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terça-feira, 6 de novembro de 2018

MIAU promove exposição do primeiro carro-conceito brasileiro


O próximo sábado e domingo, 10 e 11 de novembro, pode ser considerado o ‘fim de semana do carro’ pela realização de dois grandes eventos relacionados ao tema: o Salão do Automóvel e o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1.

Aproveitando a oportunidade o MIAU – Museu da Imprensa Automotiva promoverá nestes dois dias exposição do primeiro carro-conceito brasileiro, o Aruanda. A mostra comemora o aniversário da apresentação do veículo, que ocorreu em novembro de 1965 no Salão de Turim, na Itália. O carro ganhou o prêmio de destaque do evento e estampou a capa da revista europeia Il Carrozziere Italiano, que até então jamais dera tamanho destaque a um modelo desenhado fora da Itália. Apenas uma unidade foi construída.

Revolucionário, o Aruanda antecipou em muitos anos um estilo moderno e aerodinâmico para um veículo urbano, seguro, econômico e de baixa emissão de poluentes, em um período em que a indústria automotiva nacional apenas engatinhava. O projeto é do brasileiro Ari Rocha, e chamou tanta atenção que o designer foi convidado pela Fissore, uma das maiores empresas de design automotivo do mundo, para construir em sua sede o veículo

No sábado, 10, o próprio Ari Rocha estará no museu para receber os visitantes e contar mais detalhes sobre o veículo. A mostra segue apenas até o domingo, 11, sempre das 11h às 17h, na sede do MIAU – Museu da Imprensa Automotiva. Os ingressos custam R$ 15 e podem ser adquiridos na própria entrada do museu.

Sobre o Aruanda
Estudante na FAU-USP e estagiário na Vemag, Ari Rocha apresentou o projeto do Aruanda no Salão do Automóvel de 1964. Na época o evento promovia o Prêmio Lúcio Meira, para estimular a criação de uma geração de designers automotivos brasileiros. O Aruanda ganhou o primeiro lugar com votos de jurados internacionais e, além de um milhão de cruzeiros, o reconhecimento valeu a Ari Rocha três convites para construir o carro na Itália, a meca do design automotivo, de Pininfarina, Michelotti e Fissore, sendo que a última foi a escolhida.

Construído a partir de chassi de um DKW e motor Fiat, o Aruanda estreou no 47º. Salão Internacional de Turim em 03 de novembro de 1965, no estande da Fissore, com direito a ambientação que remetia ao calçadão de Copacabana. Sua exibição foi um sucesso estrondoso e lhe rendeu o prêmio internacional de proposta mais inovadora do evento.

O carro veio para o Brasil para ser exibido no Salão do Automóvel de 1966 – e esteve também na edição de 2010, que comemorou 50 anos da mostra. Foram diversas propostas para sua produção em massa, do Brasil e Exterior, inclusive com motorização elétrica, mas a modernidade do conceito para a época era tamanha que nenhuma se concretizou.

Em 1978 quase que a história termina de forma trágica: levado às oficinas da Puma, na Zona Sul de São Paulo, o Aruanda foi tragado por uma grande enchente que invadiu a fábrica e simplesmente desapareceu na enxurrada. 

De forma incrível, 20 anos depois o  chaveiro Oswaldo Petroni Júnior , o Júnior Chaveiro de Itatinga, adquiriu em leilão um galpão industrial desativado em Bauru, no Interior de São Paulo, por conta do interesse em uma prensa usada que ali estava. Para sua surpresa no mesmo local encontrava-se o Aruanda, em mal estado.

O chaveiro, ciente de seu valor histórico incalculável, conseguiu encontrar Ari Rocha em São Paulo e lhe devolveu o veículo, que foi inteiramente recuperado nas oficinas da Ricardo Oppi Restaurações, uma das mais importantes e reconhecidas empresas do gênero do País.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Linha Puma recebe homenagem no Anhembi

Na próxima terça-feira, 24 de outubro, o Auto Show Collection promove no sambódromo do Anhembi a “Noite Puma e Esportivos Nacionais” em homenagem aos clássicos que fizeram sucesso entre os anos 1960 e 1990. O encontro organizado em conjunto com o Puma Clube, reunirá modelos como o sedan Belcar, a perua Vemaguet e toda a linha Puma com os esportivos nacionais lançados por Rino Malzoni em 1964.

Além da exposição dos veículos na pista do sambódromo, o evento terá um desfile para lembrar a trajetória dos modelos. O desfile terá o sedan Belcar e a perua Vemaguet lançados em 1958 com sua exclusiva mecânica com motor dois tempos de três cilindros, passando pela Puma de 1966 que usava o mesmo motor, até os modelos marcantes fabricados a partir de 1968 sobre o chassi do Karmann Ghia e motor boxer refrigerado a ar.

O evento terá mais uma edição do espaço motociclismo, com diversas motos raras, espaço para moto-clubes e test ride em circuito fechado. O local ainda contará com espaço food-truck, banda ao vivo e muito mais. Entre as atrações principais, o público assistirá a uma demonstração de Wheeling, com derrapagens, zerinhos e outras acrobacias na pista do sambódromo do Anhembi, apresentado pelo Ex Moto Show. Toda terça-feira, o Espaço Motociclismo recebe, em média, 600 motocicletas e moto-clubes de todo o espaço em área reservada no Auto Show Collection.

O Auto Show Collection reúne cerca de 6.000 pessoas e mais de 1.200 veículos a cada edição nas noites de terça-feira, no sambódromo do Anhembi. Além do evento temático, o encontro terá a tradicional exposição de veículos antigos e especiais, área para carros mexidos e customziados e outras atrações como o mercado de peças, área de compra e venda de veículos, área de modelismo, praça de alimentação, pizzaria entre outros.

A programação completa do evento está disponível no site: www.autoshowcollection.com.br.

Serviço:
Auto Show Collection
Local: Sambódromo do Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1209

Toda terça das 18h às 23h

domingo, 9 de abril de 2017

​Auto Show Collection realizará a Noite Alemã no Anhembi

Na próxima terça-feira, 11 de abril, o Auto Show Collection promove a segunda edição da "Noite dos Carros Alemães" reunindo os fãs das marcas Porsche, Mercedes Benz, Audi e Volkswagen em um evento no sambódromo do Anhembi.

Na pista serão expostos clássicos modelos da linha Mercedes Benz, como os esportivos da série SL e AMG. Além desses, também estarão expostos modelos alemães como o Fusca que era montado no Brasil com peças importadas da Alemanha no início dos anos 1950 e também a linha Porsche com os clássicos 911 e 924. Alguns modelos antigos BMW também farão parte do evento. 

A exposição terá ainda veículos antigos com placa preta na pista do sambódromo, além da área de veículos customizados, mercado de peças com produtos ligados ao mundo dos automóveis além de peças e acessórios, e uma praça de alimentação com Food Trucks que tem se tornado um dos destaques do evento realizado nas noites de terça-feira.

O sambódromo conta com estacionamento, área de exposição, banheiros, segurança, iluminação, rádio-feira e praça de alimentação. A programação completa do Auto Show Collection está disponível no site oficial do evento www.autoshowcollection.com.br

Serviço: 
Auto Show Collection 
Local: Sambódromo de SP
Av. Olavo Fontoura, 1209 (entrada pelo portão 23 )
Toda terça das 18h às 23h 


Serviços: área de exposição, mercado de peças, praça de alimentação, área de Food Trucks (Auto Show Food Park), área de compra e venda de veículos antigos e importados, música ao vivo e rádio feira.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Fernando Calmon - Alta Roda - 60 anos de indústria automobilística no Brasil

Alta Roda nº 916/26630– 253– 0oda nº852/1108– 2oda nº851/2016

Fernando Calmon
Poucos atentaram, pelo fato de o Salão do Automóvel de São Paulo ter drenado muito da atenção de todos. Mas no penúltimo dia da exposição, em 19 de novembro, completaram-se seis décadas do primeiro carro fabricado no Brasil sob as regras de nacionalização (por peso) anunciadas em 16 de maio de 1956. Era uma DKW F91 Universal, station de origem alemã, duas portas, ainda com índice quase simbólico de componentes produzidos em São Paulo pela Vemag, empresa de capital nacional. Batizada depois de DKW Vemaguet, teve apenas 156 unidades montadas até o fim daquele ano. 

Sempre existirá a polêmica sobre se o Romi-Isetta foi o primeiro automóvel de produção brasileira. Modelo revolucionário para a época, com apenas uma porta e sem espaço para bagagem, transportava só dois passageiros e esta limitação (não o número de portas) o deixou de fora dos incentivos do governo federal. O microcarro não convencional, de fato, saiu na frente, em 5 de setembro do mesmo ano. Sua relevância histórica, porém, continua relativa. 

O crescimento da indústria automobilística foi lento, pois dependia do poder aquisitivo dos compradores e das condições econômicas do País, entre elas a dificuldade com o processo inflacionário e a opção governamental de taxar os automóveis em nível inexistente no mundo. Apenas em 1978 conseguiu romper a barreira de um milhão de veículos produzidos por ano. 

Como costuma ocorrer, houve ciclos bons e ruins do mercado. A década de 1990, porém, foi marcada por uma segunda fase de expansão, pois até então o mercado de veículos era dividido pelas três marcas pioneiras – Ford, Chevrolet e Volkswagen –, além da Fiat, estabelecida em 1976. 

Por problemas gerados pela crise do petróleo de 1973 e falta de divisas, o governo lançou o Proálcool em 1975 e no ano seguinte suspendeu a importação de qualquer veículo. Somente em 1990 automóveis importados voltaram ao País. Existe a tendência de apontar esse marco com mais importância do que realmente teve. 

Outras três decisões, somadas, alcançaram peso bem maior: fim da superprotecionista lei de informática e do controle de preços, além do programa do carro popular de 1993 e das câmaras setoriais que destravaram o mercado interno. Um programa de atração de novos investimentos na Argentina levou o Brasil a criar também incentivos. Chegaram Renault, Honda, Toyota, Mercedes-Benz e Peugeot-Citroën. 

O país precisou de 26 anos para ultrapassar a barreira de 2 milhões de veículos produzidos anualmente, em 2004, sem contabilizar unidades desmontadas para exportação. Apenas quatro anos depois, já passávamos dos três milhões. Havia sinalização de que este ano deixariam as linhas de montagem mais de 4 milhões, mas com sorte vamos retornar ao patamar de 2004. 

A crise atual é a terceira de alta gravidade pela qual passa a agora sexagenária indústria automobilística. Ao longo desse período, marcas saíram e voltaram, produzindo ou importando, e as nacionais não sobreviveram. O potencial de crescimento, no entanto, continua intacto. Com a quinta maior população mundial, voltaremos em ano ainda incerto a ser o quarto mercado mundial e, quem sabe, quinto ou sexto produtor. 

RODA VIVA

NOVO EcoSport finalmente chegará aos Estados Unidos no fim de 2017, depois de mais de uma década de negativas. Modelo apresentado agora no Salão de Los Angeles é igual ao que será fabricado aqui no segundo trimestre do próximo ano, mas manterá estepe externo. Voltará o câmbio automático convencional no lugar do atual, automatizado de duas embreagens. 

ORGANIZAÇÃO Internacional de Construtores de Automóveis (Oica) revelou pesquisa indicando que 67% dos entrevistados entendem o primeiro carro como uma das principais conquistas da vida. Assim, sugeriu certa imprecisão de outras pesquisas sobre o aparente desinteresse dos jovens em dirigir. Haveria um momento em que a necessidade ou o desejo falaria mais alto. 

IMPRESSIONA ao volante como carro, tem estilo de station com maior altura de rodagem (21 cm), motor de seis cilindros horizontais opostos de 260 cv e tração 4x4 permanente. Subaru Outback acrescenta espaço interno e para bagagem que deixa alguns SUVs com inveja. Desenho se apresenta conservador e algo generalista. Precisaria também perder algum peso. 

PREVISTO desde o lançamento, Renegade 2017 recebe agora o mesmo motor de 1,8 litro flex da picape Toro. O ganho foi de 7 cv – agora 139 cv – e o torque teve acréscimo simbólico de 0,2 kgf.m. Só agora dispensou auxílio de gasolina em partida com etanol em dias frios. Há ainda modo Sport por meio de botão no painel. Preços subiram: R$ 79.490 a 136.990 (diesel).


MAIOR parte da cota de importações da JAC será de agora em diante do T5. O crossover chinês recebeu câmbio automático CVT de seis marchas virtuais e, por tempo indeterminado, terá o mesmo preço da versão de câmbio manual: R$ 69.990. Este é o modelo previsto para montagem em Camaçari (BA). 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 4716 - 18.11.2016 - edita@rnasser.com.br  
Há sessenta anos, a Vemaguet
Seis décadas passadas, no 19 de novembro, foram apresentadas as primeiras das 126 unidades do Auto Union F 91 Universal Sonderklasse construídas naquele 1956 com peças enviadas da Alemanha. No Brasil, logo em seguida foi dita Vemaguet. Junto com Romi Isetta, exibido meses antes, deram corpo ao projeto de implantação de uma indústria automobilística brasileira.

Autora da façanha, a repetir-se mais de 110 mil vezes nos próximos 11 anos e 11 meses, foi a Vemag, conhecida por montar automóveis e caminhões  norte-americanos Studebaker, caminhões Scania e Kenworth, tratores Massey-Harris. Tinha toda a estrutura industrial e de vendas, e a soma de dois fatores, o declínio da Studebaker no país de origem, e a implantação de política de industrialização de veículos no Brasil, proibindo importações fê-la agir: fez acordo com a alemã Auto Union/ DKW. Deixou uma, assumiu outra.

Auto Union era empresa poderosa, ex-maior produtora mundial de motocicletas, e seus automóveis diferenciavam-se pelo uso de motores com ciclo 2 Tempos, por um chassis resistente, com X reforçando o centro. Simples, prático, ideal a país com ruas e estradas entre o ausente e o em mal estado. 

No arranjo, como nas demais marcas aqui se instalando, trouxeram modelo saindo de produção – logo em seguida sucedido pela linha F 94, de melhor desenho, proporções, espaços, chegando aqui em 1958 e, melhorado com soluções brasileiras, como portas dianteiras abrindo em sentido correto, instalação elétrica com 12v, nova grade frontal com 4 faróis.

Dentre produtos, a Universal foi rebatizada Vemaguet; o Grand Limousine virou Belcar. E houve o jipe F94/4 conhecido como Candango – brilhante projeto barrado no baile de nacionalização. E adotou projeto revolucionário, o luxuoso cupê duas portas Fissore. 

A meu ver o grande erro a partir da decisão por quem não era do ramo ou gostava intrinsecamente de automóveis. Foi desenvolvido sobre chassis alemão, mais potente; o carro pesava 100 kg a mais ante o Belcar – era lento; e seu original projeto de artesanato não contemplava produção industrial. Era elegante, porém vagaroso, gastador – e caro!

Vemag teve caminho de recordes, em especial nas corridas: criou pioneira equipe de competição por seu funcionário e modesto gênio Jorge Lettry, servindo como laboratório para desenvolver resistência às condições nacionais, e a equipe Vemag superou a matriz alemã em número de vitórias; obteve potência recorde nos motores tri cilíndricos elevados a 1.100 cm3 – 106 cavalos imortalizados; e nos estertores, com o Carcará, veículo aerodinâmico, cravou recorde: 212 km/hora, hoje inimaginados na Avenida das Américas, Barra, RJ.

O fim
Não era do ramo. Era de negócios. Domingos Alonso, espanhol, fundador, fizera fortuna com loteria, incorporação, banco, financeira. E entendeu a mudança de óptica mundial ao final da II Guerra, dentre elas o intenso desejo dos consumidores em ter automóveis, e sua larga margem de lucro. Foi aos EUA e obteve a representação. Com operação quase industrial montada para Studebaker, outras marcas foram decorrência.

Meados de 1967 vendeu ações à Volkswagen do Brasil, por apatia financeira em investir para ter modelia a suceder os Belcar, as Vemaguet e o Fissore. À época o país passava por onda econômica traçada pelo governo revolucionário, e empresas de capital nacional, como a Vemag, a Willys, a Fábrica Nacional de Motores foram instadas a fundir-se, vender-se ao capital estrangeiro: Willys absorvida pela Ford; Simca pela Chrysler; FNM pela Alfa Romeo.

Salão, ainda
Alfa
Ausência nem sempre significa falta, ao contrário pode indicar caminho. Exemplo, ao fato de a Alfa Romeo não estar no Salão do Automóvel indica postergar trazer nova linha Giulia para o Brasil. Projeto estava sendo tecido; diretor de área trabalhando; realizando pesquisas e levantamentos; unidade importada para submissão a testes, desenvolvimentos, ajustes.

Mudou tudo. A FCA travou novos investimentos para centrar recursos, tempos e pessoas nos muitos projetos atualmente enfocados – e neles não há a importação de Alfas. Sem o a fazer, diretor Lélio Ramos – festejado por levar e manter a empresa líder 13 anos – demitiu-se. Processo de avaliação do Giulia foi suspenso. Crê-se, Alfa no Brasil a partir do Salão de 2018.

Volks
Em período educacional, perda de liderança, queda ao 3º lugar em vendas, investimentos para família substituta do Gol, e insólita situação de ter sofreado e detido produção por falha do fornecedor de bancos, VW mantém planos.

Aplicará US$ 2B – quantos R$ na corcoveante cotação Trumpística? - para implantar família sobre plataforma MQDA0 – menor relativamente à do Golf já construída na fábrica paranaense. Dela, hatch substituindo o Gol; sedã com idêntica função sobre o inexpressivo Voyage; picape e utilitário esportivo.

José Carlos Pavone, 39, gaúcho, cria da casa, gerente de design, recém trazido da Alemanha para chefiar a área, perguntado sobre o pouco a fazer sobre projeto desenvolvido na matriz, disse o utilitário esportivo foi traçado por grupo de brasileiros. E será terminado aqui por brasileiros.

Não falou mais, mas tudo indica a base conceitual está no Breeze, apresentado como Conceito T Cross, do qual seccionaram o teto  para a mostra.

Quanto custará o Renault Captur ?
O SAV já em produção, terá preços de R$ 79.000 a R$ 95.000. Está de bom tamanho? Segue linha europeia mas na América do Sul mudou, sendo construído sobre a polivalente plataforma Dacia, servindo a Logan, Oroch, Sandero e Duster, coincidindo em tamanho e distância entre eixos. 

Apresentado no Salão, será lançado na Argentina. Pelo insólito perguntei a Caíque Ferreira, diretor da Renault, e ouvi escolha definida por característica de mercado: na Argentina meses de novembro, dezembro e janeiro são os mais fortes do ano. No Brasil, fracos.

Produtos diferem. Para exportação apenas motor 2.0 ECO, 143 cv e caixa mecânica de seis velocidades e automática com quatro. Versões Zen e Intens a equivalentes R$ 91.000 e R$ 100 mil. Domesticamente versões várias – 1,6 mecânica; 1,6 CVT; 2,0 mecânica, 6 marchas; automática de apenas quatro, em versões Zen, Intense e mais duas.

Mais cara em duas cores, luzes LEDs e maior conteúdo de infodiversão. 
Lançamento na Argentina dia 22 deste mês. Aqui, fevereiro.
Anote aí: por preço, conteúdo, plataforma resistente, sem problemas, manutenção barata, será um dos queridinhos do mercado. (RN)

Novos motores
Antecipados pela Coluna  (3116, 3.agosto) a Renault, instada pelos compromissos de economia de combustível; forçada pela solução mundial do downsizing, a redução de cilindrada, tamanho e peso dos motores; e pelos ganhos obtidos pela aplicação de turbo alimentador, substituiu os motores de 1,0 e 1,6 L antes produzidos no Paraná. Manteve as cilindradas, mudou configuração. O 1,0 SCe, 3 cilindros, produz até 84 cv, e porta pacote de modernidade, como a gestão de energia, controlando a bateria e o alternador. 

Em relação ao Clio 1,0 é até 19% mais econômico. O 1,6L com quatro cilindros em linha fornece até 130 cv, tem tecnologia Stop&Start, desligando automaticamente nas paradas. Nova formulação mostrou até 21% de economia Duster 1,6 de geração anterior. Agora aspirados, turbo a médio prazo.

Pré apresentação Citroën
Focada em unificar plataformas, hoje em versões para China, Europa e América Latina, única forma de reduzir custos e permitir expansão de vendas em projetos 30%, Citroën terá novas versões sobre plataformas C3 e C4 existentes no Brasil e Argentina.

Mais próxima será o Cactus, assinalado por largas proteções laterais, construído sobre a plataforma do C3. No Brasil marca expôs versão de topo no Salão, chamando-a Concept Aircros. Parte do conceito estará no novo produto. 

Roda-a-Roda

Mercado – Jaguar Land Rover aproveitou presença no Salão do Automóvel de Bogotá e anunciou instalação de escritório com operação de vendas, coordenação, responsabilidade de serviços e ante o governo.

Colômbia – Operação Brasil esclarece o porquê de não ter ido para a Argentina, segundo mercado do continente: Colômbia vende mais. Apesar da montagem no Brasil fornecimento será pela Inglaterra.

Trava – Enquanto identificava novidades no Salão do Automóvel como resultado dos incentivos adotados pelo programa Inovar-Auto, governo federal levou trombada da Organização Mundial do Comércio, OMC. União Europeia e Japão representaram no órgão alegando ser o programa de subsídio.

Oposição – Brasil deve contestar em longa discussão, a exemplo do ocorrido com aviões entre a nacional Embraer e a canadense Bombardier. Entretanto como a presente etapa do Inovar Auto se encerra ao final de 2017, há chance da decisão da OMC ser base para mudar atuais regras – ou aproveitar a oportunidade política e fazer reforma tributária, reduzindo o número de impostos, acabando com a vigente colcha de retalhos.

Concorrente – Querendo aumentar vendas e ascender em preferências, Nissan terá novo picape Frontier. Inicialmente importado do México e, em 2017 fabricado na Argentina, na pioneira fábrica Jeep.

Razões – Base do projeto está no chassis, mais leve e reforçado, com longarinas em Duplo C, formando caixa comprida, leve e resistente a torções. Conjunto chassis + carroceria pesam bem menos ante modelo atual.

Mais uma – Mahindra e Mahindra, marca indiana de largo portfólio de veículos assumiu a Bramont a operação de montagem de tratores em Dois Irmãos, RS. Representante também montou picapes e utilitários na Zona Franca de Manaus.

Negócio – Capital estrangeiro pretende ampliar a produção atual de 1,2 mil unidades/ano e a rede de revendedores, de 11 para 20 pontos. Pouco conhecida Mahindra é a maior fabricante mundial de tratores.

Motosport – Bosch e a Fórmula Inter, nova categoria no automobilismo nacional, abriram inscrições para curso de Técnicos Especializados em Competições Automobilísticas. Cursos regulares, palestras, trabalhos e acompanhamento das corridas da categoria a profissionais, estudantes, engenheiros e entusiastas das corridas.

Conteúdo – Temas do ramo: tecnologia de motores de competição, conceitos aerodinâmicos, análises de softwares, gestão de equipes. Mais? www.boschtreinamentoautomotivo.com.br e www.formulainter.com.br

Especialidade – Para ocupar espaço ocioso no Salão do Automóvel, 10 a 20 de novembro, S Paulo, Federação Brasileira de Veículos Antigos providenciou alguns exemplares com mais de 30 anos de produção.

Olhar – Desprezou a história.  2016 marca 60 anos do início da indústria automobilística no Brasil. Ao 19 de novembro exibição da camioneta Universal DKW Vemag. Poderia ter levado exemplares de 1956, o Romi Isetta e a Vemag.

Gente – Ademar Canteiro, jornalista, 71, ex Scania e Anfavea, passou. OOOO Geraldo Santa Catharina, diretor financeiro da Randon S.A., vencedor do Troféu O Equilibrista a executivos de finanças. OOOO Em exercício encolhendo 60% nas vendas, montou plano de sobrevivência e lucros na empresa. OOOO Heiner Lanze, alemão, ex vice presidente da suprimentos da Scania, transferência. OOOO Mesma área, empresa mãe, área e volumes maiores na Volkswagen. OOOO Consequência da trapalhada armada pelo ex fornecedor de bancos, minguando, sustando entrega, parando a produção. OOOO Angel Javier Martinez, espanhol, bom currículo acadêmico, ex Mercedes-Benz, mudança. OOOO Diretor na Hyundai nas áreas de vendas, pós vendas, desenvolvimento de rede e marketing para linhas HB20 e Creta. OOOO Só? OOOO

Ecologia, outro produto Toyota
Um dos projetos ecológicos da Toyota, o Centro de Distribuição no porto de Suape, Pe, festeja ter evitado emissões de 1.600 toneladas de gases poluentes.

Significa 24% das emissões da operação e, na prática, à capacidade oxigenadora de 142 mil árvores.

Por via marítima o Centro recebe os picapes Hilux e utilitários esportivos SW vindos da Argentina. Para o ano fiscal 2015-2016 marca assumiu posicionamento baseado no Desafio Ambiental 2050 buscando reduzir os impactos nocivos do automóvel – de produção a uso – sobre o meio ambiente. 

Neste caminho Toyota foca o nível zero de emissões para atingi-lo no ciclo de produção, nos processos industriais, nos produtos. Na amplitude de tal projeto reduziu as emissões pelos veículos em 22% relativamente ao exercício anterior, e  aplica-se à identificação e aquisição de recursos de fontes renováveis. No processo elegeu dado normalmente desconsiderado pelo grande público: reduziu em 16% o consumo d’água por carro produzido – 1.670 litros. Em economia de água, mais de 25 mil metros cúbicos.

Dos pontos focados pela empresa no Brasil está o inaugurar Centro de Pesquisa Aplicada na unidade fabril pioneira de São Bernardo do Campo, SP, equipado para exame de emissões, análise de matérias primas, estudos sobre novos acessórios. Em acordo com a matriz no Japão empresa tem trabalhado junto à indústria de auto peças de modo a estruturar uma cadeia de reciclagem – re aproveitar todas as peças de um carro descartado. Hoje, na lista de produtos da empresa, o Corolla cumpre a meta.

Uma das metas do Desafio Ambiental, reduzir em 90% até 2050 as emissões de CO2 originadas de veículos novos, definiu o carro do futuro. Até tal data todos os Toyota serão híbridos, elétricos ou alimentados por célula de combustível.

sábado, 21 de novembro de 2015

Mecânica Online por Tarcísio Dias

Sistema que aciona eletronicamente a embreagem permite conforto e economia de combustível na condução

A sua coluna Mecânica Online foi até a cidade de Campinas (SP) para conhecer de perto a mais recente tecnologia de condução em desenvolvimento pela Bosch.

Uma solução intermediária entre a transmissão mecânica e automatizada que pode entre outros benefícios oferecer mais conforto na condução, economia de combustível e deixar no passado os trancos de algumas tecnologias automatizadas atuais.

O sistema denominado Electronic Clutch System (e-Clutch), corresponde ao acionamento eletrônico da embreagem que além de dispensar o tal pedal esquerdo, promete uma economia de combustível que pode ser de 5% a 10% maior do que o modelo de embreagem convencional em um circuito misto entre cidade e estrada.

Com o e-Clutch, o acionamento da embreagem é feito eletronicamente e a troca da marcha é realizada de forma manual. Conseguiu entender? A frase é simples, mas o significado vai mudar seu modo de condução. É você quem muda a marcha, diretamente na alavanca, sem acionamento de embreagem!

O sistema apresenta características de conforto similares à de um câmbio automático, como o Stop&Go (anda e para em situações de tráfego intenso), Hill Assistance (saída em rampa) e o Park Assistance (assistente de estacionamento que possibilita engatar a primeira marcha e a ré sem pisar na embreagem).

Outro diferencial é a economia de combustível por meio do Idle Coasting (embreagem desacoplada), que entra em operação quando o usuário retira o pé do acelerador.
Neste caso, a embreagem abre desacoplando o motor da transmissão (porém a marcha permanece engatada) de modo a aproveitar ao máximo a energia de movimento do veículo e reduzir o consumo de combustível.

A embreagem é reacoplada automaticamente quando o motorista pisa no freio ou no acelerador. Todas as variáveis do motor e da transmissão são permanentemente monitoradas pelo software, garantindo total segurança ao motorista e pleno funcionamento do sistema.

A previsão é que o e-Clutch esteja disponível no mercado em até dois anos, uma vez que pode ser adequado às plataformas dos veículos já existentes. A Bosch não informa quais marcas estão interessadas no sistema.

Entretanto o e-Clutch deve ser um dispositivo original de fábrica, pois não é possível instalar o sistema de acionamento eletrônico da embreagem no mercado de reposição. Além do Brasil, o e-Clutch está sendo desenvolvido e testado na Europa e na Índia.

Prática – A apresentação da Bosch permitiu conduzir um veículo protótipo em sua pista de testes, com todo o sistema instalado, suas variáveis e configurações em tempo real. Durante algumas voltas foi possível avaliar o comportamento do sistema em diversas situações.

A primeira configuração tinha a utilização do pedal da embreagem a partir da segunda marcha, ou seja, para colocar o carro em primeira ou ré, era só preciso posicionar a alavanca da marcha na posição. Para as demais era necessário acionar o pedal da embreagem. Essa configuração não agradou e pode vir a confundir o motorista durante a condução.

A segunda configuração elimina o pedal da embreagem e permite a mudança de marcha a qualquer momento, diretamente na alavanca, mesmo na condição de aceleração do veículo. Não há perda de potência.

Fácil e convincente esse sistema permite o controle total do veículo pelo motorista, que muda de marcha conforme a necessidade da condução e sem que aconteça qualquer tranco, situação que muitas vezes acontece em transmissões automatizadas, mesmo quando em modo sequencial.

A história mostra que a “embreagem automática” já existiu em quatro modelos no mercado brasileiro, como no antigo DKW, que tinha um sistema mecânico chamado Saxomat. Mercedes-Benz Classe A, Fiat Palio Citymatic e Corsa Auto Clutch também ofereceram sistemas semelhantes.

E quando nos referimos que o sistema é intermediário entre o sistema mecânico e o automatizado, vale considerar não apenas os itens/peças envolvidos, mas também o aspecto de preço, que vindo a ser produzido em maior escala terá um custo ainda menor que a opção de transmissão automatizada.

A nossa conclusão, que poderíamos até dizer que a Bosch aproveitou o seleto grupo de jornalistas especializados para fazer uma clínica do sistema, é que a embreagem definitivamente deve ser excluída, trocar marchas diretamente na alavanca garante uma condução mais dinâmica, prazerosa e com controle total do motorista.

PERFIL

Tarcisio Dias – Profissional e Técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecatrônico e Radialista, é gerente de conteúdo do Portal Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) e desenvolve a Coleção AutoMecânica.


domingo, 7 de dezembro de 2014

Auto Show promove Noite do Puma e DKW no Pavilhão do Anhembi


Na próxima terça-feira, 09 de dezembro, o Auto Show Collection promove um encontro de carros antigos com o tema “Puma e DKW” em um evento indoor no Pavilhão do Anhembi.



O evento co-organizado pelo Puma Clube e Três Cilindros Clube contará a história dos dois modelos, desde os modelos DKW fabricados no Brasil pela Vemag a partir de 1956 equipados com o motor de três cilindros dois tempos, passando pela  Puma GT Malzoni lançada em 1964, e a sucessão da linha Puma a partir de 1967 equipadas com o motor boxer da Volkswagen (inicialmente o 1500cc e depois o 1600cc a partir de 1968) e também o modelo GTB com mecânica Chevrolet derivada do Opala.

Este será o penúltimo encontro do ano na temporada 2014 do Auto Show Collection. O evento terá outras atrações tradicionais como a área de compra e venda de veículos antigos, exposição de veículos especiais customizados, mercado de pulgas com dezenas de opções para compra de peças e acessórios, área de modelismo com pista para veículos RC, área para Jeeps e veículos 4X4, e serviços como praça de alimentação e cantina, estacionamento para visitantes, rádio feira entre outros.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Linha Puma e DKW recebem homenagem no Anhembi


Na próxima terça-feira, 15 de outubro, o Auto Show Collection promove no sambódromo do Anhembi a “Noite Puma e DKW” em homenagem aos clássicos nacionais que fizeram sucesso entre os anos 1960 e 1980. O encontro organizado em conjunto com o Puma Clube e Três Cilindros Clube, reunirá modelos como o sedan Belcar, a perua Vemaguet e toda a linha Puma com os esportivos nacionais lançados por Rino Malzoni em 1964. 

Além da exposição dos veículos na pista do sambódromo, o evento terá um desfile para lembrar a trajetória dos modelos. O desfile terá o sedan Belcar e a perua Vemaguet lançados em 1958 com sua exclusiva mecânica com motor dois tempos de três cilindros, passando pela Puma de 1966 que usava o mesmo motor, até os modelos marcantes fabricados a partir de 1968 sobre o chassi do Karmann Ghia e motor boxer refrigerado a ar.Além da “Noite Puma e DKW” o Auto Show Collection promove ainda uma competição de arrancada para carrinhos de rádio-controle. Uma pista com 60m lineares será montada no sambódromo, com toda a estrutura disponível nos grandes eventos para os fãs do modelismo.


O Auto Show Collectioné o maior encontro periódico de veículos antigos e especiais do Brasil e parte integrante o calendário cultural da cidade de São Paulo. Nas noites de terça-feira, o evento reúne de seis a oito mil pessoas no sambódromo. Além da exposição na pista o evento conta com outras atrações tradicionais como a área de compra e venda de veículos antigos com centenas de ofertas, exposição de veículos especiais customizados, mercado de pulgas com dezenas de opções para compra de peças e acessórios, área de modelismo com pista para veículos R/C, área para Jeeps e veículos 4X4, motocicletas e serviços como praça de alimentação, seguranças e organizadores dos espaços, estacionamento para visitantes, rádio feira entre outros. 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

CARREATA MARCA AS COMEMORAÇÕES DOS 33 ANOS DO CLUBE DO DKW



O sábado promete ser um dia especial para os amantes de carros antigos e história da indústria automobilística. Para comemorar o 33º aniversário do Auto Union DKW Club do Brasil, a Audi e os sócios do clube estão organizando o 1º Raid São Paulo-Jundiaí, que será realizado no próximo sábado, 15, a partir das 8:30 horas. 

Cerca de 20 modelos da marca DKW, fabricados no Brasil entre 1956 e 1967, vão seguir em comboio até o Centro de Peças e Competência Tecnológica da Audi Brasil, em Jundiaí. O ponto de encontro inicial é na Praça Panamericana, na Zona Oeste da capital paulista, com saída marcada entre 8:30 e 9:00 horas.

A segunda saída está agendada para as 10 horas, no primeiro posto da Rodovia dos Bandeirantes, altura do Km 28 (bandeira Petrobras). A carreata segue até Jundiaí, onde os participantes serão recebidos no centro tecnológico da Audi. Ali, haverá um café de boas-vindas e visitação às instalações do local.

Para alegria dos participantes apaixonados por automóveis, a Audi irá montar uma exposição com modelos especiais. Os associados do clube e familiares vão poder ver de perto o Audi RS3, o Audi RS5, o Audi A5 e o Audi A1. O consultor da Audi, Luis Bouças fará uma palestra técnica sobre as novidades tecnológicas da marca nas salas de treinamento. O passeio promete ser imperdível para quem quer saber mais sobre inovação e tecnologia de ponta.

O Auto Union DKW Club do Brasil, que completa 33 anos no dia 20 de dezembro, faz parte de uma legião de fãs da marca alemã em todo mundo. “A paixão não é só nossa. É mundial. Na Inglaterra, o clube do DKW tem 70 anos. Existem entidades também nos Estados Unidos, Japão, Argentina, entre outros países”, destaca Eduardo Pessoa de Mello, fundador e presidente do clube no Brasil. Entre as qualidades da marca destacadas por Mello estão: ótimo desempenho nas pistas de corrida, agilidade e leveza dos automóveis. “Em 1999, na pista de Laguna Seca, nos Estados Unidos, os DKW Malzoni integraram o time Auto Union, da Audi, e andavam mais rápido que Ferrari”, conta.

A história do DKW está ligada à instalação da indústria automotiva no Brasil. O modelo começou a ser produzido no País em 1956 e pode ser considerado o primeiro automóvel de passeio fabricado em território nacional.

Curiosidades

O nome DKW apareceu em 1916, quando J.S. Ramussen construiu um carro a vapor. Daí o nome Dampf Kraft Wagen (DKW) ou Carro de Propulsão a Vapor. Mas por que o DKW tem no seu símbolo as quatro argolas como os Audi modernos?

Em 1932, os reflexos da depressão dos Estados Unidos alcançaram a Europa e, mais fortemente, a Alemanha. Tentando se salvar de sérios problemas financeiros, quatro das mais proeminentes fabricantes de automóveis da época uniram-se, formando a Auto Union.

Estas empresas – DKW, Audi, Horsh e Wanderer -, juntas, dispunham de 134 anos de experiência e escolheram como símbolo desta união as quatro argolas entrelaçadas, onde cada elo representa uma das companhias do grupo.

No Brasil, com o apoio do então presidente Juscelino Kubitscheck, a empresa Vemag começou a fabricar o seu automóvel tipo caminhoneta DKW, em 30 de julho de 1956. Em 19 de novembro do mesmo ano, a Vemag lançou o DKW no Brasil, com uma nacionalização de 60% do seu peso final. Considera-se este realmente o primeiro automóvel de passeio fabricado no Brasil.

Durante os anos seguintes, os veículos DKW foram sempre evoluindo, de 900 cc para 1000 cc e depois motores mais potentes. Os modelos ficaram famosos no Brasil pelo motor de dois tempos e ruído característico, mas também pela confiabilidade, desempenho e grande sucesso nas pistas de corrida.

A produção destes veículos no Brasil foi encerrada em 1967.