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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Venda de veículos importados cresce 2,9% em julho


As dezesseis marcas filiadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, com licenciamento de 3.100 unidades, anotaram em julho alta de 2,9% em relação a junho último, quando foram vendidas 3.013 unidades importadas. Ante igual período de 2017, o resultado de maio é 14,3% maior. Foram 3.100 unidades contra 2.712 veículos emplacados em julho do ano passado.

No acumulado, as associadas à Abeifa anotaram 21.047 unidades importadas licenciadas, alta de 31,5% em relação às 16.001 unidades emplacadas de janeiro a julho de 2017.

O presidente da Abeifa, José Luiz Gandini, avalia que “embora as vendas no mercado interno em julho tenham sido as melhores deste ano, para o setor de importados foi apenas o quarto melhor mês, tudo indica ainda sob a pressão do câmbio. Infelizmente, o setor foi forçado a rever promoções e, em alguns casos, até aumentar seus preços em reais”.

Para Gandini, “depois da greve dos caminhoneiros e da Copa do Mundo que, de alguma forma, influenciaram o comportamento de vendas em maio e junho, a falta de confiança do consumidor ainda persiste. Mas a pequena reação em julho já sinaliza que teremos um segundo semestre melhor, mesmo com outro fenômeno importante do ano, as eleições”.

As cinco marcas que mais venderam, de janeiro a julho de 2018, foram a Kia Motors (6.899 unidades / +46,4%), Volvo (3.274 / +78,4%), Jac Motors (2.502 / +27,6%), BMW (1.551 / +33,7%) e Lifan (1.519 / -0,8%). No mês de julho, Kia Motors (804), Volvo (606), Jac (300), Suzuki (268) e Land Rover (237) formam o quadro das cinco marcas que mais licenciaram.

Participações – Em julho último, o total de 3.100 unidades importadas da Abeifa significou 1,58% do mercado interno, que emplacou 208.551 automóveis e comerciais leves. Se considerado somente a importação total, as associadas à Abeifa responderam por 11,61% (do total de 26.704 unidades importadas).

Em outro cenário, de produtos nacionais fabricados por afiliadas à entidade mais o volume importado, as 16 empresas licenciaram 4.951 unidades licenciadas em julho. Com esse total, a participação das associadas à Abeifa subiu para 2,37% do mercado interno de autos e comerciais leves (208.551 unidades).

Produção local – Entre as associadas à Abeifa, que também têm produção nacional, BMW, Chery, Land Rover e Suzuki fecharam o mês de julho com 1.851 unidades emplacadas, total que representou alta de 1,1% em relação a junho de 2018. Comparado a julho do ano passado, a alta é de 1,3%, quando foram emplacadas 1.828 unidades nacionais.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Lifan completa cinco anos no Brasil e projeta crescimento em 2018

No momento em que completa cinco anos de atuação no mercado brasileiro, a Lifan Motors confirma a chegada do SUV X80 e espera anunciar outro SUV novo em 2018. 

Ambos se juntarão ao novo X60 para aumentar a linha de produtos e impulsionar a retomada do crescimento da marca no Brasil. 

Apesar do pouco tempo que atua comercialmente no País, a Lifan Motors marcou sua presença no mercado dentro de segmento de SUVs, com o X60, SUV compacto lançado em 2013 e que se tornou o veículo de marca chinesa mais vendido no Brasil em 2014, 2015 e 2016.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Lifan no Salão do Automóvel

Lifan X60 ganha câmbio CVT e novo design para 2017O SUV Lifan X60, veículo chinês mais vendido do Brasil desde 2014, virá a partir de sua versão 2017 com o esperado câmbio automático CVT. O carro também passou por um completo facelift em seu design externo e recebeu diversos aprimoramentos no acabamento interno, visando dar ao SUV um aspecto de maior sofisticação. Esta é a primeira grande mudança sofrida pelo SUV desde o seu lançamento em maio de 2013. No final de 2015 houve uma pequena modificação no design, com novas lanternas traseiras e grade frontal. 

Contudo, o que era mais esperado pelos consumidores vem agora na versão 2017, com a introdução do câmbio automático CVT. O Lifan X60 CVT tem sua chegada ao mercado prevista para o segundo trimestre de 2017 e ainda não tem preço definido. O veículo continuará sendo oferecido em duas versões, Talent e VIP, que se diferenciam pelo teto solar e detalhes de acabamento interno na VIP. A partir de meados de 2017, os consumidores poderão também optar pelas versões com câmbio mecânico ou automático CVT.

SUV X80 é exibido e está nos planos

Um SUV grande e luxuoso e que ainda será lançado na China será exibido para o público brasileiro no Salão do Automóvel 2016. Trata-se do Lifan X80, um SUV para sete passageiros, equipado com motor à gasolina 2.0 TSI que desenvolve 181 cv de potência e vem equipado com câmbio automático de 6 marchas. O carro está em fase final de ajustes para lançamento na China e em outros grandes mercados da marca, como a Rússia e posteriormente o Brasil. Mas por enquanto, o carro está em exibição no Brasil apenas para pesquisa de mercado. “Como o carro ainda não foi lançado, não podemos nos precipitar e afirmar categoricamente quando o carro chegará no Brasil, mas ele está nos planos”, afirma Luiz Augusto Zanini, diretor de marketing da Lifan Motors.



Público visitante ganha prêmios no estande da Lifan
No espaço da Lifan Motors no Salão do Automóvel 2016, o público visitante poderá participar de várias ações promocionais e concorrer a diversos prêmios, dependendo da atividade. Canivetes, porta-bolsas, kit de ferramentas, camisetas, bonés, mochilas e até tablets estão entre os prêmios. Serão quatro atividades que acontecerão em diferentes horários durante todos os dias do evento, todas com a interação do público com a marca, seus produtos e seus destaques no Brasil e no exterior. Veja a seguir detalhes de cada atividade:

 1.Caça ao Tesouro: Os participantes se inscrevem no local, recebem uma cartela e percorrem o estande em busca das respostas, que estão nos carros expostos. Com todas as respostas certas anotadas na cartela, cada participante recebe um brinde.

 2.Sua Selfie Vale Prêmios – Através das mídias sociais e no estande da Lifan, as pessoas serão incentivadas a clicarem uma “selfie” na qual apareça a logomarca da empresa Lifan. Esta “selfie” deverá ser postada na própria página do Facebook com a hashtag #lifannosalaodoautomovel. As fotos mais curtidas até o final do Salão do Automóvel 2016 serão premiadas (Autorização Caixa Nº3-2840/2016).

 3.Quiz Lifan – Uma promotora convidará o público que estiver passando a entrar e participar do Quiz Lifan. Após a exibição de um filme sobre um dos produtos Lifan expostos, a animadora escolherá alguns participantes para responderem as perguntas relativas ao filme exibido. Os que acertarem as respostas levam prêmios.


 4.Você o narrador – Uma promotora convidará o público que estiver passando a entrar e participar da atividade. Aqui o público que curte futebol será convidado a assistir o vídeo sobre o Chongqing Lifan, o time de futebol da Lifan. Em seguida serão escolhidos três participantes para narrarem um lance de gol envolvendo um dos jogadores brasileiros que jogam no time da Lifan – Fernandinho e Alan Kardec. A melhor narração, na opinião do público presente no momento, leva o prêmio.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 0716 - 12.02.2016 - edita@rnasser.com.br 

Solidão apequena a JAC
Da posição corajosa de importar os chineses JAC devidamente adequados ao gosto do consumidor brasileiro; de vendê-los equipados a preço de carro pelado; de inaugurar 50 concessionários no dia do lançamento da marca; de anunciar fábrica na Bahia, o pacote de iniciativas do empresário paulistano Sergio Habib foi atrapalhado por condições estranhas ao seu negócio. Governo federal, por preocupação, ou instigado pelos fabricantes concorrentes, criou imposto adicional de 30 pontos percentuais, inviabilizando as importações e, evento paralelo, o Banco de Desenvolvimento da Bahia não liberou financiamento prometido.

Resultado buscado, o mercado de importados caiu e Habib cortou custos como pode; demitiu gente; fechou revendas JAC e Citroën – é o maior operador da marca; e, com permissão da licença pouco poética, comeu o pão que o diabo amassou com o rabo para manter-se hígido economicamente.

Sem financiamento, fez sociedade com a JAC chinesa para construir a fábrica, mantendo sua a distribuição. Entretanto dois fatores novos levaram a nova e total alteração: a retração de vendas e a insegurança jurídica no país, fizeram chineses deixar o negócio.

Simples
Sozinho na iniciativa, entre escriturar o prejuízo e largar tudo para dedicar-se ao conforto de aposentadoria precoce, o sangue hebreu de Habib instou-o a deter o prejuízo e correr atrás do lucro: deu monumental freada no projeto, virou-o a 90 graus. Na prática fará sozinho os carros chineses em Camaçari, Bahia, porém em escala menor. Enxugará o processo industrial: em vez de fabricação, montagem CKD – importação de veículos desmontados – para armar aqui; instalações modestas; agregação de poucas partes nacionais. Seguirá a cartilha do programa oficial Inovar-auto, de nacionalização mínima – pneus, rodas, mangueiras, correias, bateria e pouca coisa mais. É marcha a ré industrial pois os aderentes a tal regra fazem em 2016 menos que a Willys-Overland praticava ao iniciar operações brasileiras no longínquo 1954, pré indústria automobilística nacional. Quer reter custos a R$ 200M – aproximadamente US$ 50M.

Processo simplório, aumentando lentamente as intervenções industriais e o desenvolvimento de componentes nacionais. Volume, projetado em 100 mil unidades/ano contrair-se-á a 20 mil anuais – 1% do mercado nacional.

Fábrica em módulo inicial iniciará construção em dias e pretende expelir as primeiras unidades em janeiro de 2017.

Habib tem pressa. Ajusta passos iniciais com a JAC, incluindo mudar o produto, agora o T 5 um SAV focado nas dimensões do Ford EcoSport.

Do saco, a embira. E da embira, um pedaço, dizia a minha avó, sábia macróbia. Este Habib é resiliente como uma aroeira.

VW muda foco e apaga o Das Auto
Para mostrar ter equacionado a crise das emissões dos motores diesel, além da apuração, da catarse interna, da contratação dos melhores executivos em área jurídica, de compliance, lobby, investigação, Volkswagen agora quer expor a mudança a público. Começa mudando o inexplicável slogan, Das Auto – em alemão O Carro -, objeto de ácidas críticas a partir da imprensa considerada.

Está em campanha europeia e logo chegará ao Brasil exibindo mudança mundial de enfoque, adotando linha emocional. Como disse Jorge Portugal, VP de Vendas no Brasil, o slogan era arrogante, e a marca quer dirigir sua comunicação às pessoas, ao povo, como está em seu nome – Volks é povo, pessoas, em alemão. Texto enfatizará qualidades em torno de frase criada para recuperar credibilidade e clientes: antes, agora, sempre.

Carnaval acelera lançamentos
Mercado retraído, vida deve continuar, alemãs Audi, BMW e Mercedes importaram novidades. Quantidades contidas pois a trinca se  concentrará em vender maior número possível dos veículos em início de produção local pelas duas primeiras – Mercedes o fará a partir de março. Traço comum, todos os modelos saltaram de preço, expondo a correção do dólar e, imagina-se, um colchão para absorver futuros aumentos a curto prazo.

Audi e Q7
Refez o Q7, maior de seus utilitários esportivos. Regras de consumo ditaram as intervenções: reduziu 325 ! kg, por intenso uso de alumínio na suspensão independente e na estrutura – há, apenas, duas pequenas vigas em aço especial; motor V8 4,2 litros substituído por V6, vigoroso compressor mecânico com embreagem para desligá-lo ao gerar 25 m.kgf de torque, gerando 333 cv de potência, circa 45 m.kgf de torque. Menor, mais leve e mais forte, vai de 0 a 100 k/h em 6,1s, velocidade final cortada a 250 km/h.

Seguiu a tendência mundial agregando-lhe enorme relação de infodiversão – incluindo a mágica de diminuir instrumentos no painel; do sistema de visão noturna percebendo obstáculos antes da visão humana; tela de 31 cm conectada ao sistema multimídia, permitindo ver de mapas a agenda telefônica.

Caixa automática com oito marchas, tração permanente em todas as rodas na relação 40/60%, sistema de freio na subida, de controle automático nas descidas. Enfim, pacote rico e à altura da preocupação de liderança tecnológica da marca. Em relação aos concorrentes Porsche Cayenne - com quem divide muitas peças -, e Land Rover Sport, disputa parafuso a parafuso. Preços, R$ 400 mil versão de entrada, e R$ 490 mil com opcionais.

BMW e X1
Inicia importado, abrindo picada no mercado do segmento, à produção nacional a iniciar-se próximos dias em Araquari, SC. Embora a maioria dos condutores não perceba, espelha o uso da arquitetura mecânica pelo degrau inferior dos BMW e o superior dos Mini. Característica básica é ter tração dianteira, opcionalmente integral. Motor transversal re arranjou espaços, e apesar do comprimento assemelhado à versão anterior, obteve mais conforto em largura, altura, porta malas. Estilo deu-lhe cara de SAV.

Duas versões na motorização, quatro cilindros em linha, 2,0 litro: versão de entrada, 192 cv e 28,5 m.kgf de torque a surpreendentemente baixos 1.250 rpm; e 231 cv e tração nas quatro rodas.

Ambas são de extremo agrado ao conduzir, dóceis, ágeis, seguras, bem equipadas com ar condicionado em duas zonas, faróis em LEDs e sistema multimídia. Três preços: X1 básico a R$ 167 mil; sDrive2.0i X Line, intermediária, com teto solar, bancos e tampa do porta malas elétricos, a R$ 180mil. Se o condutor dedicar-se a leituras superiores ao Mobral mecânico, cometerá um suinocídio, quebrará o porquinho da poupança, e dele retirará os R$ 200 mil para a versão de topo xDrive25i, muito superior.

Mercedes – os G
Padronizou seus produtos com habilidades fora de estrada sob a letra G. Tem dois novos: GLE Coupé, simbiose entre SUV e cupê, muito lembrando o estilisticamente polêmico BMW X6; e o GLC, sucessor do GLK.

GLE – veículo de luxo, motor V6 bi turbo, 3,0 litros, 333 cv e 49 m.kgf de torque a 1.600 rpm. Segue o caminho mundial de muita força em baixas rotações, transmissões automáticas com nove velocidades, permitindo girar em marchas altas – e rotações baixas. Oferece cinco regulagens de motor e suspensão, de acordo com a necessidade ou gosto, e interior tem toques da preparadora AMG, como couro com pesponto vermelho e volante esportivo.

GLC – Substitui o GLK, mal sincronizado com os compradores. Era baixo, perdendo a aparência agressiva tão demandada pela clientela. Cresceu uns 12 cm na distância entre eixos e perdeu 80 kg no peso. Motorização 2.0 Turbo, 211 cv, transmissão automática de 9 velocidades, tração integral e o Dynamic Select, regulagem para diferentes usos.
Preços de R$ 223 mil para versão GLC250 4Matic, a R$ 265 mil para Sport.

Roda-a-Roda

Fim – Toyota dará fim à marca Scion. Nome em tradução livre é filho, rebento, criada para modelos destinados aos consumidores jovens. Descobriu, estes preferem dizer têm um Toyota. É a força do nome.

Conjuntura – Outro automóvel criado por advogados, o Polo Ameo, para mercado indiano. Não se imagine profissionais do direito substituindo designers, pois agem em plano superior, sugerindo ao governo molde legal para lei de incentivos a veículos com menos de 4m de comprimento, motores até 1,2 litro.

Corte – É o Polo e sua plataforma PQ 25 ao qual seccionaram o porta malas criando duas versões, hatch e sedã de três volumes. Motor 1,2 de três cilindros produzindo apenas 73 cv – no Brasil o 1,0 faz 80 cavalos. Extra incentivo, opção diesel 1,5 litro e transmissão automática DSG de 7 velocidades.

Mudança – Foi-se o tempo de carros definidos por técnicos, engenheiros. Agora o são pelos advogados: os do governo estabelecem parâmetros de emissões, poluição, segurança, tributação, e os das empresas sugerem os limites para a obediência à lei. Daí, são feitos.

Tempo – Fábrica do chinês Lifan no Uruguai – montada para fornecer Brasil -, fechou portas até março. Contração de 45% no mercado de importados, detém produção até limpar pátios da montadora e concessionários.

Situação - Globalização é isto. Borboleta bate as asas no Cerrado de Goiás, e faz criar fenda em montanha no Tibete.

Resgate – FCA foi a Munique resgatar Roberto Fedeli, ex engenheiro chefe da Ferrari, trabalhando na BMW. Para lugar especialmente criado, 2º. na marca, reportando-se ao CEO, missão de botar ordem no processo de conformação, produção e lançamento do multi prometido e atrasado Alfa Romeo Giulia Quadrifoglio, cara do renascimento da marca.

Causa – Razão do atraso, dificuldades de aprovação nos testes de impacto. Ordem maior, iniciar produção no 31 de março – curiosa quinta feira -, e venda em julho. Versões 2,0 Otto e 2,2 Diesel no Salão de Genebra, março.

Mais – Calendário na Maserati, outra marca FCA renascida, também está lento. O SUV Levante, prometido para o ano passado, foi reprogramado para julho.

Paraíso – Alfistas sonharão com resultados da contratação e a nova intimidade de Fedeli com os métodos alemães. Diz-se, melhor automóvel do mundo terá linhas italianas e construção alemã. Pior, ao contrário ...

Tecnologia – Fábrica de pistões Mahle desenvolveu tecnologia para reduzir consumo de óleo lubrificante nos motores com bloco em alumínio e camisas em ferro: revestiu-as externamente com níquel. Tecnologia nacional, do Centro Tecnológico da empresa, em Jundiaí, SP.

Problema – Causa é má troca de temperatura entre cabeçote e bloco, causando distorção nas camisas e irregularidades no espaço entre face interna e os pistões.

Solução – Sem saber, resolveu dois problemas até então insolúveis de festejado fabricante nacional, consumo de óleo e empeno dos blocos de motores. Drama caro para segundos donos e seus carros sem garantia.

Razão – Em dois anos grupo indiano Mahindra viu queda de vendas de 48% para 37% em seu país. Pesquisou e descobriu, problema estava no design tosco dos produtos– ou no amadurecimento dos compradores ...

Resolução – Pessoal decidido. Foi ao mercado e, em vez de contratar um designer festejado como talento e grife, comprou o top no setor, mítica Pininfarina, criadora de Ferraris, Maseratis, Rolls-Royce...

Desafio - Italianos terão trabalho. A linha de veículos, picape e SUV, derivam das antiga Rural Willys. Como me disse um mecânico em Goiás, mais feios que bater em mãe ...

Festa Mercedes-Benz iniciou festejar seus 60 anos no Brasil. Aplicou enorme numeral em neon ao lado da estrela, logo da empresa, sobre o prédio da administração maior, em São Bernardo do Campo, SP. Tem muito a festar, incluindo marcas industriais como os primeiros motor diesel, caminhão e ônibus feito no país.

Antigos – Paris, semana passada, leilão da Artcurial, na Rétromobile, Ferrari 335 Sport carroceria Scaglietti cravou US$ 35.807.096. Recorde no modelo.


Lamentável – Pilantras que surrupiaram a Petrobrás, o erário publico, os sonhos e o futuro do país, hoje gastando para se defender das grades, não aplicaram o fruto – ou o furto ... – em automóveis antigos. Poderiam ter trazido modelos referenciais, e apreendidos ficariam aqui, melhorando nosso acervo. Sobrou rapina, faltou cultura.


Gente – Pablo Di Si, 46, graduado em finanças, com Harvard no currículo, novo presidente da VW Argentina. OOOO Era chefe de operações e vp de finanças, experiente na área, aqui foi diretor financeiro na Fiat. OOOO Nomeação está no gabarito de controle por David Powel, presidente da VW do Brasil e treinando para ser no. 1 na América Latina.OOOO Lá e cá quer nos postos chaves quem fale a língua e entenda o país. OOOO Dr Joseph-Fidelis Senn, 58, ex diretor de Recursos Humanos da VW Brasil, onde fomentou a participação da empresa em usinas hidroelétricas próprias, e ex presidente da VW Argentina, saída. OOOO Muda-se a Paraty, RJ, - projetos sociais. OOOO Christine – Chrissy - Taylor, mulher mais importante do segmento de locação de veículos, VP e COO da Entreprise, National e Alamo Rent-a-Car.OOOO Empresa familiar, é terceira geração no negócio. OOOO Iniciativas anteriores fizeram empresa saltar em locações em aeroportos; pool em vans; car sharing; e locação por hora, dia, semana, largos períodos. OOOO O futuro do automóvel. OOOO

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Lifan lidera dentre marcas chinesas em novembro

Pela primeira vez desde que iniciou suas operações comerciais no Brasil há três anos, a Lifan fecha um mês na liderança de vendas dentre as marcas chinesas. Em novembro a Lifan emplacou 412 veículos contra 350 da segunda colocada e 288 da terceira.

Outro dado positivo é a manutenção do crescimento da Lifan em 2015, apesar da queda de 24% do mercado. No volume acumulado em 2015, foram vendidas 4.500 unidades contra 4.439 de igual período de 2014, o que representa alta de 1,4%. Com este resultado, a Lifan se mantém no pequeno grupo de marcas que crescem em 2015.

O carro-chefe da marca no Brasil, o SUV Lifan X60, continua sendo o veículo mais vendido dentre as marcas chinesas, com quase mil carros à frente do segundo colocado. “Estes resultados ganham maior significado para nós em função de nosso line-up ter apenas três produtos e de estarmos presentes no mercado brasileiro há três anos”, fala Luiz Zanini, diretor de marketing da Lifan Motors.

O diretor comercial da Lifan Motors, Jair Leite de Oliveira, considera ainda que, apesar do cenário econômico adverso para todo o setor, a marca alcançou resultados positivos. “Esperamos notícias melhores na economia em 2016, mas independente do panorama, vamos no caminho do crescimento gradativo para consolidar nossa presença no mercado brasileiro”, prevê Jair.

sábado, 14 de novembro de 2015

Lifan 530 oferece um ano de seguro grátis

Ao completar seu primeiro ano no mercado brasileiro, o sedan compacto Lifan 530 se mostra uma boa oportunidade para consumidores que querem comprar um carro econômico, confortável e que oferece um padrão de equipamentos só encontrado em carros de categoria superior.


Apesar de ser novato no mercado, o Lifan 530 pouco a pouco busca seu espaço no segmento dos sedans compactos, onde a competição é das mais fortes e com muitos concorrentes. Por isso, além de oferecer a melhor relação custo-benefício da categoria, a partir de agora o Lifan 530 sai com um ano de seguro total grátis, o que representa um custo de até 5% do valor do carro.

Este sedan compacto destaca-se pelo design refinado e alinhado com as últimas tendências do design automobilístico, pela economia do motor 1.5 VVT de 103 cv de potência máxima e pelo generoso pacote de equipamentos, que o colocam como um modelo premium dentro da categoria. Pensado para atender a um consumidor que não se contenta com pouco e traz detalhes que normalmente só são encontrados em sedans de classe superior.

Sua extensa lista de equipamentos mescla itens de conforto, segurança e conveniência. O Lifan 530 traz airbag duplo, sistema de freios com ABS e EBD, sistema Isofix para fixação de cadeiras para crianças, direção elétrica, o sistema multimídia (versão Talent) que inclui DVD/CD/Rádio AM-FM, tela touchscreen 7”, GPS, MP3, Bluetooth com conexão de chamada de telefone celular e entrada para cartão micro SD, entrada auxiliar e USB no console central, computador de bordo, banco do motorista com regulagem de altura, câmera de ré (versão Talent), entre outros.

Outro detalhe do carro é o piso flat no banco traseiro, que tem o encosto traseiro bipartido e rebatível (1/3 – 2/3), o que garante múltiplas configurações para levar cargas maiores no porta-malas de 475 litros. Há ainda luzes de leitura individuais para motorista e passageiro, ajuste elétrico de altura dos faróis e o volante possui regulagem de altura.

O Lifan 530 está disponível nas concessionárias Lifan de todo o Brasil em duas versões, 1.5L (R$41.990,00) e Talent (R$43.990,00) nas cores preto, prata, vermelho, branco e azul.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Lifan X60 zero km continua com um ano de seguro total grátis



Além de ter mantido o preço do SUV X60 em R$59.990,00, a Lifan Motors decidiu prorrogar até o final de outubro de 2015 a promoção “Um Ano de Seguro Total Grátis”, que dá um ano de seguro grátis na compra do X60 zero km na rede de concessionárias da marca em todo o Brasil.


Com validade para todos os modelos X60 zero km, a promoção esteve em vigor em 2014 e voltou em junho de 2015. A previsão era terminar em agosto, mas a Lifan Motors resolveu prorrogá-la até o final de outubro de 2015. “Para o X60, o valor do seguro igual ao que estamos oferecendo tem um peso significativo no custo do carro e não ter este custo representa uma boa economia, além da vantagem adicional de independer de perfil do consumidor ou da região”, explica Luiz Zanini, diretor de marketing da Lifan Motors.

O seguro é um dos itens que mais preocupa os consumidores de automóveis no Brasil e já é praticamente obrigatório para quem tem carro e deseja preservar seu patrimônio. “Com o mercado retraído, somos uma das poucas marcas que crescem em vendas em 2015 e queremos manter assim. Por isso estamos estendendo a promoção do seguro grátis”, justifica Jair Leite de Oliveira, diretor de vendas da Lifan Motors.

A promoção “Um ano de Seguro Total Grátis” para o SUV X60 da Lifan Motors é valida para qualquer modelo zero km na rede de concessionárias Lifan de todo o Brasil. A cobertura do seguro é para colisão, incêndio, roubo, furto e terceiros (RCF), com R$50.000,00 para danos materiais e R$50.000,00 para danos corporais, não inclui carro reserva ou qualquer tipo de desconto na franquia de R$4.200,00 de responsabilidade do consumidor em caso de colisão. A Apólice do Seguro é da Indiana Seguros S/A (Liberty Seguros).

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 2615 - 26.06.2015 - edita@rnasser.com.br 

O renascer da Alfa Romeo
Noite de 24 de junho, dia de São João no Brasil, a FCA, Fiat Chrysler Automobiles, em Milão, Itália, no revivido Museu Alfa Romeo, comemorou os 105 anos da marca, fez seu re lançamento.Festa emocional como apenas a Alfa Romeo poderia fazer – nenhuma outra marca consegue juntar emoção, história e criatividade tecnológica.

O automóvel a abrir reviravolta é o Giulia, nome mítico desde os anos ’60, quando uniu performance, o prazer de dirigir e o comportamento esportivo a preço contido. No caso, a Fiat contratou time de engenheiros dedicado ao novo produto. Deu-lhes a liberdade da imagem de SKUNK, o nome da mítica equipe montada pela estadunidense Lookheed para criar um novo avião de caça, capaz de deter o avanço alemão – em apenas 150 dias.

Fizeram, 7 dias antes do prazo, e a partir de folha em branco, o primeiro jato da Força Aérea dos EUA.

No caso Alfa, isolamento, dedicação total, superando a carga de trabalho usual na FCA em todo o mundo – não raro 14h/dia -, e foco em criar produto para ser continuação do condutor. Materiais leves em todos os grupos – motor, câmbio, suspensão, freios, carroceria -, aços com espessura variada, alumínio, fibra de carbono, plástico, freios mesclando materiais leves e eficientes em trabalho, como fibra de carbono e cerâmica. Objetivo, conseguir o menor peso, a melhor aerodinâmica – disse ser o menor CX dentre os concorrentes –, e a menor quantidade de quilos a ser movida por cada cavalo do motor. Este, V6 com base Ferrari, todo em alumínio, desloca 3.000 cm3, usa dois turbo alimentadores, e faz relinchar 510 cavalos de força. Cada um deles moverá 2,99 kg, oferecendo reações muito prontas, como acelerar dos 0 a 100 km/h em 3,9s.

Voltou-se à arquitetura mecânica consagrada pela Alfa: tração traseira, com eixo em multi link. O alumínio foi para a suspensão dianteira exclusiva da marca.

No direcionamento de livre criar, em busca dos melhores resultados nos componentes, incluindo eletrônica de segurança em pioneiro sistema oTorque Vectoring, harmonizador de tração através de duas embreagens no diferencial, também a carroceria com a menor rigidez torcional em sua categoria.
Esteticamente harmônico, porta malas contido, é um 2 e ½ volumes, grandes portas, eixos deslocados aos extremos, distribuição de peso, sonho de projetistas, 50% sobre cada eixo.

Não foi lançamento de automóvel – o Giulia será exibido em formas e versões em setembro, Salão de Frankfurt, terra dos concorrentes Mercedes Classe C, BMW Series 3 e Audi A3. Foi de marca, festa bonita, responsável, sangue latino, perseguindo eficiência germânica – como, aliás, é o objetivo de qualidade construtiva. Será produto italiano comandado por um alemão, Harald Wester, com projeto liderado por outro, Philippe Krief. Design italiano por Lorenzo Ramaciotti, ex Ferrari. Fabrício Curci, Head, o número 1 da marca, assumiu o lançamento.Encerrou com Andrea Bocelli, declamando e cantando Nessun Dorma.

Momento de emoção, no crescendo da música entrou o Giulia, sem barulho para não ofuscar a performance, e girou mansamente como um bicho bravo acatando a liderança do dono do momento. Foi a apresentação mais emocionante que já assisti. Creio também pelas pelas 250 pessoas presentes, entre jornalistas, diretores, autoridades do governo italiano. Quem não estava secando as lágrimas, levantou-se e aplaudiu o tenor, dono do show.

E ?
Re erguimento da marca, grandes pretensões, encerrar tropelias de décadas, vender 400 mil em 2018, auxiliados por mais sete novos Alfa. Do Giulia exibiu-se versão de topo, a Quadrifoglio, conjunto mais forte e tração nas 4 rodas.

Brasil ? Virá, mas demora. Pelo menos até 2018, após abrir espaço na agenda e no orçamento da FCA brasileira para acertar a suspensão às nossas ruas e estradas com irregularidades pós medievais; à gasolina com percentual incerto e não sabido de álcool; criar rede de distribuição; investir – em período dedicado a criar toda nova linha de Fiats.

Mais. A Alfa mudou a logomarca, tornando-a visualmente mais leve; abandonou a expressão Cuore Sportivo tão ao gosto dos Alfisti brasileiros, autora da confusão entre imagem e a grade frontal; e ao lançamento Sergio Marchionne, o CEO, referiu-se à grade como triângulo.

As festividades ocorreram no revivido Museu Alfa Romeo em Arese, prédio dos anos ’70, atualizado em projeto museal para ser ponte entre o passado e o futuro. O Alfa Romeo BR, clube da marca, organizou jantares italianos em 10 cidades brasileiras para saudar novidades, e fez entrega de banner comemorativo à Alfa durante a cerimônia.

Salón e suas poucas novidades
Três pavilhões  resumiram o Salón de Automóvil, Buenos Aires, até dia 28. Um êxito ante a contração de 25% no mercado argentino. Contido porém prazeroso programa no percurso marginado pelos estandes; apreciar a frota de automóveis do espólio de Juan Manuel Fangio, então penta campeão mundial de automobilismo; ver amostra do recém instalado Museo Bucci – da família há mais de século envolvida com carros de corrida, desenvolvimento, construção; ver os veículos assinaladores da história da IKA, sexagenária e pioneira fábrica de veículos instalada na Argentina.

Novidades
Tempo corre entre a presença no Salón e a realidade tátil do circular nas ruas e estradas. Ford inverteu. O Focus, argentino, em novo estilo iniciando segundo ciclo de vida no Salón, teve versão hatch primeiramente lançada no Brasil, maior mercado, com vendas em julho.

Demais, demoram, como o picape Oroch – pronuncie Oroche (nome é, como o Amarok, coisa de intelectual distante do mundo do automóvel, ou seu vizinho publicitário). É Renault, feito no Paraná, à venda em setembro, como linha 2016. Produto com foco exocético, destinado às intrépidas senhoras desafiantes da selva dos estacionamento dos shoppings, intrusas em fila tripla em frente às escolas, ou do guarda sol dos valets de estacionamentos em ruas sem vagas, é cabine dupla com tentativo conforto aos passageiros do banco posterior.

Menores dimensões ante os inexplicáveis similares a diesel, e foco claro: urbano e sem veleidades em performance, como informam seus motores 1.6 e 2.0, e respectivos 116 e 148  cv, assim como a tração dianteira, sem adjutório para impedir patinamento em situação onde não será demandado, como carregar carga em piso sem aderência.

Peugeot com novas atrações em projeto de vender automóveis bem compostos em aparência e conteúdo. Maior delas, importar o europeu 308, mais atualizado ante os mercosulinos 308. Este e o 408 evoluíram para receber o carimbo de modelia 2016, com alterações na plataforma, dianteira, parte interna. Ou seja, investiram em sensações visuais, táteis e comportamento dos automóveis. Entre 208, 2008, os 308 e 408 Miguel Figari, diretor geral na operação brasileira e autor das grandes mudanças internas e de produto que dobrar vendas até o final do ano. A postura da Peugeot é vender menos, mas fazer lucros.

Volkswagen nada mostrou como novidade ao Brasil, e Citroën, como a Coluna antecipou, não foi. Nada a mostrar, nada a gastar.

Em picapes, frustração. Não estavam o novo Toyota Hi Lux – já mostrado na Tailândia -, nem mudanças no Ranger. Entretanto, novidade maior é do setor: o multi marca picape Nissan. Repito a explicação da Coluna à época do anúncio. A Nissan, associada à Renault, instalar-se-á na Argentina. Lá produzirá chassi com parte rolante – eixos, direção, caixa de marchas, freios. Como Nissan será NP 300, novo em estilo. E fornecerá à Mercedes e Renault para fazer seus próprios picapes. Modelos 2017.

No produto, interessante a suspensão traseira, trocando os seculares feixe de molas semi elípticas, por molas com centro helicoidal e extremidades espiraladas, quatro braços tensores de ligação, vigorosas barras Panhard e de estabilização.

Aparentemente busca maior conforto de rolagem. Em outro extremo, o do picape bruto, volumoso, para macho man, o RAM 2500 da Dodge. Mexicano, aqui à venda no próximo ano.

Na área intermediária, entre os veículos de passeio e serviço, o Mercedes-Benz Vito, multi espaço com configurações para passageiros, carga e misto. Abaixo do Sprinter, é único no mercado, e amplo leque de aplicações. Motores flex e diesel.

Salón, bienal, alterna com o de São Paulo.

Roda-a-Roda

Processo – Chinesa Lifan altera o processo industrial iniciado no Uruguai, instalando em Itajaí, SC, um PDI – no jargão, pre delivery inspection, inspeção final do produto antes de enviá-lo às concessionárias. Lá ampliará ações para padronizar finalização dos carros e controle mais acurado de qualidade.

Durango – No Brasil é gíria significando estar sem dinheiro. No real é Utilitário Esportivo com cara e jeito do mercado norte-americano: cara de bravo, motor V6, 3,6 litros, 294 cv, 34 kgfm de torque, câmbio automático de oito velocidades.

Base – É versão Dodge do Jeep Grand Cherokee, fornecedor da parte rolante, com retoques para caracterizá-lo. 7 lugares, tela de 21 cm, sistema Uniconect e GPS. Atrás, leitor de Blue-Ray, dois LCD de alta definição, tela de 23 cm, entrada HDMI. A R$ 235.000, definitivamente não é para Durangos …

Audi – Diretorias de compras e produção da matriz Audi visitaram o final das instalações industriais no prédio da Volkswagen, nas beiradas de Curitiba, aprovaram e garantiram: produção Audi A3 sedan, 1.4TSI, iniciará em setembro.

Tendência – Na reta final para as definições de seu picape médio, a FCA lista possíveis nomes palatáveis aos mercados domésticos, latino e norte americano. Por enquanto Toro lidera preferências.

Pé - Jornal Folha de São Paulo publicou entrevista de Phillipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz. Claro e corajoso, curto e grosso. Disse: o país perdeu a previsibilidade e voltou 20 anos no tempo; o PSDB volta contra suas crenças e o PT, também, e isto arrisca investimentos. "É a pior crise dos últimos anos, volume caindo, preços estáveis, custos aumentando".

Óptica - Sua empresa vê o Brasil com desconfiança, porém mantendo investimentos para a fábrica de automóveis, mas foi executivamente objetivo para caracterizar a crise, a seu ver caseira, sem origem externa, como diz a presidente Dilma.

Ocasião - Sobre o ajuste fiscal, diz necessário, mas o governo deve reduzir seus custos. Ninguém precisa de 39 ministérios, arremata. Pela primeira vez executivo deste porte, empregador de 11 mil pessoas, toma coragem para engrossar reclamações sobre a inércia para resolver a situação econômica do país.

Gargalo – Passados sete anos de sua publicação, a Lei 11.705, a Lei Seca, mostra estatística ansiada: redução do número de pessoas que bebem e dirigem.

Trabalho - Espírito e resultados deveriam inspirar os legisladores a mudar a tipificação do crime de morte ao volante sob influência de bebida: em vez de homicídio culposo – sem intenção de matar -, em doloso, assumindo a responsabilidade do ato praticado. E ser inafiançável.

Ônus - A leniência das autoridades brasileiras, simplificando as punições com a singela argumentação da inexistência de cadeias, apenas justifica a omissão dos governantes, passando as consequências à sociedade.

Acerto – Conselho Nacional de Trânsito, Contran, pela Resolução 528/2015 proibiu licenciamento de veículos com direção do lado direito. Alega, regra básica do Código de Trânsito é circulação pela direita, iluminação e sinalização voltada aos condutores posicionados ao lado esquerdo. Excetuou os veículos de coleção.

De novo – Mais uma iniciativa para usar a imagem de Ayrton Senna: a TAG Heuer lançou coleção de relógios revivendo sua imagem. Quatro modelos da serie Carrera, marcados pelo “S”, e preços entre R$ 7.905 a R$ 20.605.

Fim – Fim do paulistano 3 Cilindros Clube, criado para cultivar a paixão sobre os DKW e seus motores 2 Tempos, tricilíndricos. Falta de interesse dos sócios, e insuperável crise administrativa por falta de registros das gestões anteriores.

Ocasião – Necessitas de motor novo para Alfa Romeo 164. 12 e 24 válvulas; Fiat Marea 2.0 ? Empresa paulistana arrematou estoques na Fiat italiana e tem-nos à venda. São Zero Km e únicos remanescentes no mundo. V6 3.0 12 e 24 válvulas a R$ 14.116,62; Marea 5 cilindros, 2.0 turbo, R$ 10.587,47; Tempra 2.0 SW 8V, R$ 6.207,00. Mais ?eduardo@comercialtonini.com.br

Gente - OOOO Paulo Panariello, antigomobilista, passou. OOOO Foi pioneiro em fazer vendas em 10x para facilitar negócios. OOOO Márcio Piancastelli, designer, idem. OOOO Um dos abridores de caminho no design automobilístico brasileiro, vencedor de concurso nacional, estágio na Itália, partícipe dos projetos do Corcel I, VWs TL, SP e Brasília. OOOO

Desafio da Fiat, renascer a Alfa
Dentre os desafios enfrentados pela Fiat nos últimos 6 anos, renascer a Alfa é projeto com o mesmo nível de dificuldades. No pequeno espaço de tempo, saiu da associação com a GM; propôs-se assumir e comprar a Chrysler; voltar aos balanços positivos; romper o etéreo laço institucional entre a Itália e a Ferrari, colocando suas ações em bolsa de valores; re lançar a Maserati.

A centenária marca – dia 24 marcou 105 anos de fundação -, é o melhor retrato da paixão italiana por veículos, e seu re surgimento, após temporada com apenas dois produtos, o MiTo e a Giulietta, é grande desafio.

A FCA visa integral troca de produtos da marca, buscando retorno aos conceitos mecânicos gravados pela memória Alfa, como a volta à ação traseira. Produto inicial, o Giulia – nome mundialmente simpático desde os anos ’60 – é o primeiro de família com oito veículos. Para voltar a ser objeto de paixão e admiração, como se manifestava Henry Ford – “quando vejo passar um Alfa Romeo, tiro o meu chapéu“, dedicou-se a apurá-los em projeto e construção, implantando tecnologicamente diferenciada fábrica de motores. E centrou a produção de mecânica e veículos na Itália, integrando a característica de paixão dos italianos à imagem dos novos Alfa.

Quer faze-los com espírito esportivo, construção acurada e o Giulia pretende concorrer na faixa mais aguerrida na Europa e EUA: com Mercedes Classe C, BMW Series 3, Audi A3, novo Jaguar XE. O volume, e os investimentos – atualmente calculados em circa E 6B -, mostram o tamanho do desafio. Como todos os projetos mirou foram vitoriosos, o Giulia, representando a nova era, está em boa companhia.



sexta-feira, 19 de junho de 2015

Roberto Nasser - De carro por aí

 
Coluna 2515-19.06.2015- edita@rnasser.com.br
Salón, mais novidades na Argentina
Salão do Automóvel em Buenos Aires, 19 a 28, novidades tanto em veículos lá  produzidos, quanto para os a ser fabricados em nosso país. Dos primeiros, futuro Chevrolet Cruze, com motores 1.5 turbo, 160 cv, geração perdida pelo Brasil pelas abrasões e dificuldades de relacionamento da empresa com o sindicato de metalúrgicos do Vale do Paraíba. O Cruze será produzido ao final do ano em corajoso plano de exportações continentais. Linhas tem toques ocidentalizados, lembrando partes do novo Malibu. Outro argentino, Renault Fluence em versão GT2, é evolução com mudanças visuais no spoiler frontal e rodas com novo desenho. Motor 2.0 turbo – 16V injeção indireta -, potência elevada a circa 200 cv. Transmissão mecânica 6 marchas.

Da marca, Sandero RS ainda produzido no Brasil – será transferido à Argentina a junto com Logan. Versão esportivada por engenheiros de ambos os países, ajustado ao motor 2.0, 16V, e 140 cv – potência modesta para a cilindrada.



Mercedes exporá o Vito, multi utilitário, abaixo do Sprinter, único na categoria. 
Produzido na Argentina, será lançado ao Salón. Após, mercado brasileiro.



Ainda importado, porém reunindo porcas e parafusos para produção no Paraná, 

Audi terá sedan A3 em versão estelar: motor 2.0, quatro cilindros, 16 V, injeção direta, turbo e invejáveis 300 cv de potência, transmissão sequencial com seis velocidades e tração total Quattro. Carro de prestígio, concorrente de Mercedes CLA 45AMG. É um sinal. Tal versão poderá ser montada no Brasil.

Duas chinesas melhor estruturadas na região, Lifan e Chery se apresentam, e  japonesa Nissan chega com impacto – no stand no qual circula pelo circuito mundial de salões. Implantar-se-á na Argentina, distribuirá Nissans mexicanos, os nacionais March e Versa, e o cenário é para anunciar produzir localmente. Leitor da Coluna soube por antecipação, fará base rolante de picape, fornecendo-a a Mercedes e Renault, cada uma criando seu produto final. 

Também exposto o conceito Kicks, esportivo atlético sobre plataforma March/Versa, e de próxima produção no Brasil – será o carro oficial das Olimpíadas 2016.

Volkswagen não exporá o up! TSI, versão turbo, a ser lançado em julho.

Menor em espaço pela recessão e crise econômica argentinos, o Salón terá atrações antigas e, nestas, exposição de acervo pertencente ao cultuado Juan  Manuel Fangio, penta campeão mundial nos anos ’50. Carros de corrida com destaque ao Maserati 250F; carretera Chevolet 1940, o a nós desconhecido  Simca Gordini, e o Mercedes 300SL, o Asa de Gaivota, de seu uso pessoal.  Estes e objetos pessoais vieram do museu Fangio, em Balcarce, sua cidade natal – a salvo de vendas por herdeiros, como ocorridas recentemente.

Presença adicional, o sítio Autohistoria, especializado em automóveis históricos argentinos, terá exposição para comemorar os 60 anos de fundação da IKA – Indústrias Kaiser Argentina -, a gêmea da Willys-Overland do Brasil. Levará exemplares marcantes da história.

Dia 24, Alfa
Efeitos de marketing, ou da paixão em torno da marca Alfa Romeo, um dos eventos mais comentados no mundo do automóvel é o anúncio da volta da marca ao mercado. Novos projetos – automóvel médio, utilitário esportivo e automóvel grande –, primeiros de uma renca de oito, todos com tração traseira. 

Nova imagem de qualidade e tecnologia, um Audi italiano, exemplificam. Novas pretensões: somente no mercado dos EUA quer vender 150 mil unidades em 2018 – hoje vende traços. Novas instalações industriais, alteradas para o projeto de qualidade. Parece, esta será a base, a partir do fato que Sergio Marchionne, o CEO da FCA, controladora da marca, autorizou contratar 800 engenheiros para aumentar o time dos dedicados à Alfa. Até agora o projeto consumiu US$ 2B e a projeção é de absorver o dobro.

O primeiro produto deverá ser mostrado em protótipo – a FCA, boa em marketing quer obter muita divulgação agora, e outra daqui a meses quando fizer o lançamento. Dele sabe-se porte e foco: concorrer com Mercedes Series C, BMW 3, Audi 3 e 4. Jaguar XE. Linhas desconhecidas, pois todos os testes tem sido feitos com carroceria Maserati, sócia na plataforma. Nome indefinido, protótipo é dito Giorgio. Terá motor longitudinal, tração nas duas ou quatro rodas. Motores em palpites livres, incluindo versão mais barata com 4 cilindros, e diesel, e topo de linha, novo V6 3.0. As versões de performance Quadrifoglio concorrerão com os AMG, M e S.

Alfas serão italianos, como acordado com o governo do país e, apesar de tudo ser possível na grande fábrica da FCA em Goiana, Pe, não há planos para descentralizar a produção. No Brasil haverá distribuição, entretanto sem previsão de data – a Fiat dedica-se a renovar seus produtos, poupando-se de expender energias para montar a operação de importar, vender e assistir.
Anúncio dia 24, em Milão, Itália, tendo como segundo evento a reinauguração do museu da marca.

Motores. Os melhores do mundo
Júri internacional de jornalistas especializados – a Coluna faz parte -, por votação secreta separou motores por categoria – cilindrada e combustível – e escolheu os nove melhores para o International Engine of the Year 2015,


1. BMW 1,5-litro, três cilindros, híbrido elétrico-gasolina. Equipa o BMW i8. 274 pontos.
2. Ford 999 cm3, três cilindros turbo – em breve opção no Brasil para  Fords Ka e Fiesta. 267 pontos;
3. PSA Peugeot Citroën 1,2 litro três cilindros turbo – (em breve aplicado em Peugeot 208, 308, Citroën C3, C3 Picasso). 222 pontos 
4. Ferrari 4,5 litros V8 (Ferrari 458 Italia, 458 Speciale) 221 pontos 
5. Mercedes-AMG 2-litre turbo (MB A45 AMG, CLA45 AMG, GLA45 AMG). 177 pontos
6. Tesla elétrico (Tesla Model S) 157 pontos – não vendido no Brasil 
7. BMW M 3 litros twin-turbo seis cilindros (BMW M3, M4) 133 pontos 
8. McLaren 3,8 litros, twin-turbo V8 (McLaren 675LT, 650S, 625C).93 pontos 
9. Audi 2,5 litros, cinco cilindros turbo (Audi RS3, RS Q3) 81 pontos.

Resultado indica novo desenho tecnológico no ar. Os motores Ferrari e Mc Laren, obras primas do baixo peso, da alta potência, e da identificação esportiva, perderam para os pequenos, com 1.0 e 1,2 turbo. Iluminam o futuro: baixa cilindrada, pequenos volume e peso, potência de motores maiores.
Idem, o mais votado é híbrido, e o totalmente elétrico ficou em sexto lugar.

Roda-a-Roda

Poder - Contrariando a filosofia vitoriosa de reduzir tamanho, cilindrada e peso de seus motores, compensando a produção de cavalos com a aplicação de turbos alimentadores, os EcoBoost, Ford criou novo motor V8 cilindros.

Detalhes - Alumínio à vontade, virabrequim plano, 32 válvulas, produz iniciais 533 cv. Produção contida para versões do esportivo Shelby GT350 e Mustang GTR 350. Quem o ouviu diz, o ronco parece de Ferrari.

Efeito – A árvore de manivelas plana diferencia-se por ter contrapesos a 180 graus – motores comuns, a 90. Obtém giros mais elevados, tem berro personalista. É o propósito da Ford, diferenciar-se desde a exaustão sonora do motor.

Rótulo - Nasce carimbado: o mais potente dos V8 Ford de aspiração normal, com a maior potência específica, em torno de 102 cv/litro de deslocamento. Gira alto: pico de potência a 7.500 rpm, faixa vermelha a 8.250 rpm, e elevado torque de 429 Nm, com 90%  a partir de 3.750 rpm.

Quadratura – Diâmetro dos pistões quase igual ao curso, 94x93 mm; taxa de compressão a 12:1. Vai preso a caixa de 6 marchas manual Tremec, carcaça em alumínio, diferencial Torsen. Freios Brembo, 394 e 380 mm, seis e quatro pistões. Rodas em aro 19” e pneus Michelin.

Ajuda – Com as vendas de veículos novos em declínio, e havendo no mercado nada menos que 240 mil cartas de consórcios contempladas, entidades do setor e marcas se reuniram para promover trocas: carta p’ra cá, carro p’ra lá.

Prazo – Ação das entidades de produtores, distribuidores e consórcios, Festival do Consorciado Contemplado vai até dia 31. Além de carros de várias marcas, motos Honda e a curiosidade da Mahindra, recém encerrando operação no Brasil, quer passar à frente o estoque restante.

Mercado – Fechadas as vendas nos 5 primeiros meses, dado oculto: as quatro grandes já não estão tão grandes. Há dez anos eram 82% no mercado. Ao iniciar 2015, se reduzia a 63%. E neste exercício caiu abruptamente a 59%.

Extremos – Causas de mercado e econômicas. Marcas japonesas e coreanas tem bons resultados durante a crise de vendas, ao contrário das com origem em outros países. E os carros 1.0, nelas presente, tem sido penalizados em vendas. Seus compradores engasgam com a explicativa onda presidencial.

Desdobramento – O encolher das quatro grandes e o inflar das outras pode instar mudança em conceito antigo: o critério de rotação na presidência da Anfavea, a associação dos fabricantes. Hoje é um giro de Volkswagen, Ford, GM, Fiat e Mercedes, mas a ascensão das outras marcas pode mudar a regra, como demandado há décadas.

Desafio – No atual período de pasteurização e perda de identidade no desenho dos automóveis, Mitsubishi apostou alto: cooptou Tsunehiro Konimoto, 64, designer40 anos na Nissan. Lá criou o conceito Z, o icônico esportivo. Missão, dar cara aos Mitsubishi.

Na fonte – Para atender ao crescente mercado colombiano de ônibus após o sucesso do projeto TransMillenium, organizando o transporte coletivo nas cidades do país, a Mercedes-Benz deu passou importante: montou fábrica de ônibus nas beiradas de Bogotá. Mercedes nacional fornecerá os chassis. Marca é o maior produtor de veículos comerciais na América Latina.

Preferência – Pesquisa da Postenak-Ifop sobre imagem das companhias francesas deu Citroën e Michelin em primeiro lugar, à frente de 30 outras empresas de todos os segmentos. Mudança total da linha, atrevimento em design e comunicação foram os responsáveis pela simpatia do público.

Pega – A exemplo da corrida em ruas, como Bullit, em San Francisco, e Ronin em Nice, detentores da franquia James Bond atrevidos, em terra de Ferrari, Lamborghini e Maserati, locaram em Roma disputa entre o famoso agente 007 e seu inimigo do grupo Spectre. Bond andará em Aston Martin DB 10, e Mr Hinx, com Jaguar C-X75.

Especialíssimo – O Aston DB 10 com motor V8, possivelmente Mercedes AMG, chegará ao mercado ainda este ano. Mas o C-X75, vedete da marca no Salão de Paris 2010, nunca produzido, teria sido o mais rápido dos Jaguar – de 0 a 100 km/h em menos de 3s, final acima de 320 km/h.