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sexta-feira, 5 de abril de 2019

Sistema totalmente elétrico Cummins equipa ônibus escolares da Blue Bird


O sistema de tração PowerDrive 7000ev totalmente elétrico da Cummins já está disponível na Blue Bird. Combinando o desempenho dos tradicionais motores à Diesel, o PowerDrive 7000ev oferece software de telemática e controle totalmente integrado e reduz os custos de manutenção e combustível enquanto atinge níveis zero de emissões. O sistema está disponível nos modelos da companhia All American RE Electric e Vision Electric.

A tecnologia Cummins PowerDrive 7000ev atende a todos os requisitos do Departamento de Transportes dos Estados Unidos (UST) e da National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), além dos padrões aplicáveis ​​de certificação da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) e California Air Resources Board (CARB). O sistema de acionamento direto garante aos motoristas a operação sem alterar o comportamento na direção e funciona como um trem de força convencional; a energia das baterias é fornecida para o motor de tração e o eixo do motor é acionado, movendo os eixos traseiros e pneus.

O Cummins PowerDrive 7000ev fornece o torque, a potência e a aceleração necessários para conduzir com segurança e eficiência a operação de ônibus escolar. Com uma capacidade total de bateria de 155 kWh, o sistema fornece um alcance de condução de até 120 milhas (193 km), ou seja, na maioria das condições de operação, antes da necessidade de recarga.

O ônibus da Blue Bird pode atingir uma carga completa em menos de oito horas com um carregador padrão SAE nível 2; também é compatível com carregamento rápido automotivo. O sistema PowerDrive oferece 260 cavalos de potência contínua (200 kW) e até 295 cv de potência de pico (220 kW), o que está de acordo com os motores diesel B6.7 e L9.

Os distritos escolares agora podem experimentar a tecnologia de emissão zero com a qualidade, o serviço e o suporte Cummins. Para mais informações, visite Cummins.com/electrification.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Tarcísio Dias em Mecânica online

Porque muitos motoristas não prestam atenção aos recalls? Será que eles não consideram a sua segurança, da sua família e das pessoas ao seu redor um item importante? Precisamos tão logo encontrar uma fórmula para mudar essa realidade.

Os recalls de veículos representam mais de 70% do total de chamamentos já realizados no Brasil. Em termos de unidades, foram mais de 2 milhões de carros convocados para reparos só em 2015. E este número só aumenta!

Os principais componentes afetados pelas campanhas de recall de veículos nos últimos três anos são os air bag, freios, sistema de combustível, motor, direção, cinto de segurança, luz de freio, lanterna traseira, farol, rodas, suspensão, entre outros.

Então meu amigo, talvez até mesmo o motorista brasileiro precise de um recall, mas nesse primeiro momento é importante que ele saia do seu conforto e procure a solução que o fabricante disponibiliza.

Os recalls de segurança de carros e caminhões leves são super importantes. Por exemplo, em 2015, cerca de 51 milhões de veículos e 34 milhões de peças de veículos tiveram recall, de acordo com a National Highway Traffic Safety Administration.

Um total de 20 por cento dos proprietários de veículos continuam a ignorar os chamados dos recalls, de acordo com a NHTSA.

Um levantamento que explora por que muitos consumidores não fazem os recalls de segurança dos veículos e quais medidas poderiam melhorar essa falha foram apresentados recentemente pela Universidade de Michigan.

"O problema é a baixa taxa de resposta para os avisos de recall", disse Michael Sivak, professor de pesquisa do U-M Transportation Research Institute.
A nova análise foi baseada em dados de uma pesquisa online com 516 entrevistados,  conduzida por Sivak e seus colaboradores da UMTRI. Essa pesquisa se concentrou em recalls relacionados à segurança do automóvel.
As três preocupações mais frequentemente mencionadas, que impedem os indivíduos de responderem os avisos de recall de segurança dos veículos foram:
Preocupação que a concessionária vai tentar vender mais serviços durante a visita (38%)
Dificuldade em ficar sem o veículo durante o reparo (37%)
O tempo para conserto do carro era muito longo (36%)
Possíveis novas opções que poderiam aumentar ‘o sim’ aos recalls das montadoras incluem:
A capacidade de agrupar um recall com manutenção programada regularmente (52%)
Incentivos com serviços gratuitos, como a troca de óleo ou tanque de gasolina (51%)
Outros resultados notáveis ​​da pesquisa:
Os consumidores preferem ser notificados dos recalls pelo correio (74%) e e-mail (64%), em vez de mensagem de texto, telefone ou anúncio de serviço público.
Cerca de 60% dos entrevistados acham que os estados deveriam exigir que os consumidores passassem pelos recalls antes de renovar o registro anual de veículos. E 61% acreditam que os veículos deveriam ser obrigados a estarem em dia com os recalls antes de poderem ser revendidos.

Apenas 45% dos motoristas definitivamente fazem o  recall de segurança do veículo fixado quando a concessionária mais próxima fica a 30 minutos, em comparação com 81% quando a concessionária fica a até 15 minutos.

A probabilidade dos recalls diminui acentuadamente quando os consumidores têm que esperar mais tempo pelo conserto. Quando os motoristas têm que esperar uma semana ou menos, 74% dizem que definitivamente passariam pelo recall, em comparação com apenas 27% se tempo de espera for mais de seis meses.

A pesquisa, Consumer Preferences Concerning Vehicle-Related Safety Recalls, foi apoiada pelo Programa de Transporte Mundial Sustentável da UMTRI.

PERFIL
Tarcisio Dias éprofissional e técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica e Radialista, desenvolve o site Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) que apresenta o único centro de treinamento online sobre mecânica na internet (www.cursosmecanicaonline.com.br), uma oportunidade para entender como as novas tecnologias são úteis para os automóveis cada vez mais eficientes.

Coluna Mecânica Online® - Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuída gratuitamente todos os dias 10, 20 e 30 do mês.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Novos conceitos do airbag ZF aumentam o nível de segurança dos ocupantes de carros de passeio

Para ajudar a reduzir os ferimentos no caso de uma colisão, a ZF está preparada para lançar diversos conceitos de airbag de passageiros inovadores, incluindo um sistema de airbag de cortina com recursos de design em formato de V ou U. 

O novo sistema de airbag da ZF é projetado para proteger melhor os ocupantes do assento dianteiro de ferimentos graves, mesmo quando o veículo é atingido de frente e no lado esquerdo a 90 km/h (56 mph). Esse cenário de teste de desempenho, conhecido como a 'barreira deformável móvel oblíqua' (OMDB) será adicionado pela Associação Nacional de Tráfego Rodoviário (NHTSA) no 'Programa de Avaliação de Novos Carros' dos EUA (US NCAP) para novos veículos de modelo ano 2019. Somente carros de passeio que passarem nessa nova norma de teste de colisão receberão 5 estrelas da U.S. NCAP.

Os testes de colisão realizados pela NHTSA estão entre os mais rígidos do mundo. A partir dos veículos de modelo ano 2019, a organização está planejando aumentar ainda mais o nível ao aplicar o teste de colisão OMDB desenvolvido a partir de cenários de acidentes oblíquos na América do Norte.

“Nosso novo sistema composto por airbags dianteiros e de cortina pode ajudar a melhorar o desempenho de segurança do veículo nesses cenários de teste de colisão. Os airbags de cortina são fornecidos com câmeras de airbag com formato especial em V ou U e disponibilizam maior proteção”, explica Dirk Schultz, Head de Desenvolvimento Global de Airbags e Geradores de Gás na Divisão de Tecnologia de Segurança Ativa e Passiva na ZF.

Os novos conceitos aproveitam a oportunidade de aprimoramento de airbags convencionais para ajudar a proteger melhor o ocupante no cenário OMDB. No fim das contas, esse teste envolve uma barreira móvel deformável com peso aproximado de quase 2,5 toneladas, que atinge um veículo imóvel a 90 km/h (56 mph) frontalmente em um ângulo de 15 graus e com uma sobreposição de 35%. Além desse teste de colisão OMDB, a NHTSA também irá implantar novos dispositivos de testes para bonecos de Limitações de Ocupantes e Veículos (THOR). “Eles são dispositivos de testes altamente sensíveis que registram com mais precisão como os acidentes afetam os ocupantes. Os dados abrangentes que nós coletamos ajudam a determinar onde focar para ajudar a melhorar a segurança”, diz Schultz.

No caso de uma colisão tipo OMDB, os novos airbags ZF têm uma função adicional que ajuda a impedir que as cabeças dos ocupantes dianteiros atinjam o painel ou a coluna A. Para alcançar esse desempenho, a ZF aprimorou os airbags de cortina instalados no revestimento do teto com um design de formato de bolsa única. Quando os airbags são acionados, uma almofada de segurança adicional se infla proximamente à cabeça do condutor. “Em séries de testes abrangentes, nós demonstramos que essa geometria inovadora de airbag ajuda a melhorar a segurança dos ocupantes. Ele é fornecido em um formato em V apontado ou um formato em U arredondado, dependendo do design do interior do veículo”, afirma Schultz.

Para ajudar a absorver melhor o movimento potencialmente extremo para a frente ou para a esquerda dos passageiros do assento dianteiro no caso de uma colisão frontal ou lateral acontecer, a ZF desenvolveu seu 'airbag para passageiros do assento dianteiro da célula paralela'. Ele apresenta um design único de câmera, com uma geometria especial que é expandida em direção ao centro do veículo. “Esse conceito revolucionário de airbag ajuda a absorver o movimento de rolagem de cabeça quando impacta o airbag em um certo ângulo – e é projetado para reduzir o risco de ferimentos na cabeça”, diz Schultz, ao descrever esse sistema inovador de airbag dianteiro.


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Em sua 4ª geração, Sportage volta a surpreender


A 4ª geração do Kia Sportage chega esta semana ao mercado brasileiro recheada de itens de conforto e de segurança, capazes de superar o modelo anterior mas, sobretudo, de suplantar os seus principais concorrentes da categoria. Também por seu design inteiramente renovado que posiciona o novo modelo com mais sofisticação, esportividade e dinamismo. 

As projeções da Kia Motors Corporation, para o novo Sportage, são alentadoras. Enquanto a marca sul-coreana comercializou 554 mil unidades da 1ª geração (de 1996 a 2002), 842 mil unidades da 2ª geração (2004-2009) e da 3ª geração, pouco mais de 1,6 milhão de veículos (entre 2009 e 2015), a montadora espera ultrapassar a marca de 3 milhões de unidades com a 4ª geração, no período médio de 5 anos. “Certamente, o novo Sportage será mais um sucesso da Kia Motors pelo mundo. 

No Brasil, a partir da 3ª geração, o Sportage sempre foi nosso carro-chefe”, elucida José Luiz Gandini, presidente da Kia Motors do Brasil. “Pela boa receptividade da 4ª geração, na fase de pré-venda, estou seguro de que será por muito tempo o nosso principal produto. Devemos comercializar cerca de 400 unidades por mês.Infelizmente ainda estamos limitados à cota máxima de 4.800 unidades/ano, sem os 30 pontos percentuais no IPI, o que nos dificulta aumentar os volumes”, argumenta. Quatro pilares sustentam a aposta da Kia Motors no novo posicionamento do Sportage entre os modelos Premium da categoria SUV compacto, a começar pela liderança de tendências em design, mais qualidade em segurança veicular, novos opcionais – controle de assistência em aclives, faróis de neblina em LED, detector de ponto cego, assistente de tráfego, seletor de modo de condução, entre outros – e substanciais alterações em suas dimensões estruturais. 

Com isso, além de proporcionar mais conforto a todos os ocupantes de veículo, o seu volume de porta-malas subiu de 740 litros para 868 litros. Com as novas medidas, o Sportage passou a ter CX (Coeficiente aerodinâmico) de 0.33, ante ao 0.35 do modelo anterior. Na parte dianteira, 4ª geração do Sportage ganhou novo conjunto ótico, com luzes diurnas de navegação icônicas e circulares em LED, luzes baixa e alta com lâmpadas halógenas e luz de setas. Quanto aos faróis de neblina dinâmicos, dois modelos distintos para as versões LX e EX. 

Enquanto a primeira recebe uma lâmpada halógena, a segunda versão ganhou quatro lâmpadas em LED. Na parte traseira, o Sportage 2017 ganhou lanternas mais sofisticadas e um spoiler com defletor lateral, que reduz a resistência do ar e, assim, melhora a eficiência de consumo de combustível. Ainda no conjunto ótico traseiro, na versão LX as lanternas são de lâmpadas halógenas e na SX lâmpadas em LED. A Kia Motors ampliou também os retrovisores externos. Ainda na parte exterior do SUV compacto, o Sportage traz na versão de entrada rodas de liga leve de 17 polegadas e na topo de linha rodas de 19 polegadas, o que conferem mais esportividade ao veículo. 

Conforto e conveniência – A 4ª geração do Sportage teve seu habitáculo completamente renovado, a começar pelo painel de instrumentos que privilegia o condutor do veículo. E, por conta do aumento da distância entre-eixos, prioriza o conforto de todos os passageiros. O banco do motorista, por exemplo, agora tem 10 posições de regulagens (no de passageiro, 8). No banco traseiro, também 8 posições de regulagem, de 23º a 39º (no Sportage anterior, de 23º a 28º). 

Na versão LX, o Sportage traz de série itens como ar-condicionado manual; piloto automático; chave tipo canivete com travamento de porta e abertura das portas e do porta-malas à distância; console central com descansa-braço ampliado em 49 mm; porta-objetos e porta-copos; iluminação no porta-malas; rádio CD/MP3 player, bluetooth com kia_sportage 2 controle no volante, entrada auxiliar e USB; sistema de som com quatro alto-falantes e dois tweeters; sistema imobilizador de ignição; travamento elétrico central das portas e porta-malas; vidros elétricos nas quatro portas e câmera de ré. 

Já na versão EX, o modelo conta com ar-condicionado digital com controle independente frontal Dual Zone; banco do motorista com ajuste elétrico+lombar e dez opções de variação; botão Start/Stop para partida do motor por reconhecimento da chave Smart Key; computador de bordo integrado ao conjunto de mostradores; piloto automático com controles no volante; paddle shift; revestimento de couro nos bancos, volante, alavanca de câmbio e painéis laterais das portas; spoiler traseiro; luz diurna de navegação com LED e outros. 

A versão topo de linha possui também teto solar elétrico duplo panorâmico ampliado em mais 20 cm2. Motorização – Além do design atraente e marcante, o Sportage se destaca pelo desempenho. Está disponível com motorização 2.0 litros, DOHC, 16 válvulas com dual CVVT. Alimentado com etanol, o motor entrega 167 cavalos de potência a 6.200 rpm e torque de 20,2 Kgm a 4.700 rpm. Com gasolina, chega a 156 cavalos de potência a 6.200 rpm e torque de 18,8 Kgm a 4.700 rpm. 

No mercado brasileiro, o modelo pode ser encontrado em duas versões, todas com câmbio automático de seis velocidades com opção de trocas sequenciais e autoadaptativo. Foi mantida a direção elétrica progressiva. A carroceria longa e a distância entre-eixos – respectivamente 4.480 e 2.670 mm – garantem que os ocupantes do Sportage desfrutem de uma cabine espaçosa. A capacidade volumétrica de carga varia de 868 litros com os bancos traseiros ocupados a 1.770 litros com os assentos traseiros rebatidos. 

Segurança – A Kia investiu pesado em programas de pesquisa e desenvolvimento para reforçar a segurança ativa e passiva de seus veículos e oferece os mais elevados níveis de proteção aos ocupantes. Para garantir que o SUV compacto da Kia seja uma experiência segura e gratificante para todos os ocupantes, o Sportage oferece aos clientes sistemas de segurança de última geração e equipamentos de série como acelerador eletrônico tipo Drive-by-Wire; acendimento automático dos faróis sensível à luminosidade; airbags frontais para motorista e passageiro dianteiro; barras de proteção contra impactos laterais nas quatro portas e zona de deformação programada; encostos de cabeça dianteiros ativos; freios a disco duplo ventilados na dianteira e sólidos na traseira com ABS e EBD; e sensores de aproximação no para-choque traseiro. 

Na versão topo de linha, a EX, o Sportage traz ainda airbags laterais e de cortina, assistência na partida em subidas (HAC), assistente de tráfego (RCTA), controle eletrônico de estabilidade (ESC), controle de frenagem na descida (DBC), controle de tração (TCS), sistema de assistência à frenagem (BAS) e o detector de ponto cego (BSD). O novo Sportage ganhou cinco estrelas no Euro NCAP, outras cinco estrelas no NHTSA - National Highway Traffic Safety Administration e pontuação máxima de segurança no IIHS – Insurance Institute for Highway Safety. 

As duas versões do Sportage 2017 chegam ao mercado brasileiro com preços ao consumidor final de R$ 109.990,00 (LX) e R$ 134.990,00 (EX). O Sportage possui garantia de cinco anos ou 100 mil km, uma das maiores oferecidas no País. 

quinta-feira, 10 de março de 2016

Tarcísio Dias em Mecânica Online

Em caso de acidente, airbag e cinto de segurança alcançam alto índice na redução dos ferimentos


Segurança nunca é demais! O cinto de segurança é o primeiro elemento que busca reduzir os ferimentos em motoristas e passageiros em caso de acidentes.

E pode acreditar, a ausência do cinto de segurança pelos ocupantes traseiros do veículo ampliam o risco de ferimentos graves não apenas para eles, mas também para os ocupantes da parte dianteira.

Então, querido motorista, assuma para você a verificação de que todos os ocupantes estão com cinto de segurança antes da saída com o veículo.

Atenção, prudência e paciência são, definitivamente, alguns dos elementos indispensáveis à manutenção de vias seguras. As condições dos veículos também entram na lista e, por vezes, podem ocasionar acidentes ainda mais graves do que os provocados por falha humana.

Neste contexto, além de práticos, versáteis e desenvolvidos para todas as categorias de automóveis, dos luxuosos aos compactos, os itens veiculares de segurança salvam vidas.

A realidade brasileira, contudo, revela um cenário de atraso e negligência quando comparada a outros países.

“A demora fica ainda mais evidente pela perspectiva histórica de implantação de sistemas do gênero em países de primeiro mundo. Enquanto nos Estados Unidos o airbag frontal duplo e o freio ABS são exigidos desde 1995 e na Europa já se discute a instalação de direção autônoma em 2020, no Brasil, o cinto de segurança tornou-se obrigatório somente em 1998, pelo Código Brasileiro de Trânsito”, aponta o diretor e especialista em trânsito da Perkons, Luiz Gustavo Campos.

Já o cinto de três pontos e o encosto de cabeça devem passar a compor a estrutura dos carros vendidos no Brasil até 2020, conforme Resolução nº 518/2015, do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito).

Pesquisas e levantamentos conduzidos por organizações conceituadas do segmento reforçam a urgência do tema. Estimativas da National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), instituto de segurança de trânsito dos EUA, indicam que o uso de airbag combinado com o do cinto de segurança reduz em cerca de 60% o risco de ferimentos em caso de acidente.

Complementares ao cinto de segurança, as bolsas infláveis funcionam como minimizadores de danos.

A importância de associar o uso dos dois itens fica ainda mais evidente a partir de dados do mesmo estudo, que mostram que com a utilização só do airbag, os ferimentos não acontecem apenas em cerca de 18% dos acidentes.

Outro levantamento do mesmo órgão concluiu que a instalação do sistema antitravamento de rodas, conhecido por ABS (Antilock Brake Sistem), reduz o risco de envolvimento em acidentes em 6% para carros.

Em outra perspectiva, segundo estudo do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi), se o sistema ABS tivesse sido instalado em toda frota brasileira entre 2001 e 2007, teria salvado 490 vidas por ano e evitado ferimentos em mais de 10 mil pessoas. Tal redução resultaria em um impacto positivo de R$630 milhões ao longo de dois anos.

“De maneira geral, todos os itens com a finalidade de preservar a integridade física dos ocupantes podem trazer resultados satisfatórios em eventualidades no trânsito”, salienta o analista técnico do Cesvi, Diego Lazari.

Independentemente da maneira como atuam, a capacidade dos equipamentos em reverter tragédias tão recorrentes nas vias brasileiras permanece subjugada.

Segundo Lazari, antes de se tornarem obrigatórios, os itens devem passar por acordos junto aos fabricantes e superar os níveis de confiabilidade definidos por legislações. “Esse processo moroso acaba, muitas vezes, tornando facultativa a disponibilidade dos dispositivos”, acrescenta.

Os processos burocráticos, no entanto, deixaram de ser um pretexto válido desde 2014, quando passou a ser obrigatório que todos os carros de passeio e caminhonetes saíssem da fábrica com freios ABS e airbags duplos frontais, tanto para condutor, quanto para passageiro do banco dianteiro.

Em 2013, porém, na iminência da obrigatoriedade, o estudo do Cesvi verificou que um quinto dos veículos vendidos ainda ignoravam a norma, ao passo que, no mesmo período, 91% dos modelos importados e vendidos no Brasil já possuíam os equipamentos.

--- BOX---
Tecnologia a favor da segurança veicular - De acordo com o analista técnico do Cesvi, é possível dividir os itens de segurança veicular em dois grandes grupos: os de Segurança Ativa e os de Segurança Passiva. Os itens do primeiro grupo visam proporcionar um controle mais seguro do carro com recursos eficazes; os do segundo, amenizar possíveis danos aos ocupantes de veículo em situações consideradas inevitáveis.

GÊNERO
ITEM
FUNCIONAMENTO
SEGURANÇA ATIVA
ABS (Antilock Brake Sistem)
Por não travar as rodas em situações de frenagens de pânico, o ABS permite que o motorista desvie de obstáculos com mais segurança.
EBD (Distribuição Eletrônica de Frenagem)
Complemento do ABS, o sistema controla a força da frenagem nos eixos traseiro e dianteiro para proporcionar uma distribuição igualitária entre as forças empregadas na frenagem.
BAS (Sistema de Assistência a Frenagem)
Também conhecido por Freio de Emergência, o BAS, quando combinado ao ABS e ao EBD, joga carga máxima no freio quando o motorista pisa no pedal bruscamente.
ESP (Programa Eletrônico de Estabilidade)
Diferente do ABS, ainda que baseado em seu sistema, o ESP adota sensores que reconduzem o automóvel à trajetória original em caso de desestabilização ou perda repentina do controle.
EAS (Sistema de Acuação Eletrônica)
Também auxiliar do ABS, o sistema controla a tração e a altura do carro em relação ao solo, além de agir mesmo que o pedal não seja levado ao fundo.
ESC (Controle Eletrônico de Estabilidade)
Com atuação seletiva sobre os freios, o ESC reduz a potência do motor para prevenir a perda do controle e derrapagens.
Airbag
Bolsas infláveis que protegem cabeça e tórax dos ocupantes contra impactos em partes do veículo. É mais eficiente quando usado em conjunto com o cinto de segurança.
Cintos de segurança com pré-tensionador
O item impede a projeção dos passageiros para fora do veículo durante colisões de qualquer ordem.
SEGURANÇA PASSIVA
Banco antimergulho;
Barras de proteção laterais nas portas e encostos de cabeça ativos, para evitar danos ao pescoço em colisões traseiras.

“Há possibilidade do ESP entrar em vigor no Brasil em um futuro não tão distante. A frenagem automática das rodas garantida pelo sistema pode ser determinante em circunstâncias emergenciais. Mas, certamente, o poder de reverter este cenário de atraso está nas mãos do comprador, que deve pesquisar sobre as novas tecnologias em desenvolvimento”, observa Lazari.

Para o diretor do Sindicato Intermunicipal da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do estado de São Paulo (Sindirepa-SP), Antônio Gaspar de Oliveira, em teoria, os veículos estão cada vez mais seguros devido ao próprio avanço tecnológico, que promove a criação de sistemas de controle de velocidade e piloto automático. Os equipamentos, no entanto, não eximem o condutor da prudência, do respeito às leis de trânsito e do compromisso em manter as boas condições do veículo. “Inspeções técnicas já adotadas em mais de 50 países são capazes de reduzir significativamente as mortes no trânsito”, conclui.


PERFIL

Tarcisio Dias – Profissional e Técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecatrônico e Radialista, é gerente de conteúdo do Portal Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) e desenvolve a Coleção AutoMecânica.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

FUTURO SEM ACIDENTES por FERNANDO CALMON

Embora o entusiasmo revelado por alguns fabricantes sobre a possibilidade de, a partir de 2020, ter início a era dos carros de direção autônoma, em que o motorista só vai dirigir se for seu desejo, ainda há vários obstáculos técnicos, de legislação e até de comportamento a superar. Antes disso, há necessidade de regulamentar e implantar uma nova tecnologia essencial conhecida como V2V (sigla inglesa para veículo a veículo,) que permitirá uma verdadeira e extensa comunicação entre automóveis e destes com a via.

O Departamento de Transportes (DOT, em inglês) e a Administração Nacional de Segurança de Tráfego Rodoviário (NHTSA, em inglês), ambos dos EUA, acabam de se unir para propor uma legislação específica que entrará em vigor em 2016. Sem uma série de protocolos, regulação do espectro de ondas magnéticas, confiabilidade, privacidade, custos e, principalmente, segurança nada poderá avançar. Sem isso não existirá o veículo autônomo.


Aspectos importantes de como evitar colisões e/ou atropelamentos estão mais próximos de alcançar em larga escala os carros comuns desde já. Tecnologia V2V tem potencial de se fundir aos vários recursos hoje já existentes – desde controle adaptativo de velocidade de cruzeiro até o alerta de mudança de faixa – e proporcionar um grau de proteção quase absoluto envolvendo todos os carros em circulação. Por isso, o potencial de chegar a praticamente zero em acidentes de trânsito há muito deixou de significar peça de ficção científica, apesar do longo tempo de desenvolvimento ainda necessário.

Haverá etapas a superar. Segundo o DOT e a NHTSA, apenas o Assistente de Conversão à Esquerda (ACE) e o Assistente de Movimentação em Cruzamentos (AMC) poderiam evitar quase 600.000 acidentes e poupar 1.100 vidas naquele país, anualmente. ACE adverte o motorista que não avaliou bem distância e velocidade de um veículo em sentido contrário e o AMC avisa que existe alta possibilidade de colisão com um ou mais veículos independentemente de semáforo.

A partir do momento que todo o parque circulante dispuser da tecnologia V2V, em vez de uma simples luz piscando no quadro de instrumentos ou sinal sonoro, o sistema poderá inibir o avanço do carro com potencial de causar acidente. Informações trocadas entre veículos se limitarão a dados básicos de segurança, sem identificação que ameace a privacidade dos envolvidos.

Na Europa trabalha-se em projetos semelhantes entre eles o RACE, acrônimo em inglês para Ambiente Computacional Automotivo Robusto e Confiável para o Futuro Eletrônico dos Carros. Hoje, um automóvel comum pode conter até 70 sistemas de controle, incluídos os de segurança, sem contar milhares de subfunções, tudo interagindo. Intenção do RACE é criar uma única arquitetura computacional centralizada e padronizada.

Enfoque se aproxima dos sistemas sem fio e de outras tecnologias existentes nos aviões. Permite designar rápido e facilmente novas funções, além de disponibilizar atualizações à semelhança dos telefones inteligentes. Trata-se de ferramenta de conectividade essencial para carros autônomos e segurança do tráfego.

Futuro sem acidentes será muito bem vindo.


Fernando Calmon
PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 3314 - 14.08.2014 edita@rnasser.com.br


Mercedes C, para liderar.
A Mercedes inicia vender a 5a. versão do seu Classe C. É o recordista da marca, vendendo 2,2 milhões de unidades. No Brasil puxa vendas e com ele, ora importado, e os futuramente montados em Iracemápolis, SP, 2016, quer liderar o mercado Premium, onde atuam Audi, BMW e Ford Fusion. O novo C tem inspiração no Classe S, nova referência mundial em conteúdo tecnológico, eintegra o desafio mundial da gestão Dieter Rischter, CEO mundial da Mercedes. Ano passado retomou a liderança no poderoso mercado dos EUA.É projeto com princípio, meio e fim, instigando atrevimento para renovar os produtos e lançar novos, como a linha CLA e seu desdobramento GLA, utilitário esportivo a ser também nacionalizado, e ampliar a rede de revendedores.

Como é
A Coluna já descreveu o C. Desta vez não há Pé de Boi, explicou o diretor da Mercedes automóveis Dimitris Psillakis. A referência é de VW sedã 1200, entre 1965 e 1967, marcado por acabamento de franciscano residente em Esparta. E para quem sabe, sinaliza, as versões desequipadas, como a Classe C modelo 180, 6a. geração e em últimas unidades, não terão vez.
Versões assemelhadas em conteúdo, bem fornido, bem cuidado, bancos modernos, painel e console com uso de alumínio ou madeira, implementado nas quatro versões para atender o leque de exigências dos compradores. Revestimento em couro ártico, sintético, exceto nas versões 250, com o natural.

Construtivamente o automóvel cresceu: 9 cm, 8 cm em entre eixos, 4 em largura – quase um Classe E das gerações passadas -, e incluiu dieta de materiais com intenso uso de alumínio – 50% da carroceria. Suspensões, para lamas frontais, capo, teto, portas. Por isto, apesar de maior, baixou 60 kg em peso. Em aerodinâmica reduziu o quociente de resistência ao ar, CX de 0,24. Na prática, poderosos em torque e a caixa automática com sete velocidades, motores rodam em baixas rotações, com baixo consumo de gasálcool.

Internamente, diversidade de composições de cores e materiais, o controle da caixa de marchas é por alavanquinha na coluna de direção. Na posição D, as marchas se sucedem automática e maciamente, ou trocadas pelo motorista através de borboletas sob o volante. Há, ainda, escolha do tipo de regulagem para condução, desde a maneira econômica à esportiva+. A opção, por botão no console, lembrando os utilizados para Alfa Romeo, muda a programação eletrônica de motor – pareceu-me maior emissão sonora -, transmissão, amortecedores e freios.

Nestes há 11 programas eletrônicos, ABS, EBD, ESP … e novidade como frear a roda traseira interna dentro das curvas para melhorar a estabilidade. Padrão como equipamento, junto com a tela de 7”- os 250 tem-na em 8,4”-, e o Touchpad, trapizonga eletrônica no console, próxima à rodinha, fácil de operar como um smartphone, recebendo letras e números, pareando telefone, selecionando agenda.Faróis em Leds adaptáveis às condições do tempo, de direção, iluminação ambiente e condições em cinco funções: luz de curva dinâmica, de esquina, de estrada, farol alto adaptativo e luz de neblina ampliada.

No motor a injeção direta, nos cilindros, usa aspersão em até cinco jatos de combustível e até quatro descargas nas velas em cada ciclo, para reduzir emissões poluentes. Para isto e para economia, todas as versões contam com o sistema Stop/Start. O carro desliga sozinho quando parado e pega para sair.
O freio de estacionamento, o de mão, é elétrico.

Presidente da Mercedes no Brasil, Phillip Schirmer está particularmente feliz: esteve no Brasil em 1992 e comandou a operação de criar mercado aos importados. Na Alemanha participou dos atos de coragem para modificar os produtos, tirando sua caretice, dando atrevimento para conquistar clientes jovens. Agora no Brasil enfrenta novo desafio: brindar a Mercedes na liderança, incluindo fazer nova fábrica e mudar a óptica aplicada á marca, baixando custos de revisões, fazendo contratos para extensão de garantia.

Quanto custam

Modelo
Potência cv
Preço
C 180 Avantgarde
156
138.900
C 180  Exclusive
156
138.900
C 200 Avantgarde
184
154.900
C 250 Sport.
211
189.900

Reposicionamento
Como fica o novo Classe C relativamente aos outros produtos ? Assim:
Classe A  Style  200 Turbo
  110.900
Classe A Urban  200 Turbo
  120.900
Classe A 250 Turbo Sport
  164.900
Classe B  Turbo Sport
  128.900
CLA  200 Urban
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Em setembro, picape Duster
Demorou, e o desenvolvimento foi majoritariamente romeno, desprezando a expertise brasileira, maior mercado e experiência mundial com picapes derivados de automóveis. Mas em setembro, ao Salão de Paris, a variante esportivo cargueira aparecerá. Virá com a marca de origem, Dacia, assumida pela Renault e mercado ascendente iniciado com o Logan, de quem deriva.
Usa a base do utilitário esportivo Duster, e as fotos apresentadas pelo bom sítio argentino Autoblog mostram o picape sem disfarces e em placa de testes. Tudo indica é a forma final.

Por análise superficial é miscela internacional. Linhas frontais lembram os Fiat Tempra, a caçamba sugere geração anterior do picape Chevrolet Montana, o VW Saveiro, e certa influência do duro estilo soviético. Espera-se, para o mercado brasileiro, onde está em desenvolvimento final para ser mostrada no Salão do Automóvel, receba acertos para diferenciá-la do exemplar da foto.
A traseira elevada indica a pretensão de ser a de maior capacidade cúbica do setor. E a capacidade de carga será, possivelmente, superior aos concorrentes do setor: líder Fiat Strada, moldador do mercado; VW Saveiro com novo motor 1.6 16V, Chevrolet Montana. Peugeot Hoggar caiu do telhado.
Será construído pela Renault no Brasil, e terá versões 4x2, 4x4, e possíveis cabines estendida e dupla, motores 1,6 e 2,0. Opção diesel pode ser pensada.
Como registro, a Renault desenvolve outro projeto de picape, maior, para concorrer no segmento onde ninguém bate a GM e seu S10.

Pebble Beach, a praia dos antigos famosos

Domingo, o evento mais famoso do mundo para a atividade antigomobilística, o Pebble Beach Concours d’Élegance. Prainha do mesmo nome, entre Carmel e Monterey, Califórnia. Reúne o topo em veículos e história em quatro e duas rodas, e ampliou o negócio, fazendo exposição, lançamento de carros novos, elegante feira de peças e automobilia, livros. É o pico da semana em torno do automóvel antigo, com leilões, passeios, corridas, exposições de marcas variadas, muitas atividades no tema. Nesta edição, lançamento de livro sobre carroziere Jacques Saoutchik, de biografia rica – fuga da Rússia, prisão, sucesso na construção de carrocerias especiais, passagem por duas guerras mundiais, a crise de ’29 … 1.100 páginas, três volumes, US$ 500 edição normal, US$ 1.100 capa em couro.

E atrações como o tcheco Tatra - trazido do país de origem, um par de Hispano-Suiza construídos para o banqueiro Anthony Gustav de Rothschild por curiosa empresa, a Fernandez Darrin, montada em farra pelo banqueiro Gino Fernandes e o designer construtor estadunidense Howard Darrin. De encontro fortuito em exposição de automóveis antigos, no Parc des Princes, em Paris, 1932 - à época os europeus já cultivavam o colecionismo de automóveis, associaram-se e criaram a Fernandez & Darrin Coachwork às margens do rio Sena. O par, de mesmo dono e da mesma origem é um destes encontros de difícil repetição.

Outra presença é o curioso Ferrari 225 Export Vignale Spyder, encomenda do argentino Angel Maioccchi ao construtor italiano. Vignale esculpiu os para lamasdianteiros e criou as extremidades indutoras do Período Ponton, marcado pelos extremos bem definidos na década de ’50. Na Argentina foi batizada Niña Bonita.O automóvel foi-se na razia de exportações que empobreceram culturalmente a América do Sul na década de ’80.

Roda-a-Roda
Fim – A Fiat, após 115 anos deixou o domicílio legal em Turim, Itália. Fundida com a Chrysler na Fiat Chrysler Automobile, alojada sob a holandesa Fiat Chrysler Automobile NV – equivalente à LLC dos EUA, aproximadamente a Limitada do Código Comercial brasileiro. Empresa familiar controladora dos negócios.

Global - Terá registro holandês, operação em Londres, Inglaterra, e ações na Bolsa de Nova Iorque, EUA. É a internacionalização empurrada pela globalização.

Punição – Direção de Segurança de Tráfego nos EUA, a NHTSA multou a Hyundai Motor Co. em US$ 17,35M por não dar-lhe ciência imediata de problema de corrosão nos modelos Genesis 2009 a 2012.

Menos – GM dos EUA suspendeu a produção dos Cadillac ATS e CTS por três semanas. Excesso de estoque ante queda de vendas em 21%. É o menor dos problemas da empresa, às voltas com o maior re call do mundo e a comprovação de fraude em depoimentos de executivos quanto à economia na chave de ignição causando incontados acidentes e mortes.

De novo - Fraude permite anular todos os acordos, incrementar as ações propostas, motivar quem não se habilitou a ir a justiça. Custos imprevisíveis para indenizações, capazes de abalar a empresa. Em 2008, chegante ao poder, Barack Obama salvou-a. Agora, mal nas pesquisas, difícil haver bis.

Para baixo – A falta de direção na economia da Venezuela fez despencar os níveis de emprego e produção no setor. O ex terceiro maior produtor da América do Sul, mês passado montou apenas 876 veículos – o Brasil, mesmo mês, o pior dos recentes julhos fez 252,6 mil. Na prática menos de uma hora da produção brasileira.

Ré – Problemas da Venezuela vem da estrutura, do feliz fazer componentes superficiais, como o Brasil fez ao fim dos anos´40. Momento atual, economia desgovernada, o governo retém dólares e não permite importações. Conta simples, sem peças não há carros nem empregos. Hoje na Venezuela dólar câmbio negro vale 10x o oficial.

Para cima – Audi Brasil ignora retração, mantém números superiores às prometidas 1.000 unidades mês. Jörg Hofmann, presidente, atribui vendas à variedade e novidades em produto, ampliação da rede de revendedores, investimento em publicidade e marketing.

Hermanos – Alfistas que vão à Argentina em outubro para assistir à Autoclasica, devem aproveitar o período e se abastecer nas Lencerias – lojas com complementos de arrumação masculina. Em especial, lenços. A Centro Modena, importador da marca, aproveitou a presença de um Alfa Romeo 4C como Safety Car no autódromo de Rio Hondo, fez pré lançamento, e anunciou importar sete unidades no primeiro trimestre de 2015.

Paixão – Quatro estão vendidas a colecionadores de Alfa na Argentina. Aqui, sem perspectivas, pois a adaptação ao uso de álcool e ás estradas e ruas brasileiras tem custos inviabilizadores. Los Hermanos pagarão US$ 280 mil no 4C. A Alfa se estrutura para voltar ao mercado vizinho. Já tem cinco revendedores cobrindo o país. Aqui ? …

Flex – BMW dá passo interessante e amplia oferta de motores flex nos alemães vendidos no Brasil: 328i, X1 sDrive20i e 125i M Sport. Começa com a linha 2015 onde o 328i custa R$ 134.950.

À frente - Cria novo parâmetro no setor ao apresentar o primeiro motor turbo a utilizar a capacidade flex. Ultrapassa VW, Peugeot e Renault com produtos com tal adjutório, porém sem desenvolver tecnologia ao uso do álcool. No caso, esforço entre as BMW do Brasil, Alemanha e a Bosch. Potência e torque idênticos em ambos os combustíveis.

Takaro – Preços elevados no produto em si, e nas diferenças de cilindrada – e de duas para 4 portas, idênticos R$ 5.000. No mercado outras marcas tem menor distância. Deve ser parte da política de sobrevivência num mercado de comportamento imprevisível. Cria margem maior para pedidos de descontos pelos compradores.

Largada – Dia 29 Chery apresentará sua fábrica em Jacareí, - 70 km ao norte de S Paulo. Primeira chinesa no país, quer produzir 150 mil unidades anuais dos modelos Celler e QQ.

Na veia – Phillip Schiemer, presidente da Mercedes, mandou montar estande, preparou caminhão da marca à função, fez palestra sobre gestão e liderança na Agenda Confenar, encontro nacional das revendas Ambev e seus transportadores. Entidades acreditam em expansão de negócios e o executivo foi promover marca e produtos.

Maisnaus – BMW inicia montar com as facilidades industriais e tributárias da Zona Franca de Manaus, novo modelo R 1200 GS Adventure, no segmento Big Trail. Começa com versão superior, a Trophy.

Ensaio – Abriu pré inscrição, tipo sondagem do mercado, a R$ 69.900 e 78.900. Dois cilindros opostos, 1.170 cm3, 125 cv. Versão superior, cinco tipos de ajustes eletrônicos envolvendo motor, pressão dos amortecedores, controle de tração e freios. Mais ? www.edicaolimitadags.com.br

Lucro – Yamaha Motor Co, matriz japonesa da marca, informa lucro de US$ 480M no primeiro semestre, graças a aumento de vendas em 7,6% em todos os segmentos abordados pela empresa, puxados por motocicletas e motores para barcos. No Japão a empresa também atua nos segmentos de maquinário industrial e robótica.

Moto – Grupo Segurador BB e Mapfre, com o Cesvi Brasil, tabularam 360 acidentes com motos no país. Concluíram, 73% das mortes foi causada pelos próprios motociclistas, 11% colisão com automóveis; 7% com caminhões. 6%animais na via. Buracos e sinalização, 1%. Não informou se o levantamento foi feito com apuração ou apenas visualização dos laudos.

Missão – Com foco na preocupante situação de ser o Brasil o quarto país em mortes no trânsito, ceifando enorme quantidade de jovens entre 20 e 29 anos, a Michelin de pneus implanta o projeto Best Driver. Programa educacional, com apoio de 15 universidades onde, a partir de dados de comportamento de jovens, monitores e simuladores testarão a performance dos estudantes.

Gente – Alessandra Souza, desafio. OOOO Era de marketing e vendas automóveis na Mercedes, agora supervisora para relacionamento com a imprensa do setor. OOOO Paulo Gaba Jr, missão. OOOO Novo presidente da Federação Nacional das Locadoras de Veículos – evolução da ABLA. OOOO Buscará sedimentar a entidade, cobrar colaboração institucional dos associados em seus estados. OOOO