dela, a célula combustível divide o hidrogênio em duas moléculas, gerando uma carga elétrica. Ao mesmo tempo, o oxigênio se une às células de hidrogênio, formando água. A energia elétrica é direcionada ao conversor, que alimenta o motor do Mirai, e a água é expelida pela válvula de escape. O motor também é alimentado diretamente pela bateria, recarregada por energia cinética gerada pela desaceleração e frenagem do automóvel.
O Mirai possui autonomia para rodar 650 km sem necessidade de reabastecimento.

Durante o Salão de Genebra a Toyota também promoverá a celebração do sucesso de sua tecnologia híbrida de motores com a consolidação de seu lineup de modelos com este avançado powertrain. Em 2014, mais de 7,3 milhões de unidades de veículos híbridos da marca Toyota foram vendidas no mundo.


Com o lançamento da primeira geração do Prius em 1997, a Toyota já demonstrava ao mundo uma nova rota rumo à revolução no segmento automobilístico mundial.

Desde a década de 1960, a Toyota encarou o desafio de encontrar alternativas como fontes de energia para os motores dos veículos. A partir de 1990, a companhia iniciou testes em larga escala em modelos já desenvolvidos na sua base de engenharia.

Em 1992, a Toyota firmou o compromisso em construir carros mais seguros e cada vez mais viáveis para o desenvolvimento sustentável do planeta. Um ano depois, a política adotada foi combinada a um conjunto de ações que concedeu as diretrizes para a Toyota criar o seu Plano de Ação Ambiental.


Foram essas iniciativas que deram início ao caminho para o desenvolvimento tecnológico no qual a empresa incorporou perenemente, a fim de seguir na busca pela mobilidade sustentável, com a criação de novos modelos cada vez mais limpos e amigos do meio ambiente, tal como o Mirai.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Audi destaca novas normas de eficiência da classe LMP1


As mudanças no Regulamento Técnico do Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC) para a temporada 2014 podem ser consideradas uma revolução. Pela primeira vez, a potência dos carros não estará mais sujeita a restrições específicas. Ao invés disso, as limitações serão impostas ao consumo de energia permitido em cada volta. Dessa forma, a vitória nas 24 Horas de Le Mans do próximo dia 15 de junho será uma recompensa à criatividade e à capacidade técnica das equipes em produzir carros mais eficientes, já que novos recursos de engenharia serão liberados.

"A classe de carros protótipos LMP é o palco ideal para a Audi demonstrar sua eficiência tecnológica", enfatiza Dr. Wolfgang Ullrich, chefe da Audi Motorsport. "Essa categoria está sistematicamente envolvida com tecnologia de ponta. Os mais complexos modelos de competição do mundo são desenvolvidos para ela. E as novas metas de eficiência estabelecidas para a LMP1 se encaixam perfeitamente no que a Audi tem como compromisso para seus modelos de passeio".


Desde que a marca das quatro argolas estreou na LMP1, em 1999, a eficiência dos protótipos de Ingolstadt e Neckarsulm tem sido desenvolvida continuamente. As principais evoluções no trem de força incluem a introdução do sistema TFSI de injeção direta de gasolina (2001), a tecnologia TDI de motores a diesel (2006) e a tecnologia híbrida do e-tron quattro diesel (2012). Além disso, houve inúmeras otimizações em outras áreas dos carros."Em 2014, porém, o pensamento foi fundamentalmente modificado", explica Dr. Martin Mühlmeier, chefe de tecnologia na Audi Sport

"Tradicionalmente, os regulamentos técnicos no automobilismo são focados em limitar a potência do motor. Alguns exemplos para isso são os limites cúbicos de capacidade, restrições relativamente rígidas para sistemas de turbo-alimentação ou o uso de restritores na entrada de ar para o motor. Por outro lado, a quantidade absoluta de combustível disponível para a corrida normalmente não sofre limites, e este também era o caso da LMP1. A partir de agora, a quantidade máxima de energia a ser utilizada por volta foi especificada e nós teremos que tirar o máximo dela. Ao dar este passo, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo), o ACO (Automóvel Clube D'Oeste) e todas as partes envolvidas nas 24 Horas de Le Mans conseguiram um regulamento inteiramente focado na eficiência, sem deixar de lado a emoção do esporte e das corridas."

Em linhas gerais, as novas regras desafiam os participantes a fazer o melhor uso de uma quantidade prescrita de combustível em cada volta, com o objetivo de cobrir a maior distância dentro de um determinado espaço de tempo (como a duração de 24 horas característica da corrida em Le Mans). Um gráfico mostra a quantidade de energia alocada para cada item do trem de força.

São permitidos os motores movidos à gasolina e a diesel. Para os competidores com estruturas de fábrica, sistemas híbridos são previstos em quatro classes diferentes de desempenho. A quantidade máxima de energia é definida para cada uma delas.Isso resulta em uma condição esportiva emocionante. 

"Somente aqueles que tiverem o controle ideal do consumo e se aproximarem do limite de energia permitido, obviamente mantendo uma condução rápida e eficiente, serão competitivos", avalia Chris Reinke, chefe da divisão LMP da Audi Sport.

Se a quantidade de energia disponível por volta não for totalmente consumida, ela será perdida, já que não é possível acumular este montante para a volta seguinte. Esta é a principal diferença em relação aos regulamentos anteriores, que não limitavam o consumo na prova inteira.A partir deste ano, os engenheiros têm, claramente, mais liberdade no que diz respeito às soluções permitidas para atingir esse novo objetivo. Nesse sentido, a Audi optou por um novo motor V6 com sistema TDI (diesel) e tração quattro e-tron.

Nesta emocionante batalha de conceitos, a marca das quatro argolas aposta no Audi R18 e-tron quattro como trunfo para sua 13ª vitória em Le Mans.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Toyota atinge marca histórica de 6 milhões de híbridos vendidos no mundo

A Toyota atingiu a marca de 6.072.923 em vendas acumuladas de veículos híbridos no mundo em 31 de dezembro de 2013. Só a família Prius, comercializada desde janeiro de 2013 no Brasil, registrou vendas globais de mais de 4 milhões de veículos.A Toyota calcula que, a partir de 31 de dezembro de 2013, os seus veículos híbridos tenham contribuído com uma redução de aproximadamente 41 milhões de toneladas nas emissões de CO2 — considerado uma das causas do aquecimento global — em comparação com o que teria sido emitido por veículos a gasolina de tamanho e desempenho de condução semelhantes.  A Toyota também estima que seus veículos híbridos tenham economizado aproximadamente 15 milhões de quilolitros de gasolina se comparados à quantidade utilizada por veículos movidos a gasolina de tamanho similar.

Em agosto de 1997 no Japão, a Toyota lançou o veículo híbrido com a tecnologia “Coaster Hybrid EV” e, em dezembro do mesmo ano, lançou o Prius — sendo este o primeiro automóvel de passeio híbrido do mundo com produção em massa.  Desde então, os veículos híbridos da Toyota têm recebido massivo apoio dos consumidores globais.


A Toyota tem posicionado seu portfólio de veículos híbridos, que permitem o uso de diferentes combinações de combustíveis, como tecnologias ambientais centrais para o século XXI. A montadora planeja continuar trabalhando para melhorar ainda mais o desempenho, reduzir custos, e expandir sua família de produtos — incluindo carros não híbridos mais favoráveis ao meio ambiente – a fim de criar veículos de alcance popular entre os consumidores.

Vendas de Veículos Híbridos da Toyota
ANO
QUANTIDADE
1997
323
1998
17.656
1999
15.255
2000
19.026
2001
36.928
2002
41.337
2003
53.292
2004
134.687
2005
234.945
2006
312.519
2007
429.415
2008
429.740
2009
530.110
2010
690.187
2011
628.989
2012
1.219.098
2013
1.279.407
Total
6.072.923


Cronologia de vendas de veículos híbridos da Toyota

Ano
Mês
Marcas históricas
2007
Maio
1 milhão de unidades vendidas
2009
Agosto
2 milhões de unidades vendidas
2011
Fevereiro
3 milhões de unidades vendidas
2012
Abril
4 milhões de unidades vendidas
2013
Março
5 milhões de unidades vendidas
Dezembro
6 milhões de unidades vendidas

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

FIA WEC: Audi volta a determinar tendências em Le Mans


Há 15 anos a Audi vem demonstrando "Vorsprung durch Technik" (Liderança através da tecnologia, em alemão) na mais difícil corrida de endurance do mundo: as 24 Horas de Le Mans. Na edição 2014 da prova, a nova geração do Audi R18 e-tron quattro híbrido vai dar continuidade à linha de inovações técnicas da marca para a prova na França.A 150 dias da corrida marcada para 14 de junho, a expectativa para o evento já é excepcionalmente alta. Pela primeira vez, Audi e Porsche - as duas maiores vencedoras da prova - vão se enfrentar na pista. E a Toyota, que desafiou os alemães nos últimos dois anos, parece cada vez mais disposta a quebrar a sequência de vitórias da Audi. Além disso, a 82ª edição da prova vai estrear uma série de novas regras que visam a eficiência energética dos carros. Para a Audi, inventora da tecnologia TDI, será a chance de provar, mais uma vez, sua vasta experiência técnica não apenas nas ruas, mas, também, nas pistas.

Seja com seus motores, sistemas híbridos, design leve, ou estabelecendo novos padrões de segurança, os protótipos da Audi em Le Mans são líderes em termos de desempenho esportivo e tecnologia. "Le Mans é um laboratório único para as nossas tecnologias", diz o Prof. Dr. Ulrich Hackenberg, responsável pelo desenvolvimento técnico no conselho administrativo da AUDI AG. "A ampla gama de desenvolvimento tecnológico no nosso novo carro para Le Mans conta, entre outras coisas, com faróis a laser. Eles são capazes de iluminar até 800 metros à frente. Em uma versão para carros de produção, eles podem alcançar até 500 metros, que é o dobro do alcance dos faróis de LED. Com isso, a Audi está fazendo uma importante contribuição para a segurança na pista e no trânsito".

Tecnologias visam o máximo de eficiência do motor

Em 2001, um inovador motor V8 equipou o Audi R8. O sistema TFSI de injeção direta de gasolina reduziu o consumo do propulsor, melhorou sua capacidade de resposta, e, devido à capacidade do motor para ligar imediatamente, reduziu o tempo das paradas de box. Assim, logo após a primeira vitória em Le Mans, os clientes da Audi tiveram acesso aos primeiros modelos de produção equipados com injeção direta de gasolina. Um princípio de funcionamento que logo evoluiu para grandes volumes de produção e hoje contribui para a redução de emissões de CO2 em milhões de carros.

Cinco anos depois dessa estreia, a Audi apresentou outra tecnologia pioneira. Na temporada 2006, o Audi R10 TDI foi equipado por um motor de injeção direta de diesel e venceu as 24 Horas de Le Mans em sua estreia. Na época, vencer a prova com um carro movido a diesel era considerado uma ilusão. Hoje é a realidade. Foram sete vitórias da Audi com modelos baseados na tecnologia TDI, com aprendizado e evolução significativos nos projetos de cárter, pistões, injetores de combustível e outros conjuntos.


Conjunto híbrido e-tron quattro venceu, também
A Audi também foi a primeira participante a vencer em Le Mans com um sistema de motor híbrido. Este novo capítulo na história foi escrito em 2012, com a vitória do Audi R18 e-tron quattro: um protótipo cujo eixo traseiro era impulsionado pelo motor a combustão TDI, e o eixo dianteiro, movido por um motor elétrico. Um controle totalmente eletrônico era a única conexão entre os dois sistemas - um projeto que foi expandido para a linha de produção, com modelos híbridos.A próxima geração está pronta para ser lançada. Nas ruas, o ano será o lançamento do Audi A3 Sportback e-tron, a mais nova geração de híbridos de produção. Nas pistas, a nova especificação do R18 e-tron quattro é uma espécie de porta para o futuro. Os engenheiros da Audi redesenharam o carro desde suas bases, para buscar o ponto de equilíbrio entre máximo desempenho e eficiência energética.

Soluções sofisticadas para segurança e redução de peso

Além das soluções pioneiras no trem de força, a Audi também tem estabelecido padrões em outras áreas. A combinação perfeita entre design leve e máxima segurança passiva é manifestada nas células de segurança dos carros de corrida. O monocoque feito em fibra de carbono e reforçado com plásticos (CFRP) do carro de 2013 pesa a metade dos que eram usados pela primeira geração de protótipos da Audi, em 1999 - mesmo com as restrições impostas pelos regulamentos. Este material já provou seu valor em veículos de produção, e foi usado em componentes dos Audi R8, R8 Spyder e RS3.A segurança ativa também foi elevada pelas inovadoras tecnologias de iluminação. As luzes diurnas em LED do Aud R10 TDI (2006-2008) foram seguidas pelos faróis full LED do R18 TDI (2011), pela tecnologia matrix LED no R18 e-tron quattro (2012-2013) e culminaram no inovador sistema de faróis a laser do novo R18 e-tron quattro (a partir de 2014). O espelho retrovisor digital que mostra as imagens de uma câmera voltada para a traseira do carro, ou a tela de AMOLED no cockpit - usados desde 2012 - simbolizam outras tendências para o futuro dos carros.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Tecnologia campeã mundial: o novo Audi R18 e-tron quattro


O nome não mudou, mas a tecnologia é completamente nova. Para a temporada 2014, a Audi busca novamente o ‘hat-trick’ no Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC) e mais um sucesso nas 24 Horas de Le Mans com um protótipo desenhado do zero - combinado, mais uma vez, com inovações técnicas relevantes à produção industrial da marca das quatro argolas.A geração 2014 do Audi R18 e-tron quattro traz o mais complexo carro de corridas já construído pela marca alemã. A primeira impressão é que o novo híbrido parece um desenvolvimento do carro campeão mundial e vencedor das 24 Horas de Le Mans dos dois últimos anos. Entretanto, face às novas regras para a categoria LMP1 que entrarão em vigor na próxima temporada, a Audi Sport praticamente refez cada componente do bólido.


Os elementos básicos da nova configuração do Audi R18 e-tron quattro foram definidos ainda em 2012 e o desenho de cada componente foi iniciado no final daquele ano. O novo protótipo foi para a pista pela primeira vez no início do outono europeu de 2013, seguido de mais testes em pista com a versão mais recente do R18.No novo Regulamento Técnico do FIA WEC, bem como para as 24 Horas de Le Mans, há várias mudanças que afetam o trem-de-força, dimensões do chassi, segurança e aerodinâmica. Com o novo R18, a Audi Sport optou por um conceito similar ao usado no passado - apesar de soluções detalhadamente inovadoras e um sistema híbrido adicional.

Aos detalhes:

- Um desenvolvimento do motor V6 TDI que joga a potência para as rodas traseiras;
- O sistema e-tron quattro no eixo dianteiro (com o KERS, sistema de recuperação de energia cinética);
- Sistema de armazenamento de energia otimizado;
- Sistema híbrido com turbocompressor de acionamento eletrônico no motor de combustão interna (chamado de ERS-H, que recupera e armazena energia elétrica convertida do calor).

Novo olhar sobre tecnologia, potência e gerenciamento de energia
Nunca um carro de corrida foi equipado com tecnologia tão complexa como a usada no novo protótipo da Audi. O motor TDI, que estabelece um novo marco em termos de eficiência, permanece como importante elemento de todo o conceito. O desenvolvimento da unidade V6 TDI do Audi R18 e-tron quattro traz uma contribuição crucial à tendência do carro com as especificações energéticas do novo regulamento. O novo R18 deve manter ou aumentar seu desempenho com um consumo de combustível 30% menor em relação ao seu antecessor.Além do motor de combustão interna, o conceito do trem-de-força, pela primeira vez, integra dois sistemas híbridos. Como no passado, uma unidade geradora (MGU) recupera a energia cinética durante as frenagens, que é armazenada em um volante elétrico. Pela primeira vez, a turbina do motor é ligada a um equipamento eletrônico, o que possibilita converter a energia térmica dos gases do escapamento em energia elétrica - quando a pressão do turbo atinge seu limite, por exemplo. Esta energia também flui para o sistema de armazenamento do volante elétrico. Quando o carro acelera, a energia armazenada pode tanto voltar ao MGU no eixo dianteiro como para o inovador turbocompressor eletrônico, dependendo da estratégia adotada.

O design destes sistemas e seu impacto direto no motor e no gerenciamento do trem-de-força requer complexa coordenação e trabalho de refinamento. A Audi Sport inicialmente fez análises teóricas e simulações, seguidas de testes de simulador e, desde outubro, em testes de pista. As opções disponíveis aos pilotos e engenheiros, como resultado das novas tecnologias empregadas, tornaram-se maiores do que nunca.

Aerodinâmica significativamente alterada
Mesmo no passado, os carros-esporte LMP1 com cockpits fechados eram considerados os mais seguros de todas as categorias. Dois fortes acidentes na prova de Le Mans em 2011 com os carros da Audi foram prova disso, quando seus pilotos saíram ilesos. Mas não há razões para interromper o desenvolvimento deste item. O novo regulamento estabelece novos artigos que continuam a busca pelo mais alto nível de segurança.O novo monocoque deve resistir a cargas maiores de impacto. Ao mesmo tempo, ele foi reforçado com camadas adicionais de materiais difíceis de serem perfurados em caso de impacto concentrado, o que reduz o risco da penetração de objetos pontiagudos em acidentes.

Pela primeira vez, os cabos que prendem as rodas e a suspensão ao carro foram exigidas. Eles conectam as rodas dianteiras e a suspensão ao monocoque, e as traseiras à estrutura do chassi. Cada um dos dois cabos exigidos por roda devem suportar forças de 90 KN - o que equivale ao peso do de nove toneladas métricas. Outra novidade é a instalação de uma estrutura de absorção de impactos na traseira do carro, atachada à transmissão - chamada de "crasher".Este é mais um exemplo dos consideráveis desafios encarados pelos engenheiros da Audi, já que todas estas inovações acarretam no aumento do peso do carro, além da adoção do segundo sistema híbrido. O protótipo anterior pesava 915 quilos. Mas no futuro ele pode ser reduzido a 870 quilos - o que significa que a tecnologia de design ultra-lightweight, desenvolvida pela Audi, alcança uma nova dimensão.

Outras várias inovações - por exemplo nas áreas de visibilidade e ergonomia interior do cockpit - caracterizam o novo Audi R18 e-tron quatttro que fará sua estreia em corridas nas 6 Horas de Silverstone no dia 20 de abril. O ponto alto do Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC) será nas 24 Horas de Le Mans, nos dias 14 e 15 de junho de 2014. O objetivo é claro: a Audi trabalha na continuidade para manter o papel de liderança de que tem desfrutado nos carros-esporte desde 2000 e mais uma vez demonstrando seu lema "Vorsprung durch Technik (Vantagem através da Tecnologia, em alemão)" em Le Mans.

Parceiros internacionais a bordo
O novo Audi R18 e-tron quattro estará no grid junto de fortes parceiros na temporada 2014. Pela primeira vez, a empresa brasileira Aethra Sistemas Automotivos e a fabricante suíça de relógios Oris irão apoiar a defesa dos títulos de pilotos e construtores no WEC. Os dois novos patrocinadores complementam o portfólio de parceiros internacionais da Audi no programa de carros esporte-protótipos, que inclui Akrapovic, Alpinestars, Bosch, Castrol, ITK Engineering, Mahle, Michelin e OZ.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Toyota entrega 20 Prius para frota de táxis híbridos de São Paulo



O Prius, veículo híbrido mais vendido do mundo e que foi apresentando ao mercado brasileiro durante o Salão do Automóvel de São Paulo, já pode ser visto rodando nas ruas da capital paulista. Isso porque, a Toyota entregou 20 unidades a empresas frotistas que aderiram ao Programa de Táxis Híbridos, implementado pela Prefeitura da cidade conforme decreto 53.223, de 19 de junho de 2012.
De acordo com o decreto, que visa iniciar e incentivar a operação de táxis movidos a energias mais limpas e sustentáveis, a Toyota poderá ofertar outros 96 carros, totalizando 116. 

Pelas regras municipais, as empresas interessadas serão autorizadas a comprar pacotes com, no mínimo, cinco carros, sendo que obrigatoriamente dois deles precisam ser híbridos, dois flex e um acessível, para atender pessoas com necessidades especiais.
A iniciativa da Prefeitura de São Paulo segue a tendência do que vem sendo feito em outras capitais mundiais, que contam com veículos híbridos em suas frotas de transporte público.

Sobre o Prius
Lançado em 1997, o Prius foi o primeiro veículo da história equipado com motores a gasolina e elétrico, utilizando a tecnologia Toyota Hybrid Synergy Drive, a ser produzido em escala comercial e suas vendas, ao longo desses anos, já ultrapassaram a marca de 3,2 milhões de unidades em todo o mundo, sendo mais de 1,2 milhão apenas nos Estados Unidos. Tais números tornaram o Prius um ícone entre os veículos com tecnologia sustentável. O modelo chega ao Brasil em sua terceira geração.

O modelo é equipado com um motor a gasolina de ciclo Atkinson, com quatro cilindros em linha e cilindrada de 1798cc, de estrutura muito compacta, especialmente desenhado para trabalhar em combinação com o motor elétrico.
O motor elétrico de 650 Volts que equipa o Prius é dotado de corrente elétrica alternada trifásica e funciona em sincronia com o motor a combustão, para potencializar o desempenho em altas velocidades e impulsionar as rodas quando o veículo estiver funcionando exclusivamente no modo elétrico. O Prius que chega ao Brasil tem potência máxima combinada (motores a combustão e elétrico funcionando juntos) de 138 cv.
Durante o processo de frenagem regenerativa, o motor elétrico trabalha como gerador de energia de grande capacidade, transformando parte da energia cinética, que se perde nos veículos tradicionais, em energia para o carregamento da bateria do sistema híbrido, que abastece o motor elétrico. A tecnologia Toyota Hybrid Synergy Drive utiliza uma potente bateria autônoma, que alimenta o motor elétrico, com potência máxima de 27 kW, para o armazenamento de energia e que reúne as seguintes qualidades:

- Dispensa carga externa
- Não necessita manutenção nem troca periódica