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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Fernando Calmon - Alta Roda - Balanço otimista


Alta Roda nº 939/28930– 05 023– 0oda nº852/0511508– 2oda nº851/2017

Fernando Calmon
Se existe segmento do setor de veículos que sentiu menos o enorme tranco da recessão brasileira foi o de reparação e de peças de reposição. Sem recursos, financiamentos e medo de perder emprego, os motoristas cuidaram melhor de seus carros. Fabricantes que tradicionalmente têm forte atuação nesse mercado não estão reclamando da vida graças a um salto no faturamento.


Os reparadores espalhados por todo o País tiveram procura maior por seus serviços. Estima-se em mais de 120.000 as oficinas de mecânica, funilaria, pintura e elétrica. Mão de obra bem treinada que perdeu emprego na indústria pôde reforçar os quadros técnicos dessas oficinas, o que está sendo bom para os clientes. 

Nesse ambiente positivo a 13ª Automec – Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços – organizada de terça a sábado da semana passada pela Reed Alcântara, no São Paulo Expo, superou expectativas. O número de cerca de 1.000 expositores cresceu quase 40% em relação à edição de 2015. O público passou de 74.000 visitantes do Brasil e de mais 60 países, ótimo para uma feira técnica com acesso apenas por convite. Estiveram em exposição aproximadamente 1.500 marcas. 

Um dos temas recorrentes durante aquela feira bienal foi a inspeção técnica veicular. Prevista no Código de Trânsito Brasileiro de 1997, espera-se há 20 anos sua regulamentação. A previsão era de que fosse estadualizada, mas agora se comenta que talvez ocorra a federalização. Em outros termos, as discussões ainda não terminaram, embora o consenso aponte para o modelo descentralizado por Estado como o melhor pela experiência de outros países. 

Algumas novidades bem interessantes se destacaram. A Bosch apresentou o E-call Retrofit, dispositivo para serviço de chamada de emergência. Trata-se de concorrente para o OnStar, da GM. Semelhante a um plugue de recarga para celulares, mas com chip próprio, é conectado na tomada do carro. Um sensor de aceleração detecta a colisão e ativa a chamada de emergência. Por meio de aplicativo de smartphone, posição do carro e gravidade do impacto chegam à central de monitoramento. 

A Delphi exibiu dispositivos para carros autônomos. Câmeras, sensores, radares e programas compatíveis com o conceito V2E (veículo se conecta com tudo em volta). A empresa banca sozinha as pesquisas e tem interessados que ainda não pode revelar. Também decidiu entrar no segmento de velas de ignição com um, dois e três eletrodos, mercado altamente competitivo. 

Primeira pastilha de freio com tecnologia cerâmica produzida no Brasil foi apresentada pela Federal Mogul. Batizada de Ferodo Top Premium, suporta temperaturas mais altas e tem vida útil até 30% maior que as convencionais. A catarinense Zen, que atua com grande desenvoltura no mercado externo, disse estar pronta para acompanhar a evolução dos componentes de motores a combustão. Fornece polias, tensores e impulsores de partidas entre outros. 

A Philips apresentou lâmpadas de LED para os faróis principais. Apesar do preço bastante elevado, o aumento da potência iluminante, sem risco de ofuscamento, significa grande avanço na segurança das viagens noturnas. 

RODA VIVA

AINDA sem cronograma exato de lançamentos – começa este ano e termina em 2019 – a renovação de modelos da VW começa em setembro próximo com o Polo. Pode ocorrer de o Virtus (Polo sedã maior e estilo próprio) ser apresentado ainda este ano, porém vendas só em 2018. Depois virão SUV T-Cross (segundo semestre) e picape (primeiro semestre de 2019). 

CAPTUR tem desempenho bom na versão de 1,6 litro. Além de suavidade no funcionamento (mais que no motor de 2 litros), não deixa impressão de falta de potência para o seu porte. Câmbio manual, agora, é de fácil manuseio (automático CVT chegará em pouco mais de um mês). Já o motor mais potente casa bem com o câmbio automático, mesmo de quatro marchas. 

MOVIMENTO Maio Amarelo, ação coordenada entre Poder Público e sociedade civil em prol da segurança de trânsito, este ano tem como tema “Minha escolha faz a diferença”. Alerta para todos estarem muito atentos a atitudes corretas (inclusive pedestres e ciclistas). Cerca de 90% dos acidentes no país ligam-se a falhas humanas (imperícia, imprudência, entre outros). 

FEBRE de aplicativos para serviços em tempo real, como Uber e outros, ganhou nova opção. Ituran, fabricantes de rastreadores, criou o Guincho 55 para localização de reboques, troca de pneus, carga de bateria e chaveiro. Implantado na Grande São Paulo e planejado para se expandir no Estado e no País em etapas. Disponível na loja para aplicativos Android. 

ALGO realmente irritante é serviço de recapeamento que deixa tampas de bueiros desniveladas. Além de ser comum uso de asfalto de menor qualidade, cria-se uma armadilha. Satisfeito em rodar por pavimentação sem buracos ou piso irregular, o motorista se surpreende com depressões inesperadas. Muitas vezes sem tempo de desviar. Pneus, rodas e suspensão sofrem


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2
                                                                                                                              


terça-feira, 23 de agosto de 2016

GRUPO REDENTOR, DO RIO DE JANEIRO, RECEBE 170 ÔNIBUS NEOBUS

A NEOBUS fez a entrega de 170 novos veículos para o Grupo Redentor, do Rio de Janeiro. 

São veículos de  diversos modelos, incluindo micro-ônibus, os urbanos Mega Plus e os modernos MEGA BRT, com 21 metros de comprimento, que fazem da marca uma das principais fornecedoras dos sistemas de transporte coletivo do Rio de Janeiro.

Segundo Ronaldo Augusto Fontolan, diretor comercial da NEOBUS, as operadoras do Rio de Janeiro estão investindo continuamente para modernização e sofisticação dos veículos. Isso inclui a adoção de sistemas de ar-condicionado, assim como a utilização de modernas unidades articuladas, que operam em linhas especiais como os corredores Transoeste, (Barra da Tijuca a Campo Grande), Transcarioca, (Barra da Tijuca ao aeroporto internacional), Transolímpica (Deodoro a Recreio) e no futuro BRT Transbrasil (Deodoro ao centro pela Avenida Brasil), programado para ser inaugurado em 2017.

São 20 unidades do NEOBUS MEGA BRT, 130 unidades do NEOBUS MEGA Plus e 20 do micro-ônibus Thunder+. Os modernos veículos NEOBUS MEGA BRT, reconhecidos por sua alta capacidade e durabilidade, podem ser configurados e possuir dimensões que vão desde 18,6 a 23 metros de comprimento, podendo transportar até 203 passageiros. Dependendo da configuração, acomodam até 61 passageiros sentados, em confortáveis e modernas poltronas, contando com sofisticado sistema de climatização. O modelo pode ser montado em diversos modelos de chassi de marcas como Mercedes-Benz, Scania, Volvo e Volkswagen.

Os modelos NEOBUS MEGA Plus, de 12,4 metros de comprimento, e os micro-ônibus, possibilitam o atendimento dos troncais dos sistemas BRT e tornam mais ágil os deslocamentos e a mobilidade viária, ampliando as vantagens do sistema de transporte integrado na cidade do Rio de Janeiro.   

quarta-feira, 11 de maio de 2016

MAN Latin America demonstra soluções de transporte sob medida na Agrobrasília

Até 14 de maio, a Agrobrasília contará com os diferenciais dos caminhões Volkswagen e MAN como atrativo para os empreendedores rurais que visitarem a feira. Tanto nos extrapesados da linha MAN TGX quanto nos mais leves da família VW Delivery, passando pelos modelos Constellation, os agricultores e pecuaristas vão encontrar a solução de transporte sob medida para sua necessidade com um custo muito competitivo.

Para isso, a MAN Latin America estará em parceria com sua concessionária Nasa Caminhões e Ônibus na Agrobrasília com sua carreta-estande para receber os clientes com seu atendimento de alto nível e prestar todas as informações solicitadas para fechar um negócio diferenciado. Consultores de vendas especializados no setor rural estarão no evento para garantir a melhor oferta para cada operação.

Outro destaque da participação da montadora será a primeira apresentação na região dos modelos Constellation da série especial Prime. O líder de vendas no segmento rodoviário por oito anos VW 24.280 e o cavalo-mecânico VW 25.420 chegam com acabamento interno diferenciado, cor exclusiva, transmissões automatizadas e outros detalhes premium que destacam ainda mais as características de qualidade e acabamento mundialmente conhecidas da marca Volkswagen.

Os caminhões extrapesados MAN TGX também compõem a demonstração de produtos da MAN Latin America na Agrobrasília. Destinados a aplicações rodoviárias, os veículos tiveram sua configuração otimizada para atender as necessidades específicas de transporte do Brasil, utilizando o melhor da tecnologia alemã para garantir veículos com excelente desempenho e alto nível de conforto.


“Contamos ainda com modelos vocacionais em nosso portfólio, já desenvolvidos para operar em aplicações específicas de nossos clientes. Junto com a Nasa, participamos da Agrobrasília há nove anos para levar a melhor solução de transporte aos transportadores do Centro-Oeste. Os clientes podem ter certeza que no espaço da MAN Latin America vão encontrar uma oferta sob medida para seu negócio”, afirma Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da empresa.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 0816 - 20 .02.2016  edita@rnasser.com.br  

Toro, a boa fórmula
Fiat apresentou o decantado Toro, seu picape quase grande, cabine dupla, variadas versões: motores 1,8 flex e 2,0 diesel; transmissões automáticas de 6 e 9 marchas, mecânica 6M. Misturou suspensão e trato de automóvel com caçamba grande, colheu picape confortável.

Carga varia por versão, entre 650 kg e 1.000 kg, caçamba ampla, com insólitas portas duplas, ampliada por bandas articuladas formando plataforma resistente a 150 kg de carga. Parece cuidado à missão traçada pela FCA: ser líder como seu picape pequeno, o Strada, e vender nada fáceis 4.000 unidades/mês. Ante números de 2015, é para superar o líder S10 GM, circa 2.800 mensais.

Como é
É bonito, imponente, marcante em estilo, cumprindo o desiderato do projeto, ser um automóvel em deslocamento e, demandado, responder com valentia, capacidade de carga e ótimo comportamento permitido pelo conjunto de suspensões independentes – Mc Pherson frontal e multi link na traseira. A direção elétrica ajuda, sem roubar potência dos motores, o conhecido 1.8 EtorQ agora Evo com cabeçote revisto no Renegade, coletor de admissão variável, variador de fase para as válvulas de admissão, e curioso adjutório, sistema de válvulas no coletor de admissão, conduzindo o fluxo de mistura combustível por dutos longos se demanda por torque, ou por caminho curto por potência. Arranjo melhora a operação, com 80% de torque às 2.000 rpm. Com gasálcool faz 135 cv como potência plena, e 18,8 kgfm de torque. A álcool, respectivos 139 cv e 19,3 kgfm – dosagem usual a motores 2,0, pouco vista em mileoitos. Diesel, de produção própria, quatro cilindros, turbo, intercooler, 170 cv de potência e 35,7 kgfm de torque. No caso, na versão Freedom, caixa automática ou manual de 6M, 4x2 ou 4x4 – carro de trabalho, e na de topo, a Volcano, com transmissão automática de 9M, 4x4, automóvel de agroboy. Não tem caixa redutora, mas bloqueio eletrônico na primeira das 9 marchas da transmissão.

Dentro, cinco lugares verdadeiros. Painel com partes do Renegade, confortos elétricos, eletrônicos, plásticos com junções corretas e contato amigável.
Em comprimento medeia entre o Renault Oroch, por alguns visto como concorrente, e os picapes antes médios e agora grandes – GM S10, Toyota HiLux, Ford Ranger, Mitsubishi, Nissan ... Está em categoria por ela batizada de SUP – Sport Utility Pick Up, e a combinação quer fazer adequado ao slogan criado para o produto, Infinitas Possibilidades.

Caminho
Projeto brasileiro, postura corajosa. Feito na fábrica de Goiana, Pe, mais moderna do grupo FCA no mundo, divide plataforma criada por Claudio Demaria, engenheiro chefe no Brasil, dita Small Wide com o pioneiro Renegade e o futuro Compass – leia notícia própria. Tração dianteira – nos diesel com transmissão automática de 9M há tração total.
É nacional com veleidades de comércio exterior, buscando atingir Mercosul, América Latina e México.

No caminho do projeto, como a Coluna então noticiou, para melhorar a tração frontal, o eixo traseiro foi deslocado para trás, sendo pioneiro picape a entrar na atual moda automobilística mundial, os corners, rodas nas extremidades. Tal solução dinâmica trouxe resultados de conforto. Com ampla distância entre eixos de 2,98 cm, os espaços internos geram conforto incomparável ante outros picapes cabine dupla. Diz a FCA, não há diferença de comportamento entre caçamba vazia e carga total. Peter Fassbender, designer mor da empresa no Brasil, conseguiu harmonia estilística no projeto, com linhas penetrantes e assinatura luminosa atrevidas para um picape.

Dentro
Um jovem engenheiro expunha os cuidados com a formulação do interior, dos confortos ao tato, da ergonomia. Dentre as peças sobre uma grade, uns envelopinhos de Perfex chamaram-me atenção, ouvindo ser novo tipo de absorvedor de barulhos, substituindo as mantas betuminadas. Perguntei se não oneraria custos, e ouvi, a FCA não limitou o projeto. Curiosidade em dias de economiza até em número de fios da rosca de parafusos.

Todos os Toro são bem compostos, incluindo direção elétrica, rádio com BlueTooth e entrada USB, computador de bordo, ar condicionado, sensor de estacionamento, piloto automático, trio elétrico, lanterna de neblina. Em segurança, apoios de cabeça e cintos de segurança de três pontos a todos os passageiros, engates Isofix para cadeiras de crianças, controles de tração e estabilidade, auxiliar de partida em rampa.

Fora
A caçamba, incorporada à cabine em construção monobloco, absorve 820 litros. Com as portas traseiras abertas e as bandas baixadas, a capacidade aumenta 450 litros. Sistema prático, permite manusear a carga sem dobrar-se para vencer a tradicional tampa. 20,5 cm livres do solo.

Não endosso capacidades tipo consumo, velocidade máxima, habilidades da tração total. Curiosamente o test-drive foi contido, corrido, sem ocasião para sentir a diferença de comportamento com ou sem carga ou a tração 4x4.

Quanto custa

Versão
Motor
câmbio
tração
R$
Freedom
1.8 flex
auto 6V
4×2
76.500
Openning Edition
1.8 flex
auto 6V
4×2
84.400
Freedom
2.0 diesel
manual 6V
4×2
93.900
Freedom
2.0 diesel
manual 6V
4×4
101.900
Volcano
2.0 diesel
auto 9V
4×4
116.500

Produto novo, criou núcleo especializado em cada revenda, tabelou revisões – a 10 mil km para motores Otto e a 20 mil km nos Diesel -, e pode incluir seu custo na tabela de financiamento.

Entusiasmado, Norberto Klein, diretor da Mopar – leia Môpar -, área de peças e acessórios, montou operação na fábrica para atender à colocação de acessórios demandados à hora do cliente conformar o carro de acordo com seu gosto.

Innova, o Toyota com 7 lugares
Toyota Argentina terá terceiro produto em 2017, o Innova, mini van com três fileiras de bancos e sete lugares. Lançado dia 2 na Indonésia, confirmado por Daniel Herrero, presidente da Toyota no vizinho país, ao bom sítio Autoblog.

Parece, recente lançamento do Vito Mercedes-Benz, ocupando espaço livre no mercado sul americano, cutucou a empresa, apesar de estar no limite da capacidade industrial e em mudanças internas para aumentá-la.

Fácil construí-lo pois baseado em chassis e mecânica do picape Hi Lux e do SUV SW4 construídos pela Toyota em Zárate, beiradas de Buenos Aires. Para o Brasil, cliente maior da operação argentina, motor diesel substituído pelo L4 ciclo Otto, 2,7, antiga opção dos picapes Hi Lux, atualmente não disponível.

Luiz Carlos Andrade Jr, VP da Toyota do Brasil, contraria a declaração de seu colega argentino, e diz não ter planos concretos.                    

Compass, o nome do Projeto 551
Compass será o nome do Jeep ora chamado Projeto 551. Está em final desenvolvimento e testes. Será o terceiro produto da fábrica da FCA em Goiana, Pe, ao lado do pioneiro Jeep Renegade, e do picape Fiat Toro em início de produção, trinca sobre a plataforma básica batizada de Small Wide.

O Compass será da família Jeep, segundo degrau na escala de produtos, sem concorrer com o Renegade, veículo de entrada nesta marca, pois maior, com decoração e conteúdo superiores.

Projeto e definição de mercado traçados fora do Brasil, pois a pretensão ultrapassa fronteiras nacionais, mas cruzar fronteiras substituindo dois produtos Jeep, o Compass e o Patriot. Outubro, Salão do Automóvel, vendas em 2017.

Audi Sportback RS3, cara de hatch, andar de GT
É, dentre automóveis médios, o de comportamento mais marcante: O a 100 km/h em 4,3 s; 60 km/h a 100 km/h em 4ª marcha em apenas 4,1s. Poderoso foguete é o Audi RS 3 Sportback, e custa praticamente dois sedãs A3, com R$ 291 mil escritos em sua etiqueta.

Em ano difícil, intensa disputa com as colegas alemãs, Audi traz o RS Sportback como referência. Quatro portas, traseira em hatch, invejável conteúdo tecnológico: motor 5 cilindros, 2,5l, pouco imagináveis 367 cv, válvulas com abertura variável, até 1,3 bar de pressão no turbo, injeção direta de gasálcool, câmbio automático de 7M, tração total para conviver com tal cavalaria, mecânica apta a suportar demandas por rendimento. Preciosismos como flaps no coletor de admissão para entrada turbulenta na câmara de combustão, nos tubos de exaustão para gerar rugido esportivo, e montagem manual. Bancos em couro, laterais das portas em Alcantara, fibra de carbono. Poucas unidades.

Roda-a-Roda
Volta – Queda de vendas experimentada pela Volkswagen, resultante da descoberta de emissões poluentes por seus motores acima da barreira legal, parou e iniciou retomar crescimento. Na China cresceram 15% em janeiro, e em suas 12 marcas, 3,7% - 847.800 vendas. Maiores quedas, Brasil e Rússia.

Moda – Onda mundial, os SUV, utilitários esportivos, e os SAV, atléticos esportivos, atraem marcas luxuosas e esportivas, distantes deste segmento– Lincoln, Cadillac, Mercedes, Bentley, Porsche. Rolls-Royce testa o seu, Maserati prepara lançamento, e Ferrari teve negada qualquer iniciativa.

Mais ou menos – Sergio Marchionne, CEO da FCA, sob cuja ampla sombra está a Ferrari, descartou possibilidade. Porém, para o Salão de Genebra, março, marca de Modena prepara trapizonga estético-mecânica tipo meio caminho.

FF – É uma ex berlinettaacupezada estirada para abrigar quatro passageiros, tração total e movimento direcional nas rodas traseiras para facilitar uso em baixa aderência – como o SUV Audi Q7. Motor exclusivo Ferrari, V12. Faz 680 cv a 8.000 rpm, 0 a 100 km/h em 3,2s, final em 335 km/h. Pesado, 1.800 kg.

Caminho – Por classificação inglesa tem morfologia de Break, station wagon, e batizado GTC4Lusso. Pelo visto, faltando dois anos e meio para vencer o contrato de Marchionne com a FCA, já se trata do pós fim.

Mercedes – Com projeto de incluir picape à sua relação de produtos, como leitor da Coluna soube por antecipação, Mercedes, Renault e Nissan fizeram acordo. Farão picape sobre base Nissan, em instalações Renault na Argentina.

Sondagem – Nova no pedaço, para sentir o mercado, Mercedes moldou protótipo à mão e o levou secretamente a fórum de design na Austrália, um dos melhores e mais exigentes consumidores de picape. Mas o segredo vazou pelos entusiasmados convidados, com direito a desenho.

Individualização – No projeto tri partite a estrutura será igual, com carroceria idêntica para aliançadas Nissan e Renault. Porém Mercedes quer linhas exclusivas e conformação aparentemente seguindo a experiência da Mitsubishi no Brasil – diesel, tração nas quatro rodas, cabines estendida e dupla.

Diferenças – Motor Nissan diesel 2,3 litros e 122 cv, todavia com intervenções Mercedes via AMG, 188 cv. Versões sugeridas, de entrada, simplória, tipo franciscano vivendo em Esparta; e topo como AMG. No mercado em 2018.

Mico – Por razão insondável marcas investem para obter a láurea de mais vendida. Se isto ocorre no mundo inteiro, nos EUA o negócio pega fogo, em especial entre as marcas ditas Premium, BMW, Lexus, Mercedes. Fim de 2015 BMW surpreendeu e surgiu com a mais vendida. Superou Lexus por 1.400 unidades e Mercedes por 3.000.

Gato – Algum norte-americano traduziu frase do humorista Millor Fernandes, e achou que havia um rabo escondido com o gato de fora. Logo apareceu a mágica. Em dezembro a BMW pagou a cada revendedor US$ 1.750 para comprar as unidades cedidas para servir aos clientes com carros na oficina.

Manobra – Soluções do gênero são usuais, inclusive no Brasil, nos dezembros montadoras forçam trocas de frotas das locadoras com enormes descontos, para escriturar vendas. Mas nos EUA e com tal coragem, foi mal vista.

De volta – Com direito a apresentação no Col de Turini, no circuito do Rallye de Monte Carlo, Mônaco, onde construiu sólida base com vitórias, o Alpine teve volta anunciada por Carlos Ghosn, número 1 da Renault e Nissan.

Re edição – Apresentou o protótipo Vision buscando identidade visual com o modelo 110 da então pequena marca francesa. Poucos dados, plataforma e carroceria leves, como na fórmula original, e motor turbo, quatro cilindros, capaz de ir de 0 a 100 km/h em menos de 4,5s.

Presença – Vision é efeito demonstração e futuro Alpine em desenvolvimento pela área de competições da Renault. Quer ter equipe própria e divulgar o produto em corridas. Será construído em Dieppe, berço da Alpine. Salão de Paris, setembro, vendas em 2017, concorrente do Porsche 718, o Boxster

Polêmica – Dr Helmut Marko – tratamento porquanto ex juiz de direito -, ex piloto de Fórmula 1, recordista em Le Mans, e hoje conselheiro da Red Bull, fez declaração provocativa:pilotos de Fórmula 1 ganham demais.

Razão – Os de ponta como Lewis Hamilton, Fernando Alonso, Sebastian Vettel, algumas dezenas de milhões de dólares anuais. Para Marko duas razões: hoje os riscos de acidentes sérios são muito reduzidos; e, a tecnologia aplicada exige cada vez menos dos pilotos, com decrescente influência nos resultados.

Contra – Nikki Lauda, ex piloto de Formula 1, hoje líder da área de corridas da Mercedes, também austríaco e filho de banqueiro, contrapõe: não ganham muito relativamente ao montante de recursos envolvido na categoria...

História – Colecionadores de veículos Auto Union DKW construídos no Brasil pela Vemag S/A, querem comemorar os 60 anos da assinatura da Resolução GEIA 001 autorizando empresa a produzi-los.

Festa – Festa será no dia 30 de julho, data do documento oficial, na rua Vemag, S Paulo, em frente a portão remanescente do prédio original onde operou a empresa. Por ele passaram quase 120 mil veículos da marca.

Gente – Hasan Allgayer, engenheiro com mestrado e MBA, mudança. OOOO Deixa a área de vendas da Shell na Costa Oeste dos EUA e assume VP de lubrificantes Shell para Brasil e Argentina. OOOO

Mercedes 60
Mercedes-Benz inicia comemorar 60 anos de operação no Brasil. História rica, pioneirismos como a fabricação de motores e ônibus – o então revolucionário monobloco -, fábricas em São Bernardo do Campo, Campinas, onde produziu ônibus, e Juiz de Fora, MG, para o Classe A e hoje se aplica aos caminhões.

Fabricante foi a terceira indústria de automóveis a se fixar em São Bernardo do Campo, então lugar de fazendas, cerâmicas e algumas pequenas indústrias de móveis. Na prática era a primeira marca, pois as demais, Brasmotor e Varam eram representantes autorizados a fazer montagem. Antes do governo JK, tendo na indústria automobilística um dos espelhos de seu sucesso, vazou o primeiro motor diesel no país, e logo após, com a legislação baixada para organizar o setor e atrair investidores, foi um dos projetos aprovados pelo GEIA, grupo encarregado de analisar propostas de nacionalização de produtos.

Quem estuda e se interessa pela história da indústria automobilística no Brasil sabe, a vinda da Mercedes representou muito mais relativamente à dezena de marcas aqui se implantando naquela época. Era tempo de empresas com problemas buscando solução em mercados virgens, e Ford, Chevrolet e International, aqui desde o início do século, eram apenas grandes agregadoras de peças importadas. A Mercedes, então com mais de meio século e profundas marcas no caminho representou a vinda de marca sólida, em atividade industrial em espectro sem similar no país àquela época.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Volkswagen Tricampeã do Campeonato Mundial de Rali (WRC), Volkswagen inicia sua campanha na temporada 2016



Uma clássica largada para o Campeonato Mundial – a Volkswagen dá início à sua campanha no Campeonato Mundial de Rali da FIA (WRC) numa prova verdadeiramente icônica a partir desta quinta-feira (21) até o domingo (24), o Rali de Monte Carlo. Três Polos R WRC vão alinhar entre os participantes do Rali de Monte Carlo, primeira das 14 etapas que fazem parte do Campeonato Mundial de Rali deste ano. Sébastien Ogier e Julien Ingrassia (França/França), Jari-Matti Latvala e Miikka Anttila (Finlândia / Finlândia) e Andreas Mikkelsen / Anders Jæger (Noruega / Noruega) são as duplas a serem batidas. Os pilotos e navegadores da equipe Volkswagen finalizaram o campeonato mundial do ano passado em primeiro, segundo e terceiro lugares.

As duplas da Volkswagen terão que enfrentar outro duro adversário: o próprio rali. Com o tempo imprevisível tornando frequentemente qualquer opção entre pneus uma loteria, o afamado “Monte”, como é chamado entre os pilotos, é a forma mais dura possível para começar a nova temporada. O percurso da edição 2016 do rali tem 377,59 quilômetros de extensão, distribuídos em 16 etapas especiais, em que se destacam o famoso "Sisteron-Thoard" e o Col de Turini.

"O Rali de Monte Carlo frequentemente se apresenta como algo que torna Mônaco um lugar famoso: um jogo", afirma o diretor de Motorsport da Volkswagen, Jost Capito. "O clima inconstante torna a escolha dos pneus uma loteria. Por um lado, você precisa que o piloto e o copiloto tenham uma integração perfeita. De outro, você também precisa que os observadores, a equipe de previsão do tempo e a equipe de apoio trabalhem em harmonia. Quanto a isso, não há desafio maior no Campeonato Mundial de Rali. Exatamente por isso estamos tão ansiosos pela prova, assim como bem preparados para ela.”

Seco ou molhado? Neve ou gelo negro? Poças d'água ou trilhas congeladas? Essas são as perguntas que precisam ser respondidas antes de selecionar os pneus no Rali de Monte Carlo. Há um porém em relação a isso no famoso "Monte": o tempo e as condições de piso não são nada fáceis de prever. Especialmente porque não é raro encontrar todas as condições acima em uma única etapa. Enquanto o lado ensolarado de uma montanha pode estar seco, você pode facilmente encontrar gelo negro no lado da sombra, apenas uma curva depois. A vantagem fica com quem pode confiar em boas equipes em seus carros precursores – os chamados “observadores do gelo” percorrem o caminho antes da largada de cada trecho especial e passam as informações para o copiloto, que adapta a elas suas anotações sobre o ritmo a ser seguido pelo piloto. 

No que diz respeito aos pneus, os pilotos do WRC dispõem de um máximo de 20 pneus macios e 24 supermacios para asfalto, assim como 12 pneus de inverno sem cravos e 24 com cravos. Em todo o rali, podem ser usados no máximo 39 desses 80 pneus. Cada um tem que ser utilizado no momento certo: além dos quatro instalados nas rodas do carro, no máximo dois estepes podem ser levados no porta-malas.

Quando Sébastien Ogier/Julien Ingrassia, Jari-Matti Latvala/Miikka Anttila e Andreas Mikkelsen/Anders Jæger abrirem o caminho no Rali de Monte Carlo - uma honra destinada a eles por terem terminado em primeiro, segundo e terceiro lugares no Campeonato Mundial do ano passado - só terão passado 70 dias desde a última vez que eles largaram para um trecho especial.

A relação de inscritos para o Rali de Monte Carlo fala por si: somadas todas as equipes, há 15 carros na categoria World Rali e mais 75 veículos em outras categorias, todos inscritos para esse rali clássico em 2016.

A área de serviços para o Rali de Monte Carlo de 2016 será instalada primeiramente em Gap, nos Alpes Marítimos Franceses, antes que a caravana do WRC siga para o porto de Mônaco para seu encerramento. Para o tricampeão mundial Sébastien Ogier, a prova de abertura da temporada é uma corrida “doméstica”: ele nasceu em Gap. No ano passado, o roteiro passou por dentro de sua cidade natal, não muito longe do centro.

Após a Largada Cerimonial, que ocorreu na quinta-feira, no Cassino de Mônaco, os participantes enfrentarão dois trechos especiais no escuro, a caminho de Gap. Não será apenas a visibilidade que irá desempenhar um papel fundamental: poças congeladas e possivelmente neve em alguns lugares serão os primeiros desafios da temporada nos estágios "Entreviu-Val de Chalvagne-Rouaine" e "Barles-Seyne".

Hoje serão três etapas ao norte de Gap, cada uma a ser percorrida duas vezes. Sábado será não apenas o dia dos trechos clássicos - em especial o "Sisteron-Thoard" - mas também o dia mais longo do rali. Praticamente a metade dos quilômetros corridos contra o relógio serão disputados nesse dia. O domingo incluirá duas tentativas no trecho "Col de l'Orme-St. Laurent", que também faz parte do Power Stage, que finaliza o rali.  Entre as duas tentativas foi incluída uma nova versão do Col de Turini - a etapa "La Bollène-Vésubie-Peira-Cava".


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Roberto Nasser - De carro por aí

edita@rnasser.com.br - 61.3225.5511 Coluna 4313 23.10.2013

Novo Sentra apresenta a Nova Nissan
Esqueça o que você sabe sobre a Nissan no Brasil. A empresa renasce, geometriza sua operação industrial, deixa de pegar carona em galpões curitibanos da Renault, e terá fábrica para 200 mil unidades anuais no Rio de Janeiro. É a soma da produção de Toyota e Honda.
A Nissan marcou-se por fugacidade em gestoria e na curta vida de produtos nacionais ou importados. Quando ordem do comando de sua união com a Renault a ambas definiu ter 15% do mercado brasileiro, demarraram-se ações: Renault mudou o foco de produtos, centrando-se na linha jogo duro, com romenos Dacia: Logan, Sandero e Duster; Nissan mudou administração, chamou François Dossa, tropicalizado banqueiro francês, investe na fábrica em Rezende, RJ, forma equipe contratando o melhor no mercado – da Fiat tirou Sérgio Ferreira, condutor da operação Chrysler, e João Veloso, ex-relações com a imprensa continental, e mais três executivos – ver abaixo.

Sentra
Novo carro, revisto em estilo, decoração e motorização, gosto e exigências brasileiras – o original, a mercado mexicano e estadunidense é 1.8. Aqui, 2.0.
Sedãs são como o terno preto ou o avental branco para recém formados advogados e médicos. Integram o figurino do crescimento profissional, e no usual agregam dupla função – uso em cidades e em viagens familiares. Daí, apenas evoluem na composição entre aumento de conteúdo e continência nos preços. Caso da única transmissão com polias variáveis – opera como automática, sem devorar potencia ou cobrar consumo.
A sétima geração é slogan visual da marca em seu novo momento: mudar para crescer, conteúdo maior por preço menor - de R$ 61 mil a R$ 72 mil.
Há ganhos em todos os setores do automóvel, desde a nova plataforma – aparência, habitabilidade, instrumentação, espaço interno, confortos tecnológicos, segurança e prazer de conduzir. Epicuristas, os de conduzir em vez de serem conduzidos, cobram posicionar as imaginárias marchas no console para funcionar como freio motor. O novo Sentra exibe esforço de equipe para configurá-lo a mercado e cliente nacionais, situando Alexandre Clemes, ex-GM, e Murilo Moreno, ex-Fiat, como definidores do produto.
Estilo supera em emoção os usuais japoneses, corretos mas insossos, marca o Sentra com ótimo coeficiente de arrasto – 0,29. Coisas prática, ampliou o porta malas a 503 litros – maior seria não utilizasse amplas dobradiças curvas.

No interior busca sugerir maior espaço, e nova plataforma contribui, com entre eixos de 2,70m. Portas abrem quase 90 graus facilitam entrar e sair.
Move-se por motor dianteiro, transversal, bloco e cabeçote em alumínio, 16 válvulas, 140 cv e 20 kgfm de torque. Trocou o tal de tanquinho para partida fria por velas aquecedoras Bosch. A força vai às rodas frontais por transmissão com polias continuamente variáveis, evoluída pela própria Nissan, definindo sete marchas. Sistema é mais curto e mais longo em relação às demais caixas mecânicas ou automáticas com tal número. Freios a disco e suspensão independente nas 4 rodas, assessoramento eletrônico.

A combinação motor/transmissão do Sentra, mecânica 6V ou por polias, recebeu nota “A” do programa de etiquetagem do INMETRO. Suspensão tratada aos pisos nacionais: reforço na barra estabilizadora traseira, nos rolamentos, amortecedores mais fortes – ZF/Sachs das linhas superiores. Antes o Brasil era apenas outro mercado para o Sentra. Agora o produto é cuidado para os rigores das evidências do que se imagina a pior engenharia de pavimentação e conservação do mundo.
Poucas cores: Preto Premium – sólida; Prata Classic e Azul Grafite - metálicas; Branco Diamond – perolizada. Revestimento escuro e partes em couro preto – deveria ter opção clara. O comprador local demorou 20 anos para livrar-se da ditadura do preto e do prata estofados em couro preto. Agora, educado, deveria ser auxiliado em cores e materiais para o clima tropical.
Garantia de três anos sem limite de quilometragem, dois com programa de assistência 24h, e preços tabelados para revisão.

Em resumo
Passo à frente dos concorrentes, mais conteúdo por preço idêntico ou menor. Tecnologia avançada, redução de consumo como meta mundial, Sentra anuncia a nova fase da Nissan no Brasil. Manter-se-á mexicano. Coluna resume a grande lista de conteúdo do novo produto.

Quanto custa ?

2.0 S  - R$ 60.990
Ar, direção elétrica, transmissão manual seis marchas, duas almofadas de ar, engates isofix para cadeiras infantis, rodas leves, ampla lista de equipamentos.
2.0 SV - R$ 65.990
S + câmbio Xtronic, ar digital, radio cd com tela de 4,3”
2.0 SL - R$ 71.990
SV +: couro preto, almofadas de ar laterais e de cortina, teto solar, espelhos rebatíveis, sensor de iluminação e estacionamento, câmera traseira, GPS.


Roda-a-Roda  
   
Novidade – O acordo operacional entre a PSA – Peugeot/Citroën – e a GM - e dando economia em compras e gerando projetos de desenvolvimento de veículos comuns, incluindo motor comum para os carros de entrada de ambas as marcas, enfrenta dificuldades.

Os Xing – Ante queda de vendas e lucros a Peugeot buscou fazer caixa, vendendo ações para a chinesa Dongfeng Motors. Mas outra, a SAIC, sócia da GM, obstou. Questão numérica, a GM tem 7% da PSA e a Dongfeng quer assumir 30%. A re capitulação da PSA projeta aporte pelo governo francês, já acionista da Renault.

Surpresa – Ao projetar vendas de 50 mil Maseratis em 2015, partindo de meras 6.300 em 2012, analistas sorriram giocondamente. Porém balanço de trimestre exibe, a marca da Fiat vendeu 22.500 unidades até setembro.

Produto – Fez novos modelos. Sedã Quattroporte – 10 mil unidades, a US$ 150 mil – uns R$ 350 mil, porta da fábrica. SUV, Levante, para 2015, projeta vender entre 20 e 25 mil unidades – e superar as então incríveis previsões.

Mais – Em projeto de ampliar vendas a Porsche quer 15 novos mercados até o final da década. Inclui o norte da África, e lançar o Macan, SUV de menor porte, dividindo plataforma MQB e partes com VW Tiguan e Audi Q3.

Esforço - No projeto de liderança mundial da Volkswagen todas as 10 marcas sob a lucrativa árvore, de Scania a motos Ducati, a Porsche, lucrativa, é 25%, terceiro lugar. Mais rentável é Audi. Na prática, luxo é o lucro.

Vitrine – Europeus tendem flexibilizar níveis de emissões, seguindo a re eleita Angela Merkel. Emissões/km são hoje a angústia econo tecnológica às marcas europeias. Acusa-se, a alemã Merkel tornou-se dúctil por doação eleitoral de 690 mil euros de dona Johanna Quandt, detentora de 47% da BMW.

Caminho – Grupo Gandini diversifica: tenteia o negócio Kia em contração, e monta no Uruguai chinesa marca Geely para evitar impostos de importação, e o IPI acrescido em 30%. São os responsáveis pela queda de vendas Kia, de 77 mil unidades em 2011 a previstas 28 mil em 2013.



Xing Ling – Será capaz de produzir 20 mil u/a, entre sedã médio EC7, motor 1.8, 138 cv, e hatch 1.0 e 68 cv. Lançamento janeiro, rede em formação.





Enfim – Transmissão automática 6V chegou ao Peugeot 308. Permeou do sedã superior 408, e agora se casa com o motor 2.0 de 151 cv. Outras opções são o motor 1.6, 122 cv, e o superior 1.6 HTP, 16V, injeção direta, turbo, 165 cv sociedade com a BMW, um dos responsáveis pelo retomar da marca.

Composição – O 1.6 flex dispensa tanquinho, fazendo pré aquecimento do álcool, e tem transmissão mecânica 5 marchas. O 2.0 é flex, cinco marchas mecânicas ou 6 automáticas. O motor turbo não bebe álcool e sua transmissão é exclusivamente automática sequencial 6V.

Aumento – Ata do Copom, Banco Central, prevê 5% de aumento nos combustíveis. Petrobrás queria 13%. Em novembro. Campanha eleitoral nas ruas, Presidente sem fixar a imagem de gestora, Oposição crescendo, melhor segurar os preços, dar prejuízos à Petrobrás, criar clima de eufórico tudo bem.

No clima – Além das numerosas e variadas bolsas-benesses, disse o ministro 
Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a redução de IPI aos veículos deve ser prorrogada até março.

Alegria – Faz a alegria de indústria e comércio, ante a queda de 6% nas vendas de setembro. E explica o quase todas as fábricas absorverem os juros de financiamento, anunciando aos consumidores prestações a juro Zero.

La Bengell - Acresço ao curriculum da atriz – primeiro nu frontal do cinema brasileiro em “Os Cafajestes” -, cantora e produtora Norma Bengell, 1935-2013, recém passada: deu nome a protótipo de história e estória nebulosas. Dele ninguém sabe porque surgiu, porque não se viabilizou, e onde foi parar.

Ventania – Chamavam-no Ventania, derivado do Simca Tufão, V8, 2,5 litros, esportivo, linhas limpas, e esteve com a atriz no filme “As Cariocas”, de Sérgio Porto. Tal exposição batizou-o. A Coluna, pétrea em foco, é firme, não exibirá o famoso nu, mas o quase desconhecido automóvel.


Gente – Fiat e Ford destacam-se no fornecer de mão de obra de reconhecida qualidade. OOOO Líder cedeu Sérgio Ferreira e João Veloso à Nissan. OOOO Chegante gostou e buscou Pedro Chaves para diretor de vendas, Renato Dienes, gerente de vendas diretas e Edson Kruger, administração de vendas e Distribuição. OOOO Da Ford, ex presidentes Ivan Fonseca e Silva e Antonio Maciel Neto, agora presidem respectivamente a operação Geely , do Grupo Gandini, e o intrincado grupo CAOA. OOOO