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sexta-feira, 10 de julho de 2020

Porsche Leipzig se prepara para a eletromobilidade


Todos os sinais apontam para frente na filial da Porsche em Leipzig: as preparações para o início da eletromobilidade estão em andamento em toda a fábrica. Todos os trabalhos de construção estão dentro do prazo. O trabalho externo na nova área de carrocerias para o Macan de terceira geração, a primeira versão totalmente elétrica do SUV, já está completo. O próximo passo, agora, é a montagem da fábrica dentro do prédio.


"Ao longo das últimas semanas, alcançamos alguns marcos importantes em nosso caminho para nos tornarmos uma instalação para a eletromobilidade", afirmou Gerd Rupp, presidente do Conselho Executivo da Porsche Leipzig GmbH. "O período que vai de agora até o início da produção da próxima geração do
Macan certamente será um desafio. Apesar disso, ele também representa uma oportunidade para testar a planta antecipadamente e comprovar nossa eficiência como uma equipe."

Devido à crise do Coronavírus, a cerimônia oficial comemorando a complementação da cumeeira foi cancelada, mas o prefeito de Leipzig, Burkhard Jung, visitou as obras e foi informado sobre seu andamento na última sexta-feira (3 de julho).

Além do trabalho na nova área das carrocerias, a linha de montagem foi significativamente modificada. A Porsche está ampliando a linha de produção já existente e programou esse trabalho para o período de fechamento da fábrica neste verão, que começará em breve. Quando o trabalho estiver completo,
carros com três tipos diferentes de trens de força serão produzidos numa única linha: veículos a gasolina, híbridos e puramente elétricos. Essa nova organização vai proporcionar o máximo de flexibilidade à fábrica de Leipzig.

O centro de atendimento aos clientes já está equipado para veículos elétricos: em fevereiro último, a Porsche instalou uma área para carga rápida chamada "Porsche Turbo Charging", que disponibiliza uma capacidade total de sete megawatts. Desta forma, a sede de Leipzig tornou-se sede do mais poderoso centro de carga rápida da Europa, operando exclusivamente com fontes de energia renováveis.

A eletromobilidade não chega a ser um conceito totalmente novo para as instalações da Porsche em Leipzig. A fábrica já vem produzindo veículos híbridos há dez anos. "Nossos empregados têm anos de experiência na lida com tipos de propulsão alternativos. Eles mal podem esperar para começar a trabalhar em veículos puramente elétricos, além dos nossos modelos híbridos", diz Gerd Rupp. "Achamos que é importante envolver toda a força de trabalho nessa mudança vindoura. Por isso, já iniciamos as medidas de qualificação para o novo Macan totalmente elétrico."

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Volvo Cars expande produção global com a primeira fábrica nos EUA


A Volvo Cars inaugura nesta quarta-feira (20) sua primeira fábrica nos Estados Unidos, na cidade de Charleston, Carolina do Sul. Com isso, a marca se estabelece como uma fabricante de automóveis verdadeiramente global, com plantas em suas três principais regiões de vendas.

A instalação de uma linha de produção de última geração no país norte-americano segue a estratégia de produção global da Volvo Cars, "Build where you sell".

A primeira unidade da empresa nos Estados Unidos complementa suas duas fábricas de veículos e a unidade de produção de motores na Europa, das três plantas industriais e de motores na China, além das linhas de montagem na Índia e na Malásia.

A fábrica de Charleston iniciará em breve a produção do novo sedã esportivo S60, baseado na plataforma modular SPA. A partir de 2021, a unidade também construirá a próxima geração do utilitário esportivo XC90. Os carros construídos na fábrica serão destinados tanto ao mercado interno norte-americano quanto às exportações internacionais.

A Volvo Cars está investindo cerca de US$ 1,1 bilhão nessa operação fabril e criará cerca de 4.000 novos empregos na região de Charleston nos próximos anos. Aproximadamente 1.500 funcionários serão empregados até o final deste ano.

"A abertura de nossa primeira fábrica americana é um grande negócio", disse Anders Gustafsson, presidente e CEO da Volvo Car USA. "Nosso negócio nos Estados Unidos está se desenvolvendo bem, nossos carros ganharam prêmios de muito prestígio e as novas instalações da Carolina do Sul serão um grande trunfo para a Volvo Cars e para a comunidade".

A nova instalação de Charleston inclui um prédio de escritórios para até 300 colaboradores de P&D, Compras, Qualidade e Vendas. A fábrica pode produzir 150.000 carros por ano. O local ocupa uma área total de 6,5 km² e o espaço do edifício cobre 213,7 mil km². A construção da instalação começou em 2015.

A empresa fabricará carros híbridos plug-in em todas as fábricas de automóveis do mundo. Em 2017, a Volvo Cars foi a primeira montadora mundial a anunciar sua estratégia de eletrificar sua gama total de modelos a partir de 2019.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Nakata investe em gestão Lean de manufatura e automação na fábrica de Diadema

Com mais de 60 anos de atuação no mercado brasileiro de autopeças, a Nakata, fabricante de sistemas de suspensão, freio, transmissão e direção, acaba de automatizar o processo de solda na produção dos amortecedores na fábrica de Diadema-SP. 

Com a automatização desta etapa de fabricação, a produtividade dobrou, além de garantir mais segurança na operação.

Desde o início do ano, quando foi implantada a metodologia do Sistema Nakata de Produção (Lean Manufacturing), a fábrica melhorou a eficiência e produtividade em mais de 10%, aumento que o gerente da planta, Carlos Moura, responsável pelas operações da fábrica e também pela implementação do Sistema Nakata de Produção, esperava alcançar somente no final de 2017.

O investimento em melhorias de ergonomia e automatização deve continuar nos próximos anos, visando aprimoramento em segurança, qualidade e produtividade. Com certificação SGI - Sistema de Gestão Integrado que inclui: ISO9001 - Gestão de Qualidade, ISO14001- Gestão de Meio Ambiente, OHSAS18001- Gestão de Saúde e Segurança, a planta também eliminou por completo resíduos sólidos adotando sistema de nanotecnologia para pintura das peças, entre outras práticas sustentáveis que também foram aplicadas.

sábado, 3 de junho de 2017

JEEP COMPASS COMEÇA A SER PRODUZIDO NA ÍNDIA

Primeiro SUV produzido localmente pela joint venture entre Fiat India Automobiles Private Limited (FIAPL) e Fiat Chrysler Automobiles (FCA), o novo Jeep Compass começou oficialmente a sair da linha de montagem de Ranjangaon.

O início da produção vê a Índia se juntando à Brasil, China e México como um pólo de fabricação e exportação para o Jeep Compass, o SUV mais capaz de seu segmento. Ranjangaon vai alimentar mercados ao redor do mundo onde os veículos usam a direção no lado direito (RHD).

O Jeep Compass estará em plena produção em julho e os veículos deverão chegar às concessionárias indianas durante o terceiro trimestre de 2017 em três versões: Sport, Longitude e Limited. Haverá combinações de motores a diesel e a gasolina com transmissões manuais e automáticas.


Ao final de 2017, o portfólio da marca Jeep na Índia consistirá em três novos modelos. O Jeep Compass, produzido localmente vai se juntar ao icônico Jeep Wrangler e ao SUV mais premiado do mundo, o Jeep Grand Cherokee. A exportação do Compass indiano para mercados com direção no lado direito (RHD) começará no último trimestre deste ano.

domingo, 2 de abril de 2017

Nissan Argentina dá início a obras de sua sede em Córdoba

A Nissan Argentina deu início às obras da sua nova sede administrativa em Córdoba. Os novos escritórios abrigarão a equipe que está trabalhando nas bases do projeto industrial focado na fabricação de picapes a partir de 2018. A produção de picapes transformará a Nissan em uma fabricante automotiva na Argentina.

Há seis meses, 10 engenheiros japoneses estão trabalhando em Córdoba liderados pelo mexicano Oscar Posada Quevedo, diretor de projeto industrial. Em colaboração com a equipe da Nissan Argentina, a equipe de especialistas internacionais está trazendo ao projeto sua vasta experiência no desenvolvimento projetos de importância global.

"O projeto de fabricação de picapes da Nissan na Argentina está avançado a todo o vapor. Com a construção da sua sede na cidade, a Nissan finca sua bandeira em Córdoba. Nos bastidores deste ambicioso projeto, contudo, existe muito mais que tijolos. Uma equipe de especialistas de calibre mundial está comprometida em entregar um projeto que garantirá a mais alta qualidade de fabricação, de Córdoba para toda a América Latina", disse José Valls, chairman da Nissan América Latina.

"Estou orgulhoso do avanço deste ambicioso projeto industrial. A construção da sede, a integração da equipe Nissan com a comunidade e os preparativos para garantir a qualidade da produção refletem o sonho da equipe e seus extraordinários esforços. Em breve, Córdoba se integrará a uma grande rede de fábricas da Nissan no mundo, como as da Tailândia, México e Espanha, conhecidas por sua força na fabricação da Frontier", disse Diego Vignati, presidente e CEO da Nissan Argentina.

A estimativa é que a as obras de construção dos novos escritórios da Nissan sejam finalizadas na metade deste ano. Em relação ao projeto industrial, a nova linha de produção está sendo desenvolvida sob restritos controles para garantir a qualidade, confiabilidade e durabilidade presente no DNA japonês. Com mais de 14 milhões de picapes vendidas em todo o mundo ao longo de oito décadas, a Nissan é líder neste segmento. A produção de picapes Nissan na Argentina tem a missão de fortalecer essa liderança e criar um polo de exportação para toda a América Latina.

Em abril de 2015, a Nissan anunciou sua intenção de produzir picapes Frontier na Argentina a partir de um investimento de 600 milhões de dólares, o qual viabilizará a fabricação de 70 mil unidades anuais de veículos para as marcas Nissan, Renault e Mercedes Benz.

Em setembro de 2015, a Nissan mudou seu modelo de negócio no país: passou de importadora à subsidiária, liderando diretamente as operações comerciais e o projeto de produção local. Ao fazer isso, a Nissan apostou no potencial que a Argentina tem como mercado e como futuro polo na fabricação de picapes. A companhia considera este modelo de negócio como um componente-chave de sua estratégia de longo prazo de posicionamento da marca entre os top 3 na América Latina.

A Nissan Frontier é a 12ª geração de picapes da Nissan, e a 8ª geração disponível na América Latina. O veículo dá continuidade à tradição de picapes que transcende mais de oito décadas.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

TMD/COBREQ RUMO À NOVA CASA

Em Salto, interior de São Paulo, a nova fábrica da TMD Friction do Brasil, tradicional fabricante de pastilhas e lonas de freio com a marca Cobreq e parte do grupo japonês Nisshinbo, está finalizando o investimento de R$ 142 milhões nesta planta (o maior investimento do grupo em outro continente).

A inauguração oficial será em outubro de 2017. E do lançamento da pedra fundamental, em maio de 2014, até hoje, cerca de 95% das obras já foram concluídas, estando, agora, em fase de transferência das linhas de produção de Indaiatuba para Salto, dois municípios no interior paulista e distantes 15 km um do outro.

De Indaiatuba, onde opera desde 1975, a necessidade de expansão fez a TMD Friction trocar seus atuais 82.000 m² de área total (zona urbana) e 18.000 m² de área construída por, respectivamente, 100.000 m² e 32.000 m² em construção, além da possibilidade de crescer por se tratar de um distrito industrial.

O projeto da nova fábrica é administrado por um grupo liderado por Edilson Jaquetto – diretor geral de Negócios OE da TMD, que informa: “Contamos com cerca de 100% das obras civis concluídas e já começamos a produzir em algumas linhas de Salto”.

E continua: “No momento estamos iniciando a transferência de toda a área administrativa, que deverá ser finalizada até o final deste primeiro mês de 2017. Toda a produção de pastilhas de freio para OE estará em operação em Salto nesta mesma data. E, finalmente, devemos finalizar 100% da transferência de nossa operação de Indaiatuba para Salto até setembro deste ano. Assim, estamos definindo junto ao nosso board japonês e europeu, que a grande inauguração deverá ocorrer oficialmente em outubro de 2017”.


Edilson finaliza explicando que “2017 será um ano bastante desafiador para o termino desta transferência, em razão da dificuldade econômica que o país se encontra. Mas, por outro lado, existe muita expectativa positiva para continuar almejando o crescimento de 2 dígitos no IAM, suportado pela Marca, Produto e Tecnologia, além da nossa maior capacidade instalada em Salto, o que propiciará à TMD Friction do Brasil um melhor atendimentos aos seus clientes”.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

DAYCO LANÇA CATÁLOGO DE CORREIAS DA LINHA INDUSTRIAL NA AMÉRICA DO SUL

Dayco, líder em engenharia de produtos e sistemas de acionamento no fornecimento para as indústrias automotivas, reposição industrial e de pós-venda, anuncia hoje o lançamento de sua linha de correias industriais na América do Sul. Variando de baixa potência para máquinas de alta produção de equipamento agrícola, o catálogo de correias industriais da Dayco abrange quase todas as aplicações que utilizam correias de transmissão de força na indústria, agricultura, frota, gramado e jardim geral, mineração, construção e indústrias de campos de petróleo.

Entre os produtos disponíveis para o mercado de correias industriais, estão duas linhas: as correias em “V” e as correias sincronizadoras, projetadas especificamente para aplicações industriais.

Comercializados e vendidos sob a marca Dayco Gold Label, uma marca conhecida pela sua resistência e longevidade, todas as correias em V são fabricadas para resistir a alongamentos, calor, óleo, produtos químicos, ozônio e as condições meteorológicas agressivas sem por em risco a potência e o desempenho das máquinas.

Também está disponível para Dayco na América do Sul a linha completa de correias sincronizadoras específicas para as indústrias. Projetada com os materiais mais avançados, as correias de marca-ISORAN transmitem potência através do contato entre os dentes da correia e os dentes da polia, de baixo consumo de energia para as mais altas exigências de aplicações.

Com a inauguração desta linha completa de produtos industriais e catálogo na América do Sul, oferecemos aos nossos clientes uma gama completa de correias e serviços projetados especificamente para manter máquinas industriais em movimento e ao mesmo tempo reduzir custo de paradas dispendiosas".

O novo catálogo industrial está agora disponível para download no www.DaycoAftermarket.com


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

MVC APLICA R$ 2 MILHÕES NA CONSTRUÇÃO DE NOVA UNIDADE FABRIL EM SÃO JOSÉ DOS PINHAIS



A MVC, empresa brasileira líder no desenvolvimento de produtos e soluções em plásticos de engenharia e pertencente à Artecola e à Marcopolo, está construindo uma nova unidade fabril em seu complexo industrial em São José dos Pinhais, no Paraná. Com investimentos de R$ 2 milhões, a operação deverá ser concluída em maio próximo e vai atender o segmento ferroviário, sobretudo com a produção de componentes em compósitos para vagões de trens.A nova unidade, BFG Brasil, é fruto da joint venture firmada no ano passado com a BFG International, terá dois mil m2 de área construída, contará com modernas instalações e materiais de alto desempenho inéditos para o mercado brasileiro, e empregará, inicialmente, 60 funcionários.

De acordo com Gilmar Lima, diretor-geral da MVC, a nova unidade marca o retorno da empresa no segmento ferroviário, um dos mais importantes e com maior potencial de crescimento no Brasil e no exterior. O ingresso da MVC no segmento ferroviário se deu em razão da conquista do importante fornecimento para a fabricante canadense Bombardier, no valor de R$ 28 milhões. Os componentes serão produzidos em São José dos Pinhais e entregues na unidade da Bombardier, em Hortolândia, no interior do Estado de São Paulo.O início do fornecimento para a Bombardier está previsto para junho. A empresa fornecerá as carenagens dianteira e traseira dos vagões de trens, em peças únicas, além de componentes internos, no total serão mais de 50 itens. Os painéis dianteiros e traseiros serão construídos com componentes importados e nacionais.

R$ 500 milhões até 2015


Esse investimento na nova unidade e o ingresso da MVC no segmento ferroviário fazem parte do plano de crescimento da empresa, que prevê ampliar a receita bruta dos atuais R$ 163 milhões, em 2011, para R$ 500 milhões, em 2015, por intermédio do lançamento de novos produtos e do desenvolvimento de novos mercados de atuação. Para isso, a companhia tinha previsto um aporte de R$ 25 milhões para o período, que foi ampliado para R$ 30 milhões.A MVC é reconhecida internacionalmente como empresa inovadora e de grande capacidade de aplicação de avançados processos e materiais no segmento de plásticos de engenharia. Desenvolve produtos com soluções completas e personalizadas para os mercados automotivo/transporte, indústria leve, energia eólica e de construção civil. Possui operações em São José dos Pinhais (PR), Camaçari (BA), Caxias do Sul (RS), Catalão (GO) e Sete Lagoas (MG).

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Seis Estados disputam fábrica da Volkswagen



Pedro Kutney, AB
www.automotivebusiness.com.br
Na sexta-feira, 7, Thomas Schmall esclareceu melhor o aumento do investimento da Volkswagen do Brasil que o chefe Martin Winterkorn anunciou na segunda-feira, 3, durante jantar em sua homenagem em São Paulo (leia aqui). Segundo explicou Schmall, presidente da subsidiária brasileira, não está incluída a possível construção de nova fábrica no País na elevação dos aportes informados pelo presidente mundial do Grupo Volkwagen, de R$ 6,2 bilhões para R$ 8,7 bilhões, com extensão do plano de 2010 a 2014 para até 2016. “Ainda estamos estudando a melhor forma de ampliar nossa produção, mas caso a decisão seja por instalar uma nova unidade vamos precisar de mais recursos”, disse o executivo.

Schmall não quis ainda confirmar se a nova fábrica será de fato construída, contudo informou que os estudos são para uma unidade com produção inicial de 500 carros/dia, para chegar a 1 mil/dia (algo próximo de 125 mil a 250 mil/ano). Atualmente a capacidade da Volkswagen no Brasil é de 3,5 mil/dia e com mais uma planta, portanto, iria para 4 mil a 4,5 mil por dia. “Precisamos crescer para acompanhar o crescimento do mercado brasileiro”, justificou o executivo, estimando vendas totais de 4 milhões de veículos leves até 2014. Até este limite a empresa já teria capacidade para atender sem uma nova linha se ficar com participação em torno de 20%. Schmall informa que este ano a empresa deverá produzir 900 mil automóveis, sendo 150 mil exportados.

O problema seria para além de 2014, pois muitos especialistas, inclusive alguns que prestam consultoria à Volkswagen, calculam mercado interno de 5 milhões de unidades/ano a partir de 2016, o que elevaria a necessidade de produção da empresa para além de 1 milhão de veículos por ano para dar conta também das exportações. Nesse patamar, só uma nova fábrica resolveria a questão.

Negociações com seis Estados

Schmall admitiu que mantém conversas com seis Estados, indicando assim que a decisão de fazer a planta está tomada, o que falta é decidir onde, levando-se em conta questões de logística, infraestrutura, condições de produção e quais são os melhores incentivos. “Precisamos estudar todas essas possibilidades. Uma nova fábrica traz mais capacidade, mas aumenta a complexidade de gestão”, ponderou. “Deveremos decidir isso o mais breve possível”, disse, evitando definir um prazo.

O executivo também não confirma com quais governos estaduais está conversando, contudo existem indícios de negociações no Nordeste (Bahia e Pernambuco), Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Paraná – nos dois últimos a Volkswagen já tem quatro fábricas trabalhando no topo da capacidade.

As plantas de São Bernardo do Campo, Taubaté e São Carlos (motores) passam por ampliações importantes, recebendo cerca de R$ 3 bilhões dos investimentos de R$ 6,2 bilhões anunciados no fim de 2009. Com o aumento dos aportes para R$ 8,7 bilhões, a proporção dos gastos também muda: “Eram 50% para modernização de unidades e ampliação de capacidade e outros 50% em desenvolvimento de novos produtos. Agora a proporção é de um terço para as fábricas e dois terços para desenvolvimento”, informou Schmall.


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Renault Nissan: expansão no PR e fábrica no RJ

Carlos Ghosn e a Presidente Dilma
Redação AB, com Agência Estado 
www.automotivebusiness.com.br

Agora é oficial: o presidente mundial da Aliança Renault Nissan, Carlos Ghosn, confirmou à presidente da República, Dilma Rousseff, os novos investimentos bilionários que as empresas associadas farão no Brasil. Em encontro com Dilma no sábado, 1º, Ghosn adiantou detalhes dos anúncios que fará no decorrer desta semana. Na próxima quarta-feira, 5, ele divulgará detalhes da expansão do Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR), e no dia seguinte irá para o Rio de Janeiro anunciar oficialmente a construção de uma fábrica da Nissan em Resende (RJ). Logo após o encontro com Dilma, o executivo concedeu uma rápida entrevista coletiva, quando confirmou os dois investimentos, mas sem revelar mais pormenores. “Hoje foi uma oportunidade para mostrar à presidenta nossa visão sobre o mercado automobilístico mundial e a importância do Brasil na estratégia da Aliança Renault Nissan, com nossa determinação em investir no País para contribuir mais com o desenvolvimento do mercado brasileiro, que nós consideramos significativo para os próximos anos”, disse Ghosn.

O presidente da Aliança reafirmou que a ambição das duas marcas é abocanhar 13% do mercado brasileiro até 2016, sendo cerca de 8% para a Renault e 5% para a Nissan – hoje a participação da marca francesa é de 5,5% e da japonesa de 1,65%. Levando-se em conta que muitos analistas apostam em um mercado de 5 milhões de veículos/ano no período citado por Ghosn, significa que, em números, a ambição é de vender aqui cerca de 650 mil unidades, 400 mil Renault e 250 mil Nissan.

Não por acaso, são justamente esses os números projetados para os dois investimentos: a fábrica paranaense da Renault investiria R$ 1,5 bilhão para aumentar sua capacidade de 250 mil unidades/ano para além das 300 mil, chegando gradualmente às 400 mil; e a nova fábrica fluminense da Nissan teria capacidade inicial de 200 mil veículos/ano, em um investimento estimado em US$ 1,5 bilhão que sugere o aumento rápido desse volume.

O Brasil atualmente é o terceiro maior mercado para a Renault no mundo, e pode chegar à segunda posição este ano, perdendo apenas para a França. Para a Nissan, porém, o País ainda figura apenas como um mercado em potencial. “O objetivo é manter o Brasil como mercado estratégico para Renault, mas também permitir que Nissan contribua mais para desenvolvimento do mercado brasileiro”, disse o executivo. 
Calos Ghosn, presidente da Aliança Renault Nissan, explica os planos de investimento na entrevista coletiva no Palácio do Planalto, em Brasília, logo após encontro com a presidente Dilma Roussef. Ao lado de Ghosn, o governador do Paraná, Beto Richa (à esq.), o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante (à dir.), e o governador do Rio, Sergio Cabral: interesses em comum. (foto José Cruz/ABr)

Além dos governadores Beto Richa (Paraná) e Sergio Cabral (Rio de Janeiro), também esteve presente, tanto no encontro com Dilma como na entrevista coletiva, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. Uma presença emblemática, já que Ghosn falou em investimento em tecnologia no País e, na semana passada, chegou a circular na imprensa a informação de que a Nissan talvez produzisse até carros elétricos na fábrica de Resende.

Durante a entrevista coletiva no Palácio do Planalto, Mercadante confirmou que a presidente Dilma pediu um estudo sobre a viabilidade da participação de carros elétricos na matriz de transporte brasileira. “Ainda não há decisão de governo”, disse. Renault e Nissan têm posição adianta em relação ao desenvolvimento de carros elétricos e ambas já têm modelos prontos para o mercado.

Ghosn confirmou que ambas as companhias pretendem aumentar o porcentual de conteúdo nacional tecnológico nos veículos das duas marcas. “Pretendemos investir no desenvolvimento tecnológico não só do flex fuel, mas também de carros elétricos e híbridos”, afirmou. “Nós consideramos o Brasil um dos mercados mais estratégicos não só em desenvolvimento de quantidade, mas também de tecnologia”, concluiu.

Segundo fontes do governo do Paraná, está prevista no plano de investimento da Renault no Estado a criação de um centro de engenharia e desenvolvimento completo dentro do complexo de São José dos Pinhais, onde as intenções de Ghosn poderão ser levadas adiante.

Mercadante avaliou que as duas companhias estão sintonizadas com o que deve ser a relação do Brasil com as montadoras automotivas. “Queremos aqueles que vêm para ficar. Para disputar o mercado, mas gerando desenvolvimento, emprego e tecnologia”, afirmou. “São investimentos de grande porte, que mostram o potencial do mercado brasileiro, que é hoje um dos principais da indústria automotiva internacional.”

Potencial e lucro

Mercadante sublinhou as afirmações de Ghosn: “O presidente da Renault Nissan disse que o Brasil tem hoje 250 veículos para cada mil habitantes. Na União Europeia, essa relação é de 580 por mil habitantes e, nos Estados Unidos, de 800”, comparou. “Olhando as condições macroeconômicas do País, a perspectiva de vendas de veículos é muito promissora”, acrescentou.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, destacou a posição do Brasil como quarto maior mercado consumidor de veículos do mundo, perdendo apenas para Estados Unidos, China e Japão. “Acredito que os investimentos são uma relação de valor recíproco: uma grande marca de um lado e do outro, a grande marca Brasil.” Para ficar com a fábrica da Nissan, que era disputada por pelo menos quatro Estados, o governo fluminense preparou um generoso pacote de incentivos fiscais, que inclui o deferimento do pagamento de parte significativa do ICMS e a transformação dessa dívida em títulos recebíveis que poderão ser comprados preferencialmente pela própria Nissan, com grande desconto.

Ghosn garantiu que a lucratividade das montadoras no Brasil não apresenta nenhum porcentual “excepcional” ante a média obtida pelo grupo nos demais países onde atua. Segundo ele, as margens da Nissan, inclusive, estão abaixo da média, enquanto as da Renault, um pouco acima, mas “nada significativo”. “O Brasil é um País atrativo para investimentos, mas não acho que nenhuma montadora está obtendo lucratividade muito alta em comparação com Rússia, China e Índia”, disse.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

PSA Peugeot Citroën terá nova fábrica no Rio de Janeiro

Paulo Ricardo Braga, AB
www.automotivebusiness.com.br
Do Rio de Janeiro


Carlos Gomes, Presidente do Grupo PSA para América Latina
Carlos Gomes, presidente da PSA Peugeot Citroën para a América Latina, sugere mas não confirma: a empresa terá uma nova fábrica e será no Estado do Rio de Janeiro. A empresa precisa encorpar a operação latino-americana, onde ainda tem reserva de capacidade de um turno na Argentina, e não pretende ir para Goiás, São Paulo ou Pernambuco, nem mesmo correr atrás de incentivos fiscais em outras regiões. “Fincamos raízes no Rio”, garante o executivo.

A frase vale tanto para a empresa, que comemora os dez anos da fábrica de Porto Real, como para ele mesmo, que completa um ano à frente dos negócios na América Latina. Ao lado da esposa e de um filho de 16 anos (a filha estuda em universidade de Nova York), portugueses como ele, Gomes disse que se sente em casa na cidade do Rio, onde a PSA mantém seu escritório central em Botafogo. Uma vez por mês, pelo menos, ele vai à fábrica distante cerca de duas horas de carro. Gomes admite que há um tsunami de investimentos prometidos para o setor automotivo, mas coloca em dúvida o avanço efetivo de todas as iniciativas. No caso da Peugeot e Citroën, fala com segurança sobre os planos, que incluem, além da nova fábrica, a reformulação da família de motores em cinco anos, contratações e o lançamento de veículos.

A PSA tem investimentos programados de US$ 1,4 bilhão no País até 2012, e calcula que a capacidade atual de 220 mil veículos em Porto Real pode atender o mercado só até o fim de 2013. Em 2011, o grupo programa emplacar 330 mil unidades na América Latina, essencialmente no Brasil e Argentina, o que garantirá uma participação de 5,9%. O Brasil absorverá cerca de 190 mil veículos, contra 172 mil em 2010, e as duas marcas ficarão com 5,5% de market share no mercado brasileiro. De janeiro a agosto foram comercializados na América Latina 214,2 mil carros Peugeot e Citroën, um crescimento de 20% em comparação ao mesmo período de 2010.

O Grupo PSA está presente industrialmente no país desde 2001, quando foi inaugurado o Centro de Produção de Porto Real, onde atualmente são montados os Peugeot 207, 207 SW, 207 Passion e Hoggar e os Citroën C3, Aircross, C3 Picasso e Xsara Picasso, e também os motores de 1,4 litro e 1,6 litro flexfuel e a gasolina (para exportação).

Negociações, contratações e lançamentos em pauta

Preparando terreno para anunciar os novos investimentos na região, a PSA iniciará a contratação de mais 800 profissionais no Centro de Produção de Porto Real, que passará a ter 5 mil colaboradores. A intenção é recrutar trabalhadores para o primeiro emprego e completar a formação em programas na fábrica. “A criação de postos de trabalho poderá ser muito maior, dependendo das negociações com o governo do Rio de Janeiro para ampliação das atividades no Estado, visando ao mercado local e exportações”, afirmou Gomes.

A remuneração do trabalho representa cerca de 6% dos custos de produção da PSA em Porto Real. Incomoda mais, na hora de avaliar a competitividade da marca, o valor das matérias-primas (30%), especialmente do aço, que começa a ser importado da Ásia em pequena escala.

A nova safra de produtos começará a chegar no fim do ano, com a estreia do cupê RCZ, um desafiante do Audi TT que virá importado da França. No início de 2012 será lançado o hatch 308, que aposentará o 307 feito na Argentina. O carro, de porte médio, vai disputar clientes com o Hyundai i30, Volkswagen Golf e outros concorrentes de peso.

Resultados que valem champanhe francesa

Em almoço com um grupo de jornalistas no renomado restaurante Le Pré Catelan, comandado pelo chefe Roland Villard, no Hotel Sofitel, em Copacabana, Rio de Janeiro, Gomes brindou os bons resultados da PSA na região com champanhe francesa. “A ocasião merece”, justificou.

Ele diz ter bons motivos para comemorar, aqui e na Argentina, onde a Peugeot é marca de prestígio, com tradição de 50 anos. Junto com a Citroën, a PSA tem participação de 13,2% das vendas totais no país vizinho e cresceu 38% nos emplacamentos este ano.

No Brasil, onde a PSA cresce mais do que a média do mercado, a Peugeot pretende retomar as ações para avançar. O novo 308 deve trazer alento à marca, mas ainda será pouco para alcançar equilíbrio com o desempenho da Citroën. A versão automática do 408 atrasou, enquanto o modelo com transmissão mecânica foi bem nos testes do Cesvi sobre reparabilidade, junto com os Citroën C3 e C3 Picasso.

Gomes entende que a PSA avançou com razoável sucesso no segmento dos carros B premium. O compacto 207 será renovado, mas ele assegurou a Automotive Business que não há planos para avançar no campo dos modelos populares, embora admita que é importante ganhar volume nas operações de manufatura e distribuição. O 107, já renovado, não virá. “Nossos veículos estão em patamar de preço acima de R$ 35 mil”, observa, enfatizando que a PSA tem 17% de participação no segmento B.

“Os resultados confortam, mas ainda não satisfazem”, define o presidente, assegurando que “há muita coisa a caminho”. Essas “coisas” passam por negociações com a matriz e o governo do Rio de Janeiro. Uma delas é o desenvolvimento do parque de fornecedores, ainda tímido. Seguindo o exemplo da Fiat, onde trabalhou ao lado de Sergio Marchionne para estimular as vendas da marca italiana na França e Itália, Gomes vai na direção de uma “fluminensização” da cadeia de suprimentos, que pretende atrair para o círculo ao redor da fábrica atual. No fim de 2010, a empresa adquiriu 65 mil m2, de olho nessa expansão.

Sem dependência do regime automotivo

O anúncio da regulamentação do regime automotivo, previsto para sexta-feira, 15, parece não preocupar a PSA no Brasil. “Dependemos pouco das medidas que estão sendo tratadas. Nós investimos em pesquisa e desenvolvimento muito mais do que se discute aqui”, diz Gomes.

Sobre a desaceleração do mercado automotivo, com desaquecimento a partir de setembro, ele comenta: “É razoável evoluir em um ritmo menor durante algum tempo. Mas estamos seguros de que a indicação, no longo prazo, é de crescimento”.

Além de avançar na área de pessoal, tecnologia, produtos e manufatura, as marcas Peugeot e Citroën estão preocupadas em ampliar os esforços em distribuição na região, onde já possuem cinco centenas de pontos. No Brasil e Argentina haverá mais 95 concessionárias e 115 oficinas até o fim de 2012. A iniciativa recebe aporte de € 50 milhões.