Mostrando postagens com marcador FIA WEC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador FIA WEC. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Augusto Farfus comenta preparação para 24H de Le Mans e saída da BMW do WEC


Faltando 12 dias para a largada das 24 Horas de Le Mans, a mais importante e tradicional prova de longa duração do automobilismo mundial, Augusto Farfus completou parte importante de sua preparação com a BMW ao participar dos treinos oficiais no último domingo. Apesar de não contarem com a mais configuração mais favorável por conta do Balance of Performance (BoP) imposto pela FIA, o brasileiro se mostrou confiante para a performance na corrida, e também comentou as novidades da BMW após a prova, que marca o encerramento da Super Temporada 2018/2019 do FIA WEC (Campeonato Mundial de Endurance). 

Em sua quarta participação nas 24 Horas de Le Mans, Augusto vai disputar a prova deste ano ao lado do português António Félix da Costa e do finlandês Jesse Krohn a bordo da BMW M8 GTE #82 da equipe BMW Team MTEK. Foi justamente em Le Mans no ano passado que Farfus fez sua estreia no
campeonato, após perder a etapa de abertura da temporada em Spa-Francorchamps, por conflito de datas com o DTM. Na ocasião, o trio que o brasileiro integrava chegou a estar na 3ª posição, mas teve de abandonar mais cedo por conta de um acidente enquanto Alexander Sims estava ao volante. Passados mais de um ano e sete etapas do certame - período em que o carro teve grande evolução -, o objetivo de Farfus é concluir com um bom resultado uma fase que chega ao fim.

Há cerca de duas semanas, a BMW anunciou sua despedida do FIA WEC após Le Mans. Para o brasileiro, que participou do desenvolvimento da BMW M8 GTE desde o início, a saída do campeonato faz parte de um ciclo comum às grandes
montadoras, e se diz motivado para os próximos desafios. Na temporada 2019, o brasileiro está disputando as etapas do Intercontinental GT Challenge e outras importantes provas de longa duração com a BMW, como as 24 Horas de Nürburgring, que ele disputa no fim de semana seguinte à corrida no circuito de La Sarthe, entre os dias 22 e 23 de junho. A M8 GTE segue em ação no IMSA WeatherTech SportsCar Championship, onde Farfus sagrou-se vencedor das 24 Horas de Daytona em janeiro deste ano.

Para as 24 Horas de Le Mans 2019, as atividades de pista têm início na quarta-feira (12) com um treino livre de quatro horas de duração. As três sessões classificatórias, que definem o grid de largada, acontecem entre quarta e quinta-feira. A largada para a prova está marcada às 10h de sábado (15/06), no horário de Brasília.

Augusto Farfus:
“Os treinos em Le Mans foram bons, importantes. Infelizmente, o BoP inicial apontado pela FIA não nos favorece muito, mas, de qualquer maneira, o trabalho de desenvolvimento do carro para as 24 Horas foi muito bom, e vamos continuar esse trabalho independente da saída ou não da BMW do campeonato. O objetivo é claro, é querer vencer e encerrar esse programa no WEC com um triunfo.

A saída da BMW do WEC, sem dúvidas, é uma pena, é um carro que agora que estava começando a dar os frutos e ficando pronto para vitórias, e estamos deixando o campeonato. Não é a primeira vez que eu participo de um programa que chega ao fim. Montadoras grandes fazem reciclagem dos programas, reorganização dos orçamentos, e isso faz parte da minha história de quase 15 anos com a BMW. Não é a primeira vez que isso acontece e não deve ser a última. A M8 GTE continua correndo nos Estados Unidos, então todo o desenvolvimento do carro continua sendo feito, e, indiretamente, eu continuo participando desse desenvolvimento. Temos outros programas na BMW nascendo, é uma nova fase que vai se iniciar, então esperamos fechar esse ciclo com um sorriso no rosto agora em Le Mans”.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Wagner Gonzalez em Conversa de pista


Wagner Gonzalez
F-1 EM MONZA TEVE YING YANG

O Grande Prêmio da Itália disputado domingo em Monza teve Ying Yang como uma de suas principais características. As forças complementares do taoísmo foram exaltadas no equilíbrio que ficou mais forte na disputa pelo título mundial. 

O ying foi garantido por Nico Rosberg, que ao vencer a prova diminuiu para apenas dois pontos sua desvantagem para o líder do campeonato, Lewis Hamilton, que terminou em segundo (foto de abertura). O yang chegou pelas confirmações que Felipe Massa e Jenson Button não disputarão a temporada de 2017 e, além das reviravoltas que isso produziu no mercado de pilotos, a venda dos direitos comerciais da categoria, que foram adquiridos pelo grupo de comunicação americano Liberty Media. Bernie Ecclestone seguirá comandando a operação da F-1.
               
A ressurreição da Ferrari frente à Red Bull em um circuito onde a potência se destaca no cardápio, a presença de Sebastian Vettel no pódio foi o tempero que remeteu à gastronomia local, onde cada cidade tem seus segredos. Resta saber se o prato servido na terra do gorgonzola terá consistência nas sete provas que ainda restam neste ano, a próxima delas no dia 18 de setembro, em Cingapura. Na longa viagem até a cidade-estado ao sul da Malásia muitas tratativas e negociações deverão acontecer, destacando ainda mais a combinação ying yang de forças que habitam esse universo.

A vitória de Rosberg foi bastante facilitada por um erro crasso de Lewis Hamilton: autorizada a largada ele desperdiçou a condição de pole position para perder várias posições. Assim como ele, o mexicano Estebán Gutiérrez transformou em brilharete o décimo lugar que conquistou no grid no que pode ter sido seu melhor momento da temporada e o erro que selou seu futuro na categoria. Ele pode ter sido importante para a equipe americana conquistar a simpatia da Ferrari, mas suas atuações em nada têm ajudado a fundamentar sua permanência na Haas para uma segunda temporada. Romain Grosjean, por seu lado, marcou terreno ao pontuar em três das quatro primeiras corridas do ano e não poupa declarações sugerindo que está garantido por mais um ano na equipe.

Pilotos em situação semelhante, Felipe Nasr e Jolyon Palmer ainda no início da prova reeditaram suas disputas dos tempos da GP2 e colidiram ao contornar a primeira chicane. Descontadas as limitações das equipes de ambos — Renault e Sauber —, a permanência de ambos na categoria está indefinida, particularmente para o inglês. Nasr pode substitui-lo ou capitalizar a possível continuidade de patrocínios brasileiros na F-1, leia-se Banco do Brasil e Petrobras, e os interesses da Rede Globo.

A anunciada aposentadoria de Jenson Button — que continuará trabalhando com a McLaren na condição de conselheiro e piloto-reserva —, que ao abrir espaço o belga Stoffel Vandoorne ser confirmado como novo companheiro de Fernando Alonso, deixa em aberto vagas em equipes de vários níveis. As mais cobiçadas são a Williams e a Force India, que seguem brigando pelo quarto lugar no Campeonato de Construtores, com vantagem atual para a primeira, e a Toro Rosso.

Na casa de Grove, Nasr tem no canadense Lance Stroll e no mexicano Sérgio Pérez seus maiores adversários. Pérez é dado por alguns meios de comunicação como confirmado no seu endereço atual, o que soa incompatível com suas declarações recentes de que vai acontecer aquilo que ele quer. Se ele não tivesse interesse em mudar de equipe não haveria motivo para tanto oba oba em torno do seu futuro… O finlandês Valteri Bottas continua tão quieto nas negociações que sua saída da Williams surpreenderia nesta altura dos acontecimentos. No time júnior da Red Bull, que no ano que vem volta a usar motores Renault, o espanhol Carlos Sainz está confirmado, mas a segunda vaga está em aberto e Daniil Kvyat tem poucas chances de ser mantido. O francês Pierre Gasly é a aposta.

Mais para trás no grid, Renault, Sauber e Manor são opções para os “newcomers”ou aqueles com status de “between jobs”, eufemismo que os ingleses utilizam para evitar assumir que estão desempregados. Esteban Ocón tem a preferência de Fredéric Vasseur, o diretor da operação Renault na F-1, o que aumenta a concorrência pela segunda vaga da equipe. Fala-se que o sueco Marcus Ericsson tem ligações indiretas com o grupo de investidores que comprou o controle acionário da Sauber, o que deve ajudar na sua permanência.

Já na Manor há rumores de novos investimentos por parte da Mercedes, interessada em criar uma equipe de apoio para formar pilotos e ajudar no desenvolvimento técnico, algo possível quando o faturamento na operação principal gera lucros suficientes. De qualquer maneira, o nome de Pascal Wehrlein é ventilado como possível nome na Force India e a segunda vaga fica em aberto. A novata Haas, como dito acima, tem apenas uma vaga em aberto, a de Gutiérrez.

Se os motores da Ferrari apareceram anabolizados para a etapa de Monza, a médio prazo nenhum outro assunto trará maior impacto à categoria que a propalada venda dos direitos comerciais. A pegada estritamente financeira que a CVC Partners impôs à F-1 certamente gerou lucros: a operação de venda para o grupo Liberty Media estaria precificada em torno dos US$ 8,5 bilhões. O poder e a expertise de comunicação da empresa são os elementos que mais deverão gerar mudanças no futuro do esporte.

É provável que você nunca tenha ouvido falar dessa holding, mas certamente já ouviu falar do time de beisebol Atlanta Braves, da rádio satélite SiriusXM e da Viacom, alguns dos investimentos do grupo. No Brasil a empresa tem 27% da Ideiasnet, empresa que controla a Officer, distribuidora de produtos de informática. Mark Carleton, Christopher Shean e Albert Rosenthaler são alguns altos executivos recentemente anunciados em novos cargos na empresa e que deverão aparecer em breve em assuntos ligados ao futuro financeiro da categoria, assim como John Malone, o todo-poderoso de grupo de investimento. Este ano a Liberty gerou mais de US$ 444 milhões em oferta pública de papéis ligados à sua participação minoritária junto à Time Warner. Interesses em outros continentes incluem a Discovery, TLC e Eurosport.
O resultado completo do GP da Itália você encontra aqui.


Red Bull sai da Stock brasileira
A fabricante de energéticos Red Bull anunciou ontem que deixará de patrocinar a equipe de Stock Car de Andreas Mattheis. Embora a empresa tenha anunciado que continuará apoiando os pilotos Cacá Bueno, Daniel Serra e Felipe Fraga, a perda de um patrocinador de sua magnitude é uma perda considerável para a categoria. O anúncio confirma notícia publicada por esta coluna em 19 de julho e que você pode conferir aqui. No próximo final de semana a categoria disputa a Corrida do Milhão, em Interlagos.

Festa no México

Os brasileiros continuam se destacando na disputa do Campeonato Mundial de Resistência, mais conhecido como WEC (World Endurance Championship). A equipe formada por Bruno Senna, Filipe Albuquerque e Ricardo Gonzalez (Ligier JS P2-Nissan) conseguiu a vitória na categoria P2, à frente do Alpine A460-Nissan de Gustavo Menezes/Nicolas Lapierre/Stéphane Richelmi. Pipo Derani (junto com Ryan Dalziel e Chris Cumming) e Bruno Junqueira (com Luiz Dias e Roberto González) terminaram em terceiro e quinto lugares, respectivamente. Na classificação geral a vitória foi do Porsche 919 Hybrid de Mark Webber, Brendon Hartley e Timo Bernhard.

WG

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Lucas di Grassi espera coroar fase com vitória em Le Mans

Disputando o título em duas categorias simultaneamente, Lucas di Grassi tem tido uma temporada de bastante êxito tanto na Fórmula E, onde lidera o campeonato com três vitórias e sete pódios, como no FIA WEC, o Campeonato Mundial de Endurance. O paulistano de 31 anos, no entanto, encara este final de semana a corrida mais importante para sua equipe, a Audi Sport, em toda a temporada: as 24 Horas de Le Mans, a mais tradicional prova de resistência do planeta.

Com 13 vitórias em 17 participações, a marca alemã busca em 2016 o triunfo que escapou para a rival Porsche no ano anterior. E o trio formado por Lucas di Grassi, Oliver Jarvis e Loïc Duval já provou que pode bater os adversários alemães. Na etapa anterior do WEC (World Endurance Championship), Di Grassi venceu as 6 Horas de Spa-Francorchamps, na Bélgica. Foi sua primeira vitória na categoria.

No último dia 5, durante o dia de testes já no circuito de Le Mans, na França, foi de Lucas o tempo mais rápido da sessão. Único brasileiro na classe mais rápida da categoria, a LMP1 Hybrid, para protótipos híbridos, Di Grassi busca, mais uma vez, escrever seu nome na história.

Em 2014 ele igualou os feitos de José Carlos Pace (1973) e Raul Boesel (1991) ao terminar as 24 Horas de Le Mans em segundo lugar, sendo o melhor resultado de um piloto do país no geral da prova.

“É o objetivo da Audi. É também o meu maior objetivo. Ser o primeiro brasileiro a vencer o geral das 24 Horas de Le Mans seria um feito fantástico. Estamos trabalhando intensamente, o nosso trio está em seu segundo ano completo, portanto, estamos mais entrosados. Os resultados começaram a aparecer com a vitória em Spa”, declarou.

Ele destaca, no entanto, que a corrida disputada no distrito de La Sarthe é completamente diferente do restante da temporada. “É um clichê, mas é a verdade: em 24 horas pode acontecer de tudo. É como se tivéssemos quatro corridas da temporada de uma só vez. Andamos à noite, de madrugada, faça chuva ou faça sol. O circuito é fantástico: rápido, exigente, longo. Pilotar um LMP1 nesta pista é um prazer e ao mesmo tempo um desafio”, afirmou o piloto patrocinado pela Eurobike.

“Para vencer em Le Mans é necessária uma combinação de fatores. Só ter um carro rápido não adianta. Ele precisa ser resistente; a estratégia de prova precisa ser bem desenhada; os três pilotos do carro precisam estar em sintonia. A parte física e mental do piloto tem que estar 100% para aguentar todas as situações que esta corrida exige”, enumera.

“E são estes fatores que fazem das 24 Horas uma corrida tão tradicional, especial e desafiadora. Porque além de reunir todos estes requisitos, eles dizem aqui na França que é Le Mans que te escolhe para vencer, e não o contrário”, filosofa o brasileiro da Audi Sport Team Joest.

No Brasil, o canal Fox Sports irá transmitir partes da corrida ao vivo. A largada acontece às 10 horas de Brasília, e o Fox Sports inicia a transmissão no sábado (18) a partir das 9h30 e segue até as 16 horas. No domingo, o canal volta às 8 da manhã e segue até o final das 24 horas. Pela internet, o Audi Media TV e o Veloxtv.com.br também mostram a corrida na íntegra, ao vivo, via streaming.


quinta-feira, 24 de março de 2016

FIA WEC: Audi apresenta a arma de Lucas di Grassi

Vencedora de 13 das últimas 16 edições das 24 Horas de Le Mans, a Audi apresentou nesta terça-feira (22) na Alemanha o novo Audi R18 e-tron quattro, carro com o qual Lucas di Grassi disputará a temporada 2016 do FIA WEC (World Endurance Championship), que começa em 17 de abril em Silverstone e termina dia 19 de novembro no Barein, com nove etapas incluindo a mais tradicional corrida de resistência do planeta, na França, em 18 e 19 de junho.

Como de costume dentro do complexo de Ingolstadt, a nova versão do R18 é mais potente e mais eficiente. O carro foi refeito do zero. "É completamente novo, e não utiliza sequer uma única peça do carro de 2015", enfatizou Lucas di Grassi, dono de dois pódios - um segundo e um terceiro lugar - em suas três participações nas 24 Horas de Le Mans.

O novo R18 traz um conceito aerodinâmico mais radical - o contato visual com o carro já traz esta sensação. A célula de sobrevivência também é completamente nova, feita em fibra de carbono e alumínio, aumentando sua já comprovada segurança. O motor V6 TDI foi revisado e novas soluções foram adicionadas.

O sistema híbrido, por exemplo, abandona o conceito do flywheel e passa a ser equipado com bateria de ion-lítio, além de elevar o bólido à categoria energética de 6 MegaJoules (eram 4MJ em 2015). Com isso, sua potência total chega aos mil cavalos - as regras para Le Mans estipulam exatamente este limite -, e seu consumo é 32% menor se comparado à primeira geração do R18 de cinco anos atrás, resultado do aumento da recuperação energética - 50% mais que em 2015.

"A Audi fez um excelente trabalho. O carro todo foi feito do zero e tudo o que já testamos até aqui trouxe resultados positivos. Com este pacote, acho que seremos muito competitivos na temporada", observa Lucas, dono do melhor resultado de um piloto brasileiro no geral das 24 Horas de Le Mans (feito dividido com José Carlos Pace e Raul Boesel em 1972 e 1991, respectivamente) com o segundo lugar conquistado em 2014, também vem de contrato renovado com seus patrocinadores de longa data Eurobike e Aethra..

O FIA WEC faz sua pré-temporada oficial com o Prologue no circuito de Paul Ricard, na França, nos dias 25 e 26 de março. Será o primeiro contato entre os adversários da classe mais prestigiada do endurance mundial, a LMP1. Como na última temporada, Lucas di Grassi dividirá a condução do Audi R18 e-tron quattro #8 com o britânico Oliver Jarvis e o francês Loïc Duval.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

LE MANS 2016, EXEMPLO A IMITAR

Wagner Gonzalez
A edição 2016 da 24 Horas de Le Mans foi apresentada oficialmente na semana passada e mostrou por que, apesar de toda a torcida contra da FOM e da FIA, os organizadores franceses tem muito a ensinar ao esporte em todo o mundo, particularmente no Brasil. Com 60 carros confirmados e outros dez numa lista de reserva, a competição tem vigor suficiente para extrapolar a importância do próprio Campeonato Mundial de Resistência (WEC) e formar um mercado que vai alimentar a categoria nos próximos anos.


Por mais longo (1h17’) que seja, vale a pena assistir a este vídeo, que mostra não apenas quem são os principais atores e as principais forças envolvidas na prova de resistência mais famosa do mundo, mas,  principalmente, a postura fria e distante de Jean Todt. O presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), estava visivelmente constrangido em ter que admitir que, graças a Le Mans, a categoria de Resistência segue crescendo e formando um mercado de trabalho muito mais amplo e aberto que a badalada e milionária F-1. 

Em um discurso de dois minutos, ele se referiu várias vezes à própria entidade e apenas vez, aos 11 minutos do vídeo, mencionou as 24 Horas de Le Mans. Se o campeonato fosse realmente tão importante e ocupasse o lugar que diz ocupar em seu coração, bem que ele poderia ter evitado a coincidência de datas entre Le Mans e o GP do Azerbaijão…


Enquanto as alemãs Audi e Porsche e a japonesa Toyota serão as protagonistas da categoria LM P1, na LM P2 é a marca Ligier quem dominará as atenções frente aos concorrentes Alpine, BR, Gibson e Oreca, os cinco construtores homologados para esta temporada. Na 24 Horas de Daytona a equipe Extreme Speed, de Scott Sharp, surpreendeu ao conquistar a vitória na categoria geral com um Ligier LMP2 Honda. Obviamente não se pode incluir o carro do brasileiro Pipo Derani entre os candidatos á vitória na geral nas nove etapas do WEC, mas não resta dúvida que a classe é bastante disputada e oferece bons espetáculos.

A apresentação de Le Mans 2016 envolveu os principais fabricantes de protótipos, os responsáveis pelos programas de Resistência da Audi, Porsche e Toyota e várias outras personalidades do segmento. Foi um evento onde o Automóvel Clube do Oeste (ACO) da França soube fazer tudo isso num padrão que uniu o glamour dos grandes eventos americanos e muitos toques de sofisticação europeia. Mais importante: fez isso em uma transmissão aberta de internet, plataforma de comunicação que ainda causa calafrios em Bernie Ecclestone e alimenta uma disputa nada velada entre os grandes fabricantes envolvidos na F-1 — Ferrari, Honda, Mercedes e Renault —, que são os grandes financiadores e interessados no potencial promocional dessa categoria.

Obviamente não se deve esperar algo do tipo dos responsáveis pelo automobilismo brasileiro. O site da Confederação Brasileira de Automobilismo, normalmente a primeira fonte de consulta para quem quer se informar sobre o esporte, sequer tem calendários das categorias que a entidade supervisiona e cobras polpudas taxas de homologação para permitir que existam. Mias curioso ainda é ver que o espaço destinado ao calendário do Campeonato Brasileiro de Kart está em branco, enquanto uma outra notícia, postada dia 21 de janeiro, informa que o certame acontecerá entre os dias 11 e 23 de julho no Kartódromo de Conde (PB). Poderia ser uma falha pontual, mas várias categorias também não tem seus calendários publicados: a Stock Car divulgou a segunda versão do seu calendário de 2016 no dia 17 de dezembro de 2015, até ontem o que a CBA mostrava era isto. Provavelmente o recesso de fim de ano e o carnaval podem ter influenciado nesta situação…

Renault volta à F-1 de olho no mercado de competição
Demorou, mas chegou com força total: o novo programa de competições da Renault foi anunciado na semana passada e contempla muito mais que a participação da marca como construtor na F-1, tal qual Mercedes e Ferrari. De acordo com Carlos Ghosn, presidente executivo da fabricante,  o projeto inclui desde as unidades de Enstone e Viry-Chatillon — onde serão produzidos, respectivamente, chassi e motor do Renault RS 16 — até a Renault Sport Cars, evolução da Renault Sport Technologies, e um programa que inclui a equipe e demais campeonatos de F-Renault 2.0, Troféu Renault Sport RS 01, e programas para clientes para pista e rali. Esta decisão deverá incluir futuramente os modelos Alpine, marca que foi revivida há alguns anos e que deve lançar ainda este ano seu primeiro GT. Sem dúvida, uma forma de capitalizar com mais eficiência e rapidez os pesados investimentos feitos para recomprar a equipe Lotus e sua sede na Inglaterra.

Além disso foi anunciada a criação da Academia Renault, que vai focar na descoberta e preparação de novos pilotos. Segundo a marca francesa, “60% dos pilotos atuais da F-1 passaram pela F-Renault durante suas temporadas de aprendizado”. Na F-1 o francês Esteban Ocon foi confirmado como piloto-reserva da equipe, que terá o dinamarquês Kevin Magnussen e o inglês Jolyon Palmer como titulares.

Tony Stewart no estaleiro
Tricampeão da Nascar, o americano Tony Stewart vai ficar de fora das primeiras etapas da temporada 2016, que inicia dia 21 com uma exibição neste fim de semana, em Daytona. Stewart, de 45 anos, sofreu um acidente quando andava de quadriciclo com amigos e sofreu fratura na vértebra lombar L-1. Embora seu regresso às pistas tenha sido confirmado para esta temporada ainda não se sabe quem será seu substituto. Elliot Sadler, Justin Algaier, Ty Dillion, John Hunter Nemecheck e Bobby Lemonte são nomes cogitados para pilotar o Chevrolet #14 inscrito pela equipe Stewart Haas Racing. Clint Bowyer, que este ano defende o time HScott Motorsports, é apontado como seu substituto na Stewart-Haas em 2017: Stewart já confirmou que encerra a sua carreira no final desta temporada.

WG

quarta-feira, 20 de maio de 2015

De olho em Le Mans: Lucas entra no mês mais agitado do ano

Os próximos dias serão bastante intensos para Lucas di Grassi. Piloto da Audi Sport no Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC) e na Fórmula E, o paulistano de 30 anos tem a segunda quinzena de maio e todo o mês de junho recheado de compromissos com a velocidade.

No próximo sábado (23), Di Grassi disputa a oitava etapa da Fórmula E na Alemanha. Competindo pela Audi Sport ABT, o brasileiro é o líder do campeonato com cinco pódios e uma vitória em sete provas e busca ampliar a vantagem que tem na liderança na pista montada do antigo aeroporto Tempelhof, em Berlim.

No fim de semana seguinte, Lucas terá seu primeiro contato neste ano com os mais de 13 quilômetros de extensão da pista de Le Mans. As míticas 24 horas acontecem nos dias 13 e 14 de junho, mas no dia 31 pilotos e equipes terão o primeiro contato com a pista no Journée Test preparatório para a prova. O brasileiro faz sua segunda temporada completa no WEC e corre no Audi R18 e-tron quattro #8 ao lado do francês Loïc Duval e do britânico Oliver Jarvis.

Depois, na semana seguinte, nova mudança de foco: Lucas e a Audi Sport ABT vão à Rússia para a disputa da penúltima etapa da Fórmula E, nas ruas de Moscou, no dia 6 de junho, e de lá o piloto voa de volta à França para a disputa das 24 Horas de Le Mans.

Será a terceira vez na carreira que o piloto da Audi Sport Team Joest disputa a mais tradicional corrida de longa duração do planeta. Em 2013 ele foi o melhor estreante ao terminar a prova em terceiro lugar, subindo no pódio logo em sua primeira participação; ano passado, correndo ao lado de Tom Kristensen e Marc Gené, o brasileiro foi o segundo colocado - repetindo o melhor resultado de um piloto brasileiro no geral da prova na história.

"De fato serão semanas bem agitadas e com atividades diferentes. Sou muito grato à Audi por ter essa possibilidade de disputar, de forma competitiva, duas categorias topo do automobilismo. É muito trabalho, mas felizmente faço o que eu gosto, que é estar ao volante de um carro de corridas disputando vitórias e títulos", comentou.

Depois de Le Mans, Lucas terá um final de semana de descanso e depois parte para Londres para a final da Fórmula E, nos dias 27 e 28 de junho em circuito montado no Battersea Park. A final do campeonato será disputada em sistema de rodada dupla.

Ele diz que as readaptações para os carros da Fórmula E e do FIA WEC são tranquilas. "Já posso dizer que estou bem acostumado a este tipo de situação, felizmente. A correria é grande: muitos voos, fuso-horário, reuniões com as equipes e tudo o mais. Felizmente, estas viagens de agora são somente dentro da Europa, então isso facilita um pouco as coisas. Consigo levar tudo isso numa boa", concluiu.

Confira a agenda de Lucas di Grassi:
23 de maio: Fórmula E, Berlim, Alemanha
31 de maio: FIA WEC, teste em Le Mans, França
6 de junho: Fórmula E, Moscou, Rússia
13-14 de junho: FIA WEC, 24 Horas de Le Mans, França
27-28 de junho: Fórmula E, Londres, Inglaterra (final)
.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Wagner Gonzalez em Conversa de pista - Mesmo com tempo quente em Xangai, confesso que dormi‏

Wagner Gonzalez

GP da China confirmou o esperado e nem mesmo as boas ultrapassagens de Max Verstappen salvaram o espetáculo. Enquanto Nico Rosberg perdia o sono atrás de um insuperável Lewis Hamilton e liderava o ronco surdo do Ferrari de Sebastian Vettel, descobri que acompanhar a F-1 atual em uma corrida que começa no meio da madrugada requer altas doses de cafeína…


No último fim de semana a temperatura em Xangai estava mais alta do que o esperado, a ponto de alterar até mesmo o desgaste dos pneus: os traseiros duraram muito mais que o esperado, ao contrário do que aconteceu com os dianteiros. Apesar do tempo mais quente, dentro e fora da pista, é difícil esquecer o quão modorrento foi o GP da China, a terceira etapa do Campeonato Mundial de F-1 de 2015 e terceira vitória de Lewis Hamilton na atual temporada. Em português claro, não teve para ninguém: o inglês simplesmente fez barba, cabelo e bigode e deixou seu companheiro de equipe completamente desestabilizado; o máximo que Nico Rosberg ganhou no fim de semana, além dos 18 pontos do segundo lugar, foram manchetes dedicadas a sua bizarra declaração:

“Lewis Hamilton andou devagar e atrapalhou minha corrida.”

Instado a replicar o comentário (que você pode ver neste vídeo até que os promotores da categoria não o tirem da internet…) Hamilton foi curto e grosso:

“Meu trabalho não é cuidar da corrida do Nico…”
Zz
Ao lado de ambos, Sebastian Vettel simplesmente confirmou que fez de tudo para andar junto dos dois Mercedes, mas uma ultrapassagem era impossível. Espera-se um equilíbrio maior entre as equipes alemã e italiana neste domingo, no Bahrein, um circuito onde as retas são mais curtas e, portanto, anulam parte da vantagem dos Flechas de Prata, no qual o alemão de Maranello poderá surpreender, tal qual o fez na Malásia.

Tarefa semelhante se espera da Williams de Felipe Massa e Valteri Bottas. O brasileiro perdeu duas posições na largada, caindo para sexto, e ainda na primeira recuperou a posição frente ao finlandês. Terminaram aí os momentos de emoção na luta pelos primeiros lugares. Mais para trás coube ao pelotão dos novatos dar algum tempero a uma corrida bem sem graça; o que salvou mesmo o espetáculo foi a tocada de Max Verstappen, o guri da Toro Rosso, que fez três ultrapassagens na base do peixinho, mergulhando por dentro em curvas de alta e de baixa velocidade sem jamais bloquear os freios do seu carro.

Essa qualidade mereceu elogios de muita gente, inclusive de Martin Brundle, ex-piloto de F-1 e hoje em dia comentarista da Sky da Inglaterra. Vítima de um motor que não agüentou o tranco e travou no início da reta de chegada, Verstappen não completou a prova e o incidente mecânico fez com que a corrida terminasse sob bandeira amarela. O holandês, porém, começou a mostrar por que estreou na categoria aos 17 anos e que tem potencial para ser um herói da sua geração.

Geração que inclui também seu companheiro de equipe Carlos Sainz Jr. e os dois pilotos da Sauber, Felipe Nasr e Michael Ericsson. O brasileiro novamente andou na frente do sueco,  terminou num bom oitavo lugar e já soma 14 pontos na temporada; Ericsson parece melhorar, mas ainda comete erros e não parece à vontade com seu equipamento.



A
corrida teve novamente arquibancadas vazias e, chinesamente teve alguns torcedores postados estrategicamente para tremular bandeiras, como mostram cenas do vídeo que você assiste clicando aqui. Embora tenhamos vivido apenas três corridas da atual temporada já se fala que a corrida em Xangai é candidata a perder a vaga no calendário do ano que vem.


As três marcas que disputam oficialmente o Campeonato Mundial de Resistência (WEC) dividiram o pódio na etapa de abertura, as 6 Horas de Silverstone, competição realizada domingo no autódromo inglês situado a noroeste de Londres. O brasileiro Lucas Di Grassi tinha condição de ficar entre os três primeiros mas seu carro teve que parar duas vezes para fazer reparos na carroceria e a equipe completada por Loïc Duval e Oliver Jarvis ficou em quinto lugar; a marca dos quatro anéis entrelaçados, porém, garantiu a vitória com o carro de Marcel Fässler/André Lotterer e Benoît Tréluyer.

Pipo Derani se destaca na LM P2
Pipo Derani,  estreando na categoria com um Ligier JS P2-Nissan, largou na pole position da classe P2 e terminou em sétimo na geral, duas posições atrás do outro carro da sua equipe.   O WEC prossegue dia 2 de maio com a disputa da 6 Horas de Spa-Francorchamps, na Bélgica.

Resultados de Silvertsone
1) Marcel Fässler, André Lotterer, Benoît Tréluyer (Audi R18 E-Tron Quattro) 201 voltas em 6h0’30”876
2) Romain Dumas, Neel Jani, Marc Lieb (Porsche 919 Hybrid) a 4”610
3) Anthony Davidson, Sébastien Buemi, Kazuki Nakajima (Toyota TS 040 Hybrid) a 14”816
4) Alexander Wurz, Stéphane Sarrazin, Mike Conway (Toyota TS 040 Hybrid) a 1 volta
5) Lucas Di Grassi, Loïc Duval, Oliver Jarvis (Audi R18 E-Tron Quattro) a 4 voltas
6) Roman Rusinov, Julien Canal, Sam Bird (Ligier JS P2-Nissan) a 16 voltas *
7) Gustavo Yacaman, Pipo Derani, Ricardo Gonzalez (Ligier JS P2-Nissan) a 17 voltas *
(*) Categoria LM P2

Na Indy sob chuva, Helinho fica em segundo na corrida em New Orleans
O canadense James Hincliffe foi quem se deu melhor na confusa prova que inaugurou a presença do Nola Motorsports Park no calendário da IRL. Disputada num fim de semana marcado pelas chuvas, a competição teve vários períodos de bandeira amarela — algo comum nos EUA — e terminou por limite de tempo. Um acidente nos boxes provocado por um errático Francesco Dracone, que travou rodas no piso molhado e perdeu o controle do carro. acertando Todd Phillips, mecânico da equipe Dale Coyne, como se pode ver aqui. Tony Kanaan terminou em sexto. 

WG

sexta-feira, 27 de março de 2015

Lucas di Grassi tem em junho o “mês de sua vida”

Lucas di Grassi não teve muito descanso entre dezembro e janeiro, meses em que geralmente as atividades de competição no automobilismo encontram-se paradas nas pistas. Mas graças à Fórmula E, onde o brasileiro de 30 anos é o atual vice-líder da competição e fazendo história ao ser o primeiro vencedor da prova inaugural da categoria, o piloto da Audi Sport ABT no campeonato dos elétricos não teve folga – já que o calendário contemplou etapas entre setembro e junho -, correndo também em dezembro (em Punta del Este, no Uruguai) e em janeiro (em Buenos Aires, na Argentina).

O calendário corrido, ao contrário do que se pensaria, agrada a Lucas, que inicia em abril mais um desafio: sua segunda temporada como piloto titular da Audi Sport na disputa do Campeonato Mundial de Endurance, o FIA WEC (World Endurance Championship), no dia 12 de abril com as 6 Horas de Silverstone.

E a Audi, vencedora de 13 das últimas 15 edições das 24 Horas de Le Mans, promoveu uma verdadeira revolução em seu já histórico protótipo, o Audi R18 e-tron quattro. O carro ficou mais rápido e ainda mais eficiente, consumindo menos diesel em seu motor 4.0 V6 biturbo. A equipe refez a configuração energética do bólido, saltando da classe de dois megajoules para quatro. Além disso, a equipe revisou toda a aerodinâmica do conjunto, deixando-o ainda mais rápido e eficiente – a união destes quesitos é fundamental para o sucesso de um carro tanto no Mundial como também em Le Mans.

O primeiro semestre do piloto brasileiro que tem o melhor resultado geral do país em La Sarthe (um segundo lugar em 2014, igualando os feitos de Raul Boesel em 1991 e de José Carlos Pace em 1973) vem sendo de inúmeros compromissos. No último dia 14 ele disputou a quinta etapa da Fórmula E em Miami; em seguida voou para o Brasil e disputou a Corrida de Duplas da Stock Car em Goiânia. No próximo dia 4 ele estará de volta aos Estados Unidos para a corrida de Long Beach da ‘F1 Elétrica’, onde busca retomar a liderança da competição recuperando uma diferença de sete pontos em relação ao primeiro da tabela.

Depois Lucas retorna à Europa e vai ao país que primeiro o acolheu no início de sua fase internacional da carreira. Será na Inglaterra que o FIA WEC começará 2015, com a disputa das 6 Horas de Silverstone. Em seguida, ele segue para a Bélgica visando a disputa das 6 Horas de Spa Francorchamps na segunda etapa do Mundial de Endurance no dia 2 de maio – a prova é a última do WEC antes das 24 Horas de Le Mans.

Após correr no desafiador e veloz traçado de Spa, Lucas segue para sua casa em Mônaco – mas não para descansar. No sábado dia 9 de maio ele disputa o ePrix de Monte Carlo da Fórmula E, sétima etapa do campeonato. Em seguida, Di Grassi disputa no dia 23 a oitava etapa dos elétricos em Berlim. O circuito onde será disputada a corrida será montado no antigo aeroporto Tempelhof, na capital alemã.

Da Alemanha, malas no avião rumo à França para o primeiro contato dos pilotos no ano com o mítico circuito de 13 quilômetros de La Sarthe, no pré-teste de Le Mans, nos dias 30 e 31 de maio. Serão dois dias de ajustes e trabalhos em acerto de carros para a prova que acontece depois de 15 dias.

Sem descanso, Lucas deixa a França e parte para a Rússia onde corre na penúltima etapa da Fórmula E, nas ruas de Moscou – e então retorna à França para toda uma semana de atividades em Le Mans que culmina com a disputa das 24 horas mais famosas do planeta, com largada no dia 13 e bandeirada no dia 14.


“Esta temporada e a última têm sido um pouco atípicas por causa da Fórmula E, que segue um calendário parecido com o do futebol europeu. Mas tem sido uma experiência muito legal, porque me mantenho em atividade correndo enquanto os outros campeonatos não iniciam a temporada. 2015 será de imensos desafios – e eles são muito bem-vindos”, diz Lucas.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Alpine vai disputar o FIA WEC

Vencedor do European Le Mans Series em 2013 e 2014, a equipe Signatech-Alpine assume um novo desafio em 2015 com sua participação no Campeonato Mundial de Endurance (WEC) da FIA.Os pilotos Nelson Panciatici e Paul-Loup Chatin recebem agora a companhia de Vincent Capillaire.

O Alpine A450b estará na largada de cada uma das oito pernas do FIA WEC na categoria LMP2, dentre as quais as 24 Horas de Le Mans, nos dias 13 e 14 de junho.
Anunciado no início da temporada de 2013, o retorno da Marca Alpine às competições já é um grande sucesso. As duas participações no European Le Mans Series (ELMS) foram coroadas com dois títulos em 2013 e 2014, culminando com um pódio na categoria LM P2 nas 24 Horas de Le Mans 2014.

Após os dois últimos anos com excelentes resultados, a Alpine decidiu acelerar ainda mais em 2015. O Alpine A450b participará das oito provas do Campeonato Mundial (FIA WEC) – e as 24 Horas de Le Mans serão o ponto alto do desafio.

“O Campeonato Mundial é um novo desafio”, comentou Bernard Ollivier, Diretor da Alpine. “O contexto será bastante diferente. No campeonato FIA WEC, temos a ambição de nos diferenciarmos na categoria LM P2. Será uma grande oportunidade para aprender e mostrar do que somos capazes em regiões importantes para a nossa marca. Esta participação em nível mundial também será muito benéfica para a notoriedade global da Alpine.”

Philippe Sinault, Diretor da Equipe Signatech-Alpine, comentou: “Esta é uma etapa importante. Esta participação no FIA WEC está alinhada com nossa estratégia esportiva e as ambições da marca. Sempre temos o objetivo de ganhar, mas esta chegada ao Campeonato Mundial nos faz sermos mais humildes. Com oito corridas dentre as quais as 24 Horas de Le Mans, será uma verdadeira temporada de endurance. Já a regulamentação nos obrigou a rever a composição da nossa tripulação. Nelson Panciatici e Paul-Loup Chatin receberam a companhia de Vincent Capillaire, um excelente piloto ‘Silver’ – estávamos de olho nele há muito tempo. Ele teve um excelente desempenho no ano passado e, por isso, queríamos trabalhar com ele. Estes três pilotos franceses formarão uma belíssima equipe”.

Vincent Capillaire foi vencedor de uma prova da ELMS no ano passado e ficou em 4º na categoria LM P2 das 24 Horas de Le Mans. Agora, ele será o piloto ‘Silver’ escolhido pela Signatech-Alpine. Nelson Panciatici está classificado na categoria ‘Platinum’ e Paul-Loup Chatin agora é ‘Gold’.

Os primeiros treinos estão programados para 27 e 28 de março no Circuito Paul Ricard, no Sul da França.

Calendário FIA WEC 2015
 12 de abril – 6 Horas de Silverstone (Reino Unido)
2 de maio – 6 Horas de Spa-Francorchamps (Bélgica)
13-14 de junho – 24 Horas de Le Mans (France)
30 de agosto – 6 Horas de Nürburgring (Alemanha)
19 de setembro – 6 Horas do Circuito das Américas (Estados Unidos)
11 de outubro – 6 Horas de Fuji (Japão)
1º de novembro – 6 Horas de Xangai (China)

21 de novembro – 6 Horas de Bahrein (Bahrein)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Lucas di Grassi segue como titular da Audi no Mundial de Endurance

Lucas di Grassi segue como piloto titular da Audi Sport no Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC) e fará em 2015 sua terceira temporada pertencendo aos quadros de Ingolstadt. Quarto colocado no campeonato deste ano, com 117 pontos e tendo o segundo lugar nas 24 Horas de Le Mans e nas 6 Horas de Austin como principais resultados, o brasileiro terá um novo integrante no trio que será responsável por pilotar o Audi R18 e-tron quattro. Será o britânico Oliver Jarvis, que substitui o dinamarquês recordista de vitórias em Le Mans, Tom Kristensen, dono de nove triunfos e que anunciou sua aposentadoria em novembro.

Agora, Lucas di Grassi, Loïc Duval e Oliver Jarvis pilotarão o carro número 8 já inscrito para a próxima temporada do FIA WEC, que se inicia em 12 de abril com as 6 Horas de Silverstone. O ano se aproxima do fim, mas a Audi Sport Team Joest continua trabalhando forte visando a próxima temporada.

"Foi um ano muito bom, com a dobradinha da equipe nas 24 Horas de Le Mans e o melhor resultado do Brasil no geral da corrida, mas a temporada foi de algumas dificuldades, principalmente em questões relacionadas ao regulamento, que nos deixaram um pouco atrás em outras corridas do campeonato. Mas estou muito empolgado com o que está por vir. O time todo está trabalhando em ritmo intenso e tenho certeza de que resultados ainda melhores virão", disse o piloto de 30 anos.

Lucas fez sua primeira aparição pela Audi nas 6 Horas de São Paulo de 2012, substituindo o recém-aposentado Rinaldo Capelo. A participação do brasileiro, que não garantia nenhum tipo de vínculo com a marca das quatro argolas, impressionou os alemães. Correndo ao lado de Allan McNish e Tom Kristensen, Lucas fez a melhor volta da Audi na classificação e a melhor volta da corrida, terminando a prova em terceiro lugar.

Desempenho que fez a Audi lhe oferecer um contrato de longa duração. Em 2013 ele fez corridas esporádicas: foi segundo nas 12 Horas de Sebring (extra-campeonato), também foi ao pódio nas 6 Horas de Spa-Francorchamps e estreou com o terceiro lugar nas 24 Horas de Le Mans. Com a aposentadoria de Allan McNish no final de 2013, Di Grassi, de 30 anos, foi alçado à condição de titular.

"Vou para o meu segundo ano como titular da Audi, o que me deixa feliz e confiante. Acho que o sentimento é recíproco em relação à equipe, que confia no meu trabalho e me dá todo o suporte para que eu possa dar meu melhor na pista e nos testes. O que eu encontrei aqui na Audi é diferente de tudo o que eu já vivi no automobilismo: posso chamar este time de família, pois fui bem recebido da primeira vez que vesti o macacão com as lendárias quatro argolas. Estou feliz com a Audi como eu nunca fui na minha carreira", filosofou o atual líder da Fórmula E, primeira categoria de carros elétricos da FIA.

Lucas dividiu o carro com Oliver Jarvis nas 6 Horas de Spa e nas 24 Horas de Le Mans de 2013, quando o trio formado por eles e pelo espanhol Marc Genè terminou em terceiro no ano de estreia de Di Grassi em La Sarthe. "O Jarvis já está na Audi há pouco mais tempo, disputou o DTM com eles e fizemos as corridas de Spa e Le Mans juntos ano passado. É um piloto extremamente talentoso e versátil - que também já venceu em Macau, dois anos depois da minha vitória. Ele é muito comprometido com o time. Acho que a Audi acertou em trazê-lo conosco para substituir o Tom (Kristensen)", analisou.