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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Fernando Calmon - Alta Roda

Alta Roda nº 926/27630– 023– 0oda nº852/0211508– 2oda nº851/2017

Fernando Calmon
O recente retorno de velocidades maiores nas vias expressas (conhecidas como Marginais aos rios Tietê e Pinheiros) da maior cidade brasileira levou a discussões acaloradas com repercussões no País. Parte da imprensa criticou a mudança. Essa coluna tem visão oposta e explica por quê.


Aquelas vias expressas voltaram aos limites de 90 km/h, 70 km/h e 60 km/h para o conjunto de pistas externa (junto aos rios poluídos onde ninguém costuma nadar), intermediária e local, respectivamente. Em alguns trechos chega a ter sete pistas largas, com boa sinalização horizontal e vertical, além de faixas bem demarcadas. Repetição da palavra expressa é proposital. 

Os contrários ao retorno aos limites anteriores citam recomendação da ONU para diminuir velocidade em ruas e avenidas, uma orientação genérica. Essa organização adora iniciativas políticas, muitas vezes sem respaldo técnico. Não cita vias expressas que existem na capital paulista e em várias grandes cidades do mundo. As mudanças em São Paulo incluíram a última faixa da direita a 50 km/h (“padrão ONU”) e lombofaixas onde circulam mais pedestres. Solução inteligente. 

Apesar de estatística ser ciência exata importante, há piadas sobre o tema. Só para citar uma: “É a arte de manipular os números até que confessem”. 

Estatística começou a ser desfigurada quando os limites foram reduzidos na administração anterior. Acidentes fatais aconteciam, na grande maioria, quando o limite de 90 km/h era desobedecido. Então o número de radares aumentou, juntamente com a fiscalização; fizeram-se intervenções sobre os chamados “pontos negros” de acidentes; abusos de motociclistas passaram a ser tolhidos; crise econômica tirou carros do trânsito, comprovado pela queda superior a 15% do volume de combustível (também mais caros) vendido nos postos; motoristas irritados com a velocidade de procissão procuraram outras rotas ajudados por aplicativos de celulares. 

Nada disso foi considerado ao se “analisar” a estatística. Atribuiu-se única e exclusivamente aos limites mais baixos de velocidades a redução de 17% no número de fatalidades nas duas vias. Vários estudos apontam diminuição de volume de tráfego como fator não linear (curva exponencial para o lado da segurança) na redução de acidentes. 

Defensores da involução dos limites citaram até melhorias no trânsito, pois menor velocidade significaria carros rodando mais próximos entre si, o que aumentaria a capacidade da via. Essa é teoria longe de se provar do russo radicado na Alemanha, Boris Kerner. Outros estudos apontam justamente o contrário, como o da Universidade de Osaka, Japão (ver o filme em http://tinyurl.com/znhaom5). 

As Marginais têm características evidentes de estradas urbanas e assim devem ser tratadas. A nova administração da cidade demonstra visão mais abrangente do debate. Criou campanha educativa prévia e, mais do que isso, aumentou a vigilância, além de aceitar doação de picapes e motos para rápida intervenção. Sinalização melhorou e atendimento no caso de acidentes será mais rápido ao incluir pontos estratégicos para ambulâncias e até helicópteros. 

Nada de manipular números para defender teses. Deixem a estatística em paz. 

RODA VIVA
VOLKSWAGEN fechou seus números finais de vendas mundiais de veículos em 2016. Incluindo as 12 marcas de automóveis e comerciais leves, mais as de caminhões (MAN e Scania) o conglomerado comercializou 10.312.400 unidades. Em segundo ficou a Toyota (10.175.000) com quatro marcas de automóveis e uma de caminhões (Hino). 

META foi alcançada dois anos antes do que o grupo alemão previu quatro anos atrás. Problemas com emissões de motores diesel em 2015 lhe custaram até agora US$ 19 bilhões em multas e indenizações, mas parecem ter impactado sobre sua imagem menos do que se imaginava. Em 2017 o conglomerado deve lançar cerca de 60 novos produtos em todo o mundo. 

BMW M2, versão de briga do Série 2, arrebata corações de quem aprecia desempenho na forma mais pura e um automóvel de dimensões contidas, sem chamar muita atenção. Na faixa de preços em torno de R$ 1.000 por cv de potência (no caso, 370 cv de um extremamente suave motor de seis cilindros em linha) é um dos melhores que este colunista já dirigiu. 

JOVENS começam a alugar carros por períodos curtos, registram-se no Uber e serviços assemelhados para ganhar algum dinheiro em fim de semana ou feriados prolongados como motorista particular. Não é o caso de alarme geral, mas exigiria alguma seleção mais rígida por parte dos contratantes. Guiar com segurança exige boa formação e certa experiência ao volante. 

DICA dos fabricantes de equipamentos para não sobrecarregar sistema de arrefecimento. Nesses dias de verão e calor acima das médias históricas a temperatura da cabine deve ser ajustada para não mais que 8°C abaixo da temperatura externa (por exemplo 22°C, se fora do veículo estiver 30° C). Claro, aplicável em veículos que informam esses dados, mas serve de parâmetro. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2
                                                                                                                              


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

DRL É SOLUÇÃO DEFINITIVA por: Fernando Calmon

A iniciativa do Congresso em tornar obrigatório o uso de faróis baixos em rodovias (incluindo seus trechos urbanos) continua a ser discutível. 

Essa obrigatoriedade traz algumas vantagens secundárias, mas a soma de desvantagens, em países de baixas latitudes como o Brasil, chega a atrapalhar a segurança do trânsito. Não houve qualquer campanha pública prévia, apesar de o Denatran dispor de verbas polpudas para tal (5% dos R$ 8 bilhões do seguro DPVAT). Multas e pontos na carteira, porém, apareceram em todo o País.

Uma lei tão improvisada exigiu emenda às pressas, por ofício do Contran, na véspera de sua vigência. Os faróis DRL (sigla em inglês para luzes de uso diurno) passaram a ser permitidos. Os legisladores, além de desconhecer o acessório, não estavam nem um pouco informados sobre sua eficiência e possibilidade de evitar acidentes não apenas em rodovias, mas também no tráfego urbano. Sombras projetadas por prédios em dias de muito sol encobrem os veículos, como se fosse noite.

DRL (fileiras de LEDs de alta intensidade) ligam-se automaticamente logo após o motor entrar em funcionamento. Com intensidade de iluminação de 1.200 cd (candelas), específica para uso diurno, é tão forte que diminui quando o motorista liga os faróis, no pressuposto de trafegar à noite. Como permite diversos desenhos e se integra ao estilo dos carros modernos possibilita contraste inigualável, inclusive em favor das motocicletas, o tipo de veículo mais vulnerável em todas as situações.

O Contran afirma no ofício que “a maioria dos estudos sobre este assunto conclui que a presença de luzes acesas reduz significativamente o número de colisões entre veículos durante o dia”. Mas isso não é respaldado por um relatório técnico apresentado na Austrália, o país-continente cuja latitude é semelhante à maior parte do território brasileiro.

“O desempenho fotométrico de faróis comuns mostrou que a redução de acidentes é marginal, em uso diurno nas estradas australianas. Com o pavimento molhado pode produzir reflexos indesejados, pois os faróis baixos iluminam o solo logo à frente do veículo. Em dias de muito sol ou nublados também são pouco efetivos. Outras desvantagens: maior consumo de combustível, possível ofuscamento, lanternas traseiras permanentemente acesas e diminuição da vida de lâmpadas comuns, o que impede o motorista de circular à noite com apenas um farol ou lanterna traseira ligados”, afirma o relatório de 47 páginas nas conclusões finais.

Nos EUA, cuja latitude média é superior à do Brasil, faróis baixos durante o dia e DRL não são obrigatórios. O país tem 260 milhões de veículos em circulação (maior frota do mundo, seis vezes maior que a brasileira) e a segurança rodoviária aumentou muito naquele país, nos últimos anos.

Sem dúvida, DRL é a solução final e admitida como a melhor, inclusive pelo baixo consumo de energia. Trata-se, porém, de solução cara para os padrões brasileiros. Fabricantes de acessórios já oferecem essa opção por R$ 2.000 pela força da novidade. Regulamentação bem feita, prazos adequados e tendência de diminuição de custo dos LEDs deveriam estar na prioridade de legisladores, em vez de imposição arrecadatória de multas

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Cada vez mais países possuem legislações que tornam obrigatório o ABS para motos

Estudos apontam que até 2021, a produção mundial anual de motos deve ultrapassar 160 milhões, sendo que 90% serão fabricadas na China, Índia e Sudeste Asiático. Entre os modelos estarão, predominantemente, lambretas de até 250 cc, visto que essa é a forma de transporte mais comum em boa parte da Ásia. 

A partir de 2018, o Sistema Antibloqueio de Frenagem (ABS) será equipamento obrigatório em motocicletas na Índia. De acordo com o relatório apresentado pelo Ministério dos Transportes Rodoviários e pelo Departamento de Estradas de Rodagem do país, em 2012 aproximadamente 36 mil pessoas morreram na Índia enquanto conduziam motos, o que representa cerca de 26% do total de acidentes de trânsito. 

Dados de uma pesquisa conduzida pela Bosch apontam que um em cada três acidentes envolvendo motos poderia ser evitado com o uso do ABS. O estudo mostra ainda que um em cada cinco acidentes poderia ter a velocidade de colisão reduzida com a implementação do sistema, contribuindo para a redução da gravidade das lesões corporais. 

Exatamente por isso que mais e mais países estão apoiando o uso do ABS em motos. Na União Europeia, o sistema para motocicletas é obrigatório para todos os novos projetos desde o início de 2016 e, a partir de 2017, todas as motos com mais de 125 cc deverão estar equipadas com o sistema antibloqueio de frenagem. Legislação semelhante também será aplicada no Japão, a partir de 2018 e, em Taiwan, a partir de 2019. O tema também está na agenda política dos EUA e Austrália. 

No Brasil, a resolução de 2014 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determina o uso mandatório do ABS nas duas rodas para motos com cilindrada maior ou igual a 300 cc e, em pelo menos uma das rodas para veículos menores que 300 cc. e, neste último caso, o fabricante do veículo pode optar ainda pelo Sistema de Freios Combinados (CBS - Combined Braking System). 

A obrigatoriedade do ABS significa um passo importante no intuito de salvar vidas, já que o sistema evita que as rodas travem e possibilita que o piloto tenha maior controle da motocicleta durante a frenagem. Segundo dados do Caderno de Acidentalidade no Trânsito em Campinas de 2015, da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), a motocicleta possui influência em quase metade dos acidentes fatais no município, estando envolvida em 43% dos casos, sendo 33% nos acidentes com vítimas e 10% nos atropelamentos. 

Soluções para diferentes classes de veículos e mercados .Desde 1995, a Bosch fabricou mais de dois milhões de unidades de ABS para motocicletas. O ABS10 é a mais nova solução da Bosch e que logo estará disponível no mercado. O novo dispositivo tem dimensões mais compactas e pesa apenas 450 gramas (cerca de 30% mais leve e 45% menor que a versão anterior, o ABS9). Essa nova versão do sistema ABS para motocicletas está mais alinhada à demanda dos mercados emergentes, onde prevalece a presença de motos com até 250 cc, além de ser uma categoria mais sensível ao preço. 

Já para as motocicletas de alto desempenho, cuja demanda é mais forte na Europa, Japão e América do Norte, a Bosch desenvolveu em 2013 o Controle de Estabilidade de Moto (MSC), que é um tipo de ESP® para motocicletas. Ao monitorar os parâmetros da motocicleta, como o ângulo de inclinação, o sistema pode ajustar instantaneamente suas intervenções eletrônicas de frenagem e aceleração para se adequar à situação do motociclista. Isso evita que a moto derrape e caia ao frear em curvas. 

Mas os desenvolvimentos não pararam por aí. Em 2015, a Bosch lançou o primeiro sistema de assistência para motocicletas do mundo, o Side View Assist. Ao mudar de faixa, o assistente usa sensores ultrassônicos para verificar o perigo nos dois lados da moto - áreas de ponto cego do motociclista. É a Bosch levando mais segurança para todos os modelos de motocicletas e demandas de mercados. 

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 2816 - 09.07.2016 - edita@rnasser.com.br 

Lexus RX, o luxo dos SUV Toyota
Será pouco visto no Brasil, onde esta marca de luxo tem contida rede de revendedores, e é preferida por quem respeita e admira a qualidade em todas as suas aplicações. Inicia ser importada pela Toyota, administradora da operação Lexus no Brasil. Curioso e interessante, o SUV RX criou o segmento e é o mais vendido no mercado norte-americano. Lá os clientes descobriram a qualidade e a sobriedade construtiva, fazendo a indústria local segui-lo.

Para entender, é um amplo utilitário esportivo – 4,70 m, cerca de 2,80m entre eixos -, espaço interno para pessoas e bagagens. Tratamento decorativo sóbrio, couro, aplicações elegantes, nada forçado ou ocioso. Tudo tem lugar e função estética ou operacional. Nos EUA concorre com modelos pelas luxuosas Cadillac ou Lincoln. Aqui, com BMW X5, Audi Q7, Mercedes G.

Estilisticamente suas linhas e cortes são susto explicável. Como criar identidade numa época de carros desenhados por computadores buscando eficiência aerodinâmica, sem ficar parecido com os demais? Como não entrar numa roubada, situação atual de algumas marcas sem conseguir uma assinatura visual ?

É atrevido em seu cortes de planos, nas linhas laterais, na grade frontal corajosa, conseguindo agradar a clientes com idade superior à de Land Rover. Conseguiu fazer escola e impõe-se. Fosse coreano, seria execrado, imagina-lo-iam parente do estilisticamente desgovernado Ssangyong. Sendo Lexus tem nível próprio.

Harmonia
O projeto de formulação inclui vanguarda de manufatura para agradar às demandas dos clientes. Na prática, cuidados como a pintura capaz de evitar pequenos arranhões, menores folgas entre as peças, ajustes mais precisos, perceptíveis na sensação física de conforto pela habitabilidade, pela rodagem macia, refinamentos nos órgãos mecânicos e sua suavidade operacional. Motor, V6, 3,5 litros, 305 cv de potência a elevadas 6.300 rpm, 38 m.kgf de torque. Tem sistema de variação de tempo de abertura nas 24 válvulas, e engenheiros da Lexus forçaram o conceito até compatibilizá-lo com o ciclo Atkinson. A diferença é realizar quase todo o ciclo de compressão com as válvulas de admissão abertas. Dizem os expertos, dá suavidade operacional, obtém melhor aproveitamento térmico e, consequentemente, menor consumo. Até agora tal ciclo era aplicável apenas aos carros híbridos, como há no Brasil o Ford Fusion Hybrid, pois a dificuldade está nas rotações baixas e marcha lenta. 

Aparentemente o Lexus RX abre caminho tecnológico.
Transmissão automática com 8 velocidades, tração nas 4 rodas exposta em tela exibindo a dosagem de torque aplicada em cada roda. Suspensão Mc Pherson frontal, multi braços na traseira, rodar suave, transmissão com mudanças sem se fazer lembrar, e latinidade de comportamentos. Da dona de casa querendo fazer economia com a posição ECO, à insandecida buscando colocar a cavalaria a suar com o programa o S+, endurecendo a suspensão, re regulando os freios, dando pressão reativa aos amortecedores, fazendo o motor desenvolver potência máxima, dando mais precisão à direção, re mapeando o acelerador para respostas mais rápidas. Contato ao solo com imponentes rodas de aro 20” e pneus 235x55, limite mínimo de convivência com buracos nacionais.

Controles por ampla tela com mais de 30 cm e instrumentos digitais, mudando funções por mouse no console. Enfim, pacote adequado à missão de oferecer conforto, habilidades e visual – e personalidade em suas linhas marcantes.

Duas versões. RX 350 a R$ 337.350 e RX 350 F-Sport, R$ 352.950.
És tímido? De pouca paciência? Compre um Renault Duster branco. Com o Lexus RX sempre induzirá a explicações no condomínio, no clube, no serviço.

40 anos, 15 milhões de Fiat brasileiros
Operando industrialmente no Brasil desde 1976, Fiat comemora 40 anos com muitas conquistas. Maior, ter fendido a, acredite, proibição de instalação de novas fábricas de automóveis no Brasil. Outra, igualmente imponente, ter obtido maior produção sob o mesmo teto. E, idem, realizado a mineirização entre fornecedores, levando-os para Minas Gerais, industrializando o estado.

Outras conquistas, no campo dos produtos, importante foi inovar com o motor em posição transversal; as menores folgas entre partes móveis; de relevo, criar no Brasil, picape leve sobre plataforma de automóvel, caso do atual picape Strada. Idem para versões Adventure, também copiadas por outras montadoras, e o bloqueio seletivo da transmissão, o sistema Locker – deveria chamar-se 4x1 ... – ainda exclusividade da marca.

Mais
Operação buscando o ideal ecológico, programas sociais para melhorar condições de vida e futuro no entorno da fábrica, e conquistas mercadológicas:
primeira marca nacional a apresentar tampa traseira em vidro – Mobi; idem para duas portas traseiras em picape – Toro; disponibilizar Stop&Start; primeiro picape cabine estendida, 3 ou 4 portas; sistema Blue&Me de comunicação e entretenimento; capacidade de queimar 4 combustíveis – o Tetrafuel; air bags laterais – Marea, 1999; primeiro auto re-call, rodas leves do Uno 1,5; idem para air bag – Tipo 1996; computador de bordo – Prêmio, 1995; primeiro popular com ar condicionado de fábrica – Mille 1994; turbo de série, Uno Turbo 1994; democratização das 16 válvulas – Tempra, 1993; primeiro 1,0 nacional; pioneirismo no álcool combustível, 147 – 1979.

Luz diurna vale como farol baixo
Denatran, Departamento Nacional de Trânsito, acatou protestos da sociedade e baixou entendimento sobre a Lei 13.290, tornando obrigatório uso das luzes da farol baixo nas estradas. Órgão entendeu, os sistemas de iluminação diurno, ditos DLR, por focos LED, equipamento de automóveis mais recentes, devem ser considerados como atendendo à Lei.

Roda-a-Roda
Panamera Sedã esportivo Porsche Panamera chegará em novembro bastante renovado – motores, transmissões, conteúdo e aparência. Plataforma mantida e aperfeiçoada. Frente se identifica com novo 911.

Opções – Tração integral, transmissão de 8 marchas e duas embreagens, dois motores: V6, 2,9 litros, 440 cv, na versão S, e V8, 4,0 litros, turbo, 550 cv. Segue a Mercedes, aplicando os turbos no V do motor. Suspensão a ar, painel assemelhado a smartphone, botões e comandos substituídos por toque em tela de 30 cm. Versões para o Brasil indefinidas em conteúdo e preços.

Hiper – Aston Martin e Red Bull se uniram em projeto de automóvel topo de linha, rival do Bugatti Chiron e seus 1.500 cv. Projeto AM-RB 001 é para 2018, em 99 unidades. Destas, 25 para competição. Preço imaginado acima de E 3M.

Endosso - Na formulação, ícones do setor: Adrian Newey chefe da equipe Red Bull de Fórmula 1, David King, VP da Aston, e Marek Reichman, designer chefe.

Negócio – Motorização Mercedes V12 – marca tem 5% do negócio.

Detalhes – Cada item será estudado sob o ponto de vista funcional; ser o carro mais estável; relação peso/potência 1:1 = 900 cv de potência e 900 kg de peso; velocidade final hoje objetivada, 320 km/h. Plotado Chiron faz 420 km/h.

Caminhos - Há diferença básica entre os produtos: o Bugatti é desenvolvido por engenheiros da Volkswagen. O AM-RB por construtores de Fórmula 1.

Verdade – Para fugir das dúvidas lançadas sobre a indústria automobilística sobre o consumo – GM, Nissan e Mitsubishi foram surpreendidas com dados otimistamente falsos – PSA fez acordo com duas ONGs e a auditoria do internacionalmente respeitado Bureau Veritas.

Auditoria - Veículos das marcas Citroën e Peugeot serão aplicados nas condições definidas por normas de consumo – lotação, altitude, cidade, subúrbios, estrada, e os resultados aferidos, comparados com os dados oficiais.

De volta – Kia definiu voltar a montar o caminhãozinho Bongo em sua linha industrial no Uruguai. Interrompera a operação para compatibilizar estoque e consumo. Em setembro nas revendas da marca.

Mercado – Para viabilizar operações na fábrica catarinense recém inaugurada, BMW geriu exportar 1.000 unidades de seu modelo X1 aos EUA.

Novo – Salão de Paris, setembro, nova geração do Ford Fiesta. Maior, mais largo, distância entre eixos aumentada. Previsão de produção, setembro 2017.

Projeto – Nomeando Steve St Angelo CEO – executivo maior – para América Central, do Sul e Caribe, Toyota abriu o leque a suprir mercados com produtos Mercosul: exportará argentinos picapes Hi-Lux e utilitários SW4. Prevê aumentar atividade industrial em 30%, compensando queda de compras do mercado brasileiro, maior cliente.

Idem – Por idêntica razão Nissan nacional passou a enviar automóveis March e Versa 1,6 ao Paraguai, Bolívia, Chile, Peru e Uruguai. Após, Argentina.

Ocasião – Dentro da mudança interna para drenar pesadas perdas na América Latina e limpar pátio para a próxima linha 2017, Ford instiga vendas: Focus Fastback e Hatch, descontos respectivos de R$ 9.900 e R$ 8.500; Fusion, R$ 10.000; EcoSport R$ 5.700.

Civic – 10ª série, iniciando nova geração do Honda Civic chegará aos revendedores ao final de agosto. Mais comprido e largo, cara agressiva abusando de linhas e ângulos, motor 1,5 litro, 4 cilindros, 16 v, variador para abertura de válvulas, turbo alimentador. Versão de topo. Abaixo, o atual motor 2,0 atmosférico.

Fora – Reduzir cilindrada, volume e peso dos motores, compensando com aumento de potência por turbo e tecnologia é o caminho dos fabricantes – e definidor de atualização. Nocivo na história é, exceto Volkswagen, os demais são importados.

Mercado Mercado de importados O Km deu meia-trava na queda: as 18 marcas filiadas à Abeifa venderam 2.788 unidades em junho, 3,4% acima de maio. Mas comparando primeiros semestres 2016 x 2015, baixou 45,4%.

Usados  Mercado de usados cresce, e anúncios no sítio Webmotors mais: entre janeiro e maio, 70% relativamente a idêntico período em 2015.

Novos – De O km situação idêntica, indicando ter atingido o fundo do poço e iniciado recuperação. Primeiro semestre foi menor 26,3% ante igual período em 2015, mas em relação a maio, houve modesto e esperançoso crescimento de 2,6%.

Atraso - Como referência numérica, a teoria econômica do governo Dilma devastou números. A produção regrediu aos volumes de 2004 e as montadoras funcionam com menos da metade da capacidade industrial.

Diesel – MWM, fabricante independente no Mercosul fornecerá motores à XCMG, líder no mercado chinês em máquinas para o segmento industrial. Diesel, Série 10 – 4.10 TCA, 100 cv de potência para escavadeira feita pela XCMG em Pouso Alegre, MG. Não informou volume, prazo ou valor do contrato.

Mais  Volvo entrou no mercado de geração de energia por sua divisão Penta, de motores marítimos e industriais, produzindo em Curitiba motores diesel de seis cilindros e 13 litros. Brasil tem hoje déficit energético de 50 TWh. Tem financiamento Finame, e Volvo quer exportá-los a Equador, Bolívia e Paraguai.

Social – Rumo, concessionária de ferrovias, criou programa Todo Dia é Dia de Árvore, organizando plantio em municípios cruzados por suas linhas em RS, SC, MT, MS e SP. Integra sustentabilidade e recuperação de áreas degradadas.

Invenção Neste mês patente de vulcanização da borracha comemora 172 anos. Inventor por acaso o norte americano Charles Goodyear misturou enxofre com borracha, abrindo caminho. Fábrica e marca nada tem a ver com o inventor. Uso do sobrenome é homenagem.

Tema – Outro filminho Shell da série Um carro não conta só km, conta histórias. Neste, a relação entre o fotógrafo de aventuras Daniel Cotelessa e seu picape Mitsubishi. Mescla lubrificantes para motor Helix com produção de conteúdo relevante aos consumidores, diz Leila Prati, diretora de desenvolvimento da petroleira.

Antigos – Portal e.commerce  www.arsenalcar.com.br, atacadista de partes para veículos em produção e descontinuados, tem-nas para nacionais antigos: Kombi, Fusca, Opala, Chevette, Corcel, Escort ... Sítio não exibe área exclusiva para colecionáveis, mas basta procurar por marca. Preços razoáveis.

Mais – Criou o SOS Peças, inédito e gracioso. Pelo 0800.277.3625, consumidor liga, informa peça demandada, e a Arsenalcar busca-a pelo país. Generosa? Sabida: vendas a carros descontinuados são 19% do faturamento.

Presente – Maurício Marx, herdeiro e executivo da paixão antigomobilística através de seu Universo Marx, aceitou terminar longa restauração do Karmann-Ghia do compositor/cantor Paulinho da Viola. Conversível no. 150, raro pelas 177 unidades aqui produzidas, Marx tem horizonte: 11 de novembro. Dia seguinte, comemorando 74 anos, Paulinho quer andar de KG.

Exercício – Dito Paulinho é tenaz. Já tentou restaurações anteriores e numa delas descobriu-se apenas mero fato midiático. Agora, parece, vai. O KG esteve parado por 34 anos; tem boa estrutura; e demandados chaves duplicatas originais, manual do proprietário, cópia da Nota Fiscal.

História – Detran/SP informa ter registrados 84 exemplares de Romi-Isetta, pequeno automóvel produzido em imaginadas 3.000 unidades entre 30 de junho de 1956 e 1º dezembro de 1961. Não alcançava a legislação de incentivo do GEIA, e por isto inviabilizado pelo maior custo de produção.


Gente  José Rezende, o Mahar, jornalista, homenagem póstuma. OOOO Nome do Troféu Clássico do Mês aos encontros do Puma Clube do Rio de Janeiro. OOOO

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Fernando Calmon - Alta Roda - Coisas que só acontecem no Brasil

Alta Roda nº 887/23630– 053– 0oda nº852/0508– 2oda nº851/2016

Fernando Calmon
As aparências enganam. Esse é um velho ditado que levou a Câmara dos Deputados e o Senado Federal a cometerem um erro em termos de segurança veicular com a obrigatoriedade de todos os veículos circularem com faróis baixos ligados durante o dia em estradas. Lamentável que o senador José Medeiros, ex-policial rodoviário e relator do projeto, tenha desconsiderado vários estudos sobre o assunto.


Antes de tudo, o Brasil é um país de alta incidência solar e um simples farol baixo está bem longe de resolver a questão de visibilidade. Essa exigência começou nos países nórdicos e desde 1990 no Canadá, onde há grandes períodos do ano com poucas horas de luz natural durante o dia. Mas, em todos casos, os faróis são ligados automaticamente, logo depois de o motor entrar em funcionamento, têm potência luminosa mais baixa (específica para tal) e as lanternas traseiras permanecem desligadas (o que deixa de se confundir com luzes de freio vistas a distância). O sistema funciona tanto em estrada quanto em cidade. 

Aqui motocicletas já são obrigadas ao uso do farol, de forma automática, pois se trata de veículo muito estreito e vulnerável. Essa exigência bem-vinda pode-se perder em meio a um possível “mar” de iluminação. Absurdamente, essa lei (ainda falta sanção presidencial) prevê em caso de desobediência quatro pontos no prontuário por infração média e multa de R$ 85,13. Até mesmo o conceito de onde começa e termina uma estrada gera dúvidas. 

Nos Estados Unidos, com sua megafrota de 260 milhões de veículos e diversidade climática, o conceito de uso não obrigatório permanece depois de avaliações profundas por anos. Numa resolução do Contran de 1998 há apenas recomendação de uso de faróis durante o dia. O mal maior dessa lei é desconsiderar a solução definitiva e que funciona em todas as situações, incluindo ruas, avenidas e estradas. Atende pela sigla DRL: Daytime Running Lights (luzes de uso diurno, em tradução livre). 

A tecnologia de LED (Light Emitting Diode, diodo emissor de luz em português), hoje uma realidade, permitiu adotar o sistema como eficiente item de segurança de funcionamento automático, que vai muito além de simples luzes de posição ou lanternas. Obrigatório na União Europeia, gera potência de iluminação alta para uma verdadeira visibilidade diurna, que é automaticamente desligado ou tem sua intensidade diminuída ao se ligarem os faróis. Como se tornou elemento de estilo de cada fabricante, ajuda ainda mais pelo contraste e diferenciação entre os veículos em circulação. 

DRL, porém, representa custos maiores, de mais fácil absorção nos mercados de bom poder aquisitivo. Pesquisas europeias apontam uma diminuição de até 30% nos acidentes, em estradas e cidades, depois que apenas os novos modelos adotaram essa solução a partir de 2011. As primeiras discussões por aqui mal começaram para estabelecer um cronograma viável e aproveitar LEDs mais baratos com a produção em alta escala. 

A lei aprovada agora nem ao menos faz distinção entre faróis e DRL. Deixa o motorista sujeito a multas simplesmente por conduzir um automóvel mais seguro. Coisas como essas só acontecem no Brasil. 

RODA VIVA

PRÉ-LANÇAMENTO do Nissan Kicks (primeira aparição pública mundial) mostrou um crossover compacto com muita personalidade e foco nos detalhes, inclusive aerodinâmicos. Na versão de topo interior inclui visão de 360 graus externa por quatro câmeras. Mecânica (não revelada) é a mesma do March, mas pode estar nos planos um tricilíndrico turbo. Vendas começam em agosto. 

LATIN NCAP não aprende lições nem com a “matriz”. A partir deste ano, Euro NCAP adotou dual rating (dupla classificação). Há uma nota básica e outra com pacote adicional de itens de segurança indicado pelo fabricante para mercados de maior poder aquisitivo. Tudo planejado com longa antecedência no exterior, mas Latin NCAP faz birra. 

COMEMORAÇÃO de 60 anos da Mercedes-Benz no Brasil inclui um marco relevante, além de caminhões e ônibus. A marca construiu, em Juiz de Fora (MG), a primeira fábrica de automóveis premium no País. Entre fevereiro de 1999 e agosto de 2005 produziram-se 63.402 unidades do Classe A. A unidade também montou versões do Classe C exclusivamente para exportar aos EUA. 

FIAT TORO tem conseguido atingir objetivos de venda pela inegável relação custo-benefício e conforto de marcha. Versão Freedom flex automática sofre mais para se deslocar por sua massa cerca de 200 kg maior que a do Jeep Renegade, base mecânica da picape média. Diferencial foi encurtado (5%), mas necessitaria ao menos de motor aspirado de 2 litros. 

VOLCANO com motor turbodiesel de 2 litros, tração 4x4 e câmbio automático (nove marchas) muda bastante o comportamento da Toro. Acesso ao interior é muito bom, porém colunas dianteiras volumosas em razão da estrutura monobloco atrapalham um pouco a visibilidade. Para arrancar bem exige selecionar manualmente a primeira marcha, pela borboleta ou alavanca do câmbio. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
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quinta-feira, 10 de março de 2016

Tarcísio Dias em Mecânica Online

Em caso de acidente, airbag e cinto de segurança alcançam alto índice na redução dos ferimentos


Segurança nunca é demais! O cinto de segurança é o primeiro elemento que busca reduzir os ferimentos em motoristas e passageiros em caso de acidentes.

E pode acreditar, a ausência do cinto de segurança pelos ocupantes traseiros do veículo ampliam o risco de ferimentos graves não apenas para eles, mas também para os ocupantes da parte dianteira.

Então, querido motorista, assuma para você a verificação de que todos os ocupantes estão com cinto de segurança antes da saída com o veículo.

Atenção, prudência e paciência são, definitivamente, alguns dos elementos indispensáveis à manutenção de vias seguras. As condições dos veículos também entram na lista e, por vezes, podem ocasionar acidentes ainda mais graves do que os provocados por falha humana.

Neste contexto, além de práticos, versáteis e desenvolvidos para todas as categorias de automóveis, dos luxuosos aos compactos, os itens veiculares de segurança salvam vidas.

A realidade brasileira, contudo, revela um cenário de atraso e negligência quando comparada a outros países.

“A demora fica ainda mais evidente pela perspectiva histórica de implantação de sistemas do gênero em países de primeiro mundo. Enquanto nos Estados Unidos o airbag frontal duplo e o freio ABS são exigidos desde 1995 e na Europa já se discute a instalação de direção autônoma em 2020, no Brasil, o cinto de segurança tornou-se obrigatório somente em 1998, pelo Código Brasileiro de Trânsito”, aponta o diretor e especialista em trânsito da Perkons, Luiz Gustavo Campos.

Já o cinto de três pontos e o encosto de cabeça devem passar a compor a estrutura dos carros vendidos no Brasil até 2020, conforme Resolução nº 518/2015, do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito).

Pesquisas e levantamentos conduzidos por organizações conceituadas do segmento reforçam a urgência do tema. Estimativas da National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), instituto de segurança de trânsito dos EUA, indicam que o uso de airbag combinado com o do cinto de segurança reduz em cerca de 60% o risco de ferimentos em caso de acidente.

Complementares ao cinto de segurança, as bolsas infláveis funcionam como minimizadores de danos.

A importância de associar o uso dos dois itens fica ainda mais evidente a partir de dados do mesmo estudo, que mostram que com a utilização só do airbag, os ferimentos não acontecem apenas em cerca de 18% dos acidentes.

Outro levantamento do mesmo órgão concluiu que a instalação do sistema antitravamento de rodas, conhecido por ABS (Antilock Brake Sistem), reduz o risco de envolvimento em acidentes em 6% para carros.

Em outra perspectiva, segundo estudo do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi), se o sistema ABS tivesse sido instalado em toda frota brasileira entre 2001 e 2007, teria salvado 490 vidas por ano e evitado ferimentos em mais de 10 mil pessoas. Tal redução resultaria em um impacto positivo de R$630 milhões ao longo de dois anos.

“De maneira geral, todos os itens com a finalidade de preservar a integridade física dos ocupantes podem trazer resultados satisfatórios em eventualidades no trânsito”, salienta o analista técnico do Cesvi, Diego Lazari.

Independentemente da maneira como atuam, a capacidade dos equipamentos em reverter tragédias tão recorrentes nas vias brasileiras permanece subjugada.

Segundo Lazari, antes de se tornarem obrigatórios, os itens devem passar por acordos junto aos fabricantes e superar os níveis de confiabilidade definidos por legislações. “Esse processo moroso acaba, muitas vezes, tornando facultativa a disponibilidade dos dispositivos”, acrescenta.

Os processos burocráticos, no entanto, deixaram de ser um pretexto válido desde 2014, quando passou a ser obrigatório que todos os carros de passeio e caminhonetes saíssem da fábrica com freios ABS e airbags duplos frontais, tanto para condutor, quanto para passageiro do banco dianteiro.

Em 2013, porém, na iminência da obrigatoriedade, o estudo do Cesvi verificou que um quinto dos veículos vendidos ainda ignoravam a norma, ao passo que, no mesmo período, 91% dos modelos importados e vendidos no Brasil já possuíam os equipamentos.

--- BOX---
Tecnologia a favor da segurança veicular - De acordo com o analista técnico do Cesvi, é possível dividir os itens de segurança veicular em dois grandes grupos: os de Segurança Ativa e os de Segurança Passiva. Os itens do primeiro grupo visam proporcionar um controle mais seguro do carro com recursos eficazes; os do segundo, amenizar possíveis danos aos ocupantes de veículo em situações consideradas inevitáveis.

GÊNERO
ITEM
FUNCIONAMENTO
SEGURANÇA ATIVA
ABS (Antilock Brake Sistem)
Por não travar as rodas em situações de frenagens de pânico, o ABS permite que o motorista desvie de obstáculos com mais segurança.
EBD (Distribuição Eletrônica de Frenagem)
Complemento do ABS, o sistema controla a força da frenagem nos eixos traseiro e dianteiro para proporcionar uma distribuição igualitária entre as forças empregadas na frenagem.
BAS (Sistema de Assistência a Frenagem)
Também conhecido por Freio de Emergência, o BAS, quando combinado ao ABS e ao EBD, joga carga máxima no freio quando o motorista pisa no pedal bruscamente.
ESP (Programa Eletrônico de Estabilidade)
Diferente do ABS, ainda que baseado em seu sistema, o ESP adota sensores que reconduzem o automóvel à trajetória original em caso de desestabilização ou perda repentina do controle.
EAS (Sistema de Acuação Eletrônica)
Também auxiliar do ABS, o sistema controla a tração e a altura do carro em relação ao solo, além de agir mesmo que o pedal não seja levado ao fundo.
ESC (Controle Eletrônico de Estabilidade)
Com atuação seletiva sobre os freios, o ESC reduz a potência do motor para prevenir a perda do controle e derrapagens.
Airbag
Bolsas infláveis que protegem cabeça e tórax dos ocupantes contra impactos em partes do veículo. É mais eficiente quando usado em conjunto com o cinto de segurança.
Cintos de segurança com pré-tensionador
O item impede a projeção dos passageiros para fora do veículo durante colisões de qualquer ordem.
SEGURANÇA PASSIVA
Banco antimergulho;
Barras de proteção laterais nas portas e encostos de cabeça ativos, para evitar danos ao pescoço em colisões traseiras.

“Há possibilidade do ESP entrar em vigor no Brasil em um futuro não tão distante. A frenagem automática das rodas garantida pelo sistema pode ser determinante em circunstâncias emergenciais. Mas, certamente, o poder de reverter este cenário de atraso está nas mãos do comprador, que deve pesquisar sobre as novas tecnologias em desenvolvimento”, observa Lazari.

Para o diretor do Sindicato Intermunicipal da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do estado de São Paulo (Sindirepa-SP), Antônio Gaspar de Oliveira, em teoria, os veículos estão cada vez mais seguros devido ao próprio avanço tecnológico, que promove a criação de sistemas de controle de velocidade e piloto automático. Os equipamentos, no entanto, não eximem o condutor da prudência, do respeito às leis de trânsito e do compromisso em manter as boas condições do veículo. “Inspeções técnicas já adotadas em mais de 50 países são capazes de reduzir significativamente as mortes no trânsito”, conclui.


PERFIL

Tarcisio Dias – Profissional e Técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecatrônico e Radialista, é gerente de conteúdo do Portal Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) e desenvolve a Coleção AutoMecânica.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

COMO ENFRENTAR A LEGISLAÇÃO AMERICANA SOBRE USO DE CELULARES



A cada feriado americano, as famílias vão mais longe, em suas viagens de laser, como aconteceu no último fim de semana do Memorial Day. Mais de 30 milhões de pessoas pegaram as estradas e uma grande parte dos motoristas cruzaram fronteiras estaduais. Nos Estados Unidos, diferente do Brasil, as legislações de trânsito variam de estado para estado e nem sempre todos conhecem as regras.Os limites de velocidade podem variar e, em relação à telefonia móvel, mais ainda, com regulamentos considerados confusos. Por exemplo se você dirige de Michigan para a Flórida, legalmente, poderia falar e enviar mensagens de texto, ao dirigir, em alguns estados do percurso, onde não existem leis que proíbem essas ações e em outros, onde é proibido, é necessário mais atenção para não sofrer autuações.Em 38 estados há leis contra a emissão de mensagens de texto enquanto se dirige. Em outros 10 estados, não se pode segurar o celular no ouvido. Muitos motoristas recorrem ao Insurance Institute for Highway Safety onde há a informação do que é permitido.

Mas, se o motorista americano e, principalmente, o turista, não quiserem ter problemas, podem utilizar carros da Ford equipados com o sistema Sync de comunicação.Com ele, pode-se falar no sistema mãos-livres, dar comandos de voz, responder mensagens de texto, pois o sistema as converte em áudio, e responde-las usando 20 mensagens predefinidas.Desenvolvido junto com a Microsoft, o Ford Sync é uma plataforma de software avançada que permite conveniências e flexibilidade de conexão com aparelhos digitais e celulares.


O sistema pode ser operado em inglês, francês e espanhol. Outra facilidade é a chamada por voz de pessoas com quem se quer falar. Basta apertar o botão “talk”, no volante e dizer o nome listado nos contatos do celular.Além disso, o Sync inclui as mesmas funções disponíveis nos celulares, como identificação de chamadas, conferência, lista de contatos, nível de carga da bateria, tudo exibido na tela do rádio. A tecnologia disponível, também oferece chamadas de emergência médica, música ativada por voz e o sistema de informação e orientação de tráfego, integrado à tecnologia GPS, também acionado por comando de voz.