segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

COMPACTO, MAS ESTONTEANTE - Por Fernando Calmon, de Affalterbach, Alemanha


Modificar carros de série para torná-los mais ágeis, potentes e prontos a aguçar as melhores técnicas de guiar é um negócio próspero no mundo. Vários fabricantes, inclusive marcas generalistas, oferecem tais opções aos compradores. Marcas premium vão longe e o Trio de Ferro alemão se destaca com Audi (linha SR), BMW (M) e Mercedes-Benz (AMG).No Brasil, chega a surpreender a relativa aceitação desses modelos, todos obviamente bem mais caros que os convencionais. Caso à parte e único é o dos AMG, que representam 4% de todas as vendas dos Mercedes-Benz no Brasil e no resto do mundo, apenas 2%.Fundada em 1967 por dois ex-funcionários da fábrica e adquirida pela empresa alemã em 2005, a AMG prosperou. Instalada em Affalterbach, cercanias de Stuttgart, cidade sede da Mercedes-Benz, a antiga preparadora de modelos de série para competição hoje tem 800 colaboradores.

Com o lançamento do novo Classe A, aceitou o desafio de incursionar na seara dos motores de quatro cilindros, que se juntaram aos V-6, V-8 e V-12. E não brincou em serviço: o 2-litros turbo entrega nada menos de 360 cv e 45,8 kgf∙m de torque. Trata-se da maior potência específica (180 cv/litro) alcançada por um motor quatro-cilindros feito em série, hoje, no mundo.A versão hatch chega agora ao Brasil, na faixa dos R$ 260.000. Em meados de 2014 será a vez do sedã CLA 45 AMG, bem perto dos R$ 300.000. Foi possível avaliar o mais recente produto da grife, depois de visita às suas instalações na pequena cidade de apenas 4.600 habitantes, em meio a um grande descampado.

Apesar das especificações técnicas impressionantes, o carro prima pela relativa discrição. Claro, é fácil identificá-lo por qualquer ângulo: grade dianteira com frisos duplos cromados, duas amplas aberturas sob os conjuntos óticos, spoiler discreto, saias laterais, rodas pintadas de preto a expor enormes discos de freio (13,8 pol. frontais e 13 pol. traseiros) ventilados/perfurados (pinças em vermelho), saídas de ar nos extremos do para-choque traseiro e ponteiras duplas de escapamento. Pneus são largos, de perfil baixo (235/40, aro de 18 pol.) e carcaças dos espelhos, em plástico/fibra de carbono. Nada de defletores ou aerofólios exagerados para conspurcar suas linhas.

Por dentro, além do acabamento de primeiro nível e bancos do tipo concha mais leves, garante toque esportivo por meio de fina costura na cor vermelha sobre o couro dos bancos, apoio de braços central, laterais e de ponta a ponta do painel frontal. Curiosamente, utiliza chave de ignição convencional (sem botão de partida) e alavanca seletora do câmbio no console de túnel (na coluna de direção, CLA comum). Atrás, sem mudanças, mas pelo formato do teto passageiro com mais de 1,80 m pode raspar a cabeça na forração.Mecânica refinada: novos braços de suspensões, estas rebaixadas em mais de um centímetro (traseira com subchassi); barras estabilizadoras mais grossas; tração permanente nas quatro rodas de alta eficiência; câmbio automatizado de duas embreagens e sete marchas; sem falar no turbocompressor de dupla voluta e inter-resfriador para motor e câmbio.

Primeira impressão
Banco abraça de verdade o corpo, volante de base reta e pegada perfeita, pedais revestidos de alumínio e sem muitos botões na cabine para atrapalhar. É o esperado para arrancar tudo que o CLA 45 AMG dá direito. Pena o dia chuvoso ter atrapalhado a liberação plena de suas virtudes. Ainda assim, acelera como gente grande (0 a 100 km/h em estonteantes 4,6 s, dado de fábrica). Mantém sublime atitude em curvas (levíssimo e confiável subesterço), freios que respondem de forma eficiente e progressiva, além de direção precisa e comunicável. Nada de surpresas ao guiar, pois em um automóvel desse desempenho seria perigosamente desagradável.Para quem sabe de fato o que está fazendo, é possível desligar o controle eletrônico de trajetória que perdoa os excessos e ajuda muito. Mas, volta automaticamente a atuar ao primeiro toque no pedal de freio. Em condições normais de uso o carro é suave para dirigir, próximo a um sedã compacto tradicional.

No entanto, ao selecionar a posição “S” no console, tudo se transforma. Nas trocas de marchas, que podem ser feitas a até bastante expressivas (para um motor turbo) 6.700 rpm, há o comemorado estampido no escapamento. Em reduções, ocorre aceleração interina antes do engate da marcha inferior. Hastes atrás do volante são ideais para comandar o câmbio e, no limite eletrônico de rotações, o motorista é que decide o momento de selecionar a relação seguinte.Estava disponível, no carro avaliado, a configuração opcional de suspensão esportiva. Para uso no Brasil, ocupantes precisariam ter rins em ordem tal seu grau de dureza. Mesmo nas excelentes estradas alemãs, os solavancos e vibrações são fortes demais. Certamente, ideal para quem deseja dar voltas em autódromos e explorar seus dotes naturais ou assimilados. Na Alemanha, circuitos como os de Nürburgring oferecem essa possibilidade a preço módico.  


Para arrematar, a AMG oferece um sistema de escapamento para quem se incomoda com o ronronar típico e limitado de um propulsor de quatro cilindros. Ah, também deixaram o sistema automático de desligar-ligar o motor no trânsito. Difícil é saber exatamente por quê...

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmon                                                                                                                               

domingo, 8 de dezembro de 2013

Beto Monteiro é o campeão brasileiro da Temporada 2013 de Fórmula Truck


O piloto da Scuderia Iveco, Beto Monteiro, é o novo campeão brasileiro de Fórmula Truck. Neste domingo (08/12), em uma prova marcada por superações, o pernambucano levou seu caminhão Iveco Hi-Way de competição número 88 ao primeiro título nacional da equipe, somando-se ao Sul-Americano conquistado em setembro na Argentina. 

A prova válida pela 10ª e última etapa da Temporada 2013 disputada no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília (DF), teve também pódio duplo. O vencedor da etapa foi Valmir Benavides, o “Hisgué”, que largou da 4a posição e terminou em primeiro, resultado que também marca a sua primeira vitória pela Scuderia Iveco após dois anos competindo com o caminhão Iveco número 2.

“Dedico essa conquista de campeonato a toda a equipe e à Iveco, que sempre confiou em nosso trabalho. Esse título é fruto de muita dedicação”, disse, emocionado, Beto Monteiro, ao subir no pódio de Brasília (DF). Em 2013, Monteiro conseguiu duas vitórias, além de um terceiro e três quartos lugares. Seu desempenho extremamente competitivo lhe garantiu os dois títulos da categoria nesta temporada: “Nosso caminhão foi o destaque neste ano. Sempre eficiente, ele demonstrou muito resistência e durabilidade em todas as etapas”, acrescentou o pernambucano.



Em um final de semana coroado com a sua primeira vitória pela Scuderia Iveco, “Hisgué” também reforçou o excelente trabalho da equipe. “Essa vitória em Brasília representa muito para nós. Tivemos uma temporada difícil, com muita disputa entre as equipes, mas conseguimos superar tudo”, comentou Valmir Benavides.




Antes da corrida, a Scuderia Iveco recebeu a “Camisa Amuleto”, uma iniciativa que levou o pensamento positivo da torcida Iveco feita nas redes sociais. São 24 frases de incentivo aos pilotos, à equipe e ao caminhão. A participação ocorreu por meio do Facebook da Scuderia Iveco (www.facebook.com/ScuderiaIveco), e o post convocando os torcedores contou com 4.529 curtidas e 370 compartilhamentos. Foram enviadas 190 mensagens de todo o Brasil.

A corrida do título

Às 13h15 deste domingo, horário da largada em Brasília (DF), a temperatura de pista beirava os 32°. Por não ter completado sua volta no treino classificatório de sábado, Beto largou da 21a posição, mas em sua primeira volta conseguiu ficar em 17°. No pelotão da frente, “Hisgué”, que largu em 4°, manteve sua posição e constância, sempre permanecendo no “Top 5”. Neste momento, para ficar com o título, Beto precisava chegar na sexta posição.

Com o tempo passando, o calor de Brasília começou a fazer suas primeiras “vítimas”, e pelo menos quatro competidores concorrentes tiveram que sair por conta de falha em seus equipamentos. Mas a Scuderia Iveco, assim como nas demais etapas, manteve-se na pista.No meio da corrida, Beto chegou a queimar o radar e teve que fazer uma volta dentro dos boxes, forçando-o a largar da 18a posição, na frente, Valmir conseguiu o terceiro e depois o segundo lugar, brigando pela ponta nos 20 minutos finais de corrida.

Do 18° lugar, Monteiro conseguiu realizar várias ultrapassagens e chegou ao quinto lugar, um desempenho que já lhe renderia o título. Porém, há duas voltas do final, o primeiro colocado teve uma falha mecânica e abandonou a prova. “Hisgué” assumiu a ponta e terminou em primeiro lugar, com Beto em quarto – sua pontuação final chegou a 149 pontos, 21 à frente do segundo colocado.Com um pódio duplo na última etapa do ano, a Scuderia Iveco teve pela primeira vez em seus cinco anos de participação na Fórmula Truck um piloto campeão brasileiro e sul-americano na mesma temporada. Na classificação de marcas, a Iveco terminou em terceiro lugar.

Porsche entrega mais de 14.000 veículos em novembro

A Porsche AG entregou a chave de mais de 14.000 veículos aos clientes em novembro de 2013, um aumento de 9,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foram 147.290 novos Porsches entregues entre os meses de janeiro e novembro de 2013, um aumento de 14,2% em relação ao mesmo período no ano de 2012.


O crescimento da Porsche ficou bastante evidente na Alemanha durante o mês de novembro de 2013. Foram 1.465 entregas, um aumento de mais de 20% em relação ao mesmo mês do ano passado. Na China, a Porsche entregou 3.707 veículos aos clientes, um aumento significativo de 27% em relação ao ano passado. Nos EUA, 3.966 novos carros foram entregues aos clientes, um aumento de 2,6% em comparação com o mesmo mês no ano passado e o maior número de entregas no mês de novembro já registrado pela Porsche no mercado americano. 

A demanda continua elevada durante o ano do jubileu de ouro do Porsche 911. Quase 3.000 unidades deste modelo foram entregues aos clientes em novembro de 2013, um aumento de 47,6% em comparação ao mesmo mês do ano passado. A Porsche também entregou um total de 1.933 unidades da linha formada pelo roadster Boxster e pelo cupê Cayman, um aumento de 55% em relação ao mês de novembro de 2012.



Entregas da
PORSCHE AG
Novembro
Janeiro a novembro
2013
2012
Dif.(%)
2013
2012
Dif. (%)
Mundo
14.150
12.928
9,5
147.290
128.978
14,2
Europa
3.900
3.641
7,1
46.031
44.321
3,9
Alemanha
1.465
1.197
22,4
19.210
16.137
19,0
América
4.532
4.447
1,9
45.662
37.581
21,5
EUA
3.966
3.865
2,6
39.077
32.091
21,8
Ásia Pacífico, África e Oriente Médio
5.718
4.840
18,1
55.597
47.076
18,1
China
3.707
2.919
27,0
34.113
29.268
16,6

Novidades no calendário da Stock Car


As maiores novidades de 2014 do Circuito Nova Schin Stock Car são os retornos de Goiânia e de Santa Cruz do Sul ao calendário da principal e mais importante categoria do automobilismo brasileiro. Como tem acontecido há mais de uma década, serão 12 provas no ano, com a abertura no dia 23 de março em Interlagos, com uma corrida diferente. Será mais longa (50 minutos) e com a dupla formada pelo piloto que correrá toda a temporada e um convidado. Eles terão de ser trocados, além de a corrida ter parada para reabastecimento e troca de pneus.

O Autódromo de Goiânia passa por grandes reformas, que já tiveram início, e estará de volta, no dia 27 de abril, depois de 12 temporadas ausente e a Stock Car foi a categoria escolhida pelo Governo para a reinauguração da pista goiana. Santa Cruz, que tem um dos mais novos autódromos do Brasil, inaugurado em 2005, não fez parte do calendário da Stock Car desde 2011, quando Alceu Feldmann conquistou a, até hoje, sua única vitória no Circuito Nova Schin Stock Car. Distante cerca de 150 quilômetros da capital Porto Alegre, Santa Cruz terá sua prova no dia 13 de abril.

A Corrida do Milhão, marcada para 3 de agosto, ainda aguarda a confirmação do local da prova que dá a maior premiação do esporte brasileiro: R$ 1 milhão ao vencedor.

O encerramento da temporada do Circuito Nova Schin Stock Car está marcado para Brasília no dia 16 de novembro. Esta será a quarta vez nos 34 anos da Stock Car que o campeonato terminará fora de Interlagos. A primeira foi em 1989, quando o autódromo paulistano passou por grandes reformas e a corrida foi para Goiânia. As outras foram em 2010 (Curitiba) e 2011 (Velopark).

Nos dias 26 e 27 de fevereiro está marcado um treino coletivo no Autódromo de Curitiba. Esta será uma oportunidade para as equipes, entre outros pontos, treinarem a troca de pilotos para a prova de abertura em Interlagos.Em 2014 o Circuito Nova Schin Stock Car terá grandes mudanças, pois a categoria passa a ter 21 corridas, sendo nove rodadas duplas - 18 corridas, uma de 40 minutos e outra de 20 minutos -, com três provas transmitidas ao vivo pela Rede Globo: a abertura do Circuito 2014 Nova Schin Stock Car, a Corrida do Milhão, e a prova decisiva e final do campeonato, que serão em datas diferentes. Todas as outras serão levadas ao ar, também ao vivo, pelo SporTv.

Calendário do Circuito Nova Schin Stock Car 2014 

25 e 26/2 - Curitiba - PR - treinos coletivos
23/3 - São Paulo (prova em duplas)
13/4 - Santa Cruz do Sul - RS
27/4 - Gioânia - GO
1/6 - Ribeirão Preto - SP *
3/8 - Corrida do Milhão (local a ser confirmado) *
17/8 - Cascavel-PR
31/8 - Curitiba - PR
14/9 - Velopark - RS
28/9 - Salvador - BA/alternativa 
12/10 - Curitiba/alternativa
2/11 - Tarumã - RS
16/11 - Brasília - DF/alternativa

"Ricardos" Rosset e Baptista decidem o título da Porsche Cup em Interlagos


O campeão da Porsche Cup 2013 chama-se Ricardo. Um deles, Rosset ou Baptista, conquistará o título da categoria neste domingo em Interlagos. A vitória na prova deste sábado ficou com Constantino Júnior, mas o segundo lugar de Baptista e o terceiro de Rosset reduziu a dois os candidatos a campeão da temporada. A decisão será transmitida ao vivo pelo portal Terra, que mostrará a prova das categorias Challenge e Light a partir das 10:30 e a da Cup às 11:30.

Em uma prova muito disputada, a técnica e o autocontrole dos pilotos falou mais alto. Desde a largada, os três primeiros colocados do campeonato mantiveram suas posições do grid; Constantino líder, Baptista em segundo e Rosset em terceiro. Os dois primeiros passaram toda a corrida disputando a liderança e abriram boa vantagem sobre o líder do campeonato, que passou a prova inteira sendo atacado por Pedro Queirolo. Roberto Posses terminou em quinto, com Marcel Visconde e Maurizio Billi (segundo da Master e líder no campeonato da classe) disputando a última vaga no pódio durante praticamente toda a prova. Billi terminou em sétimo, mas ficou em segundo lugar na classe Master, atrás de Posses e à frente de Figueirôa. 

Consciente de que a vitória poderia não ser suficiente para se manter na luta pelo título, Constantino correu pensando unicamente em vencer - e conseguiu em alto estilo, fazendo um "grand chelem" (pole, melhor volta e vitória de ponta a ponta). "A prova foi muito interessante, como tem sido todas desde que eu voltei. Foi legal porque o Ricardo Baptista precisava da vitória e guiou com agressividade. Foi diferente da etapa da F1, em que o Rosset adotou uma postura mais conservadora também por causa do campeonato. Estou bastante feliz, vou tentar fazer a minha parte e vencer a prova amanhã." 

Baptista, segundo colocado e agora único adversário de Rosset na luta pelo título, relatou: "Eu e o Constantino andamos muito forte. No final da prova, faltando umas duas ou três voltas, meu carro perdeu rendimento porque andei muito nos treinos classificatórios. Tentei pressionar o tempo inteiro pra ver se o Constantino cometia algum erro, mas ele não errou e mereceu a vitória. Para amanhã, eu preciso ganhar, mas não dependo só de mim. É aguardar a corrida e ver o que vai dar".

Rosset, por sua vez, considerou a corrida extremamente difícil. "Foi complicada mesmo. Larguei bem, mas pensei no campeonato e achei melhor não arriscar. O comportamento do carro foi piorando durante a prova e o Queirolo vinha atrás, pressionando muito. Numa condição normal de prova, ele teria me ultrapassado. Tentei segurar a posição até onde deu e terminei na frente dele. Ainda bem que vou largar numa boa posição amanhã", explicou.

Rosset permanece em boa situação para chegar ao título. Qualquer colocação entre os sete primeiros lhe dá o título, independentemente da colocação de Baptista. Se Rosset não marcar pontos, Baptista precisa terminar no mínimo em quinto lugar para ser campeão. O vice-líder tem três pontos para descartar, enquanto Rosset já "zerou" em duas corridas nesta temporada.

Resultado final da prova 16 da Porsche Cup
1) 0-Constantino Júnior, 16 voltas em 26:49.349, média de 154,223 km/h
2) 27-Ricardo Baptista, a 1.397
3) 88-Ricardo Rosset, a 13.637
4) 13-Pedro Queirolo, a 14.401
5) 52-Roberto Posses (M), a 20.268
6) 15-Marcel Visconde, a 25.022
7) 34-Maurizio Billi (M), a 25.503
8) 9-Guilherme Figueirôa (M), a 31.125
9) 10-Adalberto Baptista, a 56.031
10) 11-Omilton Visconde Júnior (M), a 1:24.678
11) 36-Charles Reed (M), a 1 volta
Não classificado:
89-Daniel Paludo, a 12 voltas
Não largaram
28-Eduardo Azevedo
77-Daniel Schneider
18-Carlos Ambrósio
Melhor Volta: Constantino Júnior, 1:39.839, média de 155,374 km/h, na 2ª volta

Classificação do campeonato após 16 de 17 provas
1) Ricardo Rosset, 248 pontos; 2) Ricardo Baptista, 226; 3) Constantino Júnior, 192; 4) Pedro Queirolo, 176; 5) Marcel Visconde, 168; 6) Maurizio Billi, 143; 7) Daniel Paludo, 117; 8) Clemente Lunardi, 114; 9) Roberto Posses, 109; 10) Tom Valle, 106; 11) Guilherme Figueirôa, 104; 12) Adalberto Baptista, 101; 13) Fábio Viscardi, 76; 14) Sylvio de Barros, 71; 15) Sérgio Ribas, 64; 16) Gui Affonso, 59; 17) Marcelo Franco, 56; 18) Charles Reed, 38; 19) Omilton Visconde Júnior, 31; 20) Carlos Falletti, 8; 21) Alan Turres, 8; 22) Vanuê Faria, 6; 23) Cléber Faria, 6; 24) Carlos Ambrósio, 4; 25) Valter Rossette, 3; 26) Ronaldo Kastropil, Eduardo Azevedo e Daniel Schneider, sem pontos.

Porsche Challenge: Azevedo vence e disputa pelo título entre Schneider e Ometto fica mais apertada


Ficou para este domingo a decisão do título da Porsche Challenge. Eduardo Azevedo confirmou o favoritismo conquistado após obter a pole position para as duas provas deste final de semana: venceu de ponta e fez a melhor volta. O campeonato será decidido neste domingo entre o líder Daniel Schneider (sexto colocado na prova deste sábado) e Rodolfo Ometto (terceiro). 

Azevedo e Ometto, ocupantes da primeira fila, mantiveram as duas primeiras colocações após a largada. Azevedo liderou toda a corrida com tranquilidade, enquanto Ometto, nas voltas finais, passou a ser ameaçado por Franco Giaffone, que ganhou a posição a três voltas do final. Schneider, por sua vez, teve uma corrida difícil: "encaixotado" após a largada, caiu para o décimo lugar e precisou lutar muito para terminar em sexto. O pódio foi completado por Otávio Mesquita, quarto, e Gilberto Farah, quinto.

A classe Light, que faz provas extracampeonato, terminou com uma dobradinha catarinense, com James Ramos à frente do estreante Kreis Júnior. James, assim como Azevedo, fez a pole e liderou toda a corrida em sua classe, enquanto Kreis chegou ao segundo lugar depois de muita briga com Renato Benedetto, Tom Filho, Rodolfo Toni e Guto Oni. Este último se atrasou ao rodar e deixou o sexto lugar para Rodrigo Souza.

"Foi uma prova muito boa, muito bacana", afirmou Azevedo. O Rodolfo largou melhor que eu, mas eu pensei que se eu perdesse a posição para ele não conseguiria passar de novo. Eu sabia que ele não iria vir com tudo porque está disputando o campeonato, enquanto eu não tinha nada a perder. Tentei abrir para poder poupar um pouco o carro para a prova de amanhã. Vvou tentar mais uma vitória", declarou o vencedor.

Mesmo com provas problemáticas, os dois postulantes ao título mantiveram a tranquilidade. "Larguei em segundo, mas cometi um erro e o Franco (Giaffone) chegou. Não sei se pelo calor, mas todo mundo começou a perder aderência", afirmou. Sobre a luta pelo título, brincou com Schneider, com quem conversava: "Agora o Schneider está assim, todo animadinho, mas a corrida só acaba na bandeirada", desafiou.

Schneider, por sua vez, explicou o mau começo de prova: "O Otávio largou muito mal, nada demais. Coloquei por dentro, até daria para passar, mas preferi não arriscar. Quando quis voltar, vinha um bloco de carros e fiquei em má posição na pista, não tinha como sair do bolo. O carro não estava muito bom, achei que com a queda da temperatura da pista ia melhorar, mas errei um pouquinho no ajuste do carro e não foi isso que aconteceu. Mas deu tudo certo. Pense bem: no final da primeira volta, ele (Rodolfo Ometto) estava em segundo e eu em décimo. No final, ele ficou em terceiro e eu em sexto".

Neste domingo, Schneider precisa de um quarto lugar para ser campeão sem se preocupar com o resultado de Ometto. Se o atual líder não pontuar, um sexto lugar será suficiente para Ometto ficar com a taça.

Resultado final da prova 15 da Porsche Challenge
1) 88-Eduardo Azevedo, 16 voltas em 27:35.472, média de 149,926 km/h
2) 3-Franco Giaffone, a 2.964
3) 8-Rodolfo Ometto, a 4.859
4) 51-Otavio Mesquita, a 7.212
5) 81-Gilberto Farah, a 9.496
6) 77-Daniel Schneider, a 11.718
7) 63-Fabio Alves, a 13.265
8) 18-Carlos Ambrósio, a 25.989
9) 10-Carlos Silveira, a 36.992
10) 31-Marcello Sant'Anna, a 37.295
11) 15-James Ramos (L), a 54.319
12) 71-Kreis Júnior (L), a 59.619
13) 82-Renato Benedetto (L), a 1:03.074
14) 19-Tom Filho (L), a 1:04.524
15) 53-Rodolfo Toni (L), a 1:08.586
16) 35-Rodrigo Souza (L), a 1:22.952
17) 58-Jorge Gomez (L), a 1:23.482
18) 93-Guto Oni (L), a 1:23.684
19) 55-Xarlis Mud (L), a 1:33.085
21) 28-Luiz Oliveira (L), a 1 volta
Não classificados
22) 16-Ludovico Pezzangora, a 12 voltas
23) 17-Marcelo Stallone, a 15 voltas
Melhor volta: Eduardo Azevedo, 1:42.443, média de 151,424 km/h, na 4ª volta

Classificação do campeonato após 15 de 16 provas
1) Daniel Schneider, 225 pontos; 2) Rodolfo Ometto, 204; 3) Carlos Ambrósio, 156; 4) Gilberto Farah, 148; 5) Otávio Mesquita, 146; 6) Franco Giaffone, 138; 7) Eduardo Azevedo, 127; 8) Fábio Alves, 125; 9) Marcello Sant’anna, 95; 10) Marcelo Stallone, 90; 11) Carlos Silveira, 65; 12) Ludovico Pezzangora, 48; 13) Johnny Freire, 45; 14) Ipe Ferraiolo, 44; 15) Guilherme Ribas, 36; 16) Tom Filho, 32; 17) Luiz Arruda, 31; 18) James Ramos, 30; 19) Elias Azevedo, 24; 20) Christian Pons, 24; 21) Caê Coelho, 22; 22) Rodolfo Toni, 21; 23) Renato Benedetto, 21; 24) Rodrigo Mello, 19; 25) Alan Turres, 18; 26) Vitor Scheid, 17; 27) Rodrigo Souza, 17; 28) Luís Carvalho, 16; 29) Rick Lisboa, 12; 30) Peter Ficker, 12; 31) Valter Rossette, 10; 32) Christian Germano, 9; 33) Guto Oni, 9; 34) Mayara Bianchi, 7; 35) Roberto Mello, 6; 36) Tiozinho Marangoni, 6; 37) Joca Silveira, 5; 38) Kreis Júnior, 5; 39) Gonzalo Patoqui, 5; 40) Rogério Wehmuth, 4; 41) Sérgio Laganá, 3; 42) Zé Ricardo Viana, 2; 43) Esio Vichiese, 2; 44) Carlos Baptista, Jorge Gomez, Alejandro Pimentel, Xarlis Mud, Du Rocha, Luiz Oliveira, Luiz Elias, Orlando Bolzan Neto e Marcos Baumgart, sem pontos.

Porsche Master: Posses vence, mas título ficará com Billi ou Figueirôa

Maurizio Billi ou Guilherme Figueirôa. Um destes dois pilotos será o primeiro campeão da classe Master, divisão da Porsche Cup reservada para pilotos com 50 anos ou mais. Roberto Posses venceu a prova realizada neste sábado, mas tem mais chances de ser campeão. A decisão será transmitida ao vivo pelo portal Terra, que mostrará a prova das categorias Challenge e Light a partir das 10:30 e a da Cup às 11:30.

Mesmo saindo da luta pelo campeonato, Posses não escondia o contentamento com o resultado da prova. "Me diverti muito! A prova de hoje foi bárbara, larguei muito bem e me mantive na frente até o final. Amanhã tem mais", prometeu. Billi, por sua vez, ficou em situação um pouco mais confortável para a prova final. "Fiz uma corrida pra marcar pontos e amanhã chego com um pouco mais de corpo pra decisão. Estou satisfeito e acredito que amanhã vai dar pra fazer uma boa corrida", dizia. Figueirôa, por sua vez, afirmou que vai tentar outro acerto no carro para a corrida deste domingo: "Senti que meu carro não estava andando bem de reta, tomava 3 décimos na subida de qualquer outro carro. Mas cheguei apenas uma posição atrás do Billi, então não foi ruim". 

Billi larga neste domingo precisando apenas percorrer 75% da distância da prova para pontuar e ser campeão sem precisar se preocupar com o resultado de Figueirôa. Se Billi abandonar a corrida antes de completar os 75%, Figueirôa precisará apenas terminar a corrida para superar o total de pontos do adversário. 



Resultado final da prova 16 da Porsche Master
1) 52-Roberto Posses; 2) 34-Maurizio Billi; 3) 9-Guilherme Figueirôa; 4) 11-Omilton Visconde Júnior; 5) 36-Charles Reed (M)

Classificação do campeonato após 16 de 17 provas
1) Maurizio Billi, 250 pontos; 2) Guilherme Figueirôa, 235; 3) Roberto Posses, 194; 4) Clemente Lunardi, 158; 5) Tom Valle, 154; 6) Gui Affonso, 144; 7) Sérgio Ribas, 130; 8) Charles Reed, 97; 9) Omilton Visconde Júnior, 88; 10) Carlos Falletti, 14.

Porsche Light: James Ramos corre pela primeira vez em Interlagos e vence sua quarta corrida


Mesmo fazendo provas extracampeonato, a Porsche Light proporcionou grandes emoções neste sábado em Interlagos. E terminou com uma dobradinha catarinense, com o vice-campeão James Ramos à frente do estreante Kreis Júnior. James, fez a pole e liderou toda a corrida em sua classe. Kreis chegou ao segundo lugar depois de muita briga com Renato Benedetto, Tom Filho, Rodolfo Toni e Guto Oni. A briga entre os cinco carros só terminou quanto este último se atrasou ao rodar e deixou o sexto lugar para Rodrigo Souza.

Resultado da Porsche Light
1) 15-James Ramos; 2) 71-Kreis Júnior; 3) 82-Renato Benedetto; 4) 19-Tom Filho; 5) 53-Rodolfo Toni (L); 6) 35-Rodrigo Souza (L); 7) 58-Jorge Gomez; 8) 93-Guto Oni; 9) 55-Xarlis Mud (L); 10) 90-Roberto Mello; 11) 28-Luiz Oliveira.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Produção até novembro de 2013 já supera resultado do ano anterior


A produção brasileira de autoveículos em 2013 superou pela primeira vez na história a barreira dos 3,5 milhões de unidades – mesmo sem contar com o desempenho do último mês do ano. As informações são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, e foram divulgadas na quinta-feira, 5, em São Paulo, SP.O acumulado do ano aponta crescimento de 11,8% ao se comparar as 3,5 milhões de unidades de 2013 com as 3,1 milhões do ano anterior. O resultado dos
onze meses decorridos deste ano já é maior que todo 2012 e também 2011, até então o melhor da história em produção. No comparativo mensal, as 289,6 mil unidades de novembro representam retração de 8% com relação ao mesmo mês de 2012 e de 10,7% sobre outubro de 2013.

Outro recorde foi registrado na produção de máquinas agrícolas. De janeiro a novembro foram produzidas 94 mil unidades – primeira vez que a casa dos 90 mil foi ultrapassada –, alta de 20,7% contra as 77,9 mil de igual período de 2012. Só no mês de novembro foram produzidas 8,3 mil máquinas, acréscimo de 21% ante as 6,9 do mesmo mês de 2012 e decréscimo de 16,2% com relação as 9,9 mil de outubro deste ano.

Luiz Moan Yabiku Jínior
Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, reforça os três pilares responsáveis pelos expressivos resultados de produção: “O estímulo à produção nacional gerado pelo Inovar-Auto, o forte desempenho do setor de agronegócios e as exportações são fatores que sustentam o crescimento recorde da produção brasileira”.Nas exportações, o acumulado está 29,4% superior a 2012, quando se defrontam as 522,9 mil deste ano com as 404 mil do ano passado. As 45,2 mil unidades que deixaram o País em novembro de 2013 significam aumento de 23,9% contra mesmo mês do ano anterior e queda de 12,7% com relação a outubro passado.

O segmento de máquinas agrícolas também registrou recuo tanto na comparação mensal quanto na acumulada. Em novembro foram exportadas 1,5 mil unidades, baixa de 18,1% e 11,7% frente as 1,8 mil de 2012 e 1,7 mil de outubro de 2013. E as 14,6 mil máquinas até novembro recuaram 5,1% ante as 15,4 mil de período semelhante de 2012.

Vendas e licenciamento
Nas vendas internas de máquinas agrícolas faltam apenas 3 mil unidades para que 2013 passe as 80 mil unidades comercializadas em 1976 e se torne o melhor ano da história: já são 77,2 mil máquinas de janeiro a novembro deste ano, alta de 19,9% sobre as 64,4 mil dos onze primeiros meses de 2012. Em novembro, as 6 mil unidades vendidas mostram acréscimo de 2,4% sobre novembro do ano passado e retração de 17,6% contra outubro deste ano.Já o licenciamento de autoveículos em novembro, com dois dias úteis a menos, ficou 2,8% abaixo do registrado no mesmo mês de 2012 – foram 302,9 mil unidades comercializadas neste ano e 311,8 mil no ano passado. O acumulado de 2013, com 3,41 milhões de unidades, está 0,8% menor que 2012, que em igual período já marcava 3,44 milhões.

Na visão de Luiz Moan Yabiku Junior, “o resultado de 2013 será, no mínimo, o segundo melhor ano da história em licenciamento, mas será preciso esperar o desempenho de dezembro para saber se este ano ainda poderá superar 2012”. O executivo crê que alguns fatores podem contribuir para o desempenho do último mês do ano:“A elevação do IPI a partir de janeiro, conforme já sinalizou o Ministro da Fazenda Guido Mantega, elevará os preços dos veículos. Além disso, é importante lembrar também que a incorporação de equipamentos de segurança em todos os automóveis e comerciais leves, além dos aumentos de custos de produção, poderão representar acréscimo nos preços. Em porcentuais decididos por cada  montadora”.

IPI

Segundo dados da Anfavea, cada ponto percentual da alíquota do IPI representa diretamente em aumento de 1,1% no preço do veículo (veja gráfico anexo). Portanto, para tomar como exemplo, caso as taxas do imposto para um automóvel de até 1.000 cc retornem ao seu patamar original a partir de janeiro – o que significa saltar de 2% para 7% - um veículo nestas características pode ficar 5,6% mais caro.A entidade atualizou ainda suas estimativas de geração de impostos com a redução do IPI, que agora indicam superávit em âmbito federal, estadual e municipal. O Governo Federal deixou de arrecadar R$ 4,9 bilhões desde que a redução do IPI entrou em vigor, em maio de 2012, mas arrecadou R$ 5,0 bilhões com PIS/COFINS. Nas esferas estaduais e municipais, com o IPVA e ICMS, a geração de impostos foi R$ 6,6 bilhões maior.