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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Vendas da Kia Motors crescem 39% em 2018


Com licenciamento de 11.719 veículos, a Kia Motors do Brasil registrou crescimento de 39% nas vendas acumuladas de 2018 ante igual período de 2017, quando foram comercializadas 8.431 unidades da marca. Essa taxa de crescimento significou quase 3 vezes mais que a média obtida pelo mercado interno, que encerrou o ano com 2.470.224 unidades emplacadas (automóveis e comerciais leves), total 13,7% superior ao desempenho de 2017, com 2.172.612 unidades.

Na avaliação de José Luiz Gandini, presidente da Kia Motors, “apesar de todas as dificuldades mercadológicas, como a greve dos caminhoneiros, Copa do Mundo, efeito eleições e alta acentuada do dólar, nosso desempenho em 2018 é motivo de comemoração. Fechamos o ano com um dos melhores índices de crescimento entre as marcas de volume”. As 11.719 unidades licenciadas pela Kia Motors no ano representaram 31,2% do total de importados por associadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores e 71,5% mais que a segunda marca que mais vendeu em 2018 entre as associadas à entidade. Se considerado somente o mercado total de importados, que foi de 304.055 unidades em 2018, a participação da Kia Motors foi de 3,8%.

Em dezembro último, com 990 unidades licenciadas, a Kia Motors obteve crescimento de 14,2% sobre as 867 unidades de novembro, e de 33,4% sobre as 743 unidades de dezembro de 2017. “Ainda é muito cedo para projetarmos os primeiros números para 2019, mas observamos que ao longo de 2018, mesmo com cenários de instabilidade, conseguimos estabilizar nossas vendas com tendência de alta. Por isso, vamos buscar este ano uma taxa de
crescimento da ordem de 25%, ou algo em torno de 15 mil unidades”, enfatiza Gandini.

Veículos – O SUV médio Sportage foi o líder de vendas da Kia em 2018, com 5.648 unidades emplacadas, alta de 55,2% sobre o desempenho do modelo registrado em 2017. Trata-se do SUV importado mais vendido do País. Na sequência aparecem o comercial leve Bongo e o sedã médio Cerato, com 2.481 e 2.472 unidades comercializadas, respectivamente, com aumento de 50% e de 54% sobre os números de 2017. 


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Embraer divulga os resultados do 3º trimestre de 2016

- No 3º trimestre de 2016 (3T16), a Embraer entregou 29 aeronaves comerciais e 25 executivas (sendo 13 jatos leves e 12 grandes); 

- A carteira de pedidos firmes (backlog) terminou o trimestre em US$ 21,4 bilhões, comparada aos US$ 21,9 bilhões do 2T16; 

- A Receita líquida atingiu R$ 4.913,4 milhões no 3T16, aumento de 7% em relação ao 3T15, principalmente devido ao crescimento de receitas dos segmentos de Aviação Comercial e de Defesa & Segurança;

- A Margem bruta consolidada atingiu 18,8%, acima dos 17,6% registrados no 3T15;

​- No 3T16, a Companhia provisionou R$ 18,0 milhões adicionais em Outras despesas operacionais, relacionados ao encerramento da investigação sobre alegação de não conformidade com o U.S. Foreign Corrupt Practices Act (FCPA), além de uma provisão de R$ 384,4 milhões, relacionada aos custos atrelados à primeira fase do programa de demissões voluntárias (PDV);

- As margens EBIT e EBITDA ajustadas, excluindo-se o impacto de ambas as provisões, atingiram 6,2% e 12,3%, respectivamente no 3T16. O EBIT e o EBITDA ajustados ficaram em R$ 306,0 milhões e R$ 606,7 milhões, respectivamente;

- O Prejuízo líquido atribuído aos acionistas da Embraer foi de R$ 111,4 milhões e o Prejuízo por ação foi de R$ 0,1526 no 3T16;

- O Lucro líquido ajustado, excluídos o Imposto de renda e contribuição social diferidos relacionado ao impacto da variação cambial sobre os ativos não monetários e também as provisões mencionadas anteriormente, foi de R$ 255,9 milhões no 3T16. O Lucro por ação ajustado foi de R$ 0,3508 no 3T16;

- A Embraer divulgou no dia 24 de outubro de 2016 os termos do acordo para o encerramento da investigação pelas autoridades norte-americanas e brasileiras. Como parte do acordo, a Companhia pagará US$ 205,5 milhões a essas autoridades. Além disso, uma vez cumpridas as disposições acordadas, no prazo determinado, nenhuma acusação contra a Empresa será formalizada;


- A Companhia reitera todas suas estimativas financeiras e de entregas para 2016.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

MARCOPOLO FOCA NAS EXPORTAÇÕES PARA TER BOM DESEMPENHO EM 2016

O desempenho das exportações da Marcopolo no segundo trimestre de 2016 permitiu à empresa fechar os primeiros seis meses deste ano com receita de R$1,048 bilhão. O resultado, apesar de ser 18,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2015 (R$ 1,293 bilhão), consolida a assertividade da estratégia adotada pela gestão em focar nos negócios no exterior e na contínua elevação da competitividade e produtividade operacional.

Com isso, a empresa alcançou uma melhora nos resultados do segundo trimestre de 2016 em relação ao mesmo período do ano anterior, com crescimento de 16,7% no lucro líquido (R$ 43,3 milhões contra R$ 37,1 milhões). Mesmo assim, no semestre, a empresa teve recuo de 27% no lucro líquido (R$ 52 milhões, contra R$ 71,2 milhões)

Os resultados atingidos no segundo trimestre deste ano também são reflexo das ações adotadas pela empresa para aumento da eficiência, redução de custos e ampliação do portfólio de clientes. O destaque é o projeto Conquest, que busca o aumento das exportações por intermédio do fortalecimento da atuação nos mercados tradicionais da América Latina e também da cobertura de novos mercados e clientes no exterior.

O crescimento da receita das exportações a partir do Brasil permitiu à empresa revisar a meta interna de crescimento da receita em dólar de exportações de carrocerias, que passou de 30,0% para 50,0% em relação a 2015. Além do projeto Conquest, outras ações para a melhora operacional seguem em andamento, com foco no encurtamento dos tempos de ciclo de produção, aumento da eficiência, otimização das unidades fabris, além da redução de despesas e custos indiretos.

No mercado brasileiro, entretanto, a demanda segue abaixo do nível normal, com retração de 41,9% nos negócios em relação ao primeiro semestre de 2015. A Marcopolo produziu 2.757 unidades contra 4.966 no mesmo período de 2015. O segmento de rodoviários segue sem perspectiva imediata de retomada. Já no segmento de urbanos, a proximidade com as eleições municipais, os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, as licitações em andamento e repasses pontuais de tarifas em algumas cidades do país, impulsionaram a demanda no segundo trimestre. No entanto, a pressão de custos e a concorrência por preço estão afetando a rentabilidade nesse segmento.


Com relação aos resultados alcançados nas empresas controladas no exterior, a Marcopolo registrou queda de 8,6% nas receitas dessas operações no primeiro semestre do ano. Foram produzidas 704 unidades contra 1.201 no primeiro semestre de 2015.   

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

EMBRAER DIVULGA OS RESULTADOS DO 2º TRIMESTRE DE 2016

- No 2º trimestre de 2016 (2T16), a Embraer entregou 26 aeronaves comerciais e 26 executivas (sendo 23 jatos leves e três grandes);

- A carteira de pedidos firmes (backlog) terminou o trimestre em US$ 21,9 bilhões, comparada aos US$ 22,9 bilhões do 2T15 e aos US$ 21,9 bilhões do final do 1T16;

- Como resultado do menor número de entregas de aeronaves no segmento de Aviação Executiva, a Receita líquida atingiu R$ 4.771,6 milhões no 2T16, aumento de 2% em relação ao 2T15;

- A Margem bruta consolidada atingiu 20,8%, acima dos 19,0% registrados no 2T15;

- No 2T16, a Companhia provisionou R$ 684,9 milhões (US$ 200 milhões) em Outras despesas operacionais relacionados à investigação sobre alegação de não conformidade com o U.S. Foreign Corrupt Practices Act (FCPA);

- As margens EBIT1 e EBITDA² ajustadas, excluindo-se o impacto da provisão, atingiram 5,3% e 11,1%, respectivamente no 2T16. O EBIT e o EBITDA ajustados ficaram em R$ 252,8 milhões e R$ 531,9 milhões, respectivamente;

- O Prejuízo líquido atribuído aos acionistas da Embraer foi de R$ 337,3 milhões e o Prejuízo por ação foi de R$ 0,4621 no 2T16;

- O Lucro líquido ajustado, excluídos o Imposto de renda e contribuição social diferidos3 relacionado ao impacto da variação cambial sobre os ativos não monetários e também a provisão mencionada anteriormente, foi de R$ 155,6 milhões no 2T16. O Lucro por ação ajustado foi de R$ 0,2132 no 2T16;


- A Embraer está revisando suas estimativas para 2016 a fim de adequar previsões mais baixas para o segmento de Aviação Executiva.

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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Fernando Calmon - Alta Roda - Os líderes do semestre por segmento

Alta Roda nº 897/24730– 143– 0oda nº852/0708– 2oda nº851/2016

Fernando Calmon
As estreias de produtos levaram ao aumento da competição nas vendas do primeiro semestre. Onix manteve a liderança absoluta (mesmo sem a ajuda do Prisma). Corolla ampliou sua vantagem, pelo menos enquanto os novos Cruze e Civic não começarem a chegar às lojas no segundo semestre. Briga entre os SUVs compactos continua acirrada, mas o HR-V defendeu bem a posição.


Embora o mercado tenha caído cerca de 40% em relação a 2015, na amostragem dessa estatística, alguns segmentos sofreram mais. Crossovers (-58%), médios-grandes (-46%) e stations (-43%) são exemplos. Já a chegada da Fiat Toro (que carrega até uma tonelada) sacudiu as picapes médias. Além de desafiar a nova líder Hilux, ajudou a manter as vendas do segmento estáveis. Já os SUVs pequenos tiveram aumento explosivo de vendas de 37% em razão de HR-V e Renegade. 

Entre os SUVs médios-grandes e grandes houve revisão de enquadramento em razão de novo critério para distâncias entre eixos (2,80 m é referência de corte, no caso). Os demais segmentos permanecem sem alteração. 

A classificação da Coluna soma hatches e sedãs da mesma família, independentemente do nome do modelo. Sedãs com entre-eixos de significativa diferença classificam-se à parte (Grand Siena, Logan, Etios e outros). A base é a do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores). São citados apenas os modelos mais representativos e pela importância do segmento. Dados compilados por Paulo Garbossa, da consultoria ADK. 

Compacto: Onix/Prisma, 18%; HB20 hatch/sedã, 15%; Ka hatch/sedã, 8,3%; Gol/Voyage, 8,2%; Palio/Fire/Siena, 6%; Fox, 5%; Sandero, 4,9%; Up!, 3,7%; Uno, 3,4%; Etios hatch, 3%; Grand Siena, 2,8%; Etios sedã, 2,5%; Cobalt, 2%; Logan, 1,8%; Versa, 1,7%; Fiesta hatch/sedã, 1,68%; March, 1,65%; City, 1,55%; Classic, 1,54%; Clio, 1,51%; Mobi, 1,2%; C3/DS3, 1,1%. Dupla Onix/Prisma aumenta participação. 

Médio-compacto: Corolla, 40%; Civic, 11%; Golf/Jetta, 9%; Cruze hatch/sedã, 7%; Focus hatch/sedã, 6%; Sentra, 5%; Fluence, 3,2%; A3 hatch/sedã, 3,1%; C4 Lounge, 2,8%. Corolla continua a acelerar. 

Médio-grande: BMW Séries 3/4, 27%; Fusion, 26%; Mercedes Classe C, 24%. Líder por muito pouco. 

Grande: Mercedes Classe E/CLS, 37%; BMW Série 5/6, 25%; Jaguar XF, 15%. Mercedes volta a liderar. 

Topo: Mercedes Classe S, 54%; Chrysler 300C, 15%; BMW Série 7, 11%. Classe S reforça posição. 

Esporte: Boxster/Cayman, 26%; 911, 23%; BMW Z4, 17%. Porsches dominam. 

Station: Weekend, 61%; SpaceFox, 24%; Golf Variant, 10%. Weekend ainda mais à frente. 

SUV compacto: HR-V, 32%; Renegade, 27%; EcoSport, 13%. HR-V defende bem sua posição. 

SUV médio-compacto: ix35/Tucson, 44%; Outlander, 10%; Sportage, 7%. Liderança folgada. 

SUV médio-grande: SW4, 50%; Pajero Full/Dakar, 14%; XC60, 10%. Sem ameaça ao líder

SUV grande: Trailblazer, 17%; BMW X5/X6, 15%; Range Rover Sport/Vogue, 14%. Boa briga. 

Monovolume pequeno: Fit, 46%; Spin, 34%; C3 Aircross, 12%. Fit não perde. 

Crossover: ASX, 54%; Range Rover Evoque, 24%; Freemont/Journey, 19%. Liderança inconteste. 

Picape pequena: Strada, 49%; Saveiro, 32%; Oroch, 11%. Strada se eterniza.

Picape média: Hilux, 27%; Toro, 25%; S10, 17%. Líder sob forte ameaça. 

RODA VIVA 

BALANÇO semestral de 2016 das vendas de automóveis e veículos comerciais leves e pesados, feito pela Anfavea, indica que a queda acentuada começa a amenizar. No conjunto da indústria o recuo chegou a 25% em relação ao mesmo período de 2015. Até o final de 2016 a entidade espera que se limite a 19% menos sobre o ano passado ou 2 milhões de unidades. Estoques baixaram de 41 para 39 dias (junho sobre maio). 

COMO parte das comemorações dos 40 anos de inauguração de sua fábrica no Brasil, a Fiat anuncia o projeto Futuro das Cidades. A ideia é aprofundar os estudos sobre economia colaborativa, descobrir problemas que ainda possam vir e pesquisar soluções de mobilidade para as cidades brasileiras. Lançará, brevemente, uma plataforma aberta que aceitará sugestões de qualquer fonte. 

TOYOTA decidiu impulsionar no Brasil a Lexus, sua marca de luxo. Aposta inicial é no RX 350, um SUV médio-grande que aproveita a mesma arquitetura do Camry. O estilo é audacioso, principalmente a grade dianteira em formato de carretel. Destacam-se conforto de marcha, sistema 4x4 moderno, acabamento de primeira qualidade e central multimídia de 12,3 pol. Preços: R$ 337.350 a 352.950. A marca acredita que terá mais espaço agora para crescer. 

TROCAR o motor seis cilindros aspirado por um de quatro cilindros turbo, mantendo configuração boxer, tornou o Porsche Boxster e sua versão S um roadster ainda mais instigante para guiar. Além de menor peso, houve ganho de potência e torque (versão S, agora, com 350 cv e robustos 42,8 kgf.m), melhora no desempenho e diminuição de consumo de combustível. Rodas traseiras têm até 10 pol. de largura. Preços entre R$ 368.000 e 466.000. 

CORREÇÃO: o motor Ford 1 L EcoBoost é importado de Craiova, na Romênia, e não de Cracóvia, na Polônia. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).



terça-feira, 5 de julho de 2016

Emplacamentos de veículos registram estabilidade em junho, mas acumulado tem queda no 1º semestre de 2016

A Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores divulgou ontem (4), o desempenho do setor automotivo no mês de junho e do 1º semestre de 2016.

Para o Setor da Distribuição de Veículos no geral (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros) o mês de junho apresentou retração de 0,41% em relação a maio (263.570 unidades em junho, contra 264.645 no mês anterior). Na comparação entre os meses de junho 2016 e o mesmo mês de 2015, o setor teve queda de 19,05%.

De acordo com a Fenabrave, no acumulado do ano, houve queda de 21,51% para todos os setores somados. No primeiro semestre de 2016 foram emplacadas 1.592.746 unidades, contra 2.029.279 no mesmo período de 2015.

Em recuperação
Com um dia útil a mais, os segmentos de automóveis e comerciais leves, somados, apresentaram alta de 2,62% em junho em relação ao mês anterior. Foram emplacadas 166.410 unidades, contra 162.161 em maio de 2016. Se comparado com junho do ano passado (204.606 unidades), o resultado aponta queda de 18,67%. No acumulado do ano, esses segmentos caíram 25,09%. Foram comercializadas 951.206 unidades no 1º semestre de 2016, contra 1.269.817 no mesmo período de 2015.

Também o segmento de caminhões apresentou aumento de 3,15% em junho, atingindo 4.188 unidades contra 4.060 em maio. No acumulado do semestre, no entanto, o setor caiu 31,99%.

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr. a recuperação ainda é pequena e sem grandes oscilações, situação que deve permanecer até a definição do cenário político nacional. “Já estamos notando uma melhora nos índices de confiança, tanto por parte de consumidores como de investidores, mas não imaginamos grandes mudanças nos dados do setor até que o cenário político se defina. Os números do setor apontam que retornamos uma década em resultados de vendas”, declarou.

Apesar de a economia dar sinais de recuperação, o desemprego ainda ameaça a população, afetando, principalmente, os consumidores de motocicletas. Esse segmento apresentou queda de 6,4% em junho sobre maio, caindo 14,76% no semestre. “A base da pirâmide de consumo tem sido a mais afetada, razão pela qual os índices de vendas de motos ainda não mostram sinais de retomada”, avaliou o presidente da Fenabrave.


Ainda em compasso de espera por definições políticas, a Fenabrave não alterou suas projeções para o ano, mantendo em -15,04% a retração esperada para o setor em geral e chegando a -20% para automóveis e comerciais leves, -5% para motocicletas, -23% para caminhões e -8,5% para implementos rodoviários. “Essas projeções já consideram uma melhora no quadro geral da economia e do setor, pois, se os dados se mantivessem como no início do ano, os resultados seriam piores”, conclui Assumpção Júnior.

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sábado, 4 de junho de 2016

AUDI AG tem resultados robustos no primeiro trimestre

A Audi AG encerrou o primeiro trimestre de 2016 com resultados consistentes, apesar do cenário desafiador. Nos primeiros três meses do ano, a companhia reportou uma receita de €14,511 milhões, com lucro operacional de €1,202 milhões, que inclui despesas com itens extraordinários, que somam valor de €100 milhões. A margem de lucro operacional foi de 8,3%, mantendo-se dentro da meta estratégica de 8 a 10%, apesar dos itens extraordinários.

De janeiro a março, a montadora entregou 455.754 carros para seus clientes, o que representa um aumento de 4% na comparação com o mesmo período do ano passado (1T 2015: 438.171 unidades). Já a receita de €14,511 milhões, foi 1% menor devido, principalmente, aos efeitos das taxas de câmbio e a forte concorrência em alguns mercados.

O lucro operacional de €1.202 milhão também foi menor na comparação com 2015 (1T 2015: €1.422 milhão), impactado por despesas com itens extraordinários relacionados aos potenciais defeitos apresentados pelos airbags Takata. A Audi está cooperando com o US National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA) para esclarecer o caso, o qual poderá necessitar recall de carros adicionais nos Estados Unidos. A companhia destinou €100 milhões para esta eventualidade. Excluindo itens extraordinários, a AUDI AG alcançou um lucro operacional de €1,302 milhões (1T 2015: €1,422 milhões) e uma margem de lucro operacional de 9% (1T 2015: 9,7%).

“Apesar de movimentos de efeitos cambiais e itens extraordinários, o lucro operacional também reflete as altas despesas antecipadas”, informa Axel Strotbek, membro do board para Gestão Financeira e TI da AUDI AG. “Além disso, a nossa margem de lucro operacional está dentro da nossa meta estratégica, de oito a 10%”, completa. Neste ano, a Audi está estabelecendo seu futuro em diversas áreas por meio de importantes investimentos. Com o Q2, por exemplo, a marca lançou um modelo completamente novo, além de levar a mercados estratégicos carros de sucesso como o Q7 e o A4. A companhia também está iniciando as operações de sua planta no México. O Grupo prevê despesas de mais de €3 bilhões neste ano.

Já o lucro antes de impostos, no primeiro trimestre foi de €959 milhões (1T: €1,497 milhão) e a margem de vendas antes de impostos foi de 6,6% (1T: 10,2%). As diferenças na comparação com o ano passado se devem, principalmente, aos efeitos das transações cambiais.

Os objetivos da empresa para o ano se mantêm. Para 2016, a expectativa é de que as entregas de veículos tenham um pequeno aumento. Dependendo das condições econômicas e das oscilações cambiais, a empresa espera obter crescimento moderado em sua receita.

A Audi também prevê a continuação de intensa competição em alguns mercados-chave. Outro fator é a mudança tecnológica na indústria automotiva para conceitos alternativos de transporte e o aumento da digitalização. No entanto, a Audi, mais uma vez, manterá sua meta estratégica de margem operacional de lucro entre 8 e 10%.


“Nós garantimos o alcance de nossos objetivos de rentabilidade por meio de uma gestão consistente de custos, o que nos dá bases para continuar investindo e inovando”, ressalta Strotbek. Com a nova geração do A8, que será lançada em breve, a Audi coloca pela primeira vez no mercado modelos autônomos (piloted driving). Além disso, em 2018, a marca irá lançar em grande escala seu primeiro modelo totalmente elétrico.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Recordes mantêm Fras-le na rota do crescimento

Apesar dos conhecidos fatos negativos vivenciados pelo Brasil nas áreas econômica e política, em especial pelo setor automotivo que, segundo a Anfavea, teve sua produção reduzida em 22,8% e suas vendas em 26,6% em 2015, a Fras-le conseguiu superar as dificuldades e se mantém na rota do crescimento. A Companhia apresentou evolução na maioria dos seus indicadores no último exercício: as receitas tiveram desempenho superior às estimativas para o ano, por conta, principalmente, da valorização do dólar frente ao real. Enquanto a receita bruta total cresceu 14,8% sobre 2014 e chegou a R$ 1,2 bilhão (estimativa de R$ 1,1 bilhão), a receita líquida consolidada avançou 14,4%, chegando a R$ 875 milhões, ante uma estimativa inicial de R$ 820 milhões.

MERCADO INTERNO - O mercado nacional somou receita líquida consolidada de R$ 428,9 milhões em 2015, ou 49,0% do total das receitas, representando evolução de 5,5% sobre 2014. A Companhia destaca que o reposicionamento parcial nos preços de alguns produtos no segmento de reposição foi fundamental para a manutenção da competitividade e maior resiliência diante do atual cenário nacional. Quanto ao desempenho no segmento de montadoras foram absorvidos os impactos da redução da atividade industrial.

MERCADO EXTERNO - As receitas no mercado externo representaram 51,0% do total das receitas da Companhia, somando a cifra de R$ 446,1 milhões em 2015, a qual representou um crescimento de 24,6% sobre o ano de 2014. Na distribuição global da receita líquida, o segmento de reposição representou 85,0%, enquanto montadoras responderam por 15,0%.

Quanto ao desempenho em dólares, as exportações de 2015 somaram US$ 73,7 milhões, desempenho 21,8% inferior aos US$ 94,2 milhões exportados em 2014. Isto se deve a menores volumes de vendas para algumas regiões onde a Companhia atua, sendo os principais motivos a equação preço dascommodities x custos logísticos x câmbio favorável para alguns competidores, e também, conflitos armados em alguns países, limitando a comunicação e exigindo maior cautela quanto ao crédito. Em relação ao desempenho no mercado externo, considerando as exportações através do Brasil mais as controladas no exterior, a Fras-le totalizou US$ 135,2 milhões, representando uma redução de 11,1% em relação a 2014, refletindo basicamente os mesmos efeitos das exportações.

O lucro bruto consolidado atingiu o montante de R$ 255,6 milhões, 24,8% superior a 2014, da mesma forma que a margem bruta de 29,2% teve incremento de 2,4 pontos percentuais comparada ao exercício de 2014. Durante todo o ano de 2015 as taxas cambiais se comportaram favoravelmente ao perfil exportador da Companhia, sendo um importante fator para o crescimento do lucro bruto, onde o volume exportado através do Brasil foi favorecido por uma evolução média no câmbio de aproximadamente R$ 0,978 por dólar em relação ao ano anterior, fato que permitiu diluir os efeitos da pressão inflacionária sobre os preços de algumas commodities e serviços adquiridos.

O EBITDA consolidado de 2015 no montante de R$ 122,5 milhões, mesmo absorvendo os efeitos das despesas operacionais, conseguiu apresentar evolução de 16,9% em comparação ao ano de 2014, sendo que nos últimos cinco anos a sua evolução média anual foi de 17,6%. A margem EBITDA encerrou o exercício 2015 em 14,0%.

“A crise é inegável, mas optamos pelo crescimento superando as adversidades”, afirmou  Ricardo Reimer, Diretor Superintendente e de Relações com Investidores da Fras-le, que atribui o resultado positivo ao esforço conjunto da equipe na administração dos custos, na busca de eficiência em todos os processos, na diversificação de portfólio de produtos e mercados em que a Companhia atua.


                                  

sexta-feira, 4 de março de 2016

EMBRAER DIVULGA RESULTADOS DO 4º TRIMESTRE, DO ANO DE 2015 E ESTIMATIVAS PARA 2016

- No 4º trimestre de 2015 (4T15), a Embraer entregou 33 aeronaves comerciais e 45 executivas (25 jatos leves e 20 grandes). No ano, a Companhia entregou um total de 101 aeronaves comerciais, superando sua estimativa anual e 120 aeronaves executivas (82 jatos leves e 38 jatos grandes), alcançando sua estimativa de entregas para 2015;

- A Receita líquida atingiu R$ 7.994,8 milhões no 4T15 e R$ 20.301,8 milhões no ano, atingindo as estimativas da Companhia para o ano; 

- As margens EBIT  e EBITDA² atingiram 3,1% e 7,9%, respectivamente, no 4T15 e no ano ficaram em 5,4% e 10,7% respectivamente;

- Excluindo-se a provisão relacionada ao pedido de concordata da Republic Airways Holdings, no 4T15 as margens EBIT e EBITDA seriam de 8,0% e 12,8% e no ano seriam de 7,4% e 12,6% respectivamente. A Margem EBITDA ajustada (excluindo-se os itens não recorrentes) ficou dentro das estimativas anuais da Companhia de 12,6% a 13,6%, embora a margem EBIT tenha ficado abaixo da estimativa para 2015;

- A Geração livre de caixa no 4T15 foi de consistentes R$ 2.551,8 milhões, encerrando o ano em R$ 1.244,6 milhões, bem acima do Uso livre de caixa apresentado em 2014 de R$ 823,8 milhões. A Embraer encerrou 2015 com Caixa líquido de R$ 28,4 milhões, comparada à dívida líquida de R$ 102,6 milhões em 2014;

- No 4T15, a Embraer apresentou Lucro líquido de R$ 425,8 milhões e Lucro por ação de R$ 0,5832 (R$ 683,6 milhões e R$ 0,9362, excluindo impostos diferidos e provisão relacionada ao pedido de concordata da Republic). No ano, o Lucro líquido total foi de R$ 241,6 milhões e o Lucro por ação ficou em R$ 0,3309 (R$ 499,4 milhões e R$ 0,6839 excluindo esses mesmos itens);


Para 2016, a estimativa da Companhia é de atingir Receita líquida de US$ 6,0 a US$ 6,4 bilhões, impulsionada pelas entregas estimadas de 105 a 110 jatos na Aviação Comercial, de 40 a 50 jatos grandes e de 75 a 85 jatos leves na Aviação Executiva e pela receita de US$ 0,70 a U$ 0,75 bilhão no segmento de Defesa & Segurança.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

FCA REGISTRA ALTA DE 11% NA RECEITA EM 2014, TOTALIZANDO €96,1 BILHÕES

A FCA divulgou hoje seus resultados financeiros preliminares de 2014, encerrando um ano histórico, em que fez a transição de suas empresas para uma organização global única. O números demonstram uma forte performance operacional, em linha com as expectativas da empresa. 

O grupo vendeu 4.6 milhões de veículos em 2014, um aumento de 6% em relação ao ano anterior, com as regiões Nafta (Estados Unidos, Canadá e México), Apac (Ásia Pacífico) e Emea (Europa, Oriente Médio e África) contribuindo para o crescimento e a marca Jeep estabelecendo um recorde anual histórico com vendas globais de mais de um milhão de unidades. 

O aumento nas vendas, com um melhor mix de produtos, elevou a receita em 11% para €96,1 bilhões, com crescimento em todas as regiões, exceto Latam (América Latina), onde as condições de mercado continuam enfraquecidas.

O EBIT (Resultado antes de Juros e Impostos) cresceu 7% para €3,223 bilhões. Excluindo os itens incomuns, o EBIT totalizou €3,651 bilhões (aumento de 4%), com forte incremento de Apac, Maserati e Emea, que voltou à lucratividade  no quarto trimestre, uma indicação de que a FCA está se recuperando na região, na medida em que seu foco na produção de veículos premium para exportação começa a dar resultados. 

A FCA obteve um lucro líquido de €632 milhões no ano. Excluindo os itens incomuns, o lucro líquido foi de  €955 milhões, o que representa uma leve melhora sobre o ano anterior.

O endividamento industrial líquido foi de €7,7 bilhões no fim do ano, depois da emissão de US$ 2,9 bilhões  de Títulos Conversíveis Mandatórios, da colocação de 100 milhões de ações comuns e da recompra de ações após a conclusão da fusão no quarto trimestre. 

Acontecimentos importantes marcaram o ano 2014 para o grupo: foi concluída a formação da FCA (agora a sétima maior fabricante de carros do mundo), as ações da empresa estrearam na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), o grupo retornou ao mercado de capitais dos Estados Unidos, Jeep e Maserati registraram recorde de vendas e a Alfa Romeo voltou à América do Norte, após 20 anos de ausência. A FCA também apresentou um ambicioso plano de cinco anos para expandir seus negócios.
                        
A empresa também vê boas oportunidades em 2015. Com base em resultados positivos do novo Jeep Renegade e do Fiat 500X, no início deste mês, anunciou planos para adicionar 1.500 novos postos de trabalho na planta de Melfi, onde já investiu mais de € 1 bilhão em produção de novos modelos. No Salão Internacional do Automóvel da América do Norte, em Detroit, apresentou o totalmente novo Alfa Romeo 4C Spider 2015, outro passo para revigorar a marca e torná-la verdadeiramente global. Também apresentou o novo Ram 1500 Rebel 2015 e anunciou o novo RAM 1500 EcoDiesel HFE, que permanece como a picape grande mais eficiente em consumo de combustível na América do Norte. 

Para 2015, o grupo indica as seguintes previsões:
• Vendas globais de 4,8 a 5,0 milhões de unidades;
• Receita líquida de aproximadamente €108 bilhões;
• Ebit de €4,1 a €4,5 bilhões;

• Resultado líquido de €1,0 a €1,2 bilhão, com ganhos por ação entre €0,64 e €0,77;
• Endividamento industrial líquido entre €7,5 bilhões e €8,0 bilhões.


Os números não incluem qualquer impacto das transações de capital relativas à Ferrari anteriormente anunciadas. 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

FORD MOSTRA CONQUISTAS DE 2012 E PERSPECTIVAS PARA O PRÓXIMO ANO



Alan Mulally
A Ford realizou um balanço positivo do desempenho em 2012. A empresa teve importantes conquistas que reforçaram a sua presença em mercados mundiais, como o Brasil e a América do Sul, com o lançamento de 25 veículos e 31 motores globalmente.

A Ford registrou 13 trimestres seguidos de rentabilidade. "Desenvolvemos um plano abrangente para recuperar a rentabilidade e usamos a plano One Ford para melhorar nosso desempenho na América do Sul, além  da reinvenção da Lincoln como marca de luxo", destacou Alan Mulally, CEO da Ford.

Em 2013, a empresa planeja aperfeiçoar o plano One Ford e buscar o crescimento com rentabilidade em todos os continentes, levando aos clientes de todos os mercados uma família completa de veículos que ofereçam o melhor em qualidade, economia de combustível, segurança, design e custo.

A Ford vai dar continuidade ao seu plano de renovação da linha de produtos, com um calendário de lançamentos que inclui várias ações programadas no Brasil. Em 2013, a marca tem planejadas nada menos que 18 ações de produtos, dentro da meta de ter 100% de veículos globais no mercado até 2015.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Roberto Nasser - De carro por aí

edita@rnasser.com.br - 61.3225.5511 Coluna 5212 - 26.12.2012



Automóvel. Balanço 2012.  Bom para todos.
Um ano invulgar para o Brasil, recorde com as 3,8M vendas, em número de indústrias, 60 lançamentos entre produtos e atualizações, sinais indicando mudanças, anúncios de novas marcas aqui se instalando, novos projetos e mais proteção ao consumidor do automóvel. 2012 foi um ano marcante.
O Brasil recebe os ventos resultantes do tufão que arrasou os maiores mercados mundiais. Queda de vendas e perspectivas fazem as montadoras mudar o endereço de seus investimentos buscando países com capacidade de absorção e estrutura de produção. Brasil, Índia, China, África do Sul.
Mundialmente a Toyota volta a liderar, e a ex líder GM, pode cair na 3a. posição, superada pela Volkswagen. Disputa acirrada, mundial, carro-a-carro, aferida apenas ao início de janeiro. Mas, uma ou outra, é o nunca dantes imaginado: marcas norte-americanas disputando o 2o. lugar, sem chances para retornar à liderança. Líder, a Toyota aposta na coragem do herdeiro chamado a dirigi-la, focando na realidade, apagando a ar de já ganhei adotado nos últimos anos – e se deu mal, borrando sua imagem de qualidade e confiança. Contratou, o consultor automobilístico mais caro do mundo, Mark Hogan, ex vice presidente da GM. Quer distanciar-se da norte-americana durante muitos anos líder mundial em vendas. A GM patina no atoleiro, não consegue enxergar bom futuro. Sua estrutura impede ações rápidas, e ainda respira o ar de empáfia que intoxicou sua estrutura diretiva e a levou ao buraco. Menor, rebaixada em patente, com dificuldade em renovar produtos, lenta ao reagir, problemas na base e na Europa com grandes perdas. A VW é concorrente sadia, ascendente, crescimento sustentado, sólido, entesourada. Quer ser a maior do mundo em 2018.
Em 2012 a produção mundial de veículos atingirá 80M de unidades.


Brasil
Aqui, surpreendente demonstração de competência da Fiat, ao manter a liderança e crescer 1%, com 23,2% em participação de mercado, embora as quatro maiores ainda detenham 70% do mercado. A Volkswagen cresceu 0,7%, marcando 21,2%. GM criou renca de produtos, uns montados sobre plataformas antigas, outros com desenvolvimento do velho motor do Monza, carros locais, argentinos, coreanos. A variedade não impediu nova queda de participação, agora 0,8%. Ford perdeu 0,3% do mercado por problemas de produção e vendas, ao criar um vácuo antes da chegada das unidades novas e falta das antigas, ausentes picape Ranger, o pequeno utilitário esportivo EcoSport. Após, lançados, no mercado, tem recebido premiação recorde da imprensa. O novo Fusion, inovando com motor turbo, linhas e proporções bem acertados. Renault descobriu que o mercado brasileiro está no meio dos preços, ficando com os produtos derivados do Logan – Sandero e Duster, os mais vendidos. Mantém na Argentina os extremos Fluence e Clio. Focou o Duster no Ford Eco, e o fez com maestria, acertou-o em porte e decoração, descolou-o da imagem de carrinho de shopping cultivada pelo concorrente e disputa, às vezes liderando vendas. Neste ano, sofrerá atrapalho nunca projetado embora positivo: crescimento do mercado superou sua capacidade produtiva, obrigando-a a repetir processo da Fiat há 20 anos: fazer uma fábrica dentro da fábrica para aumentar a produção. Para entrosamento físico-industrial suspendeu o fazer por dois meses, para pânico dos revendedores.
No mercado interno quem mais cresceu foi a Nissan, vendendo mais de 100 mil unidades, marcando 2,9%, em participação. Mas não terá um bom 2013, garroteada por cota de importações, base de suas vendas. Aqui faz apenas os Livina e o picape Frontier. Produção nacional apenas ao final de 2013.
Novidades locais, a chegada industrial da Hyundai, na insólita situação de possuir duas redes de vendas e assistência. Uma, sua, para o HB20, adequado ao país, com fila de espera. Outra, de seu representante CAOA, para veículos importados, caminhãozinho HR e o utilitário esportivo Tucson, encerrado na Coréia, vendendo aqui. A Hyundai dos importados caiu para 10a. colocada em vendas.

Outra de olhos puxados, a Toyota fez fábrica para produzir um carrinho, o Etios. Mas, parece, contraiu o distúrbio da GM e, com  dificuldade de vergar-se para auscultar o mercado, trouxe produto construído para a Índia, mistura de peças já existentes com simplificação decorativa. Tiro n’água. O comprador brasileiro tem maiores exigências e muito se diferencia do indiano. A Toyota local engoliu o mico, vai corrigi-lo, mas é lição de humildade, começar tropeçando. A Toyota no Brasil não consegue superar a Honda, situação inversa à do Japão.
O motor 1.6 turbo com injeção direta dito HPT, desenvolvido pela BMW e PSA, virou bandeira de presença em produtos Peugeot – 3008, 408, 308 –, e Citroën DS3 e DS5. Peugeot iniciou mudar linha e terá o principal complemento em 2013 com o novo 208. Citroën também, trocando o bem vendido C3 pelo novo modelo, revisando o motor, mas caiu em participação de mercado.
Duas chinesas prometem presença industrial em 2013, a JAC Motors, associada ao empresário Sérgio Habib, com fábrica em Camaçari, Ba, e Chery, por si, em Jacareí, SP. BMW terá fábrica em Santa Catarina. Produto desconhecido. Em termos industriais a VW investe para ampliar capacidade industrial em Taubaté, SP; em São Carlos, SP, fazer mais motores;  ampliar capacidade para atender mercado doméstico e de exportação. Ford idem.
Em preparativos ninguém sabe a amplitude do projeto da Fiat em Goiana, Pe. Além de fábrica para modelo desconhecido, e Dodge e Alfa, também fará motores, tornar-se-á autônoma, com produtos diversos da sede em Betim, MG.
Todos os prêmios de performance consignados por associações e revistas falharam: quem mais vendeu automóveis no Brasil foi o governo com suas medidas de realidade em impostos. Os 5% de crescimento devem ser creditados à da, Dilma.



Motos
Resultado curioso no mercado de motos é a queda de vendas das máquinas de baixo preço, exatamente a faixa que deveria ser implementada em consumo pela ascensão de renda nas classes C e D. Notou-se, em outro extremo, a expansão das marcas de maior cilindrada, com montagem via processos favorecidos na Zona Franca de Manaus de Harley-Davidson, BMW, Ducatti, Triumph, além da expansão mercadológica da Honda, ainda líder, em todas as faixas de cilindrada.

Governo
Ano de intervenções federais. Sempre distante da indústria, viu nos automóveis cenário para ficar bem na foto, correu retocar o cenário dos maus resultados econômicos do país, apostando no único dado positivo de crescimento. Falando pela população, reduziu a Zero % o Imposto sobre Produtos Industrializados dos carros 1.000, diminuiu para outras cilindradas. Não impôs condições às montadoras, privatizou os lucros, socializou entre nós, contribuintes, a queda de arrecadação. Não perguntou se a nós, outros, interessam mais carros nas ruas ou mais hospitais, escolas, tribunais, penitenciárias ...
A receita tem décadas e confirma conta também antiga – quando os extremos, trabalhadores e industriais, se unem, perde quem está no centro: nós.
Implantou o Inovar-Auto, programa de grandes incentivos à indústria local e de dificuldades às marcas sem operação industrial no país. Para dizer elevar os nacionais ao nível dos concorrentes importados, deu risível dever de casa: tornar os daqui 12% mais econômicos. Na prática, nenhum ganho, pois este número apareceu há 10 anos com os motores flex, de maior consumo de gasálcool e mais etanol relativamente aos motores específicos.
Conta alta vem sendo e será paga pelos importados, que bobearam sem atividade de lobby, sem representação institucional em Brasília, sem interlocução com o governo, a associação dos importadores levou uma trombada de perder o rumo – metade das vendas, e 168 revendas, e 10.000 empregos.
Outro ponto de presença do Governo, aliás governos, é a troca da educação de trânsito pela sanção arrecadadora. Sem estudos para estabelecer velocidade e fluxo nas vias e estradas, sapecam radares em quantidade industrial e tome de emitir multas. Falta uma explicação ao respeitável público submetido a tantos impostos, e fornece o dinheiro de pagar a compra de tais aparelhos, sobre quem opera tais sistemas e como se faz a remuneração para tais serviços. Afinal para lembrar, fiscalização é policiamento, e policiamento é função exclusiva do Estado, proibida a terceirização. Na prática, a resposta simples: quem fiscaliza o fiscal ?
Pouco a pouco a aproximação do Brasil a mercados com respeito ao consumidor traz-nos ares de civilização. O programa de etiquetagem, surgido como sonho de ecopirado, vem-se sedimentando, aumentando a listagem de aderentes. A idéia é oferecer conhecimento ao comprador esclarecido, interessado em definir sua compra sob o ponto de vista do menor gasto de combustível e de menores emissões ao meio ambiente. Melhores resultados em cidade e estrada, do Renault Clio. Piores, na cidade Honda Fit 1.4 e na estrada Toyota 1.8.
Outro item de respeito ao consumidor foi obtido por pressão da indústria: é a indicação na nota fiscal, dos percentuais de impostos incidentes sobre a mercadoria. Espera-se, ante o susto a ser tomado pelo contribuinte, o início da conscientização e das exigências para o país melhor se administrar, para viver com menos arrecadação, mais seriedade no gasto público, menos corrupção.
Mazelas e omissões continuam. Governo federal, estaduais, municipais, saúdam e aplaudem a performance da indústria automobilística, mas nada fazem para melhorar a qualidade de vida, do ar, da circulação de toda a população. Num cálculo grosseiro, cada veículo ocupa, pelo menos, 20 metros quadrados de superfície. Venda de 3,8M significa, o novo mar de novas latas despejado nas ruas e estradas em 2012 tomará aproximadamente 80 milhões de metros quadrados. Quantos metros quadrados de vias, estradas, estacionamentos, foram construídos ? Quantos metros quadrados serão subtraídos às vias de circulação de pedestres para criar soluções circenses de circulação para os novos veículos ? E a maluquice institucional do rodízio, que recolhe impostos com a mão esquerda, e levanta a direita para proibir a circulação do produto que recolheu impostos e cuja descrição é de ser auto móvel ?

Cultura
Há ondas no setor. O Museu Nacional do Automóvel , em Brasília, único a contar a história da indústria automobilística nacional, se debate ante à tentativa que em país civilizado seria piada de punido mau gosto: o Ministério dos Transportes quer o espaço no qual o governo federal autorizou o Museu investir e ampliar, para nele colocar “arquivo morto de órgão extinto”...
Há início de consciência pelos fabricantes. A Fiat junta unidades dos produtos aqui produzidos, e acertou-se com o governo de Minas e o Veteran Car Club MG para implantar um Museu. A Volkswagen, com um presidente há anos no país, iniciou dar força a preservar a dúzia de automóveis de sua construção reunidos por seus engenheiros e designers através dos anos. Para criar museu, não custa. Renault mudou sua óptica, e aproveitou os 50 anos do lançamento do Interlagos – o Alpine A108 – para fazer festa e reverenciar pilotos e universo que sedimentaram o início do profissionalismo do automobilismo brasileiro.
A Peugeot, marca do primeiro carro importado no Brasil, passa olímpica e superiormente pelo fato histórico.
Perdas enlutaram o setor. Das muitas, Clemente Farias, detentor de uma das pioneiras e melhores coleções de antigos, e Fábio Steinbruch, um príncipe nesta atividade, passaram bobamente.
Das mudanças de pessoal, Marcos de Oliveira, engenheiro, deixou a presidência da Ford e agora é vice na Ioschpe-Maxxion. Pedro Manuchakian, oPedrão, também engenheiro, vice presidente de engenharia para o continente, também aposentou-se após mono emprego de 41 anos na GM. Merece uma estátua. Fez mágicas e muitos lucros viabilizando o uso de motores que deveriam estar em museus, mas estão nos novos carros da GM. E Carlos Roberto da Costa, o Carlão, jornalista, marcha lenta. 43 anos de indústria automobilística – Carlão organizou a apresentação do Corcel I e deu cara confiável à Citroën – quer ser fornecedor.

Enfim
Entre resultados bons – muitos, e mazelas – poucas, mas tão frequentes, a caminho de ser institucionalizadas, 2012 foi bom. Do volume de vendas, empregos e renda, à presença do Brasil no rol dos maiores produtores e maiores mercados.
As falhas podem ser corrigidas, bastando a gestão governamental através do serviço público seja, efetivamente, dirigida ao público, ao país e ao futuro, afastada a filosofia de ser o Governo do dia o dono do país, do estado ou do município, e adotando o corpo funcional por mérito e conhecimento.

Falta
Há dado contra o qual a Coluna sempre se insurgiu e insurgirá: é inexplicável vergonha o país reunir todas as condições do fazer, da estrutura, do pessoal, dos insumos, mas não ter sequer, uma, uma só, marca nacional ou produto realmente adequado ao país.
A indústria brasileira é ótima palpiteira em projetos estrangeiros, adaptadora de planos importados às exigências nacionais, mas não tem coragem, autonomia ou brasilidade para fazer produto adequado ao nosso piso, ou à sua falta. O Brasil e sua atrasada, cara, mal mantida malha de caminhos e estradas, é país para carros de tração traseira ou nas quatro rodas. Mas como aproveita projetos para países planos ou de estradas impecáveis, só os tem com força no eixo dianteiro, absolutamente incoerente com nossas ladeiras em lama ou poeira, cascalho, pedras soltas.
Sub produto deste foco descompromissado com o país, e a falta de preocupação do governo federal com a indústria e seus produtos, nada temos para aplicação específica. O taxi, que deveria ser de projeto e construção especial, é o carro de madame submetido a duro trabalho. Idem para os carros de polícia, para as ambulâncias, usualmente uma base de caminhãozinho, com motor diesel, transmissão mecânica, situação negativa à sua missão e ao transportado.
Isto é fácil corrigir. Basta conversa, consenso, ordem.
Coluna cumprimenta seus leitores e deseja 2013 de paz – que é exercício de consciência do que somos, do que queremos, do que merecemos.