quinta-feira, 5 de julho de 2018

COLUNA DO FERNANDO CALMON - Olhar sobre o futuro


Alta Roda nº 1000/350 – 05/07/2018
Fernando Calmon
Uma jornada e tanto. Publicada desde 5 de maio de 1999, esta coluna completa agora 1.000 edições semanais consecutivas. Para seguir a tendência das mídias impressas e digitais, o nome do colunista passa a encimar a coluna. Alta Roda a partir de agora identifica as notícias curtas e relevantes que seguem abaixo. 

Para esta edição comemorativa foi feito um estudo sobre lançamentos até 2022. As três principais marcas, por exemplo, sinalizam apenas a quantidade e têm critérios diferentes sobre “novidades”. A indústria automobilística costuma apresentar gerações novas de modelos entre seis e oito anos e uma reciclagem de meia vida a cada três ou quatro anos. Segue uma projeção por sondagens e experiências anteriores. Sujeita, obviamente, a imprecisões por se tratar de segredos a sete chaves. 

Chevrolet: previstos 20 produtos. Renovação da atual linha: 13 modelos, incluídos Camaro cupê/conversível e Cruze hatch/sedã. Completados por crossover Onix; SUV base Onix (abaixo do Tracker); SUV base Cobalt (entre Tracker e Equinox); dois SUVs 7-lugares; picape entre Montana e S10 (base Cobalt) e Bolt (elétrico). Novo Blazer poderá ser o 21º veículo. 

Volkswagen já lançou seis de 20 novidades até 2020: Amarok V-6, Polo, Virtus, Tiguan, Golf e Variant. Seguem Gol e Voyage com câmbio automático, Jetta, Polo GTS e Virtus GTS ainda em 2018. Depois, T-Cross (SUV base Virtus), Tarek (SUV base Jetta), crossover (base Polo), picape intermediária (maior que Saveiro), nova Saveiro, novo Up! e o sucessor do Gol. Importados: Atlas (EUA) e Passat (Alemanha). A nova geração da Amarok (não muda desde 2010) ampliará a lista para 21 modelos. 

FCA: prevê 15 produtos Fiat. Além da renovação de Mobi, Uno, Argo, Cronos e Toro, haverá crossover (base Mobi), SUV (base Argo) e SUV 7-lugares (base Compass). Novas gerações de Strada e Fiorino. Versões com motores turbo e câmbios automáticos completam a gama. Da Jeep serão 10: Renegade e Compass atualizados e Compass 7-lugares. O restante, importado: Wrangler (e sua versão picape), Cherokee/Grand Cherokee e Wagoner/Grand Wagoner, além do “baby” Jeep (menor que Renegade). Ram terá picape média para 1.000 kg (do porte da antiga Dakota) e uma maior. 

Ford: não antecipa planos para cinco anos. Garante que terá três lançamentos em 2019. Estes poderiam ser Fusion, Edge e Mustang conversível. Novas gerações de Ka e Ka sedã, EcoSport (2020) e Ranger (2021) são previstas. 

Toyota tem dois ciclos: meia-vida em três anos e renovação a cada seis. Nova geração do Corolla confirmada para 2019. Além de renovação de Etios, Yaris, RAV4, Camry, Hilux e SW4, projeta para 2022 um SUV com base no Yaris e um possível crossover (base Etios). Nissan ainda está em fase de planejamento e estuda os segmentos em que vai atuar ou mesmo abrir mão. Honda não vislumbra novos segmentos de atuação: segue ciclos semelhantes aos da Toyota. 

Renault começa por renovar o Duster em 2019 e os demais modelos em ciclos de quatro e sete anos. Um novo crossover SUV/cupê é considerado certo para produção no Brasil (acima do Captur e mirando no Compass). Koleos volta a figurar entre os importados. 

A também francesa PSA vai se reinventar. Serão 16 produtos novos (incluídos comerciais leves), produzidos no Brasil e Argentina, até 2024. Começa com Citroën C4 Cactus no início de setembro. Peugeot 208, 2008, 308, além de C3 e C4 Lounge, terão novas gerações com uma única arquitetura modular conhecida como CMP. E também haverá uma picape média Peugeot para uma tonelada de arquitetura convencional.

ALTA RODA

PROGRAMA Rota 2030 começa a superar um impasse na reta final. Procuradoria Geral do Ministério da Fazenda (PGMF) apontou a impossibilidade legal de conceder incentivo fiscal para fabricantes que conseguirem superar a meta de eficiência energética a cada cinco anos. Novas negociações e uma solução: só modelos acima do padrão obrigatório terão direito ao benefício. 

INICIALMENTE, havia a interpretação de que inviabilizaria um ponto relevante do Rota 2030: estimular investimentos em pesquisa no País. Mas o enquadramento por modelo pode chegar aos mesmos resultados, sem obstáculos jurídicos, pois todos terão de cumprir a meta mínima sem incentivos. É provável que no fim deste mês o programa possa, afinal, ser anunciado. 

SISTEMA de chassi 100% ativo, que a ZF acaba de anunciar na Europa, pode se transformar em grande facilitador para adoção de direção autônoma. Suspensões convencionais não lidam com pisos irregulares sem exigir atuação do motorista. Tal recurso é preditivo e deixa a carroceria livre de quaisquer oscilações. Resta discutir os custos. 

RESSALVAS: apenas no mês de novembro próximo a Toyota pretende iniciar o terceiro turno de produção em Sorocaba, se o mercado confirmar a tendência de recuperação. Quanto ao Golf e à station Variant, apesar de lançados no mês passado, são modelos 2018 e não 2019, como costuma ser a regra. Há casos, porém, de outros veículos em mercado três ou quatro meses antes, que já são modelos 2019. 

Brasil é palco da maior competição mundial de mecânicos de caminhões e ônibus



A rodada final do VISTA (Volvo International Service Training Award), maior competição mundial em qualificação técnica de mecânicos e mecatrônicos de caminhões e ônibus do mundo, aconteceu na última semana, na fábrica da Volvo em Curitiba (PR). Reunindo as 40 melhores equipes de concessionárias da marca em todo o mundo, a rodada decisiva teve 200 participantes, divididos em times que disputaram entre si o título de “a melhor equipe de mecânicos do mundo”. Depois de uma acirrada disputa, a vitória ficou com o time VIIES RATAS, da Estônia. 

“Ficamos muito orgulhosos de termos sido escolhidos para sediar a primeira final fora da Suécia, país-sede da Volvo. O Brasil é um dos principais mercados globais da marca, com estrutura de ponta e profissionais altamente qualificados”, afirma Wilson Lirmann, presidente do Grupo Volvo América Latina.

O VISTA teve duração de oito meses, com rodadas classificatórias regionais na Europa, América Latina, América do Norte, África, Ásia, Oriente Médio e Oceania. Ao todo, a edição deste ano envolveu 19.700 participantes. A cada dois anos, os mecânicos e mecatrônicos Volvo têm a oportunidade de testar e comprovar seu conhecimento numa disputa com colegas de todo o mundo. O foco da competição está nas habilidades para execução do trabalho do dia a dia e na vanguarda em competências técnicas, promovendo a cooperação em grupo.

A primeira edição do VISTA foi realizada em 1957. Mas desde que o computador passou a ser uma ferramenta essencial nas oficinas a profissão teve uma mudança de base. Os caminhões e ônibus modernos são máquinas extremamente avançadas, que exigem conhecimento mais amplo. Hoje, os técnicos precisam ter conhecimento de mecânica, eletrônica e digital. 

“O tema dessa edição foi: VISTA – ‘Desempenho é Tudo’. Nossa meta é ter os melhores técnicos de serviços do mundo. Através de uma competição saudável, valorizamos e reconhecemos o trabalho de nossos concessionários, além de atrair novos talentos para uma profissão com um futuro promissor,” diz Anna Rogbrant, gerente global do Projeto VISTA.

O Brasil teve quatro equipes na etapa final: Suicide Squad (concessionária AutoSueco SP), Joker (concessionária Dipesul), Série 1 (concessionária Treviso) e Hard Work (concessionária Dicave).

“O VISTA é uma parte importante da nossa estratégia em atingir a mais alta qualidade em serviços em todos os mercados onde estamos presentes”, observa Karen Wasman, gerente de Desenvolvimento de Competências do Grupo Volvo na América Latina. “A competição motiva os técnicos a serem cada vez melhores. Faz com que os profissionais se preparem mais e possam atender aos clientes de forma rápida e eficiente. É uma superação do trabalho em equipe e o Olimpo da marca Volvo”, destaca Adriano Merigli, diretor de Desenvolvimento de Concessionárias do Grupo Volvo na América Latina.

Honda CB 650F e CBR 650F 2019: novas cores e grafismos


A Honda renova a família 650 preservando as características que tornaram a naked CB 650F e a esportiva CBR 650F modelos altamente desejados entre os admiradores do segmento de alta cilindrada. Em sua versão 2019, ambas chegam nas novas cores Laranja e Vermelho, além do exclusivo Preto Perolizado (somente na naked), e estarão disponíveis em toda rede de concessionários até o final de julho com preço público sugerido de R$ 34.900,00 para a CB 650F e R$ 36.500,00 para a CBR 650F.

Essa inédita configuração em Laranja, disponível tanto na CB 650F como na CBR 650F, e a Preto Perolizado (apenas da naked), traz o grafismo característico da linha CB atualizado, com uma combinação de cores mais contrastante e que reforça o visual diferenciado de ambos modelos. A adoção de tons mais escuros na carenagem da CBR 650F e no para-lama dianteiro da CB 650F, garantem um visual mais agressivo e esportivo para as motocicletas. Esse layout renovado é repetido também no novo tom de Vermelho disponível para a linha 2019.

Destaque é o renomado motor de quatro cilindros em linha com duplo comando no cabeçote (DOHC - Double Over Head Camshaft), genuíno herdeiro de modelos que há décadas colocaram a Honda no ápice da produção mundial de motocicletas em termos tecnológicos.
A "receita" dos tetracilindros da Honda é consagrada, e seu constante aperfeiçoamento resultou em motores que se destacam não apenas pela potência e extrema confiabilidade, mas também pela economia de exercício. A naked CB 650F e a esportiva CBR 650F compartilham do mesmo motor, alvo de um progressivo afinamento que chegou ao estado de arte. Sua performance é exclusiva já que nenhuma outra motocicleta de cilindrada equivalente é capaz de oferecer desempenho semelhante.
O tetracilindro Honda de 649 cm3 é elemento comum às CB 650F e CBR 650F. Sua peculiaridade é a bancada dos cilindros inclinada 30 graus à frente, opção técnica que permitiu verticalizar o posicionamento das engrenagens de câmbio e adotar um motor de arranque mais compacto, posicionado atrás da bancada, o que reduziu a dimensão longitudinal do motor. O motor "mais curto" facilitou um melhor posicionamento no chassi visando a sempre bem-vinda concentração de massas

A alimentação do motor tetracilindro Honda foi entregue ao consagrado sistema de injeção eletrônica PGM-FI. Nele, corpos de borboleta de 32mm de diâmetro tem cornetas de admissão que "respiram" em uma ampla caixa de filtro de ar. A exaustão dos gases ocorre por intermédio de um sistema de escapamento 4 em 1, com ponteira cuja estrutura interna de dupla seção permitiu reduzir a contrapressão sem porém renunciar ao clássico rugido característico dos motores Honda de quatro cilindros em linha.  

A potência máxima é de 88,5 cv cv a 11.000 rpm e o torque máximo chega a 6,22 kgf.m aos 8.000 rpm. O câmbio de seis velocidades tem um escalonamento cujas relações de 2ª a 5ª marcha exaltam a performance, em favor de melhores acelerações e retomadas de velocidade.
O radiador está posicionado de maneira a resistir a danos em eventuais quedas como garantir rendimento ideal ao sistema de arrefecimento, capaz de garantir ao motor a melhor estabilidade térmica e, por consequência, regularidade de funcionamento sob qualquer regime de utilização.  

A agilidade das CB 650F e CBR 650F é mérito do chassi tipo Diamond, no qual o motor tem função estrutural. Duas robustas traves de aço de seção elíptica, medindo 64 x 30 mm, ligam a coluna de direção ao ponto de fixação do eixo da balança traseira. Esta por sua vez é realizada em alumínio fundido sob pressão e tem conformação assimétrica para permitir que a ponteira de escapamento seja posicionada de maneira a não limitar a capacidade de inclinação lateral. Tal balança traseira é conectada a um conjunto mola-amortecedor regulável na pré-carga da mola em sete posições.

Quanto aos freios, tanto a CB 650F como a CBR 650F são equipadas de sistema ABS de dois canais que atua nos discos dianteiros e disco traseiro tipo wave. A grande dimensão dos discos dianteiros (320 mm) em conjunto pinças Nissin de duplo pistão na dianteira e de pistão simples atrás configura um dimensionamento coerente com performance dos modelos.

As rodas são realizadas em alumínio fundido sob pressão. Com seis raios duplos calçam pneus esportivos de medidas 120/70-ZR17 e 180/55-ZR17 e dispõe de válvulas de ar em "L" para facilitar o controle da pressão.

A filosofia que rege o design de qualquer naked é a essencialidade. Assim, para os designers alcançar um resultado estético que proporcione a agressividade que se espera de uma streetfighter é um desafio e tanto. Sem dúvida a CB 650F é um exemplo de sucesso, com formas radicais e cheias de caráter.

O grupo ótico frontal tem formas elaboradas assim com sua moldura. Abas se projetam nas laterais do curto tanque de combustível integrado ao longo assento em dois níveis que termina em uma rabeta afilada. Todavia, o  elemento de maior destaque no design da CB 650F é o motor e principalmente o conjunto formado pelos quatro tubos de escape que se unem na ponteira de escape. Tais curvas de escape remetem a uma das mais desejadas Honda do passado, a consagrada CB 400 Four.

Já na CBR 650F a carenagem integral valoriza a esportividade sem, porém, renunciar ao uso do motor como um importante elemento estético. O recurso de fazer a carenagem mais curta e deixar o motor à vista é inédito na categoria supersport e o resultado permite ao modelo ter personalidade.

Como na naked, a CBR 650F conta com completo painel digital e iluminação por LED. Ambas tem altura do assento contida a 810 mm do solo o que facilita aspectos práticos como manobras de estacionamento e as torna acessíveis a motociclistas de estaturas variadas. Outro item em comum a ambas é o sistema H.I.S.S. (Honda Ignition Security System), que dificulta a possibilidade de furto ou roubo pois somente a chave original permite o acionamento do motor.

Vice-líder da Euroformula F3 Open, Matheus Iorio chega à rodada de Hungaroring


Em segundo lugar na classificação geral da Euroformula F3 Open, Matheus Iorio encara neste fim de semana a quarta de oito rodadas duplas na temporada 2018, no circuito de Hungaroring, próximo à capital húngara Budapeste.

O brasileiro vem apresentando ótima consistência no campeonato, tendo pontuado em todas as seis corridas já disputadas. Foram quatro pódios até agora, com três segundos lugares e um terceiro.

Em Hungaroring, Matheus pilotará numa das pistas de mais difíceis ultrapassagens na temporada. Com 4.381 metros, o traçado tem uma reta principal e 14 curvas, a maioria de média velocidade, o que dificulta as manobras.

Diante disso, o principal foco de Iorio será uma posição entre os primeiros nos grids, de preferência na primeira fila nas duas corridas, para que o tráfego não seja um problema.

Iorio começa a acelerar hoje, com os testes privados, mas a programação da prova começa apenas na sexta, com três treinos livres. O sábado e o domingo serão reservados para as classificações e as corridas.

O site oficial da categoria (www.euroformulaopen.net) transmite as provas ao vivo.

O que disse Matheus Iorio:
"É uma pista à parte por ser difícil de ultrapassar, mas acredito bastante no potencial da equipe, do carro e meu. 

Vamos para cima e focar nas classifiações, além de testar bastante na quinta no treino extra. Tem tudo para ser um bom fim de semana"

Classificação do campeonato:

1º F.Drugovich - 151 pontos
2º M.Iorio - 83
3º B.Viscaal - 74
4º M.Sieberg - 63
5º C.Das 57


Programação* (horários de Brasília):

Sexta-feira, 6 de julho
5h10 - Primeiro treino livre
9h10 - Segundo treino livre
11h40 - Terceiro treino livre


Sábado, 7 de julho
5h40 - Classificação da corrida 1
9h40 - Corrida 1


Domingo, 8 de julho
4h - Classificação da corrida 2
8h10 - Corrida 2

*sujeita a alterações

Pintura contrastante em apenas um processo: a Audi testa método sem excesso de pulverização


Duas cores, um processo: a Audi está expandindo seus métodos de pintura com a adição de pintura sem excesso de pulverização. Essa tecnologia permite que superfícies específicas de uma carroceria sejam pintadas em cores diferentes – tudo em um único processo de pulverização. É um método econômico e ecologicamente correto. Em uma oficina de pintura piloto na fábrica de Ingolstadt, a Audi está testando um método que é único na indústria, com tetos de carros na cor preta para contrastar com a carroceria.

O uso de revestimentos pesados, que demoram a ser aplicados, não é mais necessário quando se pinta sem excesso de pulverização. Para aplicar uma cor contrastante, os funcionários anteriormente tinham de usar equipamentos de proteção em parte relevante da carroceria e depois pintá-la separadamente com um segundo processo. Com a pintura sem excesso de pulverização, um instrumento de alta precisão controlado por robô agora mede a solda a laser entre o teto e a estrutura lateral antes que cada carro seja pintado. Um aplicador especial aplica a tinta preta diretamente na carroceria em tiras individuais com precisão milimétrica. O aplicador coloca as tiras de tinta nas bordas sem qualquer “névoa” – ou seja, sem excesso de spray.

Esse método economiza tempo e dinheiro, e o meio ambiente também se beneficia. Além de não ser mais necessário o uso de material para recobrir a carroceria, menos tinta é necessária no processo de pintura. A Audi planeja utilizar o método inovador na produção em série de veículos já no próximo ano. Dessa forma, a fabricante oferecerá aos seus clientes ainda mais possibilidades de personalização.

FCA ANUNCIA MUDANÇAS EM SUA DIRETORIA NA AMÉRICA LATINA


A Fiat Chrysler Automobiles (FCA) está promovendo mudanças em sua diretoria na América Latina. As alterações abrangem as áreas de Recursos Humanos, Comercial Brasil e a Diretoria Geral da Argentina.

Erica Baldini, que ocupava o posto de diretora-adjunta de Recursos Humanos da FCA para a América Latina, assume plenamente a área, como diretora de Recursos Humanos. Ela sucede no cargo a Mario Borio, que se aposentou das funções. Erica Baldini, brasileira, 44 anos, tem 23 anos de experiência na área de Recursos Humanos no setor automotivo.

Ela é graduada em Ciências da Computação, com pós-graduação em Administração de Negócios e em Gestão da Produção e Operações Competitivas. Desenvolveu sua carreira na Ford, onde ocupava a Diretoria de Recursos Humanos para o Brasil.

A área comercial da FCA no Brasil foi reformulada. Tania Silvestri, que ocupava o cargo de diretora-adjunta para a marca Jeep, assume integralmente a marca e a responsabilidade pelas operações comerciais envolvendo as marcas Jeep, Chrysler, Dodge e Ram para o Brasil. 

Herlander Zola, diretor da marca Fiat, assume as operações comerciais envolvendo a marca no Brasil. Juntos, Tania Silvestri e Herlander Zola serão responsáveis pelos planos de fortalecimento e crescimento das marcas Jeep e Fiat no mercado brasileiro. Sergio Ferreira, que respondia pela Diretoria Comercial da FCA no Brasil, deixa o cargo e o grupo. A nova estrutura fortalece as sinergias entre as operações comerciais e de brand, com ganhos de eficiência operacional.

Martín Zuppi assume o posto de Diretor Geral da Fiat Chrysler Automobiles (FCA)  na Argentina. Ele sucede a Antonio Filosa, que deixa o cargo para dedicar-se integralmente à função de presidente da FCA para a América Latina.

Argentino de 43 anos, Zuppi é formado em Economia, Finanças e Administração, com  MBA em Gestão Empresarial pelo IAE Business School. Está no grupo desde 1996, quando foi admitido como Gerente de Logística Comercial. 

Em 2002 mudou-se para Turim, Itália, onde atuou como gerente de Planejamento e Programação de Veículos Comerciais, sendo responsável pelo mercado europeu. Voltou para a Argentina em 2004, na área de Desenvolvimento de Novos Negócios e posteriormente na área comercial. Desde o ano passado ocupava o cargo de Diretor Comercial na Argentina.

COM FOCO NA QUALIDADE E INOVAÇÃO, MARCOPOLO FIRMA PARCERIA TECNOLÓGICA COM A RANDON


A Marcopolo S.A. fecha parceria com o Campo de Provas das Empresas Randon, de Caxias do Sul (RS), para o desenvolvimento de tecnologia para o setor automotivo. O contrato, assinado na última terça-feira, dia 3 de julho, pelos CEO da Marcopolo, Francisco Gomes Neto; diretor de Engenharia da Marcopolo, Luciano Ricardo Resner; CEO da Fras-le, Sérgio de Carvalho, e diretor de Tecnologia e Inovação da Randon Autopeças, César Augusto Ferreira, prevê que os modelos de veículos desenvolvidos e produzidos pela Marcopolo passam a ser avaliados no Campo de Provas Randon, com avaliações que envolvem testes funcionais, estruturais e de durabilidade, num trabalho conjunto entre as engenharias das duas empresas.

Segundo Francisco Gomes Neto, a parceria firmada é muito importante para o polo automotivo da Serra Gaúcha e está alinhada com a estratégia da Marcopolo de foco na qualidade, na inovação e na competitividade. “O expertise, a tecnologia e a mão de obra de elevado padrão são importantes diferenciais do nosso polo automotivo que precisam e podem ser cada vez mais e melhor explorados. Recentemente, fomos a primeira empresa da América Latina a conquistar certificação internacional para validar carrocerias de ônibus pela norma ECE R66, o que nos colocou no patamar mais elevado do mundo em termos de concepção e projeto dos veículos em atendimento às mais rigorosas normas de segurança existentes”, enfatiza o CEO da Marcopolo.

Imagem: João Lazzarotto    
Perfil Campo de Provas das Empresas Randon - Criado em 2010, para prestar serviços de testes automotivos para as coligadas das Empresas Randon, o Campo de Provas é um centro de testes por excelência, que passou a ser requisitado pelas maiores montadoras brasileiras e multinacionais, tais como Renault, Nissan, Volvo, Marcopolo, DAF, International Caminhões, Agrale, Mercedes-Benz, Scania, MAN, BMW e Ford. Dentre os testes técnicos oferecidos estão os de eficiência energética, consumo de combustível e controle de emissões, além de provas de desempenho de veículos elétricos e movidos a hidrogênio, durabilidade acelerada, avaliações de ruído e homologações de sistemas de freio. Uma equipe especializada, formada por engenheiros, técnicos e pilotos de testes planeja, executa e acompanha os trabalhos com o suporte de equipamentos de alta tecnologia em laboratório próprio.

O estruturado complexo tecnológico, instalado em Farroupilha, na serra gaúcha, numa área de 87 hectares licenciada pelo IBAMA, conta com 18 pistas a céu aberto, totalizando 15 quilômetros, 4 dos quais de pista reta e totalmente plana, onde são reproduzidos os mais diferentes tipos de pavimentos e irregularidades, específicas para realização de testes em variadas condições. Além de garantir mais segurança, qualidade, competitividade e confiabilidade aos produtos desenvolvidos pelas empresas contratantes, o empreendimento assegura, também, total confidencialidade dos projetos testados.

O primeiro campo de provas independente, exclusivo na região Sul para testes com caminhões, ônibus, carros de passeio, motocicletas implementos rodoviários, veículos fora de estrada e autopeças, é também o único da América do Sul projetado para suportar 16 toneladas por eixo na pista. O Campo de Provas Randon testa vagões ferroviários de acordo com o procedimento demandado. Também conta com uma exclusiva Estação Meteorológica para oferecer maior produtividade aos testes.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Veículos importados fecham semestre com alta de 35,1%


As dezesseis marcas filiadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, com licenciamento de 3.013 unidades, anotaram em junho queda de 6,9% em relação a maio último, quando foram vendidas 3.238 unidades importadas. Ante igual período de 2017, o resultado de maio é 15,8% maior. Foram 3.013 unidades contra 2.603 veículos emplacados em junho do ano passado.

No acumulado, as associadas à Abeifa anotaram 17.947 unidades importadas licenciadas, alta de 35,1% em relação às 13.289 unidades emplacadas no primeiro semestre de 2017.

O presidente da Abeifa, José Luiz Gandini, explica que “o desempenho negativo de vendas em junho ante maio foi resultado da alta do dólar. Com o objetivo de recuperar consecutivas quedas de vendas nos últimos cinco anos, os importadores procuraram oferecer produtos e preços competitivos no início do ano. Mas com a persistente pressão do dólar, o setor foi forçado a rever promoções e até aumentar seus preços em reais”.

Embora o cenário do setor de importação de veículos esteja difícil, por conta da variação cambial, e da instabilidade econômica por que passa o País, o presidente da Abeifa acredita que “o mercado deve reagir, como ocorre historicamente, no segundo semestre, em especial porque este ano teremos o Salão do Automóvel, quando os importadores apresentam suas novidades”.

As cinco marcas que mais venderam, no primeiro semestre de 2018, foram a Kia Motors (6.095 unidades / +54,8%), Volvo (2.668 / +72%), Jac Motors (2.202 / +33,1%), Lifan (1.352 / +8,2%) e BMW (1.344 / +43,9%). No mês de junho, Kia Motors (858), Volvo (537), Jac (388), BMW (242) e Land Rover (223) foram o quadro das cinco marcas que mais licenciaram.

Participações – Em junho último, o total de 3.013 unidades importadas da Abeifa significou 1,54% do mercado interno, que emplacou 195.066 automóveis e comerciais leves. Se considerado somente a importação total, as associadas à Abeifa responderam por 11,73% (do total de 25.694 unidades importadas).

Em outro cenário, de produtos nacionais fabricados por afiliadas à entidade mais o volume importado, as 16 empresas licenciaram 4.844 unidades licenciadas em junho. Com esse total, a participação das associadas à Abeifa subiu para 2,48% do mercado interno de autos e comerciais leves (195.066 unidades).

Produção local – Entre as associadas à Abeifa, que também têm produção nacional, BMW, Chery, Land Rover e Suzuki fecharam o mês de junho com 1.831 unidades emplacadas, total que representou queda de 5,2% em relação a maio de 2018. Comparado a junho do ano passado, a alta é de 1,6%, quando foram emplacadas 1.802 unidades nacionais.

Os carros-conceito mais marcantes da MINI (2)


Assim como ocorreu entre meados dos anos 1990 e 2010, período em que o BMW Group assumiu o controle da MINI, os oito anos posteriores mostram-se férteis para o designers e projetistas da fabricante britânica, tanto em termos de novas tecnologias, recursos e variantes inéditas do icônico MINI Cooper, quanto para o desafio de preservar as diretrizes tradicionais da marca. Confira, abaixo, os carros-conceito mais importantes da MINI da segunda década do Século 21.

MINI Paceman Concept (2010)
Revelado no Salão de Detroit de 2011, nos Estados Unidos, em comemoração aos 10 anos da chegada da MINI à terra do Tio Sam, o Paceman Concept foi definido como o primeiro cupê de atividades esportivas (SAC) do segmento premium compacto. De porte viril e dinâmico, o protótipo usava a mesma arquitetura do MINI Countryman, que acabara de ser lançado, e combinava características diferentes, que ressaltavam sua esportividade e robustez, como o teto branco, as rodas de 19 polegadas, a suspensão elevada e as linhas de cintura ascendentes. Com 4,110 metros de comprimento, 1,789 m de largura e 1,541 m de altura, o Paceman Concept era impulsionado pelo mesmo motor usado no MINI John Cooper Works, na época: um quatro cilindros, 1.6 l, turbo, com 211 cv e que vinha acoplado a uma tração integral.

MINI Rocketman Concept (2011)
Se o conceito MINI Crossover (2008) tinha como referência o número 4, por conta das quatro portas, dos quatro assentos e da tração nas quatro rodas, o MINI Rocketman saudava o número 3: media pouco mais de três metros de comprimento, vinha com três portas e três assentos individuais, e seu consumo médio era de 3 litros de combustível para cada 100 quilômetros rodados (cerca de 33,3 km/l). 

Apresentado no Salão de Genebra, na Suíça, em fevereiro de 2011, o Rocketman tinha chassi feito de plástico reforçado com fibra de carbono (CFRP) e sua carroceria chamava a atenção pela grande área envidraçada e que exibia o desenho da bandeira do Reino Unido no teto – e que se iluminava no escuro. Para facilitar o acesso à cabine, as portas contavam com um mecanismo inédito de abertura: elas se destacavam da carroceria com a ajuda de dobradiças fixadas a placas móveis de fibra de carbono. O acesso ao porta-malas também era inusitado: a tampa se dividia em duas partes. A peça superior, feita de vidro e de forma triangular, abria-se para cima; enquanto a de baixo deslizava horizontalmente como uma gaveta. Em 2012, a MINI lançou uma versão personalizada do Rocketman pintada com as cores da Grã-Bretanha para celebrar os Jogos Olímpicos de Londres.

MINI Paceman Adventure (2014)
A MINI também chegou a ter uma picape e ela atendia pelo nome de Paceman Adventure. Chamava-se assim pois o projeto, desenvolvido por jovens aprendizes supervisionados por instrutores das fábricas do BMW Group de Munique e Dingolfing, na Alemanha, era baseado na arquitetura do MINI Paceman. A carroceria do veículo foi cortada atrás das portas dianteiras e a cabine deu lugar a uma pequena caçamba. Na transformação, o protótipo ganhou ainda chassi modificado, suspensão elevada, snorkel, pneus off-road e um rack no teto para acomodar o estepe e faróis auxiliares. Já o conjunto mecânico do Paceman foi mantido: um motor quatro cilindros, 1.6 l de 184 cv, com câmbio manual de seis marchas e tração integral nas quatro rodas.

MINI Superleggera Vision Concept (2014)
Desenvolvido em colaboração com a Touring Superleggera, um estúdio de design com sede em Milão, na Itália, o carro-conceito MINI Superleggera Vision combinava características clássicas e esportivas em um roadster com elegantes detalhes artesanais. E, embora o desenho aerodinâmico e o motor elétrico proporcionassem uma condução distintamente moderna, sua estética minimalista remetia à emoção das pistas em sua forma mais pura. 

E para favorecer a esportividade, o protótipo usou materiais leves em sua construção. A carroceria de duas portas, por exemplo, era de alumínio e os difusores fabricados em CFRP. Na dianteira, os faróis arredondados e a grade hexagonal se encarregavam de preservar a identidade visual da marca. No interior, o estilo minimalista é ressaltado pelo painel esculpido em uma chapa de alumínio, pelo quadro de instrumentos, que se resumia a um único mostrador redondo instalado sobre a coluna da direção; e pela transmissão operada por um discreto interruptor cromado situado no console central.  

MINI VISION NEXT 100 (2016)
Lançado em 2016, em comemoração ao Centenário da BMW, a marca originária do BMW Group, o revolucionário MINI VISION NEXT 100 representou a proposta da fabricante britânica para os automóveis urbanos do futuro, tanto em termos de design quanto em recursos e funcionalidades. O protótipo exibia as mesmas dimensões externas do Mini clássico, lançado em 1959, além de quatro portas deslizantes e totalmente integradas à carroceria, ampla área envidraçada e design minimalista. 

O ambiente interno, no entanto, era muito maior, graças ao aproveitamento do espaço proporcionado por tecnologias inteligentes e capazes de suprimir áreas de absorção de impacto em colisões; e ainda abrigava duas fileiras de assentos. O MINI VISION NEXT 100 vinha equipado com um motor compacto e livre de emissões e permitia dois modos diferentes de condução: uma totalmente controlada pelo motorista e que permitia desfrutar as qualidades dinâmicas de um MINI convencional e outra absolutamente autônoma e perfeitamente alinhada às necessidades de mobilidade compartilhada do futuro; bastava apenas que o condutor movesse o volante para o centro do painel. 

Para a MINI, o VISION NEXT 100 seria um automóvel compartilhado, mas que atenderia às necessidades e gostos de cada usuário para ele que pudesse utilizá-lo como se fosse exclusivamente seu. A carroceria ostentava cor prateada como padrão, mas que poderia mudar de tonalidade dependendo do humor de quem estivesse ao volante. A cabine também teria capacidade de alternar o padrão de iluminação e dos gráficos das telas que mostram dados do veículo. Um dos recursos de interação do protótipo, chamado "Ispire-me", tinha a função de colher informações do usuário e propor atividades para realizar durante o deslocamento. A construção do carro-conceito considerou materiais altamente sustentáveis, como plástico reciclado, alumínio, basalto e celulose.

MINI Electric Concept (2017)
Apresentado em agosto de 2017, o MINI Electric Concept adiantou alguns detalhes do primeiro modelo de produção totalmente elétrico da marca, a ser lançado em 2019. Além de exibir o design icônico da MINI, o carro-conceito elevou a outro patamar o legado de veículo urbano e a tradicional sensação de estar a bordo de um kart, desta vez, inserida à era da mobilidade eletrificada. 

O potente motor elétrico do protótipo resultava em uma condução divertida e, ao mesmo tempo, completamente adequada para o uso diário e isenta de emissões. Por se tratar de um veículo elétrico, o design do conceito trazia elementos que favoreciam à aerodinâmica e à maior autonomia das baterias. Os faróis arredondados e a grade hexagonal frontal, itens emblemáticos visuais da MINI, ganharam nova interpretação para ressaltar as tecnologias livres de emissões e que são identificadas pelas cores prata, de acabamento fosco, e amarela. Outro destaque do MINI Electric Concept eram os componentes produzidos por meio de impressão em 3D, caso dos equipamentos voltados para aprimorar a aerodinâmica do veículo: spoilers, difusores e detalhes das rodas.

MINI John Cooper Works GP Concept (2017)
Em 2017, a MINI celebrou o cinquentenário do triunfo no Rali de Monte Carlo e os 20 anos da apresentação do carro-conceito MINI ACV 30, considerado do protótipo que inspirou a atual identidade visual dos modelos MINI. 

Para comemorar esses dois marcos históricos, a fabricante britânica apresentou o protótipo John Cooper Works GP, que irradiava o purismo da esportividade da MINI por meio do design claramente influenciado nas pistas de corrida. Resumidamente, o MINI John Cooper Works GP Concept reunia em um único veículo, visual particularmente intenso, tecnologia de motores turbo, suspensão projetada para uso em circuitos fechados e equipamentos voltados para um desempenho emocionante e irretocável. 

O protótipo também combinava todos os atributos que contribuíram para a carreira vitoriosa do MINI clássico no automobilismo; entre eles, dimensões compactas, balanço curto, bitolas largas, peso otimizado, baixo centro de gravidade e distribuição equilibrada de carga por eixo. E o estilo extremamente esportivo, evidenciado pela presença de grandes difusores de ar, na frente e atrás, para-choques alargados e volumosas caixas de roda, era reforçado por acabamentos de CFRP, e outros materiais leves, e pelas cores preta, vermelha e laranja que estampavam a carroceria. Por dentro, o cockpit trazia apenas o essencial para uma condução radicalmente dinâmica: gaiola de proteção, volante esportivo multifunção, bancos tipo concha e cintos de quatro pontos de fixação. As tecnologias de última geração estavam representadas pelo Head-Up Display, para manter a atenção do piloto na pista, e pelos controles de suspensão que podiam ser ajustados por meio da tela sensível ao toque do instrumento central do painel.

Mini Classic Electric (2018)
A MINI surpreendeu os visitantes do Salão de Nova York, nos Estados Unidos, no início deste ano, com a apresentação de um protótipo movido exclusivamente com eletricidade, mas inusitadamente trajado com a carroceria de um Mini clássico. 

Este modelo extraordinário foi a concretização do desejo da fabricante britânica de valer-se da condução puramente elétrica como uma nova forma de abordagem de um ícone. O Mini Clássico Elétrico combinou o visual mítico do carro compacto mais querido do mundo com a tecnologia inovadora que impulsionará a mobilidade urbana do futuro. Com este protótipo único, a MINI demonstrou claramente o seu compromisso de preservar a tradição inconfundível da marca enquanto passa a adotar a inovadora tecnologia de emissões zero. O Mini Clássico Elétrico foi o resultado de uma viagem imaginária no tempo, em que a história do modelo clássico avança para um próximo capítulo. 

Com isso, o modelo original, surgido na segunda metade do século 20, passou a tornar-se um simpático embaixador da consciência ambiental e de uma forma de mobilidade sustentável cujo futuro acabava de começar. O Mini Clássico Elétrico, apresentado em Nova York, permanecerá como um modelo único e que foi desenvolvido a partir de um exemplar antigo do Mini Cooper, alvo de uma cuidadosa restauração. A pintura externa, na cor vermelha, foi adornada pelo teto branco e pela tampa do motor decorada por listras brancas. O logotipo em amarelo, que identifica os modelos eletrificados da MINI, podia ser visto na ponta do capô e nos cubos das rodas. Além da aparência, o MINI Clássico Elétrico seguiu fiel à marca em termos de comportamento dinâmico. O poder espontâneo de seu novo motor elétrico permitiu uma nova interpretação da inconfundível sensação go-kart que alçou o pequenino carro britânico à fama mundial.

Fórmula Academy Sudamericana realiza testes em Londrina


A Fórmula Academy Sudamericana anunciou nesta terça-feira (3) que realizará três dias de testes com novos pilotos nos dias 10, 11 e 12 de julho no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina (PR). A poucos dias da abertura da temporada, prevista para acontecer dias 21 e 22 de julho no mesmo circuito paranaense, a organização do campeonato segue com seu objetivo de dar oportunidade e conhecimento aos jovens talentos antes do início do campeonato.

“É uma oportunidade para os pilotos conhecerem ainda mais o carro da Fórmula Academy Sudamericana. Quase todos eles já têm experiência com o chassi Signatech e tenho certeza que os treinos ajudarão bastante os pilotos”, afirma o diretor do campeonato, Gerardo ‘Tato’ Salaverría. “É um carro que proporciona um ótimo aprendizado ao piloto e, claro, quanto mais quilometragem eles tiverem, mais rápido será a adaptação”, complementa.

Segundo Salaverría, diversos pilotos estão confirmados para os treinos coletivos. “São jovens que têm bastante experiência no kart, mas que estão começando suas carreiras no automobilismo. Acredito que eles fizeram uma boa escolha, já que o nosso objetivo é justamente ensinar os conceitos básicos de um carro de corrida”, explica o diretor.

A Fórmula Academy Sudamericana, categoria que sucedeu a F4 Sul-americana, realizará seis etapas neste ano. Em conjunto com a Linardi Sports, empresa que cuidará da imagem, promoção e comercialização do evento, o campeonato tem como objetivo atrair jovens pilotos recém-saídos do kart. Os carros têm chassis Signatech e motores Fiat de 150cv.

Calendário da temporada 2018:
1ª etapa – 22 de julho – Autódromo Internacional Ayrton Senna / Londrina (PR)
2ª etapa – 19 de agosto – Autódromo José Carlos Pace / São Paulo (SP)
3ª etapa – 23 de setembro – Autódromo Internacional de Campo Grande (MS)
4ª etapa – 14 de outubro – Autódromo Velo Città / Mogi-Guaçu (SP)
5ª etapa – 25 de novembro – Autódromo José Carlos Pace / São Paulo (SP)
6ª etapa – 9 de dezembro – Autódromo de El Pinar / Montevidéu (URU)

McLaren 600LT: o próximo capítulo da história do McLaren "Longtail"



O McLaren 600LT marca o começo do próximo capítulo da história dos McLaren 'Longtail' (LT) e, ao mesmo tempo, estabelece uma nova referência como o mais rápido, mais potente e mais focado em pistas - mas ainda homologado para as ruas – dos McLaren Sports Series já criado.

Inspirado no renomado McLaren 675LT e seu icônico predecessor de corridas “Longtail”, o McLaren 600LT foi construído para se destacar tanto nas estradas quanto nas pistas. A nova adição à família LT tem todas as características físicas de um verdadeiro McLaren "Longtail", incluindo uma silhueta alongada em 74 mm; ele também tem um divisor dianteiro estendido, difusor traseiro alongado e asa traseira fixa. No total, mais de 23% das peças (em número) são diferentes no McLaren 600LT padrão, comparado a um McLaren 570S Coupé.

O interior minimalista e focado em pista tem bancos de corrida de fibra de carbono de baixo peso, vistos pela primeira vez no McLaren P1 ™, e acabamento com uso extensivo de Alcantara. Se o cliente desejar ainda menos peso, estão disponíveis bancos de fibra de carbono super leves, desenvolvidos para o McLaren Senna. A McLaren Special Operations (MSO) oferece uma linha de recursos que inclui um teto de fibra de carbono, arcos da capota e pára-choques dianteiros de fibra de carbono ventilados. Com todas as opções de diminuição de peso instaladas, o peso do novo McLaren 600LT é de 1.247 kg.

Para fornecer o desempenho extremo apropriado para um LT, o McLaren 600LT é movido por um motor V8 biturbo de 3,8 litros que se beneficia de um sistema de refrigeração aprimorado e redução da pressão de retorno em um sistema de escape ainda mais curto e mais extremo que o do McLaren Senna. A potência máxima é de 600 HP, com torque máximo de 620 Nm e relação peso-potência de impressionantes 2,078 kg/HP.

A essência de um McLaren "Longtail" vai além de sua silhueta física e mais ainda que do peso reduzido e do aumento de potência. O objetivo absoluto do McLaren 600LT é engajar e motivar os pilotos aos mais altos níveis imagináveis. Para esse fim, o novo modelo apresenta a suspensão forjada de duplo braço em alumínio e o sistema de freios de baixo peso da segunda geração da McLaren Super Series; pneus Pirelli Trofeo R feitos sob medida e focados em pista; direção mais rápida; respostas mais imediatas dos pedais do acelerador e do freio; coxins do motor significativamente mais firmes e escapamentos montados virtualmente atrás do ombro do motorista para proporcionar o incrível som do motor na cabine.

A nova carroçaria de fibra de carbono e o difusor traseiro de grandes dimensões proporcionam uma força descendente substancialmente aumentada para melhorar ainda mais a experiência dinâmica do 600LT, especialmente na pista. O motorista é encorajado pela conexão profundamente enraizada e incrivelmente pura com o carro para explorar completamente a aerodinâmica otimizada, o peso reduzido, a potência aumentada e a dinâmica focada na pista. Esse nível mais alto de excelência e engajamento é o etos no coração do McLaren 600LT, assim como foi com o McLaren 675LT e o McLaren F1 GTR "Longtail" antes deles.

A dramática iteração "Longtail" do McLaren F1 GTR fez sua estreia durante a temporada de 1997, com a distintiva silhueta esticada ganhando o nome hoje icônico. Somente nove exemplares, mais o protótipo de desenvolvimento, foram construídos. Além da carroceria alongada, que reduziu o arrasto e aumentou a força descendente, houve desenvolvimentos adicionais, incluindo suspensão totalmente ajustável e transmissão sequencial.

Otimizado por meio de medidas extensivas de diminuição de peso, o McLaren F1 GTR "Longtail" era mais de 100 kg mais leve que o McLaren F1 GTR, vencedor de 24 horas de Le Mans, e se tornou um dos carros de corrida GT mais ilustres de sua época. O McLaren F1 GTR "Longtail" conquistou a vitória em cinco das onze etapas do FIA GT Championship de 1997 e terminou em primeiro e segundo lugar na classe GT1 nas 24 Horas de Le Mans. O adversário mais próximo ficou quase 30 voltas atrás.

A McLaren Automotive reviveu o lendário nome "Longtail" no Salão de Genebra de 2015, com o lançamento do 675LT Coupé. O peso foi minimizado e a aerodinâmica foi otimizada, paralelamente ao aumento de potência e do engajamento do motorista. A dinâmica focada em pista era orgulhosamente óbvia e apenas um número limitado estava disponível. Fiel ao espírito de seu predecessor "Longtail" e às características inerentes a um carro com o emblema LT, o 675LT Coupé era, na época do lançamento, reconhecido como o mais puro e mais envolvente supercarro McLaren de produção em série até então.

Respondendo à demanda dos clientes após a produção de Coupés rapidamente se esgotar, a McLaren criou o McLaren 675LT Spider. O modelo de cabine aberta mais focado, mais rápido e estimulante que já usou um emblema da McLaren. Em duas semanas, todas as 500 unidades disponíveis estavam vendidas.

O volume do novo McLaren LT também será estritamente limitado. A produção do 600LT Coupé terá início em outubro de 2018 e durará cerca de 12 meses, com períodos de construção programados em torno dos modelos Sports Series e Super Series já existentes, bem como os esgotados Senna, Senna GTR e BP23. Os painéis de carroceria de fibra de carbono especiais do 600LT também garantirão que seja significativamente mais raro do que os irmãos da série Sport.

Como seus antecessores 675LT, cada 600LT será montado à mão no Centro de Produção McLaren em Woking, Surrey. Já à venda nos revendedores McLaren (no Brasil, a McLaren São Paulo), o McLaren 600LT Coupé está sujeito à disponibilidade no momento da compra.